quinta-feira, 18 de junho de 2026

Call Matinal 1806

 Call Matinal

18/06/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (1706)

MERCADOS

Na quarta-feira (17), o Ibovespa fechou em baixa de 0,7%, a 168.453 pts. Já o dólar comercial operou em alta de 0,42%, a R$ 5,1077. Impacto foi mais suave, amortizado pelo fato a Selic continuar elevada, mesmo após o corte de ontem do Copom, o que ainda mantém o carry trade atraente.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros de Nova York operam em alta nesta quinta-feira (18), após o presidente dos EUA, Donald Trump, assinar um acordo preliminar para encerrar a guerra com o Irã. A perspectiva de redução das tensões no Oriente Médio também pressiona os preços do petróleo.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,55%

S&P 500 Futuro: +0,87%

Nasdaq Futuro: +1,50%

Bolsas operando em alta, mesmo com o tom mais duro do Fed na deliberação do Fed Funds.    

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), -0,43%

Nikkei (Japão): +1,65%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,09%

Nifty 50 (Índia): -1,59%

ASX 200 (Austrália): -0,62%

Ações asiáticas fecharam mistas, mas repercute decisão do Fed.

Europa

 

 

 

STOXX 600: -0,49%

DAX (Alemanha): -0,12%

FTSE 100 (Reino Unido): -0,89%

CAC 40 (França): +0,09%

FTSE MIB (Itália): -0,25%

Bolsas europeias mistas diante do tom mais duro do Fed. Hoje temos reunião do Bank of England.    

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -2,46%, a US$ 74,90 o barril

Petróleo Brent, -2,04%, a US$ 77,93 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -1,13%, a 747,00 iuanes (US$ 110,54)

Bitcoin, +0,13%, a US$ 64.447,99

Petróleo em alta leve, diante do acordo de Paz e a reabertura do Estreito de Ormuz.

 

NO DIA, 1806

Ao fim, o FOMC veio com a manutenção do Fed Funds, mas num discurso mais hawkish. Já o Copom veio reduzindo a Selic, cauteloso, abrindo espaço para a manutenção da taxa nas próximas reuniões. Reconheceu a piora do cenário inflacionário, mas encontrou espaço para manter aberta a discussão sobre a magnitude final do ciclo de flexibilização da Selic. Em comum, os dois recados mostraram que a inflação continua sendo a variável central para os mercados. Em detalhamento, o Copom reduziu em 0,25 pp, a 14,25%. O comunicado se mostrou mais preocupado, com destaque “para a aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre, a resiliência do mercado de trabalho, a piora das expectativas de inflação e os riscos associados à guerra no Oriente Médio”. Já nos EUA, a taxa básica foi mantida na faixa entre 3,50% e 3,75%, mas a atenção do mercado se concentrou nas novas projeções econômicas e no gráfico de pontos, que mostraram um comitê mais preocupado com a inflação e menos disposto a cortes.

 

Agenda macro 15 a 19 de junho

 

Quinta-feira, 18 de junho

08h00 – Reino Unido: BoE – Decisão de juros

Sexta-feira, 19 de junho

Suíça: Assinatura formal do acordo EUA-Irã

 

 

Boa semana para todos!

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