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Brasil
O presidente Lula avançou ontem em um acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para a votação da PEC que acaba com a escala 6x1 de trabalho, principal bandeira eleitoral do Planalto para este ano (https://tinyurl.com/3k9u45vx).
A proposta prevê a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais, com dois dias de folga por semana e sem corte de salários, pontos colocados como “inegociáveis” por Motta. A mudança será implementada de forma escalonada, em um período de transição de um ano – com uma redução de 2 horas semanais ainda em 2026, 60 dias da promulgação da PEC, e o restante após 12 meses. Ao mesmo tempo, Motta indicou que o Congresso deverá discutir uma legislação complementar para flexibilizar a contratação de trabalhadores via MEI e revisar os limites de faturamento da categoria, numa tentativa de mitigar impactos sobre setores intensivos em mão de obra. A expectativa é que a PEC seja votada, tanto na comissão especial quanto em plenário, nesta semana (app: https://bit.ly/4vdEIkA | desktop: https://tinyurl.com/278bqdhy).
Uma vez aprovada na Câmara, a proposta segue para o Senado, onde ainda não há definição sobre o calendário de tramitação, mas as negociações em torno da matéria já começam a ganhar tração. Os jornais reportam que o setor produtivo deve buscar o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, na tentativa de viabilizar mudanças no texto, como um período de transição mais longo (https://bit.ly/4fHCeX1 e https://bit.ly/4dILQON) – o relator, deputado Leo Prates (Republicanos), defendia uma transição de dois a quatro anos, mas o governo pleiteava um período mais curto, bem como a implementação imediata de algumas medidas. Apesar do alinhamento entre Motta e Lula, empresários estariam apostando no mal-estar entre Alcolumbre e o governo para conseguir avançar nas tratativas (https://tinyurl.com/mr2mt7et).
O Planalto, por sua vez, também já estaria atuando para evitar que a matéria trave nas tensões que marcaram a relação com o Senado nos últimos meses (https://bit.ly/4fIRCSV). Apesar da pressão do setor empresarial, a leitura é que Alcolumbre não deve impor resistência à proposta, diante de seu forte apelo popular (https://bit.ly/4dwt8eh). Com isso, a ideia do governo é que os primeiros efeitos da medida já possam ser sentidos antes do primeiro turno das eleições, potencializando seu efeito nas urnas (https://bit.ly/3PGnJbu).
Ainda assim, a avaliação na cúpula do Executivo, segundo a Folha, é que, mesmo com uma eventual rejeição do texto no Congresso, o presidente Lula sairá vitorioso do debate. Mesmo que seja derrotado, o petista poderia dizer na campanha que defende os trabalhadores e seus adversários, não (https://bit.ly/4v24uYW). Seria uma forma de reforçar o discurso antissistema que está elaborando para a disputa eleitoral (https://tinyurl.com/29vbaejl).
Em paralelo, o governo publicou na noite de ontem decreto e portaria que viabilizam a subvenção a produtores e importadores de gasolina no valor de R$ 0,44 por litro, com vigência de dois meses. Na sexta-feira, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a subvenção teria um impacto de R$ 2,4 bilhões no período. Já em relação ao diesel, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, disse que não estão descartadas a extensão de prazo de medidas ou até mesmo a ampliação da subvenção (https://bit.ly/4tWxPmI).
Flávio Bolsonaro também segue em busca de uma agenda positiva para deixar para trás o desgaste recente em sua campanha (https://bit.ly/3Q2HcTR). Para isso, o senador desembarcou ontem nos Estados Unidos, onde espera ter uma reunião com o presidente Donald Trump. Entre interlocutores, a previsão é que ele seja recebido pelo mandatário americano nesta terça-feira, embora o encontro não tenha sido oficialmente confirmado pela Casa Branca (https://bit.ly/4u0BqQp).
Já a CNN afirma que a reunião poderia ser realizada com o vice-presidente JD Vance, não com Trump (https://bit.ly/3PIpnsY), mas que integrantes do PL temem o risco de que a agenda, caso frustrada, possa ser usada por partidos de esquerda como munição para desgastar ainda mais a imagem do pré-candidato (https://tinyurl.com/235zjb9z). Entre os compromissos previstos para Trump nesta terça, estão um check-up médico pela manhã e três “reuniões políticas” internas no Salão Oval à tarde (https://bit.ly/3PDZVoG).
Monitor de pesquisas: Pesquisas Boas Ideias e PoderData podem ser divulgadas a partir de quinta e sexta-feira, respectivamente.
Agenda BCB: Presidente e diretores não possuem agendas abertas ou com o mercado.
Agendas de Lula e Durigan: Durigan concede entrevista ao Valor, às 14h. Também se reúne ao longo do dia com o deputado Aguinaldo Ribeiro, com a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e com a ministra Esther Dweck. A agenda de Lula não havia sido divulgada até a publicação deste material.
Agenda local de dados: Às 8h30 o BC publica o BoP de abril, com o mercado antevendo déficit em conta corrente de USD 150 mi e IDP de USD 5,4 bi e a XP, USD 700 mi e USD 5,0 bi, respectivamente. Às 10h30 o Tesouro divulga os editais do leilão de NTN-B e LFT.
Internacional
Donald Trump avaliou que as negociações com o Irã estão “avançando muito bem” e chegou a cogitar a possibilidade de o urânio iraniano ser transferido para outro local que não os EUA – mas voltou a fazer ameaças caso não haja entendimento entre os dois países. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país asiático, Esmaeil Baghaei, afirmou que as negociações avançaram em “muitas questões”, apesar de estarem longe da assinatura do acordo (https://bit.ly/4a7zAGk).
Agenda internacional de dados: Nos EUA, às 9h15 serão divulgados os dados semanais do ADP e, às 11h, os dados de maio da confiança do consumidor do Conference Board. Às 14h teremos leilão de títulos de 2 anos.
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Bons negócios!
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