quarta-feira, 12 de agosto de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado.*


Quarta Feira, 12 de Agosto de 2.026.


*Eleição entra no preço*


Lá fora, a guerra entre Estados Unidos e Irã continua sem sinal de acordo e mantém o Brent perto de US$ 90, aumentando a importância do CPI americano de hoje para as apostas sobre os juros do Fed.


… A eleição entrou de vez no preço dos ativos brasileiros, depois que o JPMorgan reduziu sua recomendação para o País e alertou para o aumento da volatilidade até outubro. O movimento reforçou a saída de estrangeiros da B3, justamente quando a ata do Copom manteve setembro em aberto e o IPCA confirmou a melhora da inflação corrente, mas deixou dúvidas sobre os próximos meses. Lá fora, a guerra entre Estados Unidos e Irã continua sem sinal de acordo e mantém o Brent perto de US$ 90, aumentando a importância do CPI americano de hoje para as apostas sobre os juros do Fed. A agenda tem ainda Serviços no Brasil, relatórios da Opep e AIE, e muitos balanços, incluindo BB e CSN.


VOLATILIDADE CONTRATADA – O mercado brasileiro teve um dia de forte deterioração, descolado de outros emergentes e de Nova York, com a combinação de risco eleitoral e rebaixamento do Brasil pelo JPMorgan estimulando a saída de investidores estrangeiros.


… O gatilho para colocar a eleição definitivamente na pauta veio do JPMorgan, que reduziu a recomendação para os ativos brasileiros de overweight (compra) para neutra, avisando que prefere ficar à margem da volatilidade esperada para os próximos meses.


… O banco argumentou que o ciclo de flexibilização monetária está perto do fim, enquanto a economia desacelera e o crédito se deteriora. Sua expectativa é de apenas mais um corte de 0,25 ponto da Selic em setembro, seguido por uma longa pausa até o segundo trimestre de 2027.


… Para os analistas do JPMorgan, a eleição presidencial acrescenta outra camada de incerteza.


… Na avaliação do banco, os ativos brasileiros ainda carregam pouco prêmio eleitoral e a volatilidade tende a aumentar à medida que outubro se aproxima. “Tudo parece muito calmo por enquanto”, afirmou o JPMorgan, apostando em um período mais turbulento até outubro.


… Para o mercado doméstico, a eleição também começa a cobrar seu preço. As pesquisas CNT/MDA e Futura divulgadas ontem reforçaram a liderança de Lula e aumentaram a preocupação dos investidores com a condução da política fiscal no próximo governo.


… Na CNT/MDA, Lula aparece com 48% contra 39,1% de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, uma vantagem de 9 pontos. Já a Futura mostrou uma disputa mais apertada: Lula e Flávio estão tecnicamente empatados, com 46,5% e 44%, respectivamente.


… A combinação de incerteza eleitoral, juros reais elevados, baixo crescimento e déficit fiscal ajuda a explicar o fluxo de saída dos gringos, que tem sido percebido em agosto. Até o dia 7, os investidores estrangeiros já haviam retirado R$ 5,5 bilhões da B3 no mês.


ATA DIVIDE O MERCADO – A avaliação do JPMorgan de que o ciclo de cortes da Selic está perto do fim coincide com a aposta majoritária do mercado após a ata do Copom, que manteve em aberto os próximos passos da política monetária.


… Das 36 instituições consultadas pelo Broadcast, 23 esperam só mais um corte de 0,25 ponto em 2026, levando a Selic a 13,75% em setembro, patamar que permaneceria até o fim do ano. Outras oito casas projetam dois ou três cortes, e cinco acreditam que ficará nos atuais 14%.


… A ata reconheceu com mais clareza que os efeitos da política monetária restritiva sobre a atividade vêm se acumulando e contribuindo para a desinflação, mas evitou dar qualquer indicação sobre setembro. A magnitude do ciclo continuará sendo definida à luz dos dados.


… Para o Itaú, o documento manteve aberta a avaliação sobre os próximos passos, sem sinais mais claros sobre a trajetória dos juros. O banco espera novo corte em setembro, enquanto o Goldman Sachs vê probabilidade ligeiramente superior a 50% de manutenção da Selic.


… A XP também aposta em pausa e destacou a preocupação do Copom com os choques globais de oferta ligados à energia, inteligência artificial e El Niño, além da resiliência da demanda e das expectativas de inflação acima da meta.


… Já o PicPay espera mais um corte de 0,25 ponto, mas chamou atenção para a ênfase do BC na desancoragem das expectativas, que aumenta o custo da desinflação e exige uma política monetária mais restritiva por mais tempo.


… Para o Santander, o Copom precisa explicar muito menos por que pode continuar os cortes, mas ainda não explicou por que deveria parar.


… Na avaliação do head de Política Monetária e Mercados do banco, Marco Antonio Caruso, se a atividade continuar moderando e a inflação projetada permanecer ao redor da meta, a discussão sobre a extensão do ciclo no quarto trimestre continua aberta.


… Na ponta mais otimista com a flexibilização monetária, a Warren Rena prevê agora mais dois cortes de 0,25 ponto neste ano, enquanto o Banco Pine passou a projetar reduções nas três reuniões restantes, levando a Selic a 13,25% em dezembro.


… Um ponto de atenção comum nas análises são os choques de oferta.


… O Copom reiterou que não deve reagir aos efeitos primários desses choques, mas terá de atuar caso haja contaminação das expectativas e dos preços. A preocupação ganha importância diante da guerra no Oriente Médio e dos riscos do El Niño sobre os preços dos alimentos.


IPCA DÁ ALÍVIO – A preocupação do Copom com os choques de oferta ganha importância justamente quando a inflação corrente mostra sinais mais favoráveis, mas aumentam as dúvidas sobre o comportamento dos preços nos próximos meses.


… O IPCA desacelerou de 0,16% em junho para 0,07% em julho, menor taxa desde agosto do ano passado, embora tenha ficado acima da mediana de 0,03% do Projeções Broadcast. Em 12 meses, recuou de 4,64% para 4,44% e voltou a ficar abaixo do teto de 4,5% após dois meses.


… O alívio veio principalmente dos alimentos in natura. Na direção contrária, energia elétrica subiu 3,09% e foi a maior pressão individual. Apesar da surpresa acima das previsões, a composição confirmou o processo gradual de desinflação.


… Serviços e bens industriais subjacentes perderam força, enquanto medidas anualizadas acompanhadas pelo Banco Central também mostraram desaceleração, embora os serviços mais ligados ao mercado de trabalho continuem rodando em níveis elevados.


… Agosto pode trazer um alívio ainda maior. O bônus de Itaipu deve provocar queda temporária das contas de luz e as projeções apontam para deflação no IPCA, embora parte desse efeito seja devolvida em setembro.


… O problema está mais adiante. A forte queda dos alimentos que ajudou julho pode estar perto do fim, enquanto um El Niño mais intenso ameaça a produção agrícola e pode voltar a pressionar os preços a partir de setembro.


… A guerra no Oriente Médio acrescenta outro risco. A alta do petróleo pode produzir efeitos secundários sobre a inflação mesmo sem repasse imediato dos combustíveis, justamente o tipo de contaminação que o Copom afirmou estar preparado para combater.


… Assim, a fotografia da inflação melhorou, mas o filme para os próximos meses continua incerto: depois de voltar para dentro do teto da meta em julho e possivelmente registrar deflação em agosto, o IPCA pode reacelerar no fim do ano.


SEM SINAL DE ACORDO – As negociações para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Irã continuam sem produzir avanços concretos para um acordo, enquanto os confrontos se espalham pelas principais rotas marítimas da região.


… Já depois do fechamento do petróleo, as Forças Armadas dos Estados Unidos dispararam dois mísseis Hellfire contra o cargueiro Vela Nova, de bandeira panamenha, que teria ignorado ordens para parar e tentava romper o bloqueio americano aos portos iranianos no Golfo de Omã.


… Ao mesmo tempo, Teerã ampliou as condições para reabrir o Estreito de Ormuz.


… Além do fim da guerra e do bloqueio americano, o Irã exige a liberação de ativos congelados no exterior e vinculou a abertura da passagem ao encerramento dos conflitos em outras partes da região, incluindo Líbano e Gaza.


… Autoridades iranianas também advertiram que a inclusão da questão nuclear nas negociações será “complexa” e “difícil”, enquanto a Guarda Revolucionária ameaçou atingir infraestrutura de energia e sistemas ligados à internet em caso de novos ataques.


… As declarações contrastam com sinais mais otimistas dos mediadores. Autoridades paquistanesas afirmaram que Estados Unidos e Irã estão próximos de algum entendimento, enquanto o Catar disse que as negociações alcançaram estágio avançado.


… Donald Trump, porém, afirmou que continuará usando a pressão econômica contra Teerã durante as negociações e não descartou a retomada de ataques militares. As exigências de lado a lado vêm reduzindo as expectativas de uma solução rápida para Ormuz.


… O impasse manteve o petróleo em alta pelo segundo dia seguido. O Brent chegou a superar US$ 90 durante o pregão e fechou com ganho de 1,36%, a US$ 88,91 por barril, depois de disparar quase 5% na véspera. O WTI avançou 1,30%, a US$ 83,20.


… O Depto de Energia dos Estados Unidos já incorporou restrições mais prolongadas em Ormuz, elevando de US$ 82 para US$ 87 a estimativa para o preço médio do Brent em 2026. O órgão espera que as limitações severas ao trânsito pelo estreito persistam durante agosto.


… A tensão também aumentou em Bab el-Mandeb.


… Um ataque dos houthis contra um navio comercial matou quatro tripulantes, e dois integrantes de uma equipe de resgate morreram em um novo ataque à embarcação. No mercado eletrônico, o petróleo ampliava os ganhos, com o Brent atingindo US$ 89,50.


CPI TESTA O FED – A alta do petróleo aumenta a importância do CPI de julho, que será divulgado hoje, às 9h30, e pode recalibrar as apostas para os juros do Fed em setembro, depois que o payroll fraco reduziu as expectativas de alta.


… A mediana apurada pelo Broadcast prevê avanço de 0,1% do CPI, após queda de 0,4% em junho, com a taxa em 12 meses desacelerando de 3,5% para 3,4%. Para o núcleo, a expectativa é de alta de 0,2% no mês e desaceleração da taxa anual de 2,6% para 2,5%.


… A criação líquida de 23 mil vagas em julho, muito abaixo das previsões, derrubou de mais de 60% para menos de 45% a probabilidade de uma alta de 0,25 ponto dos juros em setembro. O CPI pode agora determinar se esse movimento se sustenta ou será parcialmente revertido.


… Uma inflação acima do esperado tende a recolocar setembro em discussão. Já uma leitura benigna reforçaria a possibilidade de manutenção dos juros, embora o Fed ainda receba os dados de emprego e inflação de agosto antes da reunião.


… A inflação continua sendo a principal preocupação dos dirigentes do Fed, e a persistência da guerra no Oriente Médio amplia as incertezas. Com o petróleo novamente perto de US$ 90 e Ormuz fechado, aumentou o risco de que a energia volte a pressionar os preços.


… Assim, o CPI de julho dificilmente encerrará sozinho o debate sobre setembro, mas deve ditar o tom das apostas para os juros, o dólar e os mercados globais até a próxima rodada de indicadores. Amanhã, quinta-feira, será divulgado o PPI americano.


MAIS AGENDA – Com o petróleo no centro das atenções, o mercado acompanha hoje os relatórios mensais da Opep e da Agência Internacional de Energia, com o da AIE à primeira hora, em busca de novas estimativas para oferta, demanda e os efeitos da guerra sobre o mercado global.


… Às 11h30, o Depto de Energia dos Estados Unidos divulga os estoques semanais de petróleo. A previsão é de queda de 600 mil barris nos estoques de óleo bruto, além de recuos de 1,3 milhão de barris na gasolina e de 1,6 milhão nos destilados.


… No Brasil, o destaque da agenda é a Pesquisa Mensal de Serviços de junho, às 9h, importante também para avaliar os sinais de desaceleração da atividade destacados ontem na ata do Copom. A mediana prevê queda de 0,2%, após recuo de 0,4% em maio.


… Se confirmada, será a segunda baixa mensal consecutiva de Serviços.


… As estimativas variam de queda de 1,6% a alta de 0,7%. Na comparação com junho do ano passado, a expectativa é de crescimento de 1,2%, após avanço de 0,4% em maio. O resultado ajudará a calibrar as estimativas para o PIB do 2TRI e as apostas para os próximos passos da Selic.


… A agenda doméstica tem ainda o fluxo cambial semanal, às 14h30.


BALANÇOS – Banco do Brasil e CSN são os principais destaques de uma bateria de 24 balanços que serão divulgados hoje após o fechamento.


… Para o BB, o mercado espera um lucro líquido de R$ 3,565 bilhões no segundo trimestre, queda de 6% em um ano, ainda pressionado pela inadimplência no agronegócio e em segmentos de pessoa física. Na B3, a ação caiu forte na véspera do resultado (abaixo).


… A expectativa é de que as provisões continuem elevadas e a rentabilidade permaneça em um dígito. No primeiro trimestre, o retorno sobre o patrimônio (ROE) caiu para 7,3%, o menor nível do ciclo.


… O mercado também estará atento a uma eventual revisão do guidance do banco diante do aumento do custo de risco.


… Já a CSN deve registrar prejuízo líquido de R$ 370 milhões no segundo trimestre, ante perda de R$ 130 milhões um ano antes. O Ebitda ajustado é estimado em R$ 2,5 bilhões, queda de 5,2%, com a mineração pressionada por custos mais altos e pelo frete marítimo.


… Também divulgam resultados após o fechamento: CSN Mineração, Suzano, Casas Bahia, Equatorial Energia, Hapvida, MRV, Rede D’Or, Rumo, Sabesp, Copasa, Minerva, SLC Agrícola, Ultrapar, Americanas, Azzas, Cogna, CVC, Eneva, Kepler Weber, Positivo, Qualicorp e Vittia Fertilizantes.


OI – Em recuperação judicial, a Oi voltou a adiar a divulgação de seus resultados e não publicará hoje o balanço, como estava previsto.


… A companhia informou que ainda não concluiu a elaboração e a revisão das informações financeiras, diante dos impactos do processo de recuperação judicial e dos processos de venda de ativos. Permanecem pendentes os resultados desde o terceiro trimestre de 2025.


BRB – A falta do balanço de 2025 do Banco de Brasília virou um novo obstáculo ao empréstimo de R$ 6,6 bilhões pedido pelo Distrito Federal ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master.


… Segundo o FGC, as demonstrações financeiras são essenciais para avaliar a situação do banco e determinar se o valor solicitado é suficiente para viabilizar a operação. O problema é que o balanço, atrasado desde março, mostraria o tamanho do prejuízo do BRB com o Master.


… A governadora do DF, Celina Leão, afirmou que, se o documento for publicado antes do aporte, o banco seria liquidado.


… Ao mesmo tempo, ficou mais distante uma fonte alternativa de recursos. O governo do DF quer destinar R$ 508 milhões obtidos com a securitização da dívida ativa para subsidiar empresas de ônibus. O empréstimo do FGC também enfrenta resistência dos bancos privados.


… Na quinta-feira, haverá uma reunião no STF para discutir a ação do DF que tenta obrigar a União a conceder garantias à operação.


AFTER HOURS – A Super Micro subiu 7,56% no after hours em Nova York, após superar as expectativas de lucro. O resultado ajustado por ação foi de US$ 1,70, ante previsão de US$ 0,92, enquanto a receita atingiu US$ 11,1 bilhões.


… A CoreWeave foi o grande destaque, disparando 15,72%, com prejuízo menor que o esperado e receita de US$ 2,58 bilhões, alta de 122% em um ano. A companhia informou ainda uma carteira de pedidos de US$ 99,4 bilhões.


… Já o ADR da B3, que divulgou balanço após o fechamento, caiu 0,55% em Nova York, apesar da alta de 28,2% em um ano no lucro líquido do 2TRI (R$ 1,698 bilhão), crescimento de 8,8% da receita líquida (R$ 2,765 bilhões) e do avanço de 13% do Ebitda (R$ 1,938 bilhão).


… Confira abaixo no Cias Abertas os outros balanços divulgados ontem à noite!


CURTAS DA POLÍTICA – A Câmara cancelou a sessão de ontem à noite após o líder do PT, deputado Pedro Uczai, sofrer AVC durante a reunião de líderes, adiando a votação do projeto que reduz a tributação sobre combustíveis.


… O texto passou a incluir outros temas, como incentivos para fertilizantes e minerais críticos, isenções para a Copa do Mundo Feminina de 2027 e antecipação de recursos para o Ministério da Defesa.


… No final da tarde, Davi Alcolumbre havia anunciado que levaria o projeto ao plenário do Senado hoje como item extrapauta.


BLUSINHAS. Alcolumbre marcou para hoje, às 14h30, a instalação da comissão mista que analisará a MP que zerou a chamada taxação das blusinhas. A medida perde validade em 8 de setembro, e o governo tenta concluir sua votação antes disso.


PISO DOS MÉDICOS. A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o novo piso salarial de R$ 13.662 para médicos e cirurgiões-dentistas, com jornada de 20 horas semanais, válido para as redes pública e privada.


… O Ministério da Gestão estima impacto de R$ 25 bilhões até 2029. O aumento será implantado gradualmente em três anos.


FLÁVIO BOLSONARO. Negou que pretenda substituir Alfredo Gaspar como candidato a vice e classificou como “farsa” as acusações contra o deputado. Flávio disse ainda que participará dos debates com Lula e que não deve explicações sobre o Banco Master.


… O senador afirmou que o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, será uma pauta de sua campanha eleitoral.


LULA. Já o presidente começa a ver o Centrão se reaproximando, depois de passar todo o atual mandato numa relação de tensão com o Congresso. A articulação envolve o interesse de Alcolumbre e Motta de se reelegerem para comandar a Câmara e o Senado em 2027.


A FUGA DAS VERDINHAS – Assusta a grande quantidade de dinheiro estrangeiro que vem deixando a B3 em rápida velocidade. No curto intervalo de uma semana, quase R$ 6 bilhões em capital externo já bateram em retirada.


… Os dois últimos informes indicaram aceleração no ritmo das saídas dos investidores gringos: foram R$ 2,4 bilhões no pregão de quinta-feira (dia 6) e mais R$ 2,6 bilhões na sexta, acentuando o estresse com o que vem pela frente.


… Cresce a expectativa pela divulgação amanhã pela B3 do saldo relativo à sessão de ontem, marcada pela tensão com o rebaixamento das ações brasileiras pelo JPMorgan e maior preocupação do investidor com o cenário eleitoral.


… “Estamos observando vendas maciças de estrangeiros, que estão reduzindo posição neste período pré-eleição”, disse ao Valor Econômico um profissional de renda variável de um grande banco de investimentos.


… Em um sinal de alerta para o mercado, o EWZ, principal fundo de índice de ações brasileiras negociado em Nova York, voltou a ser negociado abaixo da média móvel de 200 dias e abandonou a tendência de alta.


… “Estamos entrando em uma fase crítica do ciclo eleitoral e o Brasil tende a apresentar desempenho inferior nos seis meses que antecedem as eleições”, projetou a equipe de ações para América Latina do JPMorgan.


… Não foi um bom sinal o giro do Ibovespa ter subido ontem para R$ 23,6 bilhões, porque sugere movimento vendedor por parte dos investidores estrangeiros, num dia em que a bolsa caiu forte, mais de quatro mil pontos.


… No maior recuo diário desde março, o índice à vista perdeu 2,50% e fechou no pior nível em sete meses, a 167.875 pontos, completando seis pregões seguidos no vermelho. No câmbio, o dólar saltou quase 1% e foi a R$ 5,16.


… Os juros futuros ignoraram o alívio do IPCA de julho e o fato de a ata do Copom ter deixado a porta aberta para novos cortes da Selic em setembro, e registraram alta moderada, na contramão do recuo das taxas do Treasuries.


… Com o rebaixamento do Brasil e a cena eleitoral no radar, os bancos exibiram sell-off: Itaú PN, -3,51% (R$ 39,00), Bradesco PN, -2,27% (R$ 16,79) e BB, -3,74% (R$ 19,28). BTG unit afundou 5,81% (R$ 50,13), em dia de balanço.


… A exceção foi Santander unit, em alta de 0,92% (R$ 29,52). O papel segue embalado pela intenção da matriz espanhola de realizar a oferta pública de aquisição (OPA) para comprar ações remanescentes da unidade brasileira.


… Vale caiu firme (-2,02%; R$ 74,40) e descolou da valorização de 1,26% do minério de ferro, enquanto o recuo de Petrobras (ON, -1,44%, a R$ 46,53; e PN, -1,35%, a R$ 41,66) contrariou a alta de pouco mais de 1% do petróleo.


NA LANTERNA – De todas as 33 moedas mais líquidas do mundo, contando as de mercados emergentes e as de economias mais sólidas, foi o real que teve ontem o pior desempenho, para ver como o problema foi pessoal.


… O rebaixamento do Brasil e o trade eleitoral redobraram a cautela, no ambiente de fuga do fluxo estrangeiro, que levou o dólar a disparar 0,98%, para R$ 5,1608. Há pouco mais de um mês, não alcançava uma cotação tão elevada.


… Também os juros futuros evitaram correr riscos nesta terça-feira tensa, mesmo depois de a ata do Copom não ter descartado a chance de continuidade do ciclo de calibração da Selic, condicionada aos próximos indicadores.


… Outra boa notícia, como se viu, foi o IPCA de julho ter desacelerado para perto de zero levando a inflação no acumulado em 12 meses abaixo do teto da meta, de 4,5%. Mas o alívio mal chegou à ponta curta do DI.


… O contrato de juro para Jan/27 marcou 13,755% (de 13,746% no ajuste anterior), enquanto o Jan/28 subiu a 13,895% (13,825%); Jan/29, a 14,180% (14,091%); Jan/31, a 14,410% (14,357%); e Jan/33, a 14,515% (14,480%).


… A pressão aqui destoou da queda das taxas dos Treasuries, que resolveram descontar o petróleo caro, o impasse no Oriente Médio e o suspense com o CPI, e abriram um leve ajuste em baixa, antes que as coisas possam piorar.


… O yield da Note-2 anos caiu para 4,226% (contra 4,241% na véspera) e o de 10 anos recuou a 4,691% (de 4,703%).


… Na avaliação do BofA, um CPI forte hoje pode colocar firmemente no radar uma alta do juro no Fed de setembro, mas a decisão provavelmente ainda dependerá dos dados de agosto, dada a aparente relutância de Kevin Warsh.


… Mesmo depois do payroll fraco, o banco mantém a projeção de três aumentos dos juros americanos este ano. “A função de reação do Fed ainda continua inclinada para o lado da inflação em seu mandato duplo”, avalia o BofA.


… Quem deve estar torcendo bastante para um CPI pior do que o esperado hoje é o BC japonês, na medida em que o dado não valorizaria o dólar e esvaziaria o risco de o iene furar a marca de 160/US$. Ontem, fechou a 159,27/US$.


… O câmbio teve oscilações marginais antes do indicador de inflação. O índice DXY fechou praticamente estável (+0,02%), aos 99,828 pontos, com o euro (+0,01%, a US$ 1,1543) e a libra (+0,02%, a US$ 1,3508) de lado.


… As bolsas em Nova York recuaram nesta terça-feira, em meio ao aumento das incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e ao avanço nos preços do petróleo, com investidores à espera da inflação do CPI em julho.


… Entre as big techs, Alphabet ampliou o pessimismo (-3,84%) com o anúncio recente de mudanças no departamento de IA. Nasdaq caiu 0,6% (26.445,45 pontos); S&P 500, -0,32% (7.728,20 pontos); e Dow Jones, -0,34% (53.791,85).


CIAS ABERTAS NO AFTER – A Fitch elevou o rating global da AXIA de BB- para BB, com perspectiva estável, e o rating nacional de AA(bra) para AAA(bra)…


… Período para conversão de ações PNC em ON será de hoje até sexta-feira; papéis não convertidos serão automaticamente resgatados.


TAESA teve lucro líquido regulatório de R$ 206,8 milhões no segundo trimestre, queda de 28,5%. A receita regulatória cresceu 9,3%, para R$ 679,2 milhões, e o Ebitda regulatório avançou 10,6%, para R$ 577,2 milhões…


… Conselho aprovou R$ 206,8 milhões em dividendos e JCP, equivalentes a R$ 0,60 por unit, com pagamento em 26/11. Papéis ficam ex em 17/08.


ENEL SP. Diretoria da Aneel rejeitou recurso da companhia e manteve processo que pode levar à caducidade da concessão; decisão final caberá ao Ministério de Minas e Energia.


PAGBANK teve lucro líquido recorrente de R$ 576 milhões no segundo trimestre, alta de 1,9% ante um ano antes. Receita cresceu 1,7%, para R$ 3,4 bilhões…


… Conselho aprovou dividendo de US$ 0,28 por ação, com pagamento em 30/09. Papéis ficam ex em 17/09.


BV teve lucro líquido recorrente de R$ 491 milhões no segundo trimestre, alta de 6,8% ante um ano antes. Carteira de crédito cresceu 11,9%, para R$ 102,3 bilhões.


ASSAÍ negou estar negociando fusão, incorporação ou mudança de controle com o Grupo Muffato.


AMERICANAS. TRF-2 decidiu que movimentações financeiras de acionistas de referência e do ex-CEO Sergio Rial podem continuar sendo monitoradas, mesmo após a Justiça ter suspendido bloqueio de seus bens, informou o Valor.


MULTIPLAN concluiu a venda de 9,33% do ParkShoppingBarigüi por R$ 250 milhões e passou a deter 84% do ativo.


DIRECIONAL teve lucro líquido de R$ 201,6 milhões no segundo trimestre, alta de 9,7%. Receita cresceu 20,1%, para R$ 1,28 bilhão, e Ebitda avançou 27,3%, para R$ 311,5 milhões…


… Conselho aprovou programa de recompra de até 32 milhões de ações, com prazo de 18 meses.


CURY teve lucro líquido de R$ 270,5 milhões no segundo trimestre, alta de 14,3%. Receita cresceu 25,5%, para R$ 1,690 bilhão, e Ebitda ajustado avançou 20,2%, para R$ 392,3 milhões…


… Companhia distribuirá R$ 190 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,6167 por ação, com pagamento em 08/09. Papéis ficam ex-dividendo em 17/08.


HELBOR teve lucro líquido de R$ 583 mil no segundo trimestre, ante R$ 1,64 milhão um ano antes. Receita caiu 26%, para R$ 212,7 milhões, prejudicada pela decisão da incorporadora de não realizar lançamentos no período.


AERIS teve prejuízo líquido de R$ 152 milhões no segundo trimestre, 4,8% menor ante um ano antes. Receita caiu 46,6%, para R$ 129,3 milhões, e Ebitda ajustado recuou 22,3%, para R$ 12,405 milhões.


VIVEO reduziu o prejuízo líquido ajustado em 52%, para R$ 21,2 milhões no segundo trimestre. Receita cresceu 3,4%, para R$ 2,9 bilhões, e Ebitda ajustado avançou 21,8%, para R$ 216,6 milhões.


BLAU teve lucro líquido de R$ 55,5 milhões no segundo trimestre, queda de 12%. Receita cresceu 5%, para R$ 487 milhões, e Ebitda recorrente avançou 3%, para R$ 126 milhões.


VITRU teve lucro líquido ajustado de R$ 159,9 milhões no segundo trimestre, alta de 31,5%. Receita cresceu 9,1%, para R$ 661,4 milhões, e Ebitda ajustado avançou 9,3%, para R$ 278 milhões.


CRUZEIRO DO SUL teve lucro líquido ajustado de R$ 100,7 milhões no segundo trimestre, alta de 60,6%. Receita cresceu 8,2%, para R$ 780,3 milhões, e Ebitda ajustado avançou 15,1%, para R$ 231,7 milhões.


VAMOS registrou lucro líquido de R$ 101,1 milhões no segundo trimestre, alta de 9%. Receita cresceu 10,8%, para R$ 1,56 bilhão, e Ebitda avançou 6,6%, para R$ 971,5 milhões.


MOTIVA registrou tráfego de 132,6 milhões de veículos em julho, alta de 32,1% ante um ano antes. Em bases comparáveis, o avanço foi de 1,2%.


FRASLE MOBILITY teve lucro líquido de R$ 88 milhões no segundo trimestre, alta de 82,1%. Receita cresceu 1,8%, para R$ 1,384 bilhão, e Ebitda avançou 18,4%, para R$ 282,3 milhões.


TAURUS teve lucro líquido de R$ 97,4 milhões no segundo trimestre, salto de 193,4%, impulsionado por reembolso de tarifas nos Estados Unidos. Receita caiu 10,3%, para R$ 360,9 milhões.


BRISANET teve lucro líquido de R$ 26 milhões no segundo trimestre, mais de quatro vezes o resultado de um ano antes. Receita cresceu 16%, para R$ 475,9 milhões.


CSU DIGITAL teve lucro líquido de R$ 20,1 milhões no segundo trimestre, queda de 15,2%. Receita cresceu 13,8%, para R$ 176,1 milhões, e Ebitda avançou 3,6%, para R$ 49,2 milhões.


ESPAÇOLASER reverteu lucro e registrou prejuízo de R$ 5,6 milhões no segundo trimestre. Receita caiu 3,5%, para R$ 257,5 milhões, e Ebitda ajustado recuou 23,5%, para R$ 49,4 milhões.

Call Matinal

12/08/2026

Julio Hegedus Netto, economista

MERCADOS EM GERAL

FECHAMENTO (1108)

MERCADOS

Na terça-feira (11), o Ibovespa caiu 2,50%, aos 167.874,64 pontos, com giro de R$ 23,6 bilhões. Ao que parece, o “preço” das eleiçoes já começa a incorporar no Ibovespa. Já o dólar destoou do exterior e avançou 0,98%, para R$ 5,1608, com saída de capital estrangeiro dos ativos domésticos. Alem disso, o JP Morgan rebaixou a recomendação da bolsa brasileira para neutra, citando piora na percepção de risco fiscal ligada ao processo eleitoral. Em agosto, os estrangeiros tiraram R$ 5,55 bilhões da B3.

PRINCIPAIS MERCADOS

Mercados em NY operando em alta, com os investidores de olho no CPI, a definir os rumos do Fed.

MERCADOS 5h30

 

EUA

Índices

Comentários

 

Dow Jones Futuro: +0,04%

S&P 500 Futuro: +0,15%

Nasdaq Futuro: +0,49%

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta quarta-feira (12), com os investidores aguardando o índice preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos EUA, que provavelmente determinará a direção das taxas de juros no curto prazo.

Ásia-Pacífico

Shanghai SE (China), +0,32%

Nikkei (Japão): +0,83%

Hang Seng Index (Hong Kong): -0,83%

Nifty 50 (Índia): -0,77%

ASX 200 (Austrália): -0,45%

 

Europa

STOXX 600: -0,02%

DAX (Alemanha): +0,16%

FTSE 100 (Reino Unido): -0,10%

CAC 40 (França): -0,28%

FTSE MIB (Itália): +0,09%

 

Commodities 

Petróleo WTI, +0,58%, a US$ 83,66 o barril

Petróleo Brent, +0,53%, a US$ 89,37 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,07%, a 705,50 iuanes (US$ 104,59)

Bitcoin, +0,60%, a US$ 63.714,58

 

O barril de petróleo quase em US$ 90 — Houthis mataram 6 pessoas em ataque no Mar Vermelho, e os EUA atacaram navio no Golfo de Omã. Dois corredores de energia global sob ataque simultâneo. 

Dia 1208

Amanhecemos nesta quarta já mobilizados pelo mal humor nas bolsas, em que mais de R$ 5,5 bilhoes ja foram tirados pelos estrangeiros. Nos EUA, dia de CPI, importante por balizar os próximos passos do Fed. Expectativa é de +0,1% no mês e +3,4% no ano. "A chance de alta do Fed em setembro está em 50-50 — o CPI de hoje decide". Na geopolítica da Guerra do Oriente Médio, o petróleo está quase em US$ 90 — Houthis mataram 6 pessoas em ataque no Mar Vermelho, e os EUA atacaram navio no Golfo de Omã. Dois corredores de energia global sob ataque simultâneo. Difícil enxergar um desfecho de paz.

Agenda

Quarta-feira, 1208

05h00 – França: AIE – Relatório mensal de petróleo

09h00 – Brasil: IBGE – Pesquisa Mensal de Serviços (jun)

09h30 – EUA: Inflação do CPI (jul)

11h30 – EUA: DoE – Estoques de petróleo

14h30 – Brasil: BC – Fluxo cambial semanal

Áustria: Opep – Relatório mensal de petróleo

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal


NY -0,3% US tech -0,3% US semis +0,9% UEM +0,2% España +0,2% VIX 15,3% Bund 3,16% T-Note 4,68% Spread 2A-10A USA=+47pb B10A ESP 3,60% PT 3,49% FRA 3,98% ITA 3,95% Euribor 12m 2,91% (fut. 3,12%) USD 1,153 JPY 183,8 Ouro 4.390$ Brent 89,7$ WTI 84,0$ Bitcoin -0,1% (63.600$) Ether +0,3% (1.886$)

:: SESSÃO: Novos ataques no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho mantêm a tensão no M. Oriente e diluem as expetativas de um acordo em breve entre os EUA e o Irão, que o Ministro da Defesa do Paquistão tinha antecipado. Por isso, o petróleo mantém-se sob pressão, avança +7,1% esta semana e já supera os 89 $. Como se não bastasse, a Coreia do Norte lançou um novo míssil esta madrugada, enquanto os EUA e a Coreia do Sul se preparam para as suas manobras militares anuais, que Pyongyang considera uma ameaça. Embora o mercado tenha ignorado este assunto. O Kospi avança +4% aprox. porque parece que Temasek, fundo soberano de investimento de Singapura, está interessado em investir em Samsung (+6,7%) e SK Hynix (+5,4%).

Além da geoestratégia, o IPC americano será a chave da sessão. O mercado desconta um abrandamento em julho, até +3,4% desde +3,5% na taxa geral e até +2,5% desde +2,6% na subjacente. Seriam notícias magníficas. Convém ter em mente que o petróleo (WTI) avançou +22% aprox. no mês passado. Com o emprego a debilitar-se e a inflação a moderar-se pelo segundo mês consecutivo, se tudo sair como esperado, acalmaria o receio de uma subida de taxas de juros por parte da Fed, e as bolsas e as obrigações celebrariam. Continuamos a defender que o pico da inflação já aconteceu nos EUA e o nosso cenário central antecipa como próximo movimento uma descida de taxas de juros, mas já em 2027.

Na frente micro, a campanha de resultados do 2T vai perdendo intensidade, mas as empresas que continuam a publicar oferecem boas notícias. Entre elas, E.ON esta manhã e ontem, após o fecho de N. Iorque, CoreWeave (+15% em aftermarket) e Super Micro Computer (+8%).


:: CONCLUSÃO: Se a inflação cumprir o estimado, as bolsas deverão ganhar inércia. Especialmente a tecnologia e os semis, que hoje também se verão impulsionados pelos resultados de ontem após o fecho. Desde que o fluxo de notícias do M. Oriente não se intensifique.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Cooperativas

 


O agronegócio brasileiro ensina uma lição poderosa sobre negócios:


ninguém precisa crescer sozinho.

O cooperativismo agrícola transforma produtores individuais em uma força econômica coletiva.

Na prática, funciona assim:

o produtor se associa → ganha escala → reduz custos → melhora o acesso a tecnologia e crédito → amplia seu poder de negociação → captura mais valor.

E o resultado aparece nos números.

Entre as maiores cooperativas do agro brasileiro estão organizações que movimentam bilhões de reais em receita, mostrando que cooperação e eficiência empresarial podem caminhar juntas.

Mas existe uma lição ainda maior:

cooperativismo não é apenas dividir resultados. É construir capacidade competitiva.

Quando pequenos e médios produtores se organizam, conseguem acessar mercados, tecnologia, logística e conhecimento que, individualmente, poderiam ser muito mais difíceis de alcançar.

Para o empresário, fica uma reflexão:

crescer não significa necessariamente fazer tudo sozinho.

Às vezes, a maior vantagem competitiva está em saber com quem crescer.

No agro, cooperar virou estratégia.

E estratégia bem executada gera escala, eficiência e valor.

Você acredita que o modelo cooperativista pode ser aplicado com a mesma força em outros setores da economia?

Call Matinal

Call Matinal

11/08/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (1008)

MERCADOS

Na segunda-feira (10), o giro se limitou a R$ 17,7 bi, com o  Ibovespa fechando estável (-0,19%), a 172.179,93 pontos. Não sobe há cinco pregões. Já o real não conseguiu faturar a alta do petróleo, porque o dólar fez o hedge contra a inflação e avançou 0,53%, a R$ 5,1107.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Mercados em NY operando de lado, pela alta do preço do petroleo e escalada da guerra.

 

 

MERCADOS 5h30

 

EUA

Índices

Comentários

 

Dow Jones Futuro: -0,14%

S&P 500 Futuro: -0,05%

Nasdaq Futuro: -0,01%

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta terça-feira (11), com a alta dos preços do petróleo reacendendo as preocupações com a inflação, um dia antes da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) nos EUA.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), -0,82%

Nikkei (Japão): +2,08%

Hang Seng Index (Hong Kong): -1,10%

Nifty 50 (Índia): -0,51%

 ASX 200 (Austrália): -0,15%

 

Europa

 

 

 

STOXX 600: -0,11%

DAX (Alemanha): -0,14%

FTSE 100 (Reino Unido): -0,23%

CAC 40 (França): -0,24%

FTSE MIB (Itália): +0,05%

 

Commodities

 

 

 

🛢️Petróleo WTI, +2,74%, a US$ 84,38 o barril

Petróleo Brent, +2,52%, a US$ 89,93 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,07%, a 707,50 iuanes (US$ 104,85)

Bitcoin, +0,09%, a US$ 63.993,50

 

 

Dia 1008

Dia de ata do Copom e IPCA de julho. Os dois serão importantes para testar as apostas em novo corte da Selic. A disparada de 5% do petróleo volta a pôr a inflação na mesa, justamente às vésperas do CPI dos EUA, que pode recalibrar as expectativas para os juros do Fed depois que o payroll fraco esvaziou as apostas de uma alta em setembro. O novo impasse entre Washington e Teerã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz devolveu o Brent para perto dos US$ 90 e reforçou os riscos inflacionários também por aqui, onde o mercado recebe hoje a ata do Copom e o IPCA de julho. Os dois serão importantes para testar as apostas em novo corte da Selic. Na temporada de balanços, investidores repercutem os números da JBS, enquanto B3 e Super Micro divulgam seus resultados após o fechamento.

 

Agenda

Segunda-feira, 1008

08h00 – Brasil: ATA do Copom

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Petróleo dispara antes dos dados de inflação*


Mercado recebe hoje a ata do Copom e o IPCA de julho. Os dois serão importantes para testar as apostas em novo corte da Selic

… A disparada de 5% do petróleo volta a pôr a inflação na mesa, justamente às vésperas do CPI dos Estados Unidos, que pode recalibrar as expectativas para os juros do Fed depois que o payroll fraco esvaziou as apostas de uma alta em setembro. O novo impasse entre Washington e Teerã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz devolveu o Brent para perto dos US$ 90 e reforçou os riscos inflacionários também por aqui, onde o mercado recebe hoje a ata do Copom e o IPCA de julho. Os dois serão importantes para testar as apostas em novo corte da Selic. Na temporada de balanços, investidores repercutem os números da JBS, enquanto B3 e Super Micro divulgam seus resultados após o fechamento.


PETRÓLEO DISPARA – O petróleo fechou em alta de 5% nesta segunda-feira, com o impasse entre Estados Unidos e Irã afastando a perspectiva de uma reabertura rápida do Estreito de Ormuz. O WTI/setembro avançou 5,05%, a US$ 82,13, e o Brent/outubro subiu 4,99%, a US$ 87,72.


… O clima piorou ainda mais no início da noite, quando o Irã criticou a estratégia americana de ampliar as sanções e alertou que a pressão econômica reduz as chances de uma saída diplomática para o conflito.


… Mais cedo, Trump afirmou que cobrará reparações do Irã pelas mortes e danos atribuídos a Teerã no Oriente Médio, em resposta à exigência iraniana de indenização pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel.


… Teerã reiterou que não reabrirá Ormuz enquanto Washington não atender às suas condições, que incluem o fim do bloqueio aos portos iranianos, indenizações pelos danos da guerra, retirada das sanções e liberação de ativos congelados.


… Enquanto as negociações emperram, o tráfego pelo estreito continua diminuindo. Segundo a Kpler, as travessias confirmadas caíram de 15 na sexta-feira para 11 no sábado e apenas seis no domingo.


… O Parlamento iraniano aprovou ainda a proibição da passagem de navios dos Estados Unidos, Israel e de outros países considerados hostis, enquanto a autoridade criada por Teerã para administrar Ormuz divulgou um novo procedimento para solicitar autorização de travessia.


… A tensão também aumentou fora de Ormuz. A Saudi Aramco adiou para 30 de agosto a retomada da refinaria de Jazan, com capacidade de 400 mil barris por dia, após novo ataque dos houthis no fim de semana.


… Em contraponto aos riscos geopolíticos, a produção da Opep aumentou 1,17 milhão de barris por dia em julho, para 19,85 milhões, segundo pesquisa da Reuters, prolongando a recuperação iniciada após a mínima registrada em maio.


ATA + IPCA – Depois de os juros subirem, pressionados pela disparada do petróleo e pela abertura dos Treasuries, o mercado recebe hoje duas referências importantes para calibrar as apostas sobre os próximos passos da Selic: a ata do Copom, às 8h, e o IPCA de julho, às 9h.


… Na ata, investidores buscarão mais detalhes sobre o diagnóstico do BC para a inflação e o mercado de trabalho, além de eventuais pistas sobre a reunião de setembro, depois que o comunicado da semana passada deixou em aberto a continuidade do ciclo de cortes.


… Uma das atenções estará na mudança de linguagem sobre o emprego. No comunicado, o Copom passou a classificar o mercado de trabalho como “aquecido”, depois de afirmar anteriormente que ainda havia “sinais de resiliência”.


… O mercado também espera esclarecimentos sobre a transmissão da política monetária para a atividade e o grau de preocupação do BC com a desancoragem das expectativas de inflação mais longas, além de mais detalhes sobre o balanço de riscos, assimétrico para cima.


… Já o IPCA deve desacelerar de 0,16% em junho para 0,03% em julho, segundo a mediana do Projeções Broadcast, com estimativas entre queda de 0,06% e alta de 0,22%. Em 12 meses, a inflação deve recuar de 4,64% para 4,40%, voltando para baixo do teto da meta.


… A desaceleração na margem deve ser favorecida principalmente pela deflação dos alimentos e pela acomodação dos combustíveis, além da queda dos preços de vestuário.


… Mais importante para a política monetária será o comportamento das medidas subjacentes.


… A média dos núcleos deve passar de 0,21% para 0,20%, enquanto os preços livres devem sair de alta de 0,11% para queda de 0,10% e a alimentação no domicílio aprofundar a deflação de 0,39% para 1,28%.


… Os serviços, porém, continuam no radar do BC.


… A mediana aponta aceleração de 0,34% para 0,40% no mês e dos serviços subjacentes de 0,22% para 0,29%, números que ajudarão a determinar a qualidade da leitura de inflação e a percepção do mercado sobre o espaço para novos cortes da Selic.


… Embora o Copom não tenha sinalizado pistas para as próximas decisões, o mercado reforçou apostas em nova queda de Selic, para 13,75%, na reunião de setembro – sabendo que deve acompanhar os indicadores para confirmar ou rever essa expectativa.


FOCUS – Divulgado nesta segunda-feira, o boletim do Banco Central apontou nova melhora marginal na projeção para o IPCA de 2026, que caiu pela sexta semana seguida, de 5,03% para 5,02%, ainda acima do teto da meta, de 4,50%.


… Para os próximos 12 meses, porém, a estimativa suavizada de inflação subiu de 4,19% para 4,24%. Já as projeções para 2027, 2028 e 2029 permaneceram em 4,22%, 3,80% e 3,50%, respectivamente.


… Para a taxa Selic, a mediana seguiu em 13,75% no fim de 2026 e em 12% no fim de 2027.


MAIS AGENDA – Junto com a ata do Copom, a FGV divulga às 8h a primeira prévia do IGP-M de agosto. Em julho, o índice registrou deflação de 1,16% após queda de 0,50% em junho, acumulando alta de 2,76% em 12 meses.


… Às 11h30, o BC oferta até 50 mil contratos de swap cambial, equivalentes a US$ 2,5 bilhões, dando início à rolagem dos vencimentos de setembro. E às 11h45, o Tesouro realiza leilão de NTN-B com vencimentos em 2029, 2033 e 2055 e de LFT para 2032.


… Nos Estados Unidos, saem às 11h as vendas de moradias usadas de julho, com previsão de queda de 1% na margem, após -2,4% em junho.


… Os mercados do Japão permaneceram fechados hoje por feriado.


SUPER MICRO – As ações da Super Micro Computer, que divulga balanço hoje após o fechamento, subiram 1,06% ontem em Nova York, destoando do desempenho negativo de boa parte das fabricantes de chips. Nvidia e AMD perderam 2,86%.


MAIS BALANÇOS – A temporada de resultados do segundo trimestre segue movimentada nesta terça-feira. B3, Direcional, PagBank, Aeris Energy, Cury e Taesa divulgam seus números, todos depois do fechamento do mercado.


… No after hours em Nova York, os ADRs da JBS caíram 1,72%, após o balanço reportar prejuízo líquido de US$ 102 milhões no 2TRI26, revertendo lucro de US$ 528 milhões no mesmo trimestre de 2025. O lucro ajustado por ação ficou em US$ 0,20 no 2TRI26, queda de 61,5%.


… Já a receita líquida cresceu 13,8% na comparação anual, para US$ 23,900 bilhões, e o Ebitda ajustado (IFRS) caiu 18,5%, para US$ 1,429 bilhão.


… As operações da JBS apresentaram desempenhos distintos no segundo trimestre de 2026, com a oferta restrita de gado nos Estados Unidos pressionando a rentabilidade, enquanto a operação brasileira registrou Ebitda recorde para um segundo trimestre.


… Na JBS Beef North America, o Ebitda ajustado ficou negativo em US$ 100 milhões, melhorando em relação à perda de US$ 264 milhões um ano antes. Já a JBS Brasil registrou Ebitda ajustado de US$ 273 milhões, avanço de 22,1% e maior resultado para um segundo trimestre.


… Na avaliação do CEO da JBS USA, Wesley Batista Filho, a retomada gradual das importações de gado vivo do México pelos Estados Unidos, a partir de 24 de agosto, deve melhorar de forma substancial a oferta de animais no mercado americano a partir de 2027.


… “Com a normalização do fluxo, a expectativa é recuperar quase integralmente o volume de gado mexicano exportado aos Estados Unidos.”


NOVO CEO – Nesta segunda, a JBS anunciou Wesley Batista Filho como CEO Global da companhia a partir de janeiro de 2027. A nomeação faz parte de uma transição de liderança planejada e reflete o compromisso com um processo de sucessão cuidadosamente elaborado.


… Wesley Filho iniciou sua carreira na JBS há 15 anos e ocupou posições de liderança em diferentes operações globais, como CEO da JBS Brasil, Presidente da Seara e, desde 2023, CEO da JBS USA.


… Gilberto Tomazoni conduzirá o processo de transição ao longo dos próximos cinco meses, antes de assumir as funções de vice-presidente do Conselho de Administração e Senior Advisor.


… Também continuará como presidente do Conselho de Administração da Pilgrim’s Pride Corporation (PPC) e assumirá a Presidência do Conselho do Instituto J&F, instituição dedicada à formação da próxima geração de líderes empresariais.


… No Cias Abertas, confira os outros balanços de ontem à noite: Itaúsa, Natura, São Martinho, Terra Santa Agro, Caixa Seguridade e Movida.


CURTAS DA POLÍTICA – A agenda eleitoral terá novas pesquisas nesta terça-feira. A CNT/MDA divulga às 11h levantamento sobre intenção de voto, avaliação dos governos federal e estaduais e expectativas da população para emprego, renda e outros temas.


… Também sai hoje a pesquisa nacional 100% Cidades/Futura, que ouviu 2 mil eleitores entre os dias 3 e 6 de agosto. A semana terá ainda PoderData, na quinta-feira, e Quaest, na sexta, além de levantamentos estaduais.


COMBUSTÍVEIS. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o governo poderá buscar “outros caminhos” caso seja necessário manter os subsídios à gasolina e ao diesel para reduzir os efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã.


… Silveira disse ainda que uma eventual mudança no imposto de exportação sobre o petróleo dependerá da cotação do Brent e afirmou que não considera justo que as empresas do setor lucrem com a guerra.


ENERGIA. Silveira informou também que o governo deve assinar nos próximos dias o decreto que regulamentará a abertura do mercado livre de energia elétrica para consumidores de baixa tensão.


… Pelo cronograma, consumidores industriais e comerciais poderão escolher seus fornecedores até novembro de 2027 e os residenciais, até novembro de 2028.


TARIFAÇO. A China pediu formalmente para participar das consultas abertas pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas de até 37,5% impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.


… Pequim argumenta que as medidas americanas afetam também as condições de concorrência dos produtos chineses. Os EUA já aceitaram realizar as consultas, primeira etapa do mecanismo de solução de controvérsias da OMC, mas ainda não há data para as reuniões.


NÃO DÃO O BRAÇO A TORCER – Enquanto Trump e o Irã continuam se fazendo de difíceis para um acordo, o petróleo escala, volta a flertar com os US$ 90, recoloca a inflação ao topo das tensões e põe o mundo na defensiva.


… O timing do novo rali do Brent é inoportuno e contamina o ambiente de negócios, nesse momento em que o mercado está em contagem regressiva para o CPI americano (amanhã) e a ata do Copom e o IPCA por aqui (hoje).


… No contexto de cautela, a arrancada do petróleo sustentou ontem as ações da Petrobras, mas não conseguiu quebrar a sequência de quedas do Ibovespa, tampouco ajudou o real e, nos juros futuros, trouxe pressão à curva.


… Só a ponta curta terminou estável, porque os traders querem ler a ata do Copom antes de descartar novo corte da Selic em setembro. Assim, o contrato de DI para Jan/27 marcou 13,740%, próximo ao ajuste anterior (13,743%).


… Já o vencimento para Jan/28 subiu ontem para 13,835% (contra 13,782% no pregão da última sexta-feira); Jan/29 avançou para 14,100% (de 14,029%); Jan/31 foi a 14,375% (de 14,280%); e o Jan/33, a 14,495% (de 14,402%).


… Os contratos aqui reproduziram o mesmo desconforto com o impacto do petróleo vista nas taxas dos Treasuries, com o yield da Note-2 anos subindo a 4,241% (de 4,193% na sessão anterior) e o de 10 anos, a 4,703% (de 4,640%).


… Dissidente no último Fed, Beth Hammack reforçou ontem a sua defesa hawkish. Disse que não sabe até que ponto o juro teria que subir, mas que uma única alta de 25 pontos-base pode não fazer o suficiente pela economia.


… Ela não vê, neste momento, a inflação recuando por conta própria e acredita que a taxa atual dos juros não está restringindo os preços de forma significativa. Apesar do payroll fraco, afirmou não ver problemas no emprego.


… Estrategista do Macquarie Group, Thierry Wizman disse para a Dow Jones que as principais medidas de inflação acompanhadas pelos analistas do Fed apresentam variações superiores a 3% em junho, na comparação anual.


… Em sua visão, nem mesmo um CPI fraco amanhã pode dissipar as preocupações da parcela de dirigentes do Fed que atualmente está favorável a uma política monetária mais restritiva e que defende um aperto em setembro.


… Pressionado pelo petróleo, o índice DXY do dólar avançou 0,27%, a 99,811 pontos. Mas o que mais chamou a atenção ontem no câmbio foi o iene, que voltou a operar enfraquecido, com o efeitos da intervenção se esgotando.


… A moeda japonesa caiu 0,80%, para 159,31 por dólar. A avaliação de parte dos agentes financeiros é de que será necessária uma mudança mais profunda na condução da política monetária e fiscal para sustentar o câmbio japonês.


… O iene não tomou impulso nem mesmo com a notícia do Kyodo News de que o BoJ teria sinalizado ao mercado que uma alta dos juros pode ocorrer já em setembro, em um passo relevante da normalização da política monetária.


… Com oscilações modestas, o euro caiu 0,14%, para US$ 1,1547, e a libra subiu 0,13%, a US$ 1,3511. Por aqui, o real não conseguiu faturar a alta do petróleo, porque o dólar fez o hedge contra a inflação e avançou 0,53%, a R$ 5,1107.


PORTA DE SAÍDA –É bom ficar de olho no fluxo para os mercados emergentes, neste momento em que um aperto do Fed no curto prazo está em jogo, ao mesmo tempo em que a aposta em mais um corte da Selic segue no radar.  


… Não passou despercebido o informe da B3, divulgado ontem, sobre uma grande saída de capital estrangeiro observada no pregão da última quinta-feira, de R$ 2,4 bilhões. Naquele dia, o fantasma da inflação já rondava.


… A fuga do k externo explica a rotina de volumes baixos ultimamente no Ibovespa. Na ausência gringa, ontem, o giro se limitou a R$ 17,7 bi. O índice à vista fechou estável (-0,19%), a 172.179,93 pontos. Não sobe há cinco pregões.


… O trade eleitoral já toma corpo. Ao Broadcast, o chefe de Economia para Brasil e Estratégia para a América Latina do BofA, David Beker, disse, porém, que o mercado ainda não assume posição firme, porque o resultado é incerto.


… Independente do resultado eleitoral, o BofA projeta que o Ibovespa não só será capaz de conquistar a marca histórica dos 200 mil pontos até o fim do ano, como cravará os 210 mil pontos, tendo como driver o Copom.


…  “Basicamente essa estimativa considera que o BC vai cortar a Selic para 13,75% em setembro e eventualmente pode ter mais espaço para cortar em 2027, porque a atividade vai desacelerar e vai ter algum tipo de ajuste fiscal.”


… Nesta segunda-feira, os ganhos da Petrobras (com o petróleo) e da Vale foram anulados no Ibovespa pela queda dos papéis dos bancos e das ações mais ligadas aos juros futuros, que exibiram dose de cautela com o petróleo caro.  


… Itaú PN perdeu 0,81% (R$ 40,42), Bradesco PN recuou 0,75% (R$ 17,18), BB ON caiu 0,15% (R$ 20,03) e Santander unit fechou estável (-0,07%, a R$ 29,25), porque ainda continua blindada pela OPA anunciada pela matriz espanhola.


… Vamos (-5,52%; R$ 2,91) e Yduqs (-5,28%; R$ 7,54) figuraram entre as piores quedas do dia.


… Já Petrobras se recobrou da frustração com as evidências de que a empresa não deve pagar dividendos extras e se inspirou no salto do petróleo para subir 3,33%, tanto na ação PN, cotada R$ 42,23, como na ON (R$ 47,21).


… Vale também foi bem (+1,28%; R$ 75,93), apesar do minério (-0,28%), e Embraer ganhou 2,31% com o balanço.


… Em Nova York, as bolsas caíram pouco, apesar do estresse sobre a inflação desencadeado pelo impasse em Ormuz e apesar ainda das suspeitas que circulam no mercado de gastos excessivos das empresas com a inteligência artificial.


… Intel afundou 4,04% após anunciar aumento de capital de US$ 15 bilhões para financiar investimentos voltados à IA. Mas o Nasdaq recuou só 0,32%, para 26.605,36 pontos. O S&P 500 fechou estável (-0,06%), para 7.753,11 pontos.


… O Dow Jones caiu de leve (-0,11%), para 53.975,98 pontos, em compasso de espera pela inflação do CPI.


CIAS ABERTAS NO AFTER – NATURA teve lucro líquido de R$ 35 milhões no segundo trimestre, queda de 82% ante um ano antes. Receita caiu 9,1%, para R$ 5,170 bilhões, e Ebitda recorrente recuou 22,2%, para R$ 620 milhões.


MAGAZINE LUIZA esclareceu que a amortização de cerca de R$ 900 milhões prevista para outubro é gestão ordinária do passivo e não uma projeção financeira…


… O esclarecimento foi feito em resposta a ofício da CVM, após notícia publicada pelo Estadão na semana passada.


AMERICANAS. Justiça autorizou a venda da rede Hortifruti Natural da Terra, inclusive após eventual encerramento da recuperação judicial, segundo O Globo/Ancelmo Gois.


GRUPO SBF teve lucro líquido de R$ 130,5 milhões no segundo trimestre, alta de 180,9% ante um ano antes. Receita cresceu 22,1%, para R$ 2,219 bilhões, e Ebitda avançou 53,8%, para R$ 327,6 milhões.


ITAÚSA teve lucro líquido recorrente de R$ 4,31 bilhões no segundo trimestre, alta de 7,1% ante um ano antes. Companhia pagará R$ 2,8 bilhões em JCP, ou R$ 0,254 por ação, em 28/08.


CAIXA SEGURIDADE teve lucro líquido gerencial de R$ 1,14 bilhão no segundo trimestre, em linha com as projeções do Broadcast.


… Conselho aprovou R$ 1,050 bilhão em dividendos, equivalentes a R$ 0,35 por ação, com pagamento em 17/11. Ações ficam ex-dividendos em 04/11.


PICPAY nomeou André Cazotto como novo CFO, em substituição a Rodrigo Couto, que permanecerá como conselheiro especial até o fim de 2026.


BRAVA. Bradesco elevou participação de 3,99% para 5,99% do capital.


COSAN. Moody’s rebaixou o rating de emissor de AA.br para A+.br, com perspectiva negativa.


BRASKEM substituirá a KPMG pela Deloitte como auditora independente a partir do terceiro trimestre, em meio à mudança no controle e na governança.


ENGIE BRASIL. Fitch elevou o rating global de BBB- para BBB, com perspectiva estável.


AUREN ENERGIA concluiu manifestação prévia de interesse em aderir ao acordo para compensação por cortes de geração ocorridos entre setembro de 2023 e novembro de 2025.


TAESA obteve licença da Cetesb para iniciar obras da concessão Juruá, que tem RAP de R$ 20,5 milhões e capex previsto de R$ 244 milhões.


ENEL. Ministro Alexandre Silveira afirmou que a companhia perdeu condições de prestar o serviço em São Paulo.


MOVIDA teve lucro líquido de R$ 135,6 milhões no segundo trimestre, salto de 100,7% ante um ano antes. Receita cresceu 2,4%, para R$ 3,7 bilhões, e Ebitda avançou 22,3%, para R$ 1,7 bilhão.


JSL teve lucro líquido de R$ 12 milhões no segundo trimestre, queda de 43,7% ante um ano antes. Receita cresceu 4,9%, para R$ 2,5 bilhões, e Ebitda recuou 0,4%, para R$ 486,2 milhões.


HIDROVIAS DO BRASIL teve lucro líquido de R$ 100 milhões no segundo trimestre, alta de 97%. Receita caiu 3%, para R$ 664 milhões, e Ebitda cresceu 8%, para R$ 322 milhões.


ONCOCLÍNICAS. Acionistas ratificaram o pedido de recuperação extrajudicial aprovado pela Justiça de São Paulo…


… Polícia Civil de São Paulo indiciou dois executivos do Goldman Sachs por suposta fraude para evitar realização de OPA da companhia.


FLEURY aprovou a 11ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1,825 bilhão, destinada principalmente ao pré-pagamento de dívidas.


SÃO MARTINHO teve lucro de R$ 38,1 milhões no primeiro trimestre da safra 2026/27, queda de 39,3%. Receita recuou 17,6%, para R$ 1,530 bilhão, e Ebitda ajustado caiu 27,7%, para R$ 582,3 milhões.


TERRA SANTA reverteu lucro e teve prejuízo de R$ 12,55 milhões no segundo trimestre. Receita caiu 21,4%, para R$ 23,49 milhões, e Ebitda ajustado recuou 27%, para R$ 17,4 milhões.


NVIDIA confirmou parcerias estratégicas com a Apollo, BlackRock, Blackstone, Brookfield, Goldman Sachs e KKR para mobilizar mais de US$ 500 bilhões em capital de terceiros para a construção de infraestrutura de IA.

Call Matinal

13/08/2026 Julio Hegedus Netto, economista   MERCADOS EM GERAL   FECHAMENTO (1208) MERCADOS Na quarta-feira (12), o Ibovespa r...