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Brasil
O governo apresenta nesta sexta-feira o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do segundo bimestre de 2026 – a coletiva de imprensa para detalhamento dos números está prevista para começar às 15h. Ontem o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo ampliará o bloqueio de gastos para respeitar o limite de despesas deste ano – atualmente, R$ 1,6 bilhão em recursos estão congelados no Orçamento. Durigan não antecipou o montante a ser bloqueado, se limitando a dizer que o governo irá “cortar na carne" (https://tinyurl.com/ynv7vbsh). Já o Estadão reporta que o Ministério da Previdência registrou um aumento de R$ 11 bilhões nas despesas previdenciárias no último bimestre. A alta, segundo a nota, se deve aos benefícios concedidos e à redução da fila do INSS (https://tinyurl.com/ynzwupxk). Pelo lado das receitas, Durigan disse que não deve haver contingenciamento, já que arrecadação está “vindo em linha com o esperado” (https://tinyurl.com/ytbj3rwr). Em abril, a arrecadação federal somou R$ 278,8 bilhões, um aumento de 20,8% em relação a 2025. O resultado somado dos primeiros quatro meses do ano também é o melhor da história, alcançando R$ 735 bilhões (https://tinyurl.com/yrmfcjqr).
Passando para a seara eleitoral, a Folha afirma que nova pesquisa Datafolha será divulgada nesta sexta-feira, a primeira realizada integralmente após as conversas reveladas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro (https://tinyurl.com/yovpsxdr) – os últimos levantamentos do instituto foram apresentados apenas no sábado, apesar de terem divulgação autorizada um dia antes. Na sondagem da semana passada, Lula e Flávio apareciam empatados com 45% das intenções de voto em cenário de segundo turno (app: https://bit.ly/3ReUixK | desktop: https://tinyurl.com/4fpp5rjx).
O jornal O Globo registra que integrantes das campanhas dos dois pré-candidatos avaliam que a rejeição da delação de Vorcaro pela Polícia Federal reduz os impactos do caso Master na corrida eleitoral, embora acreditem que o escândalo continuará fazendo barulho. A expectativa de ambos os lados é que a PGR também rejeite o acordo com o ex-banqueiro, o que estaria sendo visto por aliados de Flávio como uma oportunidade de "virar a página" (https://tinyurl.com/yva823q4).
Também com o intuito de recuperar a iniciativa política após o recente desgaste, os jornais destacam que o filho de Jair Bolsonaro deve viajar aos Estados Unidos na próxima semana, na tentativa de viabilizar um encontro com o presidente Donald Trump – agenda que estaria sendo articulada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, com participação de Eduardo Bolsonaro (https://tinyurl.com/ylmcplxf). De acordo com as informações, aliados do senador acreditam que ele poderá ser recebido pelo mandatário americano na terça-feira (https://tinyurl.com/ymr32lav). A Casa Branca, contudo, ainda não confirmou o encontro (https://tinyurl.com/ypbz9yvl). O Metrópoles acrescenta que Flávio pretende conversar com Trump a respeito dos decretos editados por Lula que fixaram novas regras para as big techs no Brasil. A avaliação é que o tema tem potencial para mexer com a relação entre os dois presidentes, que se reuníram em Washington no começo do mês (https://tinyurl.com/ynwkr6pf).
Antes disso, Flávio deve ir ao Rio de Janeiro neste final de semana para participar da Marcha para Jesus, evento que reúne milhares de fiéis e lideranças evangélicas – no momento em que aliados passam a enxergar o segmento religioso como uma das principais frentes para a contenção de danos do pré-candidato (https://tinyurl.com/yuuxoc7d). Integrantes da cúpula do PL também estariam tratando como prioridade garantir palanques estaduais competitivos, com o objetivo de eleger grandes bancadas na Câmara e no Senado (https://tinyurl.com/ynlu4utb), enquanto bolsonaristas já estariam expressando preocupação com os impactos que a imagem de Flávio poderia provocar sobre a força institucional do partido nas eleições deste ano (https://tinyurl.com/yka6q4pp).
Os recentes episódios também interromperam, segundo o jornal O Globo, o ensaio de pacificação na relação entre o filho do ex-presidente e Michelle Bolsonaro (https://tinyurl.com/yndpbpf4). Ainda assim, o Valor sustenta que fontes bem informadas da cúpula do PL descartam qualquer chance de a ex-primeira-dama substituir Flávio na corrida presidencial. A leitura destes interlocutores é que “Bolsonaro não confia em Michelle” (https://tinyurl.com/ynoequcj).
Monitor de pesquisas: Pesquisa Datafolha deve ser divulgada hoje (https://tinyurl.com/yovpsxdr). Na próxima segunda pode ser apresentado novo levantamento do instituto Nexus.
Agenda BCB: Nilton David e Paulo Picchetti participam de reuniões trimestrais com economistas às 9h30 e às 11h.
Agendas de Lula e Durigan: Lula participa de reunião de coordenação sobre a Aliança Global Contra a Fome, às 10h, ao lado de Durigan e outros ministros. Mais tarde, às 16h, concede entrevista ao programa Sem Censura.
Agenda local de dados: Sem dados relevantes hoje.
Internacional
O noticiário dessa sexta-feira começa sem maiores novidades sobre o conflito no Oriente Médio.
Agenda internacional de dados: No Japão, tanto o headline quando o núcleo do CPI subiram 1,4% a/a em abril, frente à expectativa de alta de 1,6% do headline e 1,7% do núcleo. Na Alemanha, a leitura final do PIB do primeiro trimestre apontou alta de 0,3% t/t e 0,5% a/a, em linha com a prévia. O IFO subiu 0,5 ponto para 84,9 em maio, enquanto o mercado esperava que ele caísse para 84,2. No Reino Unido, as vendas no varejo ficaram estáveis a/a em abril, frente a expectativa de alta de 1,3% a/a. Nos EUA, às 11h teremos os dados finais de maio da confiança do consumidor da Universidade de Michigan.
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Bons negócios!
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