Vocês querem um rico resumo do atraso que condena nossos jovens à rabeira do PISA e a uma mão de obra semi analfabeta? Leiam esse artigo do jornalista Jorge Okubaro. Está tudo aí.
Okubaro condena a “plataformização” do ensino público em São Paulo. Ao que parece, o secretário da educação do governo Tarcísio de Freitas, Renato Feder, estaria “privatizando” o ensino público (sim, o articulista usa esse termo), ao comprar materiais pedagógicos digitais de empresas privadas. E, pecado dos pecados, esses sistemas “propiciam o controle de metas de desempenho, monitoramento constante das atividades em sala de aula e centralização pedagógica”, segundo denúncias de “organizações de professores do ensino público”. Não me diga.
Ao invés dessa “privatização”, o articulista prega a “formação” dos professores, e dá como exemplo de iniciativa bem sucedida um programa da USP, chamado “Encontro USP-Escola”, que no seu ano de maior sucesso teve cerca de 1,6 mil inscritos, em um universo de 190 mil professores da rede estadual de ensino em SP. Neste ano, apenas 600 professores se inscreveram, e um perplexo Okubaro atribuiu o baixo interesse a um suposto “desalento” dos professores. Não lhe ocorre que, talvez, o tal “encontro” atenda muito mais às necessidades dos acadêmicos da USP do que as do dia a dia dos professores. Mas essa é só uma hipótese.
Claro, não podia faltar a pauta da “precarização”, com o avanço da contratação de professores temporários. Afinal, onde já se viu encerrar um contrato de trabalho quando não há aula? Não, precisamos continuar pagando o professor para não dar aula, é isso.
As entidades que embasam o artigo de Okubaro mostram o seu cartão de visitas já no nome: a “Plataforma de Direitos Humanos” denuncia a “falta de diálogo com a comunidade escolar e a limitação da liberdade de cátedra do professor”, enquanto o “Grupo Escola Pública e Democracia” afirma que as plataformas têm aumentado o desinteresse dos alunos em sala de aula. Bem, colocou “Direitos Humanos” e “Democracia” no nome, já sei a cor da opinião.
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