quarta-feira, 10 de junho de 2026

Call Matinal 1006

 Call Matinal

10/06/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0906)

MERCADOS

Na terça-feira (9), o Ibovespa fechou em alta de 0,68%, a 169.813 pontos. No mercado cambial, apesar do susto, o dólar (-0,05%, a R$ 5,1775) ficou de lado, em linha com a moeda lá fora (DXY caiu apenas 0,07%, aos 99,970 pontos). O euro teve leve alta de 0,05% (US$ 1,1542). E a libra ganhou 0,29% (US$ 1,3378). O fluxo estrangeiro do Bovespa, no dia 08/06, veio positivo em R$ 19 milhões, em junho acumulando negativo de R$ 1.84 bilhão, no ano positivo em R$ 41.9 bilhões.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta quarta-feira (10), após lançarem “ataques de autodefesa” contra o Irã, em retaliação à derrubada de um helicóptero no dia anterior.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: -0,44%

S&P 500 Futuro: -0,53%

Nasdaq Futuro: -0,84%

Bolsas operando em baixa, depois da resposta dos EUA ao ataque a um helicópetero americano.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), -0,42%

Nikkei (Japão): -1,89%

Hang Seng Index (Hong Kong): -0,64%

Nifty 50 (Índia): +0,49%

ASX 200 (Austrália): +0,57%

Bolsas asiáticas fecharam sem um rumo definido, diante da indefinição da guerra do Oriente Médio.

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,09%

DAX (Alemanha): -0,09%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,07%

CAC 40 (França): +0,18%

FTSE MIB (Itália): +0,87%

Bolsas europeias sem rumo, em razão das indefinições da guerra.

Commodities

 

 

 

🛢️Petróleo WTI, +0,39%, a US$ 88,54 o barril

Petróleo Brent, +0,46%, a US$ 91,82 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,51%, a 771,50 iuanes (US$ 113,91)

Petróleo um pouco pressionado pelas escaramuças que se sucendem na guerra do Oriente Médio. Zero de previsibilidade.  

 

NO DIA, 1006

Mercados operam ao sabor de dois (ou três) governos populistas, os americanos, israelenses e iranianos, que seguem repondendo à estocadas isoladas. Ontem, foi mais um dia de tensão, depois que os EUA responderam a um ataque iraniano a um helicópetero Apache. Mesmo assim muitos consideraram este fato algo isolado, o que acabou derrubando o petróleo. Hoje é dia de atenção à inflação americana. Depois de um payroll, que eliminou as dúvidas sobre a força da economia, o CPI de maio poderá definir até onde vai a reprecificação dos juros e quanto desse ajuste ainda precisa nos ativos. O dado, que sai às 9h30, terá repercussão imediata no mercado brasileiro e nas expectativas para o Copom. Nesta manhã, os mercados consderam a retaliação americana ao Irã limitada, achando realmente que um acordo deve acontecer em dois a três dias. O mercado chega ao CPI de maio em meio a uma rápida reprecificação dos juros globais após o payroll forte. Sobre o CPI de maio, aponta-se alta de 0,5% no índice cheio e aceleração da inflação anual de 3,8% para 4,2%, refletindo principalmente o choque provocado pelo petróleo e pelos custos de energia relacionados à guerra no Oriente Médio. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, deve subir 0,3% no mês e avançar de 2,8% para 2,9% em 12 meses, sinalizando que parte das pressões.

 

 

 

 

 

Agenda macro 08 a 12 de junho

 

 

 

Quarta-feira, 10 de junho

EUA: CPI de maio (principal indicador)

Brasil: Fluxo cambial estrangeiro

Quinta-feira, 11 de junho

Opep: relatório do mercado de petróleo

Brasil: Volume de serviços de abril
Zona do euro: Decisão de juros do BCE
EUA: PPI de maio e auxílio-desemprego
Zona do euro: Coletiva de Lagarde

Sexta-feira, 12 de junho

Brasil: IPCA de maio
EUA: Confiança do consumidor de Michigan

 

 

Boa semana e quarta-feira para todos!

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