Call Matinal
22/06/2026
Julio
Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
MERCADOS
Na sexta-feira (19), o Ibovespa fechou em leve alta de 0,03%, aos 168.333,61
pontos, após oscilar entre 167.657,5 e 168.786,5. Volume somou R$ 27,5 bilhões
em dia de exercício de opções sobre ações. Na semana, o índice caiu 1,64%. O
mercado também acompanhou a queda do dólar em 0,17%, a R$ 5,1648, após ter
operado na faixa e R$ 5,13 na mínima intraday. Acabou intimidado pelo avanço
dos juros futuros, diante do receio de uma maior parcimônia da autoridade monetária,
no Copom, com a inflação elevada.
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MERCADOS 5h30 |
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Índices |
Comentários |
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EUA |
Dow Jones Futuro: -0,12% S&P 500 Futuro: -0,21% Nasdaq Futuro: -0,09% |
Os futuros de NY, à medida que as negociações entre Washington e Teerã
sobre um acordo de paz acabam obscurecidas por uma nova ameaça do presidente
Donald Trump de atacar o Irã. |
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Ásia-Pacífico |
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S&P/ASX -0,14%
8.816,10 Nikkei
+1,86% 72.572,00 KOSPI
+0,69% 9.114,55 Shanghai
+1,78% 4.163,10 Hang Seng
-0,69% 23.759,00 |
Ações asiáticas fecharam mistas, mas
repercute decisão do Fed. |
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Europa |
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DAX +0,06% 25.041,00 FTSE 100 -0,05% 10.358,00 CAC 40 -0,17% 8.406,63 IBEX 35 +0,05% 19.357,24 EuroStoxx50+0,17% 6.303,86 |
Bolsas europeias mistas diante dos avanços no acordo de paz do Oriente
Médio. |
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Commodities |
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Petróleo WTI, +0,72%, a US$ 77,15 o barril Petróleo Brent, -1,01%, a US$ 79,76 o barril Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,87%, a
739,50 iuanes (US$ 109,24) Bitcoin, -0,08%, a US$ 64.085,65 |
Petróleo instável diante da indefinição do
acordo de Paz no Oriente Médio. |
NO DIA, 2206
Abrindo a semana de olho nas negociações entre EUA e
Irã sobre o acordo de paz na Suíça, e por aqui, toda atenção para a ata do
Copom na terça-feira quando teremos novos sinais sobre os movimentos do BCB,
depois de reduzir a Selic na semana passada. Na Suíça, as
negociações entre EUA e Irã avançaram e os dois países concordaram com a
criação de um mecanismo para garantir o encerramento das operações militares no
Líbano, aliviando o petróleo. As discussões, se concentraram nos combates entre
o Hezbollah e Israel, que colocaram em risco o acordo de paz assinado por Trump
na semana passada. Enquanto o mercado acompanha os desdobramentos diplomáticos
que seguem influenciando o petróleo, também tentam entender se há ou não
exagero na leitura dovish sobre o BCB. Aqui, o desafio é decifrar a “biruta tonta”
que se transformou Gabriel Galípolo na condução do Banco Central, de um lado,
tentando agradar ao “chefe”, do outro, buscando manter a credibilidade do BCB,
na sua autonomia. Não é uma tarefa nada fácil.
Segunda-feira (22): pesquisa Focus (8h25) e o BCB realizando uma operação simultânea de
venda de dólares à vista e leilão de swap cambial reverso (9h20). No exterior,
índices preliminares de atividade (PMIs), divulgados ao longo da semana, nos
Estados Unidos, Europa e Ásia, além de uma série de discursos de dirigentes do
Federal Reserve, Banco Central Europeu e Banco da Inglaterra. Na China, o PBoC manteve as principais taxas de juros
inalteradas: a de referência para empréstimos (LPR) de 1 ano foi mantida em 3,0%
ao ano e a de 5 anos permaneceu em 3,5%. Os juros seguem no mesmo nível desde
maio/25. Mercado também acompanha a situação política britânica após o
primeiro-ministro Keir Starmer anunciar que deve renunciar nesta segunda-feira
(22).
Terça-feira (23): temos a ata do Copom e o relatório de política monetária do BCB na quinta-feira.
Quinta-feira (25): Principal evento da agenda internacional, a divulgação do índice de
preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA, indicador de inflação preferido do Fed.
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