segunda-feira, 22 de junho de 2026

Call Matinal 2206

 Call Matinal

22/06/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 FECHAMENTO (1906)

MERCADOS

Na sexta-feira (19), o Ibovespa fechou em leve alta de 0,03%, aos 168.333,61 pontos, após oscilar entre 167.657,5 e 168.786,5. Volume somou R$ 27,5 bilhões em dia de exercício de opções sobre ações. Na semana, o índice caiu 1,64%. O mercado também acompanhou a queda do dólar em 0,17%, a R$ 5,1648, após ter operado na faixa e R$ 5,13 na mínima intraday. Acabou intimidado pelo avanço dos juros futuros, diante do receio de uma maior parcimônia da autoridade monetária, no Copom, com a inflação elevada.

 PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros de Nova York operam em baixa nesta segunda-feira (22), à medida que investidores monitoram sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã e aguardam a divulgação de um dos indicadores de inflação mais importantes para a política monetária americana.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: -0,12%

S&P 500 Futuro: -0,21%

Nasdaq Futuro: -0,09%

Os futuros de NY, à medida que as negociações entre Washington e Teerã sobre um acordo de paz acabam obscurecidas por uma nova ameaça do presidente Donald Trump de atacar o Irã.

Ásia-Pacífico

 

 

 

S&P/ASX    -0,14%   8.816,10

Nikkei     +1,86%  72.572,00

KOSPI      +0,69%   9.114,55

Shanghai   +1,78%   4.163,10

Hang Seng  -0,69%  23.759,00

Ações asiáticas fecharam mistas, mas repercute decisão do Fed.

Europa

 

 

 

DAX        +0,06%  25.041,00

FTSE 100   -0,05%  10.358,00

CAC 40     -0,17%   8.406,63

IBEX 35    +0,05%  19.357,24

EuroStoxx50+0,17%   6.303,86

Bolsas europeias mistas diante dos avanços no acordo de paz do Oriente Médio.     

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, +0,72%, a US$ 77,15 o barril

Petróleo Brent, -1,01%, a US$ 79,76 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,87%, a 739,50 iuanes (US$ 109,24)

Bitcoin, -0,08%, a US$ 64.085,65🛢️

Petróleo instável diante da indefinição do acordo de Paz no Oriente Médio.  

 

NO DIA, 2206

Abrindo a semana de olho nas negociações entre EUA e Irã sobre o acordo de paz na Suíça, e por aqui, toda atenção para a ata do Copom na terça-feira quando teremos novos sinais sobre os movimentos do BCB, depois de reduzir a Selic na semana passada. Na Suíça, as negociações entre EUA e Irã avançaram e os dois países concordaram com a criação de um mecanismo para garantir o encerramento das operações militares no Líbano, aliviando o petróleo. As discussões, se concentraram nos combates entre o Hezbollah e Israel, que colocaram em risco o acordo de paz assinado por Trump na semana passada. Enquanto o mercado acompanha os desdobramentos diplomáticos que seguem influenciando o petróleo, também tentam entender se há ou não exagero na leitura dovish sobre o BCB. Aqui, o desafio é decifrar a “biruta tonta” que se transformou Gabriel Galípolo na condução do Banco Central, de um lado, tentando agradar ao “chefe”, do outro, buscando manter a credibilidade do BCB, na sua autonomia. Não é uma tarefa nada fácil.

 Agenda 22 a 26 de junho

Segunda-feira (22): pesquisa Focus (8h25) e o BCB realizando uma operação simultânea de venda de dólares à vista e leilão de swap cambial reverso (9h20). No exterior, índices preliminares de atividade (PMIs), divulgados ao longo da semana, nos Estados Unidos, Europa e Ásia, além de uma série de discursos de dirigentes do Federal Reserve, Banco Central Europeu e Banco da Inglaterra. Na China, o PBoC manteve as principais taxas de juros inalteradas: a de referência para empréstimos (LPR) de 1 ano foi mantida em 3,0% ao ano e a de 5 anos permaneceu em 3,5%. Os juros seguem no mesmo nível desde maio/25. Mercado também acompanha a situação política britânica após o primeiro-ministro Keir Starmer anunciar que deve renunciar nesta segunda-feira (22).

Terça-feira (23): temos a ata do Copom e o relatório de política monetária do BCB na quinta-feira.

Quinta-feira (25): Principal evento da agenda internacional, a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA, indicador de inflação preferido do Fed.

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