Análise Bankinter Portugal
Nova Iorque fechada na sexta-feira. UE -0,5% Espanha -0,3% VIX 16,8% Bund 2,98%. T-Note 4,48%. Spread 2A-10A USA=+26pb B10A: ESP 3,46% PT 3,34% ITA 3,70% FRA 3,74% Euribor 12m 2,789% (fut.12m 2,974%) USD 1,146 JPY 185,3/€ 161,7/$. Ouro 4.191$. Brent 78,9$. WTI 76,2$. Bitcoin +2,4% (64.165$). Ether +2,5% (1.736$).
:: SESSÃO. Vem neutra ou um pouco fraca depois de Nova Iorque ter encerrado na sexta-feira. 90% de probabilidade de Starmer se demitir hoje, mas a libra só se debilita um pouco (aprox. desde 0,864 até 0,867) porque isto já se previa há semanas e, além disso, não é novo: o R. Unido teve 7 PM nos últimos 10 anos. Oxalá consolide esta semana, mas é improvável, porque a inércia em alta de longo prazo é muito sólida e Micron poderá animar na quinta/sexta-feira com resultados excelentes, que serão publicados na quarta-feira, no fecho de Nova Iorque.
Esta semana, digestão e deixar-se levar por um contexto carente de obstáculos relevantes. Se nos últimos dias retiramos, pelo menos por agora, as principais incertezas (Irão, SpaceX e 10 bancos centrais), agora deveremos desfrutar de uma etapa de relaxamento inercial e suave em alta graças à ausência de obstáculos (previsíveis, pelo menos) e um fluxo de indicadores macro de relevância média que, no seu desenvolvimento mais provável, deverá acrescentar um pouco mais de autoconfiança a um mercado muito tranquilo. Hoje, segunda-feira, não sairá nada realmente capaz de mover o mercado; amanhã teremos PMIs em quase todo o mundo que deverão permanecer na zona de expansão; na quarta-feira, IFO (Clima Empresarial) na Alemanha, que estimamos que irá surpreender positivamente, a julgar pelo bom ZEW (Sentimento Económico) publicado na quarta-feira passada (+10,5 vs. -5,5 esperado vs. -10,2 anterior); e na quinta-feira, tudo nos EUA, confirmação do PIB 1T’26 em +1,6% preliminar, mais um Deflator de Consumo Privado (PCE) a aumentar até +4,1% desde +3,8% com o qual o mercado já conta, porque a inflação publicada a 10 de junho saiu a +4,2% e, para terminar, mais uns Pedidos de Bens Duráveis decentes que talvez batam expetativas (excluindo – Transporte +0,5% vs. +1,1%). Nada do anterior deverá ter capacidade para mudar as coisas, para deteriorar um mercado que continua a ser inercialmente em alta, porque se libertou das suas principais inquietudes, não enfrenta problemas especiais e sente-se apoiado por excelentes resultados corporativos, cujas expetativas estão em processo de revisão em alta. Neste sentido, Micron – uma das escassas empresas americanas que ainda não publicou – oferecerá números muito sólidos na quarta-feira, no fecho de Nova Iorque. Oxalá perca ritmo e consolide!
:: CONCLUSÃO. A recente superação de incertezas e a ausência de obstáculos previsíveis deverá resultar numa semana sem tensões especiais, com bolsas a consolidarem ou a subirem de forma inercial e suave.
FIM
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