Análise Bankinter Portugal
NY +1,8% US tech +3,3% US Semis +7,9% UEM +0,8% España +0,8% VIX 19,4% Bund 3,08%. T-Note 4,47%. Spread 2A-10A USA=+41pb B10A: ESP 3,47% PT 3,41% ITA 3,80% FRA 3,80% Euribor 12m 2,84% (fut.12m 2,94%) USD 1,157 JPY 185,4/€ 160,3/$. Ouro 4.187$. Brent 88,5$. WTI 86,0$. Bitcoin +0,1% (63.381$). Ether -0,3% (1.667$).
SESSÃO: Trump anuncia um iminente acordo com o Irão. O petróleo bruto cai até <90 $ (-5% desde quarta-feira), as obrigações relaxam e as bolsas americanas e asiáticas sobem com força. A tecnologia volta a liderar (semis +8%, Coreia +6%). SpaceX estreia-se hoje na bolsa após ter captado 75.000 M$.
Horas depois de novas ameaças, Trump anuncia negociações com o Irão que, afirma, poderão levar a um acordo este fim de semana. O otimismo extende-se a bolsas e obrigações e a volatilidade relaxa. Devolve o protagonismo aos fundamentos e lucros. E aí brilha a tecnologia e, principalmente, os semis. O EPS dos componentes do índice continua a ser revisto em alta. Números atualizados: 2026 +81,5%, 2027 +46,2%, 2028 +18,5%.
A tecnologia está no foco perante a estreia de SpaceX na bolsa. Grande marco pelo volume da operação, a maior da história, e o seu impacto nos índices americanos e na liquidez disponível para outras tecnológicas americanas. O preço de saída marcado, 135 $/ação, avalia a empresa em 1,77 Bn$. Derivados e futuros numa plataforma online apontam para uma subida inicial de +35%. Veremos. Irá introduzir volatilidade, sem dúvida, e quiçá rotação de ativos. O mercado irá querer ver se os fundamentos justificam a avaliação. Será fundamental na sessão americana e provavelmente também nas próximas semanas.
Na frente macro, ontem o BCE cumpriu o esperado: subiu +25 p.b. até 2,25%/2,40%. Trata-se de um movimento com o qual pretende ressaltar o seu compromisso com o objetivo de inflação (2%), apesar de não ver “ainda efeitos de segunda ronda”, mas não pensamos, de forma alguma, que seja o início de um novo ciclo de endurecimento monetário. Reviu em baixa o crescimento (+0,8% a/a e +1,2% a/a 2027) e a inflação em alta (+3% a/a 2026, +2,3% a/a 2027) no cenário base (e também os cenários adverso e severo), mas criou um novo cenário “mais suave”. Descontado este movimento, as yields das obrigações europeias enfraqueceram ~-4/-5 p.b. de forma geral.
Hoje, a macro foca-se no Indicador de Confiança da Univ. de Michigan, que poderá melhorar ligeiramente, tanto na componente de sentimento como de preços. Aqui não será um obstáculo para uma sessão que estará dirigida por SpaceX e de que forma o mercado dirige a sua avaliação e captação de liquidez. De momento, Ásia com alguma euforia, Europa também com força, EUA dependerão de SpaceX, mas a tendência é positiva.
FIM
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