quinta-feira, 25 de junho de 2026

Call Matinal 2506

 Call Matinal

25/06/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (2406)

MERCADOS

Na quarta-feira (23), o Ibovespa fechou em baixa de 0,44%, a 170.506 pontos, com giro de R$ 27,1 bilhões. Já a moeda americana fechou em alta de 0,20%, a R$ 5,20.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta quinta-feira (25), impulsionados pelo excelente resultado da Micron que reafirmou a tese otimista para o setor de inteligência artificial. O apetite por risco também foi favorecido pela queda dos preços do petróleo, que retornaram aos níveis observados antes do conflito no Oriente Médio.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,07%

S&P 500 Futuro: +0,74%

Nasdaq Futuro: +2,22%

Nos EUA, a Micron explodiu +15% no after-hours e salvou o setor de chips. "Tecnologia está caindo, mas está havendo rotação para industriais e financeiras — isso é sinal construtivo. Uma pausa em junho não é surpreendente"

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +0,23%

Nikkei (Japão): +4,61%

Hang Seng Index (Hong Kong): -1,43%

Nifty 50 (Índia): +0,74%

ASX 200 (Austrália): -0,68%

Kospi (Coreia do Sul) +5,4% e Nikkei (Japão) +4,6% — Ásia rebate com força

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,47%

DAX (Alemanha): +0,50%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,17%

CAC 40 (França): +0,17%

FTSE MIB (Itália): +0,32%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -1,17%, a US$ 69,52 o barril

Petróleo Brent, -1,46%, a US$ 72,66 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -1,08%, a 735 iuanes (US$ 108,24) Bitcoin, +3,21%, a US$ 61.637,32

Petróleo Brent abaixo de US$ 73 e WTI abaixo de US$ 70 — no menor nível desde antes da guerra. Pior parece ter ficado para trás, até a próxima estocada dos terroristas do HAMAS e do Hezbollah.

 

NO DIA, 2506

Por aqui, o mercado aguarda o Relatório de PM, e com ele esclarecimentos sobre o que está pensando o BCB na condução da política monetária, coisa que não conseguiu com a ata do Copom na terça e o comunicado da semana passada. Se o texto não der as respostas que se espera, Galípolo ainda pode se explicar na coletiva, às 11h, sobre o relatório. Ainda na agenda, a inflação é destaque, com o IPCA-15 de junho aqui e o PCE de maio nos EUA, que deve superar 4% em termos anualizados, contribuindo para a inclinação hawkish do Fed. A falta de convergência entre as análises sobre os próximos passos do Copom mantém as apostas divididas, com o mercado rachado ao meio: metade confiando em Selic estável e metade em nova queda. Foi uma novidade a ata apresentar vários sinais interpretados como mais conservadores do que o comunicado, reconhecendo a assimetria altista no balanço de riscos, a piora nas expectativas de inflação e a atividade forte. O que se deve atentar é sobre o potencial desinflacionário da reversão da escalada do petróleo, diante do acordo diplomático provisório firmado entre os Estados Unidos e Irã. Em meio à retomada do fluxo no Estreito de Ormuz, o barril está de volta aos menores níveis desde o início da guerra. Só o que não se sabe ainda é se já dá para apostar todas as fichas que a guerra não oferece mais perigo.

 

 

 

Agenda 22 a 26 de junho

Quinta-feira (25):  

Brasil: IPCA-15 de junho

EUA: PCE de maio (9h30 BRT), PIB final do 1º tri, renda pessoal de maio, pedidos de seguro-desemprego; balanços de McCormick, Darden Restaurants e Winnebago (antes da abertura)

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