sexta-feira, 19 de junho de 2026

Vida acadêmica

 



Discorri por estes dias sobre o desafio que foi tentar retornar à academia, por ocasião do meu esforço de fazer o Doutoramento em Economia depois de décadas no mercado corporativo, bem entendido, na Lopes Filho & Associados e em breve interregnos na Corretora Interbolsa e na Fecomércio RJ.


Nada contra, mas eu me deparei com uma nova forma de abordar a carreira, agora calcada, ou não, dependendo talvez da cátedra, em modelos matemáticos, não entrando em discussão, se de precisão ou não.

Minha formação, entre espantos e decepções, no entanto, foi totalmente sustentada em Economia Política, para não dizer em debates teóricos, hoje totalmente estemporâneos. Sim, porque as principais instituições de ensino não se utilizam mais da retórica, do Fla x Flu ideológico, PARA evoluírem enquanto ciência.

No doutoramento, em Portugal, não li nenhum texto, nenhum, para discutir estes embates entre ortodoxos e heterodoxos. Simplesmente, me jogaram na construção destes modelos, a partir do DGSE, e se vire.

Mas como se eu não tinha a base da licenciatura, do mestrado, de cursos pregressos?

Chega-se então à dura constatação.

As faculdades de economia, em especial, as públicas, estão ultrapassadas, encasteladas em uma forma de fazer ciência, de ensinar aos alunos, que não mais existe nas principais escolas de economia pelo mundo.

Corremos o risco de formar economistas que só olham para os seus umbigos e, lamentavelmente, para as suas panelas ideológicas. Aliás, isso é algo que muito me aflige. As pessoas lutam, batalham, pelo pertencimento, pela aceitação, por fazerem parte de algo.

Neste aspecto, os que pouco se lixam para esta bobagem, que são independentes, por não acreditarem nisso, acabam um pouco colocados à margem.

Vejamos o caso do querido e educado presidente do BCB, sim, porque o acho isso tudo, embora equivocado em alguns posicionados passados.

Bem, falemos do Gabriel Galípolo, hoje presidente do BCB.

Sua luta vem sendo hercúlea, no sentindo de clarear a cabeça dos petistas mais imperdenidos, mais arrogantes.

É um cara lúcido, que possui sentido de responsabilidade, sabedor de que se ele derrapar na sua retórica de presidente do BCB, acabará por abalar a sua reputação e a da instituição.

Por isso, não ter jeito, ter colocado suas convicções no bolso ou no lixo. Mas que deve estar sendo duro, não tenho dúvida...o mundo muda a todo momento e tem gente que não acompanha. Fazer o que?

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