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🔹 *GRUPO TOKY AMPLIA PREJUÍZO NO 1º TRIMESTRE E AUDITORIA APONTA INCERTEZA SOBRE CONTINUIDADE OPERACIONAL*
O *Grupo Toky*, controlador das marcas *Tok&Stok* e *Mobly*, registrou prejuízo líquido consolidado de *R$ 75,5 milhões* no primeiro trimestre de 2026, uma piora de *71,9%* em relação ao mesmo período do ano passado.
O prejuízo atribuível aos acionistas da controladora somou *R$ 56,8 milhões*, representando um aumento de *75%* nas perdas na comparação anual.
Há duas semanas, a companhia entrou com pedido de *recuperação judicial*, envolvendo dívidas de aproximadamente *R$ 1,1 bilhão*.
A receita líquida totalizou *R$ 309,4 milhões* entre janeiro e março, queda de *18,9%* na comparação com o primeiro trimestre de 2025. O *GMV (volume bruto de mercadorias)* recuou *15,7%*, para *R$ 418,6 milhões*.
Segundo a empresa, problemas de abastecimento e restrições temporárias de estoque reduziram a disponibilidade de produtos para venda, afetando diretamente a geração de caixa e a liquidez no curto prazo.
A administração também citou a *retração do consumo*, influenciada pelos *juros elevados* e pelo *alto endividamento das famílias*, como fatores que pressionaram os resultados.
O *Ebitda* caiu *73,2%* no período, para *R$ 14,2 milhões*, enquanto as despesas financeiras aumentaram para *R$ 50,2 milhões*, impactadas principalmente pelo endividamento assumido na aquisição da Tok&Stok e por operações de antecipação de recebíveis.
Outro ponto que chamou atenção foi o relatório da auditoria *Grant Thornton*, que apontou *incerteza relevante sobre a continuidade operacional da companhia*.
Segundo os auditores, o elevado nível de prejuízos, combinado com a situação financeira da empresa e o estágio inicial da recuperação judicial, impede uma avaliação conclusiva sobre os impactos do processo e sobre a capacidade futura de continuidade das operações.
📌 O resultado reforça os desafios enfrentados pelo Grupo Toky em meio ao processo de recuperação judicial. Além da queda nas vendas e do aumento das despesas financeiras, o alerta da auditoria sobre a continuidade operacional tende a permanecer como um dos principais pontos de atenção para investidores e credores.
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