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🔹 *UBS VÊ RISCO FISCAL COMO PRINCIPAL FATOR POR TRÁS DOS JUROS LONGOS ELEVADOS NO BRASIL*
A *UBS Global Wealth Management* avalia que a manutenção dos juros de longo prazo em níveis próximos de *14%* no Brasil não pode ser explicada apenas pelo movimento dos juros americanos. Segundo a instituição, a principal razão para o estresse da curva doméstica é o aumento do *prêmio de risco fiscal* exigido pelos investidores.
De acordo com o estudo, as dúvidas sobre a *trajetória da dívida pública*, a expansão dos gastos do governo e a dificuldade de implementação de ajustes fiscais mais robustos continuam pressionando os custos de financiamento do país.
A UBS destaca que os juros longos brasileiros permanecem elevados desde o final de *2024*, quando o anúncio da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda veio acompanhado de medidas de contenção de gastos consideradas insuficientes pelo mercado.
Segundo a análise, o diferencial entre o prêmio de risco dos títulos brasileiros e dos títulos americanos voltou a subir significativamente. Esse spread, que havia recuado para cerca de *150 pontos-base* ao longo de 2024, atualmente gira em torno de *300 pontos-base*.
Para a equipe liderada por *Solange Srour*, esse comportamento indica uma deterioração predominantemente doméstica da percepção de risco, mais relacionada à política fiscal brasileira do que ao ambiente global de juros elevados.
A UBS também observa que, embora os *Treasuries* tenham sofrido pressão recente, o aumento dos rendimentos nos Estados Unidos está ligado principalmente à resiliência da economia americana e não a preocupações relevantes com a situação fiscal do país.
📌 Na visão da UBS, uma melhora consistente dos juros de longo prazo no Brasil dependerá menos de ajustes fiscais pontuais e mais de mudanças estruturais que convençam os investidores sobre a sustentabilidade da dívida pública e a credibilidade do regime fiscal no longo prazo.
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