Análise Bankinter Portugal
NY -0,7% US tech -0,3% US Semis +1,4% UEM -0,9% Espanha -0,5% VIX 18,7% Bund 3,04%. T-Note 4,49%. Spread 2A-10A USA=+42pb O10A: ESP 3,46% PT 3,40% ITA 3,77% FRA 3,67% Euribor 12m 2,79% (fut.12m 2,80%). USD 1,160 JPY 185,7/€. Ouro 4.434 $. Brent 97,4$. WTI 96,2$. Bitcoin -3,8% (64.906$). Ether -6,5% (1.779$).
SESSÃO: Iniciamos o dia com duas notícias relevantes: (i) Israel e o Líbano acordam um cessar-fogo, um avanço que poderá facilitar as negociações entre os EUA e o Irão. Até Trump considera agora plausível que seja alcançado um acordo já neste fim de semana. Este contexto está a favorecer uma ligeira correção do preço do petróleo (Brent: 97 USD/barril). (ii) Ontem, após o fecho da sessão norte-americana, a Broadcom e a CrowdStrike divulgaram os seus resultados. Ambas registam quedas superiores a -10%, em parte porque as suas perspetivas para os próximos trimestres ficaram ligeiramente aquém do esperado.
As restantes referências do dia deverão ter um impacto limitado, uma vez que se trata de indicadores relativos ao 1.º trimestre de 2026: Custos Laborais Unitários e Produtividade Não Agrícola (13h30). Além disso, o mercado deverá manter-se em compasso de espera antes da divulgação, amanhã, dos dados de Criação de Emprego nos EUA. A realidade é que a economia norte-americana continua a demonstrar resiliência: ontem mesmo verificou-se uma surpresa positiva em vários indicadores macroeconómicos, nomeadamente o Inquérito ao Emprego ADP, as Encomendas à Indústria e o ISM dos Serviços.
Ontem, as bolsas optaram por uma ligeira realização de mais-valias, num contexto marcado por um fluxo de notícias contraditório proveniente do Irão e pelo regresso da Administração Trump ao tema das tarifas aduaneiras. A Casa Branca estará agora a ponderar a aplicação de taxas que variariam entre 10% para aliados como a Europa, Canadá, México ou Taiwan e 12,5% para economias como a China, Índia ou Japão.
Contudo, hoje, com o acordo alcançado no Líbano e a moderação do preço do petróleo, o mercado poderá assistir a uma sessão que evolua de forma progressivamente mais favorável ao longo do dia, desde que o contexto geopolítico o permita.
A bolsa norte-americana continua próxima de máximos históricos, mas o investimento em tecnologia ganha tração e as estimativas de lucros para 2026 e 2027 continuam a ser revistas em alta. Neste enquadramento, torna-se difícil travar a tendência ascendente do mercado. A experiência recente demonstra que qualquer pausa ou correção tende a ser temporária. Adicionalmente, a estreia da SpaceX em bolsa, prevista para a próxima semana, deverá captar um interesse significativo por parte dos investidores.
FIM
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