Análise Bankinter Portugal
NY +1,2% US tech +1,3% US semis +2,4% UEM +2,3% Espanha +2,2% VIX 17,5% Bund 2,96% T-Note 4,27% Spread 2A-10A USA=+54pb B10A: ESP 3,38% PT 3,32% FRA 3,57% ITA 3,68% Euribor 12m 2,68% (fut.2,69%) USD 1,175 JPY 186,8 Ouro 4.793$ Brent 95,5$ WTI 89,1$ Bitcoin -1,6% (74.200$) Ether -1,9% (2.268$)
SESSÃO: Ásia sobe (Japão +0,8%, China +0,6%, Coreia +1,0%...) ignorando o ataque americano a um navio iraniano que transitava por Ormuz. A tensão no Estreito aumenta, que volta a ser bloqueado após uma reabertura fugaz por parte dos iranianos e, com isso, o petróleo avança (Brent +5,5% até 95,5 $) e os futuros antecipam uma sessão de quedas na Europa e nos EUA. É a evolução lógica após as subidas de sexta-feira e à espera de que as negociações em Islamabade retomem. Mas também é razoável esperar uma melhoria do tom ao longo da semana e, no mínimo, uma extensão do cessar-fogo que termine esta quarta-feira.
No plano convencional, a temporada de resultados continuará nos EUA, com destaque para Lam Research, Intuitive Surgical ou Tesla, e ganhará inércia na Europa com L’Oreal, BESI ou SAP. Estima-se um crescimento de EPS de +14% nos EUA e +3% na Europa, embora o realmente importante seja analisar as guias das empresas, para ver se antecipam algum impacto derivado da guerra.
Na macro, os indicadores adiantados (IFO e ZEW alemães) ganharão tração enquanto os intermédios (PMIs) continuarão em terreno de expansão. A expetativa de que o final da guerra possa estar próximo contribui, sem dúvida, para esta evolução. Também servirão de catalisador os dados de IPC de março no Reino Unido (+3,3% estimado desde +3,0%) e Japão (+1,4% desde +1,3%) porque, se cumprirem as expetativas, o seu aumento será testemunhal.
CONCLUSÃO: Estamos num processo de normalização no Irão, que será instável e irregular, mas parece razoável assumir que o pior já passou. Neste contexto, uma macro construtiva e um crescimento de lucros saudável apoiarão umas bolsas que provavelmente evoluem de menos a mais durante a semana. Começarão penalizadas pelo novo encerramento do Estreito de Ormuz, mas poderão melhorar com o reinício das negociações e a extensão do cessar-fogo.
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