Análise Bankinter Portugal
NY -1,5% US tech -1,7% US Semis -3,4% UEM -0,8% España -1,2% VIX 27,3% +3,1pb. Bund 2,94%. T-Note 4,26%. Spread 2A-10A USA=+57,5pb B10A: ESP 3,44% PT 3,39% ITA 3,73% FRA 3,63%. Euribor 12m 2,46% (fut.12m 2,81%). USD 1,148. JPY 183,4. Ouro 5.091,6$. Brent 100,7$. WTI 95,7$. Bitcoin -0,6% (71.323$). Ether -0,3% (2.063$).
SESSÃO de quedas gerais nas bolsas e obrigações. Khamenei ameaçou manter o Estreito de Ormuz fechado e intensificar os ataques, o que provocou um novo aumento dos preços do petróleo bruto: o Brent superou os 100 $. Esta escalada do conflito aumento o receio de uma guerra mais prolongada e, principalmente, o seu impacto negativo em termos de inflação e crescimento do PIB.
Contudo, o cenário central continua a ser uma guerra curta, de algumas semanas, visto que os recursos do Irão são limitados e os EUA terão eleições de meio mandato em novembro. Pelo lado positivo, voltaram a destacar-se empresas vinculadas ao setor petrolífero (Infraestruturas EUA, Repsol) e Defesa. Recordemos que ambos os setores fazem parte das nossas recomendações de investimento. O dólar voltou a atuar como ativo-refúgio avalia a 1,148.
Hoje teremos macro nos EUA: o mais importante será o PCE (12:30 h): estima-se +2,9% e qualquer dado superior será recebido negativamente pelo receio de um aumento forte derivado do choque energético. Também será importante a Confiança da Universidade de Michigan, porque os inquéritos foram realizados a 17 de fevereiro e a 9 de março, pelo que receberão o sentimento real dos consumidores. O resto, impactará menos. A primeira revisão do PIB do 4T nos EUA (12:30 h) (+1,4% est. t/t anualizado) não acrescentará nada recente e tampouco os JOLTS (janeiro).
Os EUA ampliaram temporariamente (licença de 30 dias) as autorizações de compra, venda e entrega de petróleo russo que já estivesse carregado em navios antes de 12 de março. Com esta medida, trata de conter o preço em alta do petróleo, embora o Brent suba (+0,6%) até 101,1 $/barril.
Quiçá hoje tenhamos uma sessão um pouco mais tranquila, mas como sempre ultimamente, tudo dependerá da geopolítica.
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