quarta-feira, 17 de junho de 2026

Silvia Gabas



A História sem fim

Os anos passam, vai noite, vem dia, e nada se altera no cenário político do país.
Por mais que se lute, denuncie, esclareça,
Lula continua no poder.
Assumiu a presidência em 2003, governou nos bastidores quando sua marionete Dilma chegou ao poder, manteve-se sob holofotes enquanto esteve condenado e preso, e retornou ao poder, depois de quatro anos de perseguição política e destruição moral daquele que é odiado pelos discípulos cegos desse homem que possui o dom da manipulação e mantém de joelhos milhões que o admiram, ainda que seja comprovadamente um corrupto mitômano, que levou o país ao retrocesso, ao analfabetismo funcional, ao endividamento publico do país e ao endividamento pessoal de seus habitantes, vaidoso, ego descomunal e que se prepara para gastar o dinheiro que o país não possui para manter-se e à sua "troupe" no poder uma vez mais.
Que talento ao engano é esse que mantém milhares de cidadãos supostamente esclarecidos a continuar a apoiar um malandro que se deu muito bem à base de muita lábia, de acordos espúrios, da alma entregue ao demônio em troca dos prazeres e poderes mundanos, entregando migalhas e promessas à massa, ao lúmpen, enquanto serve aos poderosos, rico sem jamais ter trabalhado, enganando uns e outros, enredando a todos que o veem como aquilo que nunca foi nem nunca será, farsa completa que é, pronto para todo tipo de acordo que engane a todos, enquanto se refestela no poder de onde pretende sair somente morto, para nosso total pesar?
E que povo é esse, pobre ou rico, inculto ou esclarecido que se deixam hipnotizar por essa figura que desde os tempos do Sindicato já enganava, em jogo duplo que demonstrava sua cingênita falta de caráter?
Outubro está próximo e a possibilidade de vê-lo no poder por mais quatro anos, destruindo o que resta do país com os votos de gente em que não me reconheço, me fazem crer que Lula é o reflexo de um povo sem o menor caráter.
É preciso reconhecer essa tragédia que é essa em que, por mais danos que esse meliante cause ao país, ainda há gente suficiente para mantê-lo à frente do maior posto de comando da nação, pobre nação.
É desgosto que não termina, que parece sem fim, maldição eterna que nos acompanhará até o fim dos tempos, como desgraça eterna.
E hoje lá estava ele novamente, em mais uma "performance" circense, graças ao "companheiro" Macron, pressionado a convidá-lo para o encontro do G7 na França, na tentativa, segundo ele, de convencer Trump de que ele está errado na aplicação das tarifas que serão impostas ao país e de que o reconhecimento do CV e do PCC como grupos terroristas são intromissões na "soberania nacional", o que causa imenso estramento naqueles que veem com bons olhos a ajuda externa para destruir grupos criminosos que já se infiltraram dentro do Sistema e caminha para dominá-lo.
Até agora, não conseguiu um simples olhar do americano sobre ele e espero que assim continue.
O retorno sem o encontro buscado será um balde de água fria na claque petista, que acredita que seu venerável guru é figura politica internacional de proa, e que a lábia que impõe aos seus aloprados discípulos possa enganar também aqueles lá fora que já sabem muito bem com quem lidam e não veem a hora - como nós mesmo - de se livrarem de vez dessa triste figura.
Triste figura que comprovou ser o personagem circense sempre à busca de olhares para seu ego incontrolável.
Vê-lo feito palhaço de circo na foto com os participantes dos paises do G7 - ele como uma especie de intruso deslocado e sem função - com seu chapéu ridículo de mafioso tupiniquim, batendo palminhas, erguendo os dedos das mãos em gestual de roqueiro desengonçado, acenando as mãos em frenesi ansioso, destoando totalmente de todos os demais que permaneciam eretos e quietos diante da câmera que os fotografou, minha súplica sincera era para que Trump o trate como o amigo de ditadores e defensor de narcotraficantes que é, sem os rapapés a que está acostumado por aqui, onde os idiotas sinceros e os espertos de toda a ordem ratificam sua sensação de que é uma espécie de Deus.
Não é.
A verdade virá de fora.

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