domingo, 24 de maio de 2026

Viva a longevidade!

 O livro do ano no Japão:

O psicólogo Hideki Wada publicou um livro intitulado “A Parede dos 80 Anos”. Assim que foi lançado, o livro superou 500.000 cópias vendidas, tornando-se o mais vendido do momento. Se essa tendência continuar, as vendas deverão ultrapassar 1 milhão de exemplares, tornando-se o livro do ano no Japão.

O Dr. Wada, de 61 anos, é um médico especializado em doenças mentais em idosos. Ele condensou os segredos de uma vida “afortunada” para os jovens de 80 anos em 44 frases, listadas a seguir:

* Continue caminhando.

* Quando estiver zangado, respire profundamente.

* Faça exercícios suficientes para que seu corpo não fique rígido.

* Beba mais água ao usar ar-condicionado no verão.

* Quanto mais você mastigar, mais ativos estarão seu cérebro e seu corpo.

* A perda de memória não se deve à idade, mas à falta de uso do cérebro.

* Não há necessidade de tomar medicação em excesso.

* Não é necessário reduzir excessivamente a pressão arterial e o açúcar.

* Estar sozinho não é solidão; é passar o tempo em paz.

* A preguiça não é motivo de vergonha.

* Não é necessário gastar dinheiro com carteira de motorista (há uma campanha no Japão para que os idosos devolvam suas habilitações).

* Faça o que quiser; não faça o que não gosta.

* Os desejos naturais permanecem mesmo na velhice.

* Em qualquer caso, não fique sentado em casa o tempo todo.

* Coma o que quiser; um pouco de sobrepeso é melhor.

* Faça tudo com cuidado.

* Não se envolva com pessoas de quem você não gosta.

* Não assista televisão o tempo todo.

* “Quando o carro chega à montanha, o caminho aparece”: esta é a frase mágica da felicidade para os idosos.

* Coma frutas e saladas frescas.

* O tempo de banho não deve ultrapassar 10 minutos.

* Se não conseguir dormir, não se obrigue.

* As atividades que trazem alegria aumentam a atividade cerebral.

* Diga o que sente; não pense demais.

* Encontre um “médico de família” o quanto antes.

* Às vezes, mudar de ideia está tudo bem.

* Se você parar de aprender, envelhece.

* Não deseje fama; o que você tem já é suficiente.

* Quanto mais difícil é algo, mais interessante se torna.

* Tomar sol traz felicidade.

* Faça coisas que beneficiem os outros.

* Passe o dia de hoje com tranquilidade.

* O desejo é a chave da longevidade.

* Viva com alegria.

* Respire com leveza.

* Os princípios da vida estão em suas próprias mãos.

* Aceite tudo em paz.

* Pessoas alegres são amadas por todos.

* Um sorriso traz boas energias.


Com a perspectiva correta e hábitos diários saudáveis, os anos depois dos 60 podem ser os mais gratificantes da vida.

sábado, 23 de maio de 2026

Mercado de aluguel

 *Estadão: Demanda alta por aluguéis e preços mais elevados beneficiam investidores e empresas*


São Paulo, 23/05/2026 - A alta demanda por aluguel, o encarecimento da locação e a pouca oferta em regiões centrais impulsionaram o interesse de investidores e proprietários. “O aluguel voltou a ser visto como uma fonte relevante de renda recorrente, especialmente em regiões urbanas consolidadas”, afirma Thiago Reis, gerente de comunicação e dados do QuintoAndar. “O imóvel está no radar como um ativo estratégico, não apenas patrimonial”, diz Reis.


Reis afirma que, aliado aos desafios da compra, nota-se uma mudança de comportamento. “O aluguel deixou de ser uma etapa temporária e passou a ser uma escolha estrutural para uma parcela relevante das pessoas”, acredita. “Há uma demanda crescente por unidades compactas, funcionais e bem localizadas, especialmente estúdios e apartamentos de um dormitório.”


Incorporadoras passaram a desenvolver projetos específicos para o investidor comum que busca a renda do aluguel. Também é neste cenário que se fortalecem as iniciativas de multifamily, prédios residenciais de um único proprietário ou fundo destinados integralmente à locação.


A Vila 11, por exemplo, compra e constrói empreendimentos em regiões nobres da cidade de São Paulo e os disponibiliza para locação. Só em 2025, seis novos prédios e 680 unidades foram entregues.


O pacote do apartamento de um dormitório e 33 m² é negociado por R$ 5 mil mensais, enquanto as unidades de três dormitórios e 93 m² podem chegar a R$ 20 mil. “O aluguel passa a ser a saída mais eficiente: sem entrada, sem dívida de longo prazo, menos capital imobilizado”, afirma Jorge de Moraes, diretor comercial e de marketing da empresa.


“A mobilidade profissional cresceu e ter um imóvel pode representar rigidez, prendendo o morador a uma localização numa hora em que a capacidade de adaptação importa”, defende o executivo, cuja companhia dobrou de faturamento no último ano.


Combinação


Outra empresa que atua no segmento é a Greystar, que adota uma estratégia semelhante ao combinar investimento e operação de ativos residenciais. A companhia saltou de 1.220 unidades gerenciadas, em 2023, para 1.877 unidades em 2025.


O objetivo da Greystar é atender solteiros e famílias pequenas em apartamentos de um ou dois quartos, com aluguel previsto de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil. “A estrutura do fundo está sendo desenhada para atrair capital com foco em localizações como Barra Funda e zona norte de São Paulo”, explica Cristiano Viola, diretor de operações da empresa.


Para Gustavo Favaron, CEO global da consultoria GRI Institute, existe um hiato no mercado de imóveis entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão. “Ao notar a redução do poder de compra da classe média, o movimento natural é voltar as atenções para o aluguel, suprindo uma necessidade do consumidor”, afirma. “Essa tese é consolidada em outros mercados, como na Europa e Estados Unidos, e deve crescer no Brasil.”


*Desafios*


O governo federal tem buscado responder aos desafios habitacionais enfrentados pela classe média para sair do aluguel. Em resposta a isso, anunciou uma série de medidas nos últimos anos. Entre elas, destaca-se o Programa Reforma Casa Brasil, com crédito habitacional destinado à solução de problemas estruturais e ampliações de residências.


O governo também anunciou, em 2025, a nova política de crédito habitacional, que permite que a Caixa financie até 80% do valor dos imóveis comprados via poupança. Alguns meses antes, o banco havia reduzido essa fatia máxima do financiamento para 70%.


Outra medida significativa foi o aumento no teto de financiamento para imóveis pelo SFH de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões e o teto de 12% de juros ao ano para o financiamento habitacional.


No entanto, talvez a medida mais aclamada pelo mercado seja a expansão do Minha Casa, Minha Vida, com a criação da Faixa 4, destinada a famílias com renda mensal de R$ 8,6 mil a R$ 12 mil.


A análise de especialistas é que as iniciativas são positivas, mas não são suficientes para estimular a retomada do segmento.


Broadcast+

Roberto Freire Institucional

 "Como cidadão e parlamentar que combateu a ditadura  militar de 64, não aceito lições de democracia de conveniência . 

Minha crítica a este decreto de Lula  - criando um "orwelliano ministério da justiça" um moderno dipizinho da censura - não se confunde com o barulho dos neodemocratas que ontem aplaudiam o autoritarismo. Minha assinatura está na historia da resistência e redemocratização do nosso país. 


O atual governo de Lula, embora se reivindique de esquerda e se diga respeitador da democracia , flerta abertamente com uma visão dogmática e autoritária de Estado. Ao criar uma máquina burocrática para policiar o debate público e ditar o que é "verdade" ou "mentira", "discurso de ódio" "desinformação", "ações e atos contra a democracia" et caterva...   o palácio do Planalto abre as portas para a censura e pavimenta a antessala de um regime autoritário, ditatorial.


As lições da história são implacáveis: o arbítrio sempre se instala sob o pretexto de nos proteger. 

O problema é que as ferramentas de vigilância e controle criadas por este governo são abusos hoje e permanecerão na estrutura do Estado amanhã. E essa  faca institucional cortará o pescoço sem distinção alguma de toda e qualquer dissidência não importa de onde venha. 

Crimes se combatem na legalidade democrática e na Justiça, com o devido processo legal, e não por meio de decretos do Executivo. A democracia exige pluralismo, não um consenso forçado pelo medo e pela vigilância.

Combati o autoritarismo fardado no passado e não assistirei calado à sua reedição burocrática e dogmática no presente. Os fins não justificam os meios. Quem é livre e democrático não aceita mordaça.


QUE O CONGRESSO NACIONAL APROVEITE O QUE PODE E DEVE SER APROVEITADO NO MALFADADO DECRETO DA CENSURA E O RESTANTE REMETA A LATA DE LIXO DA HISTÓRIA .

 ENQUANTO É TEMPO !


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Jairo José da Silva

 Na chamada síndrome de Estocolmo, o prisioneiro desenvolve uma ligação emocional com seu algoz, ele passa a ama-lo.

Nós, brasileiros, temos uma forte síndrome de Estocolmo em relação a nosso pior algoz, o Estado.

Quando algo vai mal no país, ou seja, sempre, e por quase tudo, as soluções que imaginamos sempre convocam o Estado. Pobreza? Problema do Estado. Saúde da população? Estado. Segurança pública? Estado. Péssimo nível educacional? Mais Estado. O trânsito está ruim? Faltam leis e punições. Ainda mais Estado. É como se não existisse sociedade fora do Estado. O que lembra a máxima fascista: tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado (Benito Mussolini, 1922).


O Estado retira um terço dos nossos salários via imposto de renda e joga sobre o que sobra uma penca de outros impostos. Para desencorajar a atividade econômica privada, fora do Estado, ele afoga o investidor em impostos, taxas e tributos e o enreda numa teia bizantina de leis e regulamentos.

E para quê? Principalmente para o seu próprio benefício. Privilégios principescos aos marajás do Estado, que vão de salários astronômicos (a unidade mais rica da Federação é de longe o DF, o ninho da burocracia estatal), a benesses que empalidecem príncipes orientais.

Uma juíza afastada por corrupção continua a receber salários que passam do milhão, um ministro pode requisitar um jato da Força Aérea para ir para casa no final de semana, o STF exige que seus vinhos tenham pelo menos dois prêmios internacionais. O presidente e sua mulher, em suas viagens “oficiais”, que são quase mensais, esnobam as dependências já nababescas das nossas embaixadas para se hospedarem em hotéis que cobram milhares de dólares o pernoite. Para o Estado tudo e sempre às nossas custas. Para o povo, nada ou migalhas.


O Estado, qualquer Estado, é intrinsecamente fascista e nossa fascinação com o Estado é uma fascinação com o fascismo. E quanto mais pobre é o indivíduo, mais fascistamente fascinado com o Estado ele é. O Estado o mantém acorrentado, mas impede que ele morra de fome, como um domador de circo o seu animal. E por isso ele ama o Estado, frequentemente encarnado num líder carismático que o incorpora, Hitler, Mussolini, Stálin ou Lula. Ele vê o flagelo que o Estado impõe aos “ricos” com satisfação, como se fosse uma vingança pessoal. Não lhe ocorre que substituir o Estado pelos ricos, ou melhor, por uma sociedade livre capaz de produzir riqueza, gerando assim mais e melhores empregos, bons salários e mais amplas oportunidades, não apenas roubar a riqueza de quem a produz, seria para ele bem melhor negócio.


A senhora que faz a faxina semanal em meu apartamento me contou hoje, feliz, que finalmente recebeu os R$3.000 da ação judicial que moveu contra o Estado pelo golpe financeiro promovido pelo governo Collor, o confisco da poupança, mais uma ação violenta do Estado. Lembro que esse confisco se deu em março de 1990. 36 anos para recuperar parte do dinheirinho roubado!


Em Cuba, toda a atividade econômica está concentrada numa entidade cuja função precípua é colocar a parca riqueza produzida em mãos dos barões do Estado, os Castro e seus capangas, bilionários num país de esfomeados.

Trump disse que vai enviar 100 milhões de dólares em ajuda a Cuba, mas através de entidades não estatais, como a Igreja, para que o dinheiro chegue efetivamente ao povo e não seja roubado pelos comunistas.

E o que fez o Estado cubano? Baixou hoje uma lei que o permite confiscar bens e propriedades privadas sem aviso prévio. Tudo no Estado, nada contra o Estado.


No Brasil, o lulopetismo controla completamente o Estado. O parlamento, os tribunais, as forças armadas, colocados todos a seu serviço. Para continuar assim, ainda que haja formalmente eleições, ele controla todo o processo eleitoral através de cortes aparelhadas e imprensa de cabresto. Ontem, instalou a censura oficial às redes que relutam em se submeter aos seus desígnios. Para ele, o Estado é sinônimo de democracia. A voz rouca do povo não conta, só a sua própria voz ecoada nos aparelhos do Estado.


O Estado é um cancro e o lastro que nos mantém escravos e pobres.

Temos que aprender a pensar e a agir fora do Estado.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

EUA: o paradoxo dos benefícios sociais — mito, realidade e distorções de percepção, Renan Silva

 22 de maio de 2026

Segundo apurei ao longo de minha análise das estruturas institucionais americanas, há um paradoxo recorrente no debate público: afirma-se que os Estados Unidos seriam um país “sem políticas sociais”, ou que adotariam uma lógica exclusivamente liberal, avessa ao amparo estatal. Não obstante, quando examinamos tecnicamente o arranjo norte‑americano, encontramos um arcabouço robusto, diversificado e frequentemente mais amplo do que o observado em economias de bem‑estar europeias tradicionais.

Em minha opinião, esta contradição aparente emerge não da ausência de políticas sociais, mas da forma distinta com que elas são organizadas, financiadas e comunicadas — fatores que moldam percepções equivocadas fora do território americano.


1. O fundamento do paradoxo: um Estado Social que não se declara como tal

Ao contrário de países onde o welfare state é centralizado, universal e explicitamente reconhecido — como Alemanha, França ou os países nórdicos —, o modelo dos EUA foi construído em torno de três pilares estruturais: (i) Descentralização total (estados e condados possuem autonomia sobre saúde, educação e assistência); (ii) Forte componente fiscal via créditos tributários, e não transferências diretas e, (iii) Programas focalizados, não universais, criados para grupos específicos: idosos, baixa renda, crianças, trabalhadores com baixa remuneração, etc.

O resultado é que, apesar de existir um mosaico amplo de políticas públicas, o consumidor mediano não percebe esse sistema como um “direito universal”, mas como um conjunto de benefícios condicionados — o que reforça a imagem de um país supostamente avesso ao social.


2. A Arquitetura Social Americana: vasta, complexa e frequentemente subestimada

2.1 Saúde e Assistência Médica

Embora o país não possua um SUS, a estrutura de saúde pública é extensa: (i) Medicare (idosos e pessoas com deficiência); (ii) Medicaid (baixa renda) e (iii) CHIP (crianças de famílias que não se qualificam ao Medicaid, mas não podem pagar seguro privado).

Esses programas, somados, atendem mais de 150 milhões de pessoas — quase metade da população. Em termos macroeconômicos, equivalem a aproximadamente 8% do PIB, similar à soma de saúde pública de países com sistemas universais.

2.2 Previdência Social e Renda

A Social Security Administration opera uma das maiores redes de proteção do mundo com a Aposentadoria (Retirement Benefits), a Disability (SSDI), a Supplemental Security Income (SSI) e a TANF (transferência direta para famílias vulneráveis). A Social Security, isoladamente, é responsável por tirar 22 milhões de americanos da pobreza todos os anos.

2.3 Alimentação e Nutrição

Programas como SNAP e WIC garantem segurança alimentar para dezenas de milhões de famílias. O SNAP, por exemplo, atende cerca de 42 milhões de beneficiários — o maior programa de combate à fome do Ocidente.

2.4 Moradia e Energia

  • Section_8 subsidia parte o aluguel de famílias de baixa renda.
  • LIHEAP apoia despesas de energia e calefação.

Ambos são fundamentais em estados de clima extremo, onde o custo energético é elevado.

2.5 Trabalho, renda e incentivos fiscais

A política social americana se apoia fortemente em mecanismos tributários, como:

  • EITC (Earned Income Tax Credit) — um dos programas mais eficazes de redução da pobreza nos EUA.
  • Child Tax Credit — complementa a renda de famílias com filhos.
  • Unemployment Insurance — seguro-desemprego estadual.

Do ponto de vista macroeconômico, esse conjunto de créditos fiscais funciona como um sistema de transferência de renda indireta, porém altamente eficiente.


3. Educação: um modelo público, gratuito e descentralizado

A percepção brasileira de que “o ensino público americano é ruim” decorre, em minha opinião, de um desconhecimento sobre o funcionamento dos distritos escolares.

Ensino K-12

  • Gratuito e obrigatório.
  • Financiado majoritariamente por impostos prediais locais.
  • Complementado por verbas estaduais e federais.

A descentralização cria disparidades regionais, mas também produz alguns dos melhores high schools do mundo — especialmente em distritos de alta arrecadação.

Universidades Públicas

Embora pagas, são substancialmente subsidiadas via: In-state tuition, Pell Grants, Need-based scholarships, Programas federais como Work-Study e Fundos filantrópicos bilionários. Em universidades de elite “need-blind”, estudantes de baixa renda podem estudar com custo zero, algo extremamente raro em países de modelo estatal universal.


4. Por que, então, o Brasil acredita que os EUA não cuidam do social?

Em minha análise, há quatro fatores centrais:

4.1 O modelo não é universal, mas fragmentado

Ao contrário do Brasil, que possui sistemas unificados (SUS, INSS, ensino federalizado em parte), os EUA operam: Programas separados, Regras distintas por estado e Critérios específicos para cada benefício. A falta de um “guarda-chuva” único oculta a dimensão do sistema.

4.2 O financiamento é indireto e tributário

Grande parte dos benefícios ocorre via créditos no imposto de renda, o que não é intuitivo para sociedades acostumadas a transferências diretas.

4.3 A narrativa política americana valoriza o individualismo

Há uma aversão cultural a rotular políticas públicas como “assistencialistas”, entretanto os programas existem, mas o discurso enfatiza mérito, trabalho e autonomia.

4.4 A mídia brasileira foca nos custos da saúde privada

A saúde de mercado é, de fato, cara. Isso domina a percepção brasileira, obscurecendo o papel gigante de programas como Medicare, Medicaid e CHIP.


5. O que isso significa do ponto de vista macroeconômico global

Como observador, o sistema social americano é menos visível, mas fiscalmente gigantesco e funciona como um estabilizador automático fundamental em crises. O EITC e o SNAP, por exemplo, são anticíclicos: expandem-se em recessões, sustentando consumo — crucial para um país onde 70% do PIB vem da demanda doméstica. Já a descentralização reduz rigidez fiscal federal, permitindo maior dinamismo econômico. Assim, na prática, os EUA possuem um welfare state grande, funcional, mas conceitualmente diferente do europeu ou latino-americano.


Conclusão: desmontando o mito com técnica

Em minha opinião, a ideia de que os Estados Unidos “não cuidam do social” é mais mito cultural do que realidade econômica. O país opera um sistema social robusto, ainda que fragmentado, com forte foco em grupos vulneráveis, idosos, crianças e trabalhadores de baixa renda. O que existe não é ausência de Estado, mas um Estado social silencioso, distribuído, fiscalmente criativo e politicamente menos assumido.

Para o observador brasileiro, compreender essa arquitetura é fundamental não apenas para evitar comparações equivocadas, mas também para reconhecer que existem múltiplos caminhos para a proteção social — alguns universais e explícitos, como o brasileiro; outros descentralizados e tributários, como o americano.

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,2% US tech +0,1% US Semis +1,3% UEM -0,2% España -0,4% VIX 16,8% Bund 3,10%. T-Note 4,56%. Spread 2A-10A USA=+53pb B10A: ESP 3,52% PT 3,52% ITA 3,86% FRA 3,91% Euribor 12m 2,82%. USD 1,162 JPY 184,8/€. Ouro 4.534 $. Brent 104,6$. WTI 97,7$. Bitcoin -0,11% (77.575$). Ether -0,07% (2.130$).


SESSÃO: Sessão de consolidação, que se foi movendo ao compasso das notícias que nos iam chegando do Médio Oriente. De manhã, Reuters publicava que o líder supremo do Irão tinha emitido uma ordem para proibir o envio de urânio enriquecido para fora do país. Isto arrefecia as expetativas para um acordo de paz, fazia aumentar o petróleo e cair as bolsas. Embora pouco depois houvesse um funcionário iraniano de alto cargo a negar essas afirmações, qualificando-as como “propaganda inimiga”. E com o mercado europeu já fechado, meios estatais iranianos publicaram que se tinha chegado a um projeto final de acordo entre os EUA e o Irão, com a mediação do Paquistão, fazendo o petróleo cair até 104 $ Brent e 97 $ WTI. Com tudo isto, a Europa acabou por ceder -0,2% enquanto Nova Iorque subiu +0,2%.


Na frente convencional tivemos um conjunto de PMIs que mostraram alguma resiliência apesar de um contexto geopolítico complicado. Na zona euro, o PMI Industrial moderou-se, mas continua em zona de expansão (51,4 vs. 52,2 ant.), enquanto no Reino Unido se manteve (53,7) e nos EUA aumentou acima do esperado (55,3 vs. 54,5 ant.). O ponto negativo foi o Índice Industrial da Fed de Filadélfia, que surpreendeu ao cair para zona de contração (-0,4 vs. 18 est.).


Na frente micro, os resultados de Nvidia confirmaram o bom momento no setor, com os semis a aumentarem +1,3%, acumulando +69% até ao momento do ano. Por outro lado, Walmart (-7,3%) apresentou resultados em linha, mas dececionou com as guias.


Para hoje teremos poucas referências, com a temporada de resultados praticamente terminada (EPS EUA +25,5% vs. +14,4% esperado) e com o IFO alemão como único dado macro relevante (84,2 vs. 84,4 ant.), mas não terá demasiada importância.


Em suma, hoje a Europa poderá replicar parte das subidas que vimos ontem em Nova Iorque após os rumores de que já há projeto final do acordo de paz, embora tudo dependa das notícias que nos cheguem. É provável que em Nova Iorque vejamos um pouco mais de cautela devido a ser feriado na segunda-feira, Memorial Day.

BDM MAtinal Riscala

 Wishful thinking move mercados

Mas falta de novidades sobre um acordo definitivo pode esvaziar otimismo


22/05/2026


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato


… O mercado inicia a sexta-feira tentando calibrar o quanto há de avanço real nas negociações entre Estados Unidos e Irã e o quanto foi apenas wishful thinking. Depois de um pregão marcado por forte volatilidade e pela queda do petróleo, o Brent voltou a subir no início dos negócios na Ásia, refletindo a falta de novidades sobre um acordo definitivo. Os impasses envolvendo o urânio enriquecido iraniano e o controle sobre o Ormuz seguem sem solução. Em paralelo, o mercado acompanha a posse de Kevin Warsh no comando do Fed e o Relatório Bimestral no Brasil, em sessão mais curta para os Treasuries, que encerram negociações às 15h, antes do feriado do Memorial Day, na segunda-feira.


GUERRA & DIPLOMACIA – O mercado voltou a operar a esperança de distensão no Oriente Médio após relatos de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, mediadas pelo Paquistão, mas sem qualquer confirmação de acordo definitivo.


… O pregão desta quinta-feira foi marcado por forte volatilidade, com investidores alternando momentos de aversão e apetite por risco.


… Pela manhã, o petróleo chegou a superar os US$ 109 após relatos de que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, teria barrado a retirada do urânio enriquecido do país, uma das principais exigências americanas para encerrar a guerra.


… O humor virou à tarde, após sinais de redução parcial das divergências entre os dois países e de relatos sobre um entendimento preliminar envolvendo cessar-fogo imediato, compromisso de evitar ataques contra infraestrutura e garantia de livre navegação no Estreito de Ormuz.


… Em troca, as sanções dos Estados Unidos contra o Irã poderiam ser gradualmente suspensas.


… Apesar do alívio, quase uma torcida do mercado, os principais pontos de impasse continuam abertos, especialmente o destino do urânio enriquecido iraniano e o controle sobre Ormuz.


… Trump voltou a afirmar que os Estados Unidos querem receber o urânio iraniano e rejeitou qualquer hipótese de cobrança de pedágios na rota marítima, enquanto Teerã insiste na suspensão das sanções, no desbloqueio de ativos e em garantias de cessar-fogo também no Líbano.


… O petróleo inverteu o sinal ao longo da tarde e fechou em queda superior a 2%, mas ainda acima de US$ 100, num ambiente marcado por estoques globais apertados e temor persistente de inflação.


… O movimento tirou pressão dos Treasuries, do dólar e dos ativos de risco, mas perdeu força no fim do pregão, à medida que investidores voltaram a ponderar que o histórico recente de frustrações nas negociações ainda recomenda cautela.


… A própria dinâmica das negociações ajudou a esfriar parte da euforia. A Al Arabiya negou informações de que um acordo preliminar já teria sido fechado, enquanto fontes ouvidas pela Reuters afirmaram apenas que as divergências diminuíram.


… O adiamento da viagem do marechal paquistanês Asim Munir a Teerã – comentada mais cedo pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, como um sinal importante – reforçou a percepção de que as conversas avançaram, mas ainda não chegaram a um acordo definitivo.


A POSSE DE WARSH – O mercado acompanha nesta sexta-feira a cerimônia de posse de Kevin Warsh na presidência do Federal Reserve, marcada para o meio-dia de Brasília e com participação de Donald Trump na Casa Branca.


… A transição encerra oficialmente a gestão de Jerome Powell no comando do BC americano.


… Indicado por Trump e aprovado pelo Senado neste mês, Warsh assume o Fed em meio ao debate sobre independência da autoridade monetária e pressão da Casa Branca por juros mais baixos, num ambiente marcado pelos efeitos da guerra e temor persistente de inflação.


RELATÓRIO BIMESTRAL – Aqui, o mercado acompanha nesta sexta-feira a divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do segundo bimestre, às 15h, em meio à expectativa de novo bloqueio orçamentário para acomodar o avanço das despesas obrigatórias.


… Em entrevista ontem à noite para a CNN, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, antecipou que o governo anunciará aumento do bloqueio atual de R$ 1,6 bilhão, embora tenha descartado, por ora, a necessidade de contingenciamento.


… Segundo ele, as receitas seguem em linha com o previsto e o principal foco de pressão continua sendo a Previdência.


… Segundo fontes ouvidas pela Broadcast, o relatório deve trazer aumento de cerca de R$ 11 bilhões nas despesas previdenciárias no último bimestre, refletindo tanto a concessão de novos benefícios quanto a redução da fila do INSS.


… Integrantes do governo dizem que a alta decorre do esforço para acelerar análises represadas e não de deterioração estrutural das contas.


… O tema ganha ainda mais sensibilidade diante do discurso da equipe econômica sobre controle de gastos obrigatórios e sustentabilidade do arcabouço fiscal. Durigan afirmou que o governo está “cortando na própria carne”.


… E defendeu uma regra em que o crescimento das despesas fique abaixo da expansão das receitas, permitindo a geração gradual de superávits.


… Ao mesmo tempo, o ministro voltou a minimizar a relação entre política fiscal e juros elevados, afirmando que a pressão inflacionária atual decorre principalmente do choque provocado pela guerra no Oriente Médio e da alta do petróleo.


… A fala ocorre em meio ao debate crescente sobre o impacto da escalada geopolítica sobre inflação, dívida pública e trajetória da Selic.


NOVO DATAFOLHA – Pode sair hoje, ou amanhã (sábado), a primeira pesquisa do Datafolha que captará o efeito Vorcaro na candidatura de Flávio Bolsonaro, com uma novidade – incluirá cenário com Michelle Bolsonaro.


… No último levantamento, Lula tinha 38% das intenções de voto no 1º turno e Flávio, 35%. No 2º turno, empatavam com 45% cada.


NO, I DIDN’T –Aliados afirmam que Flávio foi convidado para visitar a Casa Branca na próxima semana. O senador negou ter solicitado encontro com Trump e respondeu em inglês aos jornalistas: “No, I didn’t ask anything”.


… Questionado sobre a campanha, limitou-se a dizer: “Um dia de cada vez”.


… Segundo CNN Brasil, Flávio deve se reunir com Trump em Washington no próximo dia 25. Lideranças do PL negam qualquer discussão sobre substituição do senador na disputa presidencial após o caso envolvendo Daniel Vorcaro.


CURTAS DA POLÍTICA – O Congresso derrubou vetos de Lula à LDO e liberou doações de bens, benefícios e transferências da União para Estados e municípios durante o período eleitoral, desde que haja contrapartida dos entes beneficiados.


… O governo alegava risco de afronta à legislação eleitoral e ao interesse público.


… Parlamentares também pressionaram Davi Alcolumbre pela leitura do pedido de criação da CPMI do Banco Master, mas o presidente do Congresso voltou a adiar a decisão, afirmando que a prioridade da sessão era destravar recursos para municípios e obras públicas.


ESCALA 6X1.O relator da PEC do fim da escala 6×1, deputado Léo Prates, afirmou que pretende apresentar o parecer na próxima segunda-feira e defendeu implementação já em 2026, sem transição para os dois dias de folga semanais.


… A redução da jornada de 44 para 40 horas segue em discussão.


… Hugo Motta apoia implementação gradual em dois ou três anos, enquanto parlamentares contrários à proposta defendem prazo ainda maior.


… Em paralelo, cresce a resistência de economistas à proposta.


… Reportagem do Estadão traz alerta de analistas sustentando que o fim da escala 6×1 pode reduzir a capacidade de crescimento do País ao elevar o custo da hora trabalhada, estimular informalidade e pressionar setores de baixa produtividade.


… O receio é que a redução da jornada sem corte salarial anule parte dos ganhos obtidos após a reforma trabalhista de 2017, especialmente num ambiente de envelhecimento populacional, baixa qualificação da mão de obra e estagnação da produtividade.


MAIS AGENDA – No Brasil, além do Relatório Bimestral, o foco da manhã fica para a reunião trimestral do Banco Central com economistas do mercado financeiro, em meio à consolidação das apostas de corte de 0,25 ponto da Selic em junho.


… Participam dos encontros os diretores Nilton David e Paulo Picchetti, em meio ao debate sobre petróleo, inflação e o ciclo de flexibilização.


… No exterior, além da posse de Kevin Warsh no comando do Federal Reserve, o mercado acompanha os dados finais de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan (11h), em busca de sinais sobre atividade e inflação nos Estados Unidos.


… Também entram no radar indicadores de confiança na Alemanha, vendas no varejo no Reino Unido e discurso de Christopher Waller (11h).


… A agenda ainda traz dados semanais da Baker Hughes sobre plataformas de petróleo em operação nos Estados Unidos (14h), em sessão que deve seguir altamente sensível a qualquer nova sinalização envolvendo as negociações entre Washington e Teerã e o futuro de Ormuz.


JAPÃO HOJE – A inflação ao consumidor perdeu força em abril: subiu 1,4% na comparação anual, desacelerando em relação à alta de 1,8% registrada em março. O resultado ficou abaixo da expectativa de alta de 1,7%.


CONFIA DESCONFIANDO – Hesitantes em seguir manchetes otimistas após decepções anteriores, como resumiu o ING, os mercados globais adotaram otimismo cauteloso com o aceno do acordo de paz mediado pelo Paquistão.


… Tanto o investidor não quis embarcar de cabeça, que manteve as apostas de que o Fed antecipe uma alta do juro para este ano ainda, até porque, mesmo que a guerra acabe, vai demorar para normalizar o fluxo de petróleo.


… O estrago sobre as expectativas de inflação já está feito e o vaivém de escalada e desescalada das tensões no Oriente Médio não dá muito segurança para os negócios operarem convictos sobre um desfecho definitivo.


… O suposto avanço nas negociações diplomáticas não impediu que o mercado ampliasse as apostas de um aperto monetário do Fed em dezembro para 57%, contra 45% um dia antes. A chance de manutenção é de 38,8%.


… Com o investidor desconfiado de que a alta no juro pode se tornar inevitável, não deu para os ativos relaxarem ontem tanto quanto desejavam com o alívio de que um acordo preliminar com o Irã possa estar a caminho.


… Ainda reverberando o tom hawkish assumido pela ata do Fed, a taxa dos Treasuries de 2 anos e o dólar avançaram lá fora. Aqui, a moeda norte-americana fechou estável contra o real e permaneceu acima da marca dos R$ 5.


… O petróleo, como se viu, virou e se distanciou das máximas pela manhã, quando superou US$ 109. Mas ainda não foi desta vez que furou US$ 100. São sinais de prudência, de quem está vacinado contra as reviravoltas da guerra.


… O contrato do Brent para julho encerrou em baixa de 2,32%, cotado a US$ 102,58. A Reuters informou que a Opep+ deve concordar com um aumento modesto na produção, de 188 mil barris por dia, na reunião de 7 de junho.


… Pouco convencido de que o Fed conseguirá driblar o impacto do choque energético, o juro da Note-2 anos subiu a 4,059%, de 4,046% na véspera. Já os yields dos bônus longos deram um voto de confiança à diplomacia e caíram.


… O retorno da Note de 10 anos recuou para 4,555% (de 4,574%) e o do T-bond de 30 anos, a 5,082% (de 5,114%).


GATO ESCALDADO – Na primeira reação instintiva às notícias de que a ofensiva militar estaria com os dias contados, os juros futuros domésticos e o dólar chegaram a cair com mais intensidade, para depois corrigirem os exageros.


… Trump é o rei do blefe e não deu ontem para sair apostando todas as fichas de que desta vez será diferente e vai realmente dar tudo certo. Na dúvida, os ativos preferiram se precaver de excessos de otimismo e ir mais devagar.


… Na curva do DI, os contratos se afastaram das mínimas do dia e recuaram de forma moderada.


… No fechamento, o vencimento para janeiro de 2027 marcava 14,040% (de 14,057% no ajuste anterior); Jan/28, 13,815% (de 13,862%); Jan/29, 13,845% (de 13,912%); Jan/31, 14,020% (de 14,076%); e Jan/33, 14,130% (14,173%).


… Considerando o cenário hipotético de que um acordo de paz saia do papel, o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, ouvido pelo Broadcast, consegue ver o dólar voltando ao patamar de R$ 4,80.


… Parece um nível razoável de ser alcançado, na medida em que o câmbio tem sentido menos do que outros mercados o estresse da guerra, blindado em boa medida pela Selic ainda alta e atrativa às operações de carry trade.


… Na mínima ontem, o dólar bateu R$ 4,9833, mas com o noticiário confuso sobre as negociações com o Irã, achou melhor terminar de lado, praticamente estável (-0,04%), a R$ 5,0012, à espera das cenas dos próximos capítulos.


… Lá fora, ainda com o tom duro da ata do Fed preso à memória, o índice DXY avançou 0,16%, a 99,257 pontos, deixando em segundo plano os relatos sobre a versão preliminar do acordo para encerrar o conflito no Oriente.


… Está todo mundo torcendo pelo melhor desfecho, mas sem dispensar cautela, para não cair no canto da sereia. As moedas europeias fecharam estáveis: euro a US$ 1,1621 e libra a US$ 1,3436. O iene recuou para 158,94 por dólar.


… Para analistas do ING, apesar do aparente alívio na tensão geopolítica, está difícil de apostar agressivamente contra a moeda americana, diante do risco apontado pelas apostas do CME de alta do juro pelo Fed em dezembro.


… O dirigente Austan Goolsbee acha que a inflação está piorando e que virou um problema “bastante significativo”.


PIQUE NO LUGAR – Sem total segurança sobre os progressos da guerra, as bolsas em Nova York não foram longe. No caso do Nasdaq, que fechou no zero a zero (+0,09%), a 26.293,10 pontos, a Nvidia ainda esvaziou os ganhos.


… O papel da gigante de tecnologia caiu 1,77%, porque estava superalta a barra das expectativas para o balanço.  


… O desempenho do S&P 500 também foi tímido: +0,17%, aos 7.445,72 pontos. Só mesmo o Dow Jones subiu de forma mais convincente (+0,55%) e renovou o seu recorde histórico de fechamento, aos 50.285,66 pontos.


… Aqui, sem confirmação oficial se vai sair um trato entre os Estados Unidos e o Irã, o Ibovespa desacelerou de quase 0,70% na máxima, para menos de 0,20% no fechamento: +0,17%, aos 177.650 pontos, com giro de R$ 23,5 bilhões.


… Petrobras contrariou a queda firme do petróleo: ON subiu 1,25%, a R$ 50,30, e PN, +0,78%, a R$ 44,95. Vale também foi na contramão da queda de 1% do minério de ferro e registrou valorização de 0,77%, para R$ 82,63.


… Entre os bancos, que avançaram em bloco, Itaú PN puxou a fila, com alta de 1,13%, a R$ 40,12. BB ganhou 0,58% (R$ 20,82); Santander unit, +0,51% (R$ 27,59); BTG unit, +0,31% (R$ 54,37); e Bradesco PN, +0,22% (R$ 17,90).


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS informou que GQG Partners elevou participação na companhia para 5,03%.


PETRORECONCAVO. A companhia ajustou marginalmente o valor do JCP por ação, de R$ 0,340750 para R$ 0,340748, sem alteração no montante total distribuído.


EMBRAER. A companhia fará o resgate integral das notas com vencimento em 2030 e taxa de 7,000%.


AZUL. A companhia emitirá até 6,9 milhões de bônus adicionais ligados à reestruturação sob Chapter 11 nos EUA.


SABESP. A companhia afirmou que avalia oportunidades de mercado com “cuidado e responsabilidade”, mas disse que o foco segue no plano de investimentos em São Paulo…


… A manifestação ocorreu após reportagem do Broadcast mostrar que a Equatorial avalia disputar sozinha a posição de acionista de referência na privatização da Copasa.


IGUÁ SANEAMENTO. Acionistas aprovaram aumento de capital de R$ 700 milhões para acelerar investimentos.


COPEL. Conselho aprovou renovação do programa de recompra de ações por mais 18 meses.


AXIA ENERGIA. O fundo GQG Partners passou a deter 5,02% das ações ordinárias.


ACELEN RENOVÁVEIS. A companhia iniciou a implantação de biorrefinaria de US$ 1,5 bilhão na Bahia, com capacidade para produzir SAF e diesel verde.


JSL. BNDESPar passou a deter 5% do capital da companhia após exercer opção de compra de 14,3 milhões de ações.


UNIPAR. A companhia converteu 178 ações preferenciais classe A em classe B.


MITRE. O bloco de controle, composto pela Mitre Partners, Star Mitre, Fabrício Mitre e Jorge Mitre, reduziu a participação para 37,86% do capital social, contra 40,19% anteriormente.


NEOGRID. O conselho emitiu parecer favorável à OPA para aquisição de controle e fechamento de capital. O leilão será realizado em 27 de maio.


ESPAÇOLASER. A companhia pagará R$ 223 mil em dividendos, o equivalente a R$ 0,00062 por ação ordinária, em 29 de maio. A composição acionária usada como base será a do dia 4 de maio.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

Fundo Verde

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