Esta semana foi terrível para os mercados. O dólar beirou os R$ 3,50 para fechar na sexta-feira a R$ 3,39 e a bolsa de valores caiu forte, nesta sexta em torno de 60 mil pontos. Foi um ajuste normal depois de um ralli de algumas meses, mas o que motivou isso preocupa. Primeiro, tivemos a vitória surpreendente de Donald Trump nas eleições norte-americanas, o que jogou o mundo num buraco negro. O que vem por aí? Qual a agenda deste cidadão? A mesmo raivosa e preconceituosa, pregada em campanha, ou algo mais palatável, em sintonia com o mundo e a realidade? Por aqui, assustou também um tal cheque de uma empreiteira endereçado ao presidente Temer e as delações premiadas da Odebrecht que já começam a causar estragos por lançarem um monte dúvidas sobre a governabilidade do País.
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
sábado, 12 de novembro de 2016
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Artigo da Mônica de Bolle.
Artigo da MÔNICA DE BOLLE, "Lesson from Brazil’s Populist Bust"
https://piie.com/blogs/realtime-economic-issues-watch/lesson-brazils-populist-bust
ORTODOXOS E HETERODOXOS
A Ciência Econômica, para o bem, ou para o mal, permite a existência de diferentes correntes teóricas. Basicamente, de um lado, os keynesianos, com suas nuances, do outro, os neo-clássicos, também com suas variantes. Traduzindo, teríamos os heterodoxos e os ortodoxos.
Passados séculos na evolução do pensamento eco, é triste constatar, no entanto, como estas duas correntes se escondem nos seus pedestais e pouco avançam no debate econômico....
Passados séculos na evolução do pensamento eco, é triste constatar, no entanto, como estas duas correntes se escondem nos seus pedestais e pouco avançam no debate econômico....
Depois do Plano Real, com o bem sucedido processo de estabilização, pensava "cá com os meus botões", que polêmicas sobre como operar o mix de políticas econômicas, com a fiscal e a monetária, complementares e efetivas, estariam superadas. De um lado, o BACEN, como "guardião da moeda" e na fiscalização do sistema financeiro, do outro, o Tesouro, evitando descontrole das contas públicas, sob a égide da LRF....Em torno disso, a necessidade de preservar o tripé de política eco, com câmbio flutuante amortecendo volatilidades, a LRF, mantendo a disciplina fiscal, e o sistema de metas de inflação, na perseguição ao centro da meta de 4,5%.
Qual a minha surpresa, na gestão Dilma, tudo isto acabou abandonado, em nome de uma heterodoxia infantil e tosca. Todos os nossos ensinamentos nestes 50 anos de combate à inflação e estabilização econômica, acabaram abandonados e inventaram a tal "nova matriz macro"....Todo o amadurecimento em torno da teoria econômica e de certo princípios básicos para o bom funcionamento da economia, acabaram abandonados ou jogados no lixo....
Agora estamos tentando restabelecer certa racionalidade na gestão pública, com a Reforma da Previdência e a PEC do teto das despesas, ambas medidas consideradas urgentes. Não cabe mais este debate estéril entre ortodoxos e heterodoxos. Tem q ser feito e fim de papo.
Agora estamos tentando restabelecer certa racionalidade na gestão pública, com a Reforma da Previdência e a PEC do teto das despesas, ambas medidas consideradas urgentes. Não cabe mais este debate estéril entre ortodoxos e heterodoxos. Tem q ser feito e fim de papo.
O DESMENTIDO DO GOVERNO TEMER
O presidente Michel Temer disse que não houve irregularidade no cheque de R$ 1 milhão repassado à campanha para vice-presidência em 2014.“Trata-se de cheque nominal do PMDB repassado para a campanha do então vice-presidente Michel Temer, datado de 10 junho de 2014. Basta ler o cheque. Não houve qualquer irregularidade na campanha do então vice-presidente Michel Temer”. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa ação movida pelo PSDB que pede a cassação da chapa Dilma-Temer por suposto uso de poder político e econômico na campanha de 2014. De acordo com o tribunal, a defesa da ex-presidenta Dilma Rousseff apresentou o cheque, da construtora Andrade Gutierrez, como evidência de que o dinheiro, supostamente vinculado a contratos envolvendo a empreiteira, teria ingressado na campanha por meio do PMDB, e não pelo PT.
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Anderson Nunes
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