Diário de um economista de mercado
1. Chegamos a metade do ano de 2026. Dá para fazer um balanço? Se formos analisar o momento atual, no Brasil e no mundo, veremos que a figura histriônica de Donald Trump deu uma chacoalhada no mundo, nesta postura sempre desafiante sobre a mobilidade de fatores.
2. No Brasil, por outro lado, temos um governo gastador, com a máquina da economia turbinada por medidas fiscais e parafiscais. E isso tudo piora porque temos uma eleição pela frente e este governo, populista que é, não poupará esforços para continuar se mantendo no poder, gastando, prometendo, alimentando ilusões...
3. Em família, chegamos ao bom porto seguro do meu filho se formando no mestrado de Delft, Holanda, em Engenharia Aeroespacial, depois de uma longa caminhada. Tentaremos ir a formatura. Missão mais do que cumprida.
4. Em paralelo, vivenciamento uma fase de espera, desafios, coisas que não estão no meu controle. Gostaria muito de um Brasil melhor, menos corrupto, menos "relativista", mais objetivo e menos picareta, mas este até existe entre os cidadãos, mas não ao alcance em Brasília, "cidade de fantasias e faz de conta". Cidade, ao meu ver, de burocratas que se locupletam das mordomias e esquemas do poder público.
5. Sempre considero que não elejo ou voto para presidente desde quando da reeleição de FHC, em 1999. Me recuso a votar no panorama que se vê. Minto. Em algumas ocasiões até votei em primeiro turno, mas nem nesta etapa tem sido fácil. Como sou carioca, vivo neste limbo permanente de negar minha cidadania. Me recuso. O nível é muito baixo e só predomina o populismo, a mentira, a ignorância.
6. Temos tanta gente boa por aí, mas, difícil furar o bloqueio pesado dos esquemas de poder...do STF corrupto e em conluio, do Executivo, nem me fale, do Legislativo das emendas impositivas (dinheiro simplesmente some...instituiram os esquemas de corrupção, oficializaram...).
7. Quando fui para Portugal, em 2018/19, meu pensamento era não mais retornar. Não que Portugal fosse uma beleza. Eles, na sua austeridade e dureza, são muito mais limitados financeiramente do que o Brasil, mas sempre digo que lá se atingiu um marco civilizatório, uma forma de levar a vida, que nós, pelos tantos pecados venais, não conseguimos.
8. Os "tugas", embora mais pobres, são muito mais civilizados e educados do que por aqui, este país continente cercado de contradições. Sempre afirmo. Não somos pobres, mas muito injustos. Legislamos em causa própria, sempre em defesa de grupos de pressão, não a favor da coletividade ou da sociedade como um todo. Os grupos de pressão vencem suas demandas, e o restante da sociedade fica na margem. Não pode dar certo.
9. Enfim, termino dizendo que isso aqui não pode dar certo enquanto mantida a composição de poder em Brasília.
10. Fim de papo. Fui...
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