sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,1% US tech -0,5% US semis +0,2% UEM -0,7% España -0,1% VIX 16,9% Bund 2,85% T-Note 4,27% Spread 2A-10A USA=+70pb B10A: ESP 3,20% PT 3,19% FRA 3,42% ITA 3,44% Euribor 12m 2,228% (fut.2,367%) USD 1,192 JPY 183,5 Ouro 5.135$ Brent 69,7$ WTI 64,3$ Bitcoin -6,4% (82.553$) Ether -7,9% (2.720$).


SESSÃO: Nova Iorque vem com vontade de realizar lucros. Os fechos de ontem parecem melhores do que os que podemos esperar para hoje, embora sem dramas. Mas é certo que há correções fortes no ouro (desde quase 5.600 $ ontem até quase 5.100 $ hoje, o que implica perder 500 $/-9% de uma vez) e nas criptos (ca.-7%), que são o ativo mais especulativo que existe e o indicador mais fiável de aceitação de riscos, o que significa que o dia poderá terminar por ser mais débil do que o que parece. Em qualquer caso, estará sujeito a uma elevada volatilidade. Preliminarmente, poderíamos pensar em Wall St -1%. Mas num contexto repentinamente tão instável, estimar como serão as próximas horas é pouco fiável.


E isto, porque:


(+) As EMPRESAS que publicaram nas últimas horas oferecem contrastes acentuados: Apple decente, mas sem emocionar (embora o iPhone esteja bem na Ásia), Western Digital com resultados e guias melhores, mas -3% em aftermarket, Visa com bons resultados e confirma guidance, mas -1,4% em aftermarket. Hoje publicarão mais empresas, algumas relevantes, mas nenhuma determinante e todas na pré-abertura de Nova Iorque: Colgate (EPS 0,911 $; +0,1%); Chevron (1,381 $; -33%); Verizon (1,055 $; -4%); Amex (3,564 $; +17%); Exxon (1,690 $; +1%).


(+) Trump afirma que hoje irá anunciar o substituto de Powell, que poderá ser Kevin Warsh, que foi conselheiro da Fed entre 2006 e 2011, hawkish/duro, mas agora professor em Standford, afirma que há que baixar taxas de juros, reduzir a regulação e reduzir o balanço da Fed… quando a realidade já demonstrou que este último ponto não é viável. 


(+) Os riscos geoestratégicos parecem reativados: Trump adverte Starmer/R. Unido sobre a sua aproximação a China (está lá de visita cordial e comercial), EUA/Rússia poderão não fechar nenhum acordo que substitua ao atual START sobre a limitação de armamento nuclear, não é improvável uma ação militar cirúrgica sobre o Irão a qualquer momento (inclusive eliminando Jamenei, líder supremo desde 1989 e de 86 anos). Trump irá impor impostos alfandegários a quem forneça petróleo a Cuba, etc. 


O bom é que não parece provável que haja um novo encerramento parcial do governo americano, porque certamente, na segunda-feira, será aprovada uma extensão do orçamento, que irá excluir o ICE/Imigração, porque será negociado à parte, mas o resto será aprovado.


Saem PIBs 4T 2025 na UE, mas influenciarão pouco porque a Europa conta pouco neste contexto e também porque são resultados do ano passado. FRA já publicou (06:30 h) um resultado débil: +1,1% vs. +1,2% esperado vs. +0,9% no 3T: ESP 08:00: +2,7%/+2,6% esperado vs. +2,8% 3T. ALE 09 h repetir +0,3%. ITA +0,5% vs. +0,6%. UE +1,2% vs. +1,4%. Serão dados incapazes de emocionar ou entristecer. Passarão quase despercebidos.


CONCLUSÃO: Sessão mais incerta do que o habitual, mas parece provável que seja fraca. Os resultados e guidances não empurram o suficiente hoje e a geoestratégia torna-se importante e arriscada, principalmente no que diz respeito ao Irão. Poderíamos pensar num dia a evoluir desde decente, na manhã europeia, até quedas ca.-1% em Wall St. se nada novo aparece para mudar a situação. As obrigações deverão sair um pouco beneficiadas, com reduções de alguns pontos de yield (embora não muito) e o USD a apreciar-se (regressar a 1,190/€?).  


FIM

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