quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

O caos das universidades públicas brasileiras

 


O artigo parte de Theodor Adorno (Estudos sobre a Personalidade Autoritária, 1950) para sustentar um ponto central: autoritarismo não é “doença” de um indivíduo isolado, mas uma estrutura sociopsicológica aprendida no cotidiano. Destaques: intolerância ao dissenso, pensamento dicotômico (“bons vs. maus”), apego a normas absolutas e a tendência de transformar conflitos políticos em batalhas morais contra um “inimigo”.


Na sequência, o texto lembra que o próprio Adorno, em cartas com Herbert Marcuse (1969), identificou no movimento estudantil alemão traços de autoritarismo “na forma”, mesmo quando a causa se declarava emancipatória. Daí vem a tese: essas predisposições podem ser mobilizadas por qualquer campo político. No Brasil, a crença confortável de que autoritarismo seria exclusividade da extrema direita viraria um ponto cego — e a tradição frankfurtiana serviria para desmontar essa simplificação.

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