Na sequência, o texto lembra que o próprio Adorno, em cartas com Herbert Marcuse (1969), identificou no movimento estudantil alemão traços de autoritarismo “na forma”, mesmo quando a causa se declarava emancipatória. Daí vem a tese: essas predisposições podem ser mobilizadas por qualquer campo político. No Brasil, a crença confortável de que autoritarismo seria exclusividade da extrema direita viraria um ponto cego — e a tradição frankfurtiana serviria para desmontar essa simplificação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário