sábado, 14 de março de 2026

Thais Oyama

 A íntegra: 

Por Thaís Oyama, O Globo, 14/3/2026.

Malu Gaspar é até aqui a jornalista responsável pelas revelações mais relevantes sobre o escândalo do Banco Master. Desde que passou a expor no GLOBO as ligações do ministro do STF Alexandre de Moraes e de sua família com o ex-dono do banco, Daniel Vorcaro, tornou-se alvo de ataques abjetos, maciços e incessantes nas redes sociais.

Pelo exercício de seu ofício, vem recebendo ameaças e insultos que tentam constrangê-la e humilhá-la, muitas vezes com base em referências a sua condição de mulher. Tais ataques configuram precisamente o que grupos feministas chamam de “violência política de gênero”. Ainda assim, nenhum desses grupos veio a público defendê-la. Nenhuma nota ou carta aberta — nem mesmo um reles vídeo no TikTok.

Trata-se de silêncio que não se observou quando outras igualmente valorosas profissionais da imprensa expuseram malfeitos de bolsonaristas e foram por eles atacadas. Nesses casos, as jornalistas receberam um uníssono coro de solidariedade vindo de coletivos feministas e organizações de mulheres que não soltam a mão de ninguém e consideram um ataque a uma jornalista mulher como ataque a todas as jornalistas mulheres. Desta vez — em que o foco das reportagens é não um presidente de direita, mas um juiz eleito herói da resistência pela esquerda —, porém, nenhum desses grupos encontrou algo para dizer em defesa de Malu Gaspar.

Mais que não ser defendida, ela vem sendo atacada por setores da esquerda. Militantes petistas pedem abertamente sua demissão, e sites de esquerda estimulam a perseguição a ela (não por coincidência, alguns desses sites figuram nos autos do inquérito Master como fregueses da generosidade suspeita de Vorcaro, mas essa já é uma conversa que transcende a hipocrisia ideológica — é assunto de polícia).

Dos teclados desses militantes saem as mais sórdidas fake news — e também as mais hilariantes desculpas para o indesculpável (o troféu cara de pau fica com a feminista que invocou o imperativo do respeito à “independência profissional das mulheres” para justificar o contrato milionário de Viviane de Moraes com Vorcaro, numa mostra de que, ao contrário de quase tudo na vida, o cinismo e a capacidade de autoengano não conhecem limites).

Nada disso chega a surpreender. Historicamente, a esquerda fundamentalista, sempre indulgente com modelos totalitários, não se vexa em trocar seus alegados princípios pela proteção de seus vilões preferidos — como podem confirmar, das profundezas do inferno, camaradas de mãos ensanguentadas e um punhado de aiatolás recém-chegados. A mesma condescendência, essa esquerda dedica a seus suspeitos de estimação.

Um ministro do STF tinha encontros recreativos com um banqueiro adepto de práticas financeiras heterodoxas? Foi flagrado pela Polícia Federal trocando mensagens com esse banqueiro no dia de sua prisão? Respondeu com mensagem de visualização única à pergunta “Conseguiu ter notícias ou bloquear”? Sua mulher tinha um contrato de R$ 130 milhões com o agora ex-banqueiro-presidiário? Não tem importância. Salvo-conduto moral para os heróis da turma, e que ardam nas redes aqueles que ousarem colocá-los sob má luz.

Foi o que fez Malu Gaspar como consequência de uma apuração profissional rigorosa. A jornalista não precisa que ninguém a defenda — sua trajetória e reputação cumprem com sobra esse papel. Mas é desolador constatar que, para os fundamentalistas da esquerda brasileira, nas revoluções como nos escândalos, princípios só valem quando servem para atacar o inimigo; é lícito e legítimo linchar quem aponta o dedo para um aliado; e todos os fatos merecem ser revelados, à exceção dos inconvenientes.

Ataques a Malu Gaspar são o que grupos feministas chamam de ‘violência política de gênero’, e nenhum desses grupos a defendeu.

Agente Secreto

 https://www1.folha.uol.com.br/amp/colunas/gustavo-alonso/2026/03/kleber-mendonca-filho-nao-tem-amigos-mas-bajuladores.shtml


" Cineasta pernambucano é um grande diretor, mas não um bom roteirista 


" O Agente Secreto" é longo demais e tem histórias paralelas completamente supérfluas 


"Toda vez que assisto a um filme ruim, me espanto quando vejo os letreiros subindo na tela.. É sempre admirável a quantidade de profissionais que trabalham em conjunto para um produto final que pode ser genial, medíocre ou ruim mesmo.


Sou escritor, não cineasta. É muito fácil escrever um livro ruim. Basta sentar a bunda na cadeira e escrever o que lhe vier à cabeça, sem filtro. Depois convença um editor de que sua obra pode ter algum valor. Basta uma pessoa para que seu livro seja publicado.


A cadeia de produção de um livro não chega nem perto da cadeia de produção de um filme. Não passa de dez o número de pessoas subordinadas a um editor para que um livro possa ser publicado por uma grande editora. No cinema, embora também haja hierarquias internas, o número de trabalhadores passa facilmente das duas centenas num filme grande como "O Agente Secreto".


Digo isso porque toda vez que vejo um filme do incensado diretor Kleber Mendonça Filho me pergunto se ele tem algum amigo de verdade. Um amigo que pegue no braço e fale ao ouvido: "Cara, isso não tá legal."


Vivemos tempos em que o bairrismo cinematográfico legitima qualquer filme meia-boca. Em Pernambuco, onde moro, muitos parecem intoxicados por se verem representados na grande tela. Empolgados com a possibilidade do Oscar, se seduzem pelo reconhecimento internacional. E o diretor alimenta tal perspectiva, querendo associar "lugar de fala" ao cinema, como se isso permitisse qualquer bobeira artística. Kleber não tem amigos, só bajuladores, em seu estado natal.


A verdade é que "O Agente Secreto" repete vários problemas dos filmes dramáticos anteriores do diretor pernambucano. Muito já foi apontado pela crítica, afinal o filme não é consenso fora de Pernambuco, como gostariam aqueles que acusam de "sudestino" qualquer um que discorde esteticamente da película.


Os personagens de Kleber são pobres, pouco mudam durante a esquemática encenação dramática. Em seus filmes há sempre bonzinhos de esquerda e os vilões, obviamente, de direita, claro.


E os diálogos? Chegam a dar vergonha alheia de tão amadores e forçados. Virou piada na internet um diálogo de "Aquarius", um dos filmes mais louvados do diretor, em que a personagem de Sônia Braga fala para o sobrinho, para que este agrade a namorada: "Toca Maria Bethânia para ela. Mostra que tu é intenso". Mesmo com bons atores, como é o caso de Wagner Moura neste último filme, as atuações ficam comprometidas com o primarismo verbal.


Tudo isso é culpa dos roteiros de Kleber que, além da direção, assina pelo argumento de seus filmes. Seus roteiros querem abraçar o mundo e perdem o foco narrativo.


Em "O Agente Secreto" há histórias paralelas como a da autópsia do tubarão, a do alemão no cinema e a do casal de angolanos refugiados, que são completamente supérfluas. Mesmo a bela cena inicial, muito louvada, não diz nada que outras cenas seguintes também não digam sobre a violência da sociedade brasileira no ano de 1977, quando se passa o filme. Fica parecendo um colecionismo de boas filmagens sem conexão com a história que se quer narrar. Mero virtuosismo masturbatório de fazer cinema.


É sobretudo em relação à duração dos roteiros que falta um amigo a Kleber Mendonça Filho. Se "O Agente Secreto" tivesse 50 minutos a menos daria até um filme OK. Entre as centenas de pessoas que trabalham com o pernambucano, não há uma alma para dizer que o fato de ele ser um bom diretor não o faz ser um bom roteirista?


É importante reconhecer: Kleber Mendonça Filho é um grande diretor de cinema. Não há dúvida. Seus filmes têm tensão, é um grande articulador de profissionais, reconstitui a época com maestria, emula eficientemente suas referências cinematográficas, faz milagre com um roteiro tão pobre. Tecnicamente "O Agente Secreto" é perfeito. O lamentável, como em quase todos os filmes dramáticos de Kleber, é o roteiro esquemático, a vontade de fazer do cinema um baluarte infantil de plataformas políticas.


Pode ser que "O Agente Secreto" ganhe o Oscar de melhor filme? Se chegou até lá, tudo é possível. Mas há um forte concorrente: "Pecadores", o grande favorito, com 16 indicações. Se Kleber perder para este filme, não deve ficar triste. Afinal, "Pecadores" é uma espécie de "Bacurau" que se passa no sul dos Estados Unidos. Tão ruim e bobo quanto o original brasileiro.


Quem sabe quando Kleber estiver no domingo (15) no Dolby Theatre, em Los Angeles, esperando a estatueta, algum agente secreto cochiche em seu ouvido: "Meu compadre, a gente não pode ser bom em tudo! Filme um roteiro que não seja seu! Escolha uma boa história de verdade e use todo seu grande potencial como bom diretor já comprovado. Vai nessa que vai ser melhor!".

Cristóvão Buarque

 Rombo na esperança

                Cristovam Buarque

Correio Braziliense, quarta-feira, 4 de março de 2026

O maior de todos os rombos do caso do Banco Master é o rombo na democracia que mostra uma cara de ineficiência, irresponsabilidade, corrupção, desprezo à população e conivência dos eleitos e seus eleitores


Existe um conto na literatura fantástica, do tipo Jorge Luis Borges, em que "um certo homem assalta um banco e corre para um cassino, onde joga todo o dinheiro roubado. Ao perder tudo que conseguiu com o assalto, decide vender o patrimônio do próprio dono do banco assaltado, com o argumento de que usará o dinheiro para salvar a instituição". Parece confuso, mas é como ocorre na literatura fantástica. E no Distrito Federal essa literatura fantástica parece estar virando realidade. 


O governo desviou bilhões de reais do Banco de Brasília, o BRB, um banco público e sólido, na tentativa de salvar o Banco Master, uma instituição privada, que oferecia juros de agiota, como se fosse um cassino. Como acontece com todo banco ou cassino sem credibilidade, ao perceberem os riscos, os apostadores se afastaram, e o banco-cassino, começava a dar sinais de que quebraria.


Diante do rombo na transparência que foi imposto pelo sigilo nas investigações, até hoje não se sabe a razão que levou àquela decisão: vontade de ajudar um amigo banqueiro ou algum outro interesse escuso. Quando o Banco Central do Brasil impediu essa tentativa, o governo que depredou o Banco de Brasília apresentou a proposta de vender patrimônio de seus próprios donos, o povo do Distrito Federal, como forma de cobrir o rombo. Parece literatura fantástica, mas há maioria na Câmara Legislativa para aprovar a legislação que vai permitir cobrir um rombo com outro.

Mas, para conseguir os votos necessários, comete-se mais um rombo, nas finanças públicas: aumentar os gastos para empregar pessoas indicadas pelos deputados distritais. 


Esse círculo vicioso de rombos provoca mais outro: a vergonha que a população do Distrito Federal passa diante do resto do Brasil. A culpa dessas sucessivas irresponsabilidades no uso do dinheiro e do patrimônio públicos é jogada na omissão dos líderes políticos, intelectuais, empresariais, e por ação espúria de seus deputados distritais. Essa vergonha não é medida em bilhões de reais, mas não é menos grave do que os outros rombos mencionados. 


Para completar a fantasia tornada real, a população do Distrito Federal pode reeleger os deputados distritais que acobertaram os sucessivos rombos e eleger para novo cargo o responsável pelo primeiro rombo. Parece absurdo que eles votem para esconder um rombo arrombando mais. Também é absurda a hipótese de que, depois disso tudo, eles possam ser reeleitos por eleitores que sabem que seus deputados distritais são arrombadores, mesmo com a patética desculpa de que arrombam o patrimônio do povo para dar recursos ao governo para salvar o banco arrombado pelo próprio governo.

Como toda literatura fantástica, seu enredo fica difícil de ser entendido. Por isso, é bom relembrar os rombos que os brasilienses estão sofrendo: no BRB para tentar salvar o Master; no patrimônio do Distrito Federal para salvar o Banco de Brasília; rombo na transparência pelo sigilo imposto às investigações; nas finanças do governo do Distrito Federal para comprar com cargos os votos dos deputados distritais; o rombo na dignidade da população do Distrito Federal, vista como conivente com essa sucessão de malfeitos; o rombo na democracia, ao eleger o responsável pelos rombos e ao reeleger os deputados do arrombamento.


Cada um desses rombos tem consequências negativas sobre as finanças e o patrimônio do povo do Distrito Federal, e o maior de todos é o rombo na democracia que mostra uma cara de ineficiência, irresponsabilidade, corrupção, desprezo à população e conivência dos eleitos e seus eleitores. Nossas crianças e os jovens pagarão esses rombos com sacrifícios nos serviços oferecidos pelo governo do Distrito Federal, mas, sobretudo, serão afetados pelo rombo na esperança: na credibilidade do processo de escolha de nossos dirigentes.

*Cristovam Buarque — professor emérito da Universidade de Brasília (UnB)

O que a Folha pensa

 *”O que a folha pensa”Moraes usa o arbítrio para proteger o colega Dino*


Operação policial contra jornalista determinada pelo ministro afronta a liberdade de expressão Quaisquer que sejam os méritos ou deméritos da reportagem, é absurdo qualificar como crime de perseguição o que é apuração jornalística


13.mar.2026 às 22h00


Homem careca veste terno cinza, camisa azul clara e gravata azul com padrão, com capa preta sobre os ombros, em ambiente interno com fundo desfocado.


Ímpeto censório e corporativismo se combinam de modo abominável na determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que levou a Polícia Federal a cumprir na terça-feira (10) mandados de busca e apreensão contra o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, de São Luís (MA), autor do Blog do Luís Pablo.


Sob o manto do infindável inquérito das fake news, iniciado de forma heterodoxa em 2019 para investigar ameaças e ataques do bolsonarismo à corte, a ação apreendeu celulares e computadores do profissional.

Luís Pablo publicou, em novembro de 2025, relatos sobre o suposto uso pelo ministro Flávio Dino, colega de Moraes no Supremo, e por sua família de um carro custeado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão.


Quaisquer que sejam os méritos ou deméritos da reportagem, não passa de puro arbítrio qualificar como possível crime de perseguição —em razão da identificação de veículos de autoridades e a pretexto de preocupações com a segurança delas— o que é apuração jornalística e escrutínio do poder protegido nas democracias pela liberdade de imprensa.


Caberia aos envolvidos desmentir, se assim quisessem e pudessem, as informações publicadas e buscar a devida reparação, se fosse o caso. O que se fez foi uma tentativa de intimidação.


Corretamente, a medida foi alvo de críticas por parte de associações de imprensa, entre elas a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Nacional de Editoras de Revistas (Aner), além da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas do Maranhão.


O papel louvável do Supremo e do próprio Moraes na preservação do Estado de Direito e no enfrentamento do golpismo patrocinado por Jair Bolsonaro (PL) não autoriza seus ministros a se pretenderem imunes a críticas e questionamentos —e nem se fala aqui das graves suspeitas relacionadas ao caso Master.


A fiscalização pela imprensa e pela sociedade de atos dos magistrados não prejudica a corte, antes pelo contrário.


O que compromete sua imagem é o caráter sigiloso do processo contra o jornalista, bem como a falta de clareza sobre os parâmetros usados para separar a atividade jornalística de eventuais abusos em publicações de dados sensíveis de autoridades. A ambiguidade dá margem à intimidação e à censura.


A Constituição brasileira, que o Supremo Tribunal deveria aplicar e proteger, dispõe que é "livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença


https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/03/moraes-usa-o-arbitrio-para-proteger-o-colega-dino.shtml

sexta-feira, 13 de março de 2026

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -1,5% US tech -1,7% US Semis -3,4%  UEM -0,8% España -1,2% VIX 27,3% +3,1pb. Bund 2,94%. T-Note 4,26%. Spread 2A-10A USA=+57,5pb B10A: ESP 3,44%  PT 3,39%  ITA 3,73%   FRA 3,63%. Euribor 12m 2,46% (fut.12m 2,81%). USD 1,148. JPY 183,4. Ouro 5.091,6$. Brent 100,7$. WTI 95,7$. Bitcoin -0,6% (71.323$). Ether -0,3% (2.063$).


SESSÃO de quedas gerais nas bolsas e obrigações. Khamenei ameaçou manter o Estreito de Ormuz fechado e intensificar os ataques, o que provocou um novo aumento dos preços do petróleo bruto: o Brent superou os 100 $. Esta escalada do conflito aumento o receio de uma guerra mais prolongada e, principalmente, o seu impacto negativo em termos de inflação e crescimento do PIB.


Contudo, o cenário central continua a ser uma guerra curta, de algumas semanas, visto que os recursos do Irão são limitados e os EUA terão eleições de meio mandato em novembro. Pelo lado positivo, voltaram a destacar-se empresas vinculadas ao setor petrolífero (Infraestruturas EUA, Repsol) e Defesa. Recordemos que ambos os setores fazem parte das nossas recomendações de investimento. O dólar voltou a atuar como ativo-refúgio avalia a 1,148.


Hoje teremos macro nos EUA: o mais importante será o PCE (12:30 h): estima-se +2,9% e qualquer dado superior será recebido negativamente pelo receio de um aumento forte derivado do choque energético. Também será importante a Confiança da Universidade de Michigan, porque os inquéritos foram realizados a 17 de fevereiro e a 9 de março, pelo que receberão o sentimento real dos consumidores. O resto, impactará menos. A primeira revisão do PIB do 4T nos EUA (12:30 h) (+1,4% est. t/t anualizado) não acrescentará nada recente e tampouco os JOLTS (janeiro).


Os EUA ampliaram temporariamente (licença de 30 dias) as autorizações de compra, venda e entrega de petróleo russo que já estivesse carregado em navios antes de 12 de março. Com esta medida, trata de conter o preço em alta do petróleo, embora o Brent suba (+0,6%) até 101,1 $/barril. 

Quiçá hoje tenhamos uma sessão um pouco mais tranquila, mas como sempre ultimamente, tudo dependerá da geopolítica.

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Sexta Feira,13 de Março de 2.026.


*Petróleo rouba cena do PCE*


A agenda movimentada tem ainda a revisão do PIB/4Tri dos EUA (9h30), pesquisa de serviços do IBGE (9h) e um leilão de swap e spot no câmbio (9h30)


… Desconfiado de que Trump subestima a magnitude das turbulências, ao vender a ideia de um conflito curto, o mundo opera em risk-off e se prepara para interrupção prolongada no fornecimento do petróleo. Ontem à noite, na tentativa de contar os preços, os EUA relaxaram as sanções contra a Rússia pela primeira vez desde o início da guerra da Ucrânia. No Brasil, o pacote para baixar o diesel só gerou preocupação fiscal e foi interpretado como eleitoreiro. Com o petróleo explodindo, traders adiam os cortes do juro pelo Fed e, aqui, a uma semana do Copom, traders apostam que o ciclo pode começar mais tímido (0,25pp). A agenda movimentada de hoje tem o PCE de janeiro, revisão do PIB/4Tri dos EUA (9h30), pesquisa de serviços do IBGE (9h) e um leilão de swap e spot no câmbio (9h30).


SINTOMA DE DESESPERO? – Para estabilizar o salto nos preços, Washington emitiu na noite de ontem uma licença válida por um mês para que países comprem petróleo russo e derivados que atualmente estão retidos no mar.


… Desde o início de março, o petróleo já explodiu em torno de 40% e acumula um rali de 70% no ano.


… A flexibilização temporária das sanções contra Moscou dá a medida do grau de estresse da administração de Trump com a escalada do petróleo para o nível mais alto em quase quatros anos, após cruzar os US$ 100 por barril.


… O anúncio ocorre um dia após os EUA informarem a liberação de 172 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas, como parte do esforço coordenado da AIE, que injetará um total de 400 milhões de barris de petróleo.


… A AIE alertou que a atual interrupção na oferta é a maior da história do mercado global de petróleo.


… O Tesouro americano já havia emitido anteriormente, em 5 de março, uma dispensa de 30 dias especificamente para a Índia, permitindo que Nova Délhi comprasse petróleo russo que estava retido no mar.


PACOTE DO DIESEL – O presidente Lula assinou decreto nesta quinta-feira para zerar o PIS/Cofins sobre o combustível e subvencionar o litro em R$ 0,32 na refinaria, na tentativa de conter o preço nas bombas em R$ 0,64.


… Para equilibrar o impacto fiscal e bancar o custo da subvenção e desoneração, com renúncia calculada de R$ 30 bi, o governo baixou MP com duração de 120 dias para estabelecer imposto de 12% sobre a exportação do petróleo.


… Apesar de Haddad ter vendido o pacote como neutro do ponto de vista fiscal, o mercado alerta que a arrecadação com o imposto, estimada pelo governo em R$ 15 bi, é insuficiente para cobrir as perdas com as demais medidas.


… Investidores não demoraram a apontar caráter eleitoreiro na iniciativa, coincidindo com a onda de pesquisas mostrando queda de popularidade do governo e perda da vantagem competitiva de Lula contra Flávio Bolsonaro.


… Vale relembrar que o PIS/Cofins sobre o diesel já foi zerado em crises de governo anteriores: por Temer, em 2018, para acabar com a greve dos caminhoneiros e por Bolsonaro, em 2022, quando estourava a guerra da Ucrânia.


… Na noite de ontem, o conselho de administração da Petrobras aprovou a adesão ao programa de subvenção do diesel (que ainda depende de análise da ANP) e informou que a decisão não altera sua estratégia comercial.


… Levantamentos apontaram que a defasagem dos valores dos combustíveis da Petrobras bateu níveis recordes nesta quinta-feira, desde a implementação da política de preços da companhia, em maio de 2023.


… O diesel, que não é reajustado há mais de 300 dias, está com preço até 75% abaixo do praticado lá fora (Abicom). A gasolina está quase 50% mais barata do que o produto importado, segundo cálculos da consultoria StoneX.


ATACA NOVAMENTE – O governo Trump abriu uma nova investigação comercial contra o Brasil e uma lista de outros 59 países. O Representante Comercial norte-americano avalia concorrência desleal obtida com “trabalho forçado”.


PREVISÃO PARA O PCE – O dado de janeiro ainda não vai capturar as pressões inflacionárias que estão bombando por causa do petróleo. O índice de gastos com consumo devem apontar alta de 0,33%, contra 0,36% em dezembro.


… Na base anualizada, o indicador de preços deve desacelerar levemente, de 3% para 2,9%.


… Já a segunda leitura do PIB americano do quarto trimestre deve ser revisada em alta, para 1,8%, contra 1,4% na estimativa preliminar. Na comparação com igual período de 2024, o resultado deve se manter em 2,2%.


… Ainda nos EUA, saem as encomendas de bens duráveis em janeiro (9h30), com previsão de +1,4%, a prévia de março do sentimento do consumidor/Univ. Michigan (11h) e o relatório de emprego Jolts de janeiro (11h).


… A produção industrial de janeiro é destaque hoje na zona do euro (7h) e no Reino Unido (4h).


MAIS AGENDA – O IBGE divulga às 9h o volume de serviços prestados, que deve voltar para o terreno positivo em janeiro, após dois meses consecutivos de retração. A mediana no Broadcast aponta crescimento de 0,1% na margem.


… As estimativas variam de -1,2% a +1,0%. Em dezembro, houve queda de 0,4% e, em novembro, de 0,1%.


… Ainda às 9h, saem os dados regionais da produção industrial de janeiro e a produção agrícola em fevereiro.


… Às 10h30, o Ministério da Fazenda atualiza a sua grade de projeções para os principais indicadores econômicos (PIB e inflação), que servirá como um termômetro preliminar do impacto da guerra no Oriente Médio.


… O BC chamou para hoje, às 9h30, um leilão duplo no câmbio, conhecido no jargão do mercado como “casadão”, com a oferta simultânea de dólar à vista e de swap cambial reverso, ambas com valor de até US$ 1 bilhão.


… Analistas ouvidos pela Broadcast afirmam que o BC provavelmente busca aliviar uma pressão de alta no cupom cambial (que reflete o juro em dólar no Brasil) de curto prazo provocada pela diminuição de liquidez no spot.


… Operadores afirmam que a aversão ao risco no exterior com a guerra diminuiu o fluxo de recursos para cá.


SEM CPI – Zanin negou pedido do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB), que cobrava a instalação da CPI do Master na Câmara. Segundo o ministro do Supremo, há “deficiências” na ação apresentada pelo parlamentar.


… Não é possível afirmar, disse Zanin, que houve “omissão” ou “resistência pessoal” de Motta a instalar a CPI, como alegou o deputado. Esta semana, Toffoli se declarou suspeito para julgar o pedido, redistribuído, por sorteio, a Zanin.


… A partir de hoje, no plenário virtual do STF, quatro ministros (Gilmar, Fux, Nunes Marques e André Mendonça) decidem se Vorcaro será mantido na cadeia. Toffoli se declarou suspeito. A votação deve durar uma semana.


TEBET – A ministra do Planejamento confirmou que deixará o governo até o final do mês para focar na pré-candidatura ao Senado por São Paulo, mudando, portanto, de domicílio eleitoral (ela é do Mato Grosso do Sul).


… Ainda não está definido o partido pelo qual irá disputar, mas é quase certo que Tebet deixará o MDB. A ministra terá reunião com o presidente Lula na semana que vem para definir quem será o seu sucessor na pasta.


… Entre os nomes mais cotados para assumir o Planejamento, estão a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e o secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil, Bruno Moretti.


… Também chegou a circular o nome do atual secretário-executivo de Tebet, Gustavo Guimarães.


COMBUSTÍVEL – Mais ataques a navios e a refinarias no Oriente Médio e o primeiro discurso do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, alimentaram a alta de quase 10% do petróleo, que voltou a cravar a casa dos US$ 100.


… Mojtaba adotou tom radical em seu primeiro pronunciamento, afirmando que “certamente” manterá o Estreito de Ormuz fechado e seguirá com ataques a bases dos EUA. Ele também prometeu “vingança” pelas mortes iranianas.


… Diante da expectativa frustrada de desescalar a guerra e da dúvida se os 400 milhões de barris de reservas liberadas pela AIE são suficientes para amortecer o choque de oferta, a commodity voltou a disparar.


… O Brent para maio subiu 9,21% na ICE, para US$ 100,46 por barril, e o WTI para abril avançou 9,72%, a US$ 95,73.


FÓSFORO – A alta do petróleo para o nível psicológico dos US$ 100 reforçou as preocupações de Wall Street com a inflação, conforme fica claro que a guerra não deve acabar “em breve”, como sugeriu Donald Trump.


… O clima de incerteza fez o mercado empurrar para dezembro a possibilidade de o Fed fazer um novo corte de juros nos EUA, segundo levantamento do CME Group.


… O Dow Jones caiu 1,56%, aos 46.677,85 pontos; S&P 500 recuou 1,52% (6.672,58); e o Nasdaq, -1,78% (22.311,98).


… Petroleiras seguiram entre as principais altas: Chevron (+2,70%) e ExxonMobil (+1,29%). As companhias aéreas voltaram a cair: American (-4,44%), Delta (-2,03%) e United (-4,58%).


… Morgan Stanley caiu 4,05% depois de limitar resgates em um fundo de crédito privado. Segundo a Bloomberg, investidores tentaram retirar quase 11% dos ativos. Outros bancos sentiram: Goldman Sachs (-4,40%) e Citi (-3,38%).


ALARME DE INCÊNDIO – Depois de três pregões em alta, a bolsa brasileira levou um tombo e zerou os ganhos acumulados na semana, em meio ao cenário geopolítico conturbado e à alta da inflação além do projetado.


… O Ibovespa fechou em baixa de 2,55%, aos 179.284,49 pontos, com giro expressivo de R$ 35,6 bilhões. Além dos fatores externos e econômicos, a safra de balanços tem mostrado um quadro preocupante das dívidas corporativas.


… Os casos recentes de empresas que entraram com pedido de recuperação extrajudicial, como GPA e Raízen, e os sinais de alerta em outras companhias, como CSN e Oncoclínicas, pioraram a percepção de risco doméstico.


… Um cenário preocupante e que pode se agravar, caso o Copom adie os planos de redução da Selic ou adote um ciclo de afrouxamento mais lento, por causa do risco inflacionário decorrente da disparada do petróleo.


… Não à toa, os bancos tiveram perdas expressivas, já que costumam figurar nas listas de principais credores: Santander (-4,44%, a R$ 30,58), BB (-4,38%, a R$ 24,23), Bradesco PN (-2,76%, a R$ 19,39) e Itaú (-2,73%, a R$ 42,69).


… Vale teve baixa modesta (-0,76%; R$ 79,24), na contramão do minério (+1,34%), ao passo que Petrobras subiu timidamente (ON, +1,45%, a R$ 49,65; e PN, +0,45%, a R$ 45,00), se comparada à disparada do petróleo.


… Yduqs (-14,83%, a R$ 10,28) liderou as perdas do Ibovespa, seguida de CSN (-14,45%; R$ 6,10), ambas após balanços. Embraer veio a seguir, com queda de 11,01% (R$ 74,73).


… Entre as poucas altas do dia, SLC Agrícola (+4,34%, a R$ 17,56) puxou a fila, mesmo com prejuízo no seu balanço, seguida de MBRF (+3,16%; R$ 16,99).


SAÍDA DE EMERGÊNCIA – O cenário de inflação mais alta nos EUA nos próximos meses, desenhado pela disparada do petróleo, fortaleceu o dólar globalmente, mas a alta da moeda americana foi mais intensa diante do real.


… O câmbio doméstico praticamente apagou a queda acumulada nesta semana, com a combinação da piora externa com o risco fiscal, por conta das medidas anunciadas pelo governo para amenizar a alta do diesel.


… O IPCA acima do esperado, a expectativa de reajuste dos combustíveis e a deterioração do perfil de crédito das empresas, com os anúncios de pedidos de recuperação, completaram o quadro desfavorável para o real.


.. O dólar fechou em alta de 1,61%, a R$ 5,2423, próximo da máxima do dia (5,2493). Lá fora, o índice DXY subiu 0,50%, para 99,730 pontos. O euro caiu 0,47%, a US$ 1,1513, e a libra perdeu 0,50%, a US$ 1,3346.


EXTINTOR – Os juros futuros atingiram os maiores níveis deste ano, após sessão de forte acúmulo de prêmios, com o mercado embutindo o petróleo a US$ 100 e o IPCA de fevereiro (+0,70%) quase no teto das expectativas (+0,72%).


… Os avanços da commodity e da inflação jogaram ainda mais incerteza sobre a decisão do Copom da semana que vem, com o mercado apostando em um corte de 0,25 pp, e se perguntando até se o BC vai mesmo reduzir a Selic.


… Os DIs também reagiram às medidas anunciadas pelo governo para tentar amenizar o aumento no preço do diesel. Embora Fernando Haddad tenha dito que não haverá impacto fiscal, prevaleceu certa desconfiança entre os agentes.


… Depois de testar os 14%, o DI para janeiro de 2027 fechou a 13,995%, de 13,652% no ajuste anterior; Jan/29 foi a 13,525% (de 13,163%); Jan/31, a 13,805% (de 13,473%); e Jan/33, a 13,920% (de 13,628%).


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE aprovou cancelamento de 99,8 milhões de ações ON mantidas em tesouraria, equivalentes a 36,9% do total. Após a operação, a companhia manterá 170,3 milhões de papéis em tesouraria.


MAGAZINE LUIZA registrou lucro líquido ajustado de R$ 124,7 milhões no 4TRI25, queda de 10,5% em base anual. Ebitda somou R$ 867,3 milhões (+2,5%) e receita líquida foi de R$ 11,153 bilhões (+3,4%).


GPA. Bonsucex Holding e o empresário Silvio Tini elevaram participação conjunta para 23,025% das ações ordinárias da companhia.


ALLOS. A Cura Brazil, veículo de investimento do empresário Alexander Otto, vendeu 17,1 milhões de ações da companhia na B3 e reduziu sua participação de 6,8% para 3,4% do capital.


HYPERA registrou lucro líquido de R$ 449,8 milhões no 4TRI25, alta de 469,7% em base anual. Receita líquida somou R$ 2,237 bilhões (+48,1%) e Ebitda das operações continuadas foi de R$ 748,4 milhões (+446,7%).


ENERGISA registrou lucro líquido consolidado de R$ 975,2 milhões no 4TRI25, queda de 54% em base anual. Ebitda somou R$ 2,013 bilhões (+11,9%) e receita líquida ajustada foi de R$ 7,92 bilhões (+4,3%).


NEOENERGIA. O conselho de administração recomendou aos acionistas a aceitação da OPA da Iberdrola para fechamento de capital da companhia.


RAÍZEN. A Justiça de São Paulo aceitou o processamento do pedido de homologação do plano de recuperação extrajudicial da companhia, abrindo prazo de 30 dias para impugnações de credores.


SABESP fechou contrato para comprar 100% das cotas do Oceania Fundo de Investimento em Ações por R$ 171,6 milhões. O único ativo do fundo são 3,407 milhões de ações ordinárias da EMAE.


COPASA deixará de divulgar guidance de investimentos para 2026-2030 em meio ao processo de potencial oferta secundária de ações pelo governo de Minas Gerais no âmbito da desestatização…


… A companhia aprovou JCP de R$ 177,6 milhões, equivalente a R$ 0,4684 por ação. Papéis ficam ex em 24/03 e o pagamento será feito em 11 de maio.


AEGEA aprovou a 27ª emissão de debêntures, no valor de R$ 500 milhões, com prazo de oito anos.


TELEFÔNICA BRASIL. Acionistas aprovaram a redução de capital de R$ 4 bilhões, sem cancelamento de ações, com restituição de R$ 1,2517 por ação aos acionistas.


MOTIVA aprovou a 7ª emissão de debêntures da ViaQuatro, no valor de até R$ 1,829 bilhão, com prazo de sete anos.


GOL anunciou novas rotas internacionais de longo alcance a partir do Galeão para Paris, Lisboa e Orlando com aeronaves Airbus A330.


ÂNIMA teve prejuízo líquido de R$ 18,1 milhões no 4TRI25, revertendo lucro de R$ 15,9 milhões um ano antes. Ebitda ajustado foi de R$ 334 milhões (+13,7%) e receita líquida somou R$ 972,3 milhões (+8,6%).


EZTEC registrou lucro líquido de R$ 117,5 milhões no 4TRI25, queda de 7,2% em base anual. Receita líquida somou R$ 269 milhões (-36,9%).


MELNICK aprovou a recompra privada de até 3,1 milhões de ações ordinárias, equivalentes a 2,03% do free float, para programa de incentivo de longo prazo.


RANDONCORP teve prejuízo líquido de R$ 231,3 milhões no 4TRI25, revertendo lucro de R$ 117,8 milhões um ano antes. Receita líquida somou R$ 3,21 bilhões (-1,5%) e Ebitda foi de R$ 167 milhões (-60,6%).


VITTIA registrou lucro líquido ajustado de R$ 32,1 milhões no 4TRI25, queda de 30,8% em base anual. Receita líquida somou R$ 258,1 milhões (+0,9%) e Ebitda ajustado foi de R$ 45,6 milhões (-25,6%).


NEOGRID. A Dalpe Gestão e Participações decidiu prosseguir com a OPA unificada para aquisição de controle e cancelamento de registro da companhia, com novo preço de R$ 30,89 por ação.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Vorcaro e o STF

 *Cresce a pressão para STF libertar Vorcaro*


Os votos de Mendonça e Fux serão pela manutenção da prisão preventiva. Gilmar e Nunes Marques se apresentam como incógnitas. Se o resultado for um empate, Vorcaro irá para casa — livre, leve e solto


"As investigações também apontam que o grupo criminoso mantinha estrutura de vigilância e coerção privada, denominada “A Turma”, destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro (...) Ainda em relação a esse núcleo específico, identificou-se a emissão de ordens diretas de Daniel Vorcaro para que fossem praticados atos de intimidação de pessoas (dentre as quais, concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas) que seriam vistas como prejudiciais aos interesses da organização, e com vistas à obstrução da justiça. Quanto a esse último aspecto, foram identificados registros indicando que Daniel Bueno Vorcaro teve acesso prévio a informações relacionadas à realização de diligências investigativas, tendo realizado anotações e comunicações relativas a autoridades e procedimentos associados às investigações em andamento."



https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/03/cresce-a-pressao-para-stf-libertar-vorcaro.ghtml

O PT e o poder Buzatto

 Preciso fazer alguns 'disclaimers' antes de postar o texto de Luiz Felipe Pondé na Folha de S. Paulo, datado de 16/03/2026: 1. Eu s...