quarta-feira, 11 de março de 2026

Escarnio, OESP

 *Escárnio*


Explicação da mulher de Moraes sobre o contrato multimilionário com o Master ofende a inteligência alheia. A PGR tem o dever de investigar as suspeitas, mas, por ora, omite-se inexplicavelmente


Há explicações que podem convencer um juiz. Outras talvez satisfaçam um cliente. E há as que não parecem destinadas a convencer ninguém – apenas a testar até que ponto o público tolera ser tratado como idiota. Após três meses de silêncio, a nota divulgada pelo escritório da mulher e dos filhos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para explicar o contrato com o Banco Master pertence a essa categoria.


O Estadão consultou 13 advogados de bancas de elite e demonstrou que o contrato de R$ 129 milhões do Barci de Moraes Advogados, que teria vigorado entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 a uma remuneração mensal entre R$ 3,6 milhões e R$ 5,8 milhões, é absolutamente incompatível com o mercado. Mesmo adotando os preços do topo, o conjunto de atividades descritas na nota – reuniões, pareceres, revisão de políticas internas – dificilmente ultrapassaria R$ 7,8 milhões, no total.


Honorários superiores a R$ 100 milhões são raros e normalmente estão associados a disputas fiscais ou operações societárias bilionárias envolvendo batalhões de advogados e múltiplos escritórios. Os especialistas questionaram ainda o gabarito técnico da banca dos Moraes nas áreas contratadas. Segundo apuração de O Globo, nunca desmentida, apenas entre 2023 e 2024 o patrimônio da mulher do ministro aumentou 232%, de R$ 24 milhões para R$ 79,7 milhões. Um fenômeno.


Ou Viviane de Moraes se transformou repentinamente na mais disputada advogada do Brasil, quiçá do mundo, ou todos os brasileiros estão autorizados a suspeitar que o contrato comprou serviços inconfessáveis.


O negócio compõe um mosaico de indícios: encontros pessoais entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e Alexandre de Moraes; mensagens interceptadas pela Polícia Federal tratando de interesses do banco (incluindo no dia da prisão do banqueiro); e contatos institucionais sensíveis, como com o Banco Central. Nada disso, tomado isoladamente, é crime. Mas, no conjunto, esses indícios compõem uma base objetiva que demanda investigação imediata. O mesmo vale para os vínculos do ministro Dias Toffoli com estruturas financeiras ligadas a Vorcaro, e suas decisões judiciais enquanto relator do caso Master.


Se fossem aplicados nesse caso os mesmos critérios que Moraes usou em processos recentes, o ministro estaria agora em sérios apuros. Moraes, por exemplo, já tratou o apagamento de mensagens em celular como ocultação de provas. Agora, há indícios de que o ministro tenha feito o mesmo com as mensagens trocadas com Vorcaro.


Uma vez que os próprios ministros Moraes e Toffoli se recusam a expor tudo às claras, a responsabilidade de dissipar – ou confirmar – as suspeitas caberia, antes de tudo, ao Ministério Público. Mas também aqui os princípios são elásticos. Em outros episódios, o procurador-geral, Paulo Gonet, amigo e apadrinhado de Moraes, já demonstrou um zelo incomum – como no caso do empresário ostensivamente investigado após supostamente hostilizar Moraes em um aeroporto, ou do ex-assessor de Moraes que, após expor evidências de manipulações processuais pelo ministro, ao invés de ser ouvido como testemunha, foi convertido em réu. Compare essa urgência fulminante com a paciência quase geológica no caso Master.


A percepção é de que a aplicação da lei pode variar, entre sonolenta e draconiana, conforme a posição institucional de quem está sob suspeita. Pela lógica constitucional, o poder emana do povo, aqueles que o exercem estão a seu serviço e, como bons funcionários, devem prestar contas de seus atos. Mas as autoridades togadas invertem essa lógica e tratam o poder como se fosse coisa sua, e os cidadãos como seus serviçais.


Pior do que uma explicação implausível é a sensação de que ela foi formulada na expectativa de que ninguém ousará questioná-la. Quando autoridades acreditam poder oferecer versões que desafiam a aritmética e o senso comum sem sequer enfrentar uma investigação, algo está profundamente pervertido na ordem republicana. O ministro Alexandre de Moraes já demonstrou inúmeras vezes que seu respeito pela lei é seletivo. Poderia ao menos respeitar a inteligência alheia.


https://www.estadao.com.br/opiniao/escarnio/?utm_source=estadao:app&utm_medium=noticia:compartilhamento

Crusoé

 https://crusoe.com.br/diario/por-que-toffoli-e-moraes-ainda-sao-ministros-escarnio/


*Por que Toffoli e Moraes ainda são ministros? Escárnio*


_A lei precisa permanecer distinguível da vontade particular de quem a interpreta. Sem essa distinção, a própria ideia de direito adquire contornos incertos_


Num país não disfuncional como o Brasil, esta pobre nação imersa numa apedeutocracia cleptomaníaca, fertilizada por séculos de corrupção e desvios morais de toda espécie, Toffoli e Moraes já estariam (quando não presos) sumariamente afastados da mais alta corte judicial do país, com vidas devassadas, computadores e celulares sequestrados, sigilos bancários quebrados e investigados linha a linha. Mas somos o Brasil... Até quando esse Brasil?


Há tipo de inquietação moral que emerge em certas épocas da vida política e que não se deixa reduzir facilmente a um desacordo partidário ou a uma indignação passageira com decisões específicas.


Ela surge como uma sensação difusa de que algo no equilíbrio entre poder e responsabilidade deixou de soar convincente (mesmo que jamais tenha sido de fato convincente).


Ora, as pessoas podem não dominar os detalhes jurídicos das instituições, podem não acompanhar de perto os procedimentos formais, mas percebem que existe uma expectativa implícita em qualquer ordem política estável: aqueles que ocupam as posições mais altas de autoridade devem ser também aqueles cuja conduta suporta o escrutínio mais severo e as mais altas exigências.


Essa expectativa tem uma simplicidade quase instintiva. Ela não floresce em teorias constitucionais sofisticadas, mas numa intuição bastante elementar de justiça.


O poder, sobretudo o poder investido de legitimidade institucional, carrega consigo a ideia de prestação de contas (os antigos gregos, vejam vocês, pelo 7 século a. C. já tinham um nome para tal prestação... eram as “euthynai”).


Em muitas circunstâncias da vida comum, isso parece evidente demais para precisar ser formulado.


Um juiz julga, um governante governa, um legislador legisla, e a confiança pública sustenta esse arranjo enquanto permanece a impressão de que os limites do cargo continuam sendo reconhecidos por quem o exerce.


A dificuldade toma forma no momento mesmo em que esse arranjo social começa a produzir uma impressão diferente. Devemos naturalizar a presença de suspeitos de conduta criminosa na condução dos processos institucionais?


Há de vir certo amargo na boca... sem grandes reflexões filosóficas, não? Ou perdemos completamente o que em bom português chamaria logo de “vergonha na cara”?


Os gregos, sempre eles, tinham uma sensibilidade muito refinada para o fenômeno que chamavam de “hybris”, uma forma de excesso que surgia quando a autoridade deixava de reconhecer os limites que originalmente justificavam sua existência.


A palavra aparece com frequência nas tragédias ... mas sua função ultrapassava o campo literário. A tragédia era também um exercício coletivo de reflexão sobre os perigos inerentes ao poder.


Na Atenas democrática, onde os cidadãos participavam diretamente das decisões públicas, essa preocupação adquiria uma intensidade especial.


O julgamento de Sócrates permanece como um episódio revelador dessa ambiguidade. O tribunal que o condenou não era uma instituição clandestina ou ilegítima.


Tratava-se de um órgão reconhecido da cidade, composto por cidadãos investidos da autoridade de julgar.


Ainda assim, o episódio atravessou os séculos como símbolo de um erro que parecia incompatível com a própria ideia de justiça.


Platão registrou esse momento com uma sobriedade desconcertante, mostrando um homem que continuava fiel à razão enquanto a autoridade institucional se movia em outra direção.


A cena é frequentemente lembrada como exemplo da fragilidade das decisões humanas, mas talvez diga algo mais específico sobre a relação entre instituições e confiança pública.


Tribunais não vivem apenas de regras escritas ou de procedimentos formais.


Existe uma dimensão menos tangível que envolve prestígio moral, credibilidade e uma certa disposição coletiva para aceitar decisões difíceis.


Uma comunidade política tolera derrotas jurídicas e até (infelizmente) injustiças pontuais enquanto preserva a sensação de que o sistema, no conjunto, continua comprometido com alguma forma reconhecível de justiça.


Pensadores liberais modernos refletiram longamente sobre essa questão porque sabiam que o poder institucional tende a desenvolver uma dinâmica própria.


Friedrich Hayek insistia que o Estado de Direito depende menos da presença de tribunais e mais de uma cultura política que preserve a primazia de regras gerais e impessoais.


A lei precisa permanecer distinguível da vontade particular de quem a interpreta. Sem essa distinção, a própria ideia de direito começa a adquirir contornos incertos.


A advertência não nasce de pessimismo exagerado. Ela parte de uma observação bastante sóbria da experiência histórica. Instituições são compostas por pessoas e as pessoas respondem aos incentivos do ambiente em que vivem.


Autoridade prolongada, ausência de mecanismos claros de responsabilização e a sensação de que certas posições estão protegidas contra questionamentos diretos tendem a alterar gradualmente o comportamento humano.


Nem sempre esse processo assume a forma de abuso explícito, como temos visto atualmente na Zumbilândia brasileira.


Em muitos casos, ele aparece como uma mudança sutil de atitude, um aumento da autoconfiança institucional, uma disposição crescente para expandir interpretações e competências.


Esse fenômeno se torna especialmente delicado no caso dos tribunais superiores.


Uma corte constitucional ocupa uma posição singular dentro da estrutura política. Sua função consiste em interpretar a lei em última instância e proteger certos princípios fundamentais contra oscilações da política cotidiana.


Essa posição, por óbvio, exige certa independência e um grau significativo de proteção institucional. Sem isso, o tribunal se tornaria apenas mais um ator submetido às pressões do momento.


Ao mesmo tempo, essa proteção cria uma situação curiosa. Quanto mais elevada se torna a posição institucional de um tribunal, mais difíceis se tornam os mecanismos de controle efetivo sobre ele.


O sistema político costuma confiar que a própria formação intelectual e ética dos magistrados funcionará como limite interno. Ledo engano. Somos sempre humanos.


No específico caso da mais alta corte brasileira, ministros não “acham” que não devem se submeter a qualquer código de conduta. Eles têm certeza.


Essa coisa de lei, regra, controle de abusos subjetivos é algo para gente “menor”; homens e mulheres divinos, aparentados do Olimpo, não devem ser cerceados em suas superiores determinações.


A perplexidade talvez seja a emoção mais reveladora nesse cenário. É um escárnio.


Não trato aqui de hostilidade permanente contra as instituições. Pelo contrário, instituições fortes costumam depender de um certo grau de confiança pública. O ponto delicado está em manter viva a possibilidade de questionamento.


Sociedades que perdem completamente essa capacidade tendem a transformar a autoridade institucional em algo rígido e autorreferente. Neste ponto, passamos todos a um estágio de condenação que inviabiliza processo civilizatório.


Na prática, a vida política raramente oferece soluções perfeitamente claras para esse tipo de tensão.


Muitas vezes, o sistema segue adiante com pequenos ajustes, sem que ocorra qualquer ruptura dramática.


Em outras ocasiões, as tensões acumuladas acabam produzindo reformas ou mudanças institucionais mais amplas. Imaginem vocês em que ponto estamos.


Enquanto isso, perguntas incômodas continuam circulando no debate público.


Elas reaparecem em conversas informais, em artigos de opinião, em discussões jurídicas mais técnicas.


Não desaparecem facilmente porque tocam em algo fundamental para a imaginação política de uma comunidade. O exercício do poder permanece sempre acompanhado pela expectativa de que esse poder reconheça algum tipo de limite.


Estamos em ponto de inflexão de nossa história. Ou o Brasil se reencontra num pacto mínimo de moralidade factível (mesmo nessa apedeutocracia cleptomaníaca) ou agonizará por mais tantas décadas em meio ao lixo, ao chorume estatal que nos lidera.

Simples assim.

Dennys Xavier é escritor, tradutor e PhD em Filosofia

Instagram: prof.dennysxavier

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Petróleo no foco da inflação em dia de CPI*


Irã ameaça plantar minas no Estreito de Ormuz, mas AIE pode liberar volume recorde de reservas estratégicas


… Apesar da aposta no radar de que a guerra pode não durar muito, o mercado promete continuar volátil e sensível aos desdobramentos da ofensiva, com a ameaça agora do Irã de plantar minas no Estreito de Ormuz para explodir qualquer navio que tente passar. Mas pode animar a notícia de que a AIE deve liberar 182 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas de alguns países, a maior quantidade já registrada na história. Ontem, a queda livre do petróleo aliviou as pressões inflacionárias e resgatou a chance de corte de meio ponto da Selic semana que vem. Uma resolução de curto prazo do conflito militar poderia antecipar um Fed flexível. O mercado está dividido entre julho e setembro e, depois do payroll fraco, confere hoje a inflação do CPI de fevereiro (9h30), que ainda não pegou o impacto da guerra. Aqui, é dia de vendas no varejo (9h) e pesquisa eleitoral Genial/Quaest (14h).


BATALHA NAVAL – No fim da tarde desta terça-feira, Trump publicou na rede Truth Social que as forças militares americanas destruíram 16 embarcações que seriam usadas para implantar minas marítimas, sem informar o local.


… O comentário veio depois de o presidente ter ameaçado o Irã com consequências militares “de um nível nunca visto antes”, caso o país caso tenha colocado minas no Estreito de Ormuz e se recuse a removê-las imediatamente.


… “Eles serão tratados de forma rápida e violenta”, afirmou, depois de relatórios da inteligência americana apontarem que o Irã estaria instalando minas, na estratégia para manter a passagem de navegação inacessível.


… O Estreito de Ormuz também foi pivô ontem de notícias desencontradas, que provocaram oscilação nos mercados.


… No momento mais intenso do dia, o petróleo chegou a desabar 18% com publicação do secretário de Energia americano, Chris Wright, de que a Marinha dos EUA havia escoltado um petroleiro pelo Estreito de Ormuz.


… Poucos minutos depois, a postagem foi apagada das redes sociais e a Casa Branca desmentiu a escolta (“embora esta seja uma possibilidade”), reduzindo o fôlego de queda do barril para 11% no fechamento dos negócios.


… Representante do governo iraniano acusou os Estados Unidos de divulgar fake news para manipular o mercado.


… O Irã voltou a lançar ataques contra Israel e países árabes do Golfo Pérsico durante a madrugada desta quarta-feira, no 12º dia da guerra no Oriente Médio. Sirenes e explosões foram ouvidas em Tel-Aviv.


… Os Emirados Árabes Unidos acionaram a defesa aérea contra a ofensiva iraniana.


… A Casa Branca continua cobrando “rendição incondicional” do Irã e diz que a guerra vai terminar quando Trump considerar que o inimigo não representa mais uma ameaça crível e direta aos Estados Unidos e aos seus aliados.


TÁ ON – Com os preços do petróleo corrigindo ontem a explosão recente, voltou a valer como aposta principal na curva a termo a queda de 0,50 ponto porcentual da Selic, faltando uma semana para a reunião do Copom.


… Na estreia do programa BDM Live, o sócio fundador da Eytse Estratégia, Sergio Goldenstein, disse nesta terça-feira que o BC deve se referir à volatilidade externa, sem que a guerra seja impeditivo para o início do ciclo de corte.


… Segundo ele, a política monetária não deve se guiar por movimentos de curto prazo, mesmo que o choque do petróleo se mostre mais persistente. “É para isso que existe uma banda de inflação no regime de metas”, defendeu.


… Goldenstein acredita que o BC não vai perseguir o centro da meta de 3% e sim acomodar a inflação dentro do intervalo de tolerância, abrindo espaço para flexibilização da Selic agora em março, com redução de 50pb, a 14,50%.


… Segundo ele, a opção por uma dose menor de queda do juro, de 25pb, transmitiria falta de convicção.


… Caso os efeitos secundários sobre a inflação da ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã se mostrem relevantes mais para a frente, diz, o BC pode optar futuramente por encerrar o ciclo com uma taxa maior.


… “Mas o normal seria fazer pelo menos 300pb [de queda da Selic]”, com ajuste total para 12%.


… Ele projeta que o BC dê duas doses de queda de 50pb no juro (março e abril) e tenha em junho uma percepção mais clara sobre o petróleo. “Se (o barril) voltar a US$ 70, vejo chance até de -75pb; o ritmo mínimo é 50pb.”


… Goldenstein reconhece que a inflação continua rodando mais alta do que o esperado, porém está concentrada em itens voláteis. “A de serviços segue resiliente em função do mercado de trabalho apertado, mas vai enfraquecer.”


… O câmbio apreciado também tem contado a favor da retomada do ciclo de flexibilização da política monetária pelo BC. “O real tem tido uma trajetória muito benigna, melhor moeda emergente no ano”, observou na live.


… Além disso, a atividade econômica dá sinais de moderação. Em ano eleitoral, os riscos de medidas populistas não podem ser desprezados, mas isso parece insuficiente para levar o PIB a crescer acima do potencial, disse.


… Ele parabeniza Galípolo pela condução técnica e livre de pressão política, mas alerta que a Selic a 15% está muito acima da taxa neutra e que, se for mantida neste patamar, pode representar riscos ao mercado de crédito.


… Segundo Goldenstein, o BC deve continuar usando os termos cautela e serenidade e há dúvida se vai querer antecipar o ritmo de corte da Selic. “É um BC mais avesso a dar forward guidance, mas deu uma seta em janeiro.”


MAIS AGENDA – Já com os diretores do BC em período de silêncio para a reunião da semana que vem, as apostas para a Selic ainda podem ser calibradas hoje pelas vendas no varejo e, amanhã, pelo resultado do IPCA de janeiro.


… O nível restritivo da Selic deve moderar as vendas do varejo restrito, que excluem veículos e materiais de construção. A mediana no Projeções Broadcast indica recuo de 0,1% em janeiro, após queda de 0,4% em dezembro.


… O intervalo das estimativas para esta leitura vai de retração de 0,7% a crescimento de 0,8%.


… Já o varejo ampliado deve reverter o recuo de 1,2% em dezembro e crescer 0,4% (apostas vão de -0,6% a +0,7%).


… À tarde, sai o fluxo cambial semanal (14h30) e a pesquisa eleitoral da Genial/Quaest (14h).


… Divulgada ontem à noite, a sondagem Ipsos-Ipec apontou que 40% avaliam o governo Lula como ruim ou péssimo (igual a dezembro), 33% consideram a gestão ótima ou boa (de 30% antes) e 24% qualificam como regular (de 29%).


… Lula desistiu de comparecer hoje à posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, após Flávio e Eduardo Bolsonaro também terem sido convidados para a cerimônia, já que o chileno tem grande proximidade com a família.


BALANÇOS – Smartfit sai antes da abertura do mercado. CSN, CSN Mineração, Vibra Energia, Casas Bahia, Yduqs, Azzas, Brava Energia, Cogna e SLC Agrícola soltam os seus resultados trimestrais após o fechamento do mercado.


RAÍZEN – Joint venture da Cosan com a Shell protocolou o maior pedido de recuperação extrajudicial do País, para negociar dívidas de R$ 65 bi com os principais bancos do país e detentores de títulos internacionais (bondholders).


… A informação foi antecipada pelo colunista Lauro Jardim (O Globo). A negociação já conta com apoio de mais de 40% dos credores, segundo fontes. Para a homologação, é necessário o apoio de 50% mais um dos credores.


… A companhia vai conseguir estancar por 90 dias as negociações com os credores até ganhar tempo para tentar reerguer o negócio. O plano abrange obrigações financeiras e não afeta as dívidas com fornecedores…


… Horas antes do pedido de recuperação extrajudicial, a empresa teve o rating de crédito rebaixado pela Moody’s de Caa1 para Caa3, com perspectiva negativa, diante da elevada alavancagem e geração de caixa pressionada…


… A agência citou risco maior de reestruturação da dívida após anúncio de aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell e R$ 500 milhões de Rubens Ometto.


PRECISANDO DE UMA DR – Lula e Alcolumbre devem se reunir nos próximos dias. Os dois se falaram por telefone na semana passada, segundo apurou o Valor, e o presidente do Senado reclamou da falta de articulação do governo.


… Duas semanas atrás, Alcolumbre impôs um revés ao Executivo ao não pautar o Redata, que caducou. No dia seguinte, em nova derrota, a CPMI do INSS aprovou o requerimento de quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha.


… Em meio aos desgastes, Alcolumbre avisou que vai colocar para tramitar a PEC dos agentes de saúde, com impacto fiscal de R$ 25 bilhões em 10 anos. Ele decidiu despachar a proposta primeiro para a CCJ e, se aprovada, ao plenário.


… A PEC prevê que a regra para os agentes de saúde e de combate a endemias se aposentarem por idade será de 57 anos para as mulheres e 60 anos para os homens, com 25 anos de contribuição e de atividade.


… O texto encontra resistência no Ministério da Fazenda, mas tem forte apelo eleitoral.


… Haddad confirmou ontem que deixará o governo na próxima semana e indicou Dario Durigan como substituto.


PREVISÃO PARA O CPI – Como a guerra começou no último dia de fevereiro, o índice de preços ao consumidor dos EUA ainda não vai capturar o efeito sobre o petróleo, mas chega em um momento de inflação no centro do debate.


… O dado deve apontar alta de 0,3%, contra avanço de 0,2% em janeiro. Na taxa anual, a aposta é de 2,4%, mesmo patamar da medição anterior. Já o núcleo deve subir 0,2% (de 0,3%) e 2,5% na base anualizada (igual a janeiro).


… Com o petróleo em destaque, a Opep divulga seu relatório mensal e o DoE solta os estoques semanais (11h30), com previsão de alta de 1,1 milhão de barris. Ainda na agenda, Trump discursa sobre a economia em Kentucky.


AFTER HOURS – Oracle saltou 8,70%, depois de o lucro por ação de US$ 1,79 no 3Tri fiscal de 2026 ter superado a previsão de US$ 1,70 e de a receita de US$ 17,19 bi também ter vindo melhor que o esperado (US$ 16,19 bi).


NO GOGÓ – Depois de três sessões em disparada, o petróleo despencou com a declaração de Trump de que a guerra contra o Irã terminará “em breve”. Israel alinhou o discurso e também disse que não vai prolongar o conflito.


… O WTI para abril fechou em baixa de 11,94% na Nymex, a US$ 83,45 o barril. E o Brent para maio caiu 11,27% na ICE, para US$ 87,80, confirmando o movimento visto na sessão eletrônica na noite de 2ªF, após a fala de Trump.


… Ao longo da sessão, a commodity chegou a recuar mais de 15% com a informação de que os EUA teriam escoltado um petroleiro pelo Estreito de Ormuz, que depois foi negada pela Casa Branca.


… Porém, na sessão eletrônica noturna, os preços já davam sinais de que podem voltar a subir hoje por causa de relatos de que o Irã estaria espalhando minas aquáticas para impedir a passagem dos navios.


CORDA-BAMBA – As bolsas americanas chegaram a subir quase 1% no melhor momento do dia, embaladas pela queda do petróleo e pela notícia, depois desmentida, de que o Estreito de Ormuz teria sido reaberto.


… As versões desencontradas sobre a evolução da guerra deixaram os ativos voláteis. O clima de otimismo do início do pregão, com a fala de Trump de uma guerra “breve” ainda reverberando, aos poucos deu lugar à incerteza.


… Já no fim da sessão, a informação de que o Irã estaria colocando minas aquáticas no Estreito, e a promessa de Trump de reagir à medida, trouxeram a insegurança de volta aos mercados.


… O Dow Jones fechou em leve baixa de 0,07%, aos 47.706,51 pontos; o S&P500 recuou 0,21% (6.781,50); e o Nasdaq terminou de lado (+0,01%, a 22.697,10).


As ações de tecnologia foram destaque entre as altas: Intel (+2,63%), Cisco (+1,96%) e Nvidia (+1,16%). Já as petroleiras sentiram o recuo da commodity: Chevron (-1,66%) e ExxonMobil (-1,54%).


NO PIQUE – A bolsa brasileira emendou o segundo dia de ganhos, com sinais de que o capital estrangeiro voltou a entrar no mercado, apoiado na melhora da percepção de risco global.


… O Ibovespa não se deixou abater pela desaceleração das bolsas americanas no fim do pregão e manteve alta firme, encerrando com valorização de 1,40%, aos 183.447,00 pontos, e giro financeiro de R$ 31,3 bilhões.


… Petrobras caiu pouco perto do tombo do petróleo: a ação PN recuou 0,53%, a R$ 42,93; e a ON perdeu 0,19%, a R$ 46,66. Vale tirou parte do atraso e avançou 1,64% (R$ 80,56), superando o minério de ferro (+0,25%).


… Os papéis dos bancos finalmente brilharam: Bradesco PN, +2,46% (R$ 20,03); Santander unit, +2,02% (R$ 32,25); BB ON, +1,78% (R$ 25,14); e Itaú PN, +1,48% (R$ 43,80).


… Rumo (+6,96%, a R$ 17,05) liderou os ganhos com notícia da Bloomberg de que Ultrapar e a Perfin negociam a compra de 30% da empresa, seguido por Magazine Luiza (+6,51%, a R$ 10,14) e Cosan (+6,45%; R$ 6,11).


… A crise financeira da Raízen (-5,45%, a R$ 0,52) pesou novamente sobre o papel, que liderou as baixas, acompanhada de Braskem PNA (-4,47%; R$ 11,76) e Direcional (-3,84%; R$ 14,52), que repercutiu o balanço.


O FIM ESTÁ PRÓXIMO – A tese vendida por Trump, de que a guerra vai acabar logo, trouxe alívio aos DIs, que queimaram boa parte dos prêmios acumulados nos últimos dias, com o mercado voltando a focar no Copom.


… A queda expressiva do petróleo afastou o fantasma da inflação e renovou o otimismo dos agentes em um início de ciclo de afrouxamento monetário mais agressivo na próxima semana, com o corte de 0,5 pp de volta ao radar.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,560% (de 13,652% no ajuste anterior); Jan/29, 13,085% (de 13,265%); Jan/31, 13,415% (de 13,648%); e Jan/33, a 13,575% (de 13,819%).


… No câmbio, o real se fortaleceu diante do dólar pela terceira sessão seguida, em linha com a fraqueza da divisa americana frente aos pares, conforme o mercado desmonta posições defensivas assumidas no começo da guerra.


… O dólar à vista fechou em baixa de 0,13%, a R$ 5,1575. Lá fora, o índice DXY perdeu 0,26%, aos 98,921 pontos. O euro recuou 0,23%, para US$ 1,1609. E a libra caiu 0,19%, para US$ 1,3414.


CIAS ABERTAS NO AFTER – Acionistas do BRADESCO elegeram Paulo Caffarelli, Regina Nunes e Ivan Gontijo para o conselho de administração; deixam o colegiado Walter Albertoni, Samuel dos Santos e Octavio de Lazari Jr.


BRB confirmou sanção de lei do DF que permite operações de até R$ 6,6 bilhões para reforço financeiro do banco.


BANRISUL anunciou pagamento de R$ 90 milhões em JCP, equivalente a R$ 0,22 por ação; papéis ficam ex-direitos em 16 de março.


COMPASS, do grupo Cosan, pretende realizar IPO entre o fim de março e início de abril, com oferta que pode movimentar entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões, segundo a Coluna do Broadcast.


SUZANO aprovou a 12ª emissão de debêntures simples, no valor de R$ 179 milhões, com prazo de 15 anos e vencimento em março de 2041.


SABESP informou que fará resgate antecipado de debêntures da 30ª emissão, no valor de cerca de R$ 543,3 milhões, no dia 20 de março.


PRIO registrou prejuízo líquido de US$ 185,4 milhões no 4TRI25, ante lucro de US$ 1,07 bilhão um ano antes. Receita líquida foi de US$ 586,1 milhões (+20%) e Ebitda ajustado somou US$ 341,4 milhões (+6%).


VIBRA aprovou a 10ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1,5 bilhão, com prazo de 12 anos, podendo chegar a R$ 1,65 bilhão após bookbuilding.


ULTRAPAR afirmou estar atenta a oportunidades de negócios, após notícia na imprensa de negociação com a Chevron para venda de cerca de 30% da Ipiranga.


ALLOS registrou receita de R$ 850,4 milhões no 4TRI25 e Ebitda de R$ 671,9 mi, em linha com estimativas do Prévias Broadcast. A empresa aprovou a 9ª emissão de debêntures simples de R$ 1 bi, podendo ser ampliada em até 25%.


PAGUE MENOS levantou R$ 458,5 milhões em oferta subsequente de ações, com papéis precificados a R$ 6,55, segundo fontes da Broadcast.


SBF informou que o JPMorgan reduziu participação para 4,91% das ações ordinárias da companhia.


DIRECIONAL registrou lucro líquido de R$ 211,4 milhões no 4TRI25, alta de 16,5% em base anual. Receita líquida somou R$ 1,23 bilhão (+32,6%) e Ebitda ajustado foi de R$ 346,3 milhões (+38,9%).


CURY registrou lucro líquido de R$ 270,1 milhões no 4TRI25, alta de 62,9% em base anual. Receita líquida somou R$ 1,4 bilhão (+37,2%) e Ebitda foi de R$ 355 milhões (+50,3%).


ARTERIS informou que a concessão da Litoral Sul seguirá com o contrato atual até 2033 após fracasso nas negociações de repactuação com o governo.


MOTIVA registrou tráfego de 100,8 milhões de veículos em fevereiro, alta de 26,7% em base anual; no critério comparável, o avanço foi de 1,4%.


LUPATECH firmou contrato de R$ 68,4 milhões com a Petrobras para serviços de manutenção de válvulas e atuadores, *Rosa Riscala: Petróleo no foco da inflação em dia de CPI*


Irã ameaça plantar minas no Estreito de Ormuz, mas AIE pode liberar volume recorde de reservas estratégicas


… Apesar da aposta no radar de que a guerra pode não durar muito, o mercado promete continuar volátil e sensível aos desdobramentos da ofensiva, com a ameaça agora do Irã de plantar minas no Estreito de Ormuz para explodir qualquer navio que tente passar. Mas pode animar a notícia de que a AIE deve liberar 182 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas de alguns países, a maior quantidade já registrada na história. Ontem, a queda livre do petróleo aliviou as pressões inflacionárias e resgatou a chance de corte de meio ponto da Selic semana que vem. Uma resolução de curto prazo do conflito militar poderia antecipar um Fed flexível. O mercado está dividido entre julho e setembro e, depois do payroll fraco, confere hoje a inflação do CPI de fevereiro (9h30), que ainda não pegou o impacto da guerra. Aqui, é dia de vendas no varejo (9h) e pesquisa eleitoral Genial/Quaest (14h).


BATALHA NAVAL – No fim da tarde desta terça-feira, Trump publicou na rede Truth Social que as forças militares americanas destruíram 16 embarcações que seriam usadas para implantar minas marítimas, sem informar o local.


… O comentário veio depois de o presidente ter ameaçado o Irã com consequências militares “de um nível nunca visto antes”, caso o país caso tenha colocado minas no Estreito de Ormuz e se recuse a removê-las imediatamente.


… “Eles serão tratados de forma rápida e violenta”, afirmou, depois de relatórios da inteligência americana apontarem que o Irã estaria instalando minas, na estratégia para manter a passagem de navegação inacessível.


… O Estreito de Ormuz também foi pivô ontem de notícias desencontradas, que provocaram oscilação nos mercados.


… No momento mais intenso do dia, o petróleo chegou a desabar 18% com publicação do secretário de Energia americano, Chris Wright, de que a Marinha dos EUA havia escoltado um petroleiro pelo Estreito de Ormuz.


… Poucos minutos depois, a postagem foi apagada das redes sociais e a Casa Branca desmentiu a escolta (“embora esta seja uma possibilidade”), reduzindo o fôlego de queda do barril para 11% no fechamento dos negócios.


… Representante do governo iraniano acusou os Estados Unidos de divulgar fake news para manipular o mercado.


… O Irã voltou a lançar ataques contra Israel e países árabes do Golfo Pérsico durante a madrugada desta quarta-feira, no 12º dia da guerra no Oriente Médio. Sirenes e explosões foram ouvidas em Tel-Aviv.


… Os Emirados Árabes Unidos acionaram a defesa aérea contra a ofensiva iraniana.


… A Casa Branca continua cobrando “rendição incondicional” do Irã e diz que a guerra vai terminar quando Trump considerar que o inimigo não representa mais uma ameaça crível e direta aos Estados Unidos e aos seus aliados.


TÁ ON – Com os preços do petróleo corrigindo ontem a explosão recente, voltou a valer como aposta principal na curva a termo a queda de 0,50 ponto porcentual da Selic, faltando uma semana para a reunião do Copom.


… Na estreia do programa BDM Live, o sócio fundador da Eytse Estratégia, Sergio Goldenstein, disse nesta terça-feira que o BC deve se referir à volatilidade externa, sem que a guerra seja impeditivo para o início do ciclo de corte.


… Segundo ele, a política monetária não deve se guiar por movimentos de curto prazo, mesmo que o choque do petróleo se mostre mais persistente. “É para isso que existe uma banda de inflação no regime de metas”, defendeu.


… Goldenstein acredita que o BC não vai perseguir o centro da meta de 3% e sim acomodar a inflação dentro do intervalo de tolerância, abrindo espaço para flexibilização da Selic agora em março, com redução de 50pb, a 14,50%.


… Segundo ele, a opção por uma dose menor de queda do juro, de 25pb, transmitiria falta de convicção.


… Caso os efeitos secundários sobre a inflação da ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã se mostrem relevantes mais para a frente, diz, o BC pode optar futuramente por encerrar o ciclo com uma taxa maior.


… “Mas o normal seria fazer pelo menos 300pb [de queda da Selic]”, com ajuste total para 12%.


… Ele projeta que o BC dê duas doses de queda de 50pb no juro (março e abril) e tenha em junho uma percepção mais clara sobre o petróleo. “Se (o barril) voltar a US$ 70, vejo chance até de -75pb; o ritmo mínimo é 50pb.”


… Goldenstein reconhece que a inflação continua rodando mais alta do que o esperado, porém está concentrada em itens voláteis. “A de serviços segue resiliente em função do mercado de trabalho apertado, mas vai enfraquecer.”


… O câmbio apreciado também tem contado a favor da retomada do ciclo de flexibilização da política monetária pelo BC. “O real tem tido uma trajetória muito benigna, melhor moeda emergente no ano”, observou na live.


… Além disso, a atividade econômica dá sinais de moderação. Em ano eleitoral, os riscos de medidas populistas não podem ser desprezados, mas isso parece insuficiente para levar o PIB a crescer acima do potencial, disse.


… Ele parabeniza Galípolo pela condução técnica e livre de pressão política, mas alerta que a Selic a 15% está muito acima da taxa neutra e que, se for mantida neste patamar, pode representar riscos ao mercado de crédito.


… Segundo Goldenstein, o BC deve continuar usando os termos cautela e serenidade e há dúvida se vai querer antecipar o ritmo de corte da Selic. “É um BC mais avesso a dar forward guidance, mas deu uma seta em janeiro.”


MAIS AGENDA – Já com os diretores do BC em período de silêncio para a reunião da semana que vem, as apostas para a Selic ainda podem ser calibradas hoje pelas vendas no varejo e, amanhã, pelo resultado do IPCA de janeiro.


… O nível restritivo da Selic deve moderar as vendas do varejo restrito, que excluem veículos e materiais de construção. A mediana no Projeções Broadcast indica recuo de 0,1% em janeiro, após queda de 0,4% em dezembro.


… O intervalo das estimativas para esta leitura vai de retração de 0,7% a crescimento de 0,8%.


… Já o varejo ampliado deve reverter o recuo de 1,2% em dezembro e crescer 0,4% (apostas vão de -0,6% a +0,7%).


… À tarde, sai o fluxo cambial semanal (14h30) e a pesquisa eleitoral da Genial/Quaest (14h).


… Divulgada ontem à noite, a sondagem Ipsos-Ipec apontou que 40% avaliam o governo Lula como ruim ou péssimo (igual a dezembro), 33% consideram a gestão ótima ou boa (de 30% antes) e 24% qualificam como regular (de 29%).


… Lula desistiu de comparecer hoje à posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, após Flávio e Eduardo Bolsonaro também terem sido convidados para a cerimônia, já que o chileno tem grande proximidade com a família.


BALANÇOS – Smartfit sai antes da abertura do mercado. CSN, CSN Mineração, Vibra Energia, Casas Bahia, Yduqs, Azzas, Brava Energia, Cogna e SLC Agrícola soltam os seus resultados trimestrais após o fechamento do mercado.


RAÍZEN – Joint venture da Cosan com a Shell protocolou o maior pedido de recuperação extrajudicial do País, para negociar dívidas de R$ 65 bi com os principais bancos do país e detentores de títulos internacionais (bondholders).


… A informação foi antecipada pelo colunista Lauro Jardim (O Globo). A negociação já conta com apoio de mais de 40% dos credores, segundo fontes. Para a homologação, é necessário o apoio de 50% mais um dos credores.


… A companhia vai conseguir estancar por 90 dias as negociações com os credores até ganhar tempo para tentar reerguer o negócio. O plano abrange obrigações financeiras e não afeta as dívidas com fornecedores…


… Horas antes do pedido de recuperação extrajudicial, a empresa teve o rating de crédito rebaixado pela Moody’s de Caa1 para Caa3, com perspectiva negativa, diante da elevada alavancagem e geração de caixa pressionada…


… A agência citou risco maior de reestruturação da dívida após anúncio de aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell e R$ 500 milhões de Rubens Ometto.


PRECISANDO DE UMA DR – Lula e Alcolumbre devem se reunir nos próximos dias. Os dois se falaram por telefone na semana passada, segundo apurou o Valor, e o presidente do Senado reclamou da falta de articulação do governo.


… Duas semanas atrás, Alcolumbre impôs um revés ao Executivo ao não pautar o Redata, que caducou. No dia seguinte, em nova derrota, a CPMI do INSS aprovou o requerimento de quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha.


… Em meio aos desgastes, Alcolumbre avisou que vai colocar para tramitar a PEC dos agentes de saúde, com impacto fiscal de R$ 25 bilhões em 10 anos. Ele decidiu despachar a proposta primeiro para a CCJ e, se aprovada, ao plenário.


… A PEC prevê que a regra para os agentes de saúde e de combate a endemias se aposentarem por idade será de 57 anos para as mulheres e 60 anos para os homens, com 25 anos de contribuição e de atividade.


… O texto encontra resistência no Ministério da Fazenda, mas tem forte apelo eleitoral.


… Haddad confirmou ontem que deixará o governo na próxima semana e indicou Dario Durigan como substituto.


PREVISÃO PARA O CPI – Como a guerra começou no último dia de fevereiro, o índice de preços ao consumidor dos EUA ainda não vai capturar o efeito sobre o petróleo, mas chega em um momento de inflação no centro do debate.


… O dado deve apontar alta de 0,3%, contra avanço de 0,2% em janeiro. Na taxa anual, a aposta é de 2,4%, mesmo patamar da medição anterior. Já o núcleo deve subir 0,2% (de 0,3%) e 2,5% na base anualizada (igual a janeiro).


… Com o petróleo em destaque, a Opep divulga seu relatório mensal e o DoE solta os estoques semanais (11h30), com previsão de alta de 1,1 milhão de barris. Ainda na agenda, Trump discursa sobre a economia em Kentucky.


AFTER HOURS – Oracle saltou 8,70%, depois de o lucro por ação de US$ 1,79 no 3Tri fiscal de 2026 ter superado a previsão de US$ 1,70 e de a receita de US$ 17,19 bi também ter vindo melhor que o esperado (US$ 16,19 bi).


NO GOGÓ – Depois de três sessões em disparada, o petróleo despencou com a declaração de Trump de que a guerra contra o Irã terminará “em breve”. Israel alinhou o discurso e também disse que não vai prolongar o conflito.


… O WTI para abril fechou em baixa de 11,94% na Nymex, a US$ 83,45 o barril. E o Brent para maio caiu 11,27% na ICE, para US$ 87,80, confirmando o movimento visto na sessão eletrônica na noite de 2ªF, após a fala de Trump.


… Ao longo da sessão, a commodity chegou a recuar mais de 15% com a informação de que os EUA teriam escoltado um petroleiro pelo Estreito de Ormuz, que depois foi negada pela Casa Branca.


… Porém, na sessão eletrônica noturna, os preços já davam sinais de que podem voltar a subir hoje por causa de relatos de que o Irã estaria espalhando minas aquáticas para impedir a passagem dos navios.


CORDA-BAMBA – As bolsas americanas chegaram a subir quase 1% no melhor momento do dia, embaladas pela queda do petróleo e pela notícia, depois desmentida, de que o Estreito de Ormuz teria sido reaberto.


… As versões desencontradas sobre a evolução da guerra deixaram os ativos voláteis. O clima de otimismo do início do pregão, com a fala de Trump de uma guerra “breve” ainda reverberando, aos poucos deu lugar à incerteza.


… Já no fim da sessão, a informação de que o Irã estaria colocando minas aquáticas no Estreito, e a promessa de Trump de reagir à medida, trouxeram a insegurança de volta aos mercados.


… O Dow Jones fechou em leve baixa de 0,07%, aos 47.706,51 pontos; o S&P500 recuou 0,21% (6.781,50); e o Nasdaq terminou de lado (+0,01%, a 22.697,10).


As ações de tecnologia foram destaque entre as altas: Intel (+2,63%), Cisco (+1,96%) e Nvidia (+1,16%). Já as petroleiras sentiram o recuo da commodity: Chevron (-1,66%) e ExxonMobil (-1,54%).


NO PIQUE – A bolsa brasileira emendou o segundo dia de ganhos, com sinais de que o capital estrangeiro voltou a entrar no mercado, apoiado na melhora da percepção de risco global.


… O Ibovespa não se deixou abater pela desaceleração das bolsas americanas no fim do pregão e manteve alta firme, encerrando com valorização de 1,40%, aos 183.447,00 pontos, e giro financeiro de R$ 31,3 bilhões.


… Petrobras caiu pouco perto do tombo do petróleo: a ação PN recuou 0,53%, a R$ 42,93; e a ON perdeu 0,19%, a R$ 46,66. Vale tirou parte do atraso e avançou 1,64% (R$ 80,56), superando o minério de ferro (+0,25%).


… Os papéis dos bancos finalmente brilharam: Bradesco PN, +2,46% (R$ 20,03); Santander unit, +2,02% (R$ 32,25); BB ON, +1,78% (R$ 25,14); e Itaú PN, +1,48% (R$ 43,80).


… Rumo (+6,96%, a R$ 17,05) liderou os ganhos com notícia da Bloomberg de que Ultrapar e a Perfin negociam a compra de 30% da empresa, seguido por Magazine Luiza (+6,51%, a R$ 10,14) e Cosan (+6,45%; R$ 6,11).


… A crise financeira da Raízen (-5,45%, a R$ 0,52) pesou novamente sobre o papel, que liderou as baixas, acompanhada de Braskem PNA (-4,47%; R$ 11,76) e Direcional (-3,84%; R$ 14,52), que repercutiu o balanço.


O FIM ESTÁ PRÓXIMO – A tese vendida por Trump, de que a guerra vai acabar logo, trouxe alívio aos DIs, que queimaram boa parte dos prêmios acumulados nos últimos dias, com o mercado voltando a focar no Copom.


… A queda expressiva do petróleo afastou o fantasma da inflação e renovou o otimismo dos agentes em um início de ciclo de afrouxamento monetário mais agressivo na próxima semana, com o corte de 0,5 pp de volta ao radar.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,560% (de 13,652% no ajuste anterior); Jan/29, 13,085% (de 13,265%); Jan/31, 13,415% (de 13,648%); e Jan/33, a 13,575% (de 13,819%).


… No câmbio, o real se fortaleceu diante do dólar pela terceira sessão seguida, em linha com a fraqueza da divisa americana frente aos pares, conforme o mercado desmonta posições defensivas assumidas no começo da guerra.


… O dólar à vista fechou em baixa de 0,13%, a R$ 5,1575. Lá fora, o índice DXY perdeu 0,26%, aos 98,921 pontos. O euro recuou 0,23%, para US$ 1,1609. E a libra caiu 0,19%, para US$ 1,3414.


CIAS ABERTAS NO AFTER – Acionistas do BRADESCO elegeram Paulo Caffarelli, Regina Nunes e Ivan Gontijo para o conselho de administração; deixam o colegiado Walter Albertoni, Samuel dos Santos e Octavio de Lazari Jr.


BRB confirmou sanção de lei do DF que permite operações de até R$ 6,6 bilhões para reforço financeiro do banco.


BANRISUL anunciou pagamento de R$ 90 milhões em JCP, equivalente a R$ 0,22 por ação; papéis ficam ex-direitos em 16 de março.


COMPASS, do grupo Cosan, pretende realizar IPO entre o fim de março e início de abril, com oferta que pode movimentar entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões, segundo a Coluna do Broadcast.


SUZANO aprovou a 12ª emissão de debêntures simples, no valor de R$ 179 milhões, com prazo de 15 anos e vencimento em março de 2041.


SABESP informou que fará resgate antecipado de debêntures da 30ª emissão, no valor de cerca de R$ 543,3 milhões, no dia 20 de março.


PRIO registrou prejuízo líquido de US$ 185,4 milhões no 4TRI25, ante lucro de US$ 1,07 bilhão um ano antes. Receita líquida foi de US$ 586,1 milhões (+20%) e Ebitda ajustado somou US$ 341,4 milhões (+6%).


VIBRA aprovou a 10ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1,5 bilhão, com prazo de 12 anos, podendo chegar a R$ 1,65 bilhão após bookbuilding.


ULTRAPAR afirmou estar atenta a oportunidades de negócios, após notícia na imprensa de negociação com a Chevron para venda de cerca de 30% da Ipiranga.


ALLOS registrou receita de R$ 850,4 milhões no 4TRI25 e Ebitda de R$ 671,9 mi, em linha com estimativas do Prévias Broadcast. A empresa aprovou a 9ª emissão de debêntures simples de R$ 1 bi, podendo ser ampliada em até 25%.


PAGUE MENOS levantou R$ 458,5 milhões em oferta subsequente de ações, com papéis precificados a R$ 6,55, segundo fontes da Broadcast.


SBF informou que o JPMorgan reduziu participação para 4,91% das ações ordinárias da companhia.


DIRECIONAL registrou lucro líquido de R$ 211,4 milhões no 4TRI25, alta de 16,5% em base anual. Receita líquida somou R$ 1,23 bilhão (+32,6%) e Ebitda ajustado foi de R$ 346,3 milhões (+38,9%).


CURY registrou lucro líquido de R$ 270,1 milhões no 4TRI25, alta de 62,9% em base anual. Receita líquida somou R$ 1,4 bilhão (+37,2%) e Ebitda foi de R$ 355 milhões (+50,3%).


ARTERIS informou que a concessão da Litoral Sul seguirá com o contrato atual até 2033 após fracasso nas negociações de repactuação com o governo.


MOTIVA registrou tráfego de 100,8 milhões de veículos em fevereiro, alta de 26,7% em base anual; no critério comparável, o avanço foi de 1,4%.


LUPATECH firmou contrato de R$ 68,4 milhões com a Petrobras para serviços de manutenção de válvulas e atuadores, com vigência de 760 dias. 

terça-feira, 10 de março de 2026

Instituições sequestradas

 CRISE TOTAL: Rubio Acusa Três Poderes do Brasil de Conluio com Narcoterrorismo; Lula Cancela Viagem aos EUA

​WASHINGTON / BRASÍLIA – A República Brasileira sofreu nesta segunda-feira, 9 de março de 2026, o que analistas já chamam de "o maior abalo diplomático do século". Em um pronunciamento incendiário, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou categoricamente que as instituições brasileiras foram "sequestradas" pelo crime organizado.

​As Acusações de Marco Rubio

​Direto da capital americana, Rubio declarou que o governo dos Estados Unidos possui uma lista com mais de 20 mil nomes de integrantes dos Três Poderes no Brasil — incluindo congressistas, membros da alta cúpula do Judiciário e do Executivo — que estariam vinculados ao esquema de narcoterrorismo.

​"O Brasil hoje não é governado por civis eleitos, mas pelo narcoterrorismo. O PCC e o Comando Vermelho serão incluídos na lista de organizações terroristas e todos os seus cúmplices, independentemente do cargo que ocupem, devem ser responsabilizados", afirmou Rubio.

​A declaração ocorre no momento em que o presidente Donald Trump se prepara para assinar a ordem executiva que oficializa as facções brasileiras como entidades terroristas, o que permite aos EUA congelar ativos e emitir ordens de prisão internacional contra os envolvidos.

​Itamaraty Recua: O Medo de "Solo Americano"

​Em resposta imediata, o Itamaraty confirmou o cancelamento da viagem oficial de Lula aos Estados Unidos, que ocorreria esta semana. Embora a nota oficial cite "ajustes de agenda" e uma possível remarcação para abril, os bastidores da Casa Branca revelam uma realidade mais dura.

​Fontes próximas ao governo americano afirmam que o cancelamento foi uma manobra de emergência para evitar "consequências arriscadas" para Lula em solo americano, diante da possibilidade de restrições de visto ou até mesmo de incidentes diplomáticos imprevistos sob a nova jurisdição antiterrorismo.

O secretário Marco Rubio terminou dizendo que hoje se inicia a OPERAÇÃO FALCÃO direcionada ao BRASIL!

​Repercussão nos Jornais Internacionais; 

​A gravidade das acusações de Rubio colocou o Brasil no topo das manchetes globais:


Repercussão na Imprensa Internacional

​The New York Times (EUA) > "Em uma escalada sem precedentes na diplomacia das Américas, o Secretário Marco Rubio rompeu décadas de protocolo ao classificar as instituições brasileiras como infiltradas pelo crime organizado. O cancelamento da visita de Lula reflete o temor de Brasília diante de uma Washington que agora vê o Brasil não como um aliado, mas como um risco de segurança nacional."

​The Washington Post (EUA) > "A acusação de Rubio sobre uma lista de 20 mil autoridades corrompidas pelo narcoterrorismo é um terremoto geopolítico. Fontes da Casa Branca sugerem que o governo Lula evitou a viagem para proteger o presidente de situações imprevisíveis em solo americano, enquanto a administração Trump se prepara para designar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas globais."

​Le Monde (França) > "O Brasil mergulha em uma crise de soberania. A retórica agressiva de Rubio contra os Três Poderes do Brasil sinaliza uma nova era de intervencionismo judicial e político dos EUA na América Latina. O adiamento da viagem oficial de Lula é a prova de que os canais diplomáticos entre Brasília e Washington estão, no momento, totalmente obstruídos."

​The Guardian (Reino Unido) > "Ao afirmar que o Brasil é comandado pelo narcoterrorismo, Marco Rubio coloca o governo Lula em um isolamento perigoso. A ameaça de prisões e sanções contra a alta cúpula do Judiciário e do Legislativo brasileiro cria um cenário de incerteza que abala os mercados e a estabilidade democrática na maior economia da América do Sul."

​El País (Espanha) > "A 'Guerra ao Narcotráfico' de Trump ganha novos contornos com o ataque direto de Rubio à República Brasileira. A acusação de que os Três Poderes foram capturados por facções criminosas é o passo final para uma ruptura que pode isolar o Brasil do sistema financeiro ocidental e reconfigurar as alianças no Sul Global."

Datey ( Alemanha)

" Após declaração do secretário Marco Rubio, agentes públicos envolvidos com Narcoterrorismo no Brazil começam a fugir do país".

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,8% US tech +1,3% US Semis +3,9% UEM -0,6% España -0,9% VIX 25,5%. Bund 2,86%. T-Note 4,11%. Spread 2A-10A USA=+55pb B10A: ESP 3,34% ITA 3,65%. Euribor 12m 2,32% (fut.12m 2,81%). USD 1,163. JPY 183,3. Ouro 5.176,22$. Brent 93,7$. WTI 89,6$. Bitcoin +1,4% (69.959$). Ether +0,95% (2.045$).


SESSÃO: Ontem, a sessão veio marcada pelas declarações de Trump, à última hora da tarde, a anunciar que “a guerra terminará brevemente”. Estas palavras foram suficientes para reverter as perdas nos EUA, de uma sessão que tinha sido, até esse momento, negativa em ambos os lados do Atlântico. Europa fechou com queda de -0,6%, mas a sessão americana, que recebeu as palavras de Trump, subiu com força (desde -1,5% antes das declarações até +0,8% depois), apoiada em tecnologia (+1,3%) e semicondutores (+3,9%), entre outros. O petróleo, por sua vez, chegou a alcançar na sessão os 119,5 $ e, neste momento, está a 93,8 $. Esta noite, as bolsas asiáticas sobem também com força: Japão +2,9%, China +1,3% e, principalmente, Coreia +5,4%.


A sessão virá marcada hoje, como não pode ser de outro modo, pela geoestratégia e reação do Irão às palavras de Trump de ontem à noite. De momento, o Irão já assinalou, esta madrugada, que o bloqueio do Estreito de Ormuz será total até que se terminem os ataques. Na frente macro, hoje temos poucas referências relevantes. Conheceremos as Vendas de Habitações Usadas de fevereiro nos EUA (3,88M esp. vs. 3,91M ant.) e também a reunião do ECOFIN. Amanhã conheceremos o IPC dos EUA (+2,4% esp. vs. +2,4% ant.), embora o dado não receberá nenhum impacto da atual escalada do preço do petróleo bruto, portanto, a sua importância ficará para segundo plano. Pelo lado empresarial, após o fecho de Nova Iorque teremos Oracle (EPSe: 1,698 $; +15,5%), onde o mercado se fixará mais nos lucros do que nos resultados de Capex, Dívida e Cash Flow Livre, visto que é empresa de contexto de IA que maior endividamento apresenta e que, portanto, gera maiores dúvidas sobre os fortes investimentos que este negócio necessita.


CONCLUSÃO: O mercado refletirá hoje, na Europa, as subidas de ontem à noite nos EUA e, portanto, a sessão deverá ser positiva (futuros na Europa +1,4% e Nova Iorque +0,2%). Tal como temos vindo a assinalar estes dias, a incerteza geográfica produz volatilidade e as quedas geram oportunidades de investimento a preços mais baratos (especialmente em defesa, semicondutores, bancos, utilities ou infraestruturas). Continuamos a confiar que a médio prazo o ciclo económico razoável e os sólidos resultados empresariais são os que marcam a tendência e, assim, a evolução do mercado; quando a atual incerteza enfraquecer, deverá ser progressivamente melhor. 


FIM

Track & Fields

 *Track&Field acelera ‘same-store sales’ para 23%*


André Jankavski9 de março de 2026


O fôlego das vendas da Track&Field não acaba.


A marca de vestuário esportivo acaba de reportar um same-store sales de 23,1% no quarto tri – acima dos 22,8% do tri anterior e dos 21,8% do segundo tri do ano passado.


O crescimento das vendas nas mesmas lojas também está 10,8 pontos percentuais acima do crescimento de 12,3% registrado no mesmo período do ano passado.


Para efeito de comparação, Riachuelo e Lojas Renner tiveram um SSS no quarto tri de 7% e 3%, respectivamente, enquanto a C&A teve queda de 3%.


No ano fechado, a receita líquida da T&F cresceu 25,8% e ultrapassou pela primeira vez a barreira de R$ 1 bilhão. 


O CEO Fernando Tracanella disse que a aceleração do SSS ficou acima do projetado e que a empresa teve que fazer uma reengenharia na sua produção e logística para dar conta da demanda.


“Conseguimos reagir muito rápido com os nossos fornecedores para atender bem aos franqueados. Abrimos até um segundo turno no nosso centro de distribuição em Osasco,” Tracanella disse ao Brazil Journal. 


O crescimento acelerado também veio acompanhado de um aumento da rentabilidade. 


O EBITDA ajustado da empresa no tri subiu 34,3% para R$ 78,3 milhões, enquanto o lucro líquido avançou 40,5% para R$ 56,5 milhões – ambos acima do consenso. 


Segundo Tracanella, um dos motivos para a melhora dos números foi o avanço das reformas das lojas da companhia – com 60% da base já operando no novo formato.


Em 2025, a Track&Field manteve o ritmo do ano anterior: 42 lojas reformadas e 40 aberturas. 


As lojas no novo formato – algumas equipadas com o café TFC – estão performando melhor que as antigas. As lojas próprias reformadas tiveram SSS de 36%, e as franquias reformadas tiveram alta de 30,6% nas vendas em mesmas lojas. 


“Isso demonstra que já temos um SSS contratado para os próximos anos,” disse Tracanella. 


A TFSports, a plataforma da varejista que organiza eventos e conecta professores e consumidores, fez uma receita líquida de R$ 9,6 milhões no tri, flat em relação ao mesmo tri do ano anterior.


Fred Wagner, o fundador da T&F e CEO da TFSports, disse que o resultado foi impactado pelo fim do Perse, o programa do governo criado para a retomada do setor de eventos.  Sem o impacto do Perse, a TFSports teria tido um crescimento de 15% ano contra ano.


No quarto tri, a plataforma listou mais de 1.200 eventos, com mais de 146 mil inscritos. No total, a ferramenta atende mais de 1,2 milhão de usuários. 


O negócio ainda é um detrator de caixa, “mas vejo que o mercado está entendendo a TFSports como um ecossistema de fato, e os eventos vêm impactando as vendas das nossas lojas,” disse Fred.


Uma frente que deve acelerar este ano é a operação na Europa: a empresa abriu três franquias em Portugal, e a ideia é usar o país como base para atender todo o Velho Continente por meio de seu e-commerce.


“Estamos dando os primeiros passos e com a mesma estratégia de ecossistema, como a organização de eventos. Já temos compradores até de países como Eslováquia e Estônia,” disse Tracanella.


A ação da Track&Field sobe 60% nos últimos doze meses, com a companhia valendo R$ 2,4 bilhões na Bolsa.


Um dos pontos de atenção do mercado é a liquidez. Hoje grande parte do capital está na mão dos três fundadores/controladores: o próprio Fred, Ricardo Rosset e Alberto Azevedo. (Os três têm 100% das ONs e 22% das PNs.)


Fred disse que não há intenção de fazer um follow-on para colocar mais ações em circulação, e que o volume atual já dá conta da demanda.


“A nossa liquidez está girando em torno de 700 mil ações por dia, um volume de R$ 13 milhões. Não recebo mais tantos questionamentos sobre esse tema,” disse Fred.


://braziljournal.com/trackfield-acelera-same-store-sales-para-23/

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Segunda Feira,09 de Março de 2.026.


*Petróleo explode em semana de inflação*


… A semana começa com a escalada furiosa do petróleo até quase US$ 120 e o tombo dos futuros das bolsas em NY, diante da escolha do novo líder no Irã. Trump promete liquidar o conflito até o início de abril e cobra a rendição “incondicional” de Teerã, que resiste. Em meio ao choque do petróleo, os dados de inflação do CPI (quarta) e PCE (sexta) ganham interesse redobrado nos EUA. Aqui, às vésperas do IPCA de fevereiro (quinta), o estresse praticamente enterra a chance de o Copom abrir com meio ponto o ciclo de queda da Selic. A semana tem ainda as vendas no varejo e pesquisa de serviços, além da repercussão ao caso Master e à pesquisa Datafolha.


VELOZES E FURIOSOS – Mesmo vindos de um rali na semana passada, os futuros de petróleo causaram perplexidade na noite deste domingo, com um salto de quase 30%. Romperam US$ 100 e ameaçam buscar os US$ 120 hoje.


… Os ganhos diários são os maiores já registrados na história. A arrancada coincidiu com a escolha de Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, como novo líder supremo do Irã, sinalizando mais um regime linha dura.


… A sucessão desafia Trump e aumenta a pressão de um confronto mais amplo e mais demorado.


… O exército israelense ameaça matar qualquer sucessor e Trump diz que a guerra só terminará quando os governantes do Irã forem eliminados. Segundo ele, a alta do petróleo é um preço “muito pequeno” a pagar à paz.


… “Só tolos pensariam diferente!”, escreveu o presidente norte-americano em suas redes sociais, destacando que os preços da commodity cairão rapidamente quando a destruição da ameaça nuclear do Irã terminar.


… O ministro da Energia do Catar, Saad al-Kaabi, alertou que os preços da commodity podem chegar a US$ 150 e que o fornecimento do Golfo Pérsico pode levar semanas ou até meses para ser restabelecido.


… Após a escolha Mojtaba, o Irã lançou mísseis contra Israel, que voltou a atacar o rival. Kuwait e Qatar relataram ataques vindos do país persa e os Estados Unidos ordenaram a saída de pessoal de embaixada na Arábia Saudita.


… Já no sábado, antes da escolha do novo líder iraniano, as forças israelenses ampliaram os bombardeios, atingindo depósitos de combustível perto de Teerã, enquanto o Bahrein informou danos a uma usina de dessalinização.


… A ofensiva sinalizou uma ampliação dos ataques a infraestruturas vitais em toda a região.


… A explosão do petróleo, com impacto direto na inflação, coloca em xeque a capacidade de a Petrobras não repassar a volatilidade dos preços praticados no mercado internacional para os combustíveis por aqui.


… Na sexta-feira, a presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou que, caso a alta do preço do petróleo seja muito elevada, o cenário vai exigir respostas mais rápidas da estatal sobre um potencial reajuste.


… Na mesma linha, o diretor financeiro e de relacionamento com investidores da companhia, Fernando Melgarejo, disse que “ninguém sabe o novo patamar de preço do Brent”, o que dificulta a avaliação do momento.


… O diretor de comercialização e logística, Claudio Schlosser, destacou que a estratégia comercial tem como princípio não transferir a volatilidade no mercado externo e ressaltou que a Petrobras não reajusta o diesel há 300 dias.


… Apesar do conflito geopolítico, salientou que o mais relevante para a empresa é o “fator tempo”.


MAIS AGENDA – O rali do petróleo projeta Copom mais conservador este mês, com corte de só 0,25 pp da Selic (ou nada), com o mercado à espera do IPVA/fev (quinta) e vendas no varejo (quarta) e serviços (sexta) de janeiro.


… Hoje, saem a prévia do IPC-S (8h), o boletim Focus (8h25) e a balança comercial semanal (15h).


… Lula recebe nesta segunda-feira o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, em uma visita de Estado no Palácio do Planalto. Na quarta-feira, Lula estará no Chile para a posse do presidente eleito, José Antonio Kast.


… Galípolo e Picchetti estão na Basileia para reuniões do BIS. O BC entra em período de silêncio na quarta.


A LIVE DO BDM – Amanhã, a partir de 9h, ocorrerá o primeiro programa BDM Live, uma nova forma de criar conteúdo voltado para o mercado financeiro.


… A uma semana da reunião do Copom, jornalistas do BDM e convidados irão conversar com Sérgio Goldenstein, da Eytse Estratégia, sobre os prováveis movimentos do BC na taxa Selic este ano.


… A live será transmitida ao vivo e será ancorada pelo jornalista Téo Takar. Contará com a presença das jornalistas Rosa Riscala (BDM), Thaís Heredia (CNN) e da economista Ariane Benedito (PicPay).


… Inscreva-se pelo link https://novidade.bomdiamercado.com.br/live


BALANÇOS – A semana tem como destaques os números trimestrais da CSN, CSN Mineração e Braskem na quarta-feira; Prio, amanhã; além das varejistas Azzas e Casas Bahia (quarta-feira) e Magazine Luiza (quinta-feira).


… Hoje, saem MRV, antes da abertura, e Cosan e Direcional após o fechamento do mercado. Amanhã: Allos, Cury e


Vibra Energia. Na quarta, Smartfit, Brava, Cogna, SLC Agrícola e Yduqs. Quinta: Energisa, Eztec, Hypera e Vittia.


EMPATADOS – A Datafolha acabou saindo só no sábado e confirmou que Lula continua perdendo vantagem, enquanto a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ganha força na corrida para o Planalto.


… Em simulação para o segundo turno da disputa, o filho do ex-presidente aparece com 43% das intenções de voto, contra 38% anteriormente, tecnicamente empatado com Lula, que lidera com 46% (antes tinha 51%).


… Outro fator que mostra a consolidação de Flávio como principal candidato da direita são as respostas espontâneas do eleitor. Em dezembro, ele não era citado. Agora, tem 12% das intenções de voto. Lula oscilou de 24% para 25%.


… Os dois também empatam em rejeição: 46% dos eleitores nunca votariam em Lula e 45% não querem Flávio.


… Entre nomes da centro-direita, o candidato que aparece mais competitivo entre cenários de segundo turno é o do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 41% das intenções de voto, contra 45% do presidente Lula.


… Ele fica à frente de Ronaldo Caiado (36% contra 46% de Lula) e de Eduardo Leite (34% x 46% do petista).


… O Datafolha ainda testou um improvável cenário em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é o candidato contra Flávio – neste caso, o nome do governo perde de 33% a 21% das intenções contra o bolsonarista.


… O instituto de pesquisa também realizou o primeiro levantamento do ano sobre a disputa estadual.


… Tarcísio lidera isolado no primeiro turno, com 44% das intenções de voto contra 31% de Haddad, que ainda não bateu o martelo sobre a candidatura. Quando o candidato é Alckmin, o governador abre a vantagem: 46% x 26%.


… Em um eventual segundo turno, Tarcísio bateria Haddad por 52% contra 37% e Alckmin por 50% contra 39%.


… De última hora, o Palácio do Planalto teme que os escândalos da crise do Master e os vazamentos de movimentações financeiras de Lulinha comprometam ainda mais o capital político do governo nas eleições.


… A relação entre Lula e Alcolumbre mostra sinais de desgaste e afastamento, neste momento em que o presidente do Senado tem em mãos pelo menos três decisões fundamentais para Lula neste período pré-eleitoral:


… Prorrogação ou não da CPI do INSS, a indicação de Messias ao STF e a convocação de sessão do Congresso para manter ou derrubar o veto de Lula ao projeto de lei que reduz penas dos condenados por atos golpistas.


… Alcolumbre é pressionado por uma ala do Senado a abrir processo de impeachment contra Alexandre de Moraes, após dados revelarem que Vorcaro teria trocado mensagens com o ministro do STF quando foi preso em novembro.


… Moraes rebateu, argumentando que os conteúdos extraídos do celular do banqueiro não eram endereçados a ele.


… O STF inicia na sexta o julgamento da decisão do ministro André Mendonça que autorizou a operação que resultou na prisão de Vorcaro. Toffoli avalia votar, apesar da pressão de colegas para se abster, após a troca da relatoria.


… A CAE do Senado mantém a previsão de ouvir Vorcaro amanhã, embora ainda não haja confirmação oficial.


TARIFAÇO – O Tribunal do Comércio Internacional dos Estados Unidos suspendeu na sexta-feira uma ordem anterior da Justiça que havia instruído a Alfândega a realizar reembolsos a importadores das tarifas impostas por Trump.


… Foi acatado o argumento de que o sistema informatizado da agência alfandegária não está preparado para processar imediatamente o grande volume de reembolsos e que um novo sistema deve ficar pronto em 45 dias.


… Estima-se que o governo norte-americano terá de reembolsar US$ 166 bilhões.


LÁ FORA – As apostas para o Fed continuarão a ser operadas esta semana pelos dados de inflação do PCE de janeiro (sexta) e CPI de fevereiro (quarta). Outro destaque é o PIB americano do quarto trimestre, que sai na sexta-feira.


… Na zona do euro, destaque para a produção industrial de janeiro do bloco (sexta) e da Alemanha (hoje, às 4h). O BC da Turquia decide juro na quinta-feira. No mesmo dia, a AIE publica o relatório mensal do petróleo.


CHINA HOJE – A inflação ao consumidor (CPI) teve alta anualizada de 1,3% em fevereiro. O resultado ficou abaixo da expectativa de 0,9%, mas registrou a maior leitura em três anos…


… O índice de preços ao produtor (PPI) teve queda de 0,9% e permaneceu em território de deflação pelo 41º mês consecutivo. Economistas estimavam recuo maior, de 1,1%.


… Na virada de hoje para amanhã, sai a balança comercial chinesa dos dois primeiros meses do ano.


FIM DO HORÁRIO DE VERÃO – A partir de hoje, as bolsas de Nova York passam a operar das 10h30 às 17h, mesmo horário do call de fechamento do Ibovespa. O petróleo será negociado das 10h às 15h30 e o ouro fechará às 14h30.


O CÉU É O LIMITE – O petróleo já havia disparado na sexta com as declarações de Trump de que não fará acordo com o Irã e só aceitará a “rendição incondicional” do Irã. A frase esvaziou a esperança de solução rápida da guerra.


… A própria Casa Branca ampliou a sinalização dada por Trump há alguns dias, de que o conflito poderia acabar em 4 ou 5 semanas. Agora, os americanos já falam em mais 4 a 6 semanas. Uma semana já se foi.


… Além de um prazo ligeiramente mais longo, a guerra já começa a ganhar uma abrangência territorial maior, com o Irã fazendo ataques pontuais em diversos países do Oriente Médio.


… O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Majid Takht-Ravanchi, afirmou que países europeus poderão se tornar “alvos legítimos”, caso participem da ofensiva militar contra o país.


… E, por enquanto, não há nenhuma sinalização de que o Estreito de Ormuz será reaberto, o que já força os países da região a reduzirem a produção por falta de espaço para estocar o óleo e com saídas limitadas para escoá-lo.


… Em meio ao cenário de caos, os EUA anunciaram um seguro de até US$ 20 bilhões para perdas marítimas na região do Golfo Pérsico, com o objetivo de dar maior segurança às transportadoras de petróleo.


… O WTI para abril disparou 12,20% na sexta na Nymex, a US$ 90,90. O Brent para maio saltou 8,52% na ICE, a US$ 92,69. Na semana, o WTI arrancou 35,63% e o Brent ganhou 27,78%, ambos a um passo de atingirem os US$ 100.


SEM FUNDO – Além de se confrontar com o choque nos preços do petróleo, o que aumenta a preocupação sobre a inflação, Wall Street ainda teve de lidar com uma inesperada redução de empregos no payroll.


… O relatório mostrou o fechamento de 92 mil vagas de trabalho em fevereiro, contrariando a projeção de aumento de 55 mil postos, o que deixa o Fed em uma sinuca de bico, entre priorizar emprego ou inflação.


… A taxa de desemprego subiu de 4,3% para 4,4%, em vez da esperada estabilidade (4,3%). O payroll também trouxe revisão para baixo das vagas em janeiro (de +130 mil para +126 mil) e em dezembro (de +48 mil para -17 mil).


… O payroll fraco em janeiro resgatou as apostas de corte de juro pelo Fed entre junho e julho, mas parte do mercado acredita que os dados podem ter sido distorcidos por fatores temporários.


… Susan Collins (Fed/Boston) afirmou que as perspectivas econômicas dos Estados Unidos seguem cercadas por incertezas, agravadas por fatores geopolíticos. “Não vejo necessidade iminente de alterar as taxas de juros.”


… “Com base na minha perspectiva, considero uma abordagem paciente e ponderada como apropriada. Meu cenário base apresenta uma inflação ainda incerta, com riscos contínuos de alta”, comentou Collins.


… Para apoiar uma flexibilização, ela disse que buscará “evidências claras” de que a inflação esteja retornando à meta, o que, na sua avaliação, pode ocorrer somente no segundo semestre.


… O Dow Jones recuou 0,95%, aos 47.501,55 pontos; o S&P 500 caiu 1,33% (6.740,02 pontos); e o Nasdaq perdeu 1,59% (22.387,68 pontos). Na semana, os índices acumularam perdas de 3,01%, 2,02% e 1,24%, respectivamente.


NA MESMA ONDA –O clima externo contaminou de novo a B3, embora Petrobras tenha amortecido a queda do Ibovespa: -0,61%, aos 179.364,82 pontos, com giro de R$ 32,6 bilhões. Na semana, o estrago foi grande: -4,99%.


… A alta do petróleo, e a reação do balanço do 4TRI impulsionaram Petrobras: a ação ON subiu 4,12% (R$ 45,78) e a PN ganhou 3,49% (R$ 42,11). Brava (+4,83%, a R$ 19,77) e Prio (+4,71%, a 59,64) foram no embalo.


… Entre outras blue chips, Vale recuou 2,99% (R$ 78,86), ignorando a alta do minério de ferro (+1,38%). Santander caiu 2,51% (R$ 31,52); BTG, -2,01% (R$ 56,00); Bradesco PN, -1,41% (R$ 19,55);  Itaú PN -1,33% (R$ 42,93).


… Com as petroleiras dominando as altas, a lista de maiores baixas trouxe Embraer (-8,05%; R$ 80,14), após o balanço trimestral dividir opiniões de analistas. Vamos perdeu 7,24% (R$ 3,97) e Raízen PN caiu 6,78% (R$ 0,55).


COPOM EM XEQUE –Os juros futuros dispararam novamente, com o mercado reagindo ao clima de aversão ao risco no exterior e embutindo nos DIs mais curtos os possíveis efeitos inflacionários da alta do petróleo.


… A 10 dias do Copom, os agentes estão revendo suas apostas para a política monetária. Antes dado como certo, o corte de 0,5 pp na Selic neste mês continua perdendo espaço na curva para 0,25 pp, que já é majoritário.


… E já tem economista cogitando a possibilidade de Copom não mexer na Selic na próxima reunião, contrariando a sinalização que foi dada em janeiro, antes do estouro da guerra no Oriente Médio.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,670% (de 13,505% no ajuste anterior); Jan/29, 13,300% (de 13,079%); Jan/31, 13,715% (contra 13,469%); e Jan/33, 13,925% (de 13,665%).


… No balanço da semana, a curva acentuou a inclinação e se deslocou de forma expressiva para cima: o DI Jan/27 subiu 39 pontos-base; Jan/29 avançou 65 pb; Jan/31 disparou 68 pb; e Jan/33 teve alta de 66 pb.


PERDEU FORÇA –O payroll fraco e a disparada do petróleo fizeram o dólar recuar diante dos pares, devolvendo parte da alta recente, com o mercado reacendendo a esperança na retomada dos cortes de juros pelo Fed em julho.


…. O DXY caiu 0,37%, para 98,945 pontos. O euro ficou perto da estabilidade (-0,04%), a US$ 1,1603. A libra ganhou 0,29%, a US$ 1,3390. Por aqui, o dólar caiu 0,82%, a R$ 5,2438, mas acumulou valorização de 2,14% na semana.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS informou que recebeu indicações do acionista controlador e de minoritários para os conselhos de administração e fiscal; eleição ocorrerá na assembleia de acionistas prevista para 2026.


COSAN. S&P rebaixou rating corporativo de BB para BB- e colocou a nota em CreditWatch negativo, citando menor flexibilidade financeira e incertezas ligadas à Raízen.


BRASKEM informou que a Superintendência-Geral do Cade aprovou, sem restrições, operação que pode levar o fundo IG4 a assumir participação hoje detida pela Novonor; tribunal ainda pode avocar o caso em até 15 dias…


… A Braskem informou ainda que a Norges Bank Investment Management reduziu participação para 4,96% das ações preferenciais classe A da companhia.


NEOGRID informou que a Dalpe Gestão terá cinco dias para decidir se mantém ou desiste da OPA, após laudo indicar valor por ação entre R$ 29,42 e R$ 32,36, acima da oferta inicial de R$ 29.


SLC AGRÍCOLA recebeu R$ 59,7 milhões referentes à metade da parcela remanescente de operação de associação com FIPs administrados pelo BTG Pactual.


REDE D’OR obteve habilitação do MEC para desenvolver faculdade de medicina no Rio com 100 alunos por ano.


ODONTOPREV aprovou aditamento ao protocolo de incorporação de papéis da Bradesco Gestão de Saúde e convocou AGE para 6 de abril para deliberar sobre a operação.


ONCOCLÍNICAS aprovou operação de antecipação de recebíveis com o Sicoob Credicom, permitindo acesso antecipado a valores de atendimentos já prestados a planos de saúde.


EMS comprou a Medley, da Sanofi, por cerca de US$ 600 milhões. Com a operação, a farmacêutica deixa para trás nomes como Hypera, Aché, Biolab e a indiana Sun Pharma, e pode atingir 31% do mercado brasileiro de genéricos.


MOTIVA aprovou terceira emissão de debêntures da controlada Rota Sorocabana, no valor de R$ 1,05 bilhão, para refinanciamento de dívidas e investimentos em infraestrutura.


CASAS BAHIA afirmou que eventuais atrasos de repasses a lojistas de marketplace foram pontuais, ligados a questões sistêmicas do Pix, e já foram sanados; companhia disse estar “absolutamente corrente” nos pagamentos.


AEROPORTOS. Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que há quatro interessados no leilão de concessão do Galeão, previsto para o próximo dia 30 na B3, com lance mínimo de R$ 932 milhões.

Vorcaro e o STF

 *Cresce a pressão para STF libertar Vorcaro* Os votos de Mendonça e Fux serão pela manutenção da prisão preventiva. Gilmar e Nunes Marques ...