segunda-feira, 30 de março de 2020

XP revisando estimativas

XP REVISA ESTIMATIVA DO IBOVESPA AO FINAL DE 2020 DE 132 MIL PARA 94 MIL PONTOS
Por Fabiana Holtz

 São Paulo, 30/03/2020 - A XP Investimentos revisou sua estimativa para o Ibovespa ao final de 2020 de 132 mil para 94 mil pontos, diante do forte impacto esperado no lucro das empresas.
 "Nessa projeção, o índice atingirá um múltiplo de Preço/Lucro de 10,7x o lucro projetado para 2021, ainda abaixo da média histórica de 12,5x e o pico de 14x", destaca.

 Mesmo diante das fortes altas nas bolsas na última semana, o estrategista chefe da XP, Fernando Ferreira, recomenda cautela ao estimar que os indicadores econômicos e das empresas devem continuar deteriorando nas próximas semanas e o tempo que levará para o retorno a normalidade ainda é incerto. Além disso, as boas notícias, pelo menos nas principais economias, já foram anunciadas.

 O ponto que mais preocupa, ressalta a XP, é o risco de pequenas empresas ficarem pelo caminho, e não conseguirem sobreviver a um cenário sem nenhuma ou com baixa receita por dois ou três meses. Tal cenário pode levar o País a um número recorde de falências e um aumento exponencial no desemprego.

 Embora acredite que o mundo voltará ao normal em 2021, Ferreira observa que essa crise é diferente de 2008 e a volatilidade deve seguir elevada nos próximos meses.

 O analista ressalta ainda que os pacotes de resgate anunciados até o momento são os maiores da história, e devem "ajudar a aliviar os impactos da crise e evitar uma depressão econômica". Outro ponto positivo, em especial para o mercado de commodities no Brasil, é que a China e a Ásia como um todo começam a dar sinais de voltar ao normal, destaca a XP.

Klabin e Magazine Luiza

 Ao mesmo tempo, a XP elevou as recomendações das ações de Klabin e Magazine Luiza de neutro para compra, após recente correção ao revisar seu cenário econômico e preços-alvo de empresas que estão no seu escopo de cobertura. O preço-alvo da fabricante de papel para embalagens foi ajustado de R$ 20,5 para R$ 18,5, enquanto o da varejista foi mantido em R$ 58.

 Segundo Ferreira, os principais beneficiados no curto prazo são os setores de varejo de alimentos e drogarias, empresas com caixa líquido e baixa alavancagem e empresas de commodities expostas à receitas em dólar e a China, visto que o país já começa a dar sinais de recuperação econômica.

 Todos os setores, afirma o analista, terão algum tipo de impacto, mesmo que indireto. "Esperamos um forte impacto nos números reportados do 1º e 2º trimestre para a maior parte dos setores, mas com preocupações maiores com o setor aéreo e de varejo", conclui.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Luiz A. Esteves

Luiz A. Esteves
KEYNES, IMORTALIDADE E OBITUÁRIOS
Recebi essa charge que - de forma irônica – acaba apresentando um fato estilizado bem conhecido e documentado da história econômica. A resiliência do pensamento de Keynes é realmente incrível. Keynes parece ser o único sobrevivente do longo prazo keynesiano.
Por falar em imortalidade, Keynes foi um grande escritor de biografias e obituários. Em “The Collected Writings of John Maynard Keynes” – uma coleção com 30 volumes editado por Elizabeth Johnson e Donald Moggridge (LINK 1 abaixo) - há 45 biografias escritas por ele, sendo 16 obituários publicados no Economic Journal (prestigioso periódico onde Keynes dividia a função de Editor com Francis Edgeworth). Contudo, o trabalho mais fantástico foi o obituário que ele escreveu para o Alfred Marshall, um Tour de Force de 66 páginas (LINK 2 abaixo).


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quinta-feira, 26 de março de 2020

Rumo à recessão

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Pelo relatório do BACEN nesta quinta-feira temos o crescimento do PIB em intensa revisão por causa do Coronavirus (Covid 19). Pelo lado da oferta, o maior tombo deve acontecer pelo lado da Indústria, revisando de 2,9% de crescimento para -0,5%. As indústrias extrativa mineral e da construção civil deve levar o maior tombo, de 7,5% para 2,4% e de 3,0% para -0,5%, respectivamente. Serviços deve escorregar de 1,7% para 0,90% e o setor agrícola mantendo-se em 2,9%. 

Já pelo lado da demanda, o maior tombo acontece pelo lado dos investimentos, passando de 4,1% a -1,1%. Consumo das famílias deve crescer 0,8% contra 2,3%; e Consumo do governo de 0,3% para 0,2%. 

Ao fim do ano, o governo acredita no crescimento de 0,012% contra projeção de 2,2%. 


Economia norte-americana em recessão

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"De acordo com o modelo macro da Crescat Capital, a recessão americana está apenas no começo, com bastante espaço para evoluir. Enquanto isso, o Fed e o Governo americano continuam "jogando dinheiro do Helicóptero". Conseguirão conter a recessão?"

quarta-feira, 25 de março de 2020

Nouriel Roubini

"O choque para a economia global do COVID-19 foi mais rápido e mais severo que a crise financeira global de 2008 (GFC) e até a Grande Depressão. Nos dois episódios anteriores, as bolsas de valores caíram em 50% ou mais, os mercados de crédito congelaram, as grandes falências se seguiram, as taxas de desemprego subiram acima de 10% e o PIB contraiu a uma taxa anualizada de 10% ou mais. Mas tudo isso levou cerca de três anos para acontecer. Na crise atual, resultados macroeconômicos e financeiros igualmente terríveis se materializaram em três semanas."

Dilema moral: focar na saúde, salvar vidas ou retomar a economia ??

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Este dilema moral é o que permeia os debates por agora. 

O discurso do presidente Jair Bolsonaro conclamou a população a retomar à vida normal, mantendo cuidado especial, apenas, para os idosos. Muitos contestam esta posição, mas como devemos agir, realmente? Sem emoção ou influência política? O Estado tem um papel essencial neste momento, visando direcionar as vidas das pessoas. Será eficiente para isso? Como estabelecer o bom senso, ter equilíbrio,e não se perder no emocionalismo político? 


O gráfico acima mostra o tempo que levou para uma recuperação da bolsa em várias crises.


Nenhuma crise é igual a outra e esta é ainda a mais peculiar de todas.

Bom senso e equilíbrio

O momento é muito complexo. Exige frieza e racionalidade.
Não há relativização, frouxidão, nem tão pouco estremismo. Não acho que radicalismo, para ambos os lados, seja a solução. O que já se sabe, pelos especialistas de saúde? o que é possível fazer? Devemos nos fechar em casa por meses? E o sistema econômico, suas várias capilaridades? Como fica?
Hoje, com a cabeça mais fria e não contaminado pela histeria reinante, dei uma refletida e coloquei na mesa. O que se pode fazer para não mergulhar o País numa profunda recessão e evitar mais mortes pelo Coronavirus?
É esta equação que precisa fechar.
Bom senso e equilíbrio são essenciais neste momento e esperamos que os atores envolvidos estejam atentas à isso.

Leitura de domingo 2

 *Leitura de Domingo: momento para discutir nova reforma da previdência é 2027, dizem especialistas* Por Anna Scabello, Gabriela Jucá e Fern...