Call Matinal
24/06/2026
Julio
Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
FECHAMENTO (2306)
MERCADOS
Na terça-feira (23), o Ibovespa subiu 0,52%, aos 171.258,87 pontos, com
giro fraco de novo, de apenas R$ 21,4 bilhões, que espelha o desinteresse dos
estrangeiros. No pregão da última sexta-feira, a B3 perdeu R$ 1,7 bi em capital
externo. A moeda americana fechou em alta de 0,89%, a R$ 5,1874, enquanto lá fora
o índice DXY avançou 0,4%, a 101,408 pontos. O euro caiu 0,42%, para US$
1,1384, enfraquecido pela queda do PMI composto alemão.
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MERCADOS 5h30 |
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Índices |
Comentários |
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EUA |
Dow Jones Futuro: -0,17% S&P 500 Futuro: +0,12% Nasdaq Futuro: +0,53% |
Os futuros de NY operam mistos pela correção do setor de tech. Setor segue sangrando: Micron -13%, Kospi -10%,
Nikkei -3,5% ontem. Futuros hoje tentam se recuperar. |
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Ásia-Pacífico |
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Shanghai SE (China), +0,11% Nikkei (Japão): -0,88% Hang Seng Index (Hong Kong): +0,33% Nifty 50 (Índia): +1,02% ASX 200 (Austrália): +0,24% |
Ações asiáticas fecharam mistas, refletindo
o mal humor nos EUA. Venda de ações das principais empresas de tech continua.
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Europa |
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STOXX 600: -0,04% DAX (Alemanha): -0,75% FTSE 100 (Reino Unido): 0,00% CAC 40 (França): +0,08% FTSE MIB (Itália): -0,35% |
Bolsas europeias mistas. |
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Commodities |
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Petróleo WTI, -1,72%, a US$ 71,95 o barril Petróleo Brent, -1,84%, a US$ 75,66 o barril Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,74%, a
744,00 iuanes (US$ 109,56) Bitcoin, +0,57%, a US$ 62.633,48 |
o petróleo é o destaque do dia. O Brent caiu
abaixo de US$ 76 pela primeira vez desde 27 de fevereiro, véspera dos ataques
de EUA e Israel ao Irã que deram início à guerra. Com o medo de
desabastecimento saindo do radar, o mercado respira. |
NO DIA, 2406
A ata da última reunião do Copom reforçou que o quadro inflacionário
piorou desde abril e sinalizou a possibilidade de interromper o ciclo de cortes
de juros. O BCB quis desfazer a confusão gerada pelo comunicado da semana passada, que deu a entender que havia
mais espaço
para cortes do que de fato existe. A Ata endurece o recado: o ciclo de
queda da Selic está próximo do fim e pode acabar antes do esperado.
No contecioso do Oriente Médio, apesar
das divergências públicas, as negociações entre EUA e o Irã avançam e a queda
do Brent reduz uma importante fonte de pressão para o BCB. Mas a guerra era
apenas um dos fatores de preocupação para a condução dos juros. A dispersão das
análises transfere para Galípolo as expectativas de um consenso sobre a
política monetária, já que boa parte das dúvidas permanece em aberto. Investidores globais estão mais cautelosos em relação às instituições
financeiras brasileiras. Entre os motivos apontados para o posicionamento mais
defensivo, citaram a perspectiva de que a Selic permaneça alta por mais tempo,
as eleições presidenciais em outubro e os sinais de piora na qualidade de
crédito.
Agenda 22 a 26 de junho
Quarta-feira (24):
EUA: dados de bens duráveis e vendas de casas
pendentes de maio
Brasil: reunião no Planejamento para calcular impacto
fiscal da ampliação do Simples e do MEI
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