quarta-feira, 4 de março de 2026

Vorcaro ameaçando

 Vorcaro hackeou sistemas da Polícia Federal, do Ministério Público e até do FBI

Por Malu Gaspar  — Brasília

04/03/2026 08h46 · Atualizado agora


Vorcaro: planejamento de ações violentas contra adversários


Além de planejar a executar ações de intimidação contra adversários, entre eles concorrentes, ex-empregados e jornalistas, Daniel Vorcaro conseguiu acesso indevido aos sistemas internos da Polícia Federal, do MP e do FBI.


De acordo com a decisão do ministro André Mendonça, tornada pública na manhã desta quarta-feira, um funcionário de Vorcaro chamado Luis Phillipi de Moraes Mourão e conhecido como Sicário obtinha acesso aos sistemas por meio de senhas de terceiros, que "realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados utilizadas por instituições de segurança p´blica e investigação policial"


As investigações constataram que Vorcaro pagava R$ 1 milhão por mês ao Sicário. Além dele, também trabalhava para Vorcaro o ex-policial Marilson Roseno da Silva. Junto com o ex-cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, os tres integravam um grupo de WhatsApp batizado de “A Turma”, em que planejavam de ações violentas a pagamentos de influenciadores e de diretores do Banco Central.


Todos tiveram as prisões preventivas decretadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça nesta quarta-feira.


Um dos alvos de Vorcaro foi o colunista do GLOBO Lauro Jardim, a quem o banqueiro planejou sequestrar e quebrar os dentes por conta da publicação de notas a respeito do Master. “Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”. Mourão pergunta: “Pode? Vou olhar isso”. E Vorcaro responde: sim.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Trump tenta frear petróleo*


… Às vésperas do payroll (sexta), saem hoje nos Estados Unidos o Livro Bege (16h) e o relatório da ADP sobre a criação de empregos no setor privado em fevereiro. No momento, os Fed boys e os investidores estão dedicados a avaliar o choque do petróleo sobre a inflação com a guerra no Irã, que entra em seu quarto dia. Comentários de Trump ontem, na reta final dos negócios, de que a Marinha poderá fornecer escolta para os navios que atravessarem o Estreito de Ormuz dissiparam parte do estresse dos mercados globais com a escalada do petróleo, que devolveu à metade o rali observado mais cedo, de 9% para 4%, com o Brent na faixa de US$ 81, depois de ter batido em US$ 85.


CAVALARIA AMERICANA – Os mercados globais já estavam fechando, quando Trump foi à rede social Truth Social anunciar a proteção militar aos navios-tanque e garantias para a segurança financeira do comércio marítimo.


… Ele determinou que o governo forneça a um preço “bastante razoável” seguro contra riscos políticos, depois que algumas seguradoras cancelaram a cobertura para embarcações e as taxas globais de frete de petróleo dispararam.


… A medida tem efeito imediato e vale especialmente para os negócios envolvendo energia. “Isso estará disponível para todas as companhias de navegação”, publicou Trump, confirmando informação antecipada pelo site Politico.


… “Independentemente do que aconteça, os EUA garantirão o livre fluxo de energia para o mundo. O poder econômico e militar dos Estados Unidos é o maior da terra. Mais ações virão”, completou o presidente americano.


… Segundo a Reuters, o Iraque, segundo maior produtor da Opep, começou a interromper a produção de petróleo nos maiores campos do país, reduzida agora a 1,5 milhão de bpd. Os cortes podem mais que dobrar em poucos dias.


… O Iraque está ficando sem espaço para armazenar os barris que não consegue exportar por conta do conflito.


… A Saudi Aramco, da Arábia Saudita, maior empresa de petróleo do mundo, informou que está tentando redirecionar parte das suas exportações para o Mar Vermelho, a fim de contornar o Estreito de Ormuz.


… O petróleo mais caro coloca as pressões inflacionárias no radar aqui e lá fora e testa o Fed e o Copom.


… Em ano eleitoral, a Petrobras será pressionada a segurar os repasses. Mas a conta está ficando pesada. O Itaú BBA estima que a diferença entre o preço da gasolina praticado contra o exterior já está em 18%. No diesel, chega a 23%.


… Faltando apenas duas semanas para a decisão do Copom, a disparada do petróleo pelo segundo dia seguido continuou a abalar as expectativas mais otimistas sobre a magnitude do primeiro corte da Selic neste ano.


… O aumento do risco geopolítico ainda não mudou a expectativa de que o Copom iniciará o afrouxamento neste mês, mas a curva de juros já mostra um quadro dividido nas apostas sobre a dosagem no início do ciclo de queda.


… A aposta majoritária agora na curva do DI é de que a flexibilização da política monetária comece em ritmo mais lento em março, de 25 pontos-base (54% de chance), contra 46% de probabilidade de um ajuste de meio ponto.


… A previsão para Selic no fim do ano, que até antes da guerra ameaçava cair abaixo de 12%, subiu para 12,5%.


… Questionado sobre o impacto no Copom do ataque coordenado dos EUA e Israel ao Irã, Haddad afirmou ser muito cedo para falar em reversão do ciclo de queda da Selic. Ele deu entrevista ao programa Alô Alô Brasil, do Datena.


… O ministro disse que deve se reunir com Lula esta semana para bater o martelo sobre a candidatura a governador.


LULINHA – Alcolumbre impôs uma derrota ao governo e manteve a quebra de sigilo do filho de Lula.


… O presidente do Senado entendeu que não houve desrespeito às regras durante a votação da semana passada na CPMI do INSS, mesmo que o presidente da Comissão, senador Carlos Viana, possa ter errado na contagem dos votos.


… Alcolumbre argumentou que, mesmo que Viana tenha se equivocado, os votos contrários não seriam suficientes.


… Segundo o Valor, o governo classificou a quebra dos sigilos de Lulinha como um “golpe”. Integrantes do Planalto consideravam a situação “controlada” e foram surpreendidos pela aprovação do requerimento.


… O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, disse que uma reunião entre Lula e Alcolumbre pode acontecer ainda esta semana para discutir a indicação de Messias aos STF e os vetos ao PL da dosimetria.


… Randolfe negou o sentimento nos bastidores de Brasília de que a decisão de Alcolumbre de manter a quebra de sigilo do filho de Lula seja um sinal de crise no relacionamento entre o Planalto e o presidente do Senado.


… Mas internamente o governo defende que Lula se reúna presencialmente com Alcolumbre o mais rápido possível para evitar um desgaste maior na relação e evitar custos políticos ainda mais elevados em ano eleitoral.


PACOTE DE BONDADES – De olho na reeleição de Lula, o Valor apurou que o governo propõe elevar as faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida. A ideia precisa de aprovação do comitê gestor do FGTS, que se reúne dia 24.


… O teto da chamada faixa 1 subiria de R$ 2.850 para R$ 3.200; o da faixa 2, de R$ 4.700 para R$ 5.000; e o da faixa 3, de R$ 8.600 para R$ 9.600. Para contemplar também a classe média, o da faixa 4 iria de R$ 12 mil para R$ 13 mil.


… Além das mudanças pretendidas nas faixas, o governo federal pretende elevar o valor do imóvel a ser adquirido nas faixas 3 (de R$ 350 mil para R$ 400 mil) e pela classe média (faixa 4), de R$ 500 mil para R$ 600 mil.


VOTAÇÕES EM BRASÍLIA – A Câmara deve votar hoje a PEC da Segurança Pública, em meio aos apelos de Motta para que o debate da proposta não seja partidarizado. “Não existe segurança de direita ou de esquerda”, disse ontem.


… Já o Senado marcou para esta quarta-feira a votação do acordo entre o Mercosul e União Europeia. Pela manhã, o texto será votado pela Comissão de Relações Exteriores. À tarde, está prevista a votação no plenário da Casa.


… Na semana passada, Alckmin afirmou prever para maio o início da vigência do acordo. A União Europeia já decidiu aplicar provisoriamente o acordo, que cria a maior zona de livre comércio entre dois blocos regionais do mundo.


… O fim da escala 6×1, umas das bandeiras de Lula para a reeleição, continua no centro do debate político. Mais de 50 entidades empresariais se reuniram com parlamentares ontem para que a proposta não seja tratada “às pressas”.


… Para bancadas do setor produtivo, há viés eleitoreiro no projeto e o tema exige debate em “profundidade”.


… “Não somos contra o fim da 6×1 e a redução da jornada. Queremos só um debate sem mote eleitoral”, disse o presidente da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo, deputado federal Joaquim Passarinho (PL).


… Em evento ontem à noite em SP, Lula defendeu a redução de jornada negociada com o Congresso, sem “enfiar goela abaixo”, enquanto Marinho disse que a economia está “madura” para uma redução de 44h para 40h semanais.


CASO MASTER – A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na noite de ontem, em primeiro turno, o projeto de lei que autoriza o governo do DF a adotar uma série de medidas para socorrer o Banco de Brasília (BRB).


… O texto é considerado essencial para que a instituição financeira possa ser capitalizada. Deputados de oposição ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), pretendem recorrer judicialmente contra a proposta aprovada.


… O PL autoriza o governo do DF a realizar operações de crédito de até R$ 6,60 bilhões com instituições financeiras e com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de alienar ou integrar nove imóveis públicos ao capital do BRB.


… As medidas tentam viabilizar uma capitalização de cerca de R$ 9 bilhões no banco, prevista para o dia 18.


… O BRB pediu ontem ao ministro André Mendonça (STF) a liberação imediata de recursos derivados de carteiras de crédito compradas do Master. O ministro deu 48h para que o liquidante do Master se manifeste sobre a solicitação.


… Os repasses estão paralisados desde a liquidação extrajudicial do banco, decretada pelo BC em novembro.


… Ainda nesta terça-feira, o BC autorizou que os bancos deduzam do compulsório a antecipação de contribuições ao FGC, que precisa honrar os depósitos de instituições relacionadas ao Master e colocadas em liquidação extrajudicial.


… Este valor soma R$ 56 bilhões, com o pagamento de garantias a investidores do Master, Will Bank e Banco Pleno.


… A tendência é de que a antecipação de cinco anos de pagamentos ocorra imediatamente e resulte em um aporte próximo de R$ 33 bilhões nas contas do fundo, disseram pessoas com conhecimento do assunto à Broadcast.


MAIS AGENDA – O relatório de emprego da ADP sai às 10h15 e deve apontar a criação de 50 mil vagas de emprego no setor privado norte-americano, mais do que o dobro dos 22 mil postos de trabalho abertos no mês de janeiro.


… Ainda nos Estados Unidos, saem as leituras de fevereiro do PMI/S&P Global composto (11h45) e do PMI de serviços medido pelo ISM (12h). Os estoques de petróleo do DoE (12h30) têm previsão de +1,6 milhão de barris.


… O PMI composto ainda é destaque hoje na Alemanha (5h55), Reino Unido (6h30) e zona do euro (6h), onde sai também a inflação ao produtor (PPI) de janeiro (7h). Na China, começa o 14º Congresso Nacional Popular.


CHINA HOJE – Comprometido pelo feriado do Ano Novo Lunar, o PMI industrial oficial piorou em fevereiro: 49,0, de 49,3 em janeiro, e frustrou a previsão de 49,5. Foi o segundo mês de contração da atividade (abaixo de 50).


… O PMI de serviços subiu de 49,4 para 49,5 e o PMI composto recuou de 49,8 para 49,5.


… Estes mesmos indicadores, só que medidos pelo setor privado, foram divulgados na noite de ontem, mas não confirmaram o cenário de retração. O PMI industrial chinês subiu de 50,3 em janeiro para 52,1 em fevereiro.


… O PMI de serviços melhorou de 52,3 para 56,7 no mesmo período e o PMI composto avançou de 51,6 para 55,4.


JAPÃO HOJE – O PMI composto subiu de 53,1 pontos em janeiro para 53,9 pontos em fevereiro, segundo pesquisa final da S&P Global. O indicador permaneceu acima do patamar neutro de 50, indicando expansão da atividade.


… O PMI de serviços subiu de 53,7 para 53,8 no mesmo período, também em território que indica maior fôlego da atividade no setor. A alta no PMI de serviços veio em linha com as previsões de analistas consultados pela FactSet.


AQUI – A agenda esvaziada prevê apenas os dados semanais do fluxo cambial, que o BC divulga às 14h30.


BALANÇOS – Rumo, CBA, Dexco, Ultrapar e PagBank divulgam os resultados trimestrais após o fechamento.


… Em Nova York, a Broadcom solta seus números à noite, com previsão de lucro de US$ 1,41 por ação.


ESCOLTA ARMADA – O bloqueio do Estreito de Ormuz levou o Brent a testar os US$ 85 (+9,5%) no pior momento da sessão, mas o petróleo perdeu força com a sinalização dos EUA de oferecerem proteção aos navios.


… O contrato do Brent para maio fechou em alta de 4,70% na ICE, a US$ 81,40. O WTI para abril terminou valendo US$ 74,56 o barril, com avanço de 4,67% na Nymex.


… Mais cedo, o general da Guarda Revolucionária Islâmica, Ebrahim Jabbari, prometeu atacar todos os centros econômicos do Oriente Médio se as agressões dos EUA e de Israel contra o Irã persistirem.


… Ele previu o petróleo a US$ 200. O barril já subiu quase US$ 10 desde o fim da semana passada.


SAÍDA DE EMERGÊNCIA –Depois de algumas semanas subindo quase sem parar, até o Ibovespa levou um tombo ontem, com a virada repentina de mão do gringo, em meio à mudança do cenário de risco global.


… O índice fechou em baixa de 3,28%, aos 183.104,87 pontos. Foi o pior pregão desde o “Flávio Day”, em 5 de dezembro, quando caiu 4,31% com o mercado pego de surpresa pela candidatura do filho de Bolsonaro.


… O giro financeiro somou R$ 46,8 bilhões, cifra bem acima da média dos últimos dias (R$ 34 bilhões), o que sugere que os estrangeiros aproveitaram para embolsar ganhos recentes. Afinal, o Ibovespa ainda sobe mais de 13% no ano.


… Os dados da B3 mostram que a bolsa brasileira recebeu R$ 15,4 bilhões em investimento estrangeiro no mês passado. Foi o melhor fevereiro desde 2022, quando R$ 30,129 bilhões entraram no mercado de ações.


… Esse fluxo gringo se soma aos R$ 26,3 bilhões de janeiro, elevando o saldo positivo no ano para R$ 41,7 bilhões, também o maior desde 2022. Mas os fatos recentes no Oriente Médio podem esfriar essa euforia daqui para frente.


… Na última sexta-feira, o estrangeiro retirou R$ 696,5 mi da B3, revertendo as quatro sessões anteriores de aporte.


… O sentimento negativo que tomou conta dos mercados globais ontem derrubou as blue chips em bloco. Nem Petrobras escapou, apesar da disparada do petróleo. A ON caiu 0,74%, a R$ 44,38; e PN perdeu 0,44%, a R$ 40,95.


… Vale (-4,17%, a R$ 84,48) ignorou a alta do minério (+0,67%). Entre os bancos, BTG (-5,86%, a R$ 57,51) puxou as perdas, seguido de Bradesco PN (-4,76%, a R$ 20,20), BB (-4,17%, a R$ 25,77) e Itaú (-3,35%, a R$ 44,38).


… A maior queda do Ibovespa foi de GPA (-17,78%; R$ 2,59), após o rebaixamento do rating pela Fitch, de “A” para “CCC”. A varejista entrou com pedido para bloquear as ações em poder do Casino em um processo de arbitragem.


… Raízen (+6,15%; R$ 0,69) foi embalada pela promessa da Shell de injetar R$ 3,5 bilhões na empresa. O presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, espera que a Cosan demonstre o mesmo comprometimento.


… Mas a Cosan não deve chegar nem perto do aporte prometido pela Shell, segundo o Broadcast. A companhia de Rubens Ometto usaria recursos do BTG para colocar R$ 1 bilhão, além de R$ 500 milhões do empresário.


… Cosan e a Shell têm divergências quanto à reorganização da Raízen. A Cosan defende uma reestruturação do passivo fiscal e a cisão dos negócios de etanol e distribuição.


… Já a Shell, quer uma reestruturação mais simples, na qual não há discussão sobre o negócio de distribuição, o que ficaria eventualmente para o futuro.


… Fontes ouvidas pelo Valor consideram que a proposta da Shell é mais simples, mas não é sustentável para a Raízen, que vai seguir alavancada.


MUITA CALMA NESSA HORA – Por aqui, o dólar chegou a cravar máxima de R$ 5,3441 no pior momento do dia, em alta de 3,45%, em meio ao pânico com o cenário externo e a saída estreita para os estrangeiros da bolsa.


… Mas a divisa fechou longe disso, em alta de 1,92%, a R$ 5,2652. Foi o maior nível de fechamento desde 26 de janeiro (R$ 5,2797). Apesar do solavanco, a moeda americana ainda acumula baixa de 11% neste ano.


… Os juros futuros também refletiram a turbulência global. O contrato para Jan/27 subiu a 13,445% (de 12,296% no ajuste anterior); Jan/29, a 12,970% (contra 12,728%); Jan/31, a 13,360% (13,117%); e Jan/33 a 13,560% (13,332%).


… Com o foco todo lá fora, o mercado nem deu bola para alta de apenas 0,1% do PIB no 4TRI, em linha com o esperado, confirmando a tendência de esfriamento da economia por conta dos juros elevados.


… A criação de empregos no Caged de janeiro (112.334) acima das projeções (92 mil) também não assustou ninguém. O problema do mercado de juros passou a ser um só: quanto da alta do petróleo será repassada à inflação.


DE OLHO NA INFLAÇÃO –Wall Street sentiu a pressão da guerra, com investidores fazendo as contas de quanto a alta do petróleo pode pesar na inflação americana e melar os planos de novos cortes de juros pelo Fed.


… Se o conflito se estender e o barril não ceder, as pressões inflacionárias podem se alastrar pela economia americana e o Fed pode se ver obrigado a segurar os juros americanos no atual patamar por mais tempo.


… O levantamento do CME Group mostra que julho ainda segue como aposta majoritária para a retomada dos cortes, mas a chance de manutenção dos juros no mês subiu de 36,8% na segunda-feira para 39,5% ontem.


… John Williams (Fed/NY) alertou que o conflito no Oriente Médio pode elevar a inflação no curto prazo. Jeffrey Schmid (Fed/Kansas City) afirmou que a inflação “muito” alta e não dá espaço ao BC americano ser “complacente”.


… Neel Kashkari (Fed/Minneapolis) declarou que é prematuro determinar como a guerra com o Irã afetará a inflação doméstica, mas ressaltou que o desenrolar do conflito pode influenciar a decisão sobre a taxa de juros do país.


… O yield da Note de 2 anos subiu a 3,512%, de 3,481% na sessão anterior; e o de 10 anos foi a 4,065%, de 4,040%.


… A busca por proteção também ajudou o dólar a ganhar força globalmente, com o índice DXY subindo 0,63%, para 98,997 pontos. O euro caiu 0,64%, para US$ 1,1612, e a libra perdeu 0,34%, a US$ 1,3359.


… As bolsas em NY encerraram com perdas moderadas, após uma sessão de forte volatilidade, em que os índices chegaram a cair quase 3% no pior momento do dia. O “seguro-petróleo” de Trump ajudou a aliviar a tensão.


… Após a promessa de colocar a Marinha para escoltar petroleiros, os índices de ações amenizaram as perdas: Dow Jones caiu 0,83%, a 48.501,27 pontos; o S&P 500 recuou 0,94% (6.816,63); e o Nasdaq perdeu 1,02% (22.516,69).


CIAS ABERTAS NOI AFTER – GPA contratou Munhoz Advogados para negociar dívida e avaliar eventual recuperação extrajudicial, segundo a Bloomberg…


… O Valor apurou que o grupo enviou carta a fornecedores para acalmar temor de desabastecimento. Objetivo foi assegurar que a renegociação das dívidas, em meio à crise, é apenas com os credores financeiros…


… GPA informou que Bonsucex Holding e Silvio Tini elevaram participação conjunta para 16,07% das ações ON.


VALE. MPF no Pará entrou com ação contra a companhia e o Ibama para interromper trecho da Estrada de Ferro Carajás que cruza a terra indígena Mãe Maria, por não ter licença de operação, segundo o Valor.


GERDAU informou que a BlackRock elevou participação para 10,062% das ações preferenciais da companhia.


PRIO produziu 148.518 boe/d em fevereiro, queda de 4,52% ante janeiro, impactada por eventos pontuais em campos como Peregrino, Albacora Leste e Tubarão Martelo.


PINE levantou R$ 246,4 milhões em oferta subsequente de ações (follow on), com papéis a R$ 11,25 e sem venda do lote extra. Operação foi totalmente primária e elevou o free float de 32% para 36%.


RD SAÚDE registrou lucro líquido de R$ 304,4 milhões no 4TRI25, queda de 13,4% em base anual. Receita líquida somou R$ 12,1 bilhões (+19,9%) e Ebitda ajustado atingiu R$ 936 milhões (+38,2%).


ODONTOPREV informou que a Capital World Investors passou a deter 5,004% das ações ordinárias.


LWSA registrou lucro líquido de R$ 31,8 milhões no 4TRI25, revertendo prejuízo de R$ 17,5 milhões um ano antes. Receita líquida foi de R$ 381,5 milhões (+11,1%) e Ebitda ajustado alcançou R$ 96,6 milhões.


AUREN reverteu prejuízo e registrou lucro líquido de R$ 354,7 milhões no 4TRI25; Ebitda ajustado foi de R$ 1 bilhão (+13,5%) e receita líquida somou R$ 3,8 bilhões (+5,6%).


LIGHT teve componente financeiro negativo de R$ 128,82 milhões reconhecido pela Aneel em processo de reajuste tarifário.


MAIS ELÉTRICAS. A Fitch afirmou a classificação de nove grupos do setor: Axia Energia (BB-, perspectiva positiva), CPFL Energia (BBB, perspectiva estável), Energisa (BB+, perspectiva estável), Cemig (BB, perspectiva estável)…


… Transmissora Aliança (BB+, perspectiva estável), Alupar (BB+, perspectiva estável), Light (D); Auren (BB+, perspectiva estável); e Engie Brasil (BB+, perspectiva estável).


AEGEA aprovou a 26ª emissão de debêntures, no valor de até R$ 882,5 milhões.


VULCABRAS teve lucro de R$ 158,8 milhões no quarto trimestre, queda de 6,1%.

Anderson Nunes

 *CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO E REFORMA TRABALHISTA - MC 04/03/26*

*Por Anderson Nunes - Analista Político.*


A ameaça de Donald Trump sobre o Estreito de Ormuz eleva o risco geopolítico global enquanto o governo brasileiro calibra o discurso sobre a jornada de trabalho.


*TENSÃO NO ESTREITO DE ORMUZ E O IMPACTO NO PETRÓLEO*


O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que os Estados Unidos podem escoltar navios para garantir a livre circulação no Estreito de Ormuz. Essa movimentação sinaliza uma postura militar mais agressiva para proteger o fluxo de energia global e pressionar adversários na região.


*PRODUÇÃO DE PETRÓLEO EM RISCO*


O Iraque iniciou a interrupção da produção em seus maiores campos de petróleo devido à falta de espaço para armazenamento, reduzindo a oferta para 1,5 milhão de barris por dia e a Saudi Aramco tenta redirecionar exportações pelo Mar Vermelho para evitar o bloqueio no Estreito de Ormuz.


*DILEMA MONETÁRIO NACIONAL*


A disparada do petróleo eleva a defasagem dos preços da Petrobras para até 26% no diesel (dados da ABICOM), pressionando o Copom a ser mais cauteloso com os juros. O mercado já desloca as apostas para um corte mais tímido da Selic, de apenas 25 pontos-base, na próxima reunião.


*LULA BUSCA FLEXIBILIDADE NA JORNADA DE TRABALHO*


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende regras de jornada diferenciadas para setores específicos da economia em vez de uma mudança linear. O Planalto tenta equilibrar o clamor popular pelo fim da escala 6x1 com a viabilidade operacional de segmentos que operam sem interrupções.


*TEBET REPELE ALARMISMO SOBRE ESCALA 6X1*


A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que o Brasil não sofrerá um colapso econômico com a eventual revisão da jornada de trabalho. A fala busca acalmar empresários e reforça que o debate será técnico e gradual para evitar prejuízos à produtividade nacional.


*OFENSIVA JUDICIÁRIA CONTRA BENEFÍCIOS EXTRAS*


O ministro Edson Fachin lidera uma reunião com presidentes de tribunais para discutir o controle de pagamentos extras no Judiciário. A cúpula dos Três Poderes tenta estabelecer limites para os penduricalhos e evitar que novos benefícios furem o teto de gastos público.


*EMBATE POLÍTICO NO CONGRESSO NACIONAL*


Deputados do PT protocolaram um pedido para quebrar o sigilo bancário e fiscal do deputado Nikolas Ferreira. A iniciativa acirra a polarização no Legislativo e indica que a disputa política seguirá judicializada nos próximos meses.


*GOVERNO SOFRE DERROTA NO SENADO*


O governo sofreu uma derrota no Senado com a manutenção da quebra de sigilo bancário de Lulinha, decisão ratificada pelo presidente da casa, Davi Alcolumbre. O Planalto tenta agora uma reunião de emergência com o presidente do Senado para evitar que o desgaste contamine a agenda legislativa e a indicação de Messias ao STF.


*ESTÍMULO AO SETOR IMOBILIÁRIO*


O governo planeja elevar as faixas de renda e os valores dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida para contemplar até a classe média. A proposta, que depende do FGTS, visa impulsionar a popularidade de Lula em ano eleitoral com imóveis de até R$ 600 mil.


*RADAR CORPORATIVO*


GPA: Contratou assessoria jurídica para negociar dívidas e avalia recuperação extrajudicial após rebaixamento de nota de crédito.

VALE: Enfrenta ação do Ministério Público Federal para paralisar trecho da Estrada de Ferro Carajás por falta de licença ambiental em terra indígena.

RAÍZEN: Ações subiram 6% após a Shell prometer aporte de R$ 3,5 bilhões, evidenciando divergências estratégicas com a sócia Cosan.

BRB: O Banco de Brasília recorreu ao STF para liberar recursos de carteiras compradas do Banco Master, que está sob liquidação extrajudicial.

RD SAÚDE: Apresentou lucro líquido de R$ 304,4 milhões no quarto trimestre, registrando queda anual de 13,4%.

PRIO: Reportou queda de 4,52% na produção de fevereiro devido a interrupções operacionais em diversos campos.

PINE: Arrecadou R$ 246,4 milhões em oferta de ações, ampliando a circulação de seus papéis no mercado.

LWSA: Reverteu prejuízo e lucrou R$ 31,8 milhões no último trimestre de 2025, com avanço na receita líquida.

AUREN: Registrou lucro de R$ 354,7 milhões no encerramento do ano, impulsionada por um Ebitda de R$ 1 bilhão.


O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: 'Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance'.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,9% US tech -1,1% US semis -4,6% UEM -3,6% España -4,6% VIX 23,3% Bund 2,75% T-Note 4,06% Spread 2A-10A USA=+55,4pb B10A: ESP 3,19% PT 3,16% FRA 3,38% ITA 3,48% Euribor 12m 2,23% (fut. 2,34%) USD 1,161 JPY 183,2 Ouro 5.134$ Brent 81,4$ WTI 75,5$ Bitcoin -0,7% (68.319$) Ether -2,2% (1.983$).


SESSÃO: A geoestratégia continua a ser o foco de atenção do mercado. O Irão fechou o Estreito de Ormuz – por onde circula ca. 20% do petróleo a nível mundial – e agora a chave está na duração do conflito. Neste contexto, o mercado desconta que irá durar semanas, não meses, em linha com o que mostram os contratos de futuros do Brent. Como referência, em março, situam-se em 84 $, mas em janeiro de 2027 em 69 $. Veremos… Enquanto isso, bolsas (Europa -3,6%; Nova Iorque -0,9%) e obrigações penalizadas e dólar favorecido (que agora sim, atua como ativo-refúgio e já se situa em 1,16 $/€ vs 1,18 $/€ antes do conflito).


Na Europa, as bolsas e obrigações estão mais penalizadas como consequência da sua maior dependência energética. Os receios de maior inflação no futuro impactam negativamente nas yields das obrigações, que por sua vez penalizam as avaliações das bolsas. Contudo, pensar em subidas de taxas de juros do BCE por este choque de oferta não parece o mais realista. Além disso, ontem, na Europa, a inflação de fevereiro também não ajudou. Aumentou até +1,9% (vs. +1,7% esperado e anterior). 


Ontem, Nova Iorque recebeu, como é lógico, com quedas o início do conflito, já que na segunda-feira acabou por subir de forma testemunhal (+0,04%). Enquanto isso, as expetativas de descidas de taxas de juros arrefecem e o mercado estima uma probabilidade de 24% (vs. 39% antes do conflito) de um corte na próxima reunião de junho. O nosso cenário central não muda e mantemos a nossa estimativa de 2 cortes de taxas de juros em 2026 até 3,00%/3,25%. 


HOJE o mercado continuará frio, mas sem os retrocessos de ontem. O foco continua no conflito no Médio Oriente. Nas últimas horas, os EUA e a França anunciaram que irão oferecer apoio militar ao transporte marítimo que circule pelo Estreito de Ormuz. Apesar de se desconhecer a viabilidade/capacidade de realizar isto, poderá dar um pouco de estabilidade ao mercado hoje.


Também teremos outras referências que ficarão em segundo plano. Serão interessantes o Livro Bege e o ISM de Serviços, em especial ver se a componente de Preços Pagos aumenta como já aconteceu no último registo do ISM Industrial. e no fecho do mercado de Nova Iorque, publicação de Broadcom, é a empresa mais importante de semis após Nvidia. Espera-se um EPS de +24%. Resultados sólidos que poderão dar um pouco de apoio à tecnologia, mas isso terá impacto na sessão de quinta-feira.


CONCLUSÃO: Continuamos a encaixar o golpe de incerteza, mas a oportunidade chegará quando houver mais clarificação. O mercado continuará a mover-se a “golpe de titular”, mas hoje poderemos ter uma sessão um pouco mais tranquila, inclusive de recuperação na Europa.


FIM

terça-feira, 3 de março de 2026

Fernando Costa

 Bela reflexão de meu Faceamigo Fernando Costa sobre o apoio da esquerda ao regime medieval assassino do Irã.


"Escrevi este texto em resposta a uma entrevista concedida pelo diplomata José Bustani, na qual ele sustentou que a Guerra do Iraque e o atual conflito envolvendo o Irã seriam motivados essencialmente por imperialismo americano, chegando ao ponto de formular a pergunta — a meu ver absurda — sobre por que o Irã não poderia possuir armas nucleares enquanto outros países podem. A questão, colocada nesses termos, ignora contexto histórico, natureza de regimes políticos e responsabilidade institucional:


Sobre os ataques dos EUA ao Irã, a esquerda brasileira, a diplomacia petista e certos setores da diplomacia brasileira insistem em um antiamericanismo automático e intelectualmente limitado, afirmando que os EUA agem exclusivamente por imperialismo. Embora eu compartilhe críticas à política externa americana — fui, inclusive, contrário à Guerra do Iraque — reduzir ações geopolíticas complexas a uma narrativa simplista de “dominação” não é análise, mas ideologia. Trata-se de uma leitura reducionista que ignora fatores históricos, estratégicos e tecnológicos que moldaram a atuação internacional americana ao longo do século XX.


Após a Primeira Guerra Mundial, os EUA optaram pelo isolacionismo. O resultado histórico desse afastamento contribuiu para um ambiente internacional instável que culminou na Segunda Guerra. O aprendizado estratégico foi decisivo: oceanos e barreiras geográficas já não isolam uma nação, sobretudo na era da aviação, dos mísseis balísticos e, posteriormente, das armas nucleares. A liderança global americana no pós-1945 não decorreu de um projeto imperial clássico, mas da compreensão de que a estabilidade internacional passou a ser condição direta de sua própria segurança.


Em contraste com a maioria dos impérios da história, que buscaram expandir territórios e subjugar povos, os EUA receberam o domínio global como consequência da derrota de potências expansionistas — o nazismo na Europa e o Japão imperial na Ásia. Antes do fim da guerra, tanto o regime nazista quanto o império japonês praticaram políticas de ocupação e violência extremas: na Ásia, o exército japonês matou civis, estuprou mulheres e cometeu atrocidades sistemáticas contra populações civis, enquanto na Europa o nazismo perpetrava massacres e perseguições em larga escala. Os Estados Unidos, ao contrário, não buscaram anexar territórios ou subjugar povos, mas atuaram para derrotar regimes que praticavam essas violências. Se os Aliados não tivessem vencido a Segunda Guerra, o mundo provavelmente teria seguido a trajetória histórica de expansão violenta típica da maioria dos impérios. A experiência histórica mostra, portanto, que a tese imperialista do Sr. José Bustani carece de fundamento: os EUA não criaram um império no sentido clássico, mas assumiram responsabilidades estratégicas por aprendizado histórico e necessidade de segurança global.


Isso não significa negar erros históricos graves. O golpe de 1953 no Irã, que depôs Mohammad Mossadegh, e o subsequente apoio americano ao regime do xá foram decisões controversas e moralmente problemáticas. Contudo, a própria história do Oriente Médio demonstra que, na região, frequentemente não há escolhas ideais, mas opções menos danosas dentro de cenários altamente instáveis. O exemplo do Iraque é ilustrativo: sob Saddam Hussein havia uma estabilidade autoritária; após sua queda, o país mergulhou em uma guerra civil brutal entre sunitas e xiitas. A constatação desconfortável é que, em determinadas circunstâncias históricas, não existem escolhas boas, apenas alternativas que buscam minimizar danos dentro de contextos trágicos.


A reconstrução da Alemanha e do Japão após 1945 — sem anexações territoriais — reforça que a política externa americana não se resume a conquistas territoriais. Os EUA financiaram a recuperação de antigos inimigos e ajudaram a estruturar instituições multilaterais que, muitas vezes, os criticam. Isso não os absolve de erros, mas invalida a caricatura de potência movida exclusivamente por espoliação.


Outro ponto frequentemente distorcido é a ideia de que guerras modernas se explicam principalmente pela busca por recursos naturais. O século XX demonstrou que a prosperidade de uma nação depende mais de educação, tecnologia e instituições sólidas do que de matérias-primas. Países ricos como Suécia, Noruega e Dinamarca — além de Suíça, Áustria e Alemanha — prosperaram sobretudo por capital humano e institucional, não por expansão colonial. Da mesma forma, Hong Kong, Singapura e Austrália — esta última tendo sido colônia penal do Império Britânico — tornaram-se altamente desenvolvidos apesar de sua origem colonial. Em contraste, países com vastos recursos naturais, como Brasil e Venezuela, continuam enfrentando dificuldades estruturais persistentes. O Japão, com escassez de recursos naturais, tornou-se potência global graças à inovação tecnológica e à produtividade. Ainda assim, parte da esquerda brasileira sustentou que a Guerra do Iraque ocorreu essencialmente para que empresas americanas explorassem petróleo — explicação simplista que reduz um conflito multifacetado a determinismo econômico e ignora fatores estratégicos, de segurança e de equilíbrio regional.


Continuando:

No caso do Irã, a discussão exige rigor adicional. O regime iraniano financia e apoia, há décadas, grupos como Hamas e Hezbollah, responsáveis por ataques deliberados contra civis. Dentro dessa lógica político-ideológica, o uso do terrorismo e do assassinato de civis é legitimado como instrumento de avanço estratégico. Esse elemento não pode ser relativizado. Um regime que admite tais práticas como ferramenta política representa risco qualitativamente distinto ao pleitear armamento nuclear. A pergunta sobre por que o Irã não poderia ter armas nucleares enquanto outros países têm ignora justamente essa diferença fundamental de natureza institucional e doutrinária.


A experiência recente ilustra o contraste entre diplomacia responsável e delírio moral. A ex-presidente Dilma Rousseffsugeriu que os EUA deveriam negociar com o Estado Islâmico (ISIS), organização que, entre outras atrocidades, jogava opositores na fogueira e promovia execuções públicas de minorias religiosas. Propor negociação com um movimento que pratica barbarismo explícito não é sofisticação diplomática, mas incompreensão da natureza do interlocutor. A metáfora do “tigre”, utilizada por Winston Churchill em referência ao nazismo, expressa exatamente esse ponto: negociar com o tigre significa supor que é possível racionalizar com um predador. Há forças históricas com as quais o diálogo não produz moderação, porque não compartilham os mesmos parâmetros racionais ou morais. Negociar com o barbarismo, nessas condições, tende apenas a fortalecê-lo.


No campo acadêmico, parte da base intelectual desse relativismo foi influenciada por correntes associadas à tradição antropológica da Columbia University, com autores como Franz Boas, Ruth Benedict e Margaret Mead. Embora tenham contribuído para combater teorias raciais pseudocientíficas, a leitura vulgarizada de suas ideias fomentou um multilateralismo acrítico, segundo o qual todas as culturas seriam equivalentes em mérito histórico e institucional. A própria história demonstra que civilizações alternaram posições de liderança científica e institucional. O mundo islâmico medieval destacou-se por avanços matemáticos, médicos e filosóficos, enquanto partes da Europa enfrentavam obscurantismo religioso e perseguições como as da Inquisição. Posteriormente, a Reforma Protestante, o Iluminismo e a Revolução Científica transformaram profundamente as instituições europeias, alterando o eixo do dinamismo tecnológico e político, enquanto países do Oriente Médio ficaram relativamente para trás nesse processo institucional. Ignorar essas variações históricas e sustentar uma equivalência moral permanente entre culturas é desconsiderar evidências concretas.


Essa postura gera uma contradição evidente: proclama-se a defesa de minorias e direitos humanos universais, mas relativizam-se práticas que os violam frontalmente, como a mutilação genital feminina, a repressão sistemática das mulheres, a imposição de códigos legais discriminatórios e a legitimação do assassinato de civis como meio de ação política. Defender grupos oprimidos enquanto se toleram tais abusos em nome do relativismo cultural não é coerência moral, mas inconsistência intelectual.


Em síntese, a falta de consistência analítica em setores da esquerda e da diplomacia brasileira produz uma falsa equivalência moral. Ao tratar democracias liberais e regimes que legitimam terrorismo e reprimem direitos fundamentais como se ocupassem o mesmo patamar ético, constrói-se uma simetria artificial. Os exemplos reiterados de abusos de direitos humanos e da utilização deliberada do terrorismo por parte do regime iraniano demonstram que essa equivalência é insustentável. O antiamericanismo reflexo, longe de qualificar o debate, empobrece a compreensão das diferenças reais entre sistemas políticos, culturas estratégicas e responsabilidades históricas."

Pontos de preocupação do PIB

Os pontos de preocupação do PIB do quarto trimestre

Queda forte dos investimentos no último período fechou um ano de mal desempenho de um indicador importante para a capacidade futura de crescimento do país

Por  Fabio Graner — Brasília

03/03/2026 10h36  Atualizado agora

Apesar da alta de 2,3% no ano, a fotografia do PIB no último trimestre do ano passado tem alguns pontos de preocupação que não podem ser desprezados. A queda do investimento, tecnicamente chamada de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), é um dos pontos principais de atenção. O indicador caiu 3,5% na comparação com o terceiro trimestre, no qual já tinha tido uma virtual estagnação, e recuou 3,1% quando olhado em relação ao mesmo período do ano anterior, o que reforça o sinal negativo.

Ao longo de 2025, os investimentos mostraram muita volatilidade, mas uma tendência de deterioração. Depois de começarem o ano acelerado, desde o segundo trimestre os números foram muito ruins. Como o resultado, em relação ao tamanho da economia, a FBCF caiu para 16% do PIB no quarto trimestre de 2025 e na média do ano ficou em 16,8%, ligeiramente abaixo dos 16,9% de 2024.

Fundamental para elevar a capacidade de crescimento do país a longo prazo, esse indicador é um dos que mais rapidamente responde à alta da taxa de juros. Não só a taxa de curto prazo definida pelo BC se manteve em 15%, mas também a chamada “parte longa da curva de juros”, que nada mais é do que as taxas dos títulos públicos com prazo que variam de 5 a 40 anos, tem se mantido muito elevada.

Uma amostra disso é que a parte fixa da TLP, a taxa de referência do BNDES que considera os títulos atrelados à inflação de 5 anos, se mantém acima de 7% real há mais de um ano (encostando em 8% em parte do período), um nível proibitivo para um grande número de empresas, especialmente do setor industrial.

Não à toa, a indústria teve um ano sofrível, com queda de 0,2%, e um último trimestre ainda pior, recuando 0,6% em comparação com o já estagnado terceiro trimestre.

O efeito da política monetária restritiva também fica mais destacado no desempenho do consumo das famílias, que ficou parado no quarto trimestre, depois de ter tido discreta queda no anterior. Isso pode ajudar a entender o desempenho fraco da popularidade do governo Lula nos últimos meses.

É preciso ficar claro que era esse o objetivo mesmo da alta dos juros, colocar um freio na animação dos agentes econômicos, tanto empresários como consumidores.

O que os números divulgados nessa manhã pelo IBGE revelam também é que o resultado só não foi pior porque o consumo do governo acelerou no segundo semestre, com altas superiores a 1%, após um controle maior na primeira metade do ano.

Se está claro que a política de contenção do BC para derrubar a inflação deu certo, um problema para a atuação da autoridade monetária persiste: a dinâmica do setor de serviços. Fonte de maior preocupação para o esforço de levar o IPCA à meta, o segmento não só seguiu crescendo ao longo de todo ano como acelerou nos últimos três meses de 2025, com elevação de 0,8% sobre o trimestre imediatamente anterior.

Se no agregado os dados do PIB corroboram a necessidade e até urgência de se iniciar o ciclo de corte dos juros, a combinação de consumo do governo e PIB de serviços em alta, ainda mais em um contexto de crescente incerteza internacional por conta do conflito no Oriente Médio, vai exigir muita sabedoria de Gabriel Galípolo e companhia.

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Terça Feira,03 de Março de 2.026.


*PIB e Caged dividem a cena com Irã*


Susto com a inflação do IPCA-15 e escalada do petróleo também movimentam apostas para Selic


… Os Estados Unidos e o Irã continuam medindo forças, envolvidos em uma guerra de narrativas sobre o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da oferta global de petróleo. Na noite de ontem, a Defesa Americana informou que a rota de navegação permanece aberta, apesar do anúncio da Guarda Revolucionária iraniana de que havia fechado a via e da ameaça de incendiar qualquer navio que tentasse passar. Após o choque inicial ao conflito deflagrado, os mercados globais testaram ontem alguma acomodação, que dependerá da intensidade e duração do ataque. Trump projeta de 4 a 5 semanas. Além de monitorar os desdobramentos da ofensiva militar, o investidor doméstico tem agenda importante para operar hoje, com o PIB do quarto trimestre e os dados de janeiro do Caged.


O CALL DA SELIC – Os dois indicadores pegam o mercado envolvido no debate sobre o ciclo de flexibilização monetária do Copom. O susto com a inflação do IPCA-15 e agora a escalada do petróleo movimentam as apostas.


… As chances de Selic terminal de 12% vão se esvaziando, diante das chances de o BC eventualmente assumir uma postura mais conservadora. A aposta principal para a reunião deste mês continua sendo de corte de meio ponto.


… Mas abril entra no jogo e o desfecho do encontro do mês que vem vai depender da evolução do cenário, com probabilidade cada vez mais reduzida de o comitê de Galípolo acelerar o ritmo de queda do juro para 0,75 ponto.


… O principal driver que limitaria os cortes da taxa Selic seria um choque persistente do petróleo, em meio aos prognósticos de que o barril pode avançar para entre US$ 90 e US$ 100, em caso de perdas expressivas de oferta.


… Fonte do governo de Washington disse que, até aqui, não se discute venda de petróleo da reserva estratégica.


… Diante da escalada das tensões geopolíticas e de uma eventual manutenção do preço do petróleo em nível mais elevado, um aumento de 10% na gasolina adicionaria cerca de 20 a 25 pontos-base no IPCA, calcula o ASA.


… A Tendências estima alta de até 0,3 pp do IPCA em 2026 se petróleo ficar em torno de US$ 80 até o fim do ano.


… De um lado, há desconforto com a inflação; de outro, a atividade reforça os sinais de desaceleração gradual.


… Hoje (9h), o PIB do IBGE deve confirmar o fôlego bem menos aquecido da economia, com resultado próximo de zero. A mediana no Broadcast indica crescimento de 0,1% na margem, repetindo a variação do terceiro trimestre.


… As estimativas variam de queda de 0,2% a expansão de 0,4%. Para o PIB acumulado no ano, o mercado aponta desaceleração para 1,8%, contra alta de 3,4% registrada no acumulado de 2024. As projeções vão de 1,5% a 2,5%.


… Os efeitos da Selic em nível restritivo, que demoraram para aparecer, agora se fazem notar. Além do PIB, as vendas de veículos medidas pela Fenabrave em fevereiro (hoje) servem de termômetro para o ritmo da atividade.


… Do lado do emprego, o Caged divulga às 14h30 os dados com carteira assinada. A sazonalidade de janeiro deve justificar a criação de novos postos de trabalho formais: 92 mil, após o fechamento de 618.164 vagas em dezembro.


… As estimativas para a leitura do primeiro mês do ano, todas de abertura, variam de 55.304 a 157.231 vagas.


… “Geralmente em dezembro há destruição de vagas, uma leve criação de postos em janeiro e uma recuperação mais forte em fevereiro. Essa é a dinâmica da série”, explica o economista da GO Associados Rafael Prado.


… À primeira hora do dia (5h), o IPC-Fipe de fevereiro deve desacelerar para 0,18%, contra 0,21% em janeiro.


MAIS PESQUISAS ELEITORAIS – A Datafolha divulga na quinta-feira a sondagem de abrangência nacional e outra focada no eleitorado de SP, em que testará o nome de Haddad, enquanto o ministro avalia concorrer ao governo.


… Antes de proferir aula magna ontem à noite a alunos da FEA da USP, Haddad disse que ainda não decidiu se vai ceder ao pedido de Lula para disputar o Palácio dos Bandeirantes, na tentativa de evitar a reeleição de Tarcísio.


… Hoje, o instituto Real Time Big Data publica pesquisa de intenção de voto para a eleição presidencial de outubro.


… Lula convocou Haddad e Alckmin para acompanhá-lo nas agendas desta terça-feira no Estado de SP. Em Valinhos, às 16h, visita fábrica de medicamentos. Às 19h, em SP, participa da abertura da 2ª Conferência Nacional do Trabalho.


BALANÇOS – Auren e RD Saúde soltam os seus resultados trimestrais depois do fechamento do mercado.


CASO MASTER – Em reunião com deputados, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou que, se não houver um socorro por parte do governo do DF na instituição, o banco vai parar de funcionar.


… Mas a consultoria da Câmara Legislativa do Distrito Federal aponta problemas e recomenda a rejeição de projeto de capitalização, apurou o Valor. Ibaneis Rocha tentará votar o projeto de aporte hoje, mas votação é incerta.


AFTER HOURS – As ações da Stone afundaram 4,17%, diante da desaceleração nos volumes transacionados nas maquininhas com a Selic a 15%. A dinâmica negativa neste quesito ofuscou o ritmo forte nas operações de crédito.


… A empresa reportou lucro ajustado de R$ 707 milhões no quatro trimestre do ano passado, alta anual de 12%, e fixou guidance entre R$ 6, 6 bilhões e R$ 7 bilhões para 2026, o que significaria um crescimento entre 4% e 11%.


… Após concluir a venda da Linx para a Totvs, na última sexta-feira, a Stone informou que fará uma distribuição extraordinária de capital excedente de aproximadamente R$ 3,08 bilhões. O formato será definido em abril.


LÁ FORA – Em meio à investida contra o Irã, Trump recebe o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, na Casa Branca. Três dirigentes do Fed falam hoje: John Williams (11h55), Jeffrey Schmid (12h10) e Neel Kashkari (13h45).


… No Reino Unido, a ministra das Finanças, Rachel Reeves, faz Declaração de Primavera. Entre os indicadores do dia, saem a leitura preliminar de fevereiro da inflação ao consumidor da zona do euro (7h) e da Turquia (4h).      


CHINA – Sai o PMI industrial e de serviços de fevereiro medido pelo governo (22h30) e pelo setor privado (22h45).


CUSPINDO FOGO – Na noite de ontem, o Irã atacou com dois drones a Embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita. O local estava vazio no momento do ataque e não houve feridos, segundo informações da Fox News.


… Fontes ouvidas pela CNN afirmam que o americanos devem retaliar o ataque em Riad nas próximas 24 horas.


… Mais cedo, Trump disse que o conflito deve durar até cinco semanas, mas está preparado para lutar por mais tempo, dizendo que uma “grande onda” de ataques ainda está por vir. “Nem começamos a atacar com força.”


… Em entrevista coletiva no Pentágono, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que os ataques não se resolverão “da noite para o dia”, uma vez que o campo de batalha é extenso.


… Ele acrescentou que o prazo de quatro a cinco semanas de ofensiva, fixado por Trump, pode mudar.


… O governo americano não afasta o envio de tropas para lutar no Irã, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana coloca pressão e lança o alerta de que os Estados Unidos e Israel “não estarão a salvo em nenhum lugar do mundo”.


… Em telefonema nesta segunda-feira, a China declarou apoio ao direito do Irã de defender sua “soberania, independência e dignidade” e manifestou suporte à proteção dos “interesses legítimos” iranianos.


… O Brics adiou a reunião de ministros das Finanças, em meio a guerra no Oriente Médio, segundo fontes do Valor. Galípolo estava com viagem marcada para o evento, que aconteceria em Jaipur (Índia) na quinta e sexta-feira.


BARRIL DE PÓLVORA –O petróleo chegou a atingir 13% de alta durante a sessão, com o Brent a US$ 82, mas perdeu força em meio aos sinais de que os EUA não pretendem prorrogar a guerra contra o Irã por muitas semanas.


… O Brent para maio fechou em alta de 6,68%, a US$ 77,74 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril subiu 6,28%, a US$ 71,23 por barril na Nymex.


FICOU BARATO – A queda dos mercados de ações em Nova York no início da sessão, em meio ao estresse com os ataques ao Irã, deixou diversos ativos a preços atraentes e motivou uma onda compradora ao longo da tarde.


… A melhora na percepção de risco em Wall Street coincidiu com a declaração de Trump, de que a guerra pode durar de quatro e cinco semanas, afastando a preocupação de que o conflito possa se estender por meses.


… O Dow Jones caiu apenas 0,15%, para 48.904,78 pontos, enquanto o S&P 500 fechou perto da estabilidade (+0,04%), aos 6.881,62 pontos, e o Nasdaq terminou em alta de 0,36% (22.748,86 pontos).


… “Os mercados futuros reagiram de forma exagerada ao conflito iraniano, criando uma oportunidade de compra do S&P 500, que se aproximava de suas mínimas de 2026”, disse Jeff Kilburg, CEO da KKM Financial, à CNBC.


… As ações de defesa se destacaram entre as maiores altas: Northrop Grumman (+6,02%), RTX (+4,71%) e Lockheed Martin (+3,37%).


… Na esteira da disparada do petróleo, as companhias do setor também acumularam ganhos: ConocoPhilips (+4,21%), Chevron (1,52%) e ExxonMobil (+1,13%).


… Ações ligadas ao turismo e mais sensíveis à alta da commodity concentraram as perdas, como as aéreas United (-2,91%) e American (-4,21%) e as operadoras de cruzeiros Carnival (-7,64%) e Norwegian Cruise (-10,53%).


SEGUROU A ONDA – O Ibovespa chegou a cair 1,14% no pior momento do dia, mas seguiu a reação de NY à tarde, puxado pelas petroleiras, e terminou em alta de 0,28%, aos 189.307,02 pontos, com bom volume (R$ 31,6 bilhões).


… Petrobras ON (+4,63%, a R$ 44,71) e Petrobras PN (+4,58%, a R$ 41,13) foram a segunda e terceira maiores altas do índice, atrás apenas de Prio ON (+5,12%, a R$ 57,28).


… Vale ON (-0,35%, a R$ 88,16) foi na contramão do minério (+0,87%). Os papéis dos bancos fecharam mistos: Itaú (-1,80%, a R$ 45,92), BTG (-0,28%, a R$ 61,09), Bradesco PN (+0,38%, a R$ 21,23) e Santander (+0,06%, a R$ 33,52).


… Braskem PNA (-3,55%, a R$ 9,25) liderou as perdas do índice, após desempenho operacional abaixo do esperado no 4TRI, seguida por Multiplan ON (-3,10%, a R$ 34,11) e Marcopolo PN (-2,91%, a R$ 6,68).


VAI PELA ESCADA –Os juros futuros tiveram mais uma sessão de alta nos prêmios, em meio ao clima de aversão ao risco global e à incerteza sobre a duração dos ataques dos EUA e Israel ao Irã.


… Operadores avaliaram que o avanço nos DIs não foi maior porque o mercado já havia estressado na 6ªF com a surpresa do IPCA-15 acima do esperado.


… Agora, um cenário de preço do petróleo mais elevado pode levar os economistas a reverem para cima suas projeções de inflação para este ano. A consequência seria um Copom mais cauteloso em seu ciclo de alívio.


… A aposta do mercado para a reunião deste mês não mudou. Segundo Flávio Serrano, do BMG, a curva precifica cerca de 80% de chance de corte de 0,5 pp, contra 20% de redução de 0,25 pp, quase o mesmo cenário de 6ªF.


… Já o juro previsto para o fim deste ano subiu levemente, de 12,25% para 12,35%. Na 5ªF, antes do susto com o IPCA-15, a projeção estava em 12,05%, afirmou Serrano ao Broadcast.


… No fechamento de ontem, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,305% (de 13,277% no ajuste anterior); Jan/29,  12,745% (de 12,645%); Jan/31, 13,115% (de 13,030%); e Jan/33, 13,315% (de 13,254%).


… O dólar terminou o dia em alta moderada (+0,62%) frente ao real, a R$ 5,1659. No pior momento do dia, bateu nos R$ 5,2145 (+1,57%), mas a forte exposição do real ao petróleo ajudou a compensar parte da busca por proteção.


… Lá fora, o clima de aversão global ao risco fez o dólar subir diante dos pares (DXY +0,79%, aos 98,383 pontos), com o euro valendo US$ 1,1707 (-0,89%), a libra cotada a US$ 1,3424 (-0,41%) e o iene caindo para 157,34/US$.


CIAS ABERTAS NO AFTER – GPA teve rating de longo prazo rebaixado de ‘A’ para ‘CCC’ pela Fitch, que citou crescentes riscos de refinanciamento, já que a empresa tem R$ 1,7 bilhão em dívidas a serem pagas até julho…


… Companhia também apresentou pedido de tutela cautelar para bloqueio de ações detidas pelo Casino. Segundo a empresa, a medida visa preservar os direitos e garantias do grupo no âmbito do processo de arbitragem.


AZUL teve rating elevado pela S&P de ‘D’ para ‘brBBB-’ após concluir reestruturação sob Chapter 11 nos EUA; perspectiva é estável…


…  Agência destacou redução de cerca de US$ 1,1 bilhão na dívida financeira e expectativa de alavancagem próxima de 3,0x em 2026.


AXIA ENERGIA assegurou direito de reembolso de R$ 40,62 por ação a acionistas contrários à conversão de PN em ON, no processo de migração ao Novo Mercado.


PETRORECONCAVO. Tiago Noel assumirá a presidência do conselho de administração após a renúncia de Eduardo de Britto Pereira Azevedo. Ainda Rafael Machado Neves renunciou ao cargo de membro suplente do colegiado.


SUZANO celebrou acordo de acionistas com integrantes do Grupo Fanny para gestão conjunta de 303,4 milhões de ações, equivalentes a 27,51% do capital social.


AEGEA aprovou aumento de capital de R$ 402,4 milhões, com subscrição por GIC e Itaúsa; após a operação, Equipav ficou com 68,69% do capital votante.


HIDROVIAS DO BRASIL teve prejuízo de R$ 361 milhões no 4TRI25, redução de 11% na comparação anual; receita quase dobrou, para R$ 509 milhões.


LWSA lançou o serviço de computação em nuvem Locaweb Cloud, com foco em micro, pequenas e médias empresas e clientes de maior porte.


SER EDUCACIONAL aprovou a 7ª emissão de debêntures, no valor de R$ 250 milhões, com remuneração de CDI +1,10% ao ano.


IRANI aprovou pagamento de R$ 9,6 milhões em dividendos intercalares, equivalentes a R$ 0,041575 por ação.


IA. O Departamento de Estado americano vai substituir o modelo que alimenta seu chatbot interno, o StateChat, migrando da Anthropic para a OpenAI, segundo a Reuters.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal  NY +0,8% US tech +1,3% US semis +1,9% UEM +1,7% España +2,5% VIX 21,2% Bund 2,75% T-Note 4,12% Spread 2A-10A US...