quarta-feira, 8 de julho de 2026

Call Matinal 0807

 Call Matinal

08/07/2026

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO (0707)

MERCADOS

Na terça-feira (07), tivemos queda do Ibovespa, que caiu só 0,25% e preservou (por pouco) os 172 mil pontos (172.020,68), com giro fraco de R$ 20 bi. Já o dólar fechou em alta moderada de 0,41%, mas ainda permanece abaixo de R$ 5,20, cotado a R$ 5,1528.


PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta quarta-feira (8), pressionados pela disparada do petróleo após escalada das tensões no Oriente Médio. As forças americanas realizaram uma série de ataques contra o Irã na noite de terça-feira, em resposta a ataques contra três navios mercantes no Estreito de Ormuz.

MERCADOS 5h30

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: -0,68%

S&P 500 Futuro: -0,44%

Nasdaq Futuro: -0,54%

Mercados estressados com a falta de solução no conflito do Oriente Médio.

Ásia-Pacífico

Shanghai SE (China), -0,49%

Nikkei (Japão): -2,11%

Hang Seng Index (Hong Kong): +2,99%

Nifty 50 (Índia): -0,92%

ASX 200 (Austrália): -0,21%

Europa

STOXX 600: -0,78%

DAX (Alemanha): -1,70%

FTSE 100 (Reino Unido): -1,35%

CAC 40 (França): -1,57%

FTSE MIB (Itália): -1,66%

Commodities

Petróleo WTI, +5,01%, a US$ 73,97 o barril

Petróleo Brent, +5,12%, a US$ 77,96 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,88%, a 746 iuanes (US$ 109,80)

Bitcoin, -2,70%, a US$ 61.984,61


Dia 0806

Donald Trump tentou acomodar a situação. Na Guerra declarada, fez ataques cirúrgicos ao Irã, com ajuda de Israel, matou alguns aiatolás, mas errou ao não derrubar o regime da Guarda Revolucionária iraniana. Isso demandaria o uso de tropas regulares terrestres e o desgaste de perdas. Quis evitar pela perda de apoio popular e de maioria no Congresso. Ontem, Trump revogou a licença para venda de petróleo iraniano e a lançou uma nova ofensiva contra alvos no Irã, reacendendo dúvidas sobre a sustentação do cessar-fogo de junho. À véspera da divulgação da ata do Fed, nesta tarde, o petróleo voltou a subir com força, os Treasuries e o dólar avançaram, enquanto investidores passaram a reavaliar os riscos inflacionários. Washington classificou os ataques em Ormuz como “totalmente inaceitáveis”, mas insistiu que continua disposto a negociar um acordo definitivo com Teerã. Poucas horas depois, porém, os confrontos voltaram a se intensificar. Se não derrubar o regime dos aiatolás viveremos nestes sobressaltos. Não tem jeito.

 

 

 

Agenda

 

Quarta-feira, 08/07

Brasil: IPC-S (8h), o fluxo cambial semanal e o IC-Br do Banco Central (ambos às 14h30).

EUA: Ata da reunião do Fed (15h), que pode ajudar o mercado a calibrar as expectativas para os próximos passos dos juros

FMI divulga o relatório de Perspectivas Econômicas Globais (10h)

EUA: Depto do Comércio, os estoques no atacado (11h)

EUA: Depto de Energia, os estoques de petróleo (11h30).

China: divulga os índices de inflação ao consumidor e ao produtor (22h30).


Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


Nova Iorque -0,4% EUA tech -1,7% EUA Semis -4,6% UEM -1,2% Espanha -0,2% VIX 16,1% Bund 2,99%. T-Note 4,55%. Spread 2A-10A USA=+36pb B10A: ESP 3,47% PT 3,37% ITA 3,77% FRA 3,79% Euribor 12m 2,70% USD 1,141 JPY 185,0/€. Ouro 4.106$. Brent 74,2$. WTI 70,4$. Bitcoin -0,2% (63.667$). Ether -0,5% (1.783$).

 

SESSÃO: Perante a escassez de notícias no plano convencional, a geoestratégia volta a assumir o protagonismo. O novo aumento da tensão no M. Oriente volta a revelar a fragilidade do acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão, e isto traduz-se em preços do petróleo um pouco mais elevados (Brent +2,8% até 74,2 $). Por outro lado, a Cimeira da NATO volta a gerar ruído, em relação à Gronelândia e despesa em defesa. Hoje é o dia central, Trump reúne-se com Zelensky e provavelmente vai voltar a ser notícias. O que é consensual é a necessidade de aumentar as despesas com a defesa, o que levou ontem ao anúncio de novos compromissos no valor de mais de 50.000 M$.


Neste contexto, impõe-se a realização de lucros, tanto nas obrigações como nas bolsas. Ontem, a yield das obrigações aumentou c.+5 p.b. tanto na Europa como nos EUA, e as bolsas retrocederam -1,2% na Europa e -0,4% nos EUA. E como é normal nestas fases de realização de lucros, sofre principalmente tudo o que mais subiu, isto é, semicondutores (-4,6% ontem). Para hoje, esperamos mais do mesmo, com geoestratégia com algum ruído e quase sem referências no plano convencional. As Atas da última reunião da Fed (17 de junho) ficarão provavelmente para segundo plano, ao serem anteriores à assinatura do Memorando de Entendimento entre os EUA e o Irão.


Mas não percamos a perspetiva. Trata-se de uma realização de lucros pontual e que durará pouco. Em um pouco mais de uma semana começará a temporada de resultados do 2T e o mais provável é que volte a atuar como catalisador, com previsão de crescimento de EPSs +24,3% nos EUA e +13,6% na Europa.

terça-feira, 7 de julho de 2026

A eliminação do Brasil foi merecida

 LEONARDO ATTUCH

A eliminação do Brasil foi merecida
6/ 7/ 2026
A eliminação do Brasil diante da Noruega foi merecida. E há dois culpados centrais por esta derrota: a CBF e Carlo Ancelotti.
A CBF, em primeiro lugar, por ter naturalizado uma ideia absurda: a de que o país mais tradicional do futebol mundial não teria um brasileiro capaz de comandar sua própria seleção. É ridículo que o Brasil, pentacampeão mundial, celeiro de jogadores, técnicos, escolas, ideias e paixões futebolísticas, tenha se colocado na posição subalterna de buscar fora aquilo que deveria ser capaz de produzir dentro de casa.
Se fosse mesmo necessário escolher um estrangeiro — e não era — que fosse Abel Ferreira, do Palmeiras. Abel vive o futebol brasileiro há anos, conhece nossos jogadores, entende o calendário, a pressão, a cultura, os vícios e as virtudes do nosso futebol. Além disso, coleciona títulos. Seria uma escolha muito mais lógica do que apostar em um técnico consagrado na Europa, mas distante da realidade brasileira.
Ancelotti errou ao longo de toda a Copa. Errou nas escalações, nas leituras de jogo e nas substituições. Insistiu em atacantes pouco efetivos, como Raphinha na primeira fase e depois Rayan, duas peças inexpressivas quando o Brasil precisava de protagonismo. Endrick, que deveria ter sido usado mais cedo, só entrou no segundo tempo contra a Noruega, quando o jogo já estava travado e o Brasil precisava desesperadamente de soluções.
Outro erro crasso foi escolher Bruno Guimarães para bater o pênalti. Bruno vinha sendo o melhor jogador do Brasil na Copa, mas foi colocado na fogueira. Caminhou para a bola com o pânico escancarado nos olhos. Um técnico experiente deveria ter percebido isso. Pênalti em jogo eliminatório não é apenas técnica: é cabeça, hierarquia e responsabilidade.
E aí vem outra contradição: se Neymar foi convocado e tinha condições de jogar no segundo tempo, poderia ter começado jogando. Até porque Neymar é o principal batedor de pênaltis do Brasil. Em uma partida decidida nos detalhes, deixar seu jogador mais decisivo no banco foi mais uma demonstração da confusão de Ancelotti.
Também é escandaloso que um técnico receba R$ 5 milhões por mês, tenha contrato renovado até 2030 independentemente dos resultados e ainda faça propaganda para uma cervejaria, a Ambev. A seleção brasileira não pode ser tratada como plataforma de marketing nem como brinquedo de cartolas.
Por fim, é hora de acabar com a soberba. O “créu” como resposta à remada viking norueguesa foi outra cena ridícula. Além de desrespeitar o adversário, associa o Brasil ao deboche barato e ao sexismo. A Noruega respondeu em campo. Com seriedade, organização e Haaland.
O Brasil perdeu porque mereceu perder. E só voltará a vencer quando recuperar o respeito por si mesmo, por sua história e também pelos adversários.

MALU GASPAR



O que a “vida de merda” de Malu Gaspar revela sobre Vorcaro
Malu Gaspar: honestidade que um crápula como Daniel Vorcaro jamais entenderia.
Paulo Polzonoff para a Gazeta do Povo:
O banqueiro Daniel Vorcaro mandou vasculhar a vida da jornalista Malu Gaspar. Canalha! Mas não encontrou nada. Nem multa de trânsito! Aí, acostumado que estava a comprar políticos e autoridades, ele cogitou a possibilidade de pagar à jornalista uma bolada. A ideia foi rechaçada de pronto pelo publicitário Thiago Miranda, cúmplice de Vorcaro na tramoia. “O problema é que ela não liga para dinheiro. Vive uma vida de merda. Jornalista esquerdista”, escreve o sujeitinho.
Curiosa e interessante a conclusão a que chega o publicitário. Se a Malu Gaspar não liga para dinheiro, logo ela vive “uma vida de merda”. Meu Deus! Que gente baixa. Caída. Gente que se acha capaz de comprar todo mundo porque, no fundo, já se vendeu também. O “vida de merda”, aliás, ecoa para além do palavrão vulgar. Tem toda uma concepção filosófica nesse diagnóstico. Thiago Miranda e Daniel Vorcaro partem de um pressuposto comum: o de que uma vida honesta e que não aspira ao luxo cafona dessa gentalha se traduz numa vida infeliz. Que patifaria!
Multas de trânsito
Ao ler a nauseante troca de mensagens, porém, fico me perguntando quantos colegas jornalistas sobreviveriam a uma devassa em suas vidas. Ainda mais sendo famosona e tratando de grandes escândalos envolvendo políticos e autoridades de grossíssimo calibre, como é o caso da Malu Gaspar. De repente, um nome me vem à mente. Esse mesmo. Não sei por quê. Coitado. Depois penso em outros nomes. Em histórias que a gente ouve por aí. Penso em gente, jornalistas ou não, que se vende por muito menos. Muito pouco. Quase nada. Mas se vende.
Penso também nos pecadilhos que temos todos e que, a depender do contexto, se transformam em erros imperdoáveis. Nas multas de trânsito. Naquela vez, lá em 1995, em que tomei uma decisão errada. Ou 2002, que seja. Em palavras ditas e escritas. No que fui e no que sou. No que ainda pretendo ser, se Deus permitir que eu me torne. E aí me dou conta de que essa é uma das artimanhas mais eficientes do inimigo: o juízo eterno, impermeável ao perdão e à redenção. Como se um mal menor cometido há trocentos anos impedisse uma pessoa de mudar. De fazer o bem. De perseguir a verdade. Hoje e agora.

Call Matinal 0707



Call Matinal 07/07/2026
Julio Hegedus Netto, economista

MERCADOS EM GERAL

FECHAMENTO (0607)
MERCADOS
Na segunda-feira (06), o Ibovespa fechou em baixa de 0,93%, aos 172.447,58 pontos, após oscilar entre 171.621,70 e 174.057,47. Volume somou R$ 17,2 bilhões. Já o dólar à vista fechou em queda de 0,71%, a R$ 5,1320.

PRINCIPAIS MERCADOS
Os índices futuros dos EUA operam mistos nesta terça-feira (07), enquanto os investidores acompanham uma nova rodada de volatilidade no setor de tecnologia. O movimento foi desencadeado pela reação negativa do mercado aos resultados da Samsung, que, apesar de registrar números robustos, acabou frustrando expectativas ainda mais elevadas.

MERCADOS 5h30

Índices
Comentários

EUA
Dow Jones Futuro: +0,26%
S&P 500 Futuro: -0,15%
Nasdaq Futuro: -0,88%

Ásia-Pacífico
Shanghai SE (China), -1,26%
Nikkei (Japão): -2,12%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,51%
Nifty 50 (Índia): +0,06%
ASX 200 (Austrália): -0,31%

Europa
STOXX 600: +0,18%
DAX (Alemanha): -0,17%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,58%
CAC 40 (França): +0,68%
FTSE MIB (Itália): +0,45%

Commodities
Petróleo WTI, +0,83%, a US$ 69,12 o barril
Petróleo Brent, +0,94%, a US$ 72,69 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,47%, a 735,50 iuanes (US$ 108,22)
Bitcoin, -1,16%, a US$ 63.015,52



Dia 0706

No Oriente Médio, as negociações entre EUA e Irã continuam avançando, entre uma estocada ou outra de grupos terroristas, Irã e Israel. Mesmo assim, em paralelo, a OPEP+ normaliza sua oferta de petróleo, o que coloca os preços dos barris Brent e WTI em patamares mais próximos da “normalidade”. Na agenda mais fraca do dia, a expectativa se desloca para a ata do Fed, amanhã, quarta-feira, e para o IPCA de junho, na sexta, principal teste para as apostas de novo corte da Selic em agosto. Um evento importante foi o Hamas anunciar a dissolução do órgão que administrava a Faixa de Gaza desde 2007, abrindo caminho para um comitê tecnocrático.

Por fim, em estudo recente, o Banco Mundial revisou sua leitura sobre a economia chinesa:
1) o crescimento da China provavelmente desacelerará ainda mais para 4,3% em 2027, à medida que o reequilíbrio econômico em direção ao consumo permanecer gradual. Previsão de crescimento da China diminuirá para 4,4% em 2026
2) Riscos para perspectivas globalmente equilibradas: Os riscos do fornecimento global de energia persistem apesar do recente declínio da incerteza e da queda nos preços do petróleo

Agenda

Terça-feira, 07/07
8h00 - IGP-DI de junho, divulgado pela FGV
10h30 - Anfavea apresenta os resultados do primeiro semestre e revisa as projeções para 2026
11h00 - Tesouro realiza seu leilão de NTN-Bs com vencimentos em 2031, 2037 e 2050, além de LFTs para 2032
Estados Unidos: balança comercial de maio (9h30), com expectativa de déficit de US$ 77,5 bilhões
Zona do Euro: produção industrial da Alemanha
Reino Unido: Relatório de Estabilidade Financeira do BoE, seguido de entrevista do presidente Andrew Bailey.

O melhor cabo eleitoral do LULA

 *O melhor cabo eleitoral de Lula*


O Estado de S. Paulo.

06 de jul. de 2026

Ao pedir ao governo dos EUA que espere passar as eleições para impor um novo tarifaço ao Brasil, Flávio Bolsonaro dá de bandeja ao petista o discurso de defesa da pátria


Opresidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem do que se queixar. Seu principal adversário na disputa eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro, não para de dar tiros no próprio pé. O mais recente foi um documento de 86 páginas que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para implorar ao governo americano que suspenda um novo tarifaço contra o Brasil até a definição das eleições, em outubro.


O senador argumentou que a imposição de tarifas fortaleceria as chances eleitorais de Lula, como aconteceu há um ano, quando os Estados Unidos impuseram um tarifaço. O raciocínio é simples: como a família Bolsonaro trabalhou incessantemente para persuadir o governo americano a punir o Brasil em razão da prisão do ex-presidente, qualquer medida tomada por Washington contra o País é automaticamente vista como resultado dessa influência.


Está claro, portanto, que o único objetivo de Flávio com sua carta não é tentar dissuadir o governo americano a desistir das tarifas, e sim evitar que Lula fature politicamente com esse novo ataque ao Brasil.


Trata-se de algo assombroso mesmo para alguém como Flávio, tão subserviente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Poucos dias antes, o senador já havia oferecido a Trump a possibilidade de palpitar abertamente no processo de transição de governo no Brasil caso seja eleito, um evidente absurdo.


Agora, no momento em que o governo brasileiro envia sua defesa contra a ameaça de outro tarifaço dos Estados Unidos, Flávio dobra a aposta e trabalha com afinco para atrapalhar o Brasil em nome de seus projetos políticos.


Flávio Bolsonaro parece muito mal assessorado. Compreende-se a apreensão do senador com os danos eleitorais causados pela imposição de tarifas americanas contra o Brasil, porque não é possível dissociá-las de seu sobrenome. Mas a iniciativa de pedir ao governo americano que espere as eleições para castigar o Brasil mostra que o senador não tem a menor consideração pelo país que pretende governar e que a única razão de sua candidatura é derrotar Lula.


Por tabela, Flávio convidou Trump explicitamente a interferir na eleição brasileira ao vincular a imposição de tarifas ao calendário eleitoral, o que é um verdadeiro atentado à democracia do País. Em troca, o senador ofereceu aos americanos uma “busca agressiva” de acordos comerciais, o que passaria pelo abandono do Mercosul. Prometeu também rever a carga tributária sobre cartões de crédito, dominados por empresas americanas, e zerar as tarifas sobre o etanol americano. É o pacote completo da subserviência.


De bate-pronto, Lula fez bom uso do presentão recebido. “É inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”, publicou o perfil do presidente no X. Para Lula, trata-se de “mais uma atitude de traidores da Pátria”.


Já ficou claro, a esta altura, que Flávio Bolsonaro e a coordenação de sua campanha não sabem o que fazer para reduzir o desgaste causado pela decisão dos Estados Unidos de punir o Brasil com tarifas. Ainda que a atitude americana provavelmente nada tenha a ver com os pleitos dos lobistas bolsonaristas nos Estados Unidos – e é mesmo difícil acreditar que Trump tenha resolvido fazer algo dessa magnitude só porque um Bolsonaro lhe pediu –, será praticamente impossível dissociar o tarifaço dos Bolsonaros. Afinal, é inesquecível o efusivo agradecimento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro a Trump depois que os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 50% aos produtos brasileiros, há um ano.


O efeito disso tudo não é apenas o desgaste de Flávio, de resto um candidato fraquíssimo, que não tem a apresentar nada além de seu sobrenome. É a injeção de oxigênio na campanha de Lula a poucos meses da eleição. Se a ideia dos Bolsonaros é ajudar a reeleger Lula para manter vivo o inimigo que justifica sua existência política, está funcionando. •

Modelo Piovesan de Convergência dos Paradoxos (MPCP)

📊 *MPCP – Brasil 2031: Os Quatro Cenários para a Dívida Pública* 


O Modelo Piovesan de Convergência dos Paradoxos (MPCP) analisa a dívida pública como parte de um sistema integrado envolvendo economia, geopolítica, juros, inflação, câmbio e confiança.


Cenário 1 – Continuidade das tendências fiscais atuais


Hipótese: manutenção da orientação fiscal atual, sem mudanças estruturais relevantes.


Resultado estimado:


• 2026: 81%


• 2027: 83%


• 2028: 85%


• 2029: 88%


• 2030: 91%


• 2031: 93%–95%


---


Cenário 2 – Escalada envolvendo Taiwan


Além do cenário anterior:


• dólar mais forte;


• inflação importada;


• juros elevados por mais tempo;


• maior custo da dívida.


Resultado estimado em 2031:


98%–101% do PIB.


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Cenário 3 – Correção severa da IA


Uma desaceleração global provocada por uma forte correção dos investimentos em Inteligência Artificial reduziria o crescimento mundial.


Resultado estimado:


96%–98% do PIB.


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Cenário 4 – Convergência dos três fatores


Continuidade das tendências fiscais + Taiwan + forte desaceleração global.


Resultado estimado:


102%–105% do PIB.


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O ponto mais importante não é atingir determinado percentual da dívida.


O verdadeiro risco ocorre quando:


• os juros aumentam;


• o câmbio perde estabilidade;


• a inflação retorna;


• investidores exigem prêmios maiores;


• o custo da dívida cresce mais rapidamente que o PIB.


Esse é o verdadeiro ponto de inflexão do MPCP.


Ao mesmo tempo, o Brasil possui enormes vantagens competitivas em alimentos, energia, petróleo, minerais críticos e bioeconomia. A forma como essas oportunidades serão aproveitadas poderá alterar significativamente qualquer uma dessas trajetórias.


Adley Piovesan

Economista | Desenvolvedor do Modelo Piovesan de Convergência dos Paradoxos (MPCP)

Doutorado Economia

  Este artigo destina-se a estudantes de graduação, mestrado e profissionais em início de carreira que me contactam regularmente para obter ...