segunda-feira, 15 de junho de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Superquarta ganha alívio com acordo EUA-Irã*


… O acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã, neste domingo, confirmou as expectativas de investidores e afastou os temores de uma interrupção prolongada do Estreito de Ormuz. Já na abertura dos negócios, derrubou o petróleo, animou as bolsas e devolveu protagonismo aos bancos centrais justamente às vésperas da Superquarta. Fed, Copom e investidores devem receber com alívio as novas discussões sobre inflação, juros e crescimento global – até aqui, influenciadas pela guerra. A semana também será marcada pela cúpula do G7, na França, com a participação dos presidentes Trump e Lula, e pelos primeiros testes para a implementação da paz entre Washington e Teerã.


O ACORDO – O mercado inicia a semana diante do avanço diplomático mais importante desde o início da guerra.


… Estados Unidos e Irã confirmaram neste domingo um acordo para encerrar as hostilidades, abrir caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, que ainda será formalmente assinado na próxima sexta-feira, na Suíça.


… O anúncio foi feito inicialmente pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, país que atuou como principal mediador das negociações, e posteriormente confirmado por Donald Trump e pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi.


… A convergência das declarações encerrou as dúvidas e levou os investidores a tratarem o entendimento como efetivamente concluído. A queda de 5% do WTI e de 4% do Brent na abertura dos negócios desta segunda-feira foi a prova definitiva.


… O desfecho ocorreu após um fim de semana marcado por avanços diplomáticos, divergências públicas e momentos de forte tensão.


… Na manhã de domingo, Israel voltou a atacar subúrbios de Beirute, no Líbano, colocando em risco uma das principais exigências de Teerã para a assinatura do memorando: a inclusão do território libanês no cessar-fogo.


… O ataque levou o Irã a interromper temporariamente as negociações e ameaçar uma resposta militar, enquanto, em uma rara crítica pública ao governo de Benjamin Netanyahu, Trump afirmou que o ataque “não deveria ter acontecido”.


… Pediu que nenhuma das partes comprometesse um entendimento que, segundo ele, poderia inaugurar uma “longa e bela paz” na região.


… Segundo relatos divulgados pela imprensa iraniana, concessões de última hora feitas por Washington ajudaram a destravar as negociações e evitar o colapso do acordo minutos antes do anúncio oficial.


… Embora o texto definitivo ainda não tenha sido divulgado, as versões mais recentes do memorando apontam para uma ampla reestruturação das relações entre Washington e Teerã.


… O acordo prevê o fim das operações militares, a normalização da navegação por Ormuz, a suspensão dos bloqueios marítimos, a retomada do fluxo comercial de petróleo, alívio de sanções econômicas e abertura de negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano.


… Em troca, o Irã reafirma o compromisso de não desenvolver armas nucleares e aceita discutir limites para o enriquecimento de urânio e seus estoques de material nuclear. As questões mais sensíveis ficam para a próxima etapa das negociações, que deve durar ao menos 60 dias.


… Teerã afirma que as conversas só começarão após verificar o cumprimento dos compromissos assumidos por Washington.


… Além da queda do petróleo, recuaram o gás natural europeu e o dólar, enquanto as techs puxavam os futuros das bolsas em Nova York.


… Para analistas da Bloomberg, a reação dos mercados representa uma rápida reversão das operações que dominaram desde o início da guerra, com queda dos ativos ligados ao choque energético e recuperação dos ativos de risco.


… Restam dúvidas sobre a implementação prática do acordo, mas o principal foco de atenção agora passa a ser Israel, que ficou à margem das negociações e continua sendo visto como a principal fonte potencial de instabilidade para a consolidação da trégua.


… Mas Donald Trump parece estar muito disposto a encerrar a guerra e deve trabalhar forte para impedir uma reação indesejada de Netanyahu.


… O presidente festeja o acordo concluído no dia de seu aniversário de 80 anos, declarando vitória dos Estados Unidos, como quando disse: “navios do mundo, liguem seus motores, deixem o petróleo fluir”.


… Trump afirmou mais tarde que a reabertura plena de Ormuz ocorrerá apenas na sexta-feira, 19, após a assinatura formal do acordo e a conclusão das operações de remoção de minas na região.


ALÍVIO PARA O FED E O COPOM – Se tudo der certo, o acordo altera de forma relevante o pano de fundo da agenda dos bancos centrais.


… Nas últimas semanas, o risco de interrupção prolongada de Ormuz e de uma nova disparada do petróleo havia ampliado os temores de inflação global e aumentado a pressão sobre Fed e Copom, influenciando inclusive uma reprecificação mais conservadora das apostas.


… A perspectiva de reabertura da principal rota energética do Oriente Médio ajuda a reduzir esse risco justamente às vésperas da Superquarta, quando o Federal Reserve e o Banco Central brasileiro voltam a decidir juros.


… Embora o acordo não deva alterar decisões, remove um importante fator de incerteza para os próximos meses.


… Nos Estados Unidos, a expectativa continua sendo de manutenção dos juros, mas investidores acompanharão com atenção o tom que será adotado pelo Fed em sua primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh.


… Com a inflação mostrando sinais de acomodação e o petróleo devolvendo parte do prêmio de guerra acumulado desde abril, o mercado passa a enxergar um cenário menos ameaçador para a trajetória dos preços de energia no segundo semestre.


… Já no Brasil, o alívio externo chega em um momento mais delicado. O IPCA de maio desacelerou para 0,58%, mas ficou acima da mediana das projeções e reforçou a percepção de que a inflação segue desconfortável.


… Analistas destacam que os núcleos continuam pressionados, as expectativas permanecem deterioradas e a atividade ainda mostra resiliência. Apesar disso, a perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã já vinha ajudando a reduzir prêmios na curva de juros.


… Na sexta-feira, os contratos mais longos devolveram parte da alta acumulada ao longo da semana e a probabilidade implícita de um corte de 0,25 ponto da Selic voltou a superar a de manutenção, segundo cálculos do mercado.


… Para gestores, a normalização do conflito devolve algum grau de racionalidade à curva, embora o BC continue com menos espaço para afrouxar a política monetária no curto prazo.


… Mesmo entre as casas que ainda projetam um corte nesta semana, cresce a percepção de que o ponto terminal do ciclo será mais elevado do que se imaginava há poucas semanas.


… Em suma, o acordo é muito bom, mas não resolve os problemas inflacionários do Copom.


… Se a curva ainda carrega prêmio de risco da guerra, há espaço para devolução. Isso, porém, não descarta uma mensagem mais cautelosa do comunicado, diante de expectativas deterioradas, inflação resistente e dúvidas persistentes sobre o cenário doméstico.


SUPERQUARTA NO RADAR – Superada a tensão em torno do Oriente Médio, o mercado volta suas atenções para a agenda de política monetária, em uma semana dominada pelas decisões do Federal Reserve e do Copom.


… O acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã ajuda a reduzir parte dos temores relacionados à inflação de energia e devolve protagonismo aos bancos centrais, justamente quando investidores tentam calibrar as apostas para os próximos meses.


… Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros na reunião de quarta-feira, primeira sob o comando de Kevin Warsh.


… Mais importante do que a decisão em si, o foco estará nas projeções econômicas e no tom adotado pelo Fed diante de uma economia que segue resiliente, mas com inflação mostrando sinais de acomodação.


… Ao longo da semana, indicadores de atividade, como produção industrial, vendas no varejo e imóveis, ajudarão a compor o cenário.


… No Brasil, embora o acordo entre Washington e Teerã reduza um importante risco inflacionário ao aliviar as pressões sobre o petróleo, o Copom continua diante de um quadro doméstico desafiador, marcado por expectativas deterioradas, inflação resistente e atividade ainda forte.


… O mercado segue dividido entre manutenção da Selic em 14,50% e um corte adicional de 0,25 ponto percentual, enquanto buscará pistas sobre os próximos passos da política monetária no comunicado da autoridade monetária.


… Antes das decisões, investidores acompanharão ainda o Boletim Focus (hoje, 8h25), as vendas no varejo de abril (terça-feira) e o IBC-Br (quarta-feira), além das decisões de juros do Banco do Japão (terça-feira) e do Banco da Inglaterra (quinta-feira).


… Na sexta-feira, com os mercados americanos fechados pelo feriado de Juneteenth, as atenções podem se voltar para a assinatura formal do acordo entre Estados Unidos e Irã e para o cronograma de reabertura do Estreito de Ormuz, que ocorrerá na Suíça.


G7 NA FRANÇA – Em paralelo à Superquarta dos bancos centrais, a atenção também se volta para a cúpula do G7, que começa nesta segunda-feira na França em um ambiente transformado pelo acordo entre Estados Unidos e Irã.


… Com a perspectiva de reabertura de Ormuz e redução das tensões no Oriente Médio, presidentes das principais economias avançadas voltam a discutir temas como crescimento global, comércio, inteligência artificial e os desequilíbrios econômicos que alimentam disputas geopolíticas.


… Logo após o anúncio do acordo, vários líderes internacionais se manifestaram. ONU, França, Reino Unido, Alemanha e Itália elogiaram o entendimento e passaram a defender sua rápida implementação, com atenção especial à reabertura do Estreito de Ormuz.


… Lula participa do encontro como convidado e já viajou neste domingo, mantendo aberta a possibilidade de uma conversa com o presidente Donald Trump, em meio às tensões provocadas pelas novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros.


… Em paralelo, Lula deve tratar do tema da carne brasileira com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a cúpula do G7. O impasse envolve exigências adicionais da UE relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal.


EM BRASÍLIA – O foco se divide entre o avanço de pautas prioritárias para o governo e a repercussão das denúncias envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que nega as acusações de ter recebido pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


… No Congresso, há expectativa pelo início da tramitação de propostas consideradas estratégicas pelo governo, como a PEC da Segurança, o projeto dos minerais críticos e a PEC que propõe o fim da escala 6×1.


… Na Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta, pretende levar ao plenário na terça-feira o projeto relacionado à escala 6×1, em uma tentativa de destravar a pauta. No Senado, a tramitação da PEC dependerá do avanço das negociações políticas entre o governo e Alcolumbre.


… Já no Judiciário, o destaque continua sendo o Supremo Tribunal Federal, que retoma o julgamento sobre a responsabilização das plataformas digitais e a definição da tese final para aplicação das novas regras sobre redes sociais.


GALÍPOLO – Presidente do BC reúne-se hoje (16h) com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, e o secretário-geral da Presidência do TST, Mauro Barata de Alencar Osório, na sede do BC, em Brasília.


DURIGAN – Já o ministro da Fazenda recebe o presidente do Coaf, Ricardo Andrade Saadi (16h).


… Em entrevista ao Estadão no fim de semana, Durigan afirmou que o Brasil não pretende ceder às pressões tarifárias dos Estados Unidos e defendeu a diplomacia e os mecanismos multilaterais como caminho para resolver o impasse comercial com Washington.


… O ministro também voltou a criticar propostas com potencial de impacto sobre as contas públicas, afirmando que o governo continuará reagindo às chamadas “pautas-bomba” do Congresso e cobrando estimativas de custo e medidas de compensação.


… Sobre a PEC que amplia a autonomia financeira do Banco Central, Durigan disse que o governo apoia o fortalecimento institucional da autoridade monetária, mas defende ajustes no texto para preservar regras da contabilidade pública.


SUBIU IGUAL FOGUETE – SpaceX fez bonito na sua estreia na Nasdaq. Depois de sair a US$ 135 no IPO, a ação abriu a sessão valendo US$ 150, em alta de 11%. Chegou a US$ 176,52 (+30,7%) na máxima e fechou a US$ 160,95 (+19,2%).


… Com essa valorização, a companhia superou os US$ 2 trilhões em valor de mercado e transformou Elon Musk no primeiro trilionário do mundo.


SEM MEDO DE MÍSSIL – A euforia com o maior IPO da história ajudou Wall Street a superar o clima de incerteza que se instalou ao longo do dia em relação ao acordo entre Estados Unidos e Irã.


… Versões desencontradas dos dois lados da guerra sobre os termos do acordo ampliaram o clima de suspense para o fim de semana. Trump disse que a versão do documento divulgada pelo Irã na manhã de sexta-feira era fake news.


… Já o Irã aproveitou para colocar Israel na roda e cobrar o fim dos ataques contra o Hezbollah no sul do Líbano como parte dos termos firmados com os americanos.


… No fim das contas, investidores preferiram manter o otimismo, mesmo sem garantia de assinatura do acordo até domingo. Dow Jones fechou em alta de 0,70%, aos 51.202,26 pontos. O S&P 500 subiu 0,50%, aos 7.431,46 pontos. E o Nasdaq ganhou 0,31%, aos 25.888,84 pontos.


… No acumulado da semana, os índices tiveram ganhos de 0,66%, 0,65% e 0,70%, respectivamente.


… As ações de tecnologia tiveram uma sessão mista com Intel (+6,51%), Sandisk (+5,24%) e AMD (+4,73%) em alta, enquanto Super Micro Computer (-4,72%) e Apple (-1,52%) recuaram. Nvidia (-0,16%) e Microsoft (-0,10%) ficaram de lado.


… Já o setor financeiro teve dia positivo: Goldman Sachs (+2,6%), JP Morgan (+2,3%), American Express (+2,1%), Citi (+1,2%) e Visa (+1,0%).


QUEDA LIVRE – Depois de Trump enfatizar, na quinta-feira, que um memorando com o Irã seria assinado no fim de semana, o petróleo voltou a cair forte na sexta-feira, com o Irã sinalizando disposição em fechar o acordo.


… O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que o país estava na fase final das negociações internas, embora tenha evitado confirmar data e local para assinatura do documento.


… O Brent para agosto caiu 3,37%, a US$ 87,33 por barril na ICE, enquanto o WTI para julho recuou 2,83%, a US$ 84,88 por barril na Nymex. Na semana, os contratos acumularam baixas de 6,60% e 6,25%, respectivamente.


EM RECUPERAÇÃO – Após dois meses no vermelho, a bolsa brasileira conseguiu fechar sua primeira semana no azul, embora o desempenho na sexta-feira tenha sido negativo, por causa de Petrobras e da concorrência da SpaceX.


… Com o investidor global entusiasmado com IPO da empresa de Elon Musk, faltou interesse nos papéis brasileiros. O Ibovespa caiu 0,21%, aos 171.132,66 pontos, com giro de apenas R$ 23,5 bilhões. Mas, avançou 1,25% na semana.


… O tombo do petróleo dessa vez afetou Petrobras (PN -1,39%, a R$ 41,18; e ON -1,30%, a R$ 46,19), que acabou pesando no índice. Já Vale ignorou o minério de ferro (-0,33%) e subiu 0,47% (R$ 79,17).


… Entre os bancos, o dia foi de ganhos modestos: Bradesco PN (+0,68%, a R$ 17,80), BB (+0,26%, a R$ 19,46) e Itaú PN (+0,25%, a R$ 40,60). Também houve perdas: BTG unit (-0,18%, a R$ 50,39) e Santander unit (-0,15%, R$ 27,13).


… Braskem PNA (-6,67%, a R$ 9,10) foi a maior baixa do Ibovespa, seguida de Cogna (-4,49%, a R$ 2,34) e SLC Agrícola (-2,93%, a R$ 14,25). Na ponta positiva ficaram Vamos (+3,06%, a R$ 3,03), Embraer (+2,32%, a R$ 72,85) e Porto Seguro (+1,98%, a R$ 50,49).


… O BDR da SpaceX, listado na B3 sob o código SPCX34, disparou 18,15% na estreia, para R$ 54,74.


SENSAÇÃO DE ALÍVIO – O dólar voltou a cair diante do real (-0,79%, a R$ 5,0615) e acumulou baixa de 1,86% na semana, com a expectativa de fim da guerra levando ao desmonte das posições defensivas no câmbio.


… “Vimos um movimento de valorização de divisas emergentes, com algum otimismo do mercado na possibilidade de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio”, disse Patrícia Krause, economista da Coface, ao Broadcast.


… Lá fora, o dólar ficou quase estável, com o mercado de olho em uma alta de juros pelo Fed ainda neste ano. O índice DXY caiu 0,09%, aos 99,770 pontos. O euro recuou 0,07%, a US$ 1,1569. E a libra perdeu 0,10%, a US$ 1,3408.


APOSTA NO CORTE – A chance de uma redução de 0,25 pp na Selic nesta semana voltou a crescer na curva de juros na sexta-feira, revertendo quadro observado no meio da semana passada, quando a manutenção da taxa era favorita.


… O IPCA de maio (+0,58%) um pouco acima do esperado (+0,55%) limitou os vencimentos curtos, que fecharam perto da estabilidade, enquanto as taxas médias e longas voltaram a cair, refletindo o otimismo no exterior.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,360% (de 14,331% no ajuste anterior); Jan/28 a 14,535% (14,556%); Jan/29 a 14,455% (14,559%); Jan/31 a 14,330% (14,462%); e Jan/33 a 14,290% (14,434%).


CIAS ABERTAS NO AFTER – FITCH rebaixa perspectiva para o setor bancário brasileiro de “neutra” para “em deterioração”. Agência cita o enfraquecimento da qualidade dos ativos e a incerteza política.


AXIA. Conselho aprovou o resgate de 576.923 ações PNC, equivalente a R$ 30 milhões ou 0,0951% do capital desta classe, ao valor de R$ 52,00 por ação. O pagamento será feito no dia 7 de julho.


… Os detentores de ações PNCs poderão manifestar até 29 de junho pela opção de converter os papéis em ações ON, na proporção de um para um. O resgate será automático para acionista que não se manifestar.


IOCHPE-MAXION vai emitir R$ 400 milhões em debêntures, com vencimento em quatro anos e remuneração de CDI + 1,6%.


C&A: Norges Bank reduz participação de 5,14% para 4,99% do capital.


C6 BANK afirmou que foi promovido pelo Banco Central da categoria S3 para a S2.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,5% US tech +0,6% US Semis +1,5% UEM +2,2% España +2,6% VIX 17,7% Bund 2,96%. T-Note 4,44%. Spread 2A-10A USA=+40pb B10A: ESP 3,39% PT 3,34% ITA 3,67% FRA 3,60% Euribor 12m 2,874% (fut.12m 2,919%) USD 1,161 JPY 185,9/€ 160,1/$. Ouro 4.309$. Brent 83,9$. WTI 81,1$. Bitcoin +3,9% (65.835$). Ether +3% (1.720$). 


:: SESSÃO. As ilusões ganham às preocupações: acordo EUA/Irão e petróleo a 83 $. Além disso, SpaceX +20%. Agora, 6 bancos centrais. Dos quais provavelmente apenas o Japão irá subir taxas de juros (+25 p.b. até 1,00%), enquanto o Brasil irá baixar (-25 p.b., até 14,25%) e os restantes, estimamos, repetirão, sendo os mais relevantes o Banco de Inglaterra (3,75%) e, principalmente, a Fed (3,50/3,75%; quarta-feira). Mas, embora não mova taxas de juros, a Fed será o mais importante, porque Kevin Warsh dirigirá pela primeira vez a reunião, e Trump quer mais descidas de taxas de juros. Pode ser que pressione mais a partir de agora, que a guerra no Irão parece resolvida. Mas baixar taxas de juros é difícil com a inflação a aumentar (+4,2% nos EUA)… embora, após o acordo de paz (ainda pendente de assinatura, portanto, cuidado), o petróleo se torne mais barato (83 $/b esta manhã) e os bancos centrais começarão a aceitar que os riscos sobre a inflação se reduzem e atuam de forma mais neutra ou até, no caso da Fed, contemplar a possibilidade de alguma descida. Warsh está preso entre as pressões de Trump e uma realidade que não lhe permite baixar taxas de juros, mas que irá melhorar a partir de agora. Por isso, estimamos que o desenvolvimento da reunião da Fed será uma espécie de “esperar e ver”, sem orientações claras e com uma atualização de estimativas macro semelhante à do BCE, na quinta-feira passada: um pouco menos de PIB e um pouco mais de inflação.


Além disso, temos resultados corporativos que não só são excelentes na publicação (empresas americanas 1T’26 +29,5% vs. +14,4% esperado e europeias +12,8% vs. +4,2%), mas que continuamente são revistas em alta as expetativas para 2026 (americanas +25,2% vs. +19,0% em abril e europeias +19,7% vs. +12,5% ídem). E, insistimos, “a médio e longo prazo, independentemente dos resultados empresariais” (exceto anomalias em outros fatores). Portanto, com esse apoio e essas notícias, tudo parece pró-mercado. 


:: CONCLUSÃO. Será uma semana intensa e com abundância de macro, mas com 3 referências importantes que decidirão tudo: a materialização do acordo EUA/Irão, a “digestão” da saída à bolsa de SpaceX (sobre a qual não emitimos opinião), a reunião da Fed na quarta-feira à noite. Tudo bom. Após subirem ca.+5%, esta madrugada, o Japão e a Coreia, parece razoável esperar para hoje ca.+1%/+2%, pelo menos, tanto nas bolsas europeias como em Wall St. Demonstra-se que valeu a pena comprar na debilidade, nos momentos mais incertos, como repetidamente recomendámos.


FIM

domingo, 14 de junho de 2026

Bco Master

 *Das 10 companhias que mais receberam do Master, 4 têm sinais de empresa fachada; veja ranking*


Cinco destinatários dos recursos declarados como pagamentos têm ligação com cúpula do banco; outros três possuem beneficiários de auxilío emergencial na direção OUTRO LADO: procurado, Master disse que não comentaria o assunto


13.jun.2026 às 23h00

Números de telefone (11) 1111-1111, emails contato@contato.com e endereços em bairros periféricos. Sócios ocultos ou que receberam auxílio emergencial. Estas são as características de algumas das empresas que ganharam os maiores pagamentos do Master em transações classificadas pelo banco como serviços prestados.


Das 10 firmas que receberam mais dinheiro da instituição de Daniel Vorcaro —somando R$ 1,2 bilhão no total—, 4 têm algum sinal de empresa de fachada ou possuem informações inconsistentes registradas nos cadastros da Receita Federal, segundo levantamento feito pela Folha a partir de dados enviados pelo fisco à CPI do Crime Organizado. Além da Midias Promotora, que no mês passado foi alvo de busca e apreensão na esteira do caso Master, as outras empresas se chamam Telure, Metanoein e Nanook.


Outras cinco companhias —Ouro Negro, MSG, MDSV, Terra Firme e uma filial dela— se encaixam em perfil diferente: possuem alguma ligação direta com a cúpula do próprio banco.


A única que foge a esses dois padrões é o escritório Barci de Moraes, da mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).


Procurada pela reportagem em 28 de abril, a assessoria de imprensa do Master disse que não iria se manisfestar.


Veja o ranking das firmas que receberam os maiores pagamentos do banco entre 2022 e 2025:


*1º - Ouro Negro*


No topo da lista, com quase R$ 220 milhões recebidos, está a Ouro Negro Empreendimentos e Participações, sociedade anônima que tem como diretor David Lopes Monteiro. Ele é irmão de Daniel Lopes Monteiro, advogado preso na operação Compliance Zero, apontado como operador jurídico-financeiro da estrutura do Master.


No CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) da Ouro Negro está registrado como sede um endereço na avenida Luiz Carlos Berrini, centro empresarial na zona sul de São Paulo, porém, o telefone e o email para contato são da empresa Zero Burocracia, que fica na avenida Sapopemba, zona leste da capital. O local é um pequeno prédio com pichações na fachada. No térreo há uma loja de colchões e um serviço de reparo de vidros automotivos.


A reportagem entrou em contato pelo telefone atribuído à Ouro Negro no cadastro da Receita. Quem atendeu foi André Cardoso da Silva, sócio-administrador da Zero Burocracia. Ele diz não ter ligação com o caso. Afirmou que foi contratado só para fazer "serviços paralegais" para a Ouro Negro e que, por "erro de uma funcionária", seus dados foram parar no cadastro da firma de David Monteiro.


A Folha também tentou contato com David Monteiro, em 13 de maio, pelos emails de outras dez empresas em que ele figura como diretor ou sócio. Procurada em 29 de abril, a assessoria de imprensa de seu irmão Daniel Monteiro também não se manifestou.


*2º - Terra Firme*


Em segundo lugar no ranking, com quase R$ 186 milhões, vem a Terra Firme da Bahia LTDA, de Augusto Lima, ex-sócio do Master, que também chegou a ser preso na Compliance Zero e passou a usar tornozeleira eletrônica. A Terra Firme tem um outro braço, com CNPJ diferente, que aparece em décimo no ranking.


Procurada em 29 de abril, a assessoria de imprensa de Lima diz que a defesa dele não vai comentar e não respondeu quais foram os serviços prestados.


*3º - Midias Promotora*


Na sequência vem a Midias Promotora LTDA, que recebeu mais de R$ 126 milhões registrados como serviços prestados ao Master. Conforme revelou a Folha em abril, a empresa tem como sócio-administrador Gilson Bahia Vasconcelos, beneficiário do auxílio emergencial do governo na pandemia e réu em processo por golpe de um call center contra aposentados do INSS.


Bahia Vasconcelos também é administrador de outra firma chamada Midias Promotora LTDA - SCP1, que tem como sócia a Midias Promotora. O modelo de SCP (Sociedade em Conta de Participação) é uma estrutura com menor regulação que permite a entrada de sócios em posição oculta.


O endereço informado pela Midias SCP1 em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, é exatamente o mesmo que aparece no cadastro da Metanoein, empresa que ocupa a sexta posição do ranking.


Um mês após a reportagem da Folha, a Midias Promotora foi alvo de busca e apreensão em operação que investiga aplicações de R$ 3 bilhões do Rioprevidência (fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro), no Master.


Na reportagem sobre Bahia Vasconcelos, a Folha conversou com o advogado dele, que negou participação do administrador no call center do caso em que é reú por estelionato e diz que ele cumpre medidas cautelares. Sobre a Midias Promotora LTDA, diz que as movimentações financeiras são legais.


A reportagem voltou a procurar o advogado em 29 de abril e em 6 de maio, mas não houve atualização de suas manifestações.


*4º - Telure*


A quarta empresa também está ligada a uma pessoa que foi beneficiária de auxílio emergencial na pandemia. Fabia Franca, que recebeu R$ 5.250 do governo, aparece como diretora da Telure Participações S.A, que obteve R$ 110,8 milhões do Master.


A Folha não conseguiu contato pelo telefone (11) 1111-1111 nem pelo email contato@contato.com, registrados no CNPJ. As tentativas foram feitas em 29 de abril.


*5º - MSG*


Em quinto lugar, com quase R$ 106 milhões, está a MSG Serviços Empresariais LTDA— dos ex-sócios do banco Felipe Wallace Simonsen e de Armando Miguel Gallo Neto.


Em 29 de abril e em 14 de maio, a Folha tentou contato pelos emails e telefones registrados no cadastro da empresa, mas não teve resposta.


*6º - Metanoein*


Com R$ 102 milhões, a sexta é a Metanoein Participações e Consultoria LTDA, que fica no mesmo endereço da Midias SCP1, em Bangu. Essa empresa também tem uma SCP vinculada —no mesmo endereço— e dívida ativa superior a R$ 9 milhões com a União por falta de pagamento de impostos.


Em abril, uma medida da 8ª Vara Federal Criminal do RJ impediu a transferência de valores ligados à Metanoein em desdobramento de investigação sobre crimes de constituição de organização criminosa e lavagem de dinheiro. O caso envolve uma rede de postos de gasolina operada por meio de laranjas.


A Folha tentou contato, desde 27 de abril, por email e WhatsApp, mas não teve resposta. A sócia-administradora da firma, a advogada Rose Evelyn Coité, atendeu uma ligação da reportagem, mas desligou.


*7º - MDSV*


A próxima na lista é a MDSV Participações LTDA, do ex-sócio do banco Maurício Quadrado e sua mulher Denise, com R$ 100 milhões.


A MDSV fica em um prédio residencial de bairro nobre na capital paulista, perto do parque Ibirapuera.


Procurada pela Folha, a assessoria de imprensa de Quadrado diz que a MDSV atua com assessoria e consultoria financeira para firmas de diversos setores. Ele nega que a empresa tenha recebido este valor, mas não revela a quantia exata.


Em nota, diz apenas que os valores são inferiores a R$ 100 milhões, que os serviços foram regularmente prestados, conforme as práticas de mercado, e que "decorrem da prestação de serviços de assessoria na estruturação de operações financeiras diversas, incluindo, entre outras, operações de mercado de capitais, sendo que estas últimas resultaram na captação de recursos pelo banco em montante superior a R$ 2 bilhões".


*8º - Nanook*


A oitava é a Nanook Participações S.A., com R$ 92,8 milhões. Essa empresa também tem a beneficiária de auxílio Fabia Franca na direção, assim como a Telure. Ambas apresentam a mesma atividade principal, correspondente de instituições financeiras. Os cadastros da Telure e da Nanook na Receita têm endereços diferentes, em São Caetano do Sul e Goiânia, mas usam os mesmos telefones e emails: 1111-1111 e contato@contato.com. As tentativas de contato foram feitas pela reportagem em 29 de abril.


*9º - Barci de Moraes*


O nono do ranking é o escritório Barci de Moraes, com mais de R$ 80 milhões recebidos. Procurada pela reportagem, sua assessoria enviou nota com uma lista de atividades. Segundo o comunicado, o serviço incluiu consultoria e atuação jurídica com uma equipe de 15 advogados, além da contratação de outros três escritórios. A nota menciona 94 reuniões de trabalho, 36 pareceres e opiniões legais, elaboração de manuais, implementação de código de ética do banco, consultorias e atuação na área penal e administrativa, entre outras funções.


*10º - Terra Firme (outro CNPJ)*


A décima, que recebeu R$ 73,6 milhões, é novamente uma Terra Firme da Bahia LTDA, de Augusto Lima, mas aparece como filial, com outro CNPJ.


Colaborou Iran Alves, de São Paulo




https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/das-10-companhias-que-mais-receberam-do-master-4-tem-sinais-de-empresa-fachada-veja-ranking.shtml

CEO da LATAM

 CEO da Latam foi pragmático e fez uma análise técnica e enfática como de costume nos seus pronunciamentos. Destaco alguns pontos relevantes de sua fala:

"Se individualmente nós, companhias aéreas, além das empresas de outros segmentos do setor, fazemos um trabalho bom, coletivamente o Turismo do Brasil faz um trabalho medíocre. Temos de reconhecer isso"

o setor não precisa de "esmola", mas de previsibilidade. "Não vou nem falar de incentivo público, pois fica a impressão de que estamos pedindo dinheiro. O que precisamos é de um plano de longo prazo. E simplesmente não existe plano de longo prazo no Turismo do Brasil"

uma aeronave custa entre US$ 40 milhões e US$ 200 milhões para operar no Brasil e só vai ter o retorno sobre o investimento em cerca de sete anos. "Ou seja, é impossível evoluir na aviação e no Turismo olhando em curto prazo. Em 20 anos, o Brasil teve 20 ministros do Turismo. Desta forma, que ministro consegue pensar em longo prazo se cada um que entra refaz tudo?"

"A reforma tributária é necessária para o País e para outros setores, mas para a aviação, da maneira que está posta, é uma bomba atômica, um desastre. E vale dizer que não é a companhia, não é a Latam que vai pagar por isso. A Latam só repassa os custos, é o cliente que voa com a Latam que vai pagar a conta. Não estamos pedindo redução de impostos. Estamos pedindo que não aumentem a carga como ela é hoje."

nos voos internacionais, a tributação atual é praticamente zero, mas passará a cerca de 13% com a nova regra, colocando o Brasil em desacordo com toda a regulamentação internacional.

"Sou movido pela dor. A dor de ver países inferiores a nós, com hospitalidade muito abaixo da nossa, e que estão muito melhores em turismo. O convite aqui é para encontrar solução."

Resumo da ópera e que digo todas as vezes que me pronuncio publicamente sobre turismo:

Sem plano de longo prazo e continuidade das ações, fica muito difícil haver um desenvolvimento consistente. Os empresários do setor são verdadeiros heróis!!!

sexta-feira, 12 de junho de 2026

A História da Economia em Uma Visão Simples

 


A História da Economia em Uma Visão Simples

A economia não se desenvolveu da noite para o dia. Ela evoluiu por diferentes escolas de pensamento, com cada geração de economistas tentando responder a uma pergunta importante:
👉 Como as sociedades podem usar recursos limitados para melhorar a vida das pessoas?
Este infográfico simplifica mais de 250 anos de pensamento econômico em cinco grandes etapas:
🔹 A Economia Clássica focava em mercados livres e especialização.
🔹 A Economia Neoclássica explicou como as escolhas individuais influenciam preços e mercados.
🔹 A economia keynesiana destacou o papel dos gastos governamentais durante crises econômicas.
🔹 A Economia Neo-Keynesiana combinava forças de mercado com ferramentas de políticas para promover estabilidade e crescimento.
🔹 A Economia Moderna expandiu o campo ao estudar tecnologia, globalização, comportamento, sustentabilidade e bem-estar humano.
O que torna a economia fascinante é que cada escola não substituiu completamente a anterior. Em vez disso, novas ideias foram construídas sobre bases antigas para resolver os desafios de sua época.
Compreender essa evolução nos ajuda a entender por que economistas frequentemente têm visões diferentes sobre inflação, desemprego, crescimento econômico, intervenção governamental e políticas públicas.
Economia é mais do que teorias e gráficos — é uma forma de entender como o mundo funciona e como as decisões afetam nossas vidas cotidianas.
💡 Quanto melhor entendemos ideias econômicas, melhor entendemos o mundo ao nosso redor.

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +1,8% US tech +3,3% US Semis +7,9% UEM +0,8% España +0,8% VIX 19,4% Bund 3,08%. T-Note 4,47%. Spread 2A-10A USA=+41pb B10A: ESP 3,47% PT 3,41% ITA 3,80% FRA 3,80% Euribor 12m 2,84% (fut.12m 2,94%) USD 1,157 JPY 185,4/€ 160,3/$. Ouro 4.187$. Brent 88,5$. WTI 86,0$. Bitcoin +0,1% (63.381$). Ether -0,3% (1.667$).


SESSÃO: Trump anuncia um iminente acordo com o Irão. O petróleo bruto cai até <90 $ (-5% desde quarta-feira), as obrigações relaxam e as bolsas americanas e asiáticas sobem com força. A tecnologia volta a liderar (semis +8%, Coreia +6%). SpaceX estreia-se hoje na bolsa após ter captado 75.000 M$.


Horas depois de novas ameaças, Trump anuncia negociações com o Irão que, afirma, poderão levar a um acordo este fim de semana. O otimismo extende-se a bolsas e obrigações e a volatilidade relaxa. Devolve o protagonismo aos fundamentos e lucros. E aí brilha a tecnologia e, principalmente, os semis. O EPS dos componentes do índice continua a ser revisto em alta. Números atualizados: 2026 +81,5%, 2027 +46,2%, 2028 +18,5%. 


A tecnologia está no foco perante a estreia de SpaceX na bolsa. Grande marco pelo volume da operação, a maior da história, e o seu impacto nos índices americanos e na liquidez disponível para outras tecnológicas americanas. O preço de saída marcado, 135 $/ação, avalia a empresa em 1,77 Bn$. Derivados e futuros numa plataforma online apontam para uma subida inicial de +35%. Veremos. Irá introduzir volatilidade, sem dúvida, e quiçá rotação de ativos. O mercado irá querer ver se os fundamentos justificam a avaliação. Será fundamental na sessão americana e provavelmente também nas próximas semanas.


Na frente macro, ontem o BCE cumpriu o esperado: subiu +25 p.b. até 2,25%/2,40%. Trata-se de um movimento com o qual pretende ressaltar o seu compromisso com o objetivo de inflação (2%), apesar de não ver “ainda efeitos de segunda ronda”, mas não pensamos, de forma alguma, que seja o início de um novo ciclo de endurecimento monetário. Reviu em baixa o crescimento (+0,8% a/a e +1,2% a/a 2027) e a inflação em alta (+3% a/a 2026, +2,3% a/a 2027) no cenário base (e também os cenários adverso e severo), mas criou um novo cenário “mais suave”. Descontado este movimento, as yields das obrigações europeias enfraqueceram ~-4/-5 p.b. de forma geral.


Hoje, a macro foca-se no Indicador de Confiança da Univ. de Michigan, que poderá melhorar ligeiramente, tanto na componente de sentimento como de preços. Aqui não será um obstáculo para uma sessão que estará dirigida por SpaceX e de que forma o mercado dirige a sua avaliação e captação de liquidez. De momento, Ásia com alguma euforia, Europa também com força, EUA dependerão de SpaceX, mas a tendência é positiva.


FIM

BDM Matinal Riscala

 Bom dia


*Rosa Riscala: Mercado volta a apostas em corte da Selic*


… Era o início da tarde quando Donald Trump declarou que “acabamos de fazer um ótimo acordo para encerrar a guerra com o Irã”. Pouco antes, já causava alívio, suspendendo os novos ataques prometidos para a noite. Mesmo com Teerã dizendo que ainda não havia tomado uma decisão final, ele garantia que “o acordo será assinado provavelmente no fim de semana”. Os mercados passaram a queimar prêmios de risco. O petróleo aprofundou a queda no pregão eletrônico, as bolsas foram às máximas, juros e dólar renovaram mínimas. Às vésperas do Fed e Copom, a notícia esvaziou as chances de alta do juro americano, enquanto aqui o mercado não esperou pelo IPCA para voltar a apostar em corte da Selic.


FALTAM OS DETALHES – O mercado passou a apostar em uma solução diplomática para a guerra no Oriente Médio após Donald Trump cancelar os ataques que prometia realizar nesta quinta-feira e afirmar que um acordo com o Irã está praticamente concluído.


… Segundo o presidente americano, a assinatura pode ocorrer nos próximos dias, provavelmente “já no fim de semana”, e permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz, principal rota de escoamento de petróleo da região. A mudança de tom foi significativa.


… Ao longo da manhã, Trump ainda ameaçava atingir o Irã “muito duramente”, falava em novos bombardeios para a noite e chegou a mencionar a possibilidade de assumir o controle da Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo iraniano.


… Poucas horas depois, porém, anunciou a suspensão da operação militar, alegando avanços nas negociações e afirmando que os pontos finais do entendimento já teriam sido aprovados pelas partes envolvidas. A sequência de notícias alimentou rapidamente o apetite por risco.


… Reportagens da Axios indicaram que as principais divergências já teriam sido resolvidas, incluindo questões relacionadas à reabertura de Ormuz, à liberação de ativos iranianos congelados e ao formato das futuras negociações sobre o programa nuclear.


… Ao mesmo tempo, o gabinete de Benjamin Netanyahu confirmou que o premiê israelense discutiu com Trump um memorando em formação.


… Segundo o comunicado, Israel espera que um eventual acordo inclua a retirada do material enriquecido do Irã, restrições à produção de mísseis, o desmantelamento da infraestrutura nuclear e o fim do apoio de Teerã a grupos aliados na região.


… Apesar da melhora do ambiente, o noticiário permaneceu repleto de lacunas.


… Autoridades iranianas afirmaram que ainda não foi tomada uma decisão final sobre o texto, enquanto fontes ligadas às negociações disseram que Teerã sequer aprovou formalmente qualquer acordo. Israel também disse que não concluiu um entendimento com os Estados Unidos.


… Além disso, explosões voltaram a ser registradas nas proximidades do Estreito de Ormuz no fim da tarde.


… Outro ponto que mantém dúvidas sobre o desfecho das negociações é a falta de detalhes sobre os termos do eventual acordo. Nem Washington nem Teerã divulgaram oficialmente o texto em discussão.


… Até o momento, as informações disponíveis se baseiam em declarações de Trump, vazamentos para a imprensa e relatos de fontes envolvidas nas conversas. Na prática, os mercados negociaram menos um acordo assinado e mais a esperança de que há um acordo na mesa.


… Mas esse acordo ainda precisa ser validado por todas as partes envolvidas, principalmente pelo Irã.


BATEU NOS JUROS – A perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã e a forte queda do petróleo levaram investidores a reduzir apostas de aperto monetário nos Estados Unidos e a voltar a discutir cortes de juros no Brasil.


… Segundo a ferramenta CME FedWatch, no final da tarde o mercado havia reduzido as chances de alta pelo Federal Reserve em outubro e passou a concentrar a maior probabilidade de aperto apenas em dezembro. No B3, a reação foi ainda mais intensa.


… Na curva de juros, a probabilidade de corte de 0,25 ponto da Selic na reunião da próxima semana voltou a ser majoritária, passando de cerca de 30% para 60%, segundo cálculos do Bmg. Ao mesmo tempo, a Selic terminal projetada para 2026 caiu de 15,05% para 14,80%.


… O movimento chama atenção porque ocorreu apesar de novos sinais de atividade aquecida. A Pesquisa Mensal de Serviços ontem mostrou alta de 1,2% em abril, o dobro da expectativa do mercado, reforçando a percepção de que a economia brasileira continua resiliente.


… Nos Estados Unidos, o PPI também trouxe sinais menos benignos para a inflação do que o CPI divulgado na véspera.


… Para a Capital Economics, os componentes do PPI que alimentam o cálculo do núcleo do PCE vieram mais fortes do que o esperado e podem levar a inflação preferida do Fed para perto de 3,5% em termos anuais.


… A consultoria mantém a avaliação de que o banco central americano ainda poderá elevar os juros mais adiante. Mesmo assim, investidores preferiram concentrar suas atenções no recuo do petróleo e na possibilidade de uma solução diplomática para o conflito.


AINDA FALTA O IPCA – Após o mercado voltar a apostar majoritariamente em um corte da taxa Selic na próxima semana, o IPCA de maio, que será divulgado às 9h, ganha importância adicional nesta sexta-feira por ajudar a validar – ou não – essa reprecificação.


… A mediana das projeções do Broadcast aponta alta de 0,55% para o índice cheio, após avanço de 0,67% em abril, refletindo principalmente o alívio esperado nos combustíveis e uma descompressão gradual dos alimentos.


… A desaceleração tende a reforçar a percepção de que parte das pressões inflacionárias provocadas pela guerra no Oriente Médio pode ser temporária, especialmente diante da forte queda recente do petróleo.


… No acumulado em 12 meses, porém, a inflação deve acelerar de 4,39% para 4,68%, permanecendo acima do teto da meta.


… A atenção do mercado, porém, continua concentrada nas medidas qualitativas. A média dos núcleos deve desacelerar apenas marginalmente, de 0,50% para 0,45%, enquanto os serviços subjacentes seguem em patamar elevado.


… Economistas avaliam que os indicadores recomendam cautela, já que continuam refletindo uma economia aquecida, sustentada pelo mercado de trabalho forte, crescimento da renda e estímulos fiscais.


… O contraste entre um índice cheio mais benigno e núcleos ainda pressionados ajuda a explicar por que parte relevante do mercado continua cética em relação a um corte imediato da Selic, apesar da mudança de humor observada nos ativos nesta quinta-feira.


… Em outras palavras, o IPCA pode ajudar a consolidar a melhora das expectativas para a inflação de curto prazo, mas os núcleos e os serviços seguem longe de um nível confortável para o BC. A queda do petróleo ajuda, mas sozinha pode não resolver tudo.


A CONTA NÃO FECHA – Enquanto o mercado reduzia os prêmios associados à guerra e voltava a discutir cortes de juros, a equipe econômica elevou o tom de alerta sobre o avanço das chamadas “pautas-bomba” no Congresso.


… Em entrevista ao SBT News, o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo foi surpreendido pelo conjunto de matérias aprovadas pelo Senado nesta semana e disse que o impacto potencial ultrapassa R$ 200 bilhões, mais de 2% do PIB.


… Segundo ele, o problema vai muito além das contas públicas. “O País não suporta um impacto dessa magnitude”, afirmou, acrescentando que as propostas colocam em risco não apenas a política fiscal, mas também a política monetária, o câmbio e a inflação.


… Fazenda e Planejamento divulgaram nota conjunta estimando impacto de R$ 111 bilhões por ano para nove propostas em tramitação no Congresso. Entre elas, dívidas rurais, a ampliação dos limites do Simples Nacional e MEI, novos pisos salariais e mudanças previdenciárias.


… A preocupação ganhou força após a aprovação do projeto de renegociação das dívidas rurais pelo Senado.


… Segundo apuração do Estadão, o governo trabalha para evitar uma tramitação acelerada na Câmara e já discute alternativas que vão desde mudanças no texto até veto presidencial e eventual questionamento no STF.


… Parte das medidas cria despesas incompatíveis com a Lei de Responsabilidade Fiscal e impõe um custo que as contas públicas não suportam.


… O Supremo tem jurisprudência consolidada contra a criação de despesas ou renúncias fiscais sem indicação de fonte de custeio. O ministro Gilmar Mendes alertou que o Congresso não pode criar despesas para Estados e municípios sem apontar como elas serão financiadas.


… Assim, o avanço dessas propostas ajuda a explicar por que parte do mercado continua cautelosa com o cenário doméstico. A queda do petróleo reduz pressões de curto prazo, mas não elimina os desafios fiscais que seguem no radar do Banco Central e dos investidores.


PAUTA TRAVADA – A Câmara continua com a pauta bloqueada por causa da urgência do governo para regulamentar o fim da escala 6×1.


… Nos bastidores, governistas admitem que a estratégia tem como objetivo manter pressão sobre o Senado para acelerar a tramitação da PEC que trata do tema. O impasse já começa a produzir efeitos práticos.


… Nesta semana, a Câmara deixou de votar o PLP dos Combustíveis, proposta apoiada pela equipe econômica que autoriza o uso de receitas extraordinárias do petróleo para reduzir impostos. A situação tem provocado incômodo no Congresso.


… O relator da proposta, Leo Prates, argumentou que o Senado é livre para definir seu próprio cronograma de votação. Na mesma linha, Hugo Motta já defendeu que o governo retire a urgência e negocie com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sem manter a Casa paralisada.


… Apesar das críticas, o Planalto resiste a retirar a urgência, porque tem nessa PEC uma de suas principais bandeiras eleitorais.


… Nos bastidores, uma alternativa discutida é uma negociação direta entre Lula e Alcolumbre antes da viagem do presidente para a reunião do G7. Até lá, o impasse deve continuar afetando a tramitação de projetos considerados relevantes tanto pelo governo quanto pelo mercado.


CURTAS DA POLÍTICA – O presidente Lula lança hoje (11h) o programa Move Brasil – Entregadores e Moto Apps, nova linha de crédito avalizada pelo Fundo de Garantia de Operações (FGO) para facilitar o financiamento de motocicletas por trabalhadores de aplicativos.


… À tarde (15h), o presidente também participa do anúncio de novas unidades do Minha Casa Minha Vida Rural e Entidades.


PESQUISA. Alfa Inteligência mostrou Lula com 44% das intenções de voto contra 41% do senador Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, em cenário de empate técnico. O levantamento também apontou aumento da desaprovação do governo, de 53% para 56%.


MASTER. A Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo investigadores, o material não trouxe fatos inéditos nem elementos de prova suficientes para justificar um acordo de colaboração.


BIG TECHS. O STF formou maioria para conceder prazo de 60 dias para que as plataformas digitais implementem as obrigações decorrentes do julgamento do Marco Civil da Internet.


… Entre as medidas estão mecanismos de combate à circulação massiva de conteúdos ilícitos graves, novas exigências de transparência e a criação de canais específicos de atendimento aos usuários.


MAIS AGENDA – Além do IPCA, a sexta-feira traz dados da produção de veículos da Anfavea e o índice de sentimento do consumidor americano da Universidade de Michigan, indicador acompanhado de perto por investidores por incluir as expectativas de inflação.


… Às 11h, a Anfavea divulga os números de produção de veículos de maio. Às 11h30, o BC realiza leilão de até 50 mil contratos de swap cambial para rolagem e, ao meio-dia, oferta até R$ 5 bilhões em operações compromissadas de seis meses.


… No exterior, o índice preliminar de sentimento do consumidor de junho será divulgado às 11h. A expectativa é de alta para 47,8 pontos, após 44,8 em maio. O relatório também traz as projeções de inflação para um e cinco anos, acompanhadas de perto pelo Fed.


MAIS INTERNACIONAL – Ainda nos Estados Unidos, repercute a decisão de um tribunal federal de apelações, que autorizou o governo Trump a manter temporariamente a tarifa global de 10% sobre importações enquanto prossegue a disputa judicial sobre a legalidade da medida.


… A sobretaxa está prevista para expirar em julho, caso não seja prorrogada pelo Congresso.


AO INFINITO E ALÉM – As ações da SpaceX estreiam hoje na Nasdaq, sob o código SPCX. No Brasil, será possível investir na empresa por meio de BDRs listados na B3, sob o código SPCX34. Cada BDR valerá 1/15 do preço da ação.


… A oferta inicial da SpaceX saiu ao preço de US$ 135 por ação, conforme a empresa aeroespacial de Elon Musk já tinha definido no lançamento da operação.


… Foram vendidas 555,56 milhões de ações, totalizando quase US$ 75 bilhões. A demanda chegou aos US$ 250 bilhões, segundo apurou a Reuters.


… Foi o maior IPO da história, superando os US$ 25,6 bilhões obtidos pela Saudi Aramco em 2019 e os US$ 21,8 bilhões do Alibaba em 2014.


… A operação implicou em um valor de mercado para a SpaceX de US$ 1,77 trilhão, o que a coloca entre as sete maiores empresas listadas nos Estados Unidos.


PROMESSA É DÍVIDA – A decisão de Donald Trump de cancelar os ataques ao Irã e ainda afirmar que um acordo tinha sido aprovado pelo “mais alto nível da liderança do país” e seria assinado nos próximos dias animou Wall Street.


… A declaração do presidente americano em sua rede social no começo da tarde se juntou à confirmação do sucesso do IPO da SpaceX algumas horas depois, deixando os investidores em polvorosa.


… O Irã deixou claro que ainda não tomou uma decisão final sobre o acordo, mas ninguém deu bola. Nem o PPI de maio (+1,1%) acima do esperado (+0,7%), na maior alta mensal desde novembro de 2022, estragou o clima de festa.


… O Dow Jones subiu 1,86%, aos 50.848,75 pontos. O S&P 500 ganhou 1,75%, aos 7.394,30 pontos. E o Nasdaq avançou 2,54%, aos 25.809,66 pontos.


… As techs mais uma vez foram destaque, desta vez de alta: SanDisk (+14,5%), Micron (+11,7%), Intel (+9,3%) e Nvidia (+2,2%). Na contramão do setor, Oracle caiu 8,5% após o balanço, que trouxe gastos maiores do que o previsto.


… No setor aeroespacial, as ações dispararam na esteira do IPO da SpaceX: Redwire (+14,9%), Firefly (+17,8%) e Virgin Galactic (+22,4%).


POÇO SEM FUNDO – O Brent chegou a superar os US$ 95 na manhã de ontem, com Donald Trump prometendo novos ataques ao Irã e a ocupação da ilha de Kharg, importante centro iraniano de embarque de petróleo.


… Mas a commodity virou o jogo de tarde e afundou por obra e graça do mesmo Trump. Além de cancelar os ataques, o presidente americano sinalizou que o fim da guerra estaria próximo ao afirmar que o Irã teria aceitado um acordo.


… O mercado mal deu atenção ao relatório mensal da Opep, que reduziu a previsão de crescimento da demanda global de petróleo neste ano, para 970 mil bpd, de 1,17 milhão bpd no documento anterior.


… O Brent para agosto fechou em baixa de 2,92%, a US$ 90,38 na ICE, enquanto o WTI para julho recuou 2,58%, a US$ 87,71 na Nymex.


NO BANCO DO CARONA – A bolsa brasileira seguiu o otimismo global com a possível assinatura em breve de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, e também a euforia de Wall Street com o IPO da SpaceX.


… O Ibovespa fechou em alta de 1,71%, aos 171.497,24 pontos, com giro expressivo, de R$ 30,5 bilhões. O tombo do petróleo não prejudicou Petrobras, que ficou de lado: PN +0,26%, a R$ 41,76; e ON -0,02%, a R$ 46,80.


… Os bancos avançaram: Itaú PN (+2,90%, a R$ 40,50), BTG unit (+2,60%, a R$ 50,48), Bradesco PN (+2,43%, a R$ 17,68), BB ON (+2,16%, a R$ 19,41) e Santander unit (+0,63%, a R$ 27,17). E Vale (+1,42%, a R$ 78,80) contrariou o minério de ferro (-0,46%).


… No topo do índice ficaram Vamos (+6,52%, a R$ 2,94), PetroRecôncavo (+5,91%, a R$ 11,11) e Direcional (+5,78%, a R$ 13,55). Natura (-1,96%, a R$ 8,51) foi a que mais caiu, seguida de SLC Agrícola (-1,41%, a R$ 14,68) e Prio (-1,32%, a R$ 62,05).


DA DEFESA PARA O ATAQUE – A melhora na percepção de risco em relação à guerra provocou intenso desmonte de posições defensivas no câmbio à tarde, levando o real a ter o melhor desempenho entre as divisas emergentes.


… O dólar fechou em baixa de 1,37%, a R$ 5,1016, depois de fazer mínima em R$ 5,0921. Lá fora, o índice DXY recuou 0,28%, para 99,669 pontos. A libra ganhou 0,38%, a US$ 1,3420. E o euro subiu 0,40%, a US$ 1,1582, em dia de BCE.


DO ATAQUE PARA A DEFESA – O BC europeu subiu o juro em 0,25 pp, para 2,25%, deixando os próximos passos em aberto. Christine Lagarde previu que a inflação deve voltar à meta só no segundo semestre de 2027.


… “Monitoraremos de perto a dimensão e a persistência do aumento dos preços da energia”, afirmou a presidente do BCE, ao comentar das pressões inflacionárias decorrentes da guerra.


… Lagarde também deixou claro a preocupação da autoridade monetária com a fraqueza da economia europeia. “Os riscos para as perspectivas de crescimento são negativos”, declarou em entrevista coletiva após a decisão.


QUEIMA DE ESTOQUE – Os juros futuros devolveram prêmios, aproveitando a melhora na percepção de risco global provocada por Donald Trump, ao falar em acordo com o Irã e suspender novos ataques contra o país.


… Antes mesmo da publicação do presidente americano nas redes sociais, os DIs já mostravam queda expressiva pela manhã, com investidores corrigindo os excessos das últimas sessões, quando as taxas encostaram nos 15%.


… O fechamento da curva trouxe de volta a chance de um corte de 0,25 pp na próxima semana, com o cenário de manutenção da Selic pelo Copom perdendo força.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,310% (de 14,481% no ajuste anterior); Jan/28 a 14,495% (14,907%); Jan/29 a 14,505% (14,968%); Jan/31 a 14,405% (14,841%); Jan/33 a 14,385% (14,788%).


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE recebeu carta da PREVI pedindo a convocação de assembleia para destituir o presidente do conselho de administração da mineradora, Daniel André Stieler.


… A Previ também pede a indicação de José Mauricio Pereira Coelho para a vaga no conselho e a eleição de Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira para o cargo de presidente do colegiado.


… A Vale afirmou que o conselho está avaliando as medidas necessárias para a convocação da assembleia.


PETROBRAS informou ao Ibama que estima concluir a perfuração do Poço Morpho, na Foz do Amazonas (Margem Equatorial) no dia 7 de agosto, segundo apurou o Valor.


NUBANK concluiu oferta pública de letras financeiras no montante de R$ 1,59 bilhão. Segundo o banco, a demanda superou R$ 3 bilhões.


… As letras foram emitidas em duas séries, a primeira, de R$ 1,066 bilhão, com prazo de dois anos e taxa de CDI + 0,39%. E a segunda série, de R$ 522 milhões, com prazo de três anos e taxa de CDI + 0,49%.


EZTEC. Conselho aprovou cancelamento de 3,640 milhões de ações mantidas em tesouraria e abertura de novo programa de recompra de até 12 milhões de papéis pelo prazo de 18 meses.


CYRELA. Absolute Gestão eleva participação de 5,3% para 10,1% das ações PN.


OI. Justiça prorrogou prazo de suspensão da exigibilidade das obrigações extraconcursais, que são dívidas e compromissos assumidos depois do início da recuperação judicial e que não entram no plano geral de credores.


… Foi designado o gestor judicial para dar continuidade à liquidação ordenada dos ativos até o julgamento de mérito dos agravos de instrumento. A decisão ocorreu no âmbito dos recursos apresentados pelo Itaú Unibanco e Bradesco.


CAIXA SEGURIDADE. Conselho elege Dermeval Bicalho Carvalho para o cargo de Diretor de Governança e Riscos. Vanessa Regina Gobi Cattinne dos Santos assumirá o cargo de Diretora Comercial e de Produtos.

Doutorado...