terça-feira, 16 de junho de 2026

Call Matinal 1606

 Call Matinal

16/06/2026
Julio Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
FECHAMENTO (1506)
MERCADOS
Na segunda-feira (15), a bolsa brasileira apresentou leve queda, contrariando NY, que subiu com o acordo preliminar para o fim da guerra no Irã e o impulso das techs. Pressionado por Petrobras, o Ibovespa fechou em baixa de 0,42%, aos 170.415,13 pontos, com giro de R$ 29,5 bilhões. Já o dólar fechou em leve alta de 0,10%, a R$ 5,0668, após oscilar entre R$ 5,0269 e R$ 5,0743.
PRINCIPAIS MERCADOS
Os índices futuros dos EUA operam ligeiramente em alta nesta terça-feira (16), após o recorde de fechamento do Dow Jones, impulsionado pelo acordo de paz entre os EUA e o Irã. Agora, o foco do mercado passa a ser a primeira reunião do Fed, sob a liderança de Kevin Warsh, que assumiu a presidência da instituição no lugar de Jerome Powell.
MERCADOS 5h30
Índices
Comentários
EUA
Dow Jones Futuro: +0,14%
S&P 500 Futuro: 0,00%
Nasdaq Futuro: +0,07%
Bolsas operando em alta com o acordo de Paz.
Ásia-Pacífico
Shanghai SE (China), -0,11%
Nikkei (Japão): +0,13%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,59%
Nifty 50 (Índia): +0,45%
ASX 200 (Austrália): +0,04%
Bolsas asiáticas em recuperação, diante da definição da guerra do Oriente Médio.
Europa
STOXX 600: +0,24%
DAX (Alemanha): +0,39%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,13%
CAC 40 (França): +0,43%
FTSE MIB (Itália): +1,06%
Bolsas europeias em alta diante das definições de acordo de Paz entre EUA e Irã.
Commodities
Petróleo WTI, -2,54%, a US$ 78,70 o barril
Petróleo Brent, -2,19%, a US$ 81,35 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,85%, a 762 iuanes (US$ 112,71)
Bitcoin, -0,14%, a US$ 66.513,00
Petróleo em queda forte, diante do acordo de Paz e a reabertura do Estreito de Ormuz.
NO DIA, 1606
Passada a repercussão do acordo de paz entre EUA e Irã, ingressmos agora no que deve ser decidido pelos bancos centrais nesta semana. Na super quarta-feira, o Fed, sob liderança de Kevin Warsh, deve decidir pela Fed Funds, o mesmo transcorrendo com o Copom do BCB. Sem o peso da guerra e a influência sobre a cotação do barril de petróleo, acreditamos numa amenização da narrativa. A semana também será marcada pela cúpula do G7, na França, com a participação dos presidentes Trump e Lula, e pelos primeiros testes para a implementação da paz entre Washington e Teerã. Um ponto a destacar é que o Hezbollah NÃO parece muito disposto a aderir a este plano de paz, ainda em estocadas contra Israel. Diante disso, o Bibi Nethanyahu não parece muito convencido deste acordo de paz. Ainda temos decisão do BoJ no Japão e do BoE no Reino Unido.
Agenda macro 15 a 19 de junho
Terça-feira, 16 de junho
00h00 – Japão: BoJ – Decisão de juros
09h00 – IBGE: Vendas no varejo (abril)
09h15 – EUA: ADP (junho)
Quarta-feira, 17 de junho
09h00 – BC: IBC-Br (abril)
09h30 – EUA: Vendas no varejo (maio)
11h30 – EUA: Estoques de petróleo
15h00 – EUA: Fed – Decisão de juros
15h30 – EUA: Coletiva de Kevin Warsh
18h30 – Brasil: Copom – Decisão da Selic
Quinta-feira, 18 de junho
08h00 – Reino Unido: BoE – Decisão de juros
Sexta-feira, 19 de junho
Suíça: Assinatura formal do acordo EUA-Irã
Boa semana para todos!

Notas sobre a seleção e o futebol brasileiro: tudo patético e vergonhoso

 Crises, más atuações da seleção, acabam salutares por expor a podridão deste ambiente da CBF. Servem, sobretudo, para denunciar o quão apodrecido está o futebol brasileiro, embalado pelas mesmas "transgressões" das práticas da classe política e do poder em Brasília. Por estes dias, foram pipocando fatos e causos, q nos colocam a questionar...faz sentido se mobilizar, torcer por esta porcaria desta seleção brasileira? Claro q não. 

1. A postura arrogante deste 💩 deste Casimiro, argumentando q o Endrick ainda não é da panela.

2. Carlo Ancelloti argumentando q não avalia jogador individualmente, justificando não escalar o Endrick contra o Marrocos. Ué, e a avaliação do Neymar e tantos outros?

3. As entrevistas desastrosas do Rafinha, argumentando q preferia estar de férias. O esporro dado pela mulher dele. E as declarações de que a torcida do Brasil não o trata bem, mas q ele se aquece com o apoio dos familiares e a torcida do Barcelona...

4. As sacanagens contra o Endrick. As panelas malditas da seleção não gostam dele. Dizem q ele é fominha e não passa a bola...

5. O escroque do presidente da CBF indo para a Copa com a mulher e a amante, uma com hospedagem no México, outra, nos EUA. Aliás, quem foi q inventou este presidente da CBF? Alguém conhecia este cara antes? Não dá para entender como um 💩 como este vira presidente da CBF...

6. O Endrick não jogando por ser New Balance e o patrocínio oficial da CBF ser Nike.

7. A imposição da convocação do Neymar pelo filho do Gilmar Mendes, dirigente da CBF.

8. A percepção q eu tenho e é nada surpreendente, é q Carlo Lancelloti não está nem aí para o Brasil, a torcida, a imprensa. Está fazendo esta cara de paisagem, meio q cagando para tudo. Sabem por que? Pq o seu contrato é uma verdadeira fábula. Ninguém sabe, mas deve ser uma fortuna mensal e é isso q importa para ele. Não bate de frente com ninguém, é amiguinho das panelas da seleção e nem quer saber de mais nada. Esta é a realidade.

Este é o Brasil. Só tem esquema, só tem ladroagem...vejam o Lula e a Janja torrando dinheiro no G7. É algo escandaloso e tudo certo?

BDM Matinal Riscala

*Superquarta ganha alívio com acordo EUA-Irã*

A semana também será marcada pela cúpula do G7, na França, com a participação de Trump e Lula


15/06/2026


… O acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã, neste domingo, confirmou as expectativas de investidores e afastou os temores de uma interrupção prolongada do Estreito de Ormuz. Já na abertura dos negócios, derrubou o petróleo, animou as bolsas e devolveu protagonismo aos bancos centrais justamente às vésperas da Superquarta. Fed, Copom e investidores devem receber com alívio as novas discussões sobre inflação, juros e crescimento global – até aqui, influenciadas pela guerra. A semana também será marcada pela cúpula do G7, na França, com a participação dos presidentes Trump e Lula, e pelos primeiros testes para a implementação da paz entre Washington e Teerã.


O ACORDO – O mercado inicia a semana diante do avanço diplomático mais importante desde o início da guerra.


… Estados Unidos e Irã confirmaram neste domingo um acordo para encerrar as hostilidades, abrir caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, que ainda será formalmente assinado na próxima sexta-feira, na Suíça.


… O anúncio foi feito inicialmente pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, país que atuou como principal mediador das negociações, e posteriormente confirmado por Donald Trump e pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi.


… A convergência das declarações encerrou as dúvidas e levou os investidores a tratarem o entendimento como efetivamente concluído. A queda de 5% do WTI e de 4% do Brent na abertura dos negócios desta segunda-feira foi a prova definitiva.


… O desfecho ocorreu após um fim de semana marcado por avanços diplomáticos, divergências públicas e momentos de forte tensão.


… Na manhã de domingo, Israel voltou a atacar subúrbios de Beirute, no Líbano, colocando em risco uma das principais exigências de Teerã para a assinatura do memorando: a inclusão do território libanês no cessar-fogo.


… O ataque levou o Irã a interromper temporariamente as negociações e ameaçar uma resposta militar, enquanto, em uma rara crítica pública ao governo de Benjamin Netanyahu, Trump afirmou que o ataque “não deveria ter acontecido”.


… Pediu que nenhuma das partes comprometesse um entendimento que, segundo ele, poderia inaugurar uma “longa e bela paz” na região.


… Segundo relatos divulgados pela imprensa iraniana, concessões de última hora feitas por Washington ajudaram a destravar as negociações e evitar o colapso do acordo minutos antes do anúncio oficial.


… Embora o texto definitivo ainda não tenha sido divulgado, as versões mais recentes do memorando apontam para uma ampla reestruturação das relações entre Washington e Teerã.


… O acordo prevê o fim das operações militares, a normalização da navegação por Ormuz, a suspensão dos bloqueios marítimos, a retomada do fluxo comercial de petróleo, alívio de sanções econômicas e abertura de negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano.


… Em troca, o Irã reafirma o compromisso de não desenvolver armas nucleares e aceita discutir limites para o enriquecimento de urânio e seus estoques de material nuclear. As questões mais sensíveis ficam para a próxima etapa das negociações, que deve durar ao menos 60 dias.


… Teerã afirma que as conversas só começarão após verificar o cumprimento dos compromissos assumidos por Washington.


… Além da queda do petróleo, recuaram o gás natural europeu e o dólar, enquanto as techs puxavam os futuros das bolsas em Nova York.


… Para analistas da Bloomberg, a reação dos mercados representa uma rápida reversão das operações que dominaram desde o início da guerra, com queda dos ativos ligados ao choque energético e recuperação dos ativos de risco.


… Restam dúvidas sobre a implementação prática do acordo, mas o principal foco de atenção agora passa a ser Israel, que ficou à margem das negociações e continua sendo visto como a principal fonte potencial de instabilidade para a consolidação da trégua.


… Mas Donald Trump parece estar muito disposto a encerrar a guerra e deve trabalhar forte para impedir uma reação indesejada de Netanyahu.


… O presidente festeja o acordo concluído no dia de seu aniversário de 80 anos, declarando vitória dos Estados Unidos, como quando disse: “navios do mundo, liguem seus motores, deixem o petróleo fluir”.


… Trump afirmou mais tarde que a reabertura plena de Ormuz ocorrerá apenas na sexta-feira, 19, após a assinatura formal do acordo e a conclusão das operações de remoção de minas na região.


ALÍVIO PARA O FED E O COPOM – Se tudo der certo, o acordo altera de forma relevante o pano de fundo da agenda dos bancos centrais.


… Nas últimas semanas, o risco de interrupção prolongada de Ormuz e de uma nova disparada do petróleo havia ampliado os temores de inflação global e aumentado a pressão sobre Fed e Copom, influenciando inclusive uma reprecificação mais conservadora das apostas.


… A perspectiva de reabertura da principal rota energética do Oriente Médio ajuda a reduzir esse risco justamente às vésperas da Superquarta, quando o Federal Reserve e o Banco Central brasileiro voltam a decidir juros.


… Embora o acordo não deva alterar decisões, remove um importante fator de incerteza para os próximos meses.


… Nos Estados Unidos, a expectativa continua sendo de manutenção dos juros, mas investidores acompanharão com atenção o tom que será adotado pelo Fed em sua primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh.


… Com a inflação mostrando sinais de acomodação e o petróleo devolvendo parte do prêmio de guerra acumulado desde abril, o mercado passa a enxergar um cenário menos ameaçador para a trajetória dos preços de energia no segundo semestre.


… Já no Brasil, o alívio externo chega em um momento mais delicado. O IPCA de maio desacelerou para 0,58%, mas ficou acima da mediana das projeções e reforçou a percepção de que a inflação segue desconfortável.


… Analistas destacam que os núcleos continuam pressionados, as expectativas permanecem deterioradas e a atividade ainda mostra resiliência. Apesar disso, a perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã já vinha ajudando a reduzir prêmios na curva de juros.


… Na sexta-feira, os contratos mais longos devolveram parte da alta acumulada ao longo da semana e a probabilidade implícita de um corte de 0,25 ponto da Selic voltou a superar a de manutenção, segundo cálculos do mercado.


… Para gestores, a normalização do conflito devolve algum grau de racionalidade à curva, embora o BC continue com menos espaço para afrouxar a política monetária no curto prazo.


… Mesmo entre as casas que ainda projetam um corte nesta semana, cresce a percepção de que o ponto terminal do ciclo será mais elevado do que se imaginava há poucas semanas.


… Em suma, o acordo é muito bom, mas não resolve os problemas inflacionários do Copom.


… Se a curva ainda carrega prêmio de risco da guerra, há espaço para devolução. Isso, porém, não descarta uma mensagem mais cautelosa do comunicado, diante de expectativas deterioradas, inflação resistente e dúvidas persistentes sobre o cenário doméstico.


SUPERQUARTA NO RADAR – Superada a tensão em torno do Oriente Médio, o mercado volta suas atenções para a agenda de política monetária, em uma semana dominada pelas decisões do Federal Reserve e do Copom.


… O acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã ajuda a reduzir parte dos temores relacionados à inflação de energia e devolve protagonismo aos bancos centrais, justamente quando investidores tentam calibrar as apostas para os próximos meses.


… Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros na reunião de quarta-feira, primeira sob o comando de Kevin Warsh.


… Mais importante do que a decisão em si, o foco estará nas projeções econômicas e no tom adotado pelo Fed diante de uma economia que segue resiliente, mas com inflação mostrando sinais de acomodação.


… Ao longo da semana, indicadores de atividade, como produção industrial, vendas no varejo e imóveis, ajudarão a compor o cenário.


… No Brasil, embora o acordo entre Washington e Teerã reduza um importante risco inflacionário ao aliviar as pressões sobre o petróleo, o Copom continua diante de um quadro doméstico desafiador, marcado por expectativas deterioradas, inflação resistente e atividade ainda forte.


… O mercado segue dividido entre manutenção da Selic em 14,50% e um corte adicional de 0,25 ponto percentual, enquanto buscará pistas sobre os próximos passos da política monetária no comunicado da autoridade monetária.


… Antes das decisões, investidores acompanharão ainda o Boletim Focus (hoje, 8h25), as vendas no varejo de abril (terça-feira) e o IBC-Br (quarta-feira), além das decisões de juros do Banco do Japão (terça-feira) e do Banco da Inglaterra (quinta-feira).


… Na sexta-feira, com os mercados americanos fechados pelo feriado de Juneteenth, as atenções podem se voltar para a assinatura formal do acordo entre Estados Unidos e Irã e para o cronograma de reabertura do Estreito de Ormuz, que ocorrerá na Suíça.


G7 NA FRANÇA – Em paralelo à Superquarta dos bancos centrais, a atenção também se volta para a cúpula do G7, que começa nesta segunda-feira na França em um ambiente transformado pelo acordo entre Estados Unidos e Irã.


… Com a perspectiva de reabertura de Ormuz e redução das tensões no Oriente Médio, presidentes das principais economias avançadas voltam a discutir temas como crescimento global, comércio, inteligência artificial e os desequilíbrios econômicos que alimentam disputas geopolíticas.


… Logo após o anúncio do acordo, vários líderes internacionais se manifestaram. ONU, França, Reino Unido, Alemanha e Itália elogiaram o entendimento e passaram a defender sua rápida implementação, com atenção especial à reabertura do Estreito de Ormuz.


… Lula participa do encontro como convidado e já viajou neste domingo, mantendo aberta a possibilidade de uma conversa com o presidente Donald Trump, em meio às tensões provocadas pelas novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros.


… Em paralelo, Lula deve tratar do tema da carne brasileira com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a cúpula do G7. O impasse envolve exigências adicionais da UE relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal.


EM BRASÍLIA – O foco se divide entre o avanço de pautas prioritárias para o governo e a repercussão das denúncias envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que nega as acusações de ter recebido pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


… No Congresso, há expectativa pelo início da tramitação de propostas consideradas estratégicas pelo governo, como a PEC da Segurança, o projeto dos minerais críticos e a PEC que propõe o fim da escala 6×1.


… Na Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta, pretende levar ao plenário na terça-feira o projeto relacionado à escala 6×1, em uma tentativa de destravar a pauta. No Senado, a tramitação da PEC dependerá do avanço das negociações políticas entre o governo e Alcolumbre.


… Já no Judiciário, o destaque continua sendo o Supremo Tribunal Federal, que retoma o julgamento sobre a responsabilização das plataformas digitais e a definição da tese final para aplicação das novas regras sobre redes sociais.


GALÍPOLO – Presidente do BC reúne-se hoje (16h) com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, e o secretário-geral da Presidência do TST, Mauro Barata de Alencar Osório, na sede do BC, em Brasília.


DURIGAN – Já o ministro da Fazenda recebe o presidente do Coaf, Ricardo Andrade Saadi (16h).


… Em entrevista ao Estadão no fim de semana, Durigan afirmou que o Brasil não pretende ceder às pressões tarifárias dos Estados Unidos e defendeu a diplomacia e os mecanismos multilaterais como caminho para resolver o impasse comercial com Washington.


… O ministro também voltou a criticar propostas com potencial de impacto sobre as contas públicas, afirmando que o governo continuará reagindo às chamadas “pautas-bomba” do Congresso e cobrando estimativas de custo e medidas de compensação.


… Sobre a PEC que amplia a autonomia financeira do Banco Central, Durigan disse que o governo apoia o fortalecimento institucional da autoridade monetária, mas defende ajustes no texto para preservar regras da contabilidade pública.


SUBIU IGUAL FOGUETE – SpaceX fez bonito na sua estreia na Nasdaq. Depois de sair a US$ 135 no IPO, a ação abriu a sessão valendo US$ 150, em alta de 11%. Chegou a US$ 176,52 (+30,7%) na máxima e fechou a US$ 160,95 (+19,2%).


… Com essa valorização, a companhia superou os US$ 2 trilhões em valor de mercado e transformou Elon Musk no primeiro trilionário do mundo.


SEM MEDO DE MÍSSIL – A euforia com o maior IPO da história ajudou Wall Street a superar o clima de incerteza que se instalou ao longo do dia em relação ao acordo entre Estados Unidos e Irã.


… Versões desencontradas dos dois lados da guerra sobre os termos do acordo ampliaram o clima de suspense para o fim de semana. Trump disse que a versão do documento divulgada pelo Irã na manhã de sexta-feira era fake news.


… Já o Irã aproveitou para colocar Israel na roda e cobrar o fim dos ataques contra o Hezbollah no sul do Líbano como parte dos termos firmados com os americanos.


… No fim das contas, investidores preferiram manter o otimismo, mesmo sem garantia de assinatura do acordo até domingo. Dow Jones fechou em alta de 0,70%, aos 51.202,26 pontos. O S&P 500 subiu 0,50%, aos 7.431,46 pontos. E o Nasdaq ganhou 0,31%, aos 25.888,84 pontos.


… No acumulado da semana, os índices tiveram ganhos de 0,66%, 0,65% e 0,70%, respectivamente.


… As ações de tecnologia tiveram uma sessão mista com Intel (+6,51%), Sandisk (+5,24%) e AMD (+4,73%) em alta, enquanto Super Micro Computer (-4,72%) e Apple (-1,52%) recuaram. Nvidia (-0,16%) e Microsoft (-0,10%) ficaram de lado.


… Já o setor financeiro teve dia positivo: Goldman Sachs (+2,6%), JP Morgan (+2,3%), American Express (+2,1%), Citi (+1,2%) e Visa (+1,0%).


QUEDA LIVRE – Depois de Trump enfatizar, na quinta-feira, que um memorando com o Irã seria assinado no fim de semana, o petróleo voltou a cair forte na sexta-feira, com o Irã sinalizando disposição em fechar o acordo.


… O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que o país estava na fase final das negociações internas, embora tenha evitado confirmar data e local para assinatura do documento.


… O Brent para agosto caiu 3,37%, a US$ 87,33 por barril na ICE, enquanto o WTI para julho recuou 2,83%, a US$ 84,88 por barril na Nymex. Na semana, os contratos acumularam baixas de 6,60% e 6,25%, respectivamente.


EM RECUPERAÇÃO – Após dois meses no vermelho, a bolsa brasileira conseguiu fechar sua primeira semana no azul, embora o desempenho na sexta-feira tenha sido negativo, por causa de Petrobras e da concorrência da SpaceX.


… Com o investidor global entusiasmado com IPO da empresa de Elon Musk, faltou interesse nos papéis brasileiros. O Ibovespa caiu 0,21%, aos 171.132,66 pontos, com giro de apenas R$ 23,5 bilhões. Mas, avançou 1,25% na semana.


… O tombo do petróleo dessa vez afetou Petrobras (PN -1,39%, a R$ 41,18; e ON -1,30%, a R$ 46,19), que acabou pesando no índice. Já Vale ignorou o minério de ferro (-0,33%) e subiu 0,47% (R$ 79,17).


… Entre os bancos, o dia foi de ganhos modestos: Bradesco PN (+0,68%, a R$ 17,80), BB (+0,26%, a R$ 19,46) e Itaú PN (+0,25%, a R$ 40,60). Também houve perdas: BTG unit (-0,18%, a R$ 50,39) e Santander unit (-0,15%, R$ 27,13).


… Braskem PNA (-6,67%, a R$ 9,10) foi a maior baixa do Ibovespa, seguida de Cogna (-4,49%, a R$ 2,34) e SLC Agrícola (-2,93%, a R$ 14,25). Na ponta positiva ficaram Vamos (+3,06%, a R$ 3,03), Embraer (+2,32%, a R$ 72,85) e Porto Seguro (+1,98%, a R$ 50,49).


… O BDR da SpaceX, listado na B3 sob o código SPCX34, disparou 18,15% na estreia, para R$ 54,74.


SENSAÇÃO DE ALÍVIO – O dólar voltou a cair diante do real (-0,79%, a R$ 5,0615) e acumulou baixa de 1,86% na semana, com a expectativa de fim da guerra levando ao desmonte das posições defensivas no câmbio.


… “Vimos um movimento de valorização de divisas emergentes, com algum otimismo do mercado na possibilidade de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio”, disse Patrícia Krause, economista da Coface, ao Broadcast.


… Lá fora, o dólar ficou quase estável, com o mercado de olho em uma alta de juros pelo Fed ainda neste ano. O índice DXY caiu 0,09%, aos 99,770 pontos. O euro recuou 0,07%, a US$ 1,1569. E a libra perdeu 0,10%, a US$ 1,3408.


APOSTA NO CORTE – A chance de uma redução de 0,25 pp na Selic nesta semana voltou a crescer na curva de juros na sexta-feira, revertendo quadro observado no meio da semana passada, quando a manutenção da taxa era favorita.


… O IPCA de maio (+0,58%) um pouco acima do esperado (+0,55%) limitou os vencimentos curtos, que fecharam perto da estabilidade, enquanto as taxas médias e longas voltaram a cair, refletindo o otimismo no exterior.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,360% (de 14,331% no ajuste anterior); Jan/28 a 14,535% (14,556%); Jan/29 a 14,455% (14,559%); Jan/31 a 14,330% (14,462%); e Jan/33 a 14,290% (14,434%).


CIAS ABERTAS NO AFTER – FITCH rebaixa perspectiva para o setor bancário brasileiro de “neutra” para “em deterioração”. Agência cita o enfraquecimento da qualidade dos ativos e a incerteza política.


AXIA. Conselho aprovou o resgate de 576.923 ações PNC, equivalente a R$ 30 milhões ou 0,0951% do capital desta classe, ao valor de R$ 52,00 por ação. O pagamento será feito no dia 7 de julho.


… Os detentores de ações PNCs poderão manifestar até 29 de junho pela opção de converter os papéis em ações ON, na proporção de um para um. O resgate será automático para acionista que não se manifestar.


IOCHPE-MAXION vai emitir R$ 400 milhões em debêntures, com vencimento em quatro anos e remuneração de CDI + 1,6%.


C&A: Norges Bank reduz participação de 5,14% para 4,99% do capital.


C6 BANK afirmou que foi promovido pelo Banco Central da categoria S3 para a S2.


Aos assinantes do BDM, Bom Dia e Bons Negócios!

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +1,6% US tech +3,0% US Semis +5,5% UEM +0,7% España +1,4% VIX 16,2% Bund 2,95%. T-Note 4,48%. Spread 2A-10A USA=+42pb B10A: ESP 3,38% PT 3,31% ITA 3,67% FRA 3,70% Euribor 12m 2,80% (fut.12m 2,91%) USD 1,159 JPY 185,8/€ 160,3/$. Ouro 4.312$. Brent 83,2$. WTI 80,8$. Bitcoin +4,8% (66.493$). Ether +9,1% (1.816$).

 

:: SESSÃO. O mercado poderá descansar após as fortes subidas de sexta e segunda-feira, à espera da reunião da Fed (amanhã, 19 h).


Ontem vivemos uma sessão de risk on, em alta para bolsas e queda geral das yields das obrigações, onde o mercado avaliou a formalização do acordo de paz, esta sexta-feira, na Suíça. Além disso, a probabilidade deste cenário aumentava à medida que Trump anunciava que vários navios tinham começado a atravessar o Estreito de Ormuz. Isto derivou numa queda do petróleo bruto (Brent: -4,8%; até 83,2$/barril).


Na frente micro, SpaceX (+19,6%) contagiou a tecnologia com subidas, servindo, de momento, como catalisador para o setor. Os bancos colocadores exerceram o greenshoe, a opção que lhes permitiu vender 15% adicional de ações ao preço de colocação (135 $/ação), elevando as receitas totais da operação até 86.250 M$.


Na frente macro, o mais relevante foi a Produção Industrial, que tanto na Europa como nos EUA melhorou em relação ao mês anterior (Europa: +0,4% a/a vs. -2,8% ant. e EUA: +1,7% a/a vs. +1,4% ant.), o que também animou as bolsas.


À primeira hora, o banco central do Japão (BoJ) subiu taxas de juros (+25 p.b.) até 1,00%, em linha com o esperado, anunciando uma normalização gradual nos próximos meses. Enquanto o banco central da Alemanha (RBA) manteve as taxas de juros em 4,35%, num contexto em que a inflação se moderou (+4,2% a/a abril vs. +4,6% março). Ao longo da sessão, conheceremos o sentimento económico dos investidores (ZEW) que poderá melhorar (-5,8 esp. vs. -10,2 ant.), apesar de mostrar uma certa derioração nos últimos 3 meses, derivado do conflito no Médio Oriente.


A sessão de hoje poderá estar marcada por uma consolidação de níveis após as fortes subidas acumuladas nos últimos dias, com os futuros a apontarem para ligeiras descidas, tanto na Europa como nos EUA. O mercado está à espera que o prato forte da semana chegue, que será a reunião da Fed, a primeira presidida por Kevin Warsh, amanhã (19 h). Além disso, estaremos pendentes dos detalhes finais do acordo entre os EUA e o Irão e da evolução do petróleo (hoje abre a cair -0,5%), pelo seu efeito direto na inflação esperada e, portanto, nas decisões dos bancos centrais.


:: CONCLUSÃO. Em suma, sessão de consolidação de níveis após as fortes subidas acumuladas nos últimos dias, à espera da reunião da Fed.

 

FIM

ÉLIN DUXUS

  Amigos, como poucos sabem, estou contribuindo na Élin Duxus (duxus.com.br), uma empresa de consultoria, focada em risco e gestão de capita...