quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Anderson Nunes

 *SÃO PAULO SE TORNA TERRENO NEGATIVO PARA A REELEIÇÃO DE LULA – MC 12/02/26*

Por Anderson Nunes – Analista Político.

O isolamento político de Lula no maior colégio eleitoral do país e o cerco jurídico a figuras do Judiciário desenham um cenário de incerteza para a estabilidade do Planalto.

SÃO PAULO CONTRA O PLANALTO


Levantamento recente aponta que Lula perderia a disputa presidencial para qualquer nome de peso da direita se as eleições ocorressem hoje no estado. O avanço de Tarcísio de Freitas, Ratinho Jr. e Flávio Bolsonaro entre os paulistas pressiona a estratégia eleitoral do governo na região onde Lula construiu sua trajetória política. O enfraquecimento no principal motor econômico do país sinaliza aos parlamentares que a proximidade com o governo federal pode representar risco às próprias reeleições, dificultando a coesão da base aliada e encarecendo o apoio político em votações estratégicas.



CÁLCULO DE RISCO COM A DIREITA


A cúpula do PT orienta aliados a não desgastarem a imagem de Flávio Bolsonaro por acreditar que enfrentar um herdeiro político do ex-presidente seria o caminho mais fácil para a vitória. O avanço consistente do senador nas pesquisas nacionais, com redução da diferença para Lula de 16 para apenas 5 pontos em poucos meses, indica que essa tática pode consolidar um adversário competitivo antes que o governo consiga reverter a queda de popularidade.



VETO NO CARNAVAL


O marketing do governo proibiu integrantes do primeiro escalão de desfilarem no Rio de Janeiro para evitar exploração de imagens festivas pela oposição. O temor de impacto negativo junto ao eleitorado evangélico e o risco de rebaixamento de escola de samba motivaram a cautela de Sidônio Palmeira. A regra só não vale para a escola que homenageará Lula, o que pode caracterizar campanha antecipada, desvio de finalidade e uso de recursos públicos.



TENSO EMBATE NO SUPREMO


A Polícia Federal solicitou novos documentos que citam o ministro Dias Toffoli em conversas com o empresário Daniel Vorcaro no âmbito do caso Master. O movimento busca transferir as investigações para a primeira instância e amplia o desgaste institucional entre a corporação e o Judiciário.



LEILÃO PARA COBRIR ROMBO


Os Correios iniciaram a venda de 60 imóveis para tentar conter déficit bilionário acumulado até o ano passado. A estatal projeta arrecadar R$ 1,5 bilhão com a alienação de terrenos e prédios administrativos para aliviar o caixa.



IMPASSE PARA O SENADO


Arthur Lira e o ministro Silvio Costa Filho confirmaram que buscarão vagas no Senado em 2026, sinalizando o início das movimentações para a reforma ministerial.



RADAR CORPORATIVO

1. Banco do Brasil registrou lucro de R$ 5,7 bilhões, com queda anual de 40,1%, evidenciando maior pressão sobre os resultados.

2. Neoenergia elevou o lucro líquido em 73%, atingindo R$ 1,4 bilhão, mostrando forte resiliência no setor elétrico.

3. Inter lucrou R$ 374 milhões, crescimento de 36%, consolidando a eficiência da estratégia de expansão digital.

4. Klabin apresentou retração de 69% no lucro líquido, para R$ 168,5 milhões, sob pressão do mercado de celulose.

5. Vale e Ambev publicam balanços hoje e devem ditar o ritmo dos negócios na B3 nesta quinta-feira.



Fonte: Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing, Yahoo Finance

Grupo Jornaleiro

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Bruce Barbosa

 Brasil: 78º lugar em produtividade mundial.


De 131 países.

Solução do governo:
Trabalhar menos horas - mudar a 6 x 1.

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Claro.

Porque o problema do Brasil é EXCESSO de trabalho.

Não é educação.
Não é burocracia.
Não é carga tributária.

É trabalhar DEMAIS.

Obviamente.

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Os números:

78º em produtividade.
Atrás de Argentina.
Atrás de Chile.
Atrás de Uruguai.

Na frente de quem?
Índia: 101º.

Parabéns, Brasil.
Ganhamos da Índia.

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Mas tem um detalhe:

Alemão trabalha 35h/semana.
Produz R$ 300 por hora (PPC).

Brasileiro trabalha 44h/semana.
Produz R$ 21 por hora.

Alemão: MENOS horas, MAIS resultado.
Brasileiro: MAIS horas, MENOS resultado.

A solução?

Brasil vai trabalhar ainda MENOS - quer reduzir a escala 6 x 1.
Pra ver se alcança a Alemanha.

Ah tá.

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Entenda a lógica:

Você é o pior aluno da sala.
Estuda menos que todo mundo.
Tira nota baixa.

Solução:
Estudar MENOS AINDA.

Faz sentido?
Pro governo, sim.

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Projeto foi pra CCJ essa semana.
Prioridade do governo.
Ano eleitoral.

Boulos garantiu:
"Vai aumentar produtividade."

Como?

Educação continuará ruim.
Infraestrutura continuará ruim.
Burocracia continuará insuportável.

Mas trabalhar 40h ao invés de 44h...
Isso sim resolve.

Confia.

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E o empresário?

"Como vou produzir a mesma coisa em menos tempo?"

Governo: "Contrata mais gente."

Empresário: "Com que dinheiro? Juros a 15%."

Governo: "Problema seu."

Pequeno empresário quebra.
Grande aguenta mas para de investir.
Multinacional manda o dinheiro pra fora.

VOCÊ perde o emprego.

Mas hey, a INTENÇÃO era boa.

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Enquanto isso, VOCÊ:

Acorda 6h.
Trabalha 8-10h.
Estuda à noite pra ser produtivo.
Paga 27,5% de imposto.
Não ganha Bolsa Família.
Investe em qualificação.

E o país decide:

"Estamos pouco produtivos.
Vamos trabalhar menos."

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Países que trabalham menos que o Brasil:

Alemanha: potência industrial.
Canadá: PIB per capita 6X o nosso.
Dinamarca: IDH no top 3 mundial.

O que eles fizeram PRIMEIRO?

1. Educação de qualidade.
2. Infraestrutura moderna.
3. Baixa burocracia.
4. Ambiente de negócios.

DEPOIS reduziram jornada.

Brasil quer fazer ao contrário.

Reduzir jornada.
Pra VER se vira potência.

Como disse o poeta:
"Quem faz, faz."

Só que ao contrário.

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Recap:

78º em produtividade.
11º PIB (caiu do 10º).
Quer reduzir jornada em ano eleitoral.

E VOCÊ achando que era coincidência.

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Eles: trabalham menos, produzem MUITO mais.
VOCÊ: trabalha mais, produz pouco, vai trabalhar menos, produzir menos ainda.

Mas ganha voto.

E é isso que importa.
Em 2026.

Quem fez, fez.
Quem não fez, explode a economia para ganhar votos

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal  NY -0,5% US tech -0,3% US semis -1,2% UEM -1,5% España -1,3% VIX 23,8% Bund 2,84% T-Note 4,14% Spread 2A-10A US...