segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Matinal MZ 0411

 *Bom dia ☕️*


*🌎Os índices futuros de Nova York operam sem direção definida nesta segunda-feira (4)*, enquanto investidores se preparam para o resultado da eleição presidencial dos EUA, que ocorrerá na terça-feira e poderá desempenhar um papel fundamental na performance das ações até o fim do ano.


Além das eleições, Wall Street se prepara para a próxima decisão do Federal Reserve (Fed) sobre as taxas de juros. A expectativa é que o Fed reduza os juros em 25 pontos-base na quinta-feira.


*📊Veja o desempenho dos mercados futuros:*


*🇺🇸EUA*


* Dow Jones Futuro: -0,06%

* S&P 500 Futuro: +0,15%

* Nasdaq Futuro: +0,13%


🌏 Ásia-Pacífico


* Shanghai SE (China), +1,17%

* Nikkei (Japão): fechado por feriado

* Hang Seng Index (Hong Kong): +0,30%

* Kospi (Coreia do Sul): +1,83%

* ASX 200 (Austrália): +0,56%


🌍 Europa


* FTSE 100 (Reino Unido): +0,47%

* DAX (Alemanha): -0,03%

* CAC 40 (França): +0,09%

* FTSE MIB (Itália): -0,01%

* STOXX 600: +0,08%


🌍 Commodities


* 🛢️Petróleo WTI, +2,12%, a US$ 70,96 o barril

* 🛢️Petróleo Brent, +1,98%, a US$ 74,54 o barril

* 🧲Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,91%, a 779,00 iuanes (US$ 109,74)


🪙Bitcoin


* Bitcoin, -0,44%, a US$ 68.466,00


*📚MZ Investimentos*

*🗞️Jornal do Investidor*

Matinal Bankinter Portugal 0411

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Após uma semana passada fraca (ca.-1,3% tanto S&P500 como ES-50), esta semana temos referências fortes: eleições americanas amanhã e reduções de taxas de juros nos EUA (Fed) e Reino Unido (BoE). Para ganhar perspetiva: a semana passada foi a segunda consecutiva de retrocesso, mas após 6 consecutivas de subidas; pelo menos no S&P500, que é o que realmente conta. Isso é coerente com a melhoria dos resultados 3T publicados (S&P500): +7,8% vs +5,1% esperado. O regresso dos últimos dias é relevante. 

 

As novidades desde sexta-feira são: (i) uma no cal e outra na ferradura em tecnologia: na quinta-feira à noite, Intel publicou resultados mistos, mas melhorou o guidance e subiu +7,8%, enquanto Apple teve bons resultados, mas resultados maus nas vendas na China que resultaram em uma queda de -1,3%. (i) China inicia uma agressiva inspeção fiscal geral para tratar de aumentar a cobrança de receitas, porque as suas receitas fiscais 9 meses -2,2% e as vendas apenas por parte do governo -25%, medida que será contraproducente e que indica que a situação das contas públicas se agrava seriamente. (iii) As sondagens estão a favor de Trump (47,0% Trump vs 47,9% Harris, mas estima-se ca.2,5% de voto oculto pró-Trump), embora o estado mais importante dos 7 swing states parece que será Pensilvânia (47,9% Trump vs 47,7% Harris), que é o que mais votos eleitorais acresce (20) desses 7 Estados. (iv) Petróleo ca.+2% devido ao facto da OPEP atrasar em um mês o seu aumento previsto de produção para dezembro (do corte de 5,9M b/d que aplica voluntariamente agora). Isso quer dizer que a procura final não poderá encaixar nenhum aumento de produção sem sofrimento do preço, o que é bom para o ciclo económico global. 

 

HOJE os futuros vêm com uma tímida intenção de recuperar (+0,1%/+0,3%), mas o mais provável é que tenhamos uma sessão de transição um pouco errática e a movimentar-se num intervalo estreitíssimo (algo positivo, talvez) à espera de ver qual aspeto terá o desenvolvimento eleitoral americano, sobre o qual provavelmente não saberemos nada fiável até uns dias depois (talvez muitos) devido à contagem manual aceite pelo Tribunal Supremo em um ou outro Estado, como é o caso de Michigan (16 votos eleitorais). Portanto, não nos moveremos por impulsos e rumores sobre as eleições, mas por realidades. 

 

 

Em paralelo, ao longo da semana haverá reunião de 6 bancos centrais, dos quais 3 baixarão taxas de juros, mas as 3 descidas já estão descontadas e, por isso, não influenciarão. As 3 descidas serão no mesmo dia, na quinta-feira: Fed -25pb, até 4,50/4,75%; BoE (Reino Unido) -25pb, até 4,75%; Riksbank (Suécia) -50pb, até 2,75%. Brasil subirá na quarta-feira: +25pb, até 11,25%, porque sente-se obrigado a proteger o Real da sua forte depreciação (desde 4,8/$ até 5,9/$ em 2024), enquanto Austrália irá repetir amanhã em 4,35% assim como a Noruega, na quinta-feira, em 4,50%, passando desapercebidos. 

 

CONCLUSÃO PRÁTICA: Sessão e semana erráticas em intervalos muito estreitos, mas que provavelmente resultarão numa subida de Nova Iorque, assim que for conhecido o vencedor das eleições americanas, mesmo que seja apenas o mais provável e não o mais certo/definitivo. Subida que será mais sólida caso Trump seja o vencedor, que é o mais provável (especulação própria com base nos resultados). Mas subida apenas pela libertação da incerteza. Ficar de fora continua a ser mais arriscado do que estar dentro, embora seja apenas pelo processo de descidas de taxas de juros e melhoria de EPSs (lucros). Isto é, o FOMO (Fear Of Missing Out) funcionará. 

 

S&P500 +0,4% Nq-100 +0,7% SOX +1,1% ES-50 +1% IBEX +1,5% VIX 21,9% Bund 2,41% T-Note 4,30% Spread 2A-10A USA=+15pb B10A: ESP 3,12% PT 2,85% FRA 3,17% ITA 3,68% Euribor 12m 2,547% (fut.12m 2,281%) USD 1,085 JPY 165,7 Ouro 2.741$ Brent 74,4$ WTI 70,8$ Bitcoin -0,3% (69.017$) Ether -1,8% (2.475$). 

 

FIM

domingo, 3 de novembro de 2024

Haddad não viaja

 Haddad no Brasil tende a aliviar abertura do mercado, mas cobrança por medidas seguirá firme


Por Bruna Camargo e Maria Regina Silva


São Paulo, 03/11/2024 - A decisão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de cancelar a viagem que faria à Europa ao longo desta semana é bem vista por especialistas consultados pelo Broadcast, que esperam uma reação positiva dos mercados amanhã. Segundo nota divulgada pela Fazenda nesta manhã, o ministro permanecerá em Brasília para tratar de "temas domésticos" a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa agora é de que haja um anúncio de medidas fiscais em breve.

O cancelamento da viagem foi uma surpresa "bem" positiva, segundo Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital. Ao mesmo tempo, indica que o governo se sensibilizou, dado o recente estresse dos mercados financeiros no Brasil em meio ao anúncio da ida do ministro ao continente europeu. "O dólar superou R$ 5,80 e os juros explodiram. O cancelamento mostra que o governo se sensibilizou, indica um senso de urgência", afirma Takeo.


Por conta da indefinição com o fiscal, na sexta-feira, dia 1º, o dólar à vista fechou no segundo maior nível da história, a R$ 5,8694, em alta de 1,53%, com avanço forte dos juros futuros. O Ibovespa recuou 1,23%, aos 128.120,75 pontos, o menor nível de fechamento desde 7 de agosto, então aos 127,5 mil pontos.


"De forma geral é uma sinalização positiva para o mercado e para o Brasil. Visto que a situação está mais delicada, ver o governo focado em trazer uma resposta concreta e rápida é importante", concorda o economista da Manchester Investimentos, Thiago Lourenço. "Essa sinalização de Lula pedindo para o Haddad ficar vem num bom momento. O mercado precisa ter a presença dele aqui voltada para controlar os gastos", diz Gustavo Riess, sócio e assessor da Ável Investimentos.


Para Gabriel De Biase Berenguer, presidente executivo (CEO) da RJ+ Asset, o governo priorizou os desafios econômicos internos e evitou um possível estresse adicional aos mercados. Ele diz que a reação dos mercados na abertura de amanhã pode ser favorável, mas as ações concretas dos próximos dias seguem no radar. "Se efetivamente essa postergação da viagem se dá para ter algum anúncio em relação ao fiscal, isso é bastante positivo", reforça Rodrigo Moliterno, head de Renda Variável da Veedha Investimentos.


Na mesma linha, Pedro Moreira, sócio da One Investimentos, afirma que o cancelamento da viagem em si não deve trazer grande alívio. "[O mercado] quer resoluções práticas e concretas, anúncios, não mais promessas. Isso controlaria a parte de especulação que estamos tendo, as pressões em cima do câmbio e da inflação", afirma. "Só remarcar [a viagem] não muda nada, dado a calamidade que está", observa Gabriel Meira, especialista e sócio da Valor Investimentos. E, para Gustavo Jesus, sócio da RGW Investimentos, "cada vez que o governo adia a questão, menos paciência o mercado tem".


Mas a expectativa de Takeo, da Potenza, é de que a abertura dos ativos brasileiros amanhã seja atenuada, pois o governo pode anunciar o pacote de corte de despesas nos próximos dias, em vez de fazer isso apenas na semana seguinte. Ele pondera, no entanto, que os ativos ainda podem não devolver todo o prêmio de risco, uma vez que os investidores e os agentes querem algo concreto.


De acordo com o economista-chefe do BV, Roberto Padovani, com o cancelamento da viagem, o governo anunciará alguma medida fiscal para reduzir as despesas da máquina pública. E, segundo o analista da Empiricus Research, Matheus Spiess, esse anúncio pode vir logo, talvez até o dia 8 ou 9. O estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, por sua vez, vê chance de algo sair já amanhã. "Imagine a pressão que não ficou em cima do Haddad, que teve de cancelar a viagem. Provavelmente terá de fazer algum anúncio nesta segunda-feira", estima. Mas, se o anúncio não agradar, Laatus decreta: "É dólar a R$ 6,00".


O economista-sênior da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, afirma que só mesmo um anúncio de medidas que levem à percepção de responsabilidade fiscal mudará a dinâmica dos ativos brasileiros. "Se houver, é o que realmente vai mudar, mesmo que de forma tardia", afirma.


Contato: bruna.camargo@estadao.com; reginam.silva@estadao.com


Broadcast+

Morre lentamente

 *A Morte Devagar*


Morre lentamente quem não troca de ideias, não troca de discurso, evita as próprias. Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.

Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.

Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar. 


*Martha Medeiros*


A crônica foi publicada no Jornal Zero Hora em 1.11.2000.

sábado, 2 de novembro de 2024

Semanal

 🚨 RESUMÃO DA SEMANA VINLAND 🚨 


(28 de outubro a 1 de novembro de 2024)


1. O dólar voltou a fechar em alta nesta sexta-feira (1°), desta vez no segundo maior valor nominal da história (descontada a inflação): R$ 5,8698. No dia 13 de maio de 2020, a moeda americana chegou aos R$ 5,9007, seu recorde. Em meio às turbulências econômicas no Brasil e no mundo, o dólar acumula alta de 20% em 2024. (veja mais abaixo). Na mesma toada, os juros futuros subiram. Um título do Tesouro Nacional atrelado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) e com vencimento em 2035 oferece um ganho real superior a 6,7%. Em janeiro, o retorno desse papel era de 5,37%. Na prática, é um sinal do aumento da desconfiança com o rumo das contas públicas do Brasil. Ou seja, os investidores estão exigindo um ganho maior para financiar um governo cujo endividamento só tende a aumentar.. Nesta semana, investidores esperavam definição do governo federal sobre o corte de gastos previsto para este fim de ano, o que não aconteceu. A equipe econômica busca cumprir a meta de déficit zero para as contas públicas em 2024.  O mercado financeiro espera que esse pacote indique cortes entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões nos gastos públicos.  O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta semana entender a "inquietação" do mercado, e que vai apresentar cortes. Mas disse também que não há data para a divulgação dos planos, e que a decisão depende do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A condução da política fiscal também liga um alerta, porque ela está em oposição ao aumento de juros promovido pelo Banco Central (BC). É como se o governo estivesse colocando o pé no acelerador ao mesmo tempo que a autoridade monetária tenta pisar no freio, com o objetivo de levar a inflação à meta de 3%. (O GLobo, 1 de novembro de 2024)


2. A taxa de desemprego no País recuou de 6,9%, no segundo trimestre, para 6,4% no terceiro trimestre, o segundo melhor resultado em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012, divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A única taxa mais baixa que a atual foi a do quarto trimestre de 2013 (6,3%). A expectativa é de que o mercado de trabalho siga aquecido. No terceiro trimestre, houve contingente recorde de trabalhadores ocupados tanto no setor privado quanto no setor público. Já são 103,029 milhões de brasileiros em atividade, o que significa uma abertura de 1,199 milhão de novas vagas no mercado de trabalho em apenas um trimestre. Já a população desocupada diminuiu em 541 mil pessoas em um trimestre, para 7,001 milhões de desempregados – menor contingente desde janeiro de 2015. (Estado de São Paulo, 1 de novembro de 2024)


3. Mesmo sem definição ainda sobre o desenho final do pacote de corte de gastos, já há divergências no governo. Ontem, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que “não há discussão” sobre redução de despesas em rubricas vinculadas à sua pasta, como abono salarial e seguro-desemprego. “Se nunca discutiu comigo, essas medidas não existem. Se eu sou responsável pelo tema trabalho e emprego, esse debate não existe, a não ser que o governo me demita”, disse o ministro. Segundo Marinho, mudanças sem consultá-lo seriam consideradas uma “agressão”. “Uma decisão sem minha participação, em um tema meu, é uma agressão. E não me consta que nenhum ministro de Estado tenha discutido esse assunto (de corte de gastos).” Uma das propostas vem de uma combinação entre o governo e a cúpula do Congresso para destinar metade das emendas de comissão para a Saúde. Esses recursos somam R$ 15,5 bilhões em 2024, mas o governo quer limitá-los a R$ 11,5 bilhões em 2025, com ajuste apenas pela inflação nos próximos anos. Se isso ocorrer, o valor seria usado para cumprir o piso da Saúde. Outra proposta em estudo é aumentar a parcela do Fundeb que serve para cumprir o piso da Educação. Hoje, apenas 30% do fundo entra nessa conta. Conforme o Estadão mostrou, a medida pode abrir um espaço fiscal de R$ 33 bilhões em três anos. Quanto maior for a porcentagem, maior o impacto. (Estado de São Paulo, 31 de outubro de 2024)


4. A possibilidade de vitória de Trump nas eleições norte-americanas tem gerado preocupação no Palácio do Planalto.  Pesquisas mais recentes de intenção de voto nos Estados Unidos apontam uma disputa acirrada, com possibilidade de vitória do candidato republicano – o que tem deixado o núcleo duro do governo Lula pessimista.  A preocupação no Planalto tem duas perspectivas: a política e a econômica.  No campo da política, o receio brasileiro é de que a vitória de Trump gere um efeito dominó em vários países, em especial nos latino-americanos, a exemplo do Brasil. A outra preocupação é com a economia brasileira. O Palácio do Planalto projeta que, com a vitória do republicano, a tendência nos Estados Unidos é de valorização da moeda. E o reflexo do dólar valorizado é a pressão inflacionária no Brasil. A ultima pesquisa Nate Silver indica Trump com 53,4% e Kamala com 46,2%. (Estado de São Paulo, 1 de novembro de 2024)


5. O mercado de crédito privado está iniciando um ciclo de correção — com algumas emissões não conseguindo levantar o volume desejado e outras tendo que ser postergadas por falta de demanda. Essa correção incipiente vem depois do mercado de crédito privado ter passado por uma compressão de spreads espetacular, principalmente nos últimos seis meses. “Teve uma operação da TIM que saiu a CDI + 2,5%. Hoje, o papel negocia a CDI + 0,75%. O que aconteceu é que os spreads foram fechando, mas agora fecharam demais,” disse um banker. Agora, com as operações vindo a mercado com taxas historicamente baixas, os fundos de crédito não estão mais absorvendo a oferta. A situação cria um dilema para os gestores. Os fundos — que receberam uma enxurrada de recursos recentemente por conta da alta dos juros — até poderiam guardar o dinheiro em caixa, mas isso pioraria ainda mais seu retorno, já que este capital estaria rodando a CDI. Outra alternativa, que algumas gestoras têm adotado, é fechar os fundos para novas captações — uma decisão que nunca é fácil. “Chegamos num ponto de inflexão. Não dá para ir mais baixo do que isso. Não vai ser uma correção brutal: os spreads não vão ter que subir 50 basis points, mas pelo menos uns 10 a 20 bps,” disse o banker. (Brazil Journal, 31 de outubro de 2024)


6. A Bolsa de Valores registrou essa semana uma queda de 1,36% fechando aos 128.120 pontos. Já o dólar fechou em alta de 2,98% cotado a R$ 5,87/usd. No ano, a bolsa brasileira cai 4,5% e o dólar sobe 20,9%. Nos EUA, o S&P sobe 19,8% e o Nasdaq sobe 20,8% no ano. (Fonte: Bloomberg)


Bom final de Semana!


Felipe Arslan, comercial da Vinland Capital

Trump x Kamala

 Eleições EUA: Bolsas de apostas começam a se alinhar à vitória de Kamala Harris


Por Aline Bronzati, correspondente


Nova York, 02/11/2024 - Após prever a vitória do ex-presidente Donald Trump por toda a corrida presidencial nos Estados Unidos, as bolsas de apostas começam a se inclinar a um possível triunfo da vice-presidente dos EUA, Kamala Harris nas eleições americanas, a três dias do pleito.


Na plataforma PredictIt, o otimismo em torno da candidata democrata ultrapassou o do rival, com 53 de chances em 100 contra 52 do republicano. No início da semana, o cenário era outro. Harris contava com 43 de chances em 100 e Trump tinha 61.


Na reta final, porém, as apostas estão voláteis. Tanto que ambos os candidatos aparecem em alguns momentos empatados, com chances de 52 em 100, segundo a PredictIt.


Por sua vez, o sistema da revista britânica 'The Economist' também já aponta Harris à frente, que tem atualmente 52 chances em 100. Trump, por sua vez, aparece com chances de 48 em 100.


"Depois de prever por muito tempo uma vitória de Trump, outros modelos estão tardiamente começando a se alinhar com As Chaves da Casa Branca", diz o historiador Allan Lichtman, referindo-se ao sistema de previsão que desenvolveu, baseado em 13 chaves para determinar o futuro presidente dos EUA.


Ele previu e acertou o resultado de nove de dez eleições presidenciais nos Estados Unidos desde 1984. Sua aposta é uma vitória de Harris. Antes de a candidata entrar na disputa, Lichtman também previa que o presidente dos EUA, Joe Biden, era o favorito para vencer Trump.


Já na Polymarket, as chances de Harris aumentaram, mas Trump continua como favorito. Há pouco, apontavam para 59,5% para o republicano contra 40,6% da democrata. No início da semana, estava em 66% e 34%, respectivamente.


Na Pensilvânia, que pode definir as eleições americanas, Trump tem 47,9% enquanto Harris está com 47,7%, na projeção do FiveThirtyEight.


Reviravolta também nas previsões para as eleições no Congresso dos EUA. O Inside Elections, um provedor de análise eleitoral não partidária, deu aos democratas uma vantagem ao inverter o controle da Câmara pela primeira vez em todo o ciclo, prevendo que o partido de Harris pode ganhar 214 assentos em comparação com 214 para os republicanos e apenas oito vagas classificadas como indecisas. A disputa deve se concentrar na Califórnia, onde há quatro cadeiras incertas.


Contato: aline.bronzati@estadao.com


Broadcast+

Fernando Schüller

 *IMPERDÍVEL!*


Fernando Schüler foi cirúrgico em seu pronunciamento ao receber o prêmio Liberdade de Imprensa 2024. Na plateia, Michel Temer (que indicou Alexandre de Moraes ao STF) engoliu a seco e Marco Aurélio Mello quase chorou. Vale a pena escutar cada segundo. Podem ter certeza que esse discurso, bastante aplaudido, surtirá efeito. Vamos repassá-lo,  pois o país inteiro tem de conhecer essa pérola.

Simon Schwartzman