terça-feira, 28 de janeiro de 2025

DeepSeek 2801

 Empresas - Chinesa DeepSeek sacode o mercado de IA 

Finanças 

‘Efeito DeepSeek’ derruba ações em Wall Street 

Empresas 

Empresa de leitura de íris pede mais prazo para adequar-se à lei 

Brasil 

Mercado já vê inflação em 5,5% neste ano 

Política 

Pela 1ª vez, desaprovação da gestão Lula supera a aprovação 

Opinião 

Trump 2.0 testa limites da vontade popular 

Especial 

BC deve mirar parte de cima da meta da inflação, defende Aloisio Araújo 

Internacional 

Economia da China tropeça e mostra que recuperação depende de mais estímulo 

Legislação 

Volume de pedidos de recuperação judicial bate recorde histórico em 2024

Call Matinal ConfianceTec 2801

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

28/01/2024 

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE SEGUNDA-FEIRA (27/01)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na segunda-feira (27), fechou em alta de 1,97%, aos 124,861 pontos. 


Já o dólar à vista operou em queda de 0,10%, a R$ 5,913.


PRINCIPAIS MERCADOS, 5h30

Índices futuros de NY, em maioria, e Europa, operam em queda.

 

Na véspera da 'Super quarta', mercado fica de olho em "caso DeepSeek".


EUA🇺🇸:

Dow Jones Futuro, -0,20%

S&P 500 Futuro, -0,01%

Nasdaq Futuro, +0,21%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), fechado por feriado

Nikkei (Japão🇯🇵), -1,39%

Hang Seng Index (Hong Kong), +0,14%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), fechado por feriado

ASX 200 (Austrália🇦🇺), -0,12%

Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,26%

DAX (Alemanha🇩🇪), +0,25%

CAC 40 (França🇫🇷), -0,21%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,10%

STOXX 600🇪🇺, +0,23%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,46%, a US$ 73,51 o barril

Petróleo Brent, +0,49%, a US$ 77,46 o barril


NO DIA, 28/01


Terça-feira (28) com agenda vazia de indicadores, mas muitos temas em pauta. 


A começar pelos desdobramentos do “caso DeepSeek”. A empresa de inteligência artificial chinesa derrubou ações de algumas das gigantes de tecnologia nos EUA ontem (27) e Trump já tratou de fazer um alerta de que o país precisa entrar nessa competição para vencer. O mercado também fica atento às falas do presidente dos EUA em relação à "guerra tarifária".


Por aqui, toda uma discussão em torno dos preços dos alimentos, no esforço de "controle", e da gasolina e outros derivados, muito defasados.


AGENDA, 28/01/2025 

 

Economia: 🇧🇷

08h00. Custos de construção FGV M/M de jan., est. 0,89%, ant 0,51%

10h30. Tesouro oferta NTN-Bs para os vencimentos 2028, 2032 e 2045; LFT para 2028 e 2031

10h30. Coleta de impostos de dez., est. 260000 mi, ant 209218 mi

11h00. Receita Federal realiza coletiva de imprensa para apresentação do resultado de arrecadação de 2024

11h30. 15.000 contratos de swap cambial para rolagem 28/jan

  

Economia dos EUA: 🇺🇸

10h30. Bens duráveis exc transporte de dez., est. 0,3%, ant -0,2%

12h00. Conf. Board Confiança do Consumidor jan., est. 105,9, ant 104,7

 

Balanços:

Vale (#VALE3) divulga relatório de produção do 4T24 após o fechamento do mercado

 

Eventos corporativos:

Camil, EcoRodovias, Embraer, Equatorial, Fleury, OdontoPrev e Stone participam do evento UBS Latin America Investment Conference (LAIC), a partir das 7h45

                           

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa terça-feira e bons negócios!

Bruno Funchal 2801

 EXCLUSIVO/BRADESCO ASSET/BRUNO FUNCHAL: NÃO ESTAMOS EM DOMINÂNCIA FISCAL


Por Karla Spotorno São Paulo, 28/01/2025


A economia brasileira não está em dominância fiscal. A política monetária está fazendo efeito e vai frear a demanda e, assim, a inflação. A avaliação é de Bruno Funchal, presidente da Bradesco Asset e exsecretário do Tesouro Nacional. "Não estamos em dominância fiscal. Quanto mais incerteza temos, mais risco fiscal e maior a possibilidade de dominância fiscal", disse Funchal em entrevista exclusiva ao Broadcast Investimentos. "Dominância fiscal é quando a política monetária não tem mais efeito nenhum. Com 10% de juros reais, a inflação vai baixar", disse Funchal (na foto) "Mas tenho certeza que com 10% de juros reais, a economia vai desacelerar, a inflação vai baixar. E a dominância fiscal é quando a política monetária não tem mais efeito nenhum. Não é o caso agora. Basta ver as projeções do mercado", ponderou Funchal. Nas projeções da Bradesco Asset, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerra 2025 a 5,7% e a 4% no ano seguinte. Para este ano, as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) são de 1,5% e da Selic em dezembro é de 15%. A inflação de alimentos, que incitou uma discussão sobre novas medidas por parte do governo federal, é resultado de choques tanto de oferta quando de demanda, na avaliação do economista. Ele pontua que o aumento da demanda resulta do crescimento da economia com queda do desemprego, aumento da renda e da expansão fiscal com pagamento de precatórios. "Acredito que o governo precisa ter tranquilidade e entender que tem duas ferramentas para administrar esse problema. Uma é fazer uma boa comunicação e explicar para a população o porquê dos aumentos de preços", disse. A outra ferramenta, apontada por Funchal, é "ornar a política fiscal com a política monetária". "O Banco Central tem de fazer uma política mais restritiva de juros e o governo tem de fazer uma política mais restritiva no fiscal. Porque se o Banco Central ficar pisando no freio e o governo pisando no acelerador, continua esse problema", disse Funchal. Efeito Trump Para Funchal, o programa de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é inflacionário. "A mensagem principal do Trump é impor tarifa e deportação [de imigrantes ilegais]. Isso é inflacionário", disse o executivo, fazendo uma ressalva: "Mas o Trump é um cara que vê as reações de mercado". E, por conta disso, abrandou algumas medidas, na visão de Funchal. Ele pontuou que, em relação ao "tarifaço", o governante já adotou medidas mais suaves do que aquelas prometidas durante a campanha eleitoral. "E isso até já refletiu nas expectativas de inflação e nos juros. Os juros de longo prazo nos Estados Unidos já estão menores do que estavam na época da eleição", afirmou Funchal. "Então, agora é observar e separar o que era discurso de campanha, o que era barganha comercial e política, e o que é a ação", afirmou. Gestão da dívida pública Sobre a gestão da dívida pública federal, Funchal não vê muita alternativa: com juros altos, é preciso atender a atual demanda por títulos pós-fixados. "O que seria o ideal? Uma dívida pré-fixada a níveis não muito elevados, de um dígito de preferência, e alongada. Isso traz previsibilidade. O problema é que não tem demanda para título pré. Não adianta 'forçar a mão'", afirmou. O ex-secretário do Tesouro disse que, diante da incerteza e dos juros altos, a demanda dos agentes de mercado vai permanecer nos títulos pós-fixados. "Só faz sentido mudar o perfil da dívida para prefixado quando a taxa de juros estiver estruturalmente mais baixa e o fiscal estiver resolvido", disse. Contato: karla.spotorno@estadao.com

BDM Matinal Riscala 2801

 Projeções de inflação pioram antes do Copom

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


[28/01/25]


… Investidores globais começam o dia querendo saber se Wall Street conseguirá se recuperar do forte sentimento de aversão ao risco que predominou nesta 2ªF, após o baque com a IA da chinesa DeepSeek, vista como ameaça à liderança das empresas de tecnologia americanas. Em reunião com republicanos, ontem à noite, Trump disse que esse deve ser um alerta para os EUA entrarem na competição para vencer. Também voltou a falar sobre tarifas, citando como alvos semicondutores, aço, alumínio e cobre, enquanto o Financial Times informava um plano de Scott Bessent para impor tarifas universais graduais, iniciando com 2,5%. As notícias puxavam o dólar ante pares e emergentes. Aqui, o real tem escapado, mas monitora a cautela dos juros curtos com a forte deterioração das expectativas inflacionárias.


… A piora significativa nas projeções do boletim Focus constrangeu a ponta curta do DI a devolver prêmios de risco, com as apostas para o IPCA fugindo ao controle. A mediana da estimativa suavizada da inflação de 12 meses à frente disparou de 5,13% para 5,64%.


… Essa medida ganhou importância nas análises do mercado após a regulamentação da meta de inflação contínua.


… A projeção para o IPCA de 2025 saltou de 5,08% para 5,50% e, para 2026, saiu de 4,10% para 4,22%.


… A insistente desancoragem ignora o conservadorismo da política monetária e a perspectiva de Selic de dois dígitos por um período prolongado na mediana do Focus: 15% em 2025, 12,50% em 2026 e 10,38% em 2027.


… Na curva a termo, a precificação de juro terminal para este ano é bem mais agressiva do que no Focus, de 16,25%.


… Amanhã, não tem surpresa para o Copom (+1pp), com todo o suspense reservado para o comunicado. É consenso entre os analistas que a indicação de mais uma dose de alta de 1 ponto para março será mantida.


… O BC também deve preservar a linguagem hawkish, segundo profissionais ouvidos pelo Broadcast. Só não se sabe se vai optar por retirar o plural do parágrafo do forward guidance, na tentativa de ganhar liberdade.


… Devido às incertezas domésticas e globais, o Itaú, Santander, Goldman Sachs e a XP cogitam que o comitê de política monetária possa preferir não indicar a magnitude dos movimentos para maio e as reuniões seguintes.


… Desde o último Copom, as medianas para a inflação pioraram e o IPCA-15 de janeiro, divulgado na última 6ªF, apontou uma dinâmica preocupante na trajetória dos preços do setor de serviços, observada de perto pelo BC.


… Por outro lado, compensando parte das pressões, o dólar furou R$ 6 e vem conseguindo se manter abaixo desta marca desde a semana passada. Além disso, a atividade aquecida começa a dar sinais de perda de pique.  


PETROBRAS – A Folha apurou com fontes que, na reunião que teve ontem com Lula no Planalto, Magda Chambriard informou que o preço do diesel sofrerá aumento nas próximas semanas, mas a gasolina não subirá.


… Questionado pelo presidente sobre o índice de reajuste, ela disse que técnicos ainda estão fazendo cálculos.


… Metodologia usada nas discussões internas da Petrobras, com base nos preços praticados no fim do ano passado, aponta que deveria ser aplicado um reajuste de 11% para os preços do diesel e de 13% na gasolina.


… Se a gasolina não ficar mais cara, deve resgatar as suspeitas de ingerência política, neste momento em que o governo já se movimenta em outra frente para frear a escalada da inflação, tentando baratear os alimentos.


… Seja como for, de última hora, o Brent abaixo de US$ 80 entra como argumento para a gasolina não subir. A expectativa é que a defasagem dos combustíveis seja tratada em reunião do conselho da Petrobras amanhã.


VALE – Divulgará hoje relatório de produção e vendas do 4TRI24, após o fechamento.


EM BAIXA – A queda na popularidade de Lula apontada pela pesquisa Quaest pressiona o presidente a medidas que o mercado pode não gostar, como já se viu com o possível corte da alíquota de importação dos alimentos.


… O PT disse não ter sido surpreendido e atribuiu à comida cara e à crise do PIX o recuo de 5pp na aprovação de Lula (52% para 47%), que pela primeira vez ficou atrás do porcentual dos que reprovam a atual gestão (49%).


… Entre os sinais de alerta para o governo, a aprovação de Lula caiu 8pp no Nordeste, seu tradicional reduto político. Ele também perdeu apoio entre a população de baixa renda (-7 pontos) e renda média (-5 pontos).


… A pesquisa indicou ainda que 37% dos entrevistados avaliam negativamente o governo e 31%, positivamente. É a rejeição mais alta desde o início do terceiro mandato de Lula, no desgaste que preocupa para 2026.


EXEMPLO DA COLÔMBIA – O acordo entre EUA e Colômbia após o embate verbal de Gustavo Petro e Trump sobre a extradição de imigrantes reverberou em outros países, apontando caminho de negociação.


… Claudia Sheinbaum, presidente do México, considerou o trato entre ambos os países positivo. “A ninguém faz bem tarifas nem outros mecanismos. [O acordo] É bom, porque deve prevalecer o diálogo”, disse.


… O México é um dos principais alvos das tarifas de Trump. Ontem, o peso derreteu 2% após a DJ informar que cresce entre assessores de Trump a ideia de impor tarifas de 25% sobre o país e o Canadá já no sábado.


… Autoridades do Canadá, México, Reino Unido e Europa devem discutir ainda nesta semana a questão das tarifas, segundo a ministra de Relações Exteriores canadense, Melanie Joly.


… Ela disse acreditar no diálogo para evitar o tarifaço americano.


… De seu lado, a China evitou um confronto com os EUA e disse que receberá os cidadãos chineses extraditados. O país declarou que se opõe a “qualquer forma de imigração ilegal”.


… Também o Brasil está na mira. Durante a reunião com republicanos na noite de ontem, Trump mencionou o País entre os que “taxam demais” e “querem mal” aos EUA. “Não vamos deixar isso acontecer mais”, ameaçou.


… Em novembro, após ser eleito, Trump já havia citado o Brasil como exemplo de país com excesso de tarifas alfandegárias. “O Brasil cobra muito. Se eles querem nos cobrar, tudo bem, mas vamos cobrar a mesma coisa.”


AGENDA – A atividade econômica ainda aquecida e a desvalorização cambial devem impulsionar a arrecadação federal em dezembro (10h30), que será comentada pela Receita em entrevista coletiva de imprensa às 11h.


… Em pesquisa Broadcast, o mercado prevê arrecadação de R$ 258,065 bilhões (mediana), após R$ 209,218 bilhões em novembro. As estimativas para esta leitura variam de R$ 208,0 bilhões a R$ 297,20 bilhões.


… Para o acumulado de 2024, a estimativa é de R$ 2,649 trilhões, pouco acima dos R$ 2,318 trilhões em 2023.


LÁ FORA – Saem as encomendas de bens duráveis em dezembro (10h30) e o índice de confiança do consumidor medido pelo Conference Board em janeiro (12h). GM e Boeing divulgam balanços antes da abertura.


… O Western Alliance caiu quase 4% no after market. Apesar de o lucro de US$ 216,9 mi no 4Tri fiscal encerrado em dezembro ter superado a previsão (US$ 209 milhões), a instituição elevou a provisão para perdas de crédito.


CAI QUEM PODE, ACOMODA QUEM TEM JUÍZO – Livres para colar na forte queda dos juros dos Treasuries com o efeito DeepSeek, as taxas médias/longas do DI caíram, mas as curtas não puderam contar com a mesma sorte.


… A desancoragem das estimativas de inflação na Focus manteve os contratos de curto prazo na defensiva.


… O DI para janeiro de 2026 operou engessado em 15,135% (de 15,140% no pregão anterior). Já o Jan/27 caiu a 15,335% (15,375%); Jan/29, a 15,075% (15,150%); Jan/31, a 15,010% (15,100%); e Jan/33, a 14,950% (15,020%).


… No câmbio, o real conseguiu escapar à fuga do peso mexicano (-2,05%) e colombiano (-0,82%), após as ameaças de Trump, e tirou vantagem do fluxo positivo direcionado para a bolsa doméstica e para a renda fixa.


… Com Selic contratada de 14,25% até março e provável elevação adicional depois disso, o Brasil está na rota do carry trade e tende a disputar a liquidez global com ainda maior facilidade se o Fed retomar os cortes nos juros.


… Na mínima do dia (R$ 5,8997), o dólar chegou a furar pontualmente o suporte de R$ 5,90, mas voltou para a estabilidade no fechamento (-0,09%, a R$ 5,9133), depois de ter caído quase 2,5% na semana passada.


A BOLSA ANALÓGICA – Sem participação relevante no setor de tecnologia, o Ibov não só driblou o estresse de NY com a inteligência artificial mais barata da China, como ainda surfou no impacto positivo do alívio do DI.


… No melhor fechamento desde dezembro, o índice à vista da bolsa doméstica (+1,97%) terminou na máxima intraday (124.861,50), querendo buscar os 125 mil pontos. O volume financeiro foi de R$ 23,0 bilhões na sessão.


… Até Petrobras exibiu apetite por risco e escapou da queda de 1,77% do Brent/abril (US$ 76,18), a 8ª seguida, provocada por dados ruins de atividade industrial na China e pelo mau humor em NY.


… Petrobras ON registrou valorização de 1,11% (R$ 41,08) e, PN, +1,47% (R$ 37,18). Vale acompanhou o minério de ferro (+1,06%, em Dalian), com +1,75%, a R$ 53,96.


… Entre os bancos, BB se destacou, com +4,09% (R$ 27,71), na máxima do dia. Bradesco ON subiu 2,69% (R$ 10,70);  Bradesco PN, +2,48% (R$ 11,58), também na máxima; Itaú, +2,40% (R$ 33,24); e Santander, +1,05% (R$ 25,10).


… Magazine Luiza liderou as altas, com +10,05% (R$ 7,01). Minerva subiu 9,91% (R$ 4,88) e Assaí, +7,64% (R$ 6,62). Carrefour avançou 3,10% (R$ 5,98) com a notícia de que a família Diniz vai se desfazer das ações da empresa.


… Só 3 ações caíram no Ibovespa: Weg (-7,88%; R$ 53,31), Embraer (-2,97%, R$ 59,16) e RD Saúde (-0,38%; 20,70).


… Weg foi a mais negociada da B3, com quase 69 mil negócios, em meio à reavaliação global do mercado de tecnologia e energia elétrica em decorrência do “efeito DeepSeek”.


ROBÔ SELVAGEM – A onda de aversão ao risco que varreu os mercados globais ontem levou as techs a perderem US$ 1 trilhão em valor de mercado, com os chineses correndo por fora na disputa da inteligência artificial.


… A DeepSeek lançou o R1, modelo de raciocínio de código aberto que supostamente superou o ChatGPT, da OpenAI, em vários testes e chamou atenção após uma disparada de downloads na Apple Store no fim de semana.


… A empresa teria criado um modelo de IA competitivo por uma fração dos bilhões que o Vale do Silício está gastando, quebrando o domínio de grandes empresas na área como Alphabet e Meta.


… Segundo a DeepSeek, a versão inicial de seu grande modelo de linguagem custou menos de US$ 6 milhões.


… Wall Street questiona o número, mas o caso levanta a possibilidade de grandes modelos de IA serem construídos com muito menos investimento.


… Numa publicação no X, o desenvolvedor de IA da Dropbox, Morgan Brown, disse que as inovações da startup chinesa deixaram o mundo “em choque”.


… Enquanto a OpenAI gastou pelo US$ 100 milhões para treinar o ChatGPT, a DeepSeek faz o mesmo com pouco mais de US$ 5 milhões, observou. A Meta torrou US$ 170 milhões para treinar o Gemini.


… O uso de chips mais baratos é uma virada de chave, segundo Brown. “Se todo mundo pode fazer IA com GPUs de jogos, você entende o problema”, escreveu.


… Isso é especialmente ruim para a gigante Nvidia, cujo modelo de negócio é baseado em GPUs caras e sofisticadas. Em nota, a empresa classificou o modelo da DeepSeek como “um excelente avanço em IA”.


… A ação da big tech despencou 17%, queimando US$ 589 bilhões em valor de mercado, e fez o Nasdaq recuar 3,07%, a 19.341,83 pontos.


… A liquidação se estendeu para além das techs. Siemens Energy e Constellation Energy, que fornecem hardware elétrico para infraestrutura de IA, cederam 20% e 21%, respectivamente.


… O S&P 500 recuou 1,46% (6.012,33 pontos). As big techs têm peso de cerca de 30% no índice. Menos exposto ao setor, o Dow Jones subiu 0,65% (44.713,58 pontos).


… Jim Reid, chefe de pesquisa global macro do Deutsche Bank, observou que o caso DeepSeek é um lembrete das incertezas que afetam a indústria de IA, setor que está em estágio muito inicial.


… Para o Jefferies, o episódio preocupa mais que as tarifas de Trump. A Capital Economics avaliou que o caso, se for sólido, pode prejudicar a posição dominante de algumas das empresas que lideraram o rali das bolsas americanas.


… Na corrida por segurança, os investidores se voltaram para os Treasuries, que tiveram queda importante nas taxas.


… O juro da note de 2 anos recuou para 4,195% (contra 4,272% na sessão anterior), o da note de 10 anos cedeu a 4,531% (de 4,629%) e o do T-Bond de 30 anos caiu a 4,769% (de 4,847%).


… Considerados portos-seguros, o iene (+0,89%; 154,551/US$) e franco suíço (+0,50%; 0,9019/US$) subiram. O DXY fechou estável, em 107,341 pontos (-0,07%), com euro (US$ 1,0492) e libra esterlina (US$ 1,2491) no zero a zero.


EM TEMPO… PETROBRAS informou que, em 2024, atingiu as metas de produção do Plano Estratégico 2024-2028, dentro do intervalo de ±4%…


… A produção total de óleo e gás natural alcançou 2,7 milhões de boed. A produção comercial de óleo e gás natural alcançou 2,4 milhões de boed e a produção de óleo foi de 2,2 milhões de barris por dia (bpd)…


… A companhia estabeleceu novos recordes anuais de produção total própria e operada no pré-sal, com 2,2 milhões de boed e 3,2 milhões de boed, respectivamente.


DIRECIONAL aprovou a 12ª emissão de debêntures simples, no valor de R$ 375 milhões (com lote adicional), em três séries, vinculadas à emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários.


ECORIOMINAS fará a 4ª emissão de debêntures no valor de R$ 7,32 bilhões. O prazo será de 272 meses.


META protocolou ação contra a Apple no Cade. Meta questiona o fato de a Apple perguntar ao usuário se ele permite, ou não, que o app rastreie as atividades apenas quando baixa aplicativos que não são da Apple.

Bankinter Portugal 2801

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: O objetivo a curto prazo é digerir o surgimento de DeepSeek, alternativa chinesa para o desenvolvimento da IA, e ir entendendo até onde poderá chegar e o que é verdade sobre a sua reduzida necessidade de semicondutores. A primeira reação do mercado ontem foi de cautela, com cortes em tecnologia (Nasdaq100 -3%), e principalmente em semicondutores, com Nvidia e Broadcom -17%, Micron -12% e a europeia ASML -7%. O normal é que as dúvidas se prolonguem nas próximas sessões, embora por sorte, a temporada de resultados poderá acalmar um pouco os ânimos. Hoje publicou SAP, que bate estimativas e publica guias favoráveis para 2025. Amanhã publicam Meta, Microsoft, ASML e Lam Research. 

 

Em suma, o objetivo das bolsas hoje deverá ser a estabilização e digerir esta nova variável. Os futuros estão planos, tanto nos EUA como na Europa. Há que esperar pelos resultados empresariais de amanhã para que comece a subir. 

 

S&P500 -1,5% Nq-100 -2,8% SOX -9,1% ES-50 -0,7% IBEX +0,1% VIX 17,9 Bund 2,50% T-Note 4,53% Spread 2A-10A USA=+34pb B10A: ESP 3,15% PT 2,94% FRA 3,28% ITA 3,63% Euribor 12m 2,53% USD 1,049 JPY 162,1 Ouro 2.741$ Brent 77,1$ WTI 73,1$ Bitcoin -3,6% (101.351$) Ether -5,1% (3.160$). 

 

FIM

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Ray Dalio

 


https://neofeed.com.br/negocios/ray-dalio-se-junta-a-howard-marks-no-alerta-para-uma-possivel-bolha-nos-eua/


Call Matinal ConfianceTec 2701

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

27/01/2024 

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE SEXTA-FEIRA (24/01)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na sexta-feira (24), fechou em queda de 0,03%, aos 122,446 pontos. 


Já o dólar à vista operou em queda de 0,28%, a R$ 5,917.


PRINCIPAIS MERCADOS, 5h40


Índices futuros de NY e bolsas europeias abrindo esta semana em queda. 


EUA🇺🇸:

Dow Jones Futuro, -1,11%

S&P 500 Futuro, -1,86%

Nasdaq Futuro, -3,06%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), -0,06%

Nikkei (Japão🇯🇵), -0,92%

Hang Seng Index (Hong Kong), +0,66%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), fechado por feriado

ASX 200 (Austrália🇬🇧), fechado por feriado


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), -0,35%

DAX (Alemanha🇩🇪), -1,17%

CAC 40 (França🇫🇷), -0,94%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), -0,61%

STOXX 600🇪🇺, -0,73%


Commodities:

Petróleo WTI, -0,21%, a US$ 74,50 o barril

Petróleo Brent, -0,15%, a US$ 78,38 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,06%, a 810,50 iuanes (US$ 111,56).


NO DIA, 27/01


Nesta semana  teremos algumas reuniões de política monetária, com decisões de taxas de juros. 


Na América, o Banco do Canadá (BoC), o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, e o Bacen do Brasil, divulgam seus juros na quarta-feira. Na Europa, é a vez o Banco Central Europeu (BCE) a anunciar sua política monetária na quinta-feira.


Por aqui, o Congresso retoma seus trabalhos com expectativas sobre as eleições na Câmara e no Senado.


AGENDA, 27/01

 

Economia: 🇧🇷

08:00. FGV Confiança do Consumidor de jan., ant 92,0

08:25. Pesquisa Focus

08:30. Taxa de inadimplência de empréstimos pessoais de dez., ant 5,4%

08:30. Volume de crédito M/M de dez., ant 1,2%

08:30. Total empr em aberto de dez., ant 6315b

11:30. 15.000 contratos de swap cambial para rolagem 27/jan

15:00. Balança comercial semanal de jan., ant US$ 1356 mi

 

Economia dos EUA: 🇺🇸

 

12:00 Vendas de casas novas de dez., est. 672k, ant 664k

                           

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa segunda-feira e bons negócios!

Simon Schwartzman