https://neofeed.com.br/negocios/ray-dalio-se-junta-a-howard-marks-no-alerta-para-uma-possivel-bolha-nos-eua/
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
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CALL MATINAL CONFIANCE TEC
27/01/2024
Julio Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
FECHAMENTO DE SEXTA-FEIRA (24/01)
MERCADO BRASILEIRO
O Ibovespa, na sexta-feira (24), fechou em queda de 0,03%, aos 122,446 pontos.
Já o dólar à vista operou em queda de 0,28%, a R$ 5,917.
PRINCIPAIS MERCADOS, 5h40
Índices futuros de NY e bolsas europeias abrindo esta semana em queda.
EUA🇺🇸:
Dow Jones Futuro, -1,11%
S&P 500 Futuro, -1,86%
Nasdaq Futuro, -3,06%
Ásia-Pacífico:
Shanghai SE (China🇨🇳), -0,06%
Nikkei (Japão🇯🇵), -0,92%
Hang Seng Index (Hong Kong), +0,66%
Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), fechado por feriado
ASX 200 (Austrália🇬🇧), fechado por feriado
Europa:
FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), -0,35%
DAX (Alemanha🇩🇪), -1,17%
CAC 40 (França🇫🇷), -0,94%
FTSE MIB (Itália🇮🇹), -0,61%
STOXX 600🇪🇺, -0,73%
Commodities:
Petróleo WTI, -0,21%, a US$ 74,50 o barril
Petróleo Brent, -0,15%, a US$ 78,38 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,06%, a 810,50 iuanes (US$ 111,56).
NO DIA, 27/01
Nesta semana teremos algumas reuniões de política monetária, com decisões de taxas de juros.
Na América, o Banco do Canadá (BoC), o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, e o Bacen do Brasil, divulgam seus juros na quarta-feira. Na Europa, é a vez o Banco Central Europeu (BCE) a anunciar sua política monetária na quinta-feira.
Por aqui, o Congresso retoma seus trabalhos com expectativas sobre as eleições na Câmara e no Senado.
AGENDA, 27/01
Economia: 🇧🇷
08:00. FGV Confiança do Consumidor de jan., ant 92,0
08:25. Pesquisa Focus
08:30. Taxa de inadimplência de empréstimos pessoais de dez., ant 5,4%
08:30. Volume de crédito M/M de dez., ant 1,2%
08:30. Total empr em aberto de dez., ant 6315b
11:30. 15.000 contratos de swap cambial para rolagem 27/jan
15:00. Balança comercial semanal de jan., ant US$ 1356 mi
Economia dos EUA: 🇺🇸
12:00 Vendas de casas novas de dez., est. 672k, ant 664k
Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec
Boa segunda-feira e bons negócios!
Vai rolar: Semana do Fed começa com dados de atividade nos EUA
[27/01/25] O feriado do Ano Novo Lunar fecha a China por uma semana, em meio aos acenos positivos de Trump, de que não pretende promover uma guerra comercial com Pequim. Já a Colômbia foi punida neste domingo com tarifa de 25%, após recusar voo de imigrantes deportados. Para o México e Canadá, a expectativa é de tarifas a partir de sábado, 1º/2. As incertezas protecionistas, entretanto, não abalam o consenso de que o Fed pausará os cortes do juro na 4ªF e o BCE optará por uma flexibilização de 0,25pp na 5ªF. Nos EUA, a agenda ainda será movimentada pelos balanços de quatro magníficas (Apple, Meta, Microsoft e Tesla), além do PCE de dezembro (6ªF) e PIB/4Tri (5ªF). À espera da semana importante, os futuros das bolsas de NY caíam forte na noite deste domingo. Aqui, Galípolo estreia no comando do Copom, que também se reúne na superquarta, já com alta contratada de mais 1pp na Selic, a 13,25%. (Rosa Riscala)
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores
▪️05h00 – Prévia do IPC-Fipe de janeiro
▪️06h00 – Alemanha: Índice Ifo de sentimento das empresas em janeiro
▪️08h30 – BC: Dados de crédito de dezembro
▪️10h30 – EUA/Fed de Chicago: Índice de atividade nacional de dezembro
▪️12h00 – EUA: Vendas de moradias novas em dezembro
Eventos
▪️05h10 – Lagarde (BCE) participa de evento do BC da Hungria em vídeo pré-gravado
▪️12h35 – Lagarde discursa em evento do Dia Internacional da Memória do Holocausto
▪️15h00 – Lula se reúne com presidente da Petrobras, Magda Chambriard
▪️China: Feriado do Ano Novo Lunar
Balanços
▪️NY/Antes da abertura: AT&T
▪️NY/Após o fechamento: Western Alliance
Opinião - Celso Ming - (Estadão de hoje)
Presidente Lula quer diminuir os preços dos alimentos, mas é incapaz de reconhecer que essa disparada tem como um dos principais motivos a perda de confiança na administração da economia por conta do rombo nas contas públicas
(...)
Esta não deixa de ser uma novidade, porque, até agora, o governo dizia que tratava de garantir o crescimento econômico e a criação de empregos. Viu que mais PIB e contratações não vêm ajudando na imagem. O aumento dos preços da comida pesa na popularidade do governo.
Em 2024, os preços dos alimentos subiram 7,69%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Entre os maiores impactos estão a alcatra, 21,1%; café, 39,6%; óleo de soja, 29,2%; e o leite longa vida, 18,8%. Ou seja, na percepção do consumidor, que não come PIB, como advertia a economista Maria da Conceição Tavares, a vida ficou muito mais difícil.
Por aí se vê que, por vias transversas, o governo Lula passa a admitir que a fonte de insatisfação do eleitor não está na má divulgação dos sucessos na administração econômica do governo; está na corrosão do salário pela inflação. Ou seja, não está em algum problema de comunicação; está na maneira como o governo vem lidando com o aumento do custo de vida.
Nesse ponto, o governo incorre no risco de outro erro de diagnóstico. O de achar que a inflação da comida se deveu apenas a eventos climáticos – chuvas demais e inundações no Sul ou seca em algumas regiões – que produziram escassez e carestia. Tende a esquecer ou a não levar em conta dois outros fatores: o aumento artificial da demanda em consequência do forte despejo de dinheiro no mercado pela gastança do governo, não acompanhada pelo aumento da produção (hiato do produto); e a escalada do câmbio, ou a alta do dólar de 27,3% em 2024. Essa desvalorização do real tem a ver com o fator já apontado: o do aumento do rombo fiscal que, por sua vez, derrubou a confiança na política econômica e empurrou o mercado à compra de moeda estrangeira.
Se o presidente Lula tivesse chegado às verdadeiras causas da alta dos alimentos, teria feito mais para reequilibrar as contas públicas, conter a dívida e recuperar a confiança do brasileiro na administração da economia.
Ao contrário, o presidente Lula vem corroendo o prestígio do ministro Fernando Haddad, quando não aceita suas ponderações em direção à responsabilidade fiscal e o culpa por trapalhadas na condução da economia, como ficou demonstrado no último episódio das notícias fake sobre a taxação do Pix.
De nada adiantará o combate à inflação na base do gogó e das novas técnicas a serem usadas pelo novo secretário das Comunicações, o marqueteiro Sidônio Palmeira, se o governo não enfrentar sua causa mais profunda: o rombo fiscal.
Quando a única saída é o marketing, não existe mais saída
**********
Crise autoinfligida
William Waack
O Estado de S. Paulo.
23 de jan. de 2025
Desde sempre historiadores tentaram resumir em poucas palavras o fenômeno de decisões políticas (e/ou militares) que levaram a grandes desastres, embora claramente previsíveis. Duas obras de enorme sucesso foram “A Marcha da Insensatez”, de Barbara Tuchman (de Troia ao Vietnã), e “Os Sonâmbulos”, de Christopher Clark (como a Europa “tropeçou” para dentro da Primeira Guerra Mundial).
Não há nada de sonâmbulo na marcha de Lula 3 no caminho da insensatez fiscal, que arrisca provocar uma crise política justamente quando seria menos desejável – isto é, num cenário eleitoral. Ao contrário, o presidente não transmite em privado ou em público qualquer sinal de que entenda a questão fiscal como insustentável.
A principal assessoria econômica do Ministério da Fazenda produz avaliações do seguinte teor: “nós estamos no caminho certo da consolidação, uma consolidação fiscal feita com baixíssimo desemprego, crescimento econômico, distribuição de renda e combate à pobreza. Sempre foi nosso objetivo: conduzir uma política econômica capaz de consolidar as contas públicas ao mesmo tempo que promove o crescimento e a distribuição de renda”.
É prosseguindo nessa trilha que o governo bateu um recorde histórico na terça-feira, quando passou a pagar IPCA + 7,94% para remunerar papéis de dívida de curto prazo. Com números dessa ordem, não espanta que agentes de mercado (sim, esses vilões) considerem que a atual situação política impeça Lula de adotar medidas capazes sequer de estabilizar a dívida pública, quanto mais reverter sua trajetória de crescimento.
Por “situação política” leia-se a cabeça de Lula e o que faz do “Zeitgeist” (espírito de uma época) ou “vibe” ou como se queira chamar o momento político e sua direção. A combinação de descrédito quanto às políticas do governo e o enorme tsunami representado por Trump (do comércio à geopolítica, passando pela guerra cultural) é componente bastante visível de uma realidade política extraordinariamente difícil e desafiadora para qualquer governante.
Realidade tornada ainda mais grave quando tudo é visto sob a perspectiva do marketing, uma ferramenta política capaz de produzir resultados apenas localizados, e da qual agora tudo se espera. Nesse sentido, Lula piorou a tarefa de seu chefe de propaganda política. O que tem a oferecer é mais do mesmo (gasto é vida) e promessas pontuais de “intervenção” para mitigar inflação de preços de alimentos, e seu devastador efeito na popularidade de qualquer governo.
Miopia também é uma boa palavra para se descrever como um dirigente político fabrica uma crise para si mesmo. É o que Lula está fazendo agora. •
*Rosa Riscala: Lula tem reunião sobre preços dos alimentos*
… Índices PMI de serviços e atividade industrial estão na agenda da zona do euro e dos EUA, que têm, ainda, o sentimento do consumidor de Michigan. Em Wall Street, AMEX divulga balanço antes da abertura. Mas o destaque internacional é a decisão do BoJ, que aumentou o juro japonês a 0,50% para enfrentar pressões inflacionárias e fortalecer o iene. Correndo por fora, as falas de Trump sempre podem surpreender e mexer com os mercados. Já aqui, o IPCA-15 de janeiro, às 9h, tem previsão de queda (-0,01%), mas a inflação dos alimentos continua pressionada pela carne. Essa se tornou a principal preocupação do governo e motivo para receio de medidas que podem agravar a percepção de risco do cenário fiscal. Hoje, Lula tem nova reunião para debater o tema com os ministros Haddad e Rui Costa, às 9h30.
… Depois que Costa falou em “intervenção”, e voltou atrás, e que chegou a ser cogitado um prazo mais flexível de validade dos produtos, uma nota da Bloomberg, informando que o governo estuda criar uma rede popular de alimentos, pegou feio, nesta 5ªF.
… A ideia seria fornecer alimentos mais baratos nas periferias de grandes cidades, uma iniciativa que exigiria subsídio. A pressão na curva de juros foi imediata, mesmo com dólar em queda (leia abaixo).
… A boa notícia é que essa fonte admitiu que é preciso buscar a redução dos preços sem gerar gastos extras, considerando o ceticismo do mercado envolvendo o compromisso de Lula com a responsabilidade fiscal.
… No fim da tarde, Haddad classificou como “boataria” a informação sobre um eventual subsídio estatal para interferir no custo dos alimentos e disse que não há espaço fiscal para adotar medidas para baratear os preços.
… De seu lado, Rui Costa afirmou ao blog da jornalista Ana Flor/g1 que o governo descarta criar uma rede popular de alimentos como forma de diminuir o preço da comida e nem vai congelar preços ou criar subsídios.
… O ministro da Casa Civil negou qualquer “medida heterodoxa” na apresentação de hoje a Lula.
… O que parece estar na mesa é o redirecionamento do crédito para os alimentos que mais subiram de preço e uma mudança na taxa dos vales refeição e alimentação – demanda apresentada pelos supermercados alegando que isso reduziria os custos dos alimentos.
… De novo, o governo pode cair na armadilha de atender os empresários acreditando que garantirá benefícios à população. Dilma fez isso quando distribuiu benefícios fiscais em troca de manutenção do emprego e está aí uma “bondade” que ninguém tira mais.
… Além disso, os vales refeição e alimentação atendem apenas os trabalhadores CLT (que nem são a maioria hoje) e servidores públicos.
… O fato é que a alta dos alimentos se tornou uma obsessão para Lula, que não consegue melhorar os seus índices de popularidade. E ele deixou claro que essa é a prioridade do momento do governo na reunião do ministério na Granja do Torto, no início da semana.
… Em 2024, os preços dos alimentos subiram 7,69%, sendo os maiores impactos a carne (21%), café (39%), óleo de soja (29%), leite (18%).
… Para hoje, pesquisa do Broadcast apurou que Alimentação, que subiu 1,47% em dezembro, ainda deve subir 1,44% no IPCA-15.
… A entrada do bônus de Itaipu na tarifa de energia elétrica deve corroborar o recuo do IPCA-15 em janeiro (-0,01% na mediana), entre o piso de -0,12% e alta de 0,24%. Para a inflação em 12 meses, a mediana indica desaceleração de 4,71% para 4,36%.
JURO NA LUA – Os economistas dizem que não há muito o que governo pode fazer para baixar os preços dos alimentos, a não ser torcer por uma safra melhor este ano – o que depende de fatores climáticos – e tomar medidas para baixar os juros e o dólar.
… Mas, embora o dólar tenha voltado à razão (com a ajuda de Trump), os juros continuam escalando.
… O choque no preço dos alimentos e os efeitos do repasse cambial, diante do período de real bastante depreciado, contribuem para a desancoragem das expectativas de inflação e cobram mais do Copom.
… Mais duas doses de alta da Selic, de 1pp cada, estão dadas – a primeira na semana que vem e a próxima em março. Depois disso, as apostas no mercado são variadas para o juro terminal. Na pior hipótese, vai a 16,25%.
… Segundo pesquisa Broadcast, a estimativa intermediária para o juro básico ao final deste ano subiu de 14,75% para 15%. Para o 2Tri de 2026, horizonte relevante da política monetária, avançou de 13% para 13,25%.
MAIS AGENDA – O balanço de pagamentos que o BC divulga às 8h30 deve trazer um déficit de US$ 12,4 bilhões na conta corrente em dezembro, segundo mediana do Broadcast. Em 2024o, o déficit deve chegar a US$ 56,2 bi.
… O IDP deve ficar negativo em US$ 1,1 bilhão no mês e fechar 2024 positivo em US$ 69,3 bilhões.
LÁ FORA – NY segue de olho nos balanços. Além da American Express, antes da abertura, Verizon divulga números depois do fechamento.
… A S&P Global informa a leitura preliminar do PMI composto de janeiro (11h45) dos EUA, que deve cair de 55,4 para 55,2, enfraquecido pelo dado de serviços, enquanto a indústria deve mostrar recuperação.
… Ao meio-dia, saem as vendas de moradias usadas em dezembro (previsão de +1,2%) e o índice de sentimento do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, que traz embutido as expectativas de inflação.
… Baker Hughes informa às 15h o número de poços e plataformas de petróleo em operação.
… Christine Lagarde (BCE) faz mais uma participação em debate no Fórum Econômico Mundial, em Davos (7h).
JAPÃO HOJE – Conforme esperado, o BoJ elevou as taxas de juros de 0,25% para 0,50%, nível mais alto em 17 anos, e sinalizou altas adicionais se a economia e os preços evoluírem de acordo com as perspectivas.
… O BC japonês aumentou a estimativa para a inflação ao consumidor (CPI) deste ano de 1,9% para 2,4%.
… Além da inflação acima da meta e o iene fraco, também os reajustes significativos de salários e a grande diferença dos juros pagos por títulos públicos japoneses e americanos contribuíram para o aperto monetário.
… As taxas de juro vinham inalteradas há três reuniões seguidas, mas agora não deu para segurar mais.
NÃO ENGOLIU BEM – Quando não é Trump, é Lula que vem para adicionar incerteza no mercado, com o rumor de subsídios para baratear os alimentos pondo em xeque o compromisso com a responsabilidade fiscal.
… Coincidindo com a notícia, que estourou na imprensa no meio da tarde, os mercados pioraram na reta final.
… O dólar desacelerou o ritmo de queda e já estava fechado quando veio o desmentido de Haddad (“boataria”), que ainda pegou a curva do DI aberta, mas não impediu as taxas de continuarem rodando na faixa dos 15%.
… Mais cedo, a moeda norte-americana havia conseguido furar os R$ 5,90, com mínima em R$ 5,8745, aliviada por Trump em Davos, que não está barbarizando como prometia em relação à sua política protecionista.
… Mas os afagos à China foram parcialmente ofuscados por aqui na segunda metade do pregão pelas investidas de Lula para recuperar a popularidade, renovando as dúvidas sobre a capacidade de cumprir a meta fiscal.
… O dólar à vista reduziu a intensidade da baixa no fechamento para 0,35%, cotado a R$ 5,9255. Apesar disso, ainda conseguiu emplacar o quarto pregão consecutivo de queda, com recuo acumulado de 2,31% na semana.
… Quem diria que o real, que caiu quase 3% em dezembro, já esteja registrando valorização superior a 4% agora em janeiro e exibindo o melhor desempenho entre as principais divisas globais neste início de ano.
… Famoso pelo otimismo com a moeda brasileira, o economista Robin Brooks, do Brookings Institute, fez ontem postagem na rede social X para dizer que o real “não merece e não pertence” ao nível do dólar acima de R$ 6,00.
… Disse que o “Brasil está longe de ser perfeito e que o atual governo comete erros não forçados”, mas que nada justifica um real 30% mais fraco (como aconteceu em 2024) do que antes da pandemia de covid-19.
… Anos atrás, Brooks se notabilizou por qualificar o Brasil com o status de “Suíça da América Latina”.
… Apesar de Haddad ter assegurado que não se cogita usar espaço fiscal para reduzir os preços de alimentos, a curva do DI não comprou o alívio. Interrompeu a sequência de baixas dos últimos dias e resgatou os 15%.
… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,070% (de 14,920% no fechamento anterior); Jan/27, 15,355% (de 15,165%); Jan/29, 15,205% (de 14,995%); Jan/31, 15,170% (14,960%); e Jan/33, 15,110% (14,880%).
… Em relatório, o Itaú avalia que o governo federal deveria anunciar uma contenção “significativa”, da ordem de R$ 35 bilhões, das despesas discricionárias (não obrigatórias) como forma de cumprir o seu plano fiscal.
… Segundo o banco, o tamanho exato do desafio fiscal este ano dependerá principalmente da evolução do número de beneficiários de programas sociais, que será uma das principais variáveis para se acompanhar.
… Por enquanto, o Itaú duvida do cumprimento da meta fiscal e estima déficit primário de 0,7% do PIB.
… Mas reconhece que os riscos são de um resultado melhor do que o estimado, diante da resiliência da atividade econômica e do esforço contínuo exibido pela equipe econômica na agenda de receitas.
… Semana que vem o Tesouro anuncia o resultado das contas públicas no acumulado do ano passado. Haddad já antecipou déficit de 0,1%, acima da meta de zero, mas dentro do intervalo de tolerância (-0,25%).
AMARGOU – Como os demais ativos domésticos, também o Ibovespa não digeriu bem a história dos subsídios para combater a inflação dos alimentos, que pega mal do ponto de vista fiscal e deixa todo mundo na defensiva.
… Embora negada por Haddad, o estrago da notícia já estava feito. O Ibovespa fechou em baixa de 0,40%, aos 122.483,32 pontos, com volume financeiro que não reage: somou R$ 18,9 bilhões.
… As blue chips de commodities ficaram no vermelho. Petrobras ON caiu 0,92% (R$ 40,75) e PN cedeu 0,70% (R$ 36,83), diante da queda do Brent (-0,76%, a US$ 77,56), após Trump mandar recado para a Opep reduzir os preços.
… Vale (-0,65%; R$ 53,32) ignorou os incentivos da China para o mercado acionário, que fez o minério de ferro subir 0,44% em Dalian.
… O governo chinês disse que continuará a diminuir os requisitos para empresas obterem empréstimos para recompra de ações.
… Bancos não foram poupados do mau humor, com exceção de BB (+2,26%; R$ 26,72). Santander caiu 1,76% (R$ 24,58), Bradesco ON perdeu 1,41% (R$ 10,48), Bradesco PN, -0,78% (R$ 11,39); e Itaú, -0,21% (R$ 32,54).
… Marfrig liderou os ganhos (+4,06%; R$ 15,64) após o Goldman Sachs elevar a estimativa de Ebitda da empresa, com a exclusão dos resultados da BRF.
… Minerva, por outro lado, encerrou na mínima de R$ 4,48 (-6,67%), estendendo as perdas da véspera após rebaixamento pelo Citi. Na semana, ação acumula queda de quase 11%.
… MRV (-5,70%; R$ 5,13) e Grupo Pão de Açúcar (-5,57%; R$ 2,71) também tiveram perdas expressivas.
MEU MALVADO FAVORITO – O discurso de Trump em Davos foi música para os ouvidos de Wall St.
… Em clima best friend com a China, defendeu relação comercial justa com Pequim, garantiu que terá boa relação com Xi Jinping e afirmou que os chineses podem ajudar os EUA a interromper a guerra entre a Rússia e Ucrânia.
… Desafiando a autonomia do Fed, o novo presidente dos EUA afirmou que exigirá queda dos juros, que entende mais disso do que o próprio Fed, que vai conversar com Powell “no momento apropriado” e espera que ele escute.
… O mercado sabe que Trump não pode controlar o Fed nem tem poder para interferência direta, mas “o investidor gosta mesmo assim de ouvir esse tipo de coisa”, como disse Larry Tentarelli (Blue Chip Daily Trend Report), na CNBC.
… Após o discurso em Davos, junho seguiu como mês mais provável para um corte de juro pelo Fed, com 44,9% das apostas, quase sem alteração na comparação com o dia anterior, de 44,7%, segundo a ferramenta do CME Group.
… Nas bolsas, o S&P 500 bateu novo recorde de fechamento (6.118,71 pontos), com alta de 0,53%. As techs se destacaram novamente. Trump assinou ontem uma série de ordens executivas relacionadas à IA e criptomoedas.
… O Nasdaq (+0,22%) fechou na máxima do dia, em 20.053,68 pontos, e o Dow Jones subiu 0,92%, (44.565,07).
… As bolsas de ações anotaram a quarta alta consecutiva. Desde a posse do presidente americano, o mercado ganhou impulso por causa dos potenciais cortes de impostos e desregulamentação.
… Embora o tema das tarifas continue na cabeça de todo mundo, a falta de uma ação formal mantém o otimismo. Para o diretor da Moody’s Analytics, Brendan LaCerda, Trump deve adotar tarifas de 20% sobre importados da China.
… Em seu cenário-base, as tarifas atingirão 10% para o México, 5% ao Canadá, 5% para a União Europeia, 5% para o Brasil e outros países da América Latina, 10% para Vietnã e 2% para o Japão.
… A possibilidade de um recuo mais significativo no preço do petróleo e seu impacto na inflação fez o juro da note de 2 anos ter leve queda, para 4,288% (de 4,292% na sessão anterior). Os demais rendimento dos Treasuries subiram.
… O da note de 10 anos se elevou a 4,646% (de 4,611%) e o do T-Bond de 30 anos avançou a 4,876% (de 4,825%).
… O câmbio colou no tom mais conciliatório de Trump em relação à China. O índice DXY caiu 0,11%, a 108,047 pontos, com destaque para a libra, que subiu 0,30%, a US$ 1,2358.
… O iene subiu 0,27%, a 156,024/US$, na espera pela decisão do BoJ. O euro ficou estável (+0,04%), em US$ 1,0421.
EM TEMPO… VALE comunicou que subsidiária Vale Base Metals iniciou revisão estratégica para explorar e avaliar série de alternativas, incluindo venda de seus ativos de mineração e exploração em Thompson, Manitoba (Canadá)…
… Os ativos incluem duas minas subterrâneas em operação, uma usina adjacente e oportunidades significativas de exploração do cinturão, que tem 135 quilômetros de extensão.
PETROBRAS. A diretora de exploração e produção, Sylvia dos Anjos, disse que espera que a licença para perfurar na Foz do Amazonas saia no fim deste 1Tri…
… O centro de resgate e despetrolização de animais que está sendo construído no Oiapoque deve ser concluído em fevereiro, o que eliminaria a última pendência para a concessão da licença pelo Ibama…
… A companhia informou ter dado início à fase vinculante para venda de participação no Campo de Tartaruga, no município de Pirambu (SE), em águas rasas da Bacia de Sergipe-Alagoas, operado pela SPE Tieta (PetroRecôncavo).
AZUL vai suspender operações em 12 cidades do país por causa do aumento dos custos e baixa demanda…
… São elas: Campos e Cabo Frio (RJ); Correia Pinto (SC); Crateús, São Benedito, Sobral e Iguatú (CE); Mossoró (RN); São Raimundo Nonato e Parnaíba (PI); Rio Verde (GO); e Barreirinha (MA).
PLANO&PLANO aprovou pagamento de R$ 200 milhões em dividendos extras, montante correspondente a R$ 1,006 por ação. Ex em 28 de janeiro.
NUBANK ultrapassou o Itaú em número de clientes no 4Tri24. Segundo dados do BC, o banco digital tinha 100,77 milhões de clientes entre outubro e dezembro, ante 98,5 milhões do Itaú…
… Assim, o Nubank tornou-se o 3º maior banco do Brasil em número de clientes, perdendo apenas para Caixa Econômica Federal (154 milhões) e Bradesco (109 milhões).
CALL MATINAL CONFIANCE TEC
24/01/2024
Julio Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
FECHAMENTO DE QUINTA-FEIRA (23/01)
MERCADO BRASILEIRO
O Ibovespa, na quinta-feira (23), fechou em queda de 0,44%, aos 122,483 pontos.
Já o dólar à vista operou em queda de 0,33%, a R$ 5,926.
PRINCIPAIS MERCADOS 7h00
Índices futuros dos EUA operam em baixa nesta sexta-feira (24).
EUA🇺🇸:
Dow Jones Futuro, -0,02%
S&P 500 Futuro, -0,08%
Nasdaq Futuro, -0,18%
Ásia-Pacífico:
Shanghai SE (China🇨🇳), +0,70%
Nikkei (Japão🇯🇵), -0,07%
Hang Seng Index (Hong Kong), +1,86%
Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), +0,85%
ASX 200 (Austrália🇦🇺), +0,36%
Europa:
FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,14%
DAX (Alemanha🇩🇪), +0,35%
CAC 40 (França🇫🇷), +0,90%
FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,54%
STOXX 600🇪🇺, +0,40%
Commodities:
Petróleo WTI, -0,11%, a US$ 74,54 o barril
Petróleo Brent, -0,11%, a US$ 78,20 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,69%, a 806,50 iuanes (US$ 111,39)
NO DIA, 24/01
Nos EUA, Trump dá uma aliviada no seu discurso sobre tarifas, tendo como principal alvo a China.
No Brasil, hoje é dia de IPCA15, na expectativa de uma boa desaceleração a 0,1% no mensal e 4,4% no anual.
No Japão, Bank of Japan subiu actaxa de juro de 0,25% para 0,50%.
Segundo o BoJ, "a taxa de juros aumentará mais se a economia e os preços evoluírem de acordo com as perspectivas."
AGENDA, 24/01
Indicadores:
05h30. Alemanha🇩🇪/S&P Global: PMIs de janeiro (preliminar)
06h00 – Zona do euro🇪🇺/S&P Global: PMIs de janeiro (preliminar)
06h30. Reino Unido🇬🇧/S&P Global: PMIs de janeiro (preliminar)
08h30. Brasil🇧🇷/BCB: Balanço de pagamentos de dezembro
09h00. Brasil🇧🇷/IBGE: IPCA-15 de janeiro
11h45. EUA🇺🇸/S&P Global: PMIs de janeiro (preliminar)
12h00. EUA🇺🇸/Univ. Michigan: Sentimento do Consumidor - Jan
12h00. EUA🇺🇸/NAR: vendas de moradias usadas - Dez
15h00. Baker Hughes: poços e plataformas de petróleo em operação
Eventos:
07h00. Christine Lagarde (BCE) participa de conversa em Davos
09h30. Presidente Lula tem reunião sobre preços dos alimentos com ministros
Balanços:
NY/Antes da abertura: American Express
NY/Após o fechamento: Verizon
Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec
Boa sexta-feira e bons negócios!
Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...