quarta-feira, 15 de abril de 2026

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +1,1% US tech +1,7% US Semis +2,0% UEM +1,3% España +1,4% VIX 18,4% Bund 3,02%. T-Note 4,25%. Spread 2A-10A USA=+50pb B10A: ESP 3,47% PT 3,41% ITA 3,78% FRA 3,65% Euribor 12m 2,77% (fut.12m 2,79%). USD 1,180 JPY 187,3/€. Ouro 4.842 $. Brent 94,8$. WTI 91,3$. Bitcoin +1,3% (74.136$). Ether +2,8% (2.316$).


A sessão arranca com o petróleo estável e perto dos 95 $/barril, e as bolsas antecipam uma sessão sem grandes sobressaltos. Provavelmente, consolidação de níveis após o bom comportamento de ontem. Futuros Nova Iorque -0,01%, Futuros Europa -0,2%... As notícias que chegam da frente geoestratégia marcam a direção do mercado. Os EUA e o Irão retomarão as negociações “nos próximos dias” e o mercado interpreta-o positivamente. De facto, os principais índices americanos já se situam acima dos níveis prévios ao conflito. Como referência, Nova Iorque +1,3%, Tecnologia EUA +3,5% e semis +13,0%. As obrigações também avaliaram as notícias positivamente: Bund -7 p.b. até 3,02%, O10 ESP -8 p.b. até 3,47%, O10 ITA -11 p.b. até 3,78%. 


Na frente empresarial, ontem no fecho europeu, Kering publicou Vendas 1T piores do que o esperado, embora o seu ADR quase não tenha reagido – na nossa opinião, vendas e margens alcançaram o fundo em 2025 e 2026 será uma no de melhoria gradual. À primeira hora, ASML (YTD +40%) publicou resultados francamente bons (EPS 7,15 € vs. 6,62 € esp.). Contudo, as guias 2T não acabam de convencer e é possível que hoje avalie os resultados em baixa, o que seria uma oportunidade para entrar a níveis mais atrativos. Principalmente porque (i) os semis são o setor mais imune ao contexto geopolítico, (ii) são o elo mais forte da cadeia de valor de IA e (iii) é onde estão concentrados os lucros empresariais (EPS estimado semis 2026 >+60%). Ver a nossa carteira temática (+174% desde o lançamento). 


Para a sessão apenas teremos referências no plano macro: Produção Industrial UE (10 h) (-1,0% a/a vs. -1,2% ant.) e Livro Bege da Fed (19 h) – que será o primeiro a receber o impacto da guerra no Irão e poderá dar-nos alguma pista para a reunião de 28-29 de abril. O impacto de ambos deverá ser limitado.


Em suma, enquanto o tom continua a melhor hoje, deveremos ter uma sessão, a priori, “tranquila”, quiçá de alguma realização de lucros/consolidação de níveis após as fortes subidas de ontem.

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Quarta Feira,15 de Abril de 2.026.


*Sinal político alivia tensão e sustenta ativos*


… O mercado começa o dia ainda sob o efeito da mudança de tom na geopolítica, com o alívio recente sustentado pela sinalização de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, após Trump afirmar que um novo encontro pode ocorrer nos próximos dias, no Paquistão. Nesse ambiente mais otimista, dois grandes bancos divulgam balanços hoje em Nova York, BofA e Morgan Stanley, antes da abertura, e as conversas iniciais entre Líbano e Israel também foram vistas como positivas. Na agenda, o Livro Bege do Fed é destaque, sem força para alterar a expectativa de juros, enquanto, no Brasil, saem a pesquisa Genial/Quaest, o IGP-10 de abril e as vendas no varejo de fevereiro.


GUERRA E NEGOCIAÇÃO – Estados Unidos e Irã articulam uma nova rodada de negociações nos próximos dias, possivelmente no Paquistão, em uma tentativa de avançar antes do vencimento do cessar-fogo anunciado no início de abril.


… Apesar do fracasso das conversas iniciais no fim de semana, interlocutores indicam que ambos os lados seguem dispostos a manter o canal diplomático aberto, com o próprio Donald Trump afirmando que o conflito estaria “próximo do fim”.


… O esforço por diálogo, no entanto, convive com a manutenção do bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz, principal rota de escoamento de energia do Golfo, por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo e gás natural liquefeito.


… A medida amplia a pressão econômica sobre Teerã e evidencia a contradição central do momento: ao mesmo tempo em que busca negociar, Washington endurece sua estratégia de contenção.


… Do lado iraniano, há sinais de cautela para não comprometer uma eventual retomada das conversas, incluindo a possibilidade de reduzir temporariamente embarques pelo estreito.


… Ainda assim, o cenário segue frágil, com riscos relevantes para o fornecimento global de energia e danos já observados na infraestrutura da região, o que mantém elevada a incerteza sobre a duração e os desdobramentos do conflito.


OUTRAS FRENTES – Em paralelo às tratativas entre Estados Unidos e Irã, Israel e Líbano deram início a um novo canal diplomático, após um encontro histórico em Washington, que marcou a primeira reunião direta entre os dois países desde 1993.


… As partes concordaram em avançar para negociações formais de cessar-fogo, em um processo descrito como “construtivo”.


… O diálogo ocorre em meio à continuidade dos confrontos na região e à atuação do Hezbollah, aliado do Irã, que não participa das negociações e resiste a qualquer processo de desarmamento — o que impõe limitações concretas a um eventual acordo.


… A ausência do grupo e a manutenção das tensões na fronteira reforçam a avaliação de que o avanço diplomático tende a ser gradual e de difícil implementação. Autoridades americanas reconhecem que se trata de um processo longo, sem solução imediata, e sujeito a retrocessos.


… Ainda assim, a abertura de canais de diálogo sugere uma tentativa mais ampla de contenção do conflito no Oriente Médio.


TARIFAS – O tema volta ao radar nos Estados Unidos, com o secretário do Tesouro, Scott Bessent, sinalizando que as tarifas podem retornar aos níveis anteriores até julho, dentro de uma estratégia definida como de “redução de riscos”, e não de ruptura completa com a China.


… A indicação reforça o aumento das incertezas no cenário global, somando-se às tensões geopolíticas em curso e mantendo o ambiente internacional sensível a novos desdobramentos.


… Ao mesmo tempo, o governo americano mantém tarifas de 10% com base na seção 122, após o presidente optar por não elevar a alíquota neste momento, enquanto prepara o lançamento de um sistema de reembolso para importadores.


… A decisão da Suprema Corte considerou ilegais cerca de US$ 166 bilhões em tarifas cobradas anteriormente.


ESCALA 6×1 – O governo enviou ontem ao Congresso, em regime de urgência, o projeto que prevê o fim da escala 6×1, com a substituição pelo modelo 5×2 e redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte de salários.


… A proposta é tratada no Planalto como uma das principais vitrines sociais da gestão e chega com forte apelo popular no cenário eleitoral.


… O movimento ocorre após semanas de ruídos entre Executivo e Câmara sobre o envio e o formato da proposta e foi precedido por uma tentativa de alinhamento com o presidente da Casa, Hugo Motta.


… O governo sustenta que a crise está superada, mas a tramitação segue indefinida, já que há uma PEC em andamento sobre o tema, cujo cronograma deve continuar normalmente, o que abre espaço para sobreposição de iniciativas e disputa sobre o protagonismo.


… Nos bastidores, o envio do projeto também é interpretado como uma forma de pressionar o Congresso por uma tramitação mais célere, uma vez que o regime de urgência constitucional obriga a análise em até 45 dias em cada Casa, sob risco de travamento da pauta.


… Ao mesmo tempo, o governo busca capitalizar politicamente uma pauta histórica ligada à trajetória sindical do presidente.


… Apesar do apelo social, a proposta enfrenta resistência de setores do empresariado, que apontam riscos de aumento de custos, impacto sobre a produtividade e dificuldades de adaptação em segmentos intensivos em mão de obra, como comércio e serviços.


… A discussão, portanto, tende a se consolidar como um dos principais focos de tensão entre governo, Congresso e setor produtivo.


DETALHES DA PROPOSTA – No Estadão, os principais pontos indicam que a jornada semanal passará de 44 para 40 horas, com manutenção das oito horas diárias e garantia de dois dias consecutivos de descanso, consolidando o modelo 5×2.


… O texto também veda qualquer redução salarial, inclusive proporcional, e amplia a regra para diferentes regimes de trabalho, incluindo categorias com jornadas especiais.


… Segundo o governo, a medida alcança um contingente expressivo de trabalhadores, com cerca de 37 milhões de pessoas atualmente acima da jornada de 40 horas semanais, além de aproximadamente 14 milhões inseridos na escala 6×1.


… O Planalto também associa a proposta ao aumento de afastamentos por doenças psicossociais ligadas ao trabalho, reforçando o argumento de que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida e a produtividade.


NO RADAR INSTITUCIONAL – O pedido de indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes e do procurador-geral, Paulo Gonet, pela CPI do Crime Organizado, irritou integrantes do Supremo Tribunal Federal e gerou reações.


… Gilmar defendeu apuração por abuso de autoridade, enquanto Toffoli levantou a possibilidade de cassar parlamentares. A inclusão dos nomes dos ministros no relatório final da comissão foi vista na Corte como um movimento para deslegitimar o tribunal, com motivações eleitorais.


… O relator, senador Alessandro Vieira (MDB), usou argumentos do caso Master para apontar supostos crimes de responsabilidade dos ministros.


… Em sessão na CPI, ele elevou o tom do embate entre Congresso e Judiciário, afirmando que os magistrados “não são donos do País”.


… O governo articulou uma ofensiva para derrubar o relatório e trocou dois senadores – Sergio Moro (União) e Marcos do Val (Podemos) – para conseguir maioria na comissão, que não teve votos suficientes para aprovar o relatório final. Foram seis votos contra e quatro a favor.


FACHIN – O presidente do STF, Edson Fachin, reagiu com dureza e classificou como “indevida” a inclusão dos ministros no relatório.


… Em nota, afirmou que desvios de finalidade em CPIs enfraquecem os pilares democráticos e ressaltou que a atuação do Legislativo deve ocorrer com responsabilidade e pertinência, em respeito à independência entre os Poderes.


MESSIAS – No Senado, o relator da indicação de Jorge Messias ao STF, senador Weverton Rocha, apresentou parecer favorável ao nome do atual AGU, destacando sua qualificação técnica e trajetória no serviço público. A leitura do parecer está prevista para esta quarta-feira na CCJ.


AUTONOMIA DO BC – A tensão entre os Poderes também respingou em outras pautas, como a autonomia do Banco Central, que sofreu novo revés com o adiamento da leitura do parecer na CCJ.


… Sem acordo com o governo e em meio ao desgaste político ampliado pelo caso Master, o relator Plínio Valério confirmou que não apresentará o texto nesta quarta-feira, interrompendo o avanço de uma das prioridades da autoridade monetária.


CRÉDITO EM FOCO – O governo trabalha em um novo programa de refinanciamento de dívidas de pessoas físicas, com juros de até 1,99% ao mês, abaixo da média de cerca de 6,8% ao mês no crédito pessoal.


… A iniciativa deve abranger dívidas como cartão de crédito, cheque especial e empréstimos, com potencial de repactuar entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões de um estoque estimado entre R$ 70 bilhões e R$ 100 bilhões.


… A proposta prevê o uso do Fundo de Garantia de Operações (FGO), com aporte entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões, além da possibilidade de descontos de até 90% para devedores de menor renda.


… Ainda há divergências entre governo e bancos sobre os critérios de elegibilidade, especialmente em relação ao nível de inadimplência.


SUBVENÇÃO DO DIESEL – Estados terão até dia 22 para aderir à subvenção de R$ 1,20/litro de diesel para importadores, informou a Fazenda.


MAIS AGENDA – A quarta-feira traz como destaque o Livro Bege do Fed (15h), em meio a uma série de falas de dirigentes de bancos centrais nos eventos paralelos às reuniões de Primavera do FMI e do Banco Mundial, que seguem ao longo do dia.


… Antes disso, nos Estados Unidos, saem o índice Empire State (9h30), a confiança das construtoras – NAHB (11h) e os estoques de petróleo (11h30), além de participações de nomes como Michael Barr, Michelle Bowman e Christine Lagarde em eventos internacionais.


… Na China, à noite, destaque para o PIB do 1º trimestre, além da produção industrial e das vendas no varejo de março.


… No Brasil, o foco recai sobre a atividade e inflação, com a divulgação do IGP-10 de abril (8h), cuja mediana no Broadcast aponta alta de 1,38%, após recuo em março, e das vendas do varejo de fevereiro pelo IBGE (9h), com expectativa de crescimento de 0,9% na margem.


… A leitura vem após a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) mostrar avanço mais fraco que o esperado, de apenas 0,1% entre janeiro e fevereiro.


… Ainda na agenda doméstica, o Banco Central divulga o fluxo cambial semanal (14h30), enquanto o diretor de Política Monetária, Nilton David, participa de evento do JPMorgan em Washington (16h), também no contexto das reuniões do FMI.


ELEIÇÃO – No campo político, a Genial/Quaest divulga nova pesquisa de avaliação do governo e intenção de voto, após a CNT/MDA mostrar Lula com 39,2% das intenções no primeiro turno, contra 30,2% de Flávio Bolsonaro, em cenário ainda marcado por elevada rejeição.


… Em eventual segundo turno, o presidente aparece com 44,9%, ante 40,2% do senador.


… No pano de fundo eleitoral, cresce a possibilidade de entrada de novos nomes na disputa de 2026, com o ex-ministro Ciro Gomes admitindo avaliar convite de Aécio Neves e do PSDB para concorrer à Presidência.


BDM LIVE – O Bom Dia Mercado realizará nesta quinta-feira, 16, uma entrevista ao vivo com Alfredo Menezes, sócio fundador da Armor Capital e ex-tesoureiro do Bradesco, com transmissão pelo canal do BDM no YouTube, a partir das 10h.


… Alfredo Menezes irá analisar O Impacto da Guerra nos Mercados e todo o vaivém decorrente das ameaças de Trump no Estreito de Ormuz.


… Anote em sua agenda: amanhã, às 10h, e inscreva-se para acompanhar: https://novidade.bomdiamercado.com.br/bdm-live-16-04


… A live será conduzida por Téo Takar, editor-chefe do BDM Online, com a participação dos jornalistas Márcio Anaya e Rosa Riscala.


QUANDO UM NÃO QUER, DOIS NÃO BRIGAM – Os relatos de que os Estados Unidos e o Irã estão combinando para entre hoje e amanhã uma segunda rodada de negociações renovaram o ânimo nos mercados globais.


… O petróleo furou US$ 95, o dólar voltou a rodar abaixo de R$ 5 e pouco mais de mil pontos separam o Ibovespa da marca simbólica dos 200 mil pontos. A bolsa já flertou ontem com este topo, em 199.354,81 pontos no pico intraday.


… O índice à vista renovou também nesta terça-feira o recorde de todos os tempos para um fechamento, aos 198.657,33 pontos, com ganho moderado de 0,33% só porque Petrobras tombou junto com o alívio do petróleo.


… Rápido no rali, o Ibovespa escalou quase 10.500 pontos nos últimos cinco pregões, com todo o jeito de estar sendo turbinado pelo fluxo estrangeiro. O volume de negócios continuou expressivo ontem, em R$ 32,6 bilhões.


… A B3 informou que entrou mais uma fortuna em capital externo na última sexta-feira (dia 10): R$ 2,4 bilhões. O saldo positivo acumulado em abril chega a R$ 14 bilhões e, no ano, já está perto de alcançar os R$ 70 bilhões.


… Pesquisa mensal do BofA veiculada pelo Valor mostra que 10% das gestoras da América Latina acreditam que o Ibovespa não só vai romper a barreira de 200 mil pontos, como poderá ultrapassar 220 mil pontos até o fim do ano.


… No levantamento de março, nenhuma casa projetava essa pontuação em 2026. Na sondagem, feita com 30 casas que têm US$ 72 bilhões sob gestão, 73% avaliam que o Ibovespa deve fechar o ano acima de 190 mil pontos.


… A bolsa vai provando que recordes existem para serem quebrados. Ontem, valeu o destaque para a nova alta das ações da Vale (+1,08%; R$ 88,30), ignorando o minério de ferro, que operou praticamente estável (-0,07%).


… Com exceção do BTG (-0,86%; R$ 63,25), os principais bancos também brilharam: BB avançou 2,55% (R$ 25,38), Itaú PN ganhou 1,53% (R$ 46,53), Bradesco PN subiu 0,92% (R$ 20,78) e Santander, +0,12% (R$ 32,07).


… A valorização do Ibovespa foi amortecida pela queda forte da Petrobras (ON -4,44%, a R$ 52,52, e PN -3,82%, a R$ 47,88), que liderou as baixas do Ibovespa, em linha com o petróleo, reproduzindo os esforços diplomáticos da guerra.


… O Brent para junho caiu 4,59%, a US$ 94,79, e o WTI para maio desabou 7,87%, para perto de US$ 90 (US$ 91,28).


… Diante do potencial efeito desinflacionário do petróleo (se sair um acordo de paz), os juros futuros devolveram prêmios de risco, especialmente na ponta curta e no miolo da curva. Mas o alívio não abalou a cautela com o Copom.


… O placar das apostas continua bem mais inclinado para um corte de 25 pontos-base de corte do juro na reunião de daqui a duas semanas (75%) do que para uma redução de 50 pontos-base (16%), segundo informação do Broadcast.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 caiu para 13,990% (de 14,086% no ajuste anterior); Jan/28, a 13,385% (contra 13,511% na véspera); Jan/29, 13,210% (13,307%); Jan/31, 13,300% (13,340%); e Jan/33, 13,420% (13,424%).


… Depois do susto com o IPCA alto de março, mais uma casa (4Intelligence) revisou para cima a projeção para a Selic no fim do ano, de 12,50% para 13,50%. Mas a consultoria baixou a previsão para o câmbio, de R$ 5,50 para R$ 5,40.


O REAL ESTÁ CARO? – Apesar do fluxo de capital estrangeiro favorável tanto para renda fixa como para a variável, analistas da Warren ouvidos pelo Valor consideram que a moeda brasileira pode estar perto do limite de valorização.


… Ainda que o movimento de depreciação do dólar seja global, a dinâmica do mercado aqui chama a atenção, diante do desvio da divisa do Brasil em relação ao modelo da casa (R$ 5,09) para o comportamento do câmbio.


… Estrategistas indicam uma possível dinâmica de overshooting, com a moeda se apreciando além do esperado.


… Ontem, apesar do clima de maior apetite por risco, o dólar no mercado doméstico já oscilou em menor intensidade do que em escala mundial. Fechou estável (-0,06%), a R$ 4,9938, mas ainda na mínima em dois anos.


… O mercado começa a ficar de olho se o câmbio dá sinais de esgotamento ou se o real ainda vai voar mais alto.


… O Tesouro Nacional, que está há mais de uma década sem emitir no mercado europeu, informou nesta terça-feira, em nota, que iniciou conversas com investidores para uma possível emissão de títulos denominados em euros.


… Lá fora, em dia de queda firme do petróleo, também o PPI americano de março (+0,5%) abaixo do esperado pelos analistas (+1,2%) ajudou a afastar as preocupações com pressões inflacionárias decorrentes da ofensiva militar.


… O Fed boy Austan Goolsbee disse que, até agora, as expectativas de inflação ainda estão ancoradas.


… No clima de que agora vai dar tudo certo com o Irã, o índice DXY do dólar recuou 0,25%, a 98,124 pontos. O euro subiu 0,32%, a US$ 1,1794, apesar de Lagarde não ter carregado no conservadorismo em evento do FMI.


… Ela reconheceu que ainda é cedo para considerar o salto do petróleo como superado, mas disse que o BCE se antecipou e já estava “bem posicionado” para o choque, porque havia montado cenários com o pico dos preços.


… Segundo Lagarde, historicamente, os choques energéticos são temporários na Europa, mas “continuamos abertos a todas as opções”. A libra avançou 0,47%, a US$ 1,3565, e o iene registrou valorização para 158,86 por dólar.


… De olho no diálogo entre Teerã e Washington, as taxas dos Treasuries caíram, mas o alívio nas tensões ainda não sensibiliza o mercado a antecipar um corte do Fed. As apostas continuam concentradas na segunda metade de 2027.


… O juro da Note de 2 anos recuou a 3,747% (de 3,773% na véspera) e o de 10 anos, a 4,250%, contra 4,290%.


… Indicado para comandar o Fed, Kevin Warsh será submetido terça-feira que vem (dia 21) a audiência no Comitê do Senado. Ele terá menos de um mês para ser confirmado no cargo antes do fim do mandato de Powell (15 de maio).


… A esperança de desfecho da guerra levou o S&P 500 a subir 1,18%, aos 6.967,38 pontos, e flertar com o recorde histórico de fechamento (6.978,60 pontos). O Nasdaq subiu pelo décimo dia seguido: +1,96%, a 23.639,08 pontos.


… O Dow Jones ganhou 0,66%, a 48.535,99 pontos, enquanto o índice VIX do medo vai voltando ao nível pré-guerra.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS adotará voto múltiplo na eleição do conselho de administração, após solicitação de acionistas com mais de 5% das ações ON.


VIBRA concluiu a venda de 49,9% da Evolua Etanol para a Copersucar, que passa a deter 100% do ativo.


BRAVA ENERGIA negou ao Broadcast a venda de ativos e afirmou manter gestão ativa do portfólio, avaliando permanentemente possíveis parcerias, investimentos e desinvestimentos…


… O posicionamento veio após notícias de que a empresa estaria trabalhando, com assessoria do Bradesco, na venda de participações em campos terrestres e marítimos, como a bacia Potiguar e áreas offshore (Atlanta e Papa Terra).


AUREN ENERGIA aprovou incorporação reversa e reorganização societária para simplificação da estrutura e concentração de ativos.


AXIA ENERGIA informou indicação da União para o conselho fiscal, com Daniel Sarapu (titular) e Regis Dudeno (suplente).


ENERGISA. A Aneel adiou a decisão sobre reajustes da Energisa MS, Neoenergia Coelba e a revisão tarifária da Energisa Sul-Sudeste.


TIM. Conselho de administração aprovou participação no leilão da faixa de 700 MHz da Anatel, que acontece este mês, com investimento estimado em R$ 2 bilhões.


ASSAÍ contestando críticas de relatório da consultoria Institutional Shareholder Services (ISS) sobre sua política de remuneração e práticas de governança.


CASAS BAHIA aprovou aumento de capital de R$ 93,6 milhões via conversão de debêntures.


VIVARA. Citi cortou preço-alvo de R$ 36 para R$ 35 e reiterou recomendação de compra.


RD SAÚDE cancelou AGE hoje que discutiria plano de ações restritas e reforma estatutária; AGO foi mantida.


STONE aprovou R$ 3,08 bilhões em dividendos extraordinários após venda da Linx para a Totvs. O valor corresponde a US$ 2,53 por ação da companhia, que será pago em 4 de maio para acionistas registrados até o dia 24 de abril.


PLANO&PLANO. Lançamentos somaram R$ 833,6 milhões no 1TRI26 (-2,6% a/a), enquanto as vendas líquidas atingiram R$ 796 milhões (+3,4%).


PRINER concluiu aquisição de 100% da G-Maia, reforçando estratégia de expansão.


ROMI teve lucro de R$ 2,36 milhões no 1TRI (-76,6% a/a).


SEQUOIA adiou divulgação dos resultados de 2025 de 30 de abril para 15 de maio.


AZUL informou caixa de R$ 2,83 bilhões e contas a receber de R$ 1,78 bilhão em fevereiro, em relatório produzido no contexto das exigências do processo voluntário de Chapter 11.


POSITIVO. Clube de Investimento Padova elevou participação para 5,25% das ações ON.


WESTWING. WNT Capital aumentou participação para 13% do capital.


ÂNIMA. Oregon Capital passou a deter 5% das ações ordinárias.

Investimentos em bolsa

 *Especial: Estrangeiros acionam gestoras no Brasil, e nova onda de capital deve inundar a Bolsa*


Por Bruna Camargo


São Paulo, 14/04/2026 - O interesse de investidores estrangeiros pelo Brasil entrou em uma nova fase, que pode destravar a entrada de capital mais estável e de longo prazo na Bolsa. Gestoras relatam um aumento nas conversas com grandes alocadores globais, como fundos de pensão e endowments, interessados em fechar mandatos de investimento para investir em ações brasileiras. Segundo executivos ouvidos pela Broadcast, esse movimento ainda está no início, mas tende a ganhar tração à medida que o Brasil se consolida como destino relevante na reconfiguração global de portfólios.


"O que estamos observando na Bolsa agora é o fluxo macro, temático. Mas estamos conversando com quem vem para ficar cinco, dez anos", afirma Brenno Berkovitz, sócio e responsável pelo RI da Encore Asset Management, mencionando que o rali do Ibovespa neste começo de ano foi um call de saída dos Estados Unidos em direção a emergentes. Agora ele vê um interesse mais forte do estrangeiro, com alocadores olhando para o Brasil pela primeira vez.


Ricardo Campos, CEO e CIO da Reach Capital, destaca o fluxo de capital externo para a Bolsa. Os dados mais recentes da B3 mostram que os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 67,39 bilhões no ano até agora, superando com folga os cerca de R$ 25 bilhões do total de 2025. Esse cenário até reabre espaço para operações de mercado de capitais, como IPOs e follow-ons, que estavam paralisadas, de acordo com o executivo.


Ainda assim, os gestores destacam que o capital mais transformador ainda está por vir. "O pouco para eles é muito para a gente", resume Rodrigo Andrade, sócio e head de Equities da Vinland Capital, ao destacar que pequenas realocações de portfólios globais podem representar volumes expressivos para o Brasil.


Rogério Freitas, head de investimentos do ASA, afirma que há uma combinação de vetores macroeconômicos e geopolíticos favorecendo mercados emergentes, como a busca por diversificação após anos de concentração nos Estados Unidos, valuations mais atrativos e o papel dos emergentes como produtores de commodities em um cenário de incerteza global.


Na mesma linha, Campos, da Reach, avalia que o ambiente internacional tem levado investidores a buscar ativos reais e novas geografias. E, nesse contexto, o Brasil se beneficia também por manter relações comerciais diversificadas.


Além disso, os gestores apontam características domésticas que aumentam a atratividade do País, como liquidez de mercado, arcabouço institucional estável e neutralidade geopolítica. "O Brasil dá check em várias 'caixas' importantes para o investidor estrangeiro", afirma Andrade, da Vinland.


Outro ponto destacado é o ciclo de juros. O início - ou a expectativa - de queda das taxas no Brasil é visto como um gatilho relevante para a Bolsa, historicamente associado a períodos de valorização dos ativos. "Estrangeiro adora investir em país onde o juro está caindo", observa Berkovitz, da Encore.


Seletividade


Apesar do otimismo, o fluxo ainda está concentrado em estratégias mais defensivas, mas os produtos long only continuam sendo a principal porta de entrada para quem busca exposição estrutural ao País. Já a demanda por mandatos em estratégias long and short tem crescido. "O gringo não quer um risco direcional", afirma Andrade, da Vinland, destacando a procura por produtos com menor volatilidade.


Do ponto de vista setorial, a preferência ainda recai sobre empresas mais líquidas e previsíveis, mas há expectativa de migração gradual. Enquanto a primeira onda do apetite esteve concentrada em produtos passivos, como o ETF EWZ, e ações de maior liquidez, as chamadas blue chips, como Vale e Petrobras, a tendência é de avanço para setores como utilities, que oferecem receitas mais estáveis e proteção em cenários de volatilidade, segundo Campos, da Reach.


Para os gestores, esse movimento também deve abrir espaço para uma reprecificação de empresas fora do radar dos grandes índices, que ainda não participaram plenamente da alta recente. "Abaixo [das blue chips] subiu muito pouco, então vai existir um catch up das empresas que não estão na superfície do índice e ficaram para trás. Tem muitas oportunidades na Bolsa ainda", afirma Berkovitz, da Encore.


Eleições


Do ponto de vista político, a eleição presidencial de 2026 aparece como um fator secundário para o investidor estrangeiro, segundo os executivos ouvidos pela reportagem. A percepção geral é de que questões fiscais e institucionais são analisadas dentro de um contexto global e não como um risco isolado do Brasil.


"Eleição não preocupa tanto. Na cabeça do estrangeiro, um governo Lula 4 seria mais do mesmo, enquanto qualquer um tirando o Lula pode trazer um upside. Se der Lula, vão esperar a reação dos gestores locais, ganhando tempo para entrar com mais calma. Se tiver chance de o Lula não ganhar, pode adiantar a entrada para não perder o primeiro upside", avalia Berkovitz, da Encore.


Para os executivos, o maior risco ao cenário positivo seria uma reversão das condições externas, como fortalecimento do dólar ou retomada da atratividade americana, o que poderia reduzir o apetite por emergentes. Ainda assim, a avaliação predominante é de que o movimento atual tem bases mais duradouras.


Contato: bruna.camargo@estadao.com

STF sob pressão

 *DECISÕES SUSPEITAS, DINHEIRO DO MASTER E OMISSÃO:O QUE A CPI APONTA CONTRA MINISTROS DO STF E PGR*


Por Vinícius Valfré, do Estadão


Brasília, 14/04/2026 - O relatório final da CPI do Crime Organizado pede o indiciamento e abertura de processos de impeachment dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O documento, que será analisado nesta terça-feira, 14, lista o que classifica como condutas enquadradas em crimes de responsabilidade.


O texto final, assinado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, tem 221 páginas e dedica 23 delas a uma análise de ações e omissões das quatro autoridades no caso do Banco Master.


O relatório final afirma que Dias Toffoli deve ser enquadrado nos dispositivos da lei de crimes de responsabilidade que pune a atuação em julgamento “quando, por lei, seja suspeito na causa” e a atuação “de modo incompatível com a honra, dignidade e o decoro”.


Toffoli assumiu a relatoria do caso Master no STF após acolher pedido da defesa de Daniel Vorcaro, dono do Master. Até então, o caso tramitava na 10ª Vara Federal de Brasília, no âmbito da Operação Compliance Zero.


Como relator, deu decisões classificadas pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) como “atípicas” e causadores de “legítima perplexidade institucional”, como a imposição de sigilo máximo no processo e a ordem para acautelamento no STF de celulares apreendidos.


Os atos, destaca o relatório, foram praticados “ocultando-se que o ministro havia mantido relação financeira, por intermédio da empresa Maridt, com fundo de investimento ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e também investigado na Operação Compliance Zero”.


O Estadão revelou em janeiro que Zettel estava por trás do fundo que comprou a participação da família Toffoli em um resort localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. Toffoli só admitiria ser sócio oculto da Maridt um mês depois, quando, sob pressão, decidiu deixar a relatoria do caso.


O relatório também cita perícia feita pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro que documentou um canal de comunicação entre Toffoli e Vorcaro que “extrapolava a liturgia do cargo”.


A peça elaborada pelo senador Alessandro Vieira afirma que as decisões proferidas “foram tematicamente favoráveis ao investigado com quem o ministro tinha relação financeira”.


O relator da CPI do Crime Organizado também citou as “múltiplas viagens” em aeronaves privadas ligadas a Daniel Vorcaro. Como mostrou o Estadão, Toffoli usou aviões particulares para pelo menos três viagens ao resort Tayayá, do qual foi sócio oculto.


*Alexandre de Moraes*


Em relação a Moraes, o relatório atribui os mesmos dispositivos vedados conforme previstos na lei de crimes de responsabilidade: proferir julgamento quando por lei seja suspeito na causa e proceder de modo incompatível com a honra e o decoro.


Ao detalhar as condutas de Moraes, o documento menciona conversas do ministro com o investigado, recuperadas pela Polícia Federal, “em contexto que sugere tentativa de interferência em medida cautelar”. Moraes e Vorcaro conversaram por aplicativo de mensagens no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro. Ambos usavam um artifício que fazia o conteúdo das mensagens desaparecer após visualizados.


No pedido de indiciamento de Moraes, o relator também cita que o ministro tentou contato reiteradamente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para obter informações sobre o processo de venda do Master ao Banco de Brasília (BRB). A ação, no entendimento de Alessandro Vieira, foi uma “captura regulatória”, que ocorre quando um agente público usa seu prestígio institucional para influenciar o resultado de processo administrativo.


“Tal conduta é especialmente grave porque teria ocorrido enquanto o escritório de sua esposa prestava ao mesmo banco os serviços de ‘política de relacionamento com o poder público’ pelos quais recebeu dezenas de milhões de reais”, frisa o relatório.


O relatório também aponta que Moraes fez uso do “aparato jurisdicional para perseguir quem revelou o conflito de interesses”. O ministro instaurou procedimentos para apurar “vazamento” de informações sobre o contrato do escritório da esposa dele, a advogada Viviane Barci, com o Banco Master. Para o senador, o ato configura uso abusivo do cargo para fins de autopreservação porque, na verdade, o ministro deveria se declarar suspeito e afastar-se do caso.


A banca de advocacia de Viviane Barci, com dois dos filhos do casal, firmou com o Master um contrato de R$ 129 milhões e faturou ao menos R$ 80 milhões, conforme revelaram documentos da Receita Federal entregues à comissão.


O pedido de indiciamento inclui ainda a decisão de “restringir severamente” a requisição e o uso de Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a decisão de dar andamento ao julgamento de ação que visa impor novos limites para acordos de delação premiada. Àquela altura, Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel se movimentam para firmar acordos de colaboração.


As “múltiplas viagens” em voos ligados a Daniel Vorcaro também são citados no capítulo do pedido de indiciamento de Moraes. Há registros de pelo menos oito viagens dele e da mulher a bordo dos aviões de empresa que pertencia ao banqueiro para os aeroportos de Congonhas e Catarina, em São Paulo.


*Gilmar Mendes*


O pedido de indiciamento de Gilmar Mendes é baseado no artigo que pune a atuação de modo incompatível com a honra, a dignidade e o decoro. O relatório afirma que decisões dele em ações relacionadas ao Banco Master e à CPI tiveram efeito de “proteção corporativa”.


Entre as decisões citadas, a que suspendeu as quebras de sigilo da Maridt, empresa de Toffoli, e do Fundo Arleen, que comprou cotas dela no resort do Paraná. O pedido de suspensão foi apresentado em um mandado de segurança da empresa Brasil Paralelo contra a CPI da Covid, arquivado desde 2023, cuja relatoria pertencia a Gilmar Mendes.


“O ministro, em vez de declinar da competência e remeter os autos ao relator natural, acolheu a manobra, desarquivou o processo, converteu o instrumento processual - de mandado de segurança para habeas corpus - e proferiu decisão de mérito em favor de empresa de colega de Tribunal, no mesmo dia do protocolo”, destaca.


*Paulo Gonet*


O pedido de indiciamento, com solicitação de abertura de processo de impeachment, contra o procurador Paulo Gonet é baseado no dispositivo que aponta “desídia no cumprimento das atribuições”. O relatório afirma que Gonet tinha acesso a uma série de informações sobre conduta de ministros do STF no caso Master, levantadas pela imprensa e pela Polícia Federal, e não atuou como deveria.


O senador Alessandro Vieira salienta que o procurador-geral da República não adotou nenhuma providência concreta no sentido de promover a investigação e a eventual responsabilização das autoridades envolvidas.


“A autoridade operou verdadeira blindagem por meio da inércia, abdicando do mandato persecutório estatal. A omissão qualificada do PGR, no contexto de monopólio funcional que a Constituição lhe confere para a ação penal perante o STF, produz efeito equivalente ao de uma anistia de facto: ao não agir, o único agente público com legitimidade para instaurar a persecução penal contra ministros do STF torna materialmente impossível a responsabilização daqueles que deveria investigar, convertendo a discricionariedade em instrumento de imunidade”, frisa.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +1,1% US tech +1,1% US Semis +1,7% UEM -0,3% España -1% VIX 19,1% Bund 3,09%. T-Note 4,29%. Spread 2A-10A USA=+51pb B10A: ESP 3,54% PT 3,50% ITA 3,88% FRA 3,71% Euribor 12m 2,71% (fut.12m 2,98%). USD 1,176 JPY 187,5/€. Ouro 4.742 $. Brent 98$. WTI 98$. Bitcoin -0,3% (73.196$). Ether -0,1% (2.254$). 


SESSÃO: Marcada por uma combinação de referências macro relevantes e, principalmente, pelo avanço da temporada de resultados, que se consolida como o principal catalisador do mercado a curto prazo. Embora a geopolítica continue a gerar volatilidade imediata, a sua capacidade de condicionar a direção do mercado é menor enquanto o canal de negociação se mantiver aberto. 


As duas referências macro do dia servirão para avaliar o impacto do recente aumento energético sobre inflação e crescimento. Por um lado, os Preços Industriais nos EUA (13:30 h) deverão mostrar um aumento significativo. Por outro, o FMI publicará o seu World Economic Outlook (14 h), onde se esperam revisões um pouco menos favoráveis de janeiro, tanto em crescimento como em inflação. No conjunto, a leitura será de um contexto um pouco mais exigente – com maior pressão inflacionista e ligeiros ajustes em baixa na atividade – mas sem evidências de uma mudança de ciclo.


Continua o fluxo de resultados empresariais, com protagonismo para o setor bancário nos EUA, e o luxo na Europa, num momento em que o mercado precisa de validar que o sólido crescimento esperado de lucros se mantém apesar do contexto mais incerto. As previsões atuais (+14,1% nos EUA e +4,2% na Europa) continuam consistentes com um cenário de expansão moderada, e qualquer confirmação nesta linha reforçará a ideia de que os fundamentos empresariais podem continuar a atuar como apoio das avaliações. Além dos resultados, será especialmente relevante o tom das guias e comentários das empresas, em particular em relação às margens, impacto de custos energéticos e visibilidade da procura.


CONCLUSÃO: O protagonismo do mercado desloca-se para os resultados empresariais, enquanto a geopolítica fica como fonte de volatilidade tática sem capacidade, por agora, de alterar o cenário de fundo. A macro pode gerar algum ruído, mas o ciclo continua expansivo. Se os resultados confirmarem o bom tom esperado e as guias acompanharem, deverão continuar a atuar como apoio para as bolsas. Mantemos a visão da geopolítica como um “choque” e não como uma mudança de ciclo, especialmente enquanto a negociação continuar. Neste contexto, continuamos a aproveitar episódios de correção para assumir posições seletivas a preços mais atrativos.

BDM MATINAL RISCALA

 *Rosa Riscala: Trump acena com acordo enquanto PPI testa juros*


… Dados da balança chinesa abrem o dia dos mercados globais, que aguardam também o início da temporada de balanços do 1TRI nos Estados Unidos, com os resultados dos grandes bancos, antes da abertura de Nova York. Na agenda dos indicadores, destaque para a inflação do PPI americano e o volume de serviços no Brasil, enquanto as reuniões do FMI começam a render noticiário. No pano de fundo, a geopolítica se mantém como principal driver dos negócios, com o encontro entre representantes de Israel e do Líbano, em Washington, e as negociações entre Estados Unidos e Irã para uma segunda rodada de conversas e nova tentativa de encerrar a guerra no Oriente Médio.


A BOLA ESTÁ COM ELES – O mercado segue refém da geopolítica, com novas tentativas de negociação entre Estados Unidos e Irã dando o start para uma onda de otimismo, que fez os investidores esquecerem do bloqueio anunciado por Donald Trump no fim de semana.


… Após o fracasso da rodada em Islamabad, Washington e Teerã discutem a possibilidade de um segundo encontro presencial antes do fim do cessar-fogo de 15 dias, anunciado em 7 de abril, com locais como Genebra, Turquia e até o próprio Paquistão novamente na mesa.


… Apesar da disposição para retomar o diálogo, o avanço concreto segue limitado.


… O principal entrave está justamente no núcleo da negociação: o programa nuclear iraniano.


… Segundo relatos da imprensa americana, os Estados Unidos exigem a suspensão total do enriquecimento de urânio por até 20 anos e a retirada do material já produzido, enquanto o Irã aceita uma pausa de cinco anos, com manutenção do estoque dentro do país.


… A divergência expõe o tamanho da distância entre as partes e ajuda a explicar por que, apesar do discurso mais construtivo, não houve avanço concreto nas negociações do fim de semana.


… O vice-presidente JD Vance afirmou que houve “muitos progressos”, mas deixou claro que “a bola está com Teerã”, reforçando que os Estados Unidos não abrirão mão da exigência central de impedir o Irã de desenvolver capacidade nuclear.


… Na prática, o impasse permanece: enquanto Washington exige o fim do enriquecimento de urânio e mecanismos rigorosos de verificação, o regime iraniano resiste às condições, classificadas como excessivas, embora mantenha aberta a porta para novas conversas.


… Ao mesmo tempo, a pressão segue elevada no campo operacional, com os Estados Unidos mantendo o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, em uma estratégia clara de aumentar o custo para Teerã e forçar concessões — movimento que mantém o risco energético no radar.


… Ainda assim, o mercado passou a ler o conflito com algum grau de acomodação. Declarações de Trump de que foi procurado pelo Irã e de que há interesse em um acordo ajudaram a reverter o mau humor inicial, reduzindo a aversão ao risco ao longo da sessão.


… A percepção dominante entre investidores é de que, apesar da escalada retórica e dos movimentos no terreno, o conflito pode permanecer contido e de curta duração, o que limita, por ora, uma alta mais sustentada nos preços de energia e seus efeitos inflacionários.


… Esse alívio se refletiu diretamente nos ativos, com o petróleo novamente abaixo de US$ 100, recuperação das bolsas, queda do dólar — que aqui furou os R$ 5,00 — e recuo dos juros futuros, em linha com a melhora do apetite por risco global (leia abaixo).


… Em paralelo, o outro eixo de tensão no Oriente Médio também avança, com representantes de Líbano e Israel se reunindo hoje em Washington para negociações diretas inéditas em décadas. O encontro, no entanto, já nasce fragilizado.


… Um alto dirigente do Hezbollah afirmou que o grupo não reconhecerá qualquer acordo que venha dessas negociações, enquanto o governo de Benjamin Netanyahu reforçou que não há previsão de cessar-fogo, mantendo o foco no desarmamento do grupo.


… O quadro, portanto, segue de altíssima incerteza: há tentativa de construção diplomática, mas sem convergência nos pontos centrais, enquanto os movimentos no terreno continuam, mantendo o risco de escalada e sustentando a geopolítica como principal driver dos mercados.


… O sinal mais importante vem de Trump, que demonstra claramente o seu desejo de encerrar o conflito, em meio à crescente pressão doméstica pelos custos da guerra, em um cenário que pode ganhar peso no horizonte político americano.


… Muitas das declarações contraditórias do presidente americano, que confundem a avaliação do cenário, vêm exatamente da necessidade de não admitir uma derrota — o que ajuda a explicar sua insistência em atribuir ao Irã o maior interesse em resolver o impasse.


PLDO NA MESA – O governo deve confirmar amanhã, quarta-feira, o envio do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 ao Congresso, com a fixação da meta de superávit primário em 0,5% do PIB, segundo apuração do Valor.


… O número já havia sido sinalizado anteriormente pela equipe econômica e deve ser mantido como forma de reforçar o compromisso com a trajetória de ajuste fiscal, especialmente em um horizonte que já começa a tangenciar o ciclo eleitoral.


… Internamente, a avaliação é de que a meta é ambiciosa, mas factível, diante do aumento estrutural da arrecadação observado nos últimos anos, além de medidas como o corte linear de benefícios tributários e a expectativa de receitas adicionais com leilões de petróleo.


… O PLDO também deve confirmar as metas indicativas para os anos seguintes — superávit de 1% do PIB em 2028 e de 1,25% em 2029 — além de trazer uma nova referência para 2030, com possibilidade de aceleração no ritmo de consolidação fiscal.


… Na leitura do mercado, a manutenção das metas sinalizadas tende a ser bem recebida do ponto de vista de credibilidade, embora a execução siga como principal ponto de atenção, sobretudo diante do histórico recente de frustração de resultados e da sensibilidade política do tema.


ESCALA 6×1 – Também amanhã (quarta), o governo deve enviar ao Congresso o projeto de lei que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1.


… A ideia é sincronizar o envio com um grande ato das centrais sindicais em Brasília, usando a proposta como instrumento de mobilização e reforço de apoio junto à base trabalhista, em um movimento com claro timing político.


… Interlocutores do presidente Lula indicam que o envio depende apenas de alinhamento final com o presidente da Câmara, Hugo Motta.


… Nos bastidores, há divergência sobre o instrumento ideal: enquanto Motta defende uma PEC, que já colocou para andar, o governo prefere projeto de lei, que permite maior controle sobre o texto, inclusive com possibilidade de veto.


… A proposta deve enfrentar resistência no Congresso, tanto pelo impacto potencial sobre o mercado de trabalho quanto pelo ambiente político mais sensível, mas reforça a estratégia do Planalto de avançar em pautas de apelo popular.


ENDIVIDAMENTO – Ainda na pauta eleitoral, o Ministério da Fazenda deve anunciar, na volta da viagem do presidente Lula à Europa, um novo pacote de medidas voltado à redução dos elevados níveis de endividamento.


… Segundo o ministro interino Dario Durigan, o programa está em fase final de elaboração e deve ser apresentado ao presidente após os compromissos no exterior, com expectativa de anúncio na sequência.


… Lula embarca quinta-feira, dia 16, para compromissos em Barcelona e Hannover, onde se encontrará com empresários e executivos europeus, além de agenda em Lisboa, ampliando o diálogo econômico internacional. A volta está prevista para o dia 21.


… Durigan viajou ontem à noite para a reunião do FMI nos Estados Unidos, e deve se encontrar com Lula em Barcelona e na Alemanha.


INSS – Lula decidiu demitir Gilberto Waller do cargo de presidente do INSS para tentar virar a página do escândalo das fraudes em descontos dos aposentados, segundo reportagem do Estadão. Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira, foi nomeada sua substituta.


… O governo quer se dedicar agora à fila da Previdência, que superou a marca de 2,7 milhões de pessoas em março.


MAIS AGENDA – A leitura da balança comercial da China movimenta as commodities.


… Divulgados ao primeiro minuto desta terça-feira por Pequim, os dados surpreenderam as previsões.


… As exportações tiveram alta anualizada de 2,5% em março, bem abaixo da estimativa de 10,1%. As importações dispararam 27,8% e superaram de longe a expectativa de 8%.


… O superávit comercial teve queda significativa para US$ 51,13 bilhões, abaixo da aposta de US$ 108,2 bilhões.


… Também com divulgação nas primeiras horas do dia, o relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE) entra no radar, especialmente em meio ao pano de fundo geopolítico mais tenso e às discussões sobre oferta global.


… Nos Estados Unidos, os dados de inflação ao produtor (PPI) de março saem às 9h30, e a expectativa é de aceleração tanto no índice cheio quanto no núcleo, em um teste importante para a trajetória de desinflação, em meio às pressões da alta do petróleo.


… Ainda na agenda americana, o dia é carregado de eventos nos bastidores das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional, com a divulgação dos relatórios de perspectivas para a economia global (10h) e de estabilidade financeira (11h15).


… Além disso, aguarda-se uma série de participações de dirigentes do Fed ao longo do dia, incluindo Austan Goolsbee (13h15), Michael Barr (13h45), Thomas Barkin e Susan Collins (14h). A presidente do BCE, Christine Lagarde, fala às 18h.


BALANÇOS – A agenda ainda ganha peso com o início da temporada do 1TRI nos Estados Unidos, com os resultados de JPMorgan Chase, Wells Fargo, Citigroup e da BlackRock, todos antes da abertura.


NO BRASIL – O destaque fica para a Pesquisa de Serviços de fevereiro (9h), com expectativa de alta de 0,5% (mediana do Broadcast), após +0,3% em janeiro, sustentada pela resiliência do mercado de trabalho. Na comparação anual, a mediana aponta desaceleração para 1,6%.


… Às 11h, o mercado acompanha mais uma pesquisa de intenção de voto para presidente, da CNT/MDA. Na quarta, sai nova Genial/Quaest, e, na quinta-feira, recorte do Datafolha em Pernambuco e levantamento do Instituto Paraná com eleitores de São Paulo.


FAZ PARTE DO MEU SHOW – Trump mantém a pose e diz que é o Irã que quer negociar. Ao mercado, pouco importa de quem exatamente está partindo a iniciativa para a diplomacia, desde que a guerra caminhe para um desfecho.


… Os negócios operaram em dois tempos: começaram o dia estressados pelo bloqueio americano aos navios vindos de portos iranianos e melhoraram no meio da tarde com os sinais de que o diálogo ainda estaria valendo.


… O petróleo ainda emplacou alta firme, mas fechou abaixo da barreira psicológica dos US$ 100, o dólar furou os R$ 5 pela primeira vez em dois anos e o Ibovespa renovou o recorde duplo e está a 2 mil pontos dos 200 mil pontos.


… Esta marca só era projetada para o final do ano, mas a bolsa está com todo o jeito de que quer antecipar o target.


… O ímpeto comprador vem sendo bancado, em grande medida, pelos investidores estrangeiros, que não param de colocar dinheiro na B3. O forte apetite gringo se refletiu novamente ontem no giro forte do Ibovespa, de R$ 33,8 bi.


… As conquistas do índice à vista viraram rotina: faz dez sessões consecutivas que opera no azul, faz quatro pregões seguidos que fecha em níveis inéditos e ontem foi a décima sétima vez este ano em que marcou máxima histórica.


… Após pico em 198.173,39 pontos, o Ibovespa fechou em alta de 0,34%, aos 198.000,71 pontos, embalado pela esperança renovada de que ainda pode sair um acordo de paz antes de vencer o cessar-fogo temporário.


… Petrobras (ON +1,78%, a R$ 54,96, e PN +1,53%, a R$ 49,78) operou contagiada pela menor percepção de risco e pelo petróleo, que desacelerou com a chance de novas conversas com o Irã, mas ainda fechou sob pressão.


… O Brent para junho disparou 4,36%, mas se afastou das máximas, para fechar abaixo de US$ 100 (US$ 99,36). Vale subiu 2,07% e fechou na melhor cotação do dia (R$ 87,36), em linha com os ganhos do minério de ferro (+1,26%).


… As blue chips das commodities tiveram desempenho melhor do que os bancos, que roubaram parte do fôlego da bolsa. Bradesco PN subiu 0,73% (R$ 20,59), mas Itaú PN caiu 0,52%, a R$ 45,83, e Santander unit, -0,28%; R$ 32,03.


… O mesmo dinheiro estrangeiro que continua entrando com força na B3 e que aproxima o Ibovespa dos 200 mil pontos também explica o dólar agora abaixo de R$ 5, depois de ter completado ontem quatro pregões em queda.


… Em questão de poucas horas, o câmbio deixou de lado o pessimismo com o fracasso das negociações em Islamabad e passou a apostar no sucesso do diálogo, com o dólar voltando à menor cotação desde março de 2024.


… Caiu 0,29%, a R$ 4,9970. Se der tudo certo, pode ir a R$ 4,97 hoje, disse um profissional ao Broadcast.


… O alívio responde à questão geopolítica e ao carry trade, que segue muito vantajoso, porque, mesmo já em ciclo de queda, a Selic ainda continua muito elevada e deve cair devagar, especialmente depois da surpresa com o IPCA.  


TETO SOB PERIGO – A nova deterioração da rodada de projeções do boletim Focus só confirmou nesta segunda-feira o risco cada vez mais evidente de que a inflação oficial estoure o limite da banda de tolerância este ano, de 4,5%.


… Com o mercado surpreendido pelo susto com o IPCA de março (0,88%), a projeção da inflação de 2026 saltou de 4,36% a 4,71% e rompeu o teto da meta. A previsão para 2027 subiu pela terceira semana seguida: 3,91%, de 3,85%.


… A piora nas estimativas estava no script, diante da onda recente de revisões em alta nas apostas para a inflação.


… A curva de juros ainda precifica alguma chance (12%) de o Copom relaxar a Selic em meio ponto na reunião do final do mês, mas os traders estão amplamente posicionados (88%) mesmo é para o corte menor, de 0,25 ponto.


… Foi por esta razão que os juros futuros curtos mantiveram ontem o viés de alta, enquanto os intermediários e longos reproduziram o alívio com os relatos de que os canais de negociação com o governo do Irã seguem abertos.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,100% (de 14,060% no ajuste anterior); Jan/28, 13,515% (contra 13,529%); Jan/29, 13,315% (de 13,368%); Jan/31, 13,350% (de 13,427%); e Jan/33, 13,440% (de 13,506%).


… Na torcida pelo novo encontro presencial das comitivas americanas e iranianas, as taxas dos Treasuries baixaram a guarda: a da Note de dois anos recuou a 3,773% (de 3,803%) e a de dez anos caiu para 4,290% (contra 4,320%).


… O Fed boy Austan Goolsbee disse que o impacto da ofensiva militar na economia ainda pode ser limitado, se a guerra acabar rápido. Já uma escalada prolongada do petróleo, disse, começaria a espalhar a pressão inflacionária.


… Confiando que ainda dá tempo de Trump e o Irã se entenderem, o índice DXY caiu 0,29%, a 98,366 pontos. O euro subiu 0,32%, a US$ 1,1761, a libra avançou 0,33%, a US$ 1,3504, e o iene fechou estável, cotado a 159,37 por dólar.


… A perspectiva de uma nova rodada de negociações da comitiva americana com Teerã, possivelmente na quinta-feira, induziu o S&P 500 a zerar as perdas acumuladas desde o início da guerra e extravasar uma dose de otimismo.


… Fechou em alta de 1,02%, aos 6.886,24 pontos, invertendo as perdas do início do dia, assim como fizeram o Dow Jones, que subiu 0,63%, aos 48.218,25 pontos, e o Nasdaq, que avançou 1,23%, para os 23.183,74 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS mantém negociações com o fundo Mubadala para recomprar a refinaria de Mataripe (Bahia), segundo a Reuters, mas considera o preço pedido elevado, como apurou o Broadcast…


… A estatal aprovou investimento superior a R$ 60 bilhões no projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP) e retomará as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), em Três Lagoas (MS), com aporte de cerca de US$ 1 bilhão.


PRIO. BlackRock passou a deter 7,52% das ações ordinárias, sem participação relevante anterior.


AURA MINERALS aprovou construção do projeto Era Dorada, na Guatemala, e elevou o capex de 2026 para US$ 386 milhões–US$ 463 milhões.


RUMO propôs excluir do estatuto o limite de 20% ao direito de voto por acionista; tema será deliberado em AGE no dia 28 de abril.


SANEPAR terá reajuste tarifário anual de 2,499%, a partir de 17 de maio, conforme homologação da Agepar.


MBRF iniciou emissão de até R$ 1,5 bilhão em CRAs, em quatro séries, com prazo máximo de 30 anos.


MINERVA aprovou a 21ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1,5 bilhão, com recursos destinados à gestão de passivos e capital.


ONCOCLÍNICAS. Fleury e Porto desistiram das tratativas para uma possível aquisição da companhia…


… O Fundo Josephina III reduziu participação na Oncoclínicas para 14,78%, enquanto a Centaurus Brazil diminuiu exposição para 5,55% do capital.


FLEURY aprovou a incorporação da Saha Infusões e alteração estatutária para proteção à dispersão acionária.


GPA elegeu André Luiz Coelho Diniz para a presidência do conselho de administração; Eleazar de Carvalho Filho será o vice.


CYRELA. VGV de lançamentos somou R$ 2,428 bilhões no 1TRI26 (-50% a/a); vendas líquidas atingiram R$ 2,942 bilhões (-3%).


EVEN registrou vendas líquidas de R$ 252 milhões no 1TRI26 (+2,4%), sem lançamentos no período.


MITRE registrou vendas líquidas de R$ 329 milhões no 1TRI26 (+1,3%), com VGV de lançamentos de R$ 916,8 milhões, quase o triplo do valor lançado no mesmo trimestre do ano passado.


SEQUOIA pretende realizar grupamento de ações para reenquadrar a cotação ao patamar mínimo exigido pela B3.


UNITED AIRLINES teria apresentado a autoridades americanas uma proposta de fusão com a American Airlines, segundo fontes da Reuters.

Pesquisa Quaest

 *Pesquisa Quaest mediu o grau de moderação de Lula, Flávio Bolsonaro e Caiado*



A pesquisa que a Quaest divulga amanhã medindo a temperatura da corrida pela presidência da República e o índice de aprovação de Lula terá também uma bateria de perguntas sobre o "grau de moderação" dos três principais candidatos à presidente. 


*Sobre Lula, a pergunta será se o entrevistado acha que Lula é mais moderado do que o PT ou se o PT é mais moderado do que o presidente.


*Sobre Flávio Bolsonaro, se ele é mais moderado do "que sua família" ou se sua família é mais moderada do que ele.


*Sobre Ronaldo Caiado, se o ex-governador é o mais moderado entre todos os candidatos ou se não é o mais moderado.


​​​​​​​A Quaest entrou em campo na sexta-feira e ontem para medir as intenções de voto à Presidência da República. Serão entrevistados 2.004 brasileiros presencialmente e o resultado será divulgado amanhã. A pesquisa foi encomendada pelo banco Genial  a um custo de R$ 466 mil. A margem de erro é de dois pontos percentuais.



https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/04/pesquisa-quaest-mediu-o-grau-de-moderacao-de-lula-flavio-bolsonaro-e-caiado.ghtml?utm_source=aplicativoOGlobo&utm_medium=aplicativo&utm_campaign=compartilhar

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Compasso de espera sem desfecho da guerra* Ganha força a tentativa de estender o cessar-fogo, que termina na próxima terça-f...