Análise Bankinter Portugal
NY +1,1% US tech +1,1% US Semis +1,7% UEM -0,3% España -1% VIX 19,1% Bund 3,09%. T-Note 4,29%. Spread 2A-10A USA=+51pb B10A: ESP 3,54% PT 3,50% ITA 3,88% FRA 3,71% Euribor 12m 2,71% (fut.12m 2,98%). USD 1,176 JPY 187,5/€. Ouro 4.742 $. Brent 98$. WTI 98$. Bitcoin -0,3% (73.196$). Ether -0,1% (2.254$).
SESSÃO: Marcada por uma combinação de referências macro relevantes e, principalmente, pelo avanço da temporada de resultados, que se consolida como o principal catalisador do mercado a curto prazo. Embora a geopolítica continue a gerar volatilidade imediata, a sua capacidade de condicionar a direção do mercado é menor enquanto o canal de negociação se mantiver aberto.
As duas referências macro do dia servirão para avaliar o impacto do recente aumento energético sobre inflação e crescimento. Por um lado, os Preços Industriais nos EUA (13:30 h) deverão mostrar um aumento significativo. Por outro, o FMI publicará o seu World Economic Outlook (14 h), onde se esperam revisões um pouco menos favoráveis de janeiro, tanto em crescimento como em inflação. No conjunto, a leitura será de um contexto um pouco mais exigente – com maior pressão inflacionista e ligeiros ajustes em baixa na atividade – mas sem evidências de uma mudança de ciclo.
Continua o fluxo de resultados empresariais, com protagonismo para o setor bancário nos EUA, e o luxo na Europa, num momento em que o mercado precisa de validar que o sólido crescimento esperado de lucros se mantém apesar do contexto mais incerto. As previsões atuais (+14,1% nos EUA e +4,2% na Europa) continuam consistentes com um cenário de expansão moderada, e qualquer confirmação nesta linha reforçará a ideia de que os fundamentos empresariais podem continuar a atuar como apoio das avaliações. Além dos resultados, será especialmente relevante o tom das guias e comentários das empresas, em particular em relação às margens, impacto de custos energéticos e visibilidade da procura.
CONCLUSÃO: O protagonismo do mercado desloca-se para os resultados empresariais, enquanto a geopolítica fica como fonte de volatilidade tática sem capacidade, por agora, de alterar o cenário de fundo. A macro pode gerar algum ruído, mas o ciclo continua expansivo. Se os resultados confirmarem o bom tom esperado e as guias acompanharem, deverão continuar a atuar como apoio para as bolsas. Mantemos a visão da geopolítica como um “choque” e não como uma mudança de ciclo, especialmente enquanto a negociação continuar. Neste contexto, continuamos a aproveitar episódios de correção para assumir posições seletivas a preços mais atrativos.
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