O cinema deve ser uma manifestação livre da arte.
Ao diretor cabe dominar todo o processo, do produtivo, ao criativo, no acabamento e nos seus últimos e mínimos detalhes.
Qdo se age de forma arrogante, sem a preocupação de explicar ao expectador, acaba-se perdendo sentido.
O bom cinema é uma história bem contada. Em O Agente Secreto, há momentos em q achamos q o cinema vai engrenar. Outros, nem tanto.
Qdo o personagem, Marcelo, está indo para o Recife, passa por um posto e se "confronta" com um "presunto", estirado há três dias.
Nada de polícia, de IML...está lá. Como o filme transcorre em 1977, logo se associa com os "matadores" ou o esquadrão da morte (Escuderie le Cocq). Naquela época, estava no seu ápice, mas isso existe até hje.
Acaba q o ator chega a uma comunidade de refugiados, meio q fugindo de um empresário inescropuloso e corrupto.
Não há tanto link com a ditadura, mas para bom entendedor....
Tudo isso me incomoda, pq diretor de esquerda gosta de falar das mazelas históricas da ditadura, mas e nos anos recentes com o ciclo petista?
Sobre isso, predomina o silêncio.
O PT também mandava e manda matar...era e é extremamente corrupto.
Sobre isso, paira o silêncio. Chato isso.
Seria uma banalidade do mal...a história do tubarão e a perna 🦵 é outro devaneio do diretor.
O q tem a ver com o fio condutor da história? Talvez por toleramos viver numa sociedade violenta e desigual.
Ao fim, parece q boa parte dos críticos de LA não gostou ou não entendeu o filme.
Fica a dica. Façam cinema para todos, não para as suas panelas ou o próprio umbigo.
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