Quando em julho de 2014 o então Ministro Joaquim Barbosa, na época Presidente do STF, desligou-se a corte e se aposentou, ninguém entendeu.
Afinal, por que alguém, de origem humilde, tendo atingido o mais alto cargo que algum advogado poderia almejar, renuncia a todas as honras e glórias e opta para viver discretamente no anonimato?
Hoje, é lícito especular que ele tenha, em um lampejo de lucidez, vislumbrado a pocilga em direção à qual a Corte se encaminhava e tenha se recusado a participar deste processo.
Impotente diante das tenebrosas forças ocultas que, comendo pelas beiradas, começava a dominar a justiça e, através dela, o país, retirou-se da vida pública e preferiu passar para a História.
A um observador atento interessado em identificar a ponta do fio da meada deste teatro de horrores no qual se transformou o STF, sugiro buscar no YouTube o vídeo da discussão do Joaquim Barbosa com o ministro Gilmar Mendes. Sintomático e revelador.
O Ministro Barroso também era desafeto do Gilmar Mendes, mas sem a estatura moral do Joaquim Barbosa, em vez de combater, aderiu.
Triste realidade. Triste Brasil.
Carlos Alexandre Sá
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