terça-feira, 16 de junho de 2026

Notas sobre a seleção e o futebol brasileiro: tudo patético e vergonhoso

 Crises, más atuações da seleção, acabam salutares por expor a podridão deste ambiente da CBF. Servem, sobretudo, para denunciar o quão apodrecido está o futebol brasileiro, embalado pelas mesmas "transgressões" das práticas da classe política e do poder em Brasília. Por estes dias, foram pipocando fatos e causos, q nos colocam a questionar...faz sentido se mobilizar, torcer por esta porcaria desta seleção brasileira? Claro q não. 

1. A postura arrogante deste 💩 deste Casimiro, argumentando q o Endrick ainda não é da panela.

2. Carlo Ancelloti argumentando q não avalia jogador individualmente, justificando não escalar o Endrick contra o Marrocos. Ué, e a avaliação do Neymar e tantos outros?

3. As entrevistas desastrosas do Rafinha, argumentando q preferia estar de férias. O esporro dado pela mulher dele. E as declarações de que a torcida do Brasil não o trata bem, mas q ele se aquece com o apoio dos familiares e a torcida do Barcelona...

4. As sacanagens contra o Endrick. As panelas malditas da seleção não gostam dele. Dizem q ele é fominha e não passa a bola...

5. O escroque do presidente da CBF indo para a Copa com a mulher e a amante, uma com hospedagem no México, outra, nos EUA. Aliás, quem foi q inventou este presidente da CBF? Alguém conhecia este cara antes? Não dá para entender como um 💩 como este vira presidente da CBF...

6. O Endrick não jogando por ser New Balance e o patrocínio oficial da CBF ser Nike.

7. A imposição da convocação do Neymar pelo filho do Gilmar Mendes, dirigente da CBF.

8. A percepção q eu tenho e é nada surpreendente, é q Carlo Lancelloti não está nem aí para o Brasil, a torcida, a imprensa. Está fazendo esta cara de paisagem, meio q cagando para tudo. Sabem por que? Pq o seu contrato é uma verdadeira fábula. Ninguém sabe, mas deve ser uma fortuna mensal e é isso q importa para ele. Não bate de frente com ninguém, é amiguinho das panelas da seleção e nem quer saber de mais nada. Esta é a realidade.

Este é o Brasil. Só tem esquema, só tem ladroagem...vejam o Lula e a Janja torrando dinheiro no G7. É algo escandaloso e tudo certo?

BDM Matinal Riscala

*Superquarta ganha alívio com acordo EUA-Irã*

A semana também será marcada pela cúpula do G7, na França, com a participação de Trump e Lula


15/06/2026


… O acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã, neste domingo, confirmou as expectativas de investidores e afastou os temores de uma interrupção prolongada do Estreito de Ormuz. Já na abertura dos negócios, derrubou o petróleo, animou as bolsas e devolveu protagonismo aos bancos centrais justamente às vésperas da Superquarta. Fed, Copom e investidores devem receber com alívio as novas discussões sobre inflação, juros e crescimento global – até aqui, influenciadas pela guerra. A semana também será marcada pela cúpula do G7, na França, com a participação dos presidentes Trump e Lula, e pelos primeiros testes para a implementação da paz entre Washington e Teerã.


O ACORDO – O mercado inicia a semana diante do avanço diplomático mais importante desde o início da guerra.


… Estados Unidos e Irã confirmaram neste domingo um acordo para encerrar as hostilidades, abrir caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, que ainda será formalmente assinado na próxima sexta-feira, na Suíça.


… O anúncio foi feito inicialmente pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, país que atuou como principal mediador das negociações, e posteriormente confirmado por Donald Trump e pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi.


… A convergência das declarações encerrou as dúvidas e levou os investidores a tratarem o entendimento como efetivamente concluído. A queda de 5% do WTI e de 4% do Brent na abertura dos negócios desta segunda-feira foi a prova definitiva.


… O desfecho ocorreu após um fim de semana marcado por avanços diplomáticos, divergências públicas e momentos de forte tensão.


… Na manhã de domingo, Israel voltou a atacar subúrbios de Beirute, no Líbano, colocando em risco uma das principais exigências de Teerã para a assinatura do memorando: a inclusão do território libanês no cessar-fogo.


… O ataque levou o Irã a interromper temporariamente as negociações e ameaçar uma resposta militar, enquanto, em uma rara crítica pública ao governo de Benjamin Netanyahu, Trump afirmou que o ataque “não deveria ter acontecido”.


… Pediu que nenhuma das partes comprometesse um entendimento que, segundo ele, poderia inaugurar uma “longa e bela paz” na região.


… Segundo relatos divulgados pela imprensa iraniana, concessões de última hora feitas por Washington ajudaram a destravar as negociações e evitar o colapso do acordo minutos antes do anúncio oficial.


… Embora o texto definitivo ainda não tenha sido divulgado, as versões mais recentes do memorando apontam para uma ampla reestruturação das relações entre Washington e Teerã.


… O acordo prevê o fim das operações militares, a normalização da navegação por Ormuz, a suspensão dos bloqueios marítimos, a retomada do fluxo comercial de petróleo, alívio de sanções econômicas e abertura de negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano.


… Em troca, o Irã reafirma o compromisso de não desenvolver armas nucleares e aceita discutir limites para o enriquecimento de urânio e seus estoques de material nuclear. As questões mais sensíveis ficam para a próxima etapa das negociações, que deve durar ao menos 60 dias.


… Teerã afirma que as conversas só começarão após verificar o cumprimento dos compromissos assumidos por Washington.


… Além da queda do petróleo, recuaram o gás natural europeu e o dólar, enquanto as techs puxavam os futuros das bolsas em Nova York.


… Para analistas da Bloomberg, a reação dos mercados representa uma rápida reversão das operações que dominaram desde o início da guerra, com queda dos ativos ligados ao choque energético e recuperação dos ativos de risco.


… Restam dúvidas sobre a implementação prática do acordo, mas o principal foco de atenção agora passa a ser Israel, que ficou à margem das negociações e continua sendo visto como a principal fonte potencial de instabilidade para a consolidação da trégua.


… Mas Donald Trump parece estar muito disposto a encerrar a guerra e deve trabalhar forte para impedir uma reação indesejada de Netanyahu.


… O presidente festeja o acordo concluído no dia de seu aniversário de 80 anos, declarando vitória dos Estados Unidos, como quando disse: “navios do mundo, liguem seus motores, deixem o petróleo fluir”.


… Trump afirmou mais tarde que a reabertura plena de Ormuz ocorrerá apenas na sexta-feira, 19, após a assinatura formal do acordo e a conclusão das operações de remoção de minas na região.


ALÍVIO PARA O FED E O COPOM – Se tudo der certo, o acordo altera de forma relevante o pano de fundo da agenda dos bancos centrais.


… Nas últimas semanas, o risco de interrupção prolongada de Ormuz e de uma nova disparada do petróleo havia ampliado os temores de inflação global e aumentado a pressão sobre Fed e Copom, influenciando inclusive uma reprecificação mais conservadora das apostas.


… A perspectiva de reabertura da principal rota energética do Oriente Médio ajuda a reduzir esse risco justamente às vésperas da Superquarta, quando o Federal Reserve e o Banco Central brasileiro voltam a decidir juros.


… Embora o acordo não deva alterar decisões, remove um importante fator de incerteza para os próximos meses.


… Nos Estados Unidos, a expectativa continua sendo de manutenção dos juros, mas investidores acompanharão com atenção o tom que será adotado pelo Fed em sua primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh.


… Com a inflação mostrando sinais de acomodação e o petróleo devolvendo parte do prêmio de guerra acumulado desde abril, o mercado passa a enxergar um cenário menos ameaçador para a trajetória dos preços de energia no segundo semestre.


… Já no Brasil, o alívio externo chega em um momento mais delicado. O IPCA de maio desacelerou para 0,58%, mas ficou acima da mediana das projeções e reforçou a percepção de que a inflação segue desconfortável.


… Analistas destacam que os núcleos continuam pressionados, as expectativas permanecem deterioradas e a atividade ainda mostra resiliência. Apesar disso, a perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã já vinha ajudando a reduzir prêmios na curva de juros.


… Na sexta-feira, os contratos mais longos devolveram parte da alta acumulada ao longo da semana e a probabilidade implícita de um corte de 0,25 ponto da Selic voltou a superar a de manutenção, segundo cálculos do mercado.


… Para gestores, a normalização do conflito devolve algum grau de racionalidade à curva, embora o BC continue com menos espaço para afrouxar a política monetária no curto prazo.


… Mesmo entre as casas que ainda projetam um corte nesta semana, cresce a percepção de que o ponto terminal do ciclo será mais elevado do que se imaginava há poucas semanas.


… Em suma, o acordo é muito bom, mas não resolve os problemas inflacionários do Copom.


… Se a curva ainda carrega prêmio de risco da guerra, há espaço para devolução. Isso, porém, não descarta uma mensagem mais cautelosa do comunicado, diante de expectativas deterioradas, inflação resistente e dúvidas persistentes sobre o cenário doméstico.


SUPERQUARTA NO RADAR – Superada a tensão em torno do Oriente Médio, o mercado volta suas atenções para a agenda de política monetária, em uma semana dominada pelas decisões do Federal Reserve e do Copom.


… O acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã ajuda a reduzir parte dos temores relacionados à inflação de energia e devolve protagonismo aos bancos centrais, justamente quando investidores tentam calibrar as apostas para os próximos meses.


… Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros na reunião de quarta-feira, primeira sob o comando de Kevin Warsh.


… Mais importante do que a decisão em si, o foco estará nas projeções econômicas e no tom adotado pelo Fed diante de uma economia que segue resiliente, mas com inflação mostrando sinais de acomodação.


… Ao longo da semana, indicadores de atividade, como produção industrial, vendas no varejo e imóveis, ajudarão a compor o cenário.


… No Brasil, embora o acordo entre Washington e Teerã reduza um importante risco inflacionário ao aliviar as pressões sobre o petróleo, o Copom continua diante de um quadro doméstico desafiador, marcado por expectativas deterioradas, inflação resistente e atividade ainda forte.


… O mercado segue dividido entre manutenção da Selic em 14,50% e um corte adicional de 0,25 ponto percentual, enquanto buscará pistas sobre os próximos passos da política monetária no comunicado da autoridade monetária.


… Antes das decisões, investidores acompanharão ainda o Boletim Focus (hoje, 8h25), as vendas no varejo de abril (terça-feira) e o IBC-Br (quarta-feira), além das decisões de juros do Banco do Japão (terça-feira) e do Banco da Inglaterra (quinta-feira).


… Na sexta-feira, com os mercados americanos fechados pelo feriado de Juneteenth, as atenções podem se voltar para a assinatura formal do acordo entre Estados Unidos e Irã e para o cronograma de reabertura do Estreito de Ormuz, que ocorrerá na Suíça.


G7 NA FRANÇA – Em paralelo à Superquarta dos bancos centrais, a atenção também se volta para a cúpula do G7, que começa nesta segunda-feira na França em um ambiente transformado pelo acordo entre Estados Unidos e Irã.


… Com a perspectiva de reabertura de Ormuz e redução das tensões no Oriente Médio, presidentes das principais economias avançadas voltam a discutir temas como crescimento global, comércio, inteligência artificial e os desequilíbrios econômicos que alimentam disputas geopolíticas.


… Logo após o anúncio do acordo, vários líderes internacionais se manifestaram. ONU, França, Reino Unido, Alemanha e Itália elogiaram o entendimento e passaram a defender sua rápida implementação, com atenção especial à reabertura do Estreito de Ormuz.


… Lula participa do encontro como convidado e já viajou neste domingo, mantendo aberta a possibilidade de uma conversa com o presidente Donald Trump, em meio às tensões provocadas pelas novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros.


… Em paralelo, Lula deve tratar do tema da carne brasileira com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a cúpula do G7. O impasse envolve exigências adicionais da UE relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal.


EM BRASÍLIA – O foco se divide entre o avanço de pautas prioritárias para o governo e a repercussão das denúncias envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que nega as acusações de ter recebido pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


… No Congresso, há expectativa pelo início da tramitação de propostas consideradas estratégicas pelo governo, como a PEC da Segurança, o projeto dos minerais críticos e a PEC que propõe o fim da escala 6×1.


… Na Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta, pretende levar ao plenário na terça-feira o projeto relacionado à escala 6×1, em uma tentativa de destravar a pauta. No Senado, a tramitação da PEC dependerá do avanço das negociações políticas entre o governo e Alcolumbre.


… Já no Judiciário, o destaque continua sendo o Supremo Tribunal Federal, que retoma o julgamento sobre a responsabilização das plataformas digitais e a definição da tese final para aplicação das novas regras sobre redes sociais.


GALÍPOLO – Presidente do BC reúne-se hoje (16h) com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, e o secretário-geral da Presidência do TST, Mauro Barata de Alencar Osório, na sede do BC, em Brasília.


DURIGAN – Já o ministro da Fazenda recebe o presidente do Coaf, Ricardo Andrade Saadi (16h).


… Em entrevista ao Estadão no fim de semana, Durigan afirmou que o Brasil não pretende ceder às pressões tarifárias dos Estados Unidos e defendeu a diplomacia e os mecanismos multilaterais como caminho para resolver o impasse comercial com Washington.


… O ministro também voltou a criticar propostas com potencial de impacto sobre as contas públicas, afirmando que o governo continuará reagindo às chamadas “pautas-bomba” do Congresso e cobrando estimativas de custo e medidas de compensação.


… Sobre a PEC que amplia a autonomia financeira do Banco Central, Durigan disse que o governo apoia o fortalecimento institucional da autoridade monetária, mas defende ajustes no texto para preservar regras da contabilidade pública.


SUBIU IGUAL FOGUETE – SpaceX fez bonito na sua estreia na Nasdaq. Depois de sair a US$ 135 no IPO, a ação abriu a sessão valendo US$ 150, em alta de 11%. Chegou a US$ 176,52 (+30,7%) na máxima e fechou a US$ 160,95 (+19,2%).


… Com essa valorização, a companhia superou os US$ 2 trilhões em valor de mercado e transformou Elon Musk no primeiro trilionário do mundo.


SEM MEDO DE MÍSSIL – A euforia com o maior IPO da história ajudou Wall Street a superar o clima de incerteza que se instalou ao longo do dia em relação ao acordo entre Estados Unidos e Irã.


… Versões desencontradas dos dois lados da guerra sobre os termos do acordo ampliaram o clima de suspense para o fim de semana. Trump disse que a versão do documento divulgada pelo Irã na manhã de sexta-feira era fake news.


… Já o Irã aproveitou para colocar Israel na roda e cobrar o fim dos ataques contra o Hezbollah no sul do Líbano como parte dos termos firmados com os americanos.


… No fim das contas, investidores preferiram manter o otimismo, mesmo sem garantia de assinatura do acordo até domingo. Dow Jones fechou em alta de 0,70%, aos 51.202,26 pontos. O S&P 500 subiu 0,50%, aos 7.431,46 pontos. E o Nasdaq ganhou 0,31%, aos 25.888,84 pontos.


… No acumulado da semana, os índices tiveram ganhos de 0,66%, 0,65% e 0,70%, respectivamente.


… As ações de tecnologia tiveram uma sessão mista com Intel (+6,51%), Sandisk (+5,24%) e AMD (+4,73%) em alta, enquanto Super Micro Computer (-4,72%) e Apple (-1,52%) recuaram. Nvidia (-0,16%) e Microsoft (-0,10%) ficaram de lado.


… Já o setor financeiro teve dia positivo: Goldman Sachs (+2,6%), JP Morgan (+2,3%), American Express (+2,1%), Citi (+1,2%) e Visa (+1,0%).


QUEDA LIVRE – Depois de Trump enfatizar, na quinta-feira, que um memorando com o Irã seria assinado no fim de semana, o petróleo voltou a cair forte na sexta-feira, com o Irã sinalizando disposição em fechar o acordo.


… O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que o país estava na fase final das negociações internas, embora tenha evitado confirmar data e local para assinatura do documento.


… O Brent para agosto caiu 3,37%, a US$ 87,33 por barril na ICE, enquanto o WTI para julho recuou 2,83%, a US$ 84,88 por barril na Nymex. Na semana, os contratos acumularam baixas de 6,60% e 6,25%, respectivamente.


EM RECUPERAÇÃO – Após dois meses no vermelho, a bolsa brasileira conseguiu fechar sua primeira semana no azul, embora o desempenho na sexta-feira tenha sido negativo, por causa de Petrobras e da concorrência da SpaceX.


… Com o investidor global entusiasmado com IPO da empresa de Elon Musk, faltou interesse nos papéis brasileiros. O Ibovespa caiu 0,21%, aos 171.132,66 pontos, com giro de apenas R$ 23,5 bilhões. Mas, avançou 1,25% na semana.


… O tombo do petróleo dessa vez afetou Petrobras (PN -1,39%, a R$ 41,18; e ON -1,30%, a R$ 46,19), que acabou pesando no índice. Já Vale ignorou o minério de ferro (-0,33%) e subiu 0,47% (R$ 79,17).


… Entre os bancos, o dia foi de ganhos modestos: Bradesco PN (+0,68%, a R$ 17,80), BB (+0,26%, a R$ 19,46) e Itaú PN (+0,25%, a R$ 40,60). Também houve perdas: BTG unit (-0,18%, a R$ 50,39) e Santander unit (-0,15%, R$ 27,13).


… Braskem PNA (-6,67%, a R$ 9,10) foi a maior baixa do Ibovespa, seguida de Cogna (-4,49%, a R$ 2,34) e SLC Agrícola (-2,93%, a R$ 14,25). Na ponta positiva ficaram Vamos (+3,06%, a R$ 3,03), Embraer (+2,32%, a R$ 72,85) e Porto Seguro (+1,98%, a R$ 50,49).


… O BDR da SpaceX, listado na B3 sob o código SPCX34, disparou 18,15% na estreia, para R$ 54,74.


SENSAÇÃO DE ALÍVIO – O dólar voltou a cair diante do real (-0,79%, a R$ 5,0615) e acumulou baixa de 1,86% na semana, com a expectativa de fim da guerra levando ao desmonte das posições defensivas no câmbio.


… “Vimos um movimento de valorização de divisas emergentes, com algum otimismo do mercado na possibilidade de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio”, disse Patrícia Krause, economista da Coface, ao Broadcast.


… Lá fora, o dólar ficou quase estável, com o mercado de olho em uma alta de juros pelo Fed ainda neste ano. O índice DXY caiu 0,09%, aos 99,770 pontos. O euro recuou 0,07%, a US$ 1,1569. E a libra perdeu 0,10%, a US$ 1,3408.


APOSTA NO CORTE – A chance de uma redução de 0,25 pp na Selic nesta semana voltou a crescer na curva de juros na sexta-feira, revertendo quadro observado no meio da semana passada, quando a manutenção da taxa era favorita.


… O IPCA de maio (+0,58%) um pouco acima do esperado (+0,55%) limitou os vencimentos curtos, que fecharam perto da estabilidade, enquanto as taxas médias e longas voltaram a cair, refletindo o otimismo no exterior.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,360% (de 14,331% no ajuste anterior); Jan/28 a 14,535% (14,556%); Jan/29 a 14,455% (14,559%); Jan/31 a 14,330% (14,462%); e Jan/33 a 14,290% (14,434%).


CIAS ABERTAS NO AFTER – FITCH rebaixa perspectiva para o setor bancário brasileiro de “neutra” para “em deterioração”. Agência cita o enfraquecimento da qualidade dos ativos e a incerteza política.


AXIA. Conselho aprovou o resgate de 576.923 ações PNC, equivalente a R$ 30 milhões ou 0,0951% do capital desta classe, ao valor de R$ 52,00 por ação. O pagamento será feito no dia 7 de julho.


… Os detentores de ações PNCs poderão manifestar até 29 de junho pela opção de converter os papéis em ações ON, na proporção de um para um. O resgate será automático para acionista que não se manifestar.


IOCHPE-MAXION vai emitir R$ 400 milhões em debêntures, com vencimento em quatro anos e remuneração de CDI + 1,6%.


C&A: Norges Bank reduz participação de 5,14% para 4,99% do capital.


C6 BANK afirmou que foi promovido pelo Banco Central da categoria S3 para a S2.


Aos assinantes do BDM, Bom Dia e Bons Negócios!

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +1,6% US tech +3,0% US Semis +5,5% UEM +0,7% España +1,4% VIX 16,2% Bund 2,95%. T-Note 4,48%. Spread 2A-10A USA=+42pb B10A: ESP 3,38% PT 3,31% ITA 3,67% FRA 3,70% Euribor 12m 2,80% (fut.12m 2,91%) USD 1,159 JPY 185,8/€ 160,3/$. Ouro 4.312$. Brent 83,2$. WTI 80,8$. Bitcoin +4,8% (66.493$). Ether +9,1% (1.816$).

 

:: SESSÃO. O mercado poderá descansar após as fortes subidas de sexta e segunda-feira, à espera da reunião da Fed (amanhã, 19 h).


Ontem vivemos uma sessão de risk on, em alta para bolsas e queda geral das yields das obrigações, onde o mercado avaliou a formalização do acordo de paz, esta sexta-feira, na Suíça. Além disso, a probabilidade deste cenário aumentava à medida que Trump anunciava que vários navios tinham começado a atravessar o Estreito de Ormuz. Isto derivou numa queda do petróleo bruto (Brent: -4,8%; até 83,2$/barril).


Na frente micro, SpaceX (+19,6%) contagiou a tecnologia com subidas, servindo, de momento, como catalisador para o setor. Os bancos colocadores exerceram o greenshoe, a opção que lhes permitiu vender 15% adicional de ações ao preço de colocação (135 $/ação), elevando as receitas totais da operação até 86.250 M$.


Na frente macro, o mais relevante foi a Produção Industrial, que tanto na Europa como nos EUA melhorou em relação ao mês anterior (Europa: +0,4% a/a vs. -2,8% ant. e EUA: +1,7% a/a vs. +1,4% ant.), o que também animou as bolsas.


À primeira hora, o banco central do Japão (BoJ) subiu taxas de juros (+25 p.b.) até 1,00%, em linha com o esperado, anunciando uma normalização gradual nos próximos meses. Enquanto o banco central da Alemanha (RBA) manteve as taxas de juros em 4,35%, num contexto em que a inflação se moderou (+4,2% a/a abril vs. +4,6% março). Ao longo da sessão, conheceremos o sentimento económico dos investidores (ZEW) que poderá melhorar (-5,8 esp. vs. -10,2 ant.), apesar de mostrar uma certa derioração nos últimos 3 meses, derivado do conflito no Médio Oriente.


A sessão de hoje poderá estar marcada por uma consolidação de níveis após as fortes subidas acumuladas nos últimos dias, com os futuros a apontarem para ligeiras descidas, tanto na Europa como nos EUA. O mercado está à espera que o prato forte da semana chegue, que será a reunião da Fed, a primeira presidida por Kevin Warsh, amanhã (19 h). Além disso, estaremos pendentes dos detalhes finais do acordo entre os EUA e o Irão e da evolução do petróleo (hoje abre a cair -0,5%), pelo seu efeito direto na inflação esperada e, portanto, nas decisões dos bancos centrais.


:: CONCLUSÃO. Em suma, sessão de consolidação de níveis após as fortes subidas acumuladas nos últimos dias, à espera da reunião da Fed.

 

FIM

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Este sou eu...

 Sou economista, dois mestrados e um doutoramento em fase de conclusão.


Toda minha carreira é pautada na área de Economia, como economista-chefe na Lopes FIlho & Associados, onde passei grande parte da minha carreira, com interregnos na FECOMÉRCIO RJ e na corretora colombiana Interbolsa.

Em 2018/17, em busca de novos horizontes, reuni a família e passei por um período sabático em Portugal, muito mais interessado que estava por me reciclar nesta "lúgubre" ciência, Ciência Econômica, mas também focado em bem encaminhar o meu filho para o "velho mundo".

Aqui vai um adendo. Desde sempre, eu e minha esposa sempre nos interessamos por monitorar, da melhor forma possível, a formação do nosso filho, Bruno, respeitando nossas origens e a forma de ver a vida. Primeiro, colocando-o numa escola antroposófica, depois, numa escola alemã, Cruzeiro. Assim foi, até o segundo ano, quando o colocamos no PENSI, preparatório para as melhores escolas, ITA, IME, etc.

Nossa percepção aqui é q a vocação dele estava na área de astrofísica, depois, aeroespacial, seguindo à margem, a carreira do avô (Paulo Imre Hegedus, diretor regional ICAO/ONU).

Não vendo o Brasil num bom caminho, em 2018, fomos para Portugal e lá ficamos, eu e esposa, até 2024.

Um outro adendo, retornei em fev22 para uma experiência de trabalho numa corretora coreana, a MIRAE Investimentos, como economista. Lá fiquei até abr24.

Neste período, minha esposa veio de Portugal, para uma temporada no Brasil, e o filho, depois do IST em Engenharia Aeroespacial, foi para o mestrado em Deuft na Holanda.

Missão muito bem cumprida, depois de um período de sacrifícios, mas sem nunca perder o foco. Sim, pq nos lançamos em PORTUGAL, sem maiores confortos e garantias. Foi daqueles movimentos q nós avalizamos q tinha q dar certo.

Valia a pena o risco, já que no Brasil vivíamos nesta cega polarização política, que só nos lançava no atraso e retrocesso institucional. Estava em tese de Doutorado, qdo tive que vir para o Brasil, a trabalho, o que me atrasou na conclusão.

Em paralelo, quando do retorno ao Brasil, tive que intervir na casa da minha mãe, no RIo de Janeiro, por problemas trabalhistas, e lá fiquei até agora em abril de 2026. Em paralelo, tudo virou de ponta cabeça, quando minha esposa, retornando de Portugal, teve que iniciar um tratamento delicado de saúde.

Isso tudo durou até este primeiro quadrimestre quando a vida deu uma normalizada. Tinha que voltar a trabalhar, ver como terminar a minha tese de Doutoramento, me reorganizar. Estou agora num projeto na consultoria ÉLIN DUXUS.

Bem, este sou eu. Acho importante este amplo overview, pois pode haver alguma dúvida na abordagem, e eu considero essencial esta transparência.

Posso ter errado em alguns movimentos, ao longo da minha trajetória, mas nada foi impensável.

𝗙𝗼𝗿𝗺𝗮çã𝗼 𝗔𝗰𝗮𝗱ê𝗺𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗘𝘀𝘁𝗿𝗮𝘁é𝗴𝗶𝗰𝗮




 𝗙𝗼𝗿𝗺𝗮ç𝗮̃𝗼 𝗔𝗰𝗮𝗱𝗲̂𝗺𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗘𝘀𝘁𝗿𝗮𝘁é𝗴𝗶𝗰𝗮

𝘈 𝘱𝘢𝘳𝘵𝘪𝘳 𝘥𝘦 𝘦𝘹𝘱𝘦𝘳𝘪𝘦̂𝘯𝘤𝘪𝘢𝘴 𝘦𝘮 𝘱𝘦𝘴𝘲𝘶𝘪𝘴𝘢, 𝘥𝘰𝘤𝘦̂𝘯𝘤𝘪𝘢 𝘦 𝘰𝘳𝘪𝘦𝘯𝘵𝘢𝘤̧𝘢̃𝘰 𝘢𝘤𝘢𝘥𝘦̂𝘮𝘪𝘤𝘢

Uma percepção relativamente comum entre estudantes de pós-graduação é a de que a pesquisa começa efetivamente apenas quando o tema está definido, o referencial teórico consolidado e o projeto formalmente estruturado.

Na prática, na minha visão, o processo começa antes disso, no momento em que o estudante aprende a organizar o próprio trabalho intelectual.

No artigo “100 PhD Rules of the Game”, que compartilhei mês passado por aqui, a autora dedica um conjunto específico de reflexões sobre a condução prática da pesquisa. Esse talvez seja um dos aspectos mais subestimados da formação acadêmica avançada.

Grande parte das dificuldades enfrentadas em mestrados e doutorados não decorre exclusivamente da complexidade teórica dos temas investigados. Em muitos casos, os problemas surgem da ausência de processos minimamente estruturados para administrar projetos intelectuais de longa duração.

Pesquisa exige método também na rotina. Planejamento, organização bibliográfica, controle de versões, registro sistemático de leituras, acompanhamento de pendências, definição de cronogramas realistas e monitoramento contínuo do progresso etc.

Isso normalmente se torna evidente quando o estudante começa a lidar simultaneamente com dezenas de artigos, múltiplas versões de capítulos, comentários de orientadores, ajustes metodológicos, prazos institucionais e demandas paralelas, no próprio programa mas também de cunho profissional.

O artigo enfatiza a importância de decompor projetos amplos em entregas intermediárias, concretas e verificáveis. Isso parece simples, mas frequentemente representa a diferença entre uma pesquisa que avança progressivamente e outra que permanece indefinidamente no plano das intenções. Muitos estudantes trabalham com objetivos genéricos: “avançar na tese”, “escrever a dissertação”, “aprofundar a literatura”. O que não costuma ser suficiente.

Em geral, produtividade acadêmica sustentável depende mais de regularidade intelectual ao longo do tempo. O que costuma ser melhor balizado por objetivos intermediários, cronograma, entregas parciais.

Importante compreender também que a pesquisa não evolui de maneira linear. Existem fases de leitura intensiva, períodos de escrita, momentos de reformulação conceitual, revisões metodológicas e retornos frequentes a perguntas aparentemente já superadas. A pesquisa amadurece em ciclos sucessivos de refinamento.

Organização acadêmica não significa rigidez excessiva. Talvez uma das competências mais importantes desenvolvidas durante a pós-graduação seja justamente a capacidade de administrar projetos intelectuais de longo prazo sem perder consistência cognitiva no processo.

Call Matinal 1506

Call Matinal

15/06/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (1106)

MERCADOS

Na sexta-feira (12), o Ibovespa fechou em queda de 0,21%, a 171.132 pts. No mercado cambial, o dólar à vista fechou em baixa de 0,77%, a R$ 5,06.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros de Nova York operavam em alta nesta segunda-feira (15), enquanto o petróleo recuava para a mínima em três meses, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que um acordo foi alcançado para encerrar a guerra entre os EUA e o Irã.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,84%

S&P 500 Futuro: +1,19%

Nasdaq Futuro: +2,04%

Bolsas operando em alta com o acordo de Paz.  

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +1,61%

Nikkei (Japão): +4,99%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,50%

Nifty 50 (Índia): +1,18%

ASX 200 (Austrália): +1,25%

Bolsas asiáticas em forte recuperação, diante da definição da guerra do Oriente Médio.

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,81%

DAX (Alemanha): +1,42%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,30%

CAC 40 (França): +1,12%

FTSE MIB (Itália): +0,84%

Bolsas europeias em alta diante das definições de acordo de Paz entre EUA e Irã.  

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -4,88%, a US$ 80,74 o barril Petróleo Brent, -4,39%, a US$ 83,50 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,72%, a 771,50 iuanes (US$ 113,93)

Bitcoin, +2,99%, a US$ 65.659,70

Petróleo em queda forte, diante do acordo de Paz e a reabertura do Estreito de Ormuz.

 

NO DIA, 1506

EUA e Irã fecharam acordo de paz com encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. Trump autorizou a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio naval americano. A cerimônia de assinatura será na sexta-feira, dia 19, na Suíça. Petróleo despenca mais de 5%. Bolsas disparam. Ormuz será reaberto na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça. Numa frase lapidar de um observador destes conflitos no Oriente Médio, joga-se uma pá de cal, “o Irã nunca ganhou uma guerra, mas nunca perdeu uma negociação.” Em verdade, segundo amigos, “não foi um acordo,  foi um memorando de entendimentos. Segundo os vazamentos,  o estreito vai abrir imediatamente,  mas depois dos 60 dias vão estruturar a "autoridade de Ormuz", que vai cobrar pedágios. Boa parte do dinheiro do Irã descongelada. 20 bi pra começar.  O resto em 60 dias. E mais 300 bi pra reconstruir o que a guerra destruiu. Urânio enriquecido fica no Irã,  pelo menos por enquanto. Israel, teoricamente,  sai do Líbano. Daqui a pouco, novas estocadas, novos atentados e vamos em frente. Se não tirar os aiatolás do poder nada muda. Não adianta destruir infra, se o poder segue preservado. Trump já disse que não tem nada com isso. Belo desfecho. Tudo teatro. Nesta semana temos a “super quarta”, com reuniões do FOMC e do Copom. Nos EUA, é a primeira reunião do novo presidente do Fed. Mercados de ativos devem receber com alívio as novas discussões sobre inflação, juros e crescimento global – até aqui, influenciadas pela guerra. A semana também será marcada pela cúpula do G7, na França, com a participação dos presidentes Trump e Lula, e pelos primeiros testes para a implementação da paz entre Washington e Teerã.

 

 

 

Agenda macro 15 a 19 de junho

Segunda-feira, 15 de junho

08h25 – Brasil: BC – Boletim Focus

09h30 EUA: Empire State (junho)

10h15 EUA: Produção industrial (maio)

França Cúpula do G7: participação de Lula

Terça-feira, 16 de junho

00h00 – Japão: BoJ – Decisão de juros

09h00 IBGE: Vendas no varejo (abril)

09h15 EUA: ADP (junho)

Quarta-feira, 17 de junho

09h00 BC: IBC-Br (abril)

09h30 EUA: Vendas no varejo (maio)

11h30 EUA: Estoques de petróleo

15h00 EUA: Fed Decisão de juros

15h30 EUA: Coletiva de Kevin Warsh

18h30 Brasil: Copom Decisão da Selic

Quinta-feira, 18 de junho

08h00 – Reino Unido: BoE – Decisão de juros

Sexta-feira, 19 de junho

Suíça: Assinatura formal do acordo EUA-Irã

 

 

Boa semana para todos!


BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Superquarta ganha alívio com acordo EUA-Irã*


… O acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã, neste domingo, confirmou as expectativas de investidores e afastou os temores de uma interrupção prolongada do Estreito de Ormuz. Já na abertura dos negócios, derrubou o petróleo, animou as bolsas e devolveu protagonismo aos bancos centrais justamente às vésperas da Superquarta. Fed, Copom e investidores devem receber com alívio as novas discussões sobre inflação, juros e crescimento global – até aqui, influenciadas pela guerra. A semana também será marcada pela cúpula do G7, na França, com a participação dos presidentes Trump e Lula, e pelos primeiros testes para a implementação da paz entre Washington e Teerã.


O ACORDO – O mercado inicia a semana diante do avanço diplomático mais importante desde o início da guerra.


… Estados Unidos e Irã confirmaram neste domingo um acordo para encerrar as hostilidades, abrir caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, que ainda será formalmente assinado na próxima sexta-feira, na Suíça.


… O anúncio foi feito inicialmente pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, país que atuou como principal mediador das negociações, e posteriormente confirmado por Donald Trump e pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi.


… A convergência das declarações encerrou as dúvidas e levou os investidores a tratarem o entendimento como efetivamente concluído. A queda de 5% do WTI e de 4% do Brent na abertura dos negócios desta segunda-feira foi a prova definitiva.


… O desfecho ocorreu após um fim de semana marcado por avanços diplomáticos, divergências públicas e momentos de forte tensão.


… Na manhã de domingo, Israel voltou a atacar subúrbios de Beirute, no Líbano, colocando em risco uma das principais exigências de Teerã para a assinatura do memorando: a inclusão do território libanês no cessar-fogo.


… O ataque levou o Irã a interromper temporariamente as negociações e ameaçar uma resposta militar, enquanto, em uma rara crítica pública ao governo de Benjamin Netanyahu, Trump afirmou que o ataque “não deveria ter acontecido”.


… Pediu que nenhuma das partes comprometesse um entendimento que, segundo ele, poderia inaugurar uma “longa e bela paz” na região.


… Segundo relatos divulgados pela imprensa iraniana, concessões de última hora feitas por Washington ajudaram a destravar as negociações e evitar o colapso do acordo minutos antes do anúncio oficial.


… Embora o texto definitivo ainda não tenha sido divulgado, as versões mais recentes do memorando apontam para uma ampla reestruturação das relações entre Washington e Teerã.


… O acordo prevê o fim das operações militares, a normalização da navegação por Ormuz, a suspensão dos bloqueios marítimos, a retomada do fluxo comercial de petróleo, alívio de sanções econômicas e abertura de negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano.


… Em troca, o Irã reafirma o compromisso de não desenvolver armas nucleares e aceita discutir limites para o enriquecimento de urânio e seus estoques de material nuclear. As questões mais sensíveis ficam para a próxima etapa das negociações, que deve durar ao menos 60 dias.


… Teerã afirma que as conversas só começarão após verificar o cumprimento dos compromissos assumidos por Washington.


… Além da queda do petróleo, recuaram o gás natural europeu e o dólar, enquanto as techs puxavam os futuros das bolsas em Nova York.


… Para analistas da Bloomberg, a reação dos mercados representa uma rápida reversão das operações que dominaram desde o início da guerra, com queda dos ativos ligados ao choque energético e recuperação dos ativos de risco.


… Restam dúvidas sobre a implementação prática do acordo, mas o principal foco de atenção agora passa a ser Israel, que ficou à margem das negociações e continua sendo visto como a principal fonte potencial de instabilidade para a consolidação da trégua.


… Mas Donald Trump parece estar muito disposto a encerrar a guerra e deve trabalhar forte para impedir uma reação indesejada de Netanyahu.


… O presidente festeja o acordo concluído no dia de seu aniversário de 80 anos, declarando vitória dos Estados Unidos, como quando disse: “navios do mundo, liguem seus motores, deixem o petróleo fluir”.


… Trump afirmou mais tarde que a reabertura plena de Ormuz ocorrerá apenas na sexta-feira, 19, após a assinatura formal do acordo e a conclusão das operações de remoção de minas na região.


ALÍVIO PARA O FED E O COPOM – Se tudo der certo, o acordo altera de forma relevante o pano de fundo da agenda dos bancos centrais.


… Nas últimas semanas, o risco de interrupção prolongada de Ormuz e de uma nova disparada do petróleo havia ampliado os temores de inflação global e aumentado a pressão sobre Fed e Copom, influenciando inclusive uma reprecificação mais conservadora das apostas.


… A perspectiva de reabertura da principal rota energética do Oriente Médio ajuda a reduzir esse risco justamente às vésperas da Superquarta, quando o Federal Reserve e o Banco Central brasileiro voltam a decidir juros.


… Embora o acordo não deva alterar decisões, remove um importante fator de incerteza para os próximos meses.


… Nos Estados Unidos, a expectativa continua sendo de manutenção dos juros, mas investidores acompanharão com atenção o tom que será adotado pelo Fed em sua primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh.


… Com a inflação mostrando sinais de acomodação e o petróleo devolvendo parte do prêmio de guerra acumulado desde abril, o mercado passa a enxergar um cenário menos ameaçador para a trajetória dos preços de energia no segundo semestre.


… Já no Brasil, o alívio externo chega em um momento mais delicado. O IPCA de maio desacelerou para 0,58%, mas ficou acima da mediana das projeções e reforçou a percepção de que a inflação segue desconfortável.


… Analistas destacam que os núcleos continuam pressionados, as expectativas permanecem deterioradas e a atividade ainda mostra resiliência. Apesar disso, a perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã já vinha ajudando a reduzir prêmios na curva de juros.


… Na sexta-feira, os contratos mais longos devolveram parte da alta acumulada ao longo da semana e a probabilidade implícita de um corte de 0,25 ponto da Selic voltou a superar a de manutenção, segundo cálculos do mercado.


… Para gestores, a normalização do conflito devolve algum grau de racionalidade à curva, embora o BC continue com menos espaço para afrouxar a política monetária no curto prazo.


… Mesmo entre as casas que ainda projetam um corte nesta semana, cresce a percepção de que o ponto terminal do ciclo será mais elevado do que se imaginava há poucas semanas.


… Em suma, o acordo é muito bom, mas não resolve os problemas inflacionários do Copom.


… Se a curva ainda carrega prêmio de risco da guerra, há espaço para devolução. Isso, porém, não descarta uma mensagem mais cautelosa do comunicado, diante de expectativas deterioradas, inflação resistente e dúvidas persistentes sobre o cenário doméstico.


SUPERQUARTA NO RADAR – Superada a tensão em torno do Oriente Médio, o mercado volta suas atenções para a agenda de política monetária, em uma semana dominada pelas decisões do Federal Reserve e do Copom.


… O acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã ajuda a reduzir parte dos temores relacionados à inflação de energia e devolve protagonismo aos bancos centrais, justamente quando investidores tentam calibrar as apostas para os próximos meses.


… Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros na reunião de quarta-feira, primeira sob o comando de Kevin Warsh.


… Mais importante do que a decisão em si, o foco estará nas projeções econômicas e no tom adotado pelo Fed diante de uma economia que segue resiliente, mas com inflação mostrando sinais de acomodação.


… Ao longo da semana, indicadores de atividade, como produção industrial, vendas no varejo e imóveis, ajudarão a compor o cenário.


… No Brasil, embora o acordo entre Washington e Teerã reduza um importante risco inflacionário ao aliviar as pressões sobre o petróleo, o Copom continua diante de um quadro doméstico desafiador, marcado por expectativas deterioradas, inflação resistente e atividade ainda forte.


… O mercado segue dividido entre manutenção da Selic em 14,50% e um corte adicional de 0,25 ponto percentual, enquanto buscará pistas sobre os próximos passos da política monetária no comunicado da autoridade monetária.


… Antes das decisões, investidores acompanharão ainda o Boletim Focus (hoje, 8h25), as vendas no varejo de abril (terça-feira) e o IBC-Br (quarta-feira), além das decisões de juros do Banco do Japão (terça-feira) e do Banco da Inglaterra (quinta-feira).


… Na sexta-feira, com os mercados americanos fechados pelo feriado de Juneteenth, as atenções podem se voltar para a assinatura formal do acordo entre Estados Unidos e Irã e para o cronograma de reabertura do Estreito de Ormuz, que ocorrerá na Suíça.


G7 NA FRANÇA – Em paralelo à Superquarta dos bancos centrais, a atenção também se volta para a cúpula do G7, que começa nesta segunda-feira na França em um ambiente transformado pelo acordo entre Estados Unidos e Irã.


… Com a perspectiva de reabertura de Ormuz e redução das tensões no Oriente Médio, presidentes das principais economias avançadas voltam a discutir temas como crescimento global, comércio, inteligência artificial e os desequilíbrios econômicos que alimentam disputas geopolíticas.


… Logo após o anúncio do acordo, vários líderes internacionais se manifestaram. ONU, França, Reino Unido, Alemanha e Itália elogiaram o entendimento e passaram a defender sua rápida implementação, com atenção especial à reabertura do Estreito de Ormuz.


… Lula participa do encontro como convidado e já viajou neste domingo, mantendo aberta a possibilidade de uma conversa com o presidente Donald Trump, em meio às tensões provocadas pelas novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros.


… Em paralelo, Lula deve tratar do tema da carne brasileira com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a cúpula do G7. O impasse envolve exigências adicionais da UE relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal.


EM BRASÍLIA – O foco se divide entre o avanço de pautas prioritárias para o governo e a repercussão das denúncias envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que nega as acusações de ter recebido pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


… No Congresso, há expectativa pelo início da tramitação de propostas consideradas estratégicas pelo governo, como a PEC da Segurança, o projeto dos minerais críticos e a PEC que propõe o fim da escala 6×1.


… Na Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta, pretende levar ao plenário na terça-feira o projeto relacionado à escala 6×1, em uma tentativa de destravar a pauta. No Senado, a tramitação da PEC dependerá do avanço das negociações políticas entre o governo e Alcolumbre.


… Já no Judiciário, o destaque continua sendo o Supremo Tribunal Federal, que retoma o julgamento sobre a responsabilização das plataformas digitais e a definição da tese final para aplicação das novas regras sobre redes sociais.


GALÍPOLO – Presidente do BC reúne-se hoje (16h) com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, e o secretário-geral da Presidência do TST, Mauro Barata de Alencar Osório, na sede do BC, em Brasília.


DURIGAN – Já o ministro da Fazenda recebe o presidente do Coaf, Ricardo Andrade Saadi (16h).


… Em entrevista ao Estadão no fim de semana, Durigan afirmou que o Brasil não pretende ceder às pressões tarifárias dos Estados Unidos e defendeu a diplomacia e os mecanismos multilaterais como caminho para resolver o impasse comercial com Washington.


… O ministro também voltou a criticar propostas com potencial de impacto sobre as contas públicas, afirmando que o governo continuará reagindo às chamadas “pautas-bomba” do Congresso e cobrando estimativas de custo e medidas de compensação.


… Sobre a PEC que amplia a autonomia financeira do Banco Central, Durigan disse que o governo apoia o fortalecimento institucional da autoridade monetária, mas defende ajustes no texto para preservar regras da contabilidade pública.


SUBIU IGUAL FOGUETE – SpaceX fez bonito na sua estreia na Nasdaq. Depois de sair a US$ 135 no IPO, a ação abriu a sessão valendo US$ 150, em alta de 11%. Chegou a US$ 176,52 (+30,7%) na máxima e fechou a US$ 160,95 (+19,2%).


… Com essa valorização, a companhia superou os US$ 2 trilhões em valor de mercado e transformou Elon Musk no primeiro trilionário do mundo.


SEM MEDO DE MÍSSIL – A euforia com o maior IPO da história ajudou Wall Street a superar o clima de incerteza que se instalou ao longo do dia em relação ao acordo entre Estados Unidos e Irã.


… Versões desencontradas dos dois lados da guerra sobre os termos do acordo ampliaram o clima de suspense para o fim de semana. Trump disse que a versão do documento divulgada pelo Irã na manhã de sexta-feira era fake news.


… Já o Irã aproveitou para colocar Israel na roda e cobrar o fim dos ataques contra o Hezbollah no sul do Líbano como parte dos termos firmados com os americanos.


… No fim das contas, investidores preferiram manter o otimismo, mesmo sem garantia de assinatura do acordo até domingo. Dow Jones fechou em alta de 0,70%, aos 51.202,26 pontos. O S&P 500 subiu 0,50%, aos 7.431,46 pontos. E o Nasdaq ganhou 0,31%, aos 25.888,84 pontos.


… No acumulado da semana, os índices tiveram ganhos de 0,66%, 0,65% e 0,70%, respectivamente.


… As ações de tecnologia tiveram uma sessão mista com Intel (+6,51%), Sandisk (+5,24%) e AMD (+4,73%) em alta, enquanto Super Micro Computer (-4,72%) e Apple (-1,52%) recuaram. Nvidia (-0,16%) e Microsoft (-0,10%) ficaram de lado.


… Já o setor financeiro teve dia positivo: Goldman Sachs (+2,6%), JP Morgan (+2,3%), American Express (+2,1%), Citi (+1,2%) e Visa (+1,0%).


QUEDA LIVRE – Depois de Trump enfatizar, na quinta-feira, que um memorando com o Irã seria assinado no fim de semana, o petróleo voltou a cair forte na sexta-feira, com o Irã sinalizando disposição em fechar o acordo.


… O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que o país estava na fase final das negociações internas, embora tenha evitado confirmar data e local para assinatura do documento.


… O Brent para agosto caiu 3,37%, a US$ 87,33 por barril na ICE, enquanto o WTI para julho recuou 2,83%, a US$ 84,88 por barril na Nymex. Na semana, os contratos acumularam baixas de 6,60% e 6,25%, respectivamente.


EM RECUPERAÇÃO – Após dois meses no vermelho, a bolsa brasileira conseguiu fechar sua primeira semana no azul, embora o desempenho na sexta-feira tenha sido negativo, por causa de Petrobras e da concorrência da SpaceX.


… Com o investidor global entusiasmado com IPO da empresa de Elon Musk, faltou interesse nos papéis brasileiros. O Ibovespa caiu 0,21%, aos 171.132,66 pontos, com giro de apenas R$ 23,5 bilhões. Mas, avançou 1,25% na semana.


… O tombo do petróleo dessa vez afetou Petrobras (PN -1,39%, a R$ 41,18; e ON -1,30%, a R$ 46,19), que acabou pesando no índice. Já Vale ignorou o minério de ferro (-0,33%) e subiu 0,47% (R$ 79,17).


… Entre os bancos, o dia foi de ganhos modestos: Bradesco PN (+0,68%, a R$ 17,80), BB (+0,26%, a R$ 19,46) e Itaú PN (+0,25%, a R$ 40,60). Também houve perdas: BTG unit (-0,18%, a R$ 50,39) e Santander unit (-0,15%, R$ 27,13).


… Braskem PNA (-6,67%, a R$ 9,10) foi a maior baixa do Ibovespa, seguida de Cogna (-4,49%, a R$ 2,34) e SLC Agrícola (-2,93%, a R$ 14,25). Na ponta positiva ficaram Vamos (+3,06%, a R$ 3,03), Embraer (+2,32%, a R$ 72,85) e Porto Seguro (+1,98%, a R$ 50,49).


… O BDR da SpaceX, listado na B3 sob o código SPCX34, disparou 18,15% na estreia, para R$ 54,74.


SENSAÇÃO DE ALÍVIO – O dólar voltou a cair diante do real (-0,79%, a R$ 5,0615) e acumulou baixa de 1,86% na semana, com a expectativa de fim da guerra levando ao desmonte das posições defensivas no câmbio.


… “Vimos um movimento de valorização de divisas emergentes, com algum otimismo do mercado na possibilidade de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio”, disse Patrícia Krause, economista da Coface, ao Broadcast.


… Lá fora, o dólar ficou quase estável, com o mercado de olho em uma alta de juros pelo Fed ainda neste ano. O índice DXY caiu 0,09%, aos 99,770 pontos. O euro recuou 0,07%, a US$ 1,1569. E a libra perdeu 0,10%, a US$ 1,3408.


APOSTA NO CORTE – A chance de uma redução de 0,25 pp na Selic nesta semana voltou a crescer na curva de juros na sexta-feira, revertendo quadro observado no meio da semana passada, quando a manutenção da taxa era favorita.


… O IPCA de maio (+0,58%) um pouco acima do esperado (+0,55%) limitou os vencimentos curtos, que fecharam perto da estabilidade, enquanto as taxas médias e longas voltaram a cair, refletindo o otimismo no exterior.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,360% (de 14,331% no ajuste anterior); Jan/28 a 14,535% (14,556%); Jan/29 a 14,455% (14,559%); Jan/31 a 14,330% (14,462%); e Jan/33 a 14,290% (14,434%).


CIAS ABERTAS NO AFTER – FITCH rebaixa perspectiva para o setor bancário brasileiro de “neutra” para “em deterioração”. Agência cita o enfraquecimento da qualidade dos ativos e a incerteza política.


AXIA. Conselho aprovou o resgate de 576.923 ações PNC, equivalente a R$ 30 milhões ou 0,0951% do capital desta classe, ao valor de R$ 52,00 por ação. O pagamento será feito no dia 7 de julho.


… Os detentores de ações PNCs poderão manifestar até 29 de junho pela opção de converter os papéis em ações ON, na proporção de um para um. O resgate será automático para acionista que não se manifestar.


IOCHPE-MAXION vai emitir R$ 400 milhões em debêntures, com vencimento em quatro anos e remuneração de CDI + 1,6%.


C&A: Norges Bank reduz participação de 5,14% para 4,99% do capital.


C6 BANK afirmou que foi promovido pelo Banco Central da categoria S3 para a S2.

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