quarta-feira, 20 de maio de 2026

BDM Matinal Riscala

 Guerra longa e Nvidia testam Wall Street

No Brasil, o exterior adverso soma-se ao efeito Vorcaro na candidatura de Flávio Bolsonaro para reforçar dúvidas sobre o cenário eleitoral de 2026


20/05/2026


… Mais focado no custo econômico de uma guerra prolongada no Oriente Médio do que nos blefes de Trump, o mercado mantém o petróleo acima dos US$ 110. Com o Estreito de Ormuz ainda parcialmente bloqueado, investidores passaram a incorporar um cenário de inflação global mais persistente, juros elevados por mais tempo e desaceleração da atividade. Nesse ambiente, a ata do Fed e o balanço da Nvidia hoje ganham peso como testes importantes para o humor de Wall Street e a sustentação do rali das big techs. No Brasil, o exterior adverso soma-se ao efeito Vorcaro na candidatura de Flávio Bolsonaro para reforçar dúvidas sobre o cenário eleitoral de 2026.


GUERRA SEM FIM – Os mercados globais começaram a precificar não mais o risco de um grande ataque imediato ao Irã, como Donald Trump vive ameaçando, mas sim o custo de uma guerra prolongada no Oriente Médio.


… A retórica do presidente americano perdeu parte da capacidade de provocar choques duradouros nos ativos, diante da percepção de que ele alterna escaladas verbais e recuos sem conseguir entregar uma solução rápida para o conflito.


… Nesta terça-feira, Trump voltou a falar em “outro grande ataque” contra Teerã caso não haja acordo nos próximos dias, o que ninguém acredita, prevendo uma possível ofensiva “até o início da próxima semana”.  


… O vice-presidente JD Vance tentou sustentar um tom mais construtivo ao afirmar que as negociações avançaram, mas também admitiu que Washington pode retomar a campanha militar – embora “não seja isso o que o presidente quer”.


… Os sinais seguem contraditórios, enquanto mediadores relatam pouco progresso real nas conversas entre Estados Unidos e Irã, e o desgaste político da guerra também começa a crescer dentro dos próprios Estados Unidos.


… O Senado americano mostrou aumento da resistência à continuidade do conflito, em uma votação vista como alerta para a Casa Branca.


… Republicanos passaram a manifestar desconforto com o custo econômico e político da guerra, enquanto pesquisas mostram deterioração do apoio popular à estratégia de Trump no Oriente Médio.


… Em Wall Street, o mau humor voltou a dominar os negócios, com pressão sobre as big techs, fortalecimento do dólar e disparada dos juros dos Treasuries. O rendimento do T-Bond de 30 anos atingiu o maior nível em quase duas décadas (leia abaixo).


… A reação reflete o temor de que o choque de energia prolongue a inflação global e force o Fed a manter juros elevados por mais tempo — ou até voltar a discutir altas adicionais – como os futuros já projetam.


… Mesmo com queda modesta do Brent na sessão regular, a commodity voltou a ganhar força no eletrônico, em meio à percepção de que a normalização da oferta de petróleo está cada vez mais distante.


… Para estrategistas internacionais, o mercado deixou de operar o blefe e passou a operar a duração da guerra.


… Em relatório, o Deutsche Bank afirmou que os ativos globais já começam a precificar um cenário crescente de estagflação, enquanto o BofA aponta que parte relevante dos gestores acredita que o rendimento do Treasury de 30 anos pode atingir 6% nos próximos meses.


O EFEITO VORCARO – Além do exterior cheio de incertezas, o mercado doméstico passou a incorporar um novo vetor de estresse, com a deterioração política da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro após os desdobramentos do caso Daniel Vorcaro.


… A leitura predominante entre investidores é de que o episódio enfraquece, ao menos no curto prazo, a principal alternativa de oposição considerada mais alinhada a uma agenda fiscal ortodoxa, reduzindo a percepção de chance de alternância de poder em 2026.


… A primeira pesquisa a captar os efeitos do chamado “Flávio Day 2.0” mostrou piora relevante do senador nas simulações eleitorais.


… Levantamento AtlasIntel/Bloomberg apontou Lula com 48,9% das intenções de voto no segundo turno, contra 41,8% de Flávio Bolsonaro. Em abril, os dois apareciam praticamente empatados. A rejeição do senador também aumentou e passou a superar a do atual presidente.


… O ruído cresceu depois que Flávio confirmou ter visitado Daniel Vorcaro no fim de 2025, após o banqueiro deixar a prisão domiciliar.


… Segundo ele, o encontro teve como objetivo “colocar um ponto final” na questão envolvendo o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro. A declaração reforçou o desgaste com o vazamento do áudio em que Flávio pedia recursos a Vorcaro para a produção cinematográfica.


… A crise reabre discussões que haviam perdido força nos últimos meses, especialmente em torno do risco fiscal e da eleição de 2026.


… Com a perda de tração da candidatura de Flávio, investidores passaram a cogitar probabilidade maior de continuidade do atual governo, já que uma terceira via parece improvável nesta altura – cenário que voltou a pressionar os vértices longos da curva de juros.


… O movimento apareceu com clareza nos ativos domésticos.


… O dólar voltou a superar R$ 5,00, o Ibovespa perdeu o nível dos 175 mil pontos e os juros futuros longos abriram em meio à combinação de aversão a risco global e piora da percepção política local (leia mais abaixo).


… Entre as revelações do dia, surgiu a informação de que Daniel Vorcaro teria participado do financiamento do filme sobre Bolsonaro com mais de 90% dos recursos, vindos de um fundo sediado no Texas e ligado ao entorno da família, segundo a produtora responsável pelo longa.


ESCALA 6X1 – O governo e a Câmara ainda tentam fechar um acordo sobre a transição da PEC do fim da escala 6×1, depois que a leitura do parecer do relator Leo Prates, inicialmente prevista para hoje, foi adiada para a próxima segunda-feira.


… O principal impasse continua sendo o prazo de adaptação às novas regras, que pode variar de dois até cinco anos.


… A decisão de adiar a apresentação do relatório ocorreu após reunião na residência oficial de Hugo Motta, com participação de líderes da Câmara e integrantes do governo, ontem à noite. Segundo os deputados, ainda há pontos “a serem maturados” em torno do período de transição.


… Governistas defendem uma implementação mais rápida da nova jornada, enquanto empresários pressionam por um prazo maior de adaptação diante do aumento esperado de custos trabalhistas e possíveis efeitos sobre contratação, produtividade e rotatividade.


… O texto em discussão mantém os pilares centrais da proposta: jornada de 40 horas semanais, dois dias de descanso e preservação salarial.


… Hugo Motta mantém a previsão de votação no plenário já na próxima semana, embora ainda não exista acordo com o Senado sobre a tramitação da proposta. O tema ganhou forte apoio político e é tratado como pauta de grande apelo popular para o governo Lula.


CURTAS DA POLÍTICA – A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado votará hoje o projeto de renegociação das dívidas rurais, que prevê uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal e envolve até R$ 180 bilhões em operações renegociáveis.


… O texto enfrenta forte resistência da equipe econômica, pelo impacto fiscal.


… O parecer limita em R$ 30 bilhões o uso direto do Fundo Social e permite recursos adicionais de fundos supervisionados pela Fazenda e emissão de títulos do Tesouro. O governo tenta calibrar o projeto, enquanto o Congresso acelera a tramitação diante da pressão do agronegócio.


LULA. O presidente participa nesta quarta-feira (14h30) da posse de Odair Cunha, ex-deputado do PT, como novo ministro do TCU.


CVM. CAE do Senado também apreciar hoje as indicações de Otto Lobo à presidência da CVM e de Igor Muniz para uma diretoria da autarquia.


MUNICÍPIOS. O Congresso marcou para amanhã sessão conjunta para analisar vetos da LDO relacionados a municípios inadimplentes.


… A medida, tratada como prioritária pela Câmara e Senado, pode destravar o acesso de mais de três mil cidades a convênios e recursos federais.


MAIS AGENDA – A quarta-feira combina uma agenda mais esvaziada de indicadores com eventos capazes de mexer diretamente com a percepção sobre juros, tecnologia e fluxo global. No exterior, investidores monitoram a ata da última reunião do Fed e o balanço da Nvidia.


… Entre os indicadores domésticos, saem o IGP-M do segundo decêndio de maio, às 8h, e o fluxo cambial semanal do Banco Central, às 14h30.


… Nos Estados Unidos, a ata do Fed, às 15h, que será acompanhada em busca de sinais sobre como a autoridade monetária avalia o impacto da guerra no Oriente Médio, da inflação ligada à energia e da abertura recente dos juros longos americanos.


… Antes disso, o mercado acompanha o CPI final de abril da zona do euro, às 6h, além de falas de dirigentes de bancos centrais.


… Às 10h15, o diretor do Fed Michael Barr participa de conferência sobre estabilidade financeira, e no mesmo horário o presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, fala ao Comitê do Tesouro britânico.


… Também entram no radar os estoques semanais de petróleo nos Estados Unidos, divulgados pelo Departamento de Energia às 11h30, em um momento em que o mercado segue extremamente sensível a qualquer sinal sobre oferta global e impactos da guerra no Oriente Médio.


… À noite, os PMIs preliminares do Japão encerram a agenda, enquanto o mercado volta suas atenções para o resultado da Nvidia.


NVIDIA – O mercado entra no balanço da Nvidia não apenas esperando números fortes, mas sinais de que a inteligência artificial continua capaz de sustentar um ciclo prolongado de crescimento explosivo mesmo num ambiente de juros elevados e aversão a risco global.


… O resultado é visto como um teste importante para o fôlego das big techs e para a manutenção do apetite por tecnologia em Nova York.


… A gigante dos semicondutores chega ao trimestre carregando expectativas extremamente elevadas, em uma posição rara no mercado global: a de principal fornecedora da infraestrutura que sustenta a corrida mundial por inteligência artificial.


… Para investidores, entregar números fortes já virou obrigação mínima para sustentar o prêmio da ação. O consenso de mercado projeta receita de US$ 78,82 bilhões e lucro por ação de US$ 1,75 no primeiro trimestre fiscal de 2026.


… Mas parte de Wall Street trabalha com projeções ainda mais agressivas. O Morgan Stanley, por exemplo, estima receita próxima de US$ 79,3 bilhões, lucro por ação de até US$ 2,01 e guidance que pode apontar faturamento perto de US$ 88 bilhões no próximo trimestre.


… O foco principal deve ficar sobre os comentários de Jensen Huang a respeito da demanda por data centers, da capacidade de expansão da oferta e do comportamento das margens operacionais.


… O mercado quer entender se a Nvidia continua conseguindo transformar o boom de IA em crescimento sustentável até 2027, mesmo diante do aumento das restrições comerciais, dos custos elevados de energia e do ambiente macro mais pressionado.


… Depois de liderarem o rali recente em Wall Street, as big techs começaram a mostrar sinais de realização nos últimos pregões, pressionadas pela abertura dos juros dos Treasuries e pela percepção de que o choque do petróleo pode manter a inflação elevada por mais tempo.


… Nesse ambiente, o balanço da Nvidia ganha peso ainda maior como termômetro do humor do mercado global.


CHINA HOJE – O PBoC manteve inalteradas as principais taxas de juros. A de referência para empréstimos (LPR) de 1 ano foi mantida em 3% e a de 5 anos permaneceu em 3,5%. Ambas seguem no mesmo nível há exatamente um ano.


VAI SE CRIANDO UM CLIMA TERRÍVEL – O efeito em cascata da guerra sobre o petróleo e sobre os preços amplia a liquidação dos Treasuries, dispara a taxa do T-Bond ao topo em quase 20 anos e coincide com a crise política aqui.


… A piora apontada pela Atlas/Bloomberg nas intenções de voto e na rejeição do senador Flávio Bolsonaro, depois que vazou o áudio em que ele pede dinheiro a Vorcaro, recai sobre os mercados em um momento inoportuno.


… Já não bastasse o choque inflacionário do conflito no Irã, ainda tem mais esse ruído para administrar.


… Sob o estresse combinado, o Ibovespa volta às piores marcas desde janeiro, o dólar roda acima de 5% e os juros futuros abrem. Com os retornos dos Treasuries em patamares mais atrativos, aumenta o fluxo de saída do k externo.


… No pregão da última sexta-feira, houve uma fuga expressiva da B3, de R$ 2,4 bilhões. As retiradas em maio já encostam nos R$ 10 bilhões e, no acumulado do ano, o volume de capital estrangeiro se esvazia para R$ 46,9 bilhões.


… A sorte para o câmbio é que a Selic pode até cair, mas vai continuar tão elevada, que não parece oferecer risco ao carry trade. Ainda assim, o real não deixou de operar sensível ontem à inflação global e à pesquisa eleitoral.


… A moeda brasileira exibiu um dos piores desempenhos do dia contra o dólar, que subiu 0,84%, cotado a R$ 5,0405.


… Juntas, a pressão no câmbio e a escalada dos rendimentos dos Treasuries voltaram a embutir forte prêmio de risco nos juros futuros, especialmente entre os vencimentos mais longos, que saltaram em torno de dez pontos-base.


… O contrato de DI para Jan/31 avançou a 14,270% (contra 14,185% na véspera) e o Jan/33 foi a 14,350% (de 14,255%). No miolo da curva, o Jan/28 subiu para 14,050% (de 14,038%) e o Jan/29, a 14,115% (de 14,068%).


… Já o trecho de curto prazo operou engessado, com o vencimento para Jan/27 assumindo viés de queda, a 14,140% (de 14,157%), porque contempla a precificação de que o Copom ainda vai derrubar a Selic pelo menos mais uma vez.


… Nos Estados Unidos, a maré vira de forma cada vez mais convincente para uma alta antecipada dos juros pelo Fed e a ferramenta de apostas do CME Group já aponta chances ligeiramente majoritárias de um aperto em dezembro.


… Ontem à noite, a dirigente do Fed Anna Paulson disse que é “saudável” que os investidores tenham começado a considerar cenários em que as taxas possam precisar subir nos EUA. Mas ainda vê o nível atual como apropriado.


… A continuidade da defesa de uma pausa no juro, no entanto, vem sendo constantemente colocada à prova pela persistência da guerra, desmoralizando o poder de Trump, que não sabe como sair da arapuca que ele mesmo criou.


INFLAÇÃO NA VEIA – Sem qualquer ruptura no impasse com Irã e nenhum caminho claro para acabar com a guerra, o petróleo sobe muito e cai pouco, como ontem, quando o Brent recuou só 0,73% e continuou caro, a US$ 111,28.


… O humor bipolar de Trump não dá nenhuma garantia confiável de que um acordo de paz esteja nos planos e o mercado se vê refém de viver na montanha-russa das emoções de cada dia, esperando o desfecho que nunca vem.


… É um desafio manter o sangue-frio vendo o petróleo persistir por tanto tempo nos três dígitos. A explosão dos juros dos títulos globais do Tesouro está aí para provar que a corda das expectativas de inflação estourou.


… O custo da dívida americana medido pelo T-Bond de 30 anos, que estava em 4,60% antes do conflito em Ormuz, quase saltou à faixa de 5,20% ontem. Bateu 5,196% na máxima do dia e fechou a 5,178%, de 5,130% um dia antes.


… Está no nível mais elevado em 19 anos, desde 2007, superando o patamar observado durante a crise hipotecária. Gestores do BofA veem chance de os juros dos Treasuries de 30 anos subirem acima de 6% nos próximos 12 meses.


… Também os yields da Note de dez anos embutem a tensão e ontem tocaram 4,68% no pico do nervosismo, para terminarem perto desta marca, a 4,660%, contra 4,600% na véspera. A onda de escalada das taxas é global.


… No Japão, o rendimento do papel de dez anos investiu para perto de 3%, no pico em 30 anos. O PIB japonês mais forte do que o esperado no primeiro trimestre deste ano reforçou as expectativas de um maior aperto monetário.


… Mas o protagonista do salto das taxas dos títulos asiáticos é o petróleo. Em declarações à imprensa após a reunião do G7 em Paris, o presidente do BoJ, Kazuo Ueda, reconheceu o ritmo acelerado dos juros do JGBs de longo prazo.


… E assegurou que o BC japonês adotará a política monetária adequada para atingir a meta de inflação.


… Também às margens do G7, a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, indicou sua determinação em intervir no mercado de câmbio para sustentar o iene. “Tomaremos ações ousadas conforme necessário”, disse.


… Na zona do euro, o dirigente do BCE Martin Kocher reconheceu que uma alta dos juros em junho será inevitável se Ormuz continuar fechado e os formuladores de políticas concluírem que não dá mais para alcançar a inflação de 2%.


… Apesar do tom hawkish das autoridades europeias e japonesas, o iene, o euro e a libra esterlina caíram ontem, porque o dólar subiu com a perspectiva de que o Fed possa ter que adiantar para dezembro um aperto monetário.


… O índice DXY operou em alta de 0,14%, a 99,327 pontos, derrubando o iene para 159,02 por dólar. O euro registrou desvalorização de 0,48%, para US$ 1,1608, e a libra esterlina recuou 0,25% e fechou cotada a US$ 1,3403.


CAVALO DE PAU – O efeito Dark Horse, que ameaça a guinada no quadro eleitoral, somou-se à aversão a risco global para botar o Ibovespa abaixo dos 175 mil pontos, em queda de 1,52%, a 174.278,86 pontos, com giro de R$ 26,4 bi. 


… Como lembrou o Broadcast, a bolsa já queimou 25 mil pontos desde quando sonhava com os 200 mil pontos.


… Ontem, as quedas do petróleo e do minério (-0,87%) não deram chance de reação às blue chips das commodities: Vale registrou perda de 0,99%, a R$ 81,02, Petrobras PN recuou 0,75%, a R$ 46,09, e ON, -0,23%, a R$ 51,67.


… Também as ações dos bancos caíram em bloco com o clima pesado: Itaú PN devolveu 2,12% (R$ 38,78); BTG unit, -2,05% (R$ 53,07); Bradesco PN, -1,53% (R$ 17,39); BB ON, -0,93% (R$ 20,23); e Santander unit, -0,37% (R$ 26,75).


… B3 afundou 4,96%, para R$ 15,89, após confirmar que Christian Egan substituirá Gilson Finkelsztain como CEO.


… Só quatro ações subiram nesta terça-feira no Ibovespa: Usiminas PNA engatou valorização de 1,11%, para R$ 9,13; Prio teve alta de 0,73%, negociada a R$ 69,32; TIM avançou 0,63%, para R$ 22,21; e Smartfit, +0,11% (R$ 18,57).


… Evitando ativos de risco, em meio à disparada nos rendimentos dos Treasuries, os investidores venderam posições nas bolsas americanas. Também bateu uma dose de expectativa e cautela antes do teste do balanço da Nvidia.


… O Nasdaq caiu 0,84%, a 25.870,71 pontos; S&P 500, -0,67% (7.353,61 pontos); e Dow Jones, -0,65% (49.363,88).


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS firmou aditivo com a Naturgy para reduzir o preço do gás no Rio de Janeiro a partir de junho…


… O preço da gasolina vendida pela Petrobras está 41,3% abaixo do preço de paridade de importação, estima a XP. No caso do diesel, defasagem de preço é de 32,7% em relação à paridade internacional.


BTG PACTUAL teve rating Ba1 reafirmado pela Moody’s, com perspectiva estável.


AZZAS. Alexandre Birman pediu a instauração de arbitragem contra Roberto Jatahy por disputa envolvendo a gestão da Reserva no grupo, segundo o Valor Econômico…


… A Azzas confirmou a contratação do Itaú BBA para avaliar alternativas estratégicas, em meio à disputa societária.


MINERVA aprovou aumento de capital de R$ 15,4 mil, com emissão de 3,1 mil ações ordinárias.


COSAN. Rubens Ometto avalia comprar terras da Radar em vez de novo aporte na Raízen, segundo a Bloomberg.


RD SAÚDE distribuirá R$ 140,7 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,0821 por ação.


MOVIDA aprovou programa de recompra de até 27,8 milhões de ações ordinárias, equivalentes a cerca de 15% dos papéis em circulação.


OI SOLUÇÕES. Claro confirmou participação no processo de venda da companhia, mas disse ainda avaliar se o ativo é atrativo pelo valor pedido, de R$ 1,4 bilhão, conforme o edital.


KLABIN. A Guepardo Investimentos passou a deter 5,005% das ações preferenciais da companhia.


AMBIPAR. O TJ-RJ rejeitou recursos de credores contra a recuperação judicial, segundo fontes da Broadcast.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

Golpe bancário

 *Criminosos clonam linha oficial de banco em novo golpe*

Advogada especialista explica a mecânica do golpe, os sinais de alerta que a maioria ignora e o caminho jurídico para reaver os valores perdidos


Fraudes em que criminosos se passam por gerentes ou funcionários de bancos para desviar dinheiro de correntistas crescem no Brasil e acumulam prejuízos expressivos. Levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aponta que o percentual de brasileiros alvo de golpes ou tentativas subiu de 33%, em setembro de 2024, para 38%.


O golpe do falso gerente funciona porque é tecnicamente sofisticado: o telefone toca, e na tela, aparece o número da central de atendimento do banco — o que está salvo no celular. O contato começa por WhatsApp ou telefone com linguagem profissional e uso de informações sigilosas da vítima, como saldo bancário e dados da conta, para construir credibilidade. Em seguida, os criminosos orientam o correntista a acessar links, escanear QR Codes ou inserir códigos no próprio aplicativo do banco — o que permite transferências via Pix e até contratação de empréstimos sem que a vítima perceba a fraude.


"O caso da escritora e jornalista Claudia Castelo Branco, que perdeu R$ 20,5 mil em uma única tarde, ilustra o que eu recebo todos os dias casos como esse no escritório", afirma advogada especialista em fraude bancária Brunna Vecchi, fundadora da BSV Advocacia que atua na defesa de vítimas de crimes financeiros e prevenção de golpes financeiros em empresas.


"O que torna esse golpe tão eficaz é a combinação entre tecnologia e manipulação psicológica. O criminoso usa ferramentas reais, como o spoofing de chamadas, para parecer legítimo. E usa dados verdadeiros da vítima — nome, CPF, número da agência, últimas transações — para construir credibilidade absoluta", esclarece a advogada especialista em fraudes digitais Brunna Vecchi.


Como funciona o golpe, passo a passoO roteiro do golpe do falso gerente segue uma lógica sofisticada que combina recursos técnicos com manipulação emocional. "Entender cada etapa é fundamental para a prevenção", destaca a especialista em vítimas de golpes bancários.


O contato com número falsificado (spoofing): a vítima recebe uma ligação de um número que aparece idêntico ao da central do banco. A técnica de spoofing falsifica a identificação de chamadas, tornando o contato aparentemente legítimo. O golpista se apresenta como gerente, analista de segurança ou supervisor de prevenção a fraudes.

A criação do senso de urgência: o falso gerente informa que a conta apresenta "movimentações atípicas" ou está "sob tentativa de invasão neste exato momento". Usa dados reais da vítima para construir credibilidade — informações frequentemente obtidas por vazamentos de dados ou compra em mercados ilegais.

A instrução para "proteger" o dinheiro: aqui está o núcleo da fraude. O golpista orienta a vítima a realizar transferências via Pix para uma suposta "segurança do banco".

O controle total da operação: em muitos casos, os criminosos mantêm a vítima em linha durante todo o processo, instruindo cada clique e cada senha digitada. A pressão emocional impede o raciocínio crítico. Os valores são transferidos e rapidamente fragmentados em diversas contas.

A negativa bancária: ao perceber o golpe, a vítima contata o banco e frequentemente recebe a informação de que "a responsabilidade é do usuário que forneceu os dados". Essa resposta, porém, não resiste à análise jurídica especializada de um advogado especialista em fraudes bancárias, ressalta Vecchi.

Entretanto, existem padrões comportamentais e técnicos que identificam o golpe do falso gerente antes que o dano aconteça, aponta a advogada especialista em golpes bancários Brunna Vecchi. Reconhecê-los pode evitar prejuízos irreversíveis:


1. Pedido de transferência para "proteger" o dinheiro — nenhum banco faz isso


2. Solicitação de instalação de aplicativo de acesso remoto durante a ligação


3. Urgência extrema e instrução para não desligar o telefone nem consultar ninguém


4. Solicitação de senha, token ou código recebido por SMS durante a ligação


Esses quatro padrões são alertas evidentes de que se trata de uma fraude. "Nenhum banco legítimo pede transferência, acesso remoto ao celular, isolamento da vítima ou confirmação de senha por telefone. São quatro condutas que simplesmente não existem no protocolo de nenhuma instituição financeira séria", afirma Vecchi.


Se o cliente tiver essa informação gravada na memória — que o banco nunca pede essas quatro coisas —, ele tem nas mãos a ferramenta mais eficaz de proteção contra esse golpe", ensina a advogada especialista em golpes digitais Brunna Vecchi.


Caso a pessoa tenha sido vítima do golpe do falso gerente, ela deve, primeiramente, comunicar o banco imediatamente por todos os canais disponíveis e solicitar o acionamento do Med — o mecanismo especial de devolução do pix, que permite o bloqueio cautelar e a devolução dos valores transferidos em situações de fraude, desde que acionado dentro do prazo regulatório.


Registrar o Boletim de Ocorrência na delegacia competente ou pela plataforma digital, documentando todos os detalhes do contato fraudulento, inclusive com capturas de tela e registros de chamadas. Reunir e preservar todas as provas disponíveis — extratos, comprovantes de transferência, histórico de ligações e mensagens — é medida essencial para embasar eventual ação judicial.


"O banco não pode simplesmente negar responsabilidade alegando culpa do consumidor. Quando a fraude envolve spoofing do próprio número da instituição, há falha direta no dever de segurança que o banco tem obrigação legal de garantir. A jurisprudência do STJ é clara: o risco da atividade bancária é do banco, não do cliente", conclui a advogada especialista em fraudes bancárias.




https://valor.globo.com/patrocinado/dino/noticia/2026/05/19/criminosos-clonam-linha-oficial-de-banco-em-novo-golpe-1.ghtml

terça-feira, 19 de maio de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Volatilidade é o nome do jogo*


… O mercado permanece refém da geopolítica e do humor de Donald Trump, que segue alternando ameaças militares e gestos diplomáticos, abrindo espaço para forte volatilidade. Ao longo do pregão, fechou o tempo. No fim do dia, suspendeu o ataque ao Irã que, segundo ele, estava programado para hoje. Aliviou o petróleo e os ativos globais, mas sem mudar a percepção de que a guerra se mantém como o principal vetor para inflação e juros globais. Investidores se arriscam porque apostam que a Casa Branca precisa da paz mais do que aparenta. Aqui, as atenções se dividem entre as pesquisas eleitorais após o Flávio Day 2.0, Galípolo no Senado e repercussão da queda da XP no after.


MERCADO OPERA TRUMP – Após passar o dia alternando ameaças militares e sinais de abertura diplomática, Donald Trump suspendeu o ataque ao Irã que, segundo ele, estava programado para hoje, alegando “negociações sérias” em andamento.


… O presidente chegou a dizer que a ofensiva foi adiada “por algum tempo, talvez para sempre”, e que há chance de um acordo “muito aceitável” com Teerã. Para justificar mais esse recuo, disse que atendia a um pedido da Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos.


… Os líderes aliados da região – à frente das negociações – defenderam mais tempo para a diplomacia, numa nova demonstração de que tentam evitar uma escalada capaz de ampliar ainda mais o choque do petróleo e os riscos para a economia global.


… Mais cedo, o presidente Trump havia endurecido o discurso, dizendo não estar “aberto a concessões” ao Irã e alertando que Teerã sabe o que “vai acontecer em breve”, após reunião com sua equipe de segurança nacional.


… Em sua rede Truth Social, afirmou que mantém o gabinete de guerra preparado para um ataque “total e em larga escala” contra o Irã “a qualquer momento”, caso não haja um entendimento considerado aceitável por Washington.


… Antes do fechamento, porém, virou a conversa e voltou a falar em avanço nas negociações e em possibilidade concreta de acordo.


… O vaivém de declarações manteve os mercados globais operando em tempo real o humor do presidente americano.


… O petróleo perdeu força no pregão eletrônico, os juros dos Treasuries aliviaram, o dólar recuou e as bolsas reduziram perdas após Trump confirmar o adiamento da ofensiva militar. O Brent, que chegou a superar US$ 112 no pregão regular, voltou a operar abaixo de US$ 110.


… Aqui, o movimento ajudou o dólar a furar os R$ 5 e reduziu a pressão sobre juros futuros e o Ibovespa (leia abaixo).


ALÍVIO DE UM DIA – Apesar dos sinais de moderação de Trump, Washington e Teerã seguem distantes de um entendimento.


… A Casa Branca classificou como insuficiente a nova proposta iraniana para encerrar o conflito, enquanto o Irã afirmou que as exigências americanas continuam “inaceitáveis” e reiterou que não fará concessões relevantes em seu programa nuclear.


… Segundo a Axios, os Estados Unidos querem que Teerã entregue os estoques de urânio enriquecido e suspenda o enriquecimento nuclear. Já o Irã insiste na devolução de ativos congelados e em compensações pelos danos da guerra.


… Um funcionário americano negou informação de que Washington estaria disposto a suspender sanções ao petróleo persa.


… A dificuldade de destravar um acordo mantém elevada a preocupação com o Estreito de Ormuz. A avaliação de analistas internacionais é de que a normalização do fluxo de petróleo na região pode levar meses, tornando improvável um retorno aos preços pré-guerra neste ano.


… Os altos preços da energia passaram a ampliar a pressão sobre a própria Casa Branca.


… O governo Trump prorrogou por mais 30 dias a licença que permite vendas de petróleo russo, em uma tentativa de aliviar o choque global de oferta e evitar pressão adicional sobre inflação e juros nos Estados Unidos.


AS CHANCES DE FLÁVIO – Internamente, as eleições continuam no radar do investidor.


… A semana será marcada por uma bateria de pesquisas eleitorais tentando medir os efeitos políticos das revelações envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, em um movimento que o mercado passou a acompanhar de perto após o Flávio Day 2.0 contaminar 2026.


… A primeira sondagem a captar o impacto do caso deve ser a AtlasIntel, prevista para hoje. Segundo registro no TSE, o levantamento foi realizado entre os dias 13 e 18 de maio, já sob efeito da repercussão das reportagens do Intercept Brasil.


… O Datafolha, que deve divulgar nova pesquisa a partir de sexta-feira, incluiu Michelle Bolsonaro entre os nomes testados para a Presidência e também passou a investigar diretamente a percepção dos eleitores sobre o episódio envolvendo Flávio e Vorcaro.


… O instituto pergunta se Flávio “agiu bem” ou “agiu mal” ao pedir recursos a Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.


… Outros institutos também incorporaram o caso aos questionários. A Vox Brasil divulgará levantamento nesta quarta-feira, enquanto Arrow e 100% Cidades publicam pesquisas na quinta-feira. Já a Gerp deve divulgar sua sondagem na sexta-feira.


… As primeiras pesquisas ganharam relevância para o mercado após analistas passarem a associar o enfraquecimento de Flávio Bolsonaro a uma possível reconfiguração da corrida presidencial de 2026, especialmente no campo da direita.


… O tema entrou no radar de juros, dólar e bolsa nos últimos dias, em meio à percepção de que o mercado vinha atribuindo maior competitividade eleitoral a Flávio Bolsonaro e passou a reavaliar esse cenário após as denúncias envolvendo Vorcaro.


CURTAS DA POLÍTICA – Lula lança hoje, em SP (14h30), o programa Move Aplicativos, linha de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas, que contará com anúncio de R$ 30 bilhões em recursos públicos para financiamento e manutenção de veículos, além de capital de giro.


QUE SALTO É ESSE? Presidente lançou uma forte especulação sobre o futuro político de Fernando Haddad, em evento da Petrobras, em Paulínia, revelando que o ex-ministro estaria pensando em “dar um salto mais alto”, mas que não poderia revelar o plano…


… O governo federal intensificou a ofensiva política em São Paulo nas últimas semanas, ampliando anúncios de investimentos e de ações no Estado, em um movimento visto como contraponto à força eleitoral do governador Tarcísio de Freitas.


MASTER. O PL convocou para esta terça-feira uma reunião com Flávio Bolsonaro e bancadas do Senado e da Câmara, no primeiro grande encontro partidário após a crise provocada pelas revelações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master…


… Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da PF em Brasília após entregar a proposta inicial de delação premiada; o ex-banqueiro deixou a cela adaptada onde estava desde março e passou a seguir as mesmas regras dos demais presos provisórios.


BRB. O ex-presidente do banco Paulo Roberto Costa deve assinar até sexta-feira um acordo de confidencialidade com a PF e a PGR, primeiro passo para eventual colaboração com as investigações sobre a compra de carteiras do Banco Master.


… Segundo apurou o Valor, Costa – acusado de receber R$ 146 milhões em propinas por meio de imóveis de luxo – pode citar nomes como o ex-governador Ibaneis Rocha e a atual governadora Celina Leão.


ESCALA 6X1. Hugo Motta reúne-se hoje com o relator da proposta, deputado Leo Prates, que pretende apresentar parecer amanhã…


… O impasse sobre o período de transição para redução da jornada coloca em lados opostos setores empresariais, que defendem um período de até dez anos, enquanto integrantes do governo pressionam por implementação mais rápida, de até três anos.


AUTONOMIA. A CCJ do Senado pautou para amanhã, quarta-feira, a proposta de autonomia financeira do Banco Central, embora acredite-se que integrantes do governo devam pedir vista, diante da falta de acordo sobre o tema.


AGENDA FRACA – A terça-feira tem agenda esvaziada de indicadores, com atenções divididas entre nova rodada da pesquisa AtlasIntel, falas de dirigentes do Federal Reserve e a decisão de juros do Banco do Povo da China no fim da noite.


… No Brasil, a Fipe divulga o IPC da segunda quadrissemana de maio à primeira hora do dia (5h).


GALÍPOLO – O presidente do Banco Central participa hoje, às 10h, de audiência pública na CAE do Senado sobre o caso Master e o BRB.


… Antes, às 9h, o diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, participa de evento promovido pelo Santander.


DURIGAN – Já o ministro da Fazenda participa em Paris da reunião de ministros de Finanças e presidentes de BCs do G7, além de encontro com o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, para discutir segurança energética e transição para economia de baixo carbono.


FED BOYS – No exterior, destaque para participação do diretor do Fed Christopher Waller em fórum promovido em conjunto com o BCE (9h).


ÁSIA HOJE – O PIB japonês continuou crescendo no primeiro trimestre do ano, reforçando o argumento para um novo aumento da taxa de juros, à medida que o impacto da guerra sobre o petróleo eleva os riscos de inflação.



… A economia japonesa cresceu 0,5% em relação aos três meses anteriores e superou a previsão de 0,4%.


… Às 22h15, o Banco do Povo da China define as taxas das LPRs de um e cinco anos.


BALANÇOS – Às vésperas do resultado da Nvidia, a Home Depot divulga números antes da abertura do mercado em Nova York.


… No after hours, as ações da XP caíram 3,8% após a divulgação do resultado do primeiro trimestre de 2026, apesar da alta anual de 7% no lucro líquido ajustado, para R$ 1,318 bilhão. Em relação ao quarto trimestre, o lucro ficou praticamente estável, com leve queda de 1%.


… A empresa também anunciou pagamento de US$ 0,20 por ação Classe A em dividendos, com data “ex” em 11 de junho.


… Mais cedo, a XP anunciou Gustavo Alejo como novo CFO a partir de agosto, substituindo Victor Mansur, que permanecerá como sócio.


INFINITO ENQUANTO DURE – Conhecendo Trump como o mercado conhece, está cansado de saber que muito do que ele diz não se escreve. Ainda assim, por uma conveniência estratégica, os negócios deram o benefício da dúvida.


… A suspensão do ataque programado contra o Irã serviu como pretexto para os investidores globais corrigirem a onda recente de estresse. Mas a decisão de Trump ainda terá que se provar como um gesto diplomático confiável.


… O pregão regular do petróleo já estava fechado quando Trump publicou em sua rede social que havia desistido da investida, a pedidos de líderes do Oriente Médio. Por isso, o barril do Brent ainda subiu forte (+2,59%), a US$ 112,10.


… Mas outros mercados ainda tiveram tempo de repercutir a novidade ontem mesmo na reta final. O dólar começou a cair mais rápido e voltou para baixo de R$ 5, os juros aceleraram a queda e o Ibovespa quis zerar as perdas.


… Não é porque Trump pegou mais leve, que os problemas acabaram. Do mesmo modo, não é porque o Flávio Day 2.0 ficou em stand-by, que encerrou o ruído político. Mas com a Selic alta, fica muito caro apostar contra o real.


… Assim, o câmbio deu o seu jeito de devolver o desconforto com a cena eleitoral e as incertezas da guerra, de olho em Trump e no boletim Focus, que ajustou em alta a previsão da Selic no final deste ano, de 13,00% para 13,25%.


… A piora marginal na projeção para o IPCA de 2026, de 4,91% para 4,92%, reforça a perspectiva de um ciclo mais curto dos cortes dos juros, que devem continuar altos por mais tempo, favorecendo o fluxo via carry trade.


… Além do Focus, o boletim macrofiscal, atualizado ontem pela Secretaria de Política Econômica, do Ministério da Fazenda, também trouxe revisão da expectativa para o IPCA deste ano, de 3,7% para 4,5%, no teto da meta do BC.


… Diante do espaço reduzido do Copom para flexibilizar a Selic, o dólar fechou em baixa de 1,37%, a R$ 4,9985.


… De carona no alívio do câmbio, os juros futuros queimaram parte dos prêmios acumulados na semana passada.


… No fechamento, o contrato do DI para Janeiro de 2027 caía a 14,135% (de 14,227% no ajuste anterior); Jan/28, a 13,975% (de 14,131%); Jan/29, a 13,995% (de 14,160%); Jan/31, a 14,125% (14,251%); e Jan/33, 14,195% (14,300%).


… Na agenda do dia, apesar de a queda de 0,67% do IBC-Br de março ter vindo mais de duas vezes pior do que o consenso (-0,30%), o mercado aumentou marginalmente a previsão de crescimento para o PIB do primeiro trimestre.


… Segundo o Projeções Broadcast, a mediana subiu de 1% para 1,1%, porque apesar da piora do IBC-Br na passagem mensal, o indicador subiu 1,3% entre o quarto trimestre do ano passado e os primeiros três meses de 2026.


QUASE VIROU – O recuo tático de Trump provocou melhora imediata no Ibovespa, que chegou a cair 0,83% no pior momento, mas limitou a queda no fechamento a 0,17%, perto de reconquistar os 177 mil pontos (176.975,82).


… O giro foi fraco diante das médias recentes e ficou em apenas R$ 24,2 bilhões. A bolsa operou as forças opostas das blue chips das commodities: Vale recuou 2,00% (R$ 81,83), mas Petrobras colou na escalada do petróleo.


… O papel ON registrou valorização de 2,66%, a R$ 51,79; e o PN engatou alta de 2,13%, cotado a R$ 46,44.


… Já os bancos caíram em bloco, mas nada que assustasse: Itaú PN teve perda leve de 0,20% (R$ 39,62); Bradesco PN, -0,17% (R$ 17,66); e Santander unit, -0,26% (R$ 26,85). Só BB caiu em maior intensidade (-1,35%; R$ 20,42).


… A decisão de Trump de comprar mais tempo para negociar com o Irã zerou a queda do Dow Jones, que fechou em alta de 0,32%, aos 49.686,12 pontos. Mas a falta de fôlego das gigantes de tecnologia impediu um dia ainda melhor.


… Nvidia, que solta balanço amanhã, não escondeu a cautela e caiu 1,33%. Tesla perdeu 2,90% após revés na Justiça contra a OpenAI. O S&P 500 fechou estável (-0,07%; 7.403,02 pontos) e o Nasdaq recuou 0,51% (26.090,73 pontos).


… O choque do petróleo ampliou a liquidação dos títulos globais do Tesouro, na resposta direta ao medo da inflação.


… No Japão, a taxa do bônus de 10 anos atingiu o maior nível desde 1996, enquanto a do Bund de mesmo prazo da Alemanha chegou ao valor mais alto desde 2011 e a da Note americana avançou para 4,600%, de 4,595%.


… O ING cobra uma sinalização mais hawkish do Fed contra o impacto da alta do petróleo, mesmo que não eleve os juros. Neste cenário, Kevin Warsh deve tomar posse como novo presidente do BC americano na sexta-feira.


… A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, advertiu que a volatilidade nos preços do petróleo está afetando o mercado cambial e que serão tomadas medidas apropriadas contra movimentos especulativos.


… Apesar disso, o iene caiu para 158,85 por dólar. Já o euro subiu 0,33%, para US$ 1,1655, e a libra ganhou 0,82%, a US$ 1,3431, porque o índice DXY deu uma relaxada (-0,9%, a 99,193 pontos) com Trump baixando o tom contra o Irã.


CIAS ABERTAS NO AFTER – TELEFÔNICA BRASIL, dona da Vivo, adquiriu os 24,99% restantes da FiBrasil por R$ 458,7 milhões e passou a deter o controle total da subsidiária.


OI SOLUÇÕES. Claro, Vivo e Sercomtel se habilitaram para participar do leilão, segundo fontes da Broadcast.


CSN teve rating rebaixado pela Moody’s de B2 para Caa1, com perspectiva negativa.


SABESP. O Citi elevou o preço-alvo das ações de R$ 28,12 para R$ 32,50 e manteve recomendação de compra.


COPASA. A oferta de ações para A privatização, que pode movimentar até R$ 10 bilhões, deve ser lançada nesta semana, apurou o Pipeline/Valor.


B3 deverá anunciar Christian Egan como novo presidente no lugar de Gilson Finkelsztain, segundo o Valor.


BRASKEM afirmou que ainda não há decisão sobre eventual pedido de Chapter 11 nos EUA para a Braskem Idesa e disse seguir em negociações com credores.


PETRORECONCAVO ajustou o valor por ação do JCP de R$ 100 milhões para R$ 0,340750, ante R$ 0,341252 antes.


JSL aprovou programa de recompra de até 13 milhões de ações ordinárias, equivalentes a 18,4% dos papéis em circulação.


MOVIDA aceitou ofertas de US$ 173 milhões por notas seniores com vencimento em 2029.


ALUPAR. A BlackRock reduziu participação para 4,97% das ações preferenciais da companhia.


SÃO CARLOS vendeu centro de conveniência em Piracicaba (SP) por R$ 7,2 milhões.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,1% US tech -0,4% US Semis -2,5% UEM +0,4% España +0,8% VIX 17,8% -0,6pb. Bund 3,15%. T-Note 4,59%. Spread 2A-10A USA=+51,8pb B10A: ESP 3,57% PT 3,51% ITA 3,91% FRA 3,92%. Euribor 12m 2,83% (fut.12m 3,04%). USD 1,164. JPY 185,1. Ouro 4.540,99$. Brent 110,3$. WTI 108,2$. Bitcoin -1,8% (76.869$). Ether -3,3% (2,116$).


A geopolítica continua a guiar o rumo do mercado. Ontem, um meio de comunicação iraniano informou que os EUA estariam a estudar suspender temporariamente algumas sanções sobre o petróleo do Irão, que era uma das principais demandas para reabrir o Estreito de Ormuz. Esta notícia permitiu que a Europa fechasse em alta: +0,4%, quando avaliava com quedas próximas a -1,0%, enquanto os EUA fecharam praticamente planos. O mesmo aconteceu no mercado de obrigações, que fecharam com algum relaxamento na yield (T-Note -1 p.b. e Bund -2 p.b.), apesar dos preços do petróleo terem voltado a aumentar (Brent +2,7% até 115 $/barril).


A geoestratégia voltará hoje a ser a protagonista, visto que os EUA teriam parado um ataque programado para hoje contra o Irão a pedido dos seus sócios no Golfo Pérsico. Apesar da notícia ser positiva, o razoável é que as bolsas se mantenham um pouco paradas ou ligeiramente em baixa, já que são precisas medidas concretas antes de continuar a avançar. Por isso, hoje, poderão ficar um pouco planas. 


É precisamente o que aconteceu na Ásia, apesar de uns bons dados do PIB no Japão: (+2,1% a/a anualizado no 1T vs. +1,7% estimado e +0,8% anterior). Nível que, junto ao aumento esperado da inflação (+1,6%e. vs. +1,5% ant.), poderá levar a novas subidas de taxas de juros por parte do BoJ.


Hoje praticamente não há mais referências. Por isso, as bolsas poderão estar um pouco paradas até se conhecer o desfecho das duas referências da semana: (i) conclusão da reunião de dois dias que começa hoje entra Putin e Xi Jinping. (ii) Os resultados de NVIDIA, que publicará amanhã após o fecho, com crescimento esperado de EPS de +83% no 1T.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Fabio Graner

 Disparada do petróleo deve gerar receita extra de R$ 40 bilhões ao governo em 2026


Estimativa considera cenário conservador. Número efetivo que vai entrar no relatório bimestral desta semana ainda estava sendo fechado, mas Executivo quer cautela para evitar aumento de pressões setoriais, como do agro


Por 


Fabio Graner


 — Brasília


18/05/2026 04h01  Atualizado agora


Em um cenário mais conservador, o governo Lula enxerga um aumento de arrecadação da ordem de R$ 40 bilhões neste ano por conta da alta petróleo. O número efetivo que será considerado no relatório bimestral de receitas e despesas ainda estava sendo fechado e pode ser diferente.


O certo é que a arrecadação já está subindo por conta da alta da commodity e deve ter um ganho relevante no ano. Uma ala do governo entende que o melhor nesse momento é trabalhar com projeções mais cautelosas no lado da arrecadação. Um dos motivos é evitar uma percepção ilusória de conforto fiscal, especialmente no Congresso, mas também no próprio governo.


O temor é de que haja uma leitura de que o governo teria folga arrecadatória, elevando pressões para o uso imediato desse dinheiro por alguns setores, como o agronegócio. Além disso, interlocutores destacam a necessidade de se considerar que o país tem uma meta fiscal que ainda é desafiadora mesmo com o incremento de receitas do petróleo e que é preciso considerar que o país pode precisar de novas ações para mitigar os impactos da guerra sobre a inflação.


Um prolongamento da guerra até o fim do ano – risco que, como o GLOBO mostrou, está no radar da equipe econômica – pode fazer o governo consumir mais recursos do que já estão previstos com as medidas anunciadas até o momento.


Quando anunciou a nova subvenção para a gasolina, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, disse que o impacto das medidas até agora anunciadas, em dois meses, é da ordem de R$ 13 bilhões. Mas os valores podem rapidamente superar os R$ 30 bilhões se durarem mais de quatro meses, que era o cenário base inicial do governo. Mas com o prolongamento do conflito, esse cenário já tem sido colocado em dúvida no próprio Executivo e pode implicar um volume maior de gastos ou renúncias de receitas.


O relatório bimestral de receitas e despesas será divulgado na próxima segunda-feira, dia 24. O documento, conforme antecipou ao GLOBO a secretária de política econômica, Débora Freire, deve mostrar um aumento da projeção de inflação para 2026, atualmente em 3,7%, mas ainda dentro do limite de tolerância, de 4,5%.


Além dos impactos mais diretos, que o governo tem buscado mitigar, o choque do petróleo tem efeitos indiretos importantes sobre setores como o de alimentos por conta da alta de insumos e os problemas logísticos gerados pelo conflito no Oriente Médio.


Nesse contexto, o próprio governo já está conformado com um cenário de queda a conta gotas e ciclo mais curto de corte dos juros, dados os riscos inflacionários.

CA Sardenberg

 DOS MELHORES TEXTOS QUE TENHO LIDO. NAO PERCAM, AMIGOS QUERIDOS.


Carlos Alberto Sardenberg

Quando um ministro caía por US$ 830

Hoje, quando apanhado, o corrupto se declara vítima. Quando não tem mais jeito de negar, vai para a delação premiada

18/05/2026 00h05  


Estamos em 1993, o presidente da República é Itamar Franco, e seu ministro da Fazenda é Eliseu Resende. Vaza a informação de que Resende recebera vantagens impróprias de uma empreiteira durante viagem a Nova York. Itamar o demite. A empreiteira era a Andrade Gutierrez, que pagara uma conta de hotel de Resende. Valor: US$ 830!


. O ministro, técnico respeitado, caiu por aceitar uma cortesia de

 míseros US$ 830. E mais: a viagem havia sido feita antes de Resende assumir o Ministério da Fazenda. Em dinheiro de hoje, esse valor paga uma diária no hotel Península de Londres, onde algumas autoridades se hospedaram por alguns dias, comeram e beberam por conta de Daniel Vorcaro. E acharam tudo muito normal.


Outra do Itamar. Seu ministro-chefe da Casa Civil era Henrique Hargreaves, amigo de absoluta confiança. No Congresso, estava em andamento a CPI do Orçamento, e ali apareceram denúncias de que Hargreaves recebia dinheiro “por fora”. Eram suspeitas, mas Itamar resolveu afastá-lo até que se provasse sua inocência. O golpe foi tão pesado que Hargreaves sofreu um infarto. Sobreviveu, provou-se a inocência, e ele voltou ao cargo.


Há duas lições aqui. Primeira, a suspeita ou, como alguns diriam, a “simples” suspeita é, sim, causa de afastamento do serviço público. Segunda, um homem honrado pode literalmente morrer de vergonha quando envolvido em denúncias de corrupção.


Hoje, quando apanhado, o corrupto imediatamente se declara inocente, vítima de injustiças e perseguições. Quando não tem mais jeito de negar, vai para a delação premiada. Entrega, confessa, mas para salvar alguns trocados que garantam uma boa vida e — quem sabe? — a volta aos negócios. Já aconteceu com muitos que foram apanhados pela Operação Lava-Jato e hoje estão por aí, na boa, negociando com governos.


Itamar sucedia a Fernando Collor, que sofrera impeachment por causa de grossa corrupção. Ainda assim, na casa dos milhões. Na Lava-Jato, os valores do dinheiro roubado chegaram aos bilhões. No caso Vorcaro, dezenas de bilhões. Pode-se dizer que foram em vão os exemplos deixados por Itamar Franco.


No público, a impressão é que a roubalheira é generalizada em todos os governos, de Brasília aos municípios.


— A cada dia que passa, temos a sensação de que a corrupção tomou conta do país; não há o que fazer: sofremos de uma doença incurável — escreveu na revista Veja a economista Maria Cristina Pinotti, sem dúvida a maior autoridade no estudo dos impactos da corrupção na sociedade.


Para ela, entretanto, a doença não é incurável. A cura é difícil, mas absolutamente necessária para que o país escape dessa situação de baixo crescimento e enorme desigualdade. A sensação de roubalheira geral é disruptiva. Imagine o cidadão comum, que entrega em dia sua declaração de IR, paga os impostos e todo dia toma conhecimento de algum episódio de roubo de dinheiro público, o dinheiro que ele pagou. Por que pagar de novo?


O empresário honesto se vê numa competição desleal. O concorrente ganha os contratos não por ser mais eficiente, mas por dispor dos melhores contatos nos governos. As obras são feitas e os serviços prestados não para buscar o bem comum, mas porque dão mais dinheiro para alguns. Como escapar dessa situação? Pela atuação civil das pessoas honestas, pelo trabalho de instituições sérias e pelo apoio a políticos e servidores sérios.


Pinotti sugere o caminho. Primeiro, avaliar o tamanho da corrupção — tarefa obviamente difícil, mas que pode ser cumprida por boas pesquisas e análises dos gastos públicos. A partir daí, é necessário reformar a legislação penal, para redefinir o crime de corrupção e as penalidades. Para isso, claro, precisamos do Poder Legislativo. E, para aplicar uma nova legislação, precisamos da ação do Judiciário.


Imagino a sensação de desânimo do leitor... mas é nesses Poderes que encontramos corrupção. Pois é. Ninguém disse que é fácil. Mas a Itália conseguiu. E sempre temos o voto. Quem sabe nos aparece um novo Itamar.OS MAIS IMPORTANTES TEXTOS QUE TENHO LIDO, ULTIMAMENTE ! NAO PERCAM, AMIGOS QUERIDOS.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -1,2% US tech -1,5% US Semis -4% UEM -1,8% España -1,1% VIX 18,4% Bund 3,17%. T-Note 4,62%. Spread 2A-10A USA=+52pb B10A: ESP 3,62% PT 3,54% ITA 3,92% FRA 3,97% Euribor 12m 2,815% (fut.12m 3,1543%) USD 1,162 JPY 184,7/€ 159,0/$. Ouro 4. 536$. Brent 110,8$. WTI 107,2$. Bitcoin -5,5% (76.896$). Ether -7,8% (2.118$). 


:: SESSÃO. Forte sofrimento nas obrigações por um receio renovado da inflação com base nos Preços Industriais elevados no Japão, na sexta-feira (+4,9% vs. +2,9%) e posterior aumento do petróleo, que arranca a semana em ca.110 $/b (Brent). Provavelmente será uma sessão complicada. Por isso, o USD aprecia-se até 1,162/€ e as criptos caem com força, visto que são o melhor indicador da aceitação de risco ao serem ativos puramente especulativos. Mas é provável que a semana evolua de menos a mais.


Esta semana gostaríamos que as bolsas descansassem e consolidassem, algo provável após o aumento do petróleo. Defendemos que o risco de inflação e taxas de juros superiores derivados de um petróleo mais caro pela guerra no Irão/Ormuz irá traduzir-se apenas num dano reduzido sobre o ciclo económico, num contexto de excelentes resultados empresariais.


O resultado da reunião/negociação entre Trump e Xi Jinping reduz o nível de risco percebido pelo mercado e parece bastante favorável para as bolsas: China apoia que o Irão não deve construir armamento nuclear e que ninguém deve pagar-lhe passagem para atravessar Ormuz e, em troca, os EUA permitem alguma transferência de tecnologia à China (Trump autoriza 10 empresas chinesas a comprar o chip H200 de Nvidia, que não é de última geração). Mas, talvez o mais importante de uma perspetiva geoestratégia seja que a China não realize nenhum gesto de apoio efetivo ao Irão (nem, claro, à Venezuela), porque isso indica que o bloqueio China/Rússia/Coreia do Norte/Irão/Venezuela se decompõe. E, se assim for, a hegemonia americana debilita-se notavelmente.


Esta semana será publicada macro de importância média que devemos analisar (na quinta-feira, PMIs; na sexta-feira, Indicador Adiantado americano e IFO Clima Empresarial na Alemanha), mas a protagonista será Nvidia, visto que publica resultados na quarta-feira após o fecho de Nova Iorque (EPS esperado 1,759$; +83,2%). O mercado costuma ser exigente com os seus resultados e expetativas, atribuindo-lhe uma importância desproporcional a qualquer aspeto que pareço um pouco menos sólido do que o esperado, forçando uma correção do valor quando isto acontece. Se for este o caso esta semana, consideramos uma oportunidade para assumir posições a preços mais atrativos, como quando isto aconteceu anteriormente. 


:: CONCLUSÃO. Temos mais receio da inflação e subida do petróleo, mas menos risco geoestratégico, sólidos lucros empresariais e ciclo económico mais resistente do que o esperado, portanto, é provável que a semana arranque com um impasse, mas que evolua de menos a mais e nos dê a oitava semana consecutiva em alta em Nova Iorque… embora preferíssemos que descansasse e consolidasse.


FIM

Otaviano Canuto

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