Análise Bankinter Portugal
NY -1,2% US tech -1,5% US Semis -4% UEM -1,8% España -1,1% VIX 18,4% Bund 3,17%. T-Note 4,62%. Spread 2A-10A USA=+52pb B10A: ESP 3,62% PT 3,54% ITA 3,92% FRA 3,97% Euribor 12m 2,815% (fut.12m 3,1543%) USD 1,162 JPY 184,7/€ 159,0/$. Ouro 4. 536$. Brent 110,8$. WTI 107,2$. Bitcoin -5,5% (76.896$). Ether -7,8% (2.118$).
:: SESSÃO. Forte sofrimento nas obrigações por um receio renovado da inflação com base nos Preços Industriais elevados no Japão, na sexta-feira (+4,9% vs. +2,9%) e posterior aumento do petróleo, que arranca a semana em ca.110 $/b (Brent). Provavelmente será uma sessão complicada. Por isso, o USD aprecia-se até 1,162/€ e as criptos caem com força, visto que são o melhor indicador da aceitação de risco ao serem ativos puramente especulativos. Mas é provável que a semana evolua de menos a mais.
Esta semana gostaríamos que as bolsas descansassem e consolidassem, algo provável após o aumento do petróleo. Defendemos que o risco de inflação e taxas de juros superiores derivados de um petróleo mais caro pela guerra no Irão/Ormuz irá traduzir-se apenas num dano reduzido sobre o ciclo económico, num contexto de excelentes resultados empresariais.
O resultado da reunião/negociação entre Trump e Xi Jinping reduz o nível de risco percebido pelo mercado e parece bastante favorável para as bolsas: China apoia que o Irão não deve construir armamento nuclear e que ninguém deve pagar-lhe passagem para atravessar Ormuz e, em troca, os EUA permitem alguma transferência de tecnologia à China (Trump autoriza 10 empresas chinesas a comprar o chip H200 de Nvidia, que não é de última geração). Mas, talvez o mais importante de uma perspetiva geoestratégia seja que a China não realize nenhum gesto de apoio efetivo ao Irão (nem, claro, à Venezuela), porque isso indica que o bloqueio China/Rússia/Coreia do Norte/Irão/Venezuela se decompõe. E, se assim for, a hegemonia americana debilita-se notavelmente.
Esta semana será publicada macro de importância média que devemos analisar (na quinta-feira, PMIs; na sexta-feira, Indicador Adiantado americano e IFO Clima Empresarial na Alemanha), mas a protagonista será Nvidia, visto que publica resultados na quarta-feira após o fecho de Nova Iorque (EPS esperado 1,759$; +83,2%). O mercado costuma ser exigente com os seus resultados e expetativas, atribuindo-lhe uma importância desproporcional a qualquer aspeto que pareço um pouco menos sólido do que o esperado, forçando uma correção do valor quando isto acontece. Se for este o caso esta semana, consideramos uma oportunidade para assumir posições a preços mais atrativos, como quando isto aconteceu anteriormente.
:: CONCLUSÃO. Temos mais receio da inflação e subida do petróleo, mas menos risco geoestratégico, sólidos lucros empresariais e ciclo económico mais resistente do que o esperado, portanto, é provável que a semana arranque com um impasse, mas que evolua de menos a mais e nos dê a oitava semana consecutiva em alta em Nova Iorque… embora preferíssemos que descansasse e consolidasse.
FIM
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