quinta-feira, 11 de junho de 2026

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -1,5% US tech -2,0% US Semis -3,6% UEM -0,7% España -0,1% VIX 22,2% Bund 3,08%. T-Note 4,55%. Spread 2A-10A USA=+41pb B10A: ESP 3,52% PT 3,46% ITA 3,85% FRA 3,74% Euribor 12m 2,87% (fut.12m 3,01%) USD 1,154 JPY 185,2/€ 160,5/$. Ouro 4.072$. Brent 93,1$. WTI 90,0$. Bitcoin -0,6% (61.742$). Ether -1,8% (1.629$).


:: SESSÃO. Os EUA intensificam os ataques no Irão e Trump ameaça atuar em Teerão se o Irão não assinar de forma iminente um acordo de paz. Contudo, o petróleo mantém-se perto dos 90 $/barril e os futuros das bolsas avaliam com algum positivismo à espera da reunião de taxas de juros do BCE de hoje (13:15 h).


Ontem o tom foi negativo nas bolsas (Nova Iorque -1,5%, Europa -0,7%) e obrigações (T-Note +3 p.b., Bund +4 p.b.) num movimento de risk-off que recebe o aumento do prémio de risco por geoestratégia e algum nervosismo do mercado por conhecer a decisão de taxas de juros do BCE e a saída à bolsa de SpaceX amanhã… No plano mais convencional, a inflação americana de maio cumpriu o esperado. Tanto a taxa geral (+4,2% vs. +3,8% anterior) como a subjacente (+2,9% vs. +2,8% ant. vs. +2,5% antes do início da guerra). Na nossa opinião, a leitura dos dados é positiva. Principalmente porque: (1) com os preços da gasolina a moderarem-se, o registo de maio poderá ser o pico da inflação, mostrando que a pressão em preços derivada do conflito foi mais benigna do que o esperado. (ii) Uma inflação subjacente inferior a +3,0% demonstra que o encarecimento da energia não causa efeitos de segunda ronda sobre os preços e que, portanto, (iii) o aumento da inflação tem caráter mais transitório do que estrutural. Em suma, primeiro marco da semana (IPC EUA) sem surpresas e dando algum alívio ao mercado. 


Para hoje, o foco está na reunião de taxas de juros do BCE (13:15 h). O mercado dá por garantida uma subida de 25 p.b. até 2,25%/2,40% (Depósito/Crédito) e, portanto, a chave estará na atualização do quadro macro e dialética que Lagarde utilize na comparência (13:45 h). Em relação a este último ponto, acreditamos que irá manter a “abordagem dependente de dados” e “a cada reunião”, evitando mensagens explícitas, mantendo todas as opções abertas. Na nossa opinião, com um crescimento errático (+0,3% 1T26) e uns picos de inflação (+3,2%) inferiores ao estimado inicialmente, fazem-nos estar um pouco céticos sobre as subidas de taxas de juros do BCE que o mercado desconta. Veremos… Às 13:30 h, também serão publicados os Preços Industriais (maio) nos EUA. Provavelmente a subirem até +6,4% desde +6,0%, embora certamente para segundo plano após se conhecer o dado de inflação de ontem.


Na frente empresarial, Oracle publicou ontem no fecho resultados melhores do que o esperado, mas cai -10% em aftermarket após anunciar a sua intenção de aumentar o endividamento por 40.000 M$ (dívida + ampliação capital) para continuar com os seus planos de investimento/CAPEX.


Com esta mistura, o lógico hoje seria ver alguma estabilização do mercado, desde que não haja surpresas negativas na frente geoestratégica e o petróleo se mantenha próximo aos 90 $/barril.


FIM

quarta-feira, 10 de junho de 2026

AGUALUSA

 


ESG X CVM

 A


Avanço da CVM no tema ESG com a nova Resolução 244 revisando o arcabouço normativo no mercado de capitais referente aos reportes de sustentabilidade de Companhias Abertas.


A CVM conduziu importante recalibragem do paradigma regulatório ESG, com a edição a Resolução CVM 244, que reforma a Resolução CVM 193. Dentre as alterações, destaco a revogação da obrigatoriedade da divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, que se tornaria mandatória já em 2026, conforme a anterior redação da Res 193.

Como bem destacado pela sempre vigilante Abrasca (https://lnkd.in/dUnXST-f), as exigências regulatórias devem observar a materialidade e evitar a imposição de custos desproporcionais que possam comprometer a competitividade empresarial.

Vale o complemento de que a conformidade não pode ter sua importância em si mesma mas sim naquilo que efetivamente contribui para a integridade do sistema regulatório e do ambiente de negócios.

A busca do atendimento à norma não deve ser um exercício irracional e meramente burocrático de conformidade. Devem ser consideradas como peças centrais o atual nivel de maturidade da governança corporativa no ambiente de negócios brasileiro, os regionalismos, as especificidades de cada setor, e, muito importante, o peso do custo de observância versus o benefício material que sua implementação poderá trazer.

Com essa nova roupagem normativa, a divulgação retoma seu caráter voluntário, fundamentado no consagrado modelo do "pratique ou explique" (comply or explain), sendo importante notar que a flexibilização não é um "cheque em branco" para as Companhias. Aquelas que optarem pelo reporte deverão, obrigatoriamente, seguir os padrões internacionais, em especial o IFRS.

Em mais de duas décadas acompanhando a evolução da nossa B3, vejo este movimento não como um retrocesso, mas como um amadurecimento. A governança sólida pressupõe transparência, mas também exige pragmatismo e foco na materialidade. O compromisso com a sustentabilidade deve emanar da estratégia de negócio e da cultura organizacional, e não apenas do Diário Oficial.

Setor agrícola e os riscos

 


IA

 


Anderson Nunes 1006

 *AUTONOMIA DO BC E ESCALA 6X1 - MC 10/06/26*

*Por Anderson Nunes - Analista Político*


*AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL TRAVA NA CCJ ENQUANTO ESCALA 6X1 SEGUE CONGELADA NO SENADO*


O Congresso Nacional vive um dia de fortes articulações políticas com a retomada da discussão sobre a autonomia financeira do Banco Central e o travamento estratégico da PEC da escala 6x1 pelo presidente do Senado.


*AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL EM DEBATE*


A CCJ do Senado analisa hoje a proposta de emenda constitucional que amplia a independência financeira da autoridade monetária. A medida é importante porque protege o BC de interferências do Executivo e garante previsibilidade orçamentária para investimentos em segurança tecnológica.


*CLIMA TRABALHISTA E FISCAL NO CONGRESSO*


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, evitou fixar um calendário para a PEC que proíbe a escala 6x1, enquanto ministros da equipe econômica o pressionam para conter uma lista de propostas com impacto bilionário nas contas públicas. Essa postura reflete o temor do governo com a responsabilidade fiscal diante do avanço de pautas corporativas e regionais em ano eleitora


*ARTICULAÇÃO CONTRA PAUTAS COM IMPACTO FISCAL*


O presidente do Senado busca uma reunião de emergência com o Executivo para negociar projetos legislativos que somam mais de R$ 270 bilhões de reais em riscos fiscais, como o perdão de dívidas rurais e a revisão da escala de trabalho semanal. O avanço dessas propostas ocorre em um momento de fragilidade nas relações políticas entre o parlamento e o Palácio do Planalto, gerando desconforto nos mercados financeiros.


*ESTRATÉGIA NO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA*


O governo federal adiou a revisão periódica do BPC para pessoas com deficiência para janeiro de 2027, concentrando os esforços dos servidores na redução da fila de espera do INSS. A medida neutraliza temporariamente o desgaste político que eventuais cortes de benefícios causariam à imagem do presidente Lula.


*AJUSTES NA ENERGIA E GEOPOLÍTICA*


O Ministério de Minas e Energia propôs elevar a mistura obrigatória de etanol na gasolina para 32% como forma de mitigar os impactos da guerra no Irã e reduzir a importação do combustível. Paralelamente, a Aneel validou contratos do Leilão de Reserva de Capacidade, contrariando liminar judicial do Ceará com o aval da Procuradoria Federa


*EXPLOSÃO DOS JUROS PÚBLICOS*


As taxas pagas pelo Tesouro Nacional para financiar a dívida pública federal de R$ 8,8 trilhões dispararam para patamares recordes, evidenciando o ceticismo dos investidores com o equilíbrio fiscal e os novos gastos da gestão federal. Os títulos vinculados à inflação com vencimento em 2032 saltaram de 7,63% para 8,3% ao ano em menos de um mês.


*DISPUTAS ELEITORAIS E ARTICULAÇÃO POLÍTICA*


O comando nacional do PT determinou que os acordos regionais priorizem exclusivamente a reeleição de Lula, sobrepondo-se às decisões locais que exigiam candidaturas próprias em Minas Gerais e Goiás. A estratégia acende alertas no partido devido ao histórico de perda de espaço nas 200 maiores cidades brasileiras ao longo dos últimos pleitos.


*REJEIÇÃO IMINENTE DE DELAÇÃO PREMIADA*


O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, alterou sua proposta de delação premiada para admitir que pagou propina ao senador Ciro Nogueira , modificando a versão anterior que tratava os repasses como fruto de amizade


*BANCO DE BRASÍLIA (BRB)*


O presidente do banco declarou que a empresa foi a maior vítima da fraude do Banco Master e que um aporte de R$ 8,8 bilhões garantido pelo FGC e pelo Distrito Federal deve reverter os prejuízos. Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, detido preventivamente, redige os termos de sua própria proposta de colaboração premiada na prisão enquanto aguarda manifestação oficial da Polícia Federal e do Ministério Público.


*INFILTRAÇÃO DO CRIME NO MINISTÉRIO PÚBLICO*


Uma operação policial prendeu agentes públicos suspeitos de vender informações sigilosas ao PCC para extorquir investigados em São Paulo. O episódio liga o sinal de alerta para a segurança institucional ao evidenciar a capacidade das facções de romper as defesas dos principais órgãos de fiscalização do Estado.


*PROTEÇÃO DIGITAL DE MENORES EM JULHO*


O Ministério da Justiça vai publicar uma portaria definindo obrigações estritas para que plataformas digitais notifiquem crimes contra crianças. A regulamentação tenta conter a escalada de 60% nas denúncias de abusos digitais registradas no último ano e impõe severa responsabilidade jurídica ao setor de tecnologia.


*RADAR CORPORATIVO*


1. UKG: Um estudo global estima que o absenteísmo corporativo decorrente dos jogos do torneio mundial custará cerca de US$ 17 bilhões às empresas devido à queda drástica de produtividade.

2. JBS: O presidente global alertou que restrições contínuas da União Europeia à carne brasileira podem desequilibrar as exportações de frango, levando a empresa a reforçar a atuação estratégica no mercado doméstico.

3. ANEEL: A diretoria homologou os contratos do leilão de reserva de capacidade realizado em março, dando prosseguimento ao certame mesmo sob questionamentos ativos no Tribunal de Contas da União e no Judiciário.

4. TOTVS: O conselho aprovou o pagamento de R$ 104,3 milhões de reais em juros sobre capital próprio, correspondendo a R$ 0,18 por ação, com liquidação financeira prevista para julho.

5. IGUATEMI: A companhia encerrou o atual programa de recompra e aprovou uma nova rodada para readquirir até 2,45 milhões de ações com prazo de execução até dezembro de 2027.

6. BANRISUL: A instituição financeira vai distribuir R$ 90 milhões de reais em juros sobre capital próprio, gerando um rendimento de R$ 0,22 por ação aos acionistas posicionados até o dia 15.

7. BIOMM: A empresa divulgou projeção oficial de faturamento operacional medido pelo Ebitda entre R$ 90 milhões e R$ 100 milhões de reais para o ano corrente.

8. ROMI: Foi autorizada a distribuição de R$ 5,6 milhões de reais em juros sobre capital próprio, pagando R$ 0,06 por ação.

9. VITTIA: O conselho concluiu a recompra anterior com cancelamento de ações e aprovou um novo programa para adquirir até 4,5 milhões de papéis nos próximos 12 meses.


O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: 'Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance'.

Call Matinal 1006

 Call Matinal

10/06/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0906)

MERCADOS

Na terça-feira (9), o Ibovespa fechou em alta de 0,68%, a 169.813 pontos. No mercado cambial, apesar do susto, o dólar (-0,05%, a R$ 5,1775) ficou de lado, em linha com a moeda lá fora (DXY caiu apenas 0,07%, aos 99,970 pontos). O euro teve leve alta de 0,05% (US$ 1,1542). E a libra ganhou 0,29% (US$ 1,3378). O fluxo estrangeiro do Bovespa, no dia 08/06, veio positivo em R$ 19 milhões, em junho acumulando negativo de R$ 1.84 bilhão, no ano positivo em R$ 41.9 bilhões.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta quarta-feira (10), após lançarem “ataques de autodefesa” contra o Irã, em retaliação à derrubada de um helicóptero no dia anterior.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: -0,44%

S&P 500 Futuro: -0,53%

Nasdaq Futuro: -0,84%

Bolsas operando em baixa, depois da resposta dos EUA ao ataque a um helicópetero americano.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), -0,42%

Nikkei (Japão): -1,89%

Hang Seng Index (Hong Kong): -0,64%

Nifty 50 (Índia): +0,49%

ASX 200 (Austrália): +0,57%

Bolsas asiáticas fecharam sem um rumo definido, diante da indefinição da guerra do Oriente Médio.

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,09%

DAX (Alemanha): -0,09%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,07%

CAC 40 (França): +0,18%

FTSE MIB (Itália): +0,87%

Bolsas europeias sem rumo, em razão das indefinições da guerra.

Commodities

 

 

 

🛢️Petróleo WTI, +0,39%, a US$ 88,54 o barril

Petróleo Brent, +0,46%, a US$ 91,82 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,51%, a 771,50 iuanes (US$ 113,91)

Petróleo um pouco pressionado pelas escaramuças que se sucendem na guerra do Oriente Médio. Zero de previsibilidade.  

 

NO DIA, 1006

Mercados operam ao sabor de dois (ou três) governos populistas, os americanos, israelenses e iranianos, que seguem repondendo à estocadas isoladas. Ontem, foi mais um dia de tensão, depois que os EUA responderam a um ataque iraniano a um helicópetero Apache. Mesmo assim muitos consideraram este fato algo isolado, o que acabou derrubando o petróleo. Hoje é dia de atenção à inflação americana. Depois de um payroll, que eliminou as dúvidas sobre a força da economia, o CPI de maio poderá definir até onde vai a reprecificação dos juros e quanto desse ajuste ainda precisa nos ativos. O dado, que sai às 9h30, terá repercussão imediata no mercado brasileiro e nas expectativas para o Copom. Nesta manhã, os mercados consderam a retaliação americana ao Irã limitada, achando realmente que um acordo deve acontecer em dois a três dias. O mercado chega ao CPI de maio em meio a uma rápida reprecificação dos juros globais após o payroll forte. Sobre o CPI de maio, aponta-se alta de 0,5% no índice cheio e aceleração da inflação anual de 3,8% para 4,2%, refletindo principalmente o choque provocado pelo petróleo e pelos custos de energia relacionados à guerra no Oriente Médio. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, deve subir 0,3% no mês e avançar de 2,8% para 2,9% em 12 meses, sinalizando que parte das pressões.

 

 

 

 

 

Agenda macro 08 a 12 de junho

 

 

 

Quarta-feira, 10 de junho

EUA: CPI de maio (principal indicador)

Brasil: Fluxo cambial estrangeiro

Quinta-feira, 11 de junho

Opep: relatório do mercado de petróleo

Brasil: Volume de serviços de abril
Zona do euro: Decisão de juros do BCE
EUA: PPI de maio e auxílio-desemprego
Zona do euro: Coletiva de Lagarde

Sexta-feira, 12 de junho

Brasil: IPCA de maio
EUA: Confiança do consumidor de Michigan

 

 

Boa semana e quarta-feira para todos!

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