terça-feira, 16 de junho de 2026

Modelos de projeção

 


A construção de modelos de projeção macroeconômica, modelos semiestruturais de pequeno porte (Small Models) e modelos DSGE exige ferramentas capazes de lidar com simulações e análise de cenários.


📊 Quais são os principais softwares utilizados em macroeconomia aplicada?

*EViews
Vantagens: Facilidade de uso e excelente desempenho em análises de séries temporais. É amplamente utilizado para projeções macroeconômicas e modelos semiestruturais.
Desvantagens: Menor flexibilidade para modelos complexos.

*Stata
Vantagens: Forte capacidade econométrica, excelente documentação e grande variedade de estimadores.
Desvantagens: Menor flexibilidade para programação avançada e aplicações de modelos DSGE em comparação ao Dynare e Julia.

*R
Vantagens: Gratuito e com ampla disponibilidade de pacotes para econometria, previsão e análise de dados.
Desvantagens: Curva de aprendizado mais elevado para usuários iniciantes.

*Python
Vantagens: Integra econometria, ciência de dados e inteligência artificial . Possui grande flexibilidade para construção de modelos.
Desvantagens: Exige maior conhecimento de programação e estruturação de códigos.

*Julia
Vantagens: Alto desempenho computacional e excelente capacidade para resolver modelos dinâmicos complexos como os DSGE.
Desvantagens: Menor disponibilidade de materiais e usuários.

*Dynare
Vantagens: Ferramenta de referência para solução, simulação e estimação de modelos DSGE, amplamente utilizada por bancos centrais e universidades.
Desvantagens: Aplicação mais restrita a modelos estruturais do tipo DSGE.

Qual software escolher?
🔹 Projeções macroeconômicas e modelos semiestruturais: EViews, Stata, R e Python.
🔹 Modelos de Pequeno Porte do Banco Central modelos semiestruturais: EViews, R e Python.
🔹 Modelos DSGE: Dynare e Julia.
🔹 Pesquisa acadêmica avançada e fronteira da macroeconomia: Julia + Dynare + Python.

No fim, a escolha da ferramenta depende dos objetivos da pesquisa, da complexidade do modelo e do nível de programação do pesquisador.Mais importante do que dominar um software é a capacidade de compreender a teoria econômica, os métodos econométricos e as limitações de cada modelo.
Siga o perfil do LABMACRO no Instagram através do link
https://lnkd.in/dyhEw2r3

Call Matinal 1606

 Call Matinal

16/06/2026
Julio Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
FECHAMENTO (1506)
MERCADOS
Na segunda-feira (15), a bolsa brasileira apresentou leve queda, contrariando NY, que subiu com o acordo preliminar para o fim da guerra no Irã e o impulso das techs. Pressionado por Petrobras, o Ibovespa fechou em baixa de 0,42%, aos 170.415,13 pontos, com giro de R$ 29,5 bilhões. Já o dólar fechou em leve alta de 0,10%, a R$ 5,0668, após oscilar entre R$ 5,0269 e R$ 5,0743.
PRINCIPAIS MERCADOS
Os índices futuros dos EUA operam ligeiramente em alta nesta terça-feira (16), após o recorde de fechamento do Dow Jones, impulsionado pelo acordo de paz entre os EUA e o Irã. Agora, o foco do mercado passa a ser a primeira reunião do Fed, sob a liderança de Kevin Warsh, que assumiu a presidência da instituição no lugar de Jerome Powell.
MERCADOS 5h30
Índices
Comentários
EUA
Dow Jones Futuro: +0,14%
S&P 500 Futuro: 0,00%
Nasdaq Futuro: +0,07%
Bolsas operando em alta com o acordo de Paz.
Ásia-Pacífico
Shanghai SE (China), -0,11%
Nikkei (Japão): +0,13%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,59%
Nifty 50 (Índia): +0,45%
ASX 200 (Austrália): +0,04%
Bolsas asiáticas em recuperação, diante da definição da guerra do Oriente Médio.
Europa
STOXX 600: +0,24%
DAX (Alemanha): +0,39%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,13%
CAC 40 (França): +0,43%
FTSE MIB (Itália): +1,06%
Bolsas europeias em alta diante das definições de acordo de Paz entre EUA e Irã.
Commodities
Petróleo WTI, -2,54%, a US$ 78,70 o barril
Petróleo Brent, -2,19%, a US$ 81,35 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,85%, a 762 iuanes (US$ 112,71)
Bitcoin, -0,14%, a US$ 66.513,00
Petróleo em queda forte, diante do acordo de Paz e a reabertura do Estreito de Ormuz.
NO DIA, 1606
Passada a repercussão do acordo de paz entre EUA e Irã, ingressmos agora no que deve ser decidido pelos bancos centrais nesta semana. Na super quarta-feira, o Fed, sob liderança de Kevin Warsh, deve decidir pela Fed Funds, o mesmo transcorrendo com o Copom do BCB. Sem o peso da guerra e a influência sobre a cotação do barril de petróleo, acreditamos numa amenização da narrativa. A semana também será marcada pela cúpula do G7, na França, com a participação dos presidentes Trump e Lula, e pelos primeiros testes para a implementação da paz entre Washington e Teerã. Um ponto a destacar é que o Hezbollah NÃO parece muito disposto a aderir a este plano de paz, ainda em estocadas contra Israel. Diante disso, o Bibi Nethanyahu não parece muito convencido deste acordo de paz. Ainda temos decisão do BoJ no Japão e do BoE no Reino Unido.
Agenda macro 15 a 19 de junho
Terça-feira, 16 de junho
00h00 – Japão: BoJ – Decisão de juros
09h00 – IBGE: Vendas no varejo (abril)
09h15 – EUA: ADP (junho)
Quarta-feira, 17 de junho
09h00 – BC: IBC-Br (abril)
09h30 – EUA: Vendas no varejo (maio)
11h30 – EUA: Estoques de petróleo
15h00 – EUA: Fed – Decisão de juros
15h30 – EUA: Coletiva de Kevin Warsh
18h30 – Brasil: Copom – Decisão da Selic
Quinta-feira, 18 de junho
08h00 – Reino Unido: BoE – Decisão de juros
Sexta-feira, 19 de junho
Suíça: Assinatura formal do acordo EUA-Irã
Boa semana para todos!

Economia CIrcular e ESG

  Economia Circular e ESG: Transformando Sustentabilidade em Valor Durante muito tempo, o modelo económico predominante seguiu a lógica “ext...