sexta-feira, 2 de maio de 2025

Malu Gaspar 0205

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"Pode parecer incrível, mas os bandidos não desistem, e como diria Pero Vaz de Caminha, no Brasil, "tudo dá". A natureza é pródiga, sendo ainda mais pródigos os sindicalistas da República Sindicalista da Corrupção: 


 A entidade que mais aumentou sua arrecadação com o roubo dos aposentados, o Sindinap, tem como vice-presidente o irmão de Lula, Frei Chico. Outra, a Contag, tem ligações históricas com o PT e elege até deputado federal. E outra ainda, Cebap, tem como advogado o filho do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski (depois que os contratos vieram à tona, Lewandowski disse que não há conflito entre a atuação do filho e a sua)...

 

 *Lupi sabe o que faz* 


Malu Gaspar


O Globo, 1 de maio de 2025

 

"Depois de uma semana fazendo malabarismo para aliviar a barra do presidente do INSS e fingir que não tinha nada a ver com o esquema que por anos roubou todo mês um pedacinho da aposentadoria de milhões de brasileiros, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, surgiu na Câmara dos Deputados nesta semana tomado de súbita indignação e clarividência.

 “Quem fez errado que vá para a cadeia. Eu não estou aqui para acobertar o roubo de quem quer que seja.”


Era o mesmo Lupi que, diante de todas as evidências de que havia uma quadrilha instalada na cúpula do INSS, resistiu a demitir o presidente do instituto já afastado pela Justiça — e ainda o descreveu como “extremamente qualificado”.


A Polícia Federal mostrou que esse servidor público exemplar ignorou os alertas oficiais de que havia um assalto em curso na instituição que dirigia e ainda atropelou os bloqueios determinados pelo Tribunal de Contas da União para impedir descontos indevidos.


Por esse esquema, só em 2024 cerca de R$ 2,3 bilhões foram surrupiados da conta de quase 6 milhões de aposentados para pagar a entidades sindicais por serviços que nunca foram contratados — dinheiro que irrigou as contas não só das entidades sindicais, como também de diretores do INSS, lobistas e operadores financeiros. Sem falar que, nos últimos anos, era difícil frequentar o meio sindical sem ouvir falar nesse esquema.


Vistos como alternativa de sobrevivência depois da extinção da contribuição sindical obrigatória pelo governo Michel Temer, tanto o consignado como a venda de serviços de seguro ou de auxílio-funeral exigiam que cada aposentado autorizasse descontos em seu contracheque — o que limitava a arrecadação, mesmo com propaganda enganosa ou venda casada.

O pulo do gato aconteceu quando os intermediários ligados ao INSS começaram a vender aos sindicatos a lista de novos aposentados, que iam direto para suas carteiras de sócios. Foi assim que um grupo seleto de entidades multiplicou sua arrecadação.


Vendo a fartura na concorrência, vários sindicalistas começaram a criar suas entidades para também entrar na farra. Dois deles me disseram que, nos últimos meses, quando começaram a enfrentar dificuldades para cadastrar suas novas entidades no sistema do INSS, procuraram o chefe de gabinete de Lupi, que por sua vez indicou um advogado para “assessorá-los” na tarefa.


Um desses sindicalistas me mostrou um contrato que disse ter sido entregue pelo advogado, prevendo remuneração de 20% do faturamento. Embora tanto o chefe de gabinete quanto o advogado neguem tudo, esse é exatamente o modus operandi descrito pela PF.

Só Lupi não viu nada. Na Câmara, ele disse que não se julga “responsável institucionalmente” pelo INSS. Ainda justificou o fato de o esquema ter crescido e se multiplicado sob seus olhos com o argumento de que o instituto “não é um botequim da esquina em que você pode enxergar tudo o que está acontecendo”. Isso mesmo tendo dito ao GLOBO, no final de semana, que sabia, sim, do que ocorria, mas era preciso ter “fatos concretos para ser investigados”.


O histórico de Lupi, que deixou o ministério de Dilma Rousseff em 2011 depois de denúncias de corrupção, não autoriza considerar esse discurso incongruente como atestado de incompetência. Mais provável ser sinal de outra coisa — a confiança de que, aconteça o que acontecer, ele continuará no cargo.


Uma razão para isso poderia ser o fato de ser Lupi quem manda no PDT, que Lula não pode dispensar em momento de fragilidade no Congresso e nas pesquisas de opinião.

. Outra, a Contag, tem ligações históricas com o PT e elege até deputado federal. E outra ainda, Cebap, tem como advogado o filho do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski (depois que os contratos vieram à tona, Lewandowski disse que não há conflito entre a atuação do filho e a sua).


Nos últimos dias, Lula decidiu intervir na Previdência e chamar para si a tarefa de nomear o novo presidente do INSS. Até agora, porém, não demonstra disposição de demitir o ministro — nem de fritá-lo, como já fez com outros auxiliares. Pelo contrário.


Depois da audiência na Câmara, governistas saíram espalhando por Brasília a avaliação de que ele foi bem, saiu das cordas, “convenceu”. Gleisi Hoffmann garantiu que ele fica. Pode até parecer que Lupi não sabe muito bem o que diz, mas ele certamente sabe muito bem o que faz."


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BDM Matinal Riscala 0205

 *Rosa Riscala: China abre diálogo e payroll ajusta Fed*


… Depois de os lucros sólidos de Microsoft e Meta impulsionarem as bolsas em NY, nesta 5ªF, os balanços de Apple e Amazon frustraram os investidores, com quedas das ações no after hours. Mas notícias oficiais de progressos nas negociações comerciais entre os EUA e a China, reveladas ontem à noite, podem animar a abertura dos negócios. Na agenda do dia, o payroll (9h30) é o grande destaque para calibrar as expectativas ao Fed. Confirmados os dados mais fracos do mercado de trabalho, já apontados pelos relatórios Jolts e ADP desta semana, e ontem pela alta dos pedidos de auxílio-desemprego, deve reforçar as apostas em cortes mais profundos do juro americano. A deterioração do emprego, combinada com a desaceleração da atividade, pode levar Powell a agir mais cedo, especialmente se Washington e Pequim não resolverem as suas diferenças.  


… O Ministério do Comércio da China afirmou em comunicado em seu site que está avaliando uma proposta dos EUA para iniciar conversas sobre a guerra comercial, mas cobrou que os americanos “mostrem sinceridade”.


… E avisou que os EUA devem se preparar para corrigir práticas “equivocadas” e cancelar tarifas unilaterais.


… Declarações do presidente Trump sobre as tarifas no feriado foram consideradas alentadoras, à medida que ele confirmou negociações comerciais da Casa Branca com “cerca de 200 países”, lideradas pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.


… Bessent afirmou que está “confiante de que Pequim deseja chegar a um acordo” e o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hasset, que está “esperançoso” com o progresso comercial, citando “discussões vagas” entre EUA e a China.


… Em entrevista ao Financial Times, o presidente do Goldman Sachs, John Waldron, disse que os primeiros acordos comerciais do governo Trump podem determinar a visão dos investidores sobre as tarifas da Casa Branca. “Podem servir de modelo.”


… Aqui, além da esperança de que os EUA e a China se entendam, o mercado volta do feriado repercutindo a queda dos ADRs brasileiros (exceção de Petrobras) e na expectativa pelo Copom, que subirá mais a Selic na próxima 4ªF.


… Enquanto investidores em NY resgatam as apostas numa queda de 100pbs do juro neste ano, na B3 crescem as chances de o BC decidir um ajuste menor da taxa básica, de 25pbs em vez de 0,50pbs, diante da valorização do câmbio e, agora, do esfriamento do emprego.


… O último balanço do Caged, na 4ªF, derrubou a criação de vagas em março para 71,5 mil, após o salto de 437 mil de fevereiro, retirando uma pressão inflacionária importante do cenário, que se soma à desaceleração da atividade sob o impacto dos juros elevados.


… Nos EUA, Powell já associou uma deterioração do mercado de trabalho a chances maiores de queda dos juros, e apesar do consenso de estabilidade na reunião da semana que vem, na superquarta, o Fed pode adotar uma mensagem de maior flexibilidade.


… Em paralelo, os riscos da política tarifária de Trump foram refletidos na retração de 0,3% do PIB/1Tri, contra expectativa de alta de 0,1%, acentuando o receio de uma recessão da economia, que tenderia a antecipar para junho o primeiro corte do juro.


… Em linha com o PIB, o PMI industrial do ISM, nesta 5ªF, recuou de 49,0 em março para 48,7 em abril, mas investidores receberam com certo alívio o resultado, já que esperavam uma queda maior, para 48,0. Ainda assim, o ISM atingiu o menor nível desde maio/2020.


… Já os pedidos de seguro-desemprego nos EUA dispararam para 241.000 na semana encerrada em 26/04, o maior nível desde fevereiro.


… Para o payroll, as estimativas apontam para a criação de 130 mil empregos em abril e manutenção da taxa de desemprego em 4,2%.


… A despeito do caos tarifário, o noticiário das agências internacionais destacava que as ações americanas já recuperaram quase 90% das perdas desde o Liberation Day, em 2 de abril, quando Trump virou o mundo de cabeça para baixo.


… Nesta 5ªF, o Dow Jones subiu 0,21% (40.752,96 pontos); S&P 500, +0,63% (5.604,14); e Nasdaq, +1,52% (17.710,74) – embalados pelas altas de Microsoft (+7,63%) e Meta (+4,23%), que divulgaram balanços na véspera prometendo continuar investindo pesado em IA.


… A Microsoft aumentou seu lucro em 17,7% no 3Tri fiscal, para US$ 25,8 bilhões, e a Meta, em 35%, para US$ 16,64 bilhões.


… Após o pregão, Amazon (-2,61%) e Apple (-3,75%) decepcionaram no after hours.


… A Amazon reportou lucro de US$ 17,1 bi no 1Tri (+64,4%), com lucro/ação (US$ 1,59) superando o consenso (US$ 1,37). Mas projetou US$ 15,3 bi em lucro operacional para o 2Tri, abaixo dos US$ 17,6 bi esperados.


… Também a Apple registrou lucro líquido (US$ 24,8 bilhões) 4,8% superior ao reportado no mesmo período do ano passado, no segundo trimestre fiscal encerrado em março. O lucro por ação subiu de US$ 1,53 para US$ 1,65 (acima da projeção de US$ 1,62).


… As vendas do iPhone somaram US$ 46,84 bilhões, alta modesta (1,9%), considerando a antecipação de compras para escapar da tarifa.


… Nos Treasuries, os juros caíram no ambiente mais leve do dia, com a Note-2 anos projetando 3,698% na altura do fechamento das bolsas em NY, abaixo da taxa básica dos Fed Funds (no intervalo entre 4,25% e 4,5%), o que levou a comentários de Bessent.


… Em entrevista à Fox News, ele disse que o mercado estava “telegrafando” a queda dos juros para o Fed. “Estamos vendo que a taxa de dois anos está abaixo da taxa dos Fed Funds. É um sinal de que o mercado acha que o Fed deveria cortar.”


… Na Bloomberg, o ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers observou que a precificação do mercado de títulos não equivale a um julgamento sobre o que o Fed deve fazer com as taxas e defendeu que o juro seja mantido na 4ªF que vem.


… Essa é a opinião de consenso dos Fed boys, que sugerem uma abordagem cautelosa para a redução das taxas, visto que a inflação ainda está acima da meta de 2%, especialmente porque as tarifas ameaçam impulsionar novos aumentos de preços.


… O que está em jogo é se o Fed antecipará ou não para junho o primeiro corte de 25pbs, que está projetado para julho.


… No câmbio, o índice DXY, que mede a força do dólar ante seis moedas fortes, subiu 0,78%, de volta para cima dos 100 pontos (100,194), com a queda do iene a 145,63/US$, após o BoJ ter mantido o juro em 0,5% pela segunda reunião seguida, nesta 5ªF.


… Como reflexo das incertezas da política tarifária promovida pelo governo americano, o BC japonês reduziu pela metade a sua projeção de crescimento econômico para este ano fiscal, para 0,5%.


… O investidor leu a mensagem como sinalização de esvaziamento das apostas em um aperto monetário. O BoJ admitiu ainda que o timing de convergência da inflação para a meta de 2% está “ligeiramente atrasado”.


OURO – Com a China fechada no feriado do Dia do Trabalho, os contratos futuros de ouro tiveram perdas fortes (-2,92%), negociados na Comex a US$ 3.222,20/onça-troy. A melhora no sentimento global de risco contribuiu para a correção da commodity.


… A expectativa é de que o ouro registre fraqueza adicional nesta 6ªF com o feriado chinês se estendendo até o fim da semana.


PETRÓLEO – Os contratos futuros registraram fortes altas nesta 5ªF, com o Brent/julho fechando a US$ 62,13 (+1,75%) na Ice londrina e o tipo WTI/junho a US$ 59,24 na Nymex, com os traders corrigindo parte das quedas recentes, antes da reunião da Opep na 2ªF.


… O mercado reagiu a ameaças de Trump de impor sanções a qualquer país que comprar petróleo do Irã. O presidente escreveu em sua rede social após o adiamento de uma reunião marcada para esse fim de semana entre os dois países sobre o programa nuclear.


… “Todas as compras de petróleo iraniano ou de produtos petroquímicos devem parar AGORA! Qualquer país ou qualquer empresa que comprar qualquer quantidade desses produtos do Irã não poderá fazer negócios com os Estados Unidos.”


… Pouco antes, o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, disse que a nova rodada de negociações entre autoridades dos EUA e do Irã seria adiada devido a “razões logísticas” e que “novas datas serão anunciadas quando mutuamente acordadas”.


… Um porta-voz do enviado de Trump, no entanto, disse que os EUA nunca anunciaram que uma reunião seria realizada neste sábado.


ADR DE PETROBRAS – O recibo negociado em NY colou na alta do petróleo e foi destaque neste feriado, enquanto o EWZ, principal ETF brasileiro, fechou em queda de 0,55%, a US$ 26,89, apesar da alta firme das bolsas americanas.


… O ADR da Petrobras PN subiu 0,85% (US$ 10,65) e o ADR de Petrobras ON, +0,49% (US$ 11,35), enquanto o ADR da Vale encerrou o dia em queda de 0,70% (US$ 9,24). Também os bancos registraram perdas: Bradesco, -1,63% (US$ 2,42), e Itaú, -0,32% (US$ 6,29).


MAIS AGENDA – Nos EUA, além do payroll, saem as encomendas à indústria em abril. A leitura final de abril do PMI/S&P Global industrial é destaque na Alemanha (4h55) e zona do euro (5h), onde sai ainda o CPI de abril.


… Exxon Mobil e Chevron soltam balanços antes da abertura. Aqui, tem M. Dias Branco após o fechamento.


EM TEMPO… GOL deu mais um passo para concluir seu processo de recuperação judicial nos EUA, ao fechar acordo com grupo de detentores de notas sênior garantidas com vencimento em 2026…


… Os credores se comprometeram a subscrever US$ 125 milhões em novas notas que fazem parte do financiamento de saída previsto no plano, estimado em até US$ 1,9 bilhão…


… Com o novo compromisso, a Gol diz já ter assegurado ao menos US$ 1,375 bi em aportes para sair do Chapter 11.


VALE. O conselho de administração aprovou a nomeação do advogado Sami Arap como novo vice-presidente executivo jurídico da companhia para substituir Alexandre D´Ambrosio…


… A saída de D’Ambrosio era especulada há meses, em meio às mudanças no comitê-executivo da mineradora promovidas pelo novo diretor-presidente, Gustavo Pimenta.


PETROBRAS. Justiça pediu à companhia parecer jurídico de 2014 que baseou pagamento de reajustes retroativos de 2004 a 2006 para aposentados da Petros (O Globo)…


… Valor total é de cerca de R$ 2,9 bilhões, de acordo com valores corrigidos; decisão integra ação popular movida por 181 beneficiários do fundo de pensão na Justiça Federal de São Paulo em 2019.


PRIO comprou da Equinor participação de 60% no campo de Peregrino por US$ 3,5 bilhões.


ELETROBRAS. AGU enviou ao STF para homologação o acordo firmado com a companhia que permitiu, entre outros pontos, direcionar três assentos no Conselho de Administração da empresa para representantes do governo.


EQUATORIAL aprovou a distribuição de R$ 876,32 milhões em proventos, o equivalente a R$ 0,1685 por ação ON a título de JCP e R$ 0,5315 por ação ON em dividendos; pagamento será efetuado até o fim do ano; ex em 2/5.


BRB. Ministério Público do DF pediu que Justiça impeça banco estatal de comprar fatia do Banco Master. (Folha)


AZZAS. FMR LLC atingiu participação acionária de 5,14% na companhia, passando a deter 10.618.659 de ações ON; corretora não constava no formulário de referência mais recente da empresa, datado de 25/4.


TESLA. A presidente do conselho de administração, Robyn Denholm, desmentiu reportagem do WSJ que informou que a empresa tem planos de procurar um substituto para Elon Musk como CEO da montadora de carros elétricos.

quinta-feira, 1 de maio de 2025

Amilton Aquino 3

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"Sindicatos roubando bilhões de aposentados — sendo que um deles é presidido pelo irmão do atual presidente! Em outras épocas, um escândalo desse porte teria potencial para derrubar qualquer governo. Hoje, o máximo que provoca são algumas manchetes, e só. Ainda mais agora, quando concorrem com as notícias sobre a prisão de Collor, decretada pelo todo-poderoso Alexandre de Moraes, talvez como uma “satisfação” simbólica à sociedade de que a impunidade não é completa. Que a mão pesada da justiça ainda alcança alguns corruptos — desde que, claro, pertençam ao rol dos inimigos do rei.


Como sempre, depois que o esquema é descoberto (exatamente porque cresceu tanto a ponto de se tornar impossível de ser ignorado por qualquer auditor minimamente honesto), o PT corre a público para posar de “moralizador”, tentando jogar a culpa nos governos anteriores. Isso, após mais de um ano de alertas sobre as irregularidades na pasta comandada por Carlos Lupi — figura cujo histórico inclui casos de cobrança de propina para criação de sindicatos e a indicação de suspeitos para cargos em estatais, incluindo o presidente do INSS recentemente demitido e ainda defendido pelo próprio ministro.


E sim, os governos Temer e Bolsonaro também têm responsabilidade no cartório. É evidente que presidentes não têm ciência de tudo o que acontece em seus ministérios, mas qualquer montante na casa dos milhões deveria chamar a atenção dos milhares de servidores encarregados de zelar pela eficiência dos gastos públicos. No mínimo, os ministros da Previdência que autorizaram tais descontos deveriam ser convocados para dar explicações. Ainda mais depois de uma década em que o governo Lula autorizou a farra dos consignados, levando milhões de aposentados à penúria — situação tão grave que, posteriormente, obrigou o estabelecimento de um limite para descontos, fixado em até 40% dos benefícios.


Ou seja, no país dos aproveitadores, temos mais do mesmo: governos perdulários tentando inflar seus números às custas de dívidas empurradas para o futuro; sindicatos ávidos por novas fontes de "financiamento", mesmo que à custa dos mais vulneráveis da sociedade — como já vimos em todos os escândalos bilionários envolvendo fundos de pensão de grandes estatais, onde os “cumpanheiros” fizeram a festa. Mas tudo, é claro, em nome do trabalhador. 


O PT voltou!

Amilton Aquino 2

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"Há duas semanas, falei sobre o nosso apocalipse fiscal, admitido pelo próprio governo na apresentação da LDO do próximo ano. Neste post, abordarei outro apocalipse: o institucional, que já vivemos há algum tempo, mas que pode se agravar significativamente com a intensificação das disputas por verbas cada vez mais escassas, trazendo consequências imprevisíveis.


De modo geral, nossas instituições sempre deixaram muito a desejar. No entanto, é notório que, nos últimos anos, a degradação dos três Poderes se intensificou de maneira dramática.


O mais lamentável é que isso ocorreu após uma melhora significativa do nosso arcabouço institucional, durante o governo FHC, com a definição da Lei de Responsabilidade Fiscal e do tripé macroeconômico, que, por alguns anos, levou agentes do mercado internacional a apostar no Brasil como um dos quatro grandes países continentais destinados a se tornarem novas superpotências.


Para mim, o marco decisivo dessa inversão de rota foi a chegada de Lula ao poder, em 2003. Foi ele quem incentivou a fragmentação dos partidos como forma de enfraquecer o então todo-poderoso PMDB. Aos poucos, o alto clero do Congresso foi sendo debilitado, abrindo espaço para figuras até então inexpressivas no cenário nacional, como o fatídico Waldemar da Costa Neto, que de repente virou protagonista da nossa política, inclusive no Mensalão — a primeira tentativa do PT de subjugar o Congresso. Não por acaso, em 2005, assistimos à ascensão de Severino Cavalcanti à presidência da Câmara, o primeiro representante do baixo clero a comandar a pauta nacional.


O segundo mandato de Lula marcou a virada de chave na política econômica. O superávit primário, que reduzia nossa dívida e apontava para um futuro tranquilo, com juros e endividamento baixos, foi substituído pelo “gasto é vida”, slogan da então ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff. A partir daí, começou a farra dos “campeões nacionais”, dos juros subsidiados do BNDES, da contabilidade criativa, da utilização dos fundos de pensão e das estatais como instrumentos parafiscais, culminando nos maiores escândalos de corrupção da nossa história.


Chegamos então ao STF. O julgamento do Mensalão marcou a transição da corte — até então discreta, para os nossos padrões — para a corte midiática que conhecemos hoje. A transmissão ao vivo das sessões mexeu com as vaidades dos ministros, que passaram a opinar como nunca fora dos autos.


As pessoas ainda não entendiam o que ocorria, mas o mal-estar já era generalizado, a ponto de explodir nos protestos de 2013, ambiente que abriu caminho para a Lava Jato.


Por um breve momento, experimentamos a sensação de que algo poderia mudar no Brasil. Políticos começaram a ser presos — algo até então muito raro. Então veio o impeachment, e tudo se misturou. Acusada de operar politicamente, a Lava Jato cometeu o erro de tentar passar o Brasil a limpo, investigando também os podres do PSDB — até então o arquirrival do PT — e até ministros do STF. Aí foi demais.


O sistema então se uniu contra a Lava Jato. De repente, políticos, jornalistas e até juízes que antes eram seus entusiastas tornaram-se seus maiores críticos.


Nesse clima de bagunça generalizada, surgiu Bolsonaro. Com a facada, ganhou musculatura política para chegar à presidência.


A adesão de Moro ao bolsonarismo marcou a morte do juiz e da própria Lava Jato. De repente, a narrativa tosca do PT sobre perseguição política ganhou verossimilhança. Esse evento sacramentou a virada que já vinha se desenhando no STF.

Em seguida, surgiu o escândalo das rachadinhas, ainda antes da posse de Bolsonaro, tornando-o refém de negociatas, como com o ministro Toffoli, que o levou a colaborar para o desmantelamento da Lava Jato, ainda mais depois da Vaza Jato, em 2019.


A censura à capa da revista Crusoé marcou o início do chamado "inquérito das fake news", que conferiu superpoderes ao STF para agir à revelia da Constituição.


Enfraquecido, especialmente após a pandemia, Bolsonaro tornou-se refém também do Congresso, entregando-lhe a chave do cofre — o que culminou na aprovação do Fundão Eleitoral e do Orçamento Secreto que agora ninguém consegue frear.


Foi nesse ambiente que Bolsonaro começou a plantar, nas mentes de seus milhões de seguidores fanáticos, a semente do golpe. Mais uma vez, a narrativa furada da esquerda, que desde a ditadura posava de “democrática”, voltou a ganhar verossimilhança. Lula retornou ao poder, trazendo consigo toda a velha guarda de corruptos reabilitados com a anulação da Lava Jato por Toffoli.


É neste cenário caótico que Alexandre de Moraes assume um protagonismo ainda maior do que o próprio STF, chegando a ser manchete mundo afora por suas decisões cada vez mais ousadas e distantes da Constituição.


Como se vê, nosso caos institucional não é obra de uma só facção política. Todos têm um pouco de culpa no cartório — uns mais, outros menos. Trata-se de um processo cujo pontapé inicial foi dado justamente pela figura que, durante mais de duas décadas, alimentou as esperanças de que o Brasil poderia mudar se um “trabalhador” chegasse ao poder.


Hoje, esse "trabalhador" esbanja dinheiro público sem qualquer receio, indiferente à realidade que bate à porta — assim como o poder Judiciário e o Congresso.


Farinha pouca, meu pirão primeiro. Até aqui, Lula tem conseguido empurrar o acerto de contas para o futuro, como já fizera no passado, deixando a bomba estourar no colo de sua sucessora. Mas a cada dia sua margem de manobra diminui, e ele terá que se equilibrar entre mais inflação e mais impostos para tentar conter uma dívida que crescerá 12 pontos percentuais em quatro anos — dois pontos a mais que durante a pandemia.


Ou seja, é um equilíbrio muito frágil, que pode se romper a qualquer momento, precipitado por algum fator externo, com consequências imprevisíveis — que podem levar à convocação de uma nova Assembleia Constituinte, na melhor das hipóteses, ou ao crescimento de tensões separatistas, ou ainda a novas conspirações golpistas.


Até lá, a única certeza que tenho é que a conta será paga pela maioria produtiva, que não dispõe de meios para se defender do Estado — seja pelo imposto inflacionário, seja pelo aumento da carga tributária. 


Até quando o Brasil que produz vai sustentar o Brasil improdutivo que sustenta este arranjo fadado ao fracasso? Eis a questão. Certamente muitos desistirão pelo caminho, tornando ainda mais pesado o fardo dos que seguirão sustentando um fardo chamado Brasil."

Amilton Aquino 1

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"O Estadão hoje destaca alguns dos absurdos do Judiciário — um poder que, dia após dia, consolida-se como o símbolo máximo dos privilégios, representante de uma casta da elite pública que vive indiferente ao colapso das contas públicas, reconhecido até mesmo pelo governo do PT a partir de 2027. 


Em algum momento, a sociedade brasileira terá que discutir a divisão do orçamento, estabelecer prioridades, analisar custo-benefício, avaliar a eficiência dos gastos públicos e debater como aumentar nossa produtividade para competir, de fato, no mercado internacional com produtos de maior valor agregado — e não apenas com commodities. 


Até lá, o PT continuará empurrando com a barriga um debate que deveria ser liderado pelo Poder Executivo. Enquanto isso, o Judiciário e o Congresso seguem usando e abusando do atual estado de coisas, como cúmplices. No caso do Judiciário ostentando a áurea santa de “guardião da Constituição”, que ironicamente afirma que “todos são iguais perante a lei”.

JR Guzo

 https://revistaoeste.com/revista/edicao-203/o-brasil-virou-paria/..


 *O Brasil virou um pària*


Toffoli e Alexandre de Moraes

O Financial Times publicou uma exposição 100% objetiva, competente e arrasadora sobre a atual disparada da corrupção no Brasil



J. R. Guzo


“Tinha de acontecer, mais cedo ou mais tarde — e é óbvio que acabou acontecendo. O Supremo Tribunal Federal tantas fez para proteger a corrupção no Brasil, mas tantas, com tanta arrogância e tão pouco caso com o decoro mínimo esperado de sua conduta, que conseguiu enfim chamar a atenção do mundo para o que estão fazendo aqui. Um ano atrás a porção da comunidade internacional que se considera mais civilizada e mais apta a decretar regras de comportamento para as demais festejava a “vitória da democracia” no Brasil. Que sorte para o planeta, não? O perigo do “populismo de direita” foi derrotado. O amor venceu. O Brasil “voltou”. Não contavam com a astúcia do ministro Dias Toffoli. Em apenas um ano, com a sua inédita sucessão de sentenças em favor da ladroagem e dos ladrões, ele conseguiu demolir toda essa conversa. Eis o Brasil, por sua conta, colocado entre os párias do mundo — os países sem lei, sem códigos morais e sem vergonha que fazem parte da face escura da humanidade.


A destruição do STF como uma casa de respeito já era obra avançada, com o teto e as paredes no chão, pela atuação do ministro Alexandre de Moraes. Ele, com o STF atrás de si, aboliu os direitos civis que estão na Constituição para instalar uma ditadura penal no Brasil — aberração que transformou o Supremo em delegacia de polícia destinada a reprimir adversários políticos do regime atual. Mais dia, menos dia, a sua vez vai chegar. Moraes tem tudo para acabar no noticiário da imprensa internacional como uma dessas figuras de Terceiro Mundo que aparecem, de tempos em tempos, como sucessores de Idi Amin quando o ditador entrava em sua personalidade de magistrado. Mas Toffoli chegou antes. A insegurança jurídica criada nos últimos anos pelo STF, na qual ninguém sabe qual é a lei que está valendo hoje, superou as fronteiras da violação às garantias democráticas e mergulhou de cabeça no bas-fond da roubalheira do Erário. Aí já ficou demais. É como o sujeito que em vez de tirar o calção de banho dentro da piscina, para ninguém ver, sobe no trampolim para mostrar a todo mundo que está nu.


A verdade sobre o alto Judiciário no Brasil, conhecida aqui dentro, mas escondida nesse tempo todo pela mídia internacional de primeira linha, veio à luz do sol da pior maneira possível para o STF. O Financial Times de Londres, que funciona como um boletim de comportamento para governos e nações de todo o mundo, publicou uma exposição 100% objetiva, competente e arrasadora sobre a atual disparada da corrupção no Brasil — e o papel essencial que Toffoli e o STF exercem nesse conto de horror. É muito ruim, porque o Financial Times está entre a meia dúzia de veículos de imprensa que são lidos em salas de diretoria, reuniões de ministros do Primeiro Mundo e os gatos mais gordos da alta burocracia global. É acompanhado nos departamentos de marketing e pelos fiscais mais severos da obediência ao politicamente correto. Enfim, para resumir a ópera: está entre as leituras preferidas da turma de Davos que deixa Lula, a ministra Marina e a direção do PT sempre tão agitados. Pior que tudo, talvez, uma matéria publicada ali serve como uma espécie de “liberou geral” para a elite da mídia globalizada. Saiu no FT? Então pode sair em qualquer lugar.

Está tudo ali. A anulação da multa de R$ 10 bilhões da J&F e de R$ 3,8 bilhões da Odebrecht que, por força de acordo judicial, as duas empresas se comprometeram a pagar para seus diretores não serem presos pelo crime de corrupção ativa. Toffoli, sozinho, cancelou as duas, de modo que os réus confessos nem foram para a cadeia nem pagaram o que tinham de pagar. É citado o relatório da Transparência Internacional que rebaixou o Brasil em dez posições na lista dos países mais corruptos do mundo em 2023, sua pior colocação desde 1995 — e que cita nove vezes o nome de Toffoli. O artigo revela a destruição dos sete anos de luta contra a corrupção feita pela Lava Jato. Cita os 2,2 mil anos de sentenças de prisão anulados em favor dos 165 ladrões condenados. Menciona a anotação que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos fez sobre a ladroagem da Petrobras nos governos Lula-Dilma — segundo os americanos, o maior caso de propina já registrado na história. Revela aos leitores mais qualificados do mundo que Toffoli foi advogado do PT antes de ser nomeado por Lula para o STF. Informa que o ministro Cristiano Zanin foi advogado pessoal do mesmo Lula.


É um desastre com perda total. “Graças às decisões de Toffoli, o Brasil tornou-se um cemitério de provas de crimes que geraram miséria, violência e sofrimento humano”, diz o Financial Times, citando o texto da Transparência Internacional. “O país está se tornando cada vez mais, aos olhos do mundo, um exemplo de corrupção e de impunidade.” O jornal informa também qual foi a reação do ministro diante do relatório: mandou investigar criminalmente a entidade, com base numa notícia patentemente falsa, e já enterrada há muito tempo, sobre ilegalidades imaginárias que teria praticado no Brasil. É uma das regras de ouro da filosofia penal do já citado Idi Amin. “Nós aqui temos liberdade de expressão”, dizia ele. “O que não podemos garantir é a liberdade de quem se expressa.” É o puro STF do Brasil de hoje, só que de efeito real equivalente a três vezes zero. A Transparência Internacional tem sede em Berlim. Não pode ser indiciada, desmonetizada ou presa por Alexandre de Moraes e sua Polícia Federal. É uma perfeita palhaçada"

quarta-feira, 30 de abril de 2025

Bankinter Portugal Matinal 3004

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Trump afirma que quer ser Papa e também aspira um terceiro mandato como Presidente dos EUA. É de supor que investiga a forma de compatibilizar ambos os cargos. O segundo é constitucionalmente impossível, mas é perigoso que retome o assunto. O primeiro depende da sua nomeação como cardeal nas próximas horas e que o Colégio dos Cardeais o escolha de seguida, mas não nos parece. 


Com um dia que arranca assim e com a publicação do PIB 1T EUA às 13:30 h (que é a referência desta semana) provavelmente em contração mas com uma dispersão ampla de estimativas, quem pode estimar o que acontecerá na sessão? Qualquer coisa é possível e, ainda assim, pode dizer-se que é um eufemismo. Os futuros sobre Wall St. vêm em quedas de ca.-0,5%, mas os europeus apresentam-se planos, como se estivessem a viver num planeta paralelo. O fluxo de fundos desde os EUA para a Europa favorece os preços dos ativos europeus, naturalmente, mas continua sem ter sentido que, num contexto de economia e mercado com riscos assimétricos (isto é, a profundidade da perda provável supera o potencial ganho se as coisas continuarem a complicar-se), a bolsa europeia ofereça ca. +5% acumulado 2025 vs. ca. -5% Wall St. 


A sequência de subidas de bolsas desde 22 de abril, apenas interrompida ontem na Europa, teve apoio de 2 fatores: (i) expetativas de suavização de impostos alfandegários. (ii) Bancos centrais a expressarem-se a favor de continuarem com as descidas de taxas de juros. Mas a forma de ver as coisas poderá mudar para pior a partir de hoje, aplicando a lógica dos dados, porque, independentemente dos impostos alfandegários aplicados e das descidas das taxas de juros, uma parte do dano já está infligido, principalmente sobre a confiança, que é a base do mercado. E os dados de hoje são: 


PIB 1T da França publicado às 06:45 h muito fraco, embora esteticamente pareça bom, porque passa para +0,1% (t/t) desde -0,1% no 4T’25, MAS todo o crescimento se deve a Inventários (+0,5% vs. -0,2%); isto é, a produção não vendida que terá de vender depois, para entender rapidamente. Porque o Consumo Privado desparece (0% vs. +0,2%), o Investimento continua a contrair-se (-0,2% vs. -0,1%) e as Exportações retrocedem (-0,7% vs. +0,2%). Poderá pensar-se que a culpa é das Importações elevadas para contornar os futuros impostos alfandegários, mas não: +0,4% vs. +0,5% no 4T’24. No final, em grandes números, esse PIB 1T +0,1% responde a +0,5% de Inventários e -0,4% de contribuição negativa do Setor Exterior, sendo as restantes componentes neutralizadas entre si. 


Elaboramos um pouco mais do que o habitual sobre o PIB francês porque certamente é o tom que vamos encontrar na macro a partir de agora, a que inclui já março. Principalmente abril. E isso fará com que a situação não seja interpretada com tanta complacência daqui para a frente. Particularmente o PIB 1T EUA das 13:30 h, para o qual o consenso insiste em esperar algo positivo (+0,2%?), mas que o resultado real será pior que isso e pior do que visto hoje à primeira hora no PIB 1T francês. A Fed de Atlanta estima -2,7% (sim, não é um erro: -2,7%), mas nós temos vindo a avisar que será substancialmente negativo pelo adiantamento das exportações (-1,5%/-2%?) e nas últimas horas alguns “grandes” americanos apressaram-se a baixar as suas estimativas: MStanley -1,4% (antes 0%), Goldman -0,8% (antes -0,2%) e JP Morgan -1,75% (antes 0%). Grandes equipas, mas reações lentas…


Outros dados maus para arrancar o dia:


Preços de Habitações no Reino Unido (7 h) entram em negativo em abril: t/t -0,6% vs. 0% esperado vs. 0% março; a/a +3,4% vs. +4,1% vs. +3,9%.


Alemanha: Vendas a Retalho de março entram em negativo: t/t -0,2% vs. +0,4% esperado vs. +0,2% fevereiro (revisto para pior desde +0,8% preliminar); a/a +2,2% vs. +2,4% vs. 0% (revisto para pior desde +4,9% preliminar).


Os resultados corporativos 1T continuam a ser publicados abundantemente e são bons, principalmente os americanos (com mais de 40% das empresas publicadas, EPS médio +10,1% vs. +6,7% esperado), mas, insistimos, são do 1T. E hoje já várias empresas de primeira ordem retiram ou reveem guidances (Mercedes, Samsung, UPS…) e a maioria das que os mantêm avisam que não contemplam o impacto dos impostos alfandegários. Não tardarão em chegar revisões em baixa dos resultados dos trimestres seguintes.


CONCLUSÃO: O PIB 1T EUA das 13:30 h é fundamental para que o mercado tenha um choque de realidade. Pode ser o ponto de reversão para o senso comum após as subidas complacentes dos últimos dias. Embora qualquer resultado seja possível, se sair realmente em contração, Wall St retrocederá, digamos, -1%/-2%, e Europa irá mudar para pior rapidamente. De facto, depois de ver a macro europeia de primeira hora, não faz sentido que suba. Comprar-se-ão obrigações (yields inferiores) e o USD será vendido (1,14, como ontem?). Dia emocionante.


S&P500 +0,6% Nq-100 +0,6% SOX -0,9% ES50 -0,2% IBEX -0,7% VIX 24,2% Bund 2,50% T-Note 4,17% Spread 2A-10A USA=+51pb B10A: ESP 3,16% PT 3,04% FRA 3,22% ITA 3,61% Euribor 12m 2,076% (fut.1,942%) USD 1,138 JPY 162,1 Ouro 3.309$ Brent 63,5$ WTI 59,6$ Bitcoin +0,3% (94.967$) Ether -0,6% (1.804$). 


FIM

Leitura de domingo

 *LEITURA DE DOMINGO: INVESTIDOR ESTRANGEIRO DE LONGO PRAZO AINDA NÃO ENTROU NA B3, DIZ BRADESCO* 15:00 22/02/2026  Por Cynthia Decloedt São...