quarta-feira, 26 de maio de 2021

MACRO MERCADOS DIÁRIO 26/05/21 - CPI, REFORMAS E POLÍTICA MONETÁRIA

Terça-feira teve a CPI da Covid como destaque, mas também a aprovação na CCJ da reforma administrativa, assim como o IPCA-15 no piso das projeções. Por aqui, nada muda no transcurso da política monetária, nos EUA, seguem os debates em torno do início do processo de tapering pelos diretores do Fed, com muitos já considerando discutir o tema nas próximas reuniões do FOMC.

Esta parece ser a opinião, por exemplo, do vice-presidente do Fed, Richard Clarida, sinalizando que “pode haver em algum momento” o início deste debate. A inflação segue no radar, sendo divulgado o PCE de abril, e seus correlatos, nesta sexta-feira. Os indicadores norte-americanos, no entanto, ainda não são definitivos sobre se a economia roda em ritmo acima do esperado (ou não). Isso não se observa pela confiança dos consumidores, que entre abril e maio recuaram de 117,5 a 117,2, pelo Conference Board, enquanto que as vendas de imóveis novos recuaram 5,9% em abril contra março. Este último indicador se justifica pela alta da inflação recente, mostrando que os preços dos imóveis seguem em forte elevação, inibindo as compras. Neste contexto, ontem foi dia de correção nas bolsas de valores em NY. Fecharam em queda, com o DJ recuando 0,24%, a 34.312 pontos, S&P -0,21%, a 4188, e a Nasdaq -0,03%, a 13.657. O indicador de dólar, o DXY recuou 0,23%, a 89,639 pontos e no mercado de juro, nos rendimentos dos treasuries, os T 2Y foram a 0,141%, os T 10Y a 1,55% e os t 30Y 2,25%.

Isso nos leva a concluir que o Fed segue atento, reconhecendo os efeitos transitórios na alta dos preços, mas não descartando o início do ciclo de desmonte da política acomodatícia em breve. Muitos falam no final deste ano, com 2023 sendo o start para a elevação do juro. Outros acham que pode acontecer antes.

Tudo isso se reflete no comportamento do dólar, em queda contra as principais moedas, fortalecendo o real, mesmo que na margem, e retirando um pouco a pressão sobre a inflação doméstica.

O IPCA15 de maio ficou no piso das projeções de mercado, 0,44%, contra 0,6% em maio, mas acumula 7,27% em 12 meses, bem acima do teto da meta de inflação deste ano (5,25%). Ao fim deste ano deve ficar em torno de 5,3%, impactado pelos preços administrados, previstos em 8,4% neste ano, destacando os reajustes de energia elétrica em “bandeira vermelha”. Em maio subiu 2,31%, elevando o grupo habitação a subir 0,79%, contra 0,45% no mês anterior. Não esqueçamos também do gás de cozinha, em mais um mês de reajuste. Para os próximos meses novas altas da energia elétrica são previstas, assim como na tarifa de transporte público. Isso nos leva a crer que o grande vilão da inflação neste ano serão os preços administrados.

Isso abre espaço para um ciclo mais intenso de ajustes da taxa de juros, embora em normalização parcial e em menor tempo. A Selic deve ir a 5,5% ao fim deste ano, sendo previsto mais um ajuste de 0,75 ponto percentual no Copom de junho. Em agosto teremos outro. Resta saber em que intensidade. Tudo dependerá dos indicadores (data depend).

Sobre a CPI da Covid, ontem foi a fez da Dra Mayra Pinheiro, que negou a obsessão pela cloroquina, mas defendeu seu tratamento preventivo, sem maiores efeitos colaterais. Chamou atenção, no entanto, sua preocupação em blindar o presidente Bolsonaro, nas não deixando de criticá-lo por defender o tripé, uso de máscara, de uso gel e o isolamento social, ou até confinamento.

Nesta quarta-feira não teremos depoimentos e o relator, o presidente e os membros discutirão a convocação dos governadores e prefeitos, sendo possível a convocação de governadores mais alinhados com o Planalto, como Claudio Castro do Rio de Janeiro, ainda mais depois da mobilização de motos no fim de semana. Outro governador esperado será o do Amazonas. Será decidido se será reconvocado o ex-ministro da Saúde Pazuello, prestes a uma reserva compulsória pelo Exército.

Enquanto isso, na CCJ da Câmara, ontem, por 39 votos a 26, foi aprovada a primeira fase da reforma administrativa. O próximo passo é a Comissão Especial, onde o trabalho será melhorar a proposta. Ou seja, sua admissibilidade foi aprovada, agora indo para CE e sabermos se a proposta não fere cláusulas pétreas da Constituição. A previsão é que o texto seja enviado para o Senado no segundo semestre. De acordo com Lira, a proposta manterá todos os direitos e garantias dos atuais servidores. Eventuais mudanças serão válidas apenas e tão somente para os servidores admitidos após a reforma.

Sobre a reforma tributária, os debates transitam pelas possíveis etapas de um fatiamento, incluindo mudanças no imposto de renda de pessoas físicas (aumento da faixa de isenção) e jurídicas, IPIs seletivos, passaporte tributário, além da tributação sobre consumo, a "reforma do consumo".

Outro tema em discussão é a extensão do auxílio emergencial, enquanto um programa de renda mínima — ou "renda cidadã" — mais amplo do que o Bolsa Família. Este projeto pode acabar servindo muito mais como “escudo” contra temores de “intervencionismo" (como os gerados pela saída do presidente da Previ) e de aumentos de gastos visando agenda social e eleitoral do que como reforma de largo escopo na máquina pública.

A recuperação econômica, ainda que sem reformas mais amplas, parece cada vez mais ser a principal aposta do Planalto e do ministério da Economia, Paulo Guedes, bem como do Centrão, para que o governo retome a popularidade e mantenha a confiança do mercado.

Neste, ontem foi dia de realização. O Ibovespa não teve fôlego para superar o recorde de fechamento de 125.076 pontos. Recuou 0,84%, a 122.987 pontos, com giro financeiro de R$ 28,1 bilhões. Na semana, o ganho é de 0,32%, no mês de 3,44% e no ano 3,34%. Já o dólar fechou o dia em alta de 0,23%, a R$ 5,3371. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu cinco pontos-base a 5,00%, o DI para janeiro de 2023 teve queda de nove pontos-base a 6,71%, o DI para janeiro e 2025 recuou 10 pontos-base a 8,16% e o DI para janeiro de 2027 registrou variação negativa de oito pontos-base a 8,76%.

Na agenda do dia, estejamos atentos aos Dados do Setor Externo de abril (Bacen), com foco na curva dos investimentos estrangeiros.

terça-feira, 25 de maio de 2021

MACRO MERCADOS DIÁRIO 25/05/21 - RETOMADA DA CPI E AGENDA DE REFORMAS

Depois de uma segunda-feira em que as ações de varejo virtual foram destaque, olhemos nesta terça, com atenção redobrada, para o reinício dos trabalhos na CPI da Covid e nas comissões do Congresso, para tratarmos do andamento das reformas.

O clima não parece nada amistoso para o governo, já que o presidente não consegue "sobreviver" sem confrontação. Na verdade, pegou muito mal sua postura na "carreata das motos" no domingo passado no Rio de Janeiro. Reuniu milhões de pessoas pelas ruas do Rio, numa movimentação totalmente temerária, diante dos riscos de contaminação. E o pior com a participação do ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. Muitos acham que será inevitável mais uma acareação com o ex-ministro na CPI da Covid.

Sobre esta, será destaque neste dia a secretária do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “Capitão Cloroquina”. Ela prestará seu depoimento num ambiente tenso e com o presidente da Comissão, senador Omar Aziz, bem incisivo diante do governo. Todos se mostram muito desconfortáveis com a postura "palanqueira" do presidente. Não há como contemporizar uma postura destas. Jair Bolsonaro já não governar, faz campanha para 2022.

No Exército, a repercussão do evento de domingo foi a pior possível, com muitos do Alto Comando recomendando alguma punição ao general Eduardo Pazuello. Acham, por exemplo, que ele deve ir para a reserva. O vice presidente general Hamilton Mourão, inclusive, se posicionou contrário à postura "política de Pazuello.

Isso pode não valer muito, pois, praticamente, inexiste qualquer relação de proximidade com o presidente, algo apenas protocolar, mas não podemos deixar de considerar o vice-presidente, muitas vezes, um contraponto importante ao populismo do "capitão".

Na verdade, o presidente alimenta, cada vez mais, este clima de confrontação e rebeldia, não sabendo se isso terá algum efeito favorável lá na frente, com as eleições.

Pelas pesquisas mais recentes, algumas mais críveis do que outras, pouco deve ter, já que a perda de popularidade do presidente parece fato.

Em pesquisa da semana, do Instituto Ideia, na Exame Pesquisa, sobre a popularidade e as reformas, temos o seguinte:

# sobre a avaliação do presidente, 50% o julgam entre péssimo e ruim, 24% ótimo e bom e 22% regular. Nestes 50%, 63% dos que ganham mais de cinco salários acham o presidente ruim e péssimo;

# na aprovação ou reprovação, 48% reprovam, 26% aprovam e 22% não aprovam nem desaprovam. Destes que aprovam, 38% são evangélicos e 19% católicos.

Falando das reformas:

Sobre a reforma tributária:

# 25% acham que se aprovada irá aumentar os impostos sobre os cidadãos, 25% o contrário e 20% acham que não será aprovada e nada deve mudar.

# sobre a criação de um imposto sobre transações financeiras, 58% são contrários, 10% a favor e 19% neutros.

# se a reforma reduzisse a carga de impostos, 56% poupariam e investiriam no futuro e os outros gastariam.

Sobre a reforma administrativa:

# na avaliação de desempenho de um ano antes de contratar, 49% se mostram à favor, 26% contra.

# estas medidas só devem ser aplicadas aos futuros servidores. Muitos discordam achndo que deve se estender a todos, 41%. Outros, só depois da mudança da regra (21%).

No posicionamento sobre as privatizações, do Correio 45% são favoráveis, 35% contra; da Eletrobras, 36% contra e a favor.

Nas reformas observa-se o esforço das pessoas em economizar recursos, daí quererem pagar menos impostos. Nas privatizações, uma tomada de consciência começa a haver de que as empresas públicas, muitas vezes, acabam "aparelhadas pelos conchavos políticos", se tornando objetos de corrupção. Daí a aceitação pelas privatizações.

Falando da pandemia, 29% acham que vai melhorar, 24% que vai piorar e 18% igual até o final do ano. 21% acham que só melhora em 2022. Já as vacinações seguem abaixo do esperado (69%) ou atrasada (75%).

Em simulações feitas nestas pesquisas, sobre as eleições, Lula da Silva teria mais chance de vitória em primeiro turno, ou mesmo numa ida ao segundo.

Por outro lado, as movimentações do presidente, nas suas várias incursões pelo País, inaugurando obras, em carreatas, palanques, mostram que ainda existe alguma popularidade, apoio entre 20% e 30%. Isso é sempre considerado como um dificultador, por exemplo, para o início de um processo de impeachment. O risco maior é de ruptura política, pelo apoio ao presidente nas ruas, embora as pesquisas não mostrem isso.

Sobre a agenda econômica desta semana, estejamos atentos aos movimentos do presidente do Congresso, Arthur Lira, e do ministro Guedes sobre a agenda de reformas.

Na pauta do Congresso, temos as reformas administrativa e tributária (fatiada e com menos prioridade), a valorização dos marcos setoriais, as medidas microeconômicas e o processo de privatização da Eletrobras (MP em discussão no Senado).

Estejamos também atentos às escaramuças do Planalto, pois boatos na segunda-feira indicavam que o auxílio emergencial pode ser extendido até o ano que vem.

Soma-se a isso, o presidente investe para fortalecer sua imagem junto às Forças Armadas - e na pauta de segurança como um todo -; buscando desqualificar o dissensso criado quando mudou os comandos da área e o ministro da Defesa. Quando fala em "meu Exercito" tenta reforçar esta narrativa.

Neste sentido, o clima de beligerância, criado pelo presidente, pode ter apoio do alto Comando do Exercito, ou não. Aguardemos os próximos capítulos.

Nesta terça-feira sai o IPCA 15 de maio (IBGE). A tendência é de alguma desaceleração, a 0,4%, mas ainda em patamar alto e bem acima da meta.

Falando dos mercados, o Ibovespa registrou +1,17%, a 124.031 pontos com volume financeiro negociado de R$ 28,7 bilhões. Foi o maior patamar de fechamento desde o dia 08/01, quando encerrou cotado em 125.076 pontos. Já o dólar comercial caiu 0,53% a R$ 5,32 na venda seguindo o desempenho da moeda no mundo todo. O dólar futuro com vencimento em junho registrou perdas de 0,72% a R$ 5,325 no after-market.

O S&P 500 fechou em alta de 0,99%, aos 4.197 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 1,41%, aos 13.661 pontos. Este índice iniciou a semana em alta com os diretores do Fed reiterando as expectativas de alta para a inflação de curto prazo, devido à reabertura da economia. Mesmo assim, reforçam estes choques como transitórios. Lembremos também que a redução do pacote de infraestrutura de mais de US$ 2,2 trilhões para US$ 1,7 trilhões, reduz o receio de uma inflação mais forte.

sábado, 22 de maio de 2021

Lula ou Bolsonaro? Nenhum dos dois !

Nos Manuais de Ciência Política definimos "populismo" da seguinte forma.

É o sistema de "simpatia pelo povo"; é a doutrina, ou prática política, que procura obter vantagens com o apelo a reivindicações ou preconceitos amplamente disseminados entre a população, geralmente fazendo a distinção entre dois grupos antagónicos: um, virtuoso e maioritário – o povo – que exalta e diz defender; outro, minoritário e apontado como fonte dos problemas gerais, que pretende combater; doutrina ou regime, geralmente de carácter "paternalista", assentado na ideia de que a liderança política deve ser exercida em estreita ligação com o povo, sem a intermediação de partidos; corrente artística que escolhe como temática os costumes ou o modo de vida popular.

Incrível como esta simbiose perversa do "populismo", entre governante e povo, se instalou de vez no Brasil e não parece ter hora para sair.

A disputa da eleição de 2022 nos coloca nesta "vala comum". Dois candidatos populistas que pouco pretendem alterar a estrutura sócio-econômica do País, mas sim conquistar o poder e viver de dar "agrados" aos mais pobres, para assim se perpetuar no poder.

De um lado, Lula da Silva, e o seu "lulo-petismo", fenômeno político, que se manteve por 15 anos no Palácio do Planalto e pouco alterou esta estrutura sócio econômica. Se manteve no poder, através do clientelismo de um sistema de peleguismo e "intenso patrulhamento ideológico". 

Do outro, um capitão insubordinado, expulso do Exercito, que conseguiu ser eleito por, fatores fortuitos (uma "facada") , mas, também, por se opôr ao sistema de poder anterior. Sua grande bandeira de luta foi o "anti-Lulismo". Foi isso que o elegeu, agora será o anti-bolsonarismo a lhe ameaçar o poder.

Dois populistas demagogos e pouco preocupados em mudar a fundo a sociedade brasileira. São projetos de poder, o poder pelo porder, e não programas de governo consistentes e transformadores. O que lhes permeia é a conquista do poder.

Não dá para haver comparações. Lula e Bolsonaro são personagens da mesma estirpe, do mesmo  pedigree. São POPULISTAS com sede ou tara pelo poder.

Perderemos mais uma década de populismo e vamos ficando para trás na corrida global.

Já são quantos anos?

Creio q desde 2001 estamos "patinando", encalacrados nestes esquemas perversos de governança.

Não consiguimos ver muitas qualidades no lulo-petismo, nem no bolso-petismo.

Lula se elegeu em 2001 e a primeira decisão foi criar o tal "voto de cabestro", com o tal FOME ZERO, nada mais do q dar "esmola" para o povão e gerar uma "sensação" de bem estar e prosperidade momentânea.

Não considero isso uma política consistente de transferência de renda, política social, ou algo que os "intelectuais" brasileiros tanto se preocuparam em "rotular". Para pegar 100 reais e dar aos pobres, basta apenas uma boa política de capilaridade, de transferência...

Apenas isso.

Política social mesmo é promover as REFORMAS ESTRUTURAIS, acabar com a fábrica de desigualdades que é a nossa estrutura previdenciária, em que só os servidores públicos (no geral) se beneficiam. Temos que falar em REFORMA TRIBUTÁRIA, para acabar com este cipoal de impostos que não fazem políticas distributivas e só desorganizam as estruturas produtivas.

Temos q falar, enfim, de uma PROFUNDA reforma do Estado, tentando blindá-lo contra a CORRUPÇÃO e colocar o servidor público no seu devido lugar, a cumprir seu papel,
SERVIR AO PÚBLICO, SER UM EMPREGADO DOS PAGADORES DE IMPOSTO. E NÃO SE SERVIR DELES.

Bolsonaro escorrega pela mesma retórica. Um negacionismo perverso, obscurantista, que não reconhece a ciência, os progressos obtidos, sempre apegado à teorias conspiratórias amalucadas.

Sua postura na pandemia foi criminosa. Minimizou a pandemia e fez de tudo para sabotar o isolamento social e as medidas de prevenção; acreditou na "imunidade do rebanho" e, por isso, não quis comprar vacinas e pregou o uso da cloroquina como prevenção; quis testar a “teoria” da imunidade em Manaus e deu errado. 

Enfim, negou a vacinação e lutou por um placebo, um remédio contra malária e lupus. Sua postura, mais matou do que salvou vidas. 

Foi nesta toada, nesta visão fanática e distorcida, com pitadas de "teologia salvacionista", que chegamos agora a esta encruzilhada, Lula ou Bolsonaro?

Um usurpou a democracia, agindo como Hugo Chavez, "comprando" os poderes da República. Daó o Mensalão, na qual o PT oferecia mesadas para se manter numa boa com o Legislativo e também o meio empresarial. Outro não sabe bem o que é democracia, se serve dela, mas não tem muita simpatia ou cultura pela diversidade. É por natureza, um autoritário. 

Nesta encruzilhada para 2022 poucos enxergam UMA saída. Claro que nenhum dos dois servem para serem presidentes do Brasil. Seus legados estão postos. Um criou o mais sistema de corrupção da hisstória moderna, outro, no seu negacionismo, não combateu a pandemia e muito contribuiu para as mortes que estamos acumulando até o momento (446 mil). 

Muito longe disso. Temos uma memória bem clara do desastre que foi Lula no poder, nos seus Mensalões, Lava Jatos, seus esquemas de corrupção ativa, em conluio com empreiteiras e outros.  

Não dá também para apoiar um presidente, caótico nos seus dois anos e meio no poder. Bolsonaro foi isso...um desastre nestes dois anos e meio.

Vamos conversando.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

@empiricus & @BTGPDigital , uma tacada de mestre? Por DAN KAWA

Tenho acompanhado bastante a movimentação do mercado de capitais no Brasil e toda essa tese de “financial deepening” que vem ocorrendo no país.

Ontem, o mercado recebeu a notícia de que o BTG Pactual estaria comprando a “holding” Universa, que é composta pela Empiricus (casa independente de análise), Vitreo (gestora) e mais alguns ativos de comunicação.

Segundo fontes, o valor seria de exorbitantes R$ 2 bilhões !

Do lado da Universa, Felipe Miranda e seus sócios estão há anos desenvolvendo um trabalho espetacular focado no varejo. Se uniu aos competentíssimos sócios da Vitreo, levando acesso de suas recomendações para fundos de investimento de nichos.

Reza a lenda que a Empiricus tem 400 mil assinantes.

Em um mundo em transformação, em um mercado intensivo em tecnologia e em capital, faz muito sentido à Universa diversificar seus negócios e se juntar a um parceiro mais completo, com capital e com tecnologia.

A história me lembra muito Steve Jobs com a Pixar. Após alguns anos de sucessos sucessivos em seus lançamentos, a empresa ainda era muito dependente de seus próximos filmes. Um simples erro, poderia levar a empresa ao fracasso, a despeito dos acertos passado.

Então, Jobs pensou: “Porque não diversificar meu negócio, me unindo a Disney e ficando com parte de um negócio mais diversificado em termos de receita?”.

O resto é história. Hoje a viúva de Jobs é uma das mulheres mais ricas do mundo, e não devido a Apple, mas sim devido a suas ações da Disney.

Do lado do BTG Pactual, onde suas ações são precificadas a múltiplas vezes o seu patrimônio, onde o mercado paga caro por AuC, por número de clientes e por abertura de contas, adicionar o acesso a 400 mil contas leva o Banco a pular diversas etapas em sua incursão no varejo.

De forma mais clara, o BTG pode pagar com ações ou emitir ações e pagar com dinheiro, em uma ação que opera em seus picos históricos. Além disso, ainda consegue saciar a demanda dos investidores por investimentos e crescimento.

É ou não é uma tacada de mestre?

Dan H. Kawa



BITCOIN É PATRIMÔNIO, NÃO É DINHEIRO, Robert Armstrong, editor de finanças dos EUA

Robert Armstrong, editor de finanças dos EUA
20 de maio de 2021
Bem-vindo de volta ao Unhedged. Se você tem alguma ideia (e como o assunto de hoje é bitcoin, muitos de vocês iram ler), envie um e-mail para mim: robert.armstrong@ft.com.

Há anos fui contratado, sem experiência em finanças, como analista trainee de um fundo de hedge. Perguntei ao meu futuro chefe como deveria me preparar. Ele disse: “Pegue uma calculadora financeira e aprenda a usar as chaves de valor presente líquido. Isso é realmente tudo que há para fazer."

Ele estava certo. Desde então, tenho pensado em termos de fluxos de caixa futuros, valores terminais e taxas de desconto. Todas as outras ferramentas analíticas que adquiri desde então são secundárias.
É por isso que estou inquieto fazendo o que preciso fazer hoje: escrever sobre bitcoin, um ativo muito além da compreensão de minha HP-12c (a geração do milênio agora pode pesquisar o que é). O valor do estoque de bitcoins caiu 29 por cento em um ponto hoje, uma queda no valor de US $ 225 bilhões. Aqui está o preço de um bitcoin individual durante o dia na quarta-feira (com a marcação final na 
terça-feira incluída à esquerda) (dados da Bloomberg):

Além disso, o bitcoin e a tendência geral do mercado pareciam estar ligados. 

Algo precisa ser dito. Então, o que se segue é o melhor palpite deste analista antiquado sobre o que está acontecendo. Aguardo seu e-mail (eu acho?).

O Bitcoin é mais bem visto como capital de uma empresa cujo único ativo é uma tecnologia promissora, mas não comprovada - isso não é estritamente verdade, mas é a metáfora certa. Muitas pessoas falam sobre isso amplamente nesses termos. Aqui, por exemplo, está Bill Miller, um investidor em ações muito famoso, na Barron’s há algumas semanas:

“Bitcoin é a solução para um problema que atormenta as economias desde que existiam economias, que é o monopólio do governo sobre a oferta de dinheiro e os sistemas bancários, levando a inadimplências em série, confisco com nacionalização, inflação. . . a melhor maneira de pensar nisso é como ouro digital. O ouro é analógico, o bitcoin é digital. É muito superior ao ouro como reserva de valor. . . você não pode fugir de seu país com milhões de dólares em ouro, pois é volumoso e difícil de dividir, enquanto você pode enviar bitcoin para qualquer lugar em uma fração de segundo a um custo muito baixo, e é quase infinitamente divisível. ”

Ou seja, se a tecnologia bitcoin funcionar, será uma nova forma de dinheiro, superior na função específica do dinheiro como reserva de valor: seguro contra a inflação, transferível sem atrito e fora do alcance dos mexericos do governo.

Aqui está Marc Andreessen, um investidor em tecnologia muito famoso, escrevendo alguns anos atrás, atingindo pontos semelhantes:

“O livro razão bitcoin é um novo tipo de sistema de pagamento. Qualquer pessoa no mundo pode pagar qualquer quantia de bitcoin a qualquer outra pessoa simplesmente transferindo a propriedade do slot correspondente no livro-razão. Coloque o valor, transfira-o, o destinatário obtém o valor, sem necessidade de autorização e, em muitos casos, sem taxas. ”

E se o bitcoin se tornar dinheiro, seu valor aumentará muito. Miller novamente:
“Há cerca de US $ 10 trilhões em ouro no mundo, alguns em joias, alguns em bancos centrais, alguns em coisas como ETFs. A capitalização de mercado do Bitcoin é de cerca de US $ 1,1 trilhão. Estou altamente confiante de que o bitcoin pode subir 10 vezes sob certas condições razoavelmente assumidas - ou seja, pode ser tão valioso quanto ouro. ”

As pessoas racionais devem concordar, porém, que a tecnologia do bitcoin ainda não funciona. Isso deveria ser óbvio. Os movimentos de preço de hoje mostram que o bitcoin é muito volátil para ser dinheiro; por enquanto, quando as coisas realmente ruins acontecerem, estarei fugindo pela fronteira para o México com algo diferente de bitcoins.

Tão importante quanto, os custos de transação em bitcoin são geralmente altos e as transações são lentas, e só é aceito em alguns lugares. Bitcoin não é dinheiro, mas a ideia de que um dia se tornará dinheiro é a fonte de seu valor atual.

Quando o preço das ações de uma empresa cujo único ativo é uma tecnologia não comprovada flutua (e eles flutuam, muito), isso não importa. Isso é apenas ruído do mercado, exceto quando há novas informações sugerindo que o ativo de tecnologia tem mais ou menos probabilidade de sucesso.

É aí que muitos crentes em bitcoin cometeram um erro. Eles acham que quando o preço do bitcoin sobe, isso é por si só uma evidência de que a tecnologia está mais perto de funcionar e se tornar dinheiro. Não é! Muitas coisas, de cartões de beisebol a caixas de Château Lafite, aumentam de valor. Isso não lhes dá dinheiro. Isso os torna ativos. Ativos são coisas boas, mas o valor do referido bitcoin vem da possibilidade de ele se tornar um tipo específico de ativo, ou seja, dinheiro.

A evidência de que o bitcoin está se tornando dinheiro envolveria as pessoas transacionando mais nele, em mais lugares e de forma mais suave (se há alguma evidência de que é um assunto para outro dia).

Um último ponto. A razão nominal para a queda no valor do bitcoin na quarta-feira foi que o Banco da China disse que ele "não deve e não pode ser usado como moeda no mercado". 







quarta-feira, 19 de maio de 2021

REFORMAS: OS MAIORES "BODES NA SALA"

Os investidores operaram em cautela nesta terça-feira, de olho na ata do Fomc nesta quarta-feira. Por aqui, a CPI da Covid, mais uma vez, voltou a ser o “centro das atenções”, no depoimento do ex-chanceler Ernesto Araújo, comprometendo ainda mais o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o presidente Jair Bolsonaro. Hoje é o próprio Pazuello a falar, ou permanecer calado, dependendo do tema a ser abordado. “O circo segue montado”.

Mas os investidores estão cautelosos mesmo é com a ata do Fomc nesta quarta-feira, sobre se algo será dito a respeito de quando será o início do ciclo de aperto monetário nos EUA. O Fed, seus diretores, continuam defendendo a atual política acomodatícia, argumentando que os repiques inflacionários ocorridos foram originários da “reabertura da economia” e do choque de demanda, sobre uma oferta que ainda em ajuste. Por isso, achar que esta inflação deve ser encarada como transitória, até porque a retomada não acontece de forma linear, mais diferenciada, com alguns setores “reagindo” mais do que outros. Como contraponto a isso, ontem o ex-secretário de Tesouro, Larry Summers, acusou o Fed de “perigosa complacência”, subestimando o risco de juro muito baixo e por tempo prolongado para a inflação.

No Brasil, a bolsa de valores fechou terça-feira próxima da estabilidade (+0,03%, a 122.979 pontos), impulsionada pelas siderúrgicas e exportadoras de minério de ferro, pela alta desta commodity no mercado global, e giro financeiro de R$ 31 bilhões. Na semana, a bolsa paulistana avança 0,90%, no mês 3,44% e no ano 3,33%. Já o dólar se manteve em recuo (-0,22%), a R$ 5,2545, refletindo um maior otimismo com sua trajetória no ano. Já são maioria os que acham que a moeda norte-americana deve recuar abaixo de R$ 5,30 ao final deste ano, sendo o real a moeda de melhor desempenho na América Latina para os próximos seis meses.

A justificar este “derretimento” da moeda nacional o atrativo “carry trade” para os investidores estrangeiros, que seguem ingressando no País. Nesta terça tivemos um mega leilão de NTNB, com boa quantidade de lotes de títulos longos (2055), maior interesse dos estrangeiros. A oferta, neste leilão, passou de 1,9 milhão para 4,8 milhões, lote de 1,5 milhão para os papéis longos citados, o que fez disparar o risco de mercado (DV01). Foram vendidos 4,69 milhões de NTNBs, e R$ 16,7 milhões para os papéis longos. Destaquemos que os NTNBs são papéis defensivos, ainda mais quando se tem desconfiança sobre as ações do BACEN. Isso reflete o quadro de que alguns não acreditam que o banco vá cumprir sua estratégia de trazer a inflação para o centro da meta (3,75%) no ano que vem. As pesquisas da Focus mostram um IPCA mais pressionado, dadas as commodities em alta, economia retomando, mesmo com o câmbio em movimento contrário, valorizando.

Nossa percepção é de que todos gostariam que o ajuste da Selic fosse “até o nível neutro”, mas a dúvida é saber quanto de pressão inflacionária transborda, ou não, para 2022. Por ora, mantemos a inflação em 5,3% para este ano, a Selic a 5,5%, indo a 6,5% no ano que vem, diante de um IPCA entre 3,6% e 4,0%.

No Congresso hoje temos a votação da MP da Eletrobras, que permitirá a privatização da estatal de energia. Na reforma administrativa, o parecer do relator Darci de Matos (PSD – SC) foi lido ontem na CCJ, mas o texto só deve ser votado na quinta-feira (dia 20). 

Já Arthur Lira (PP-AL) deve detalhar qual será o plano de trabalho para a tramitação da Reforma Tributária nas casas legislativas. Lira segue defendendo o “fatiamento” da proposta, tencionando iniciar a discussão pelo PL de unificação do PIS/Cofins.

O formulador da proposta, deputado Aguinaldo Ribeiro (PPPB), defende em seu substitutivo a votação de uma reforma ampla, com a unificação de impostos federais (IPI, PIS e Cofins) e subnacionais (ICMS e ISS) em um IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) (ou o conhecido IVA). Por outro lado, Arthur Lira e equipe econômica, seguem defendendo o fatiamento da matéria em quatro etapas, por entenderem que facilitará sua aprovação no Congresso.

A primeira fase da reforma seria o PL de unificação do PIS/Cofins por meio da CBS (Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços). O fatiamento do texto no início da tramitação aumentaria a probabilidade de avanço do projeto de lei de unificação do PIS/Cofins.

Sobre a reforma administrativa, se aprovada na CCJ, será criada uma Comissão Especial para discuti-la e, depois, deve seguir para ser votada no plenário da Câmara.

Arthur Lira tem afirmado que votará a Reforma Administrativa com celeridade (antes da Reforma Tributária) e enviará a proposta para o Senado até julho deste ano. No entanto, acreditamos que a tramitação não deverá ser tão célere, e sua aprovação ainda pode ser considerada duvidosa, dada a falta de consenso entre os congressistas e o Executivo em torno do tema, ainda que as mudanças da reforma venham a valer apenas para novos servidores.

Bons negócios!

terça-feira, 18 de maio de 2021

MACRO MERCADOS SEMANAL 17/05/2021 - CPI DA COVID NO RADAR 17/05/2021

No foco das atenções nesta semana a “arena política”, mais precisamente, a CPI da Covid, com os “depoimentos” do ex-chanceler Ernesto Araújo, dia 18, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, dia 19, e sua assessora direta, Mayra Pinheiro, conhecida como “capitã Cloroquina”, dia 20. Nos mercados, estejamos de olho na trajetória das commodities, a ata do FOMC, os dados chineses e a agenda de reformas no Brasil.

Sobre a CPI, inevitável afirmar que cabe aqui a máxima “quem não deve não teme”. Parece claro que todos possuem alguma responsabilidade neste precipitado diagnóstico de recomendar “tratamento precoce”, uso de Cloroquina e Ivermectina, algo ignorado no mundo. Sabe-se agora que até manual para tratamento precoce o ministério da Saúde encomendou. Outro foco das investigações será a atuação do governo no colapso da rede de saúde em Manaus, onde pacientes morreram asfixiados pela falta de oxigênio.

Pazuello pretende ficar em silêncio, mas o STF determinou que o general terá que responder com a verdade sobre outras questões que digam respeito a terceiros, como o presidente Jair Bolsonaro. Se mentir poderá, sim, ter ordem de prisão decretada. Ernesto Araújo também estará no foco das atenções, nas relações diplomáticas com a China. Relações estas tumultuadas e justificativa para o atraso na entrega de insumos pelos chineses na produção da Coronavac, pelo Instituto Butantan, e AstraZeneca, pela Fiocruz.

Segundo o presidente da Comissão Omar Aziz, em entrevista no fim de semana, “não houve nenhum interesse pela compra de vacinas num primeiro momento”. Como aposta inicial, meio irresponsável, escutando as pessoas erradas, Bolsonaro optou pelo tratamento precoce e ingressou numa espiral de decisões desastradas, como na encomenda de grandes lotes de cloroquina, inclusive, importando “estoques excedentes” dos EUA.

Agora, sob desconfiança e investigação, vem tentando “fugir” e politizar o debate. Drogas contra lúpus e malária, sem a mínima comprovação científica. E o pior, seu total alienamento contra o início do programa de vacinação, argumentando ser contrário à vacina chinesa Coronavac, pelo simples motivo do governador de SP, João Dória, ter partido na frente (alguma teoria da conspiração ou anticomunismo atávico. Nunca se sabe).

Segundo Aziz, “o governo errou desde o primeiro momento. Não apostou no isolamento, não apostou na máscara, no álcool em gel, na vacina, uma série de coisas que poderiam ter ajudado a salvar pessoas. E continua apostando na cloroquina”. Por outro lado, o presidente da comissão apontou que as pessoas que orientaram o presidente devem também ser responsabilizadas. Aqui, incluímos Mayra Pinheiro, a “capitão cloroquina”.

Na Europa, por exemplo, tal tratamento, no uso destes remédios recomendados pelo governo, nunca foi colocado em prática.

Em Portugal, a única solução, com todos os custos sociais, foi o governo parlamentarista adotar, em várias etapas, “planos emergenciais de confinamento”, além da estrita exigência pelo uso de máscaras, álcool gel e isolamento social. Com isso, os lusitanos foram, aos poucos, superando a pandemia e retornando à vida normal, praticamente agora sem mortes e novos casos. E isso foi sendo adotado num crescente, claro que com erros em alguns momentos. Até porque nos confrontamos com algo desconhecido.

Pode-se afirmar que a decisão de manter o confinamento em boa parte do ano de 2020 e nestes primeiros cinco meses acabou por se mostrar acertada, diante do atraso das vacinas, dado o gargalo de oferta existente no mundo.

Há uma “batalha por vacinas”, e os países melhor preparados, mais organizados, com planejamento, atuação incisiva, correram atrás e acabaram beneficiados. Destaquemos a Nova Zelândia, Israel, num “tour de force” gigantesco, já tendo conseguido a imunidade total da população, os EUA na mesma toada, assim como o Reino Unido. Em alguns destes já foi liberada a “obrigatoriedade” no uso de máscaras.

Neste domingo, o Brasil registrou 1.036 óbitos, elevando o total a 435.751. Chegamos a 40.941 casos e o total de infecções a 15.627.475. O Brasil possui o segundo maior número de mortes pela doença no mundo, abaixo apenas dos EUA, e a terceira maior contagem de casos confirmados, só superada pela Índia e os EUA.

Sobre a agenda econômica da semana, atenção para a ata do Fomc nos EUA na quarta-feira, dia 19, e o discurso de Christine Lagarde no dia seguinte (dia 20). No Brasil, estejamos atentos para os avanços das reformas tributária e administrativa, a possível MP da Eletrobras e a arrecadação federal na sexta-feira.

O presidente do Congresso, Arthur Lira, deve agitar o Congresso com as duas reformas em pauta, a administrativa e a tributária. Esta última deve ser fatiada no Senado e a primeira, para a CCJ, com o parecer do deputado Darci de Matos a ser discutido.

Na passagem de domingo para segunda-feira, saíram os dados da China de produção industrial e vendas no varejo de abril, mostrando atividade em recuperação, mas não de forma uniforme e na velocidade esperada.

Pela indústria, a produção veio em bom ritmo, acima das projeções (9,8% contra expectativa de 9,2%), enquanto que pelo varejo as vendas vieram abaixo do esperado (17,1% contra 24,9%). Isso mostra que a economia chinesa perdeu um pouco de tração entre março e abril, desacelerando. Em março, a produção industrial havia avançado 14,1% e as vendas do varejo 34,2%. Importante considerar também a base de comparação muito deprimida nestes indicadores, contra os mesmos do ano passado.

Falando da ata do Fed temos nesta quarta-feira o resgate do debate sobre os rumos da política monetária, embora os indicadores mais recentes afastem o risco de um superaquecimento da economia norte-americana.

BALANÇOS – A temporada termina hoje com os resultados da Gafisa, Linx, Rede D'Or, Boa Vista Serviços e Focus Energia, depois do fechamento do mercado. Promovem teleconferências: Cosan e Banco ABC Brasil (10h) e PDG Realty (11h).

Uma nota de pesar pelo falecimento do prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Uma linhagem difícil de encontrar por aí. Fui eleitor do seu querido avô, Mario Covas em 1989, na eleição presidencial, depois polarizada entre Lula e Collor.
Mario Covas, e seu neto Bruno, mostraram ser possível trilhar pelo caminho da seriedade, foco, eficiência e honestidade. Pessoas públicas que fazem muita falta nos dias de hoje.

Bons negócios!

 

Agenda Semanal
2ª feira (17)
(China) 23:00 - Produção Industrial e Vendas no Varejo (Abr); (Br) Boletim Focus; (EUA) Índice Empire State de Atividade Industrial (Mai); Discursos de membros do Fed / FOMC, Clarida e Bostic.

3ª feira (18)
(Br) Leilão Tesouro Nacional NTN -B; (Euro) Empregos (Q1) / PIB (Q1) / Balança Comercial (Mar); (EUA) Licenças de Construção e Construção de Novas Casas (Abr); Discurso de membro do Fed / FOMC, Kaplan.

4ª feira (19)
(Euro) Análise de Estabilidade Financeira do BCE; Estoques de Petróleo em Cushing; (EUA) Leilão de títulos de 20 anos; (EUA) Atas da Reunião do FOMC; Discursos de membros do Fed / FOMC - Bullard e Bostic.

5ª feira (20)
(Br) Leilão Tesouro Nacional LFT, NTN -F, LTN; (EUA) Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego; (EUA) Índice de Atividade Industrial Fed Filadélfia; (EUA) Leilão TIPS a 10 anos; (Euro); Discurso da Presidente do BCE - Christine Lagarde

6ª feira (21)
(Br) Vencimento de Opções; (EUA) PMI Composto Markit, Industrial e o Setor de Serviços (Mai); (Reino Unido) PMI Composto, Industrial e o Setor de Serviços (Mai); (Br) Arrecadação Federal (Abr); (EUA) PMI Composto Markit, Industrial e o Setor de Serviços (Mai); (EUA) Vendas de Casas Usadas (Abr); Contagem de Sondas Baker Hughes; Discursos dos membros do Fed / FOMC – Bostic e Mary Daly.

Paulo Cursino

  Não, eu não gostaria de ver a América de Trump tirando o presidente da Venezuela do poder. Eu gostaria de ver o Brasil fazendo isso. O paí...