Análise Bankinter Portugal
NY -0,11% US tech +0,35% US Semis +2,3% UEM +0,51% España +0,55% VIX 19,23% Bund 3,05%. T-Note 4,34%. Spread 2A-10A USA=+50pb B10A: ESP 3,51% PT 3,45% ITA 3,85% FRA 3,70% Euribor 12m 2,715% (fut.12m 2,984%). USD 1,168 JPY 186,6/€. Ouro 4.743 $. Brent 101,2$. WTI 104,5$. Bitcoin -1,8% (70.732$). Ether -0,22% (2.189$).
SESSÃO: A semana passada saldou-se com um tom bastante positivo após o anúncio de um cessar-fogo entre os EUA e o Irão e o início de negociações no Paquistão para alcançar um acordo definitivo. Neste contexto, as bolsas acumularam na semana +3,5% em Nova Iorque e +4,5% na Europa, com o petróleo a baixar abaixo dos 100 dólares por barril (-12%), diminuindo as expetativas de inflação.
No plano macro, os primeiros dados de inflação nos EUA após o início do conflito mostraram um aumento menor do que o esperado (+3,3% vs. +3,4% est. e +2,4% ant.), enquanto a Confiança da Universidade de Michigan mostrou uma deterioração maior do que o esperado (47,6 vs. 51,5 est. e 52,3 nt.)
Esta semana parece que o tom negativo regressa, com o petróleo novamente acima dos 100 dólares (+7%), após as negociações entre os EUA e o Irão no Paquistão “falharem”. As diferenças insuperáveis parecem decorrer da recusa iraniana em ceder o controlo do Estreito de Ormuz e a renunciar o urânio enriquecido. Ainda assim, o cessar-fogo continua em vigor até 22 de abril.
Horas depois de finalizar as negociações, Trump anunciou que os EUA irão impor um novo bloqueio naval no Estreito de Ormuz sobre todos os navios que entrem ou saiam de portos iranianos, iniciando-se hoje às 15 h, o que impedirá as exportações de petróleo iraniano, até agora o único a sair do Golfo Pérsico e, portanto, acabará com a principal fonte de financiamento do regime Aiatolá.
Vemos esta ação como positiva, já que não deverá afetar o fornecimento atual de energia pelo Estreito, já totalmente paralisado, e poderá acelerar a sua reabertura, ao forçar o Irão a chegar a um acordo, ao asfixiá-lo economicamente. Contudo, esta operação não está isenta de riscos e teremos de ver de que forma será realizada.
No plano convencional, esta semana começa a temporada de resultados do T1 2026, com o mercado a antecipar um sólido crescimento do EPS, perto de +14% a/a em Nova Iorque e perto de +4,4% a/a na Europa. Pelo lado macro, teremos dois eventos destacados: (i) FMI (13-18 de abril; projeções WEO na terça-feira); (ii) Livro Bege da Fed (quarta-feira; 19 h) que prepara a reunião da Fed (28-29 abril).
Em suma, como temos vindo a dizer, o processo de paz não estará isento de tensões, como as que veremos hoje, mas continuamos a pensar que o conflito é um “golpe”, não uma involução do ciclo económico. Mantemos exposições para um ciclo que se irá manter expansivo a médio prazo, com o retrocesso progressivo da inflação no segundo semestre de 2026 e 2027.
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