quarta-feira, 10 de junho de 2026

IA

 


Anderson Nunes 1006

 *AUTONOMIA DO BC E ESCALA 6X1 - MC 10/06/26*

*Por Anderson Nunes - Analista Político*


*AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL TRAVA NA CCJ ENQUANTO ESCALA 6X1 SEGUE CONGELADA NO SENADO*


O Congresso Nacional vive um dia de fortes articulações políticas com a retomada da discussão sobre a autonomia financeira do Banco Central e o travamento estratégico da PEC da escala 6x1 pelo presidente do Senado.


*AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL EM DEBATE*


A CCJ do Senado analisa hoje a proposta de emenda constitucional que amplia a independência financeira da autoridade monetária. A medida é importante porque protege o BC de interferências do Executivo e garante previsibilidade orçamentária para investimentos em segurança tecnológica.


*CLIMA TRABALHISTA E FISCAL NO CONGRESSO*


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, evitou fixar um calendário para a PEC que proíbe a escala 6x1, enquanto ministros da equipe econômica o pressionam para conter uma lista de propostas com impacto bilionário nas contas públicas. Essa postura reflete o temor do governo com a responsabilidade fiscal diante do avanço de pautas corporativas e regionais em ano eleitora


*ARTICULAÇÃO CONTRA PAUTAS COM IMPACTO FISCAL*


O presidente do Senado busca uma reunião de emergência com o Executivo para negociar projetos legislativos que somam mais de R$ 270 bilhões de reais em riscos fiscais, como o perdão de dívidas rurais e a revisão da escala de trabalho semanal. O avanço dessas propostas ocorre em um momento de fragilidade nas relações políticas entre o parlamento e o Palácio do Planalto, gerando desconforto nos mercados financeiros.


*ESTRATÉGIA NO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA*


O governo federal adiou a revisão periódica do BPC para pessoas com deficiência para janeiro de 2027, concentrando os esforços dos servidores na redução da fila de espera do INSS. A medida neutraliza temporariamente o desgaste político que eventuais cortes de benefícios causariam à imagem do presidente Lula.


*AJUSTES NA ENERGIA E GEOPOLÍTICA*


O Ministério de Minas e Energia propôs elevar a mistura obrigatória de etanol na gasolina para 32% como forma de mitigar os impactos da guerra no Irã e reduzir a importação do combustível. Paralelamente, a Aneel validou contratos do Leilão de Reserva de Capacidade, contrariando liminar judicial do Ceará com o aval da Procuradoria Federa


*EXPLOSÃO DOS JUROS PÚBLICOS*


As taxas pagas pelo Tesouro Nacional para financiar a dívida pública federal de R$ 8,8 trilhões dispararam para patamares recordes, evidenciando o ceticismo dos investidores com o equilíbrio fiscal e os novos gastos da gestão federal. Os títulos vinculados à inflação com vencimento em 2032 saltaram de 7,63% para 8,3% ao ano em menos de um mês.


*DISPUTAS ELEITORAIS E ARTICULAÇÃO POLÍTICA*


O comando nacional do PT determinou que os acordos regionais priorizem exclusivamente a reeleição de Lula, sobrepondo-se às decisões locais que exigiam candidaturas próprias em Minas Gerais e Goiás. A estratégia acende alertas no partido devido ao histórico de perda de espaço nas 200 maiores cidades brasileiras ao longo dos últimos pleitos.


*REJEIÇÃO IMINENTE DE DELAÇÃO PREMIADA*


O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, alterou sua proposta de delação premiada para admitir que pagou propina ao senador Ciro Nogueira , modificando a versão anterior que tratava os repasses como fruto de amizade


*BANCO DE BRASÍLIA (BRB)*


O presidente do banco declarou que a empresa foi a maior vítima da fraude do Banco Master e que um aporte de R$ 8,8 bilhões garantido pelo FGC e pelo Distrito Federal deve reverter os prejuízos. Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, detido preventivamente, redige os termos de sua própria proposta de colaboração premiada na prisão enquanto aguarda manifestação oficial da Polícia Federal e do Ministério Público.


*INFILTRAÇÃO DO CRIME NO MINISTÉRIO PÚBLICO*


Uma operação policial prendeu agentes públicos suspeitos de vender informações sigilosas ao PCC para extorquir investigados em São Paulo. O episódio liga o sinal de alerta para a segurança institucional ao evidenciar a capacidade das facções de romper as defesas dos principais órgãos de fiscalização do Estado.


*PROTEÇÃO DIGITAL DE MENORES EM JULHO*


O Ministério da Justiça vai publicar uma portaria definindo obrigações estritas para que plataformas digitais notifiquem crimes contra crianças. A regulamentação tenta conter a escalada de 60% nas denúncias de abusos digitais registradas no último ano e impõe severa responsabilidade jurídica ao setor de tecnologia.


*RADAR CORPORATIVO*


1. UKG: Um estudo global estima que o absenteísmo corporativo decorrente dos jogos do torneio mundial custará cerca de US$ 17 bilhões às empresas devido à queda drástica de produtividade.

2. JBS: O presidente global alertou que restrições contínuas da União Europeia à carne brasileira podem desequilibrar as exportações de frango, levando a empresa a reforçar a atuação estratégica no mercado doméstico.

3. ANEEL: A diretoria homologou os contratos do leilão de reserva de capacidade realizado em março, dando prosseguimento ao certame mesmo sob questionamentos ativos no Tribunal de Contas da União e no Judiciário.

4. TOTVS: O conselho aprovou o pagamento de R$ 104,3 milhões de reais em juros sobre capital próprio, correspondendo a R$ 0,18 por ação, com liquidação financeira prevista para julho.

5. IGUATEMI: A companhia encerrou o atual programa de recompra e aprovou uma nova rodada para readquirir até 2,45 milhões de ações com prazo de execução até dezembro de 2027.

6. BANRISUL: A instituição financeira vai distribuir R$ 90 milhões de reais em juros sobre capital próprio, gerando um rendimento de R$ 0,22 por ação aos acionistas posicionados até o dia 15.

7. BIOMM: A empresa divulgou projeção oficial de faturamento operacional medido pelo Ebitda entre R$ 90 milhões e R$ 100 milhões de reais para o ano corrente.

8. ROMI: Foi autorizada a distribuição de R$ 5,6 milhões de reais em juros sobre capital próprio, pagando R$ 0,06 por ação.

9. VITTIA: O conselho concluiu a recompra anterior com cancelamento de ações e aprovou um novo programa para adquirir até 4,5 milhões de papéis nos próximos 12 meses.


O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: 'Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance'.

Call Matinal 1006

 Call Matinal

10/06/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0906)

MERCADOS

Na terça-feira (9), o Ibovespa fechou em alta de 0,68%, a 169.813 pontos. No mercado cambial, apesar do susto, o dólar (-0,05%, a R$ 5,1775) ficou de lado, em linha com a moeda lá fora (DXY caiu apenas 0,07%, aos 99,970 pontos). O euro teve leve alta de 0,05% (US$ 1,1542). E a libra ganhou 0,29% (US$ 1,3378). O fluxo estrangeiro do Bovespa, no dia 08/06, veio positivo em R$ 19 milhões, em junho acumulando negativo de R$ 1.84 bilhão, no ano positivo em R$ 41.9 bilhões.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta quarta-feira (10), após lançarem “ataques de autodefesa” contra o Irã, em retaliação à derrubada de um helicóptero no dia anterior.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: -0,44%

S&P 500 Futuro: -0,53%

Nasdaq Futuro: -0,84%

Bolsas operando em baixa, depois da resposta dos EUA ao ataque a um helicópetero americano.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), -0,42%

Nikkei (Japão): -1,89%

Hang Seng Index (Hong Kong): -0,64%

Nifty 50 (Índia): +0,49%

ASX 200 (Austrália): +0,57%

Bolsas asiáticas fecharam sem um rumo definido, diante da indefinição da guerra do Oriente Médio.

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,09%

DAX (Alemanha): -0,09%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,07%

CAC 40 (França): +0,18%

FTSE MIB (Itália): +0,87%

Bolsas europeias sem rumo, em razão das indefinições da guerra.

Commodities

 

 

 

🛢️Petróleo WTI, +0,39%, a US$ 88,54 o barril

Petróleo Brent, +0,46%, a US$ 91,82 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,51%, a 771,50 iuanes (US$ 113,91)

Petróleo um pouco pressionado pelas escaramuças que se sucendem na guerra do Oriente Médio. Zero de previsibilidade.  

 

NO DIA, 1006

Mercados operam ao sabor de dois (ou três) governos populistas, os americanos, israelenses e iranianos, que seguem repondendo à estocadas isoladas. Ontem, foi mais um dia de tensão, depois que os EUA responderam a um ataque iraniano a um helicópetero Apache. Mesmo assim muitos consideraram este fato algo isolado, o que acabou derrubando o petróleo. Hoje é dia de atenção à inflação americana. Depois de um payroll, que eliminou as dúvidas sobre a força da economia, o CPI de maio poderá definir até onde vai a reprecificação dos juros e quanto desse ajuste ainda precisa nos ativos. O dado, que sai às 9h30, terá repercussão imediata no mercado brasileiro e nas expectativas para o Copom. Nesta manhã, os mercados consderam a retaliação americana ao Irã limitada, achando realmente que um acordo deve acontecer em dois a três dias. O mercado chega ao CPI de maio em meio a uma rápida reprecificação dos juros globais após o payroll forte. Sobre o CPI de maio, aponta-se alta de 0,5% no índice cheio e aceleração da inflação anual de 3,8% para 4,2%, refletindo principalmente o choque provocado pelo petróleo e pelos custos de energia relacionados à guerra no Oriente Médio. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, deve subir 0,3% no mês e avançar de 2,8% para 2,9% em 12 meses, sinalizando que parte das pressões.

 

 

 

 

 

Agenda macro 08 a 12 de junho

 

 

 

Quarta-feira, 10 de junho

EUA: CPI de maio (principal indicador)

Brasil: Fluxo cambial estrangeiro

Quinta-feira, 11 de junho

Opep: relatório do mercado de petróleo

Brasil: Volume de serviços de abril
Zona do euro: Decisão de juros do BCE
EUA: PPI de maio e auxílio-desemprego
Zona do euro: Coletiva de Lagarde

Sexta-feira, 12 de junho

Brasil: IPCA de maio
EUA: Confiança do consumidor de Michigan

 

 

Boa semana e quarta-feira para todos!

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: CPI nos EUA domina o dia e conduz o mercado*


… Trump continua ditando o humor dos negócios na guerra, protagonizando a volatilidade que se tornou rotina para os investidores há mais de 100 dias. Ontem, derrubou o petróleo, ao prever um acordo em “dois ou três dias”, e à noite puxou o petróleo, ao retaliar o Irã como havia prometido. Mas hoje a atenção do mercado é totalmente deslocada para a inflação americana. Depois de um payroll que eliminou as dúvidas sobre a força da economia dos Estados Unidos, o CPI de maio poderá definir até onde vai a reprecificação dos juros e quanto desse ajuste ainda precisa aparecer nos ativos. O dado, que sai às 9h30, terá repercussão imediata no mercado brasileiro e nas expectativas para o Copom.


E ELE ATACOU – A reação inicial dos mercados asiáticos na abertura desta quarta-feira sugere que os investidores enxergaram a retaliação americana ao Irã como limitada e compatível com a continuidade das negociações. Ou teriam reagido bem pior.


… O petróleo voltou a subir após os ataques dos Estados Unidos contra radares e sistemas de defesa aérea iranianos no Estreito de Ormuz, mas sem sinal de pânico. O Brent avançava para a faixa de US$ 92 por barril, enquanto bolsas asiáticas recuavam e o dólar ganhava força.


… A leitura dos investidores contrasta com a sucessão de manchetes contraditórias ao longo da terça-feira.


… Primeiro, Donald Trump afirmou que um acordo com o Irã poderia ser fechado em “dois ou três dias”, derrubando o petróleo. Depois, prometeu responder à derrubada de um helicóptero Apache americano em Ormuz, reduzindo as perdas da commodity.


… À noite, cumpriu a ameaça e lançou ataques descritos como “proporcionais” pelo Comando Central americano.


… A tensão voltou a aumentar após explosões serem registradas em diferentes pontos do sul do Irã.


… A Guarda Revolucionária prometeu uma “resposta pesada” aos Estados Unidos e países do Golfo elevaram o nível de alerta diante do risco de retaliações contra bases americanas na região.


… As dúvidas sobre o estágio das negociações também aumentaram. Enquanto Trump voltou a falar em entendimento iminente, o vice-presidente JD Vance admitiu que um acordo deve sair antes das eleições de meio-mandato – o que significa que pode levar meses.


… Ao mesmo tempo, reportagens do New York Times indicaram que as conversas avançaram para temas centrais do programa nuclear iraniano, incluindo enriquecimento de urânio, estoques, instalações nucleares e inspeções internacionais.


… Mas fontes iranianas negaram relatos de que Teerã teria enviado uma nova proposta a Washington ou concordado em transferir urânio enriquecido para um terceiro país – como para os aliados da China ou a Rússia.


… O quadro sugere que existe negociação de verdade, existe guerra de verdade e existe retaliação de verdade — mas continua sem clareza sobre quando, ou se, essas conversas resultarão em um acordo.


… Por isso, apesar da nova escalada militar, o foco dos investidores permanece voltado para o CPI americano, que sai hoje às 9h30.


… Após o payroll forte e a recente reprecificação dos juros globais, inclusive com a Selic no Brasil, uma surpresa inflacionária tem potencial para produzir impacto maior sobre os mercados do que os desdobramentos imediatos da guerra.


PREVISÃO JÁ É DE ALTA FORTE – O mercado chega ao CPI de maio em meio a uma rápida reprecificação dos juros globais após o payroll forte.


… A mediana das projeções coletadas pelo Broadcast aponta alta de 0,5% no índice cheio e aceleração da inflação anual de 3,8% para 4,2%, refletindo principalmente o choque provocado pelo petróleo e pelos custos de energia relacionados à guerra no Oriente Médio.


… O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, deve subir 0,3% no mês e avançar de 2,8% para 2,9% em 12 meses, sinalizando que parte das pressões já começa a se espalhar para outros segmentos da economia americana.


… O dado ganha importância adicional porque dirigentes do Fed vêm demonstrando preocupação crescente com os riscos inflacionários.


… Algumas instituições já discutem a possibilidade de novas altas de juros caso os preços continuem surpreendendo para cima.


… A Capital Economics projeta duas elevações de 25 pontos-base neste ano, enquanto o Bank of America já não espera cortes de juros em 2026.


… O resultado pode definir se a recente reprecificação dos juros globais terá continuidade ou se o movimento dos últimos dias foi exagerado.


… O dado também será acompanhado com atenção no Brasil, onde os juros futuros não conseguiram acomodar o alívio observado no petróleo e nos Treasuries nesta terça-feira, mesmo com a recuperação parcial do Ibovespa (leia mais abaixo).


… A curva seguiu pressionada, refletindo o risco de um aperto mais forte nos Estados Unidos, que tenderia a inclinar o Copom para uma postura mais conservadora na reunião da semana que vem. Já uma surpresa benigna, abriria espaço para alguma correção.


RESPOSTA À GUERRA – O governo prepara duas medidas para tentar conter os efeitos da disparada do petróleo sobre a inflação doméstica.


… De um lado, a Câmara pode votar hoje o projeto que permite usar a arrecadação extraordinária gerada pelo petróleo para reduzir tributos federais sobre combustíveis. De outro, o Planalto destravou a proposta de elevar a mistura de etanol na gasolina, de 30% para 32%.


… A decisão sobre o etanol dependia do aval do presidente Lula e ganhou força após reunião com representantes do setor sucroenergético.


… Segundo fontes do Estadão, a preocupação com eventuais impactos inflacionários vinha adiando a medida, apesar de os testes técnicos estarem concluídos há meses. O cenário mudou com a guerra no Oriente Médio.


… Com a alta do petróleo e riscos ao abastecimento, o governo passou a defender o aumento da mistura como instrumento para reduzir o custo médio da gasolina ao consumidor. Alexandre Silveira (MME) quer submeter a proposta ao CNPE em 15 dias, com vigência inicial de 180 dias.


… Ao mesmo tempo, a Frente Parlamentar da Agropecuária articula a votação do PLP dos combustíveis, que autoriza o uso da arrecadação extra do petróleo para compensar reduções tributárias. O texto também busca preservar a competitividade do etanol e do biodiesel.


DIA D PARA A PEC DO BC – A CCJ do Senado deve votar hoje a PEC 65, que concede autonomia administrativa, financeira e orçamentária ao Banco Central. O presidente da CCJ, Otto Alencar, afirmou que a proposta “não será retirada de pauta”.


… Nos bastidores, conta-se que o BC já tem pelo menos 15 votos favoráveis — um acima do mínimo necessário para aprovação no colegiado.


… A perspectiva de avanço da proposta levou o governo a acelerar a construção de uma alternativa de última hora.


… Integrantes da equipe econômica defendem a manutenção do BC como autarquia, mas com maior autonomia para gerir os próprios recursos, numa tentativa de evitar a transformação da instituição em uma entidade pública de natureza especial, como prevê o texto atual.


… O relator da PEC, senador Plínio Valério, rejeita mudanças no parecer e afirma que o governo teve mais de dois anos para negociar ajustes. A avaliação é que a sessão desta quarta-feira representa um verdadeiro “Dia D” para uma matéria que está parada na CCJ há quase três anos.


… O embate ganhou novos contornos políticos nos últimos dias.


… Enquanto servidores do BC intensificaram a campanha contra a PEC, 43 dos 46 chefes de unidades e gabinetes da instituição divulgaram carta aberta em defesa da aprovação. Galípolo manifestou apoio ao texto e contestou as críticas relacionadas ao impacto fiscal da mudança.


CORRIDA PELAS TERRAS RARAS – A disputa global por minerais críticos chegou de vez ao Brasil.


… Após os Estados Unidos ampliarem sua presença no setor por meio da compra de participação na Serra Verde, em Goiás, a União Europeia acelerou negociações com o governo brasileiro para garantir acesso às reservas nacionais de terras raras.


… O movimento reflete a tentativa de reduzir a dependência da China, que domina a capacidade global de processamento desses minerais.


… Em entrevista à Fox Business, o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, citou o Brasil como parceiro estratégico para o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos. O País tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China.


… A diferença é que Pequim domina não apenas a extração, mas também o refino e o processamento dos materiais, etapa que concentra a maior parte do valor agregado da cadeia. Por isso, o governo pretende condicionar eventuais acordos à instalação de capacidade industrial local.


… Nas negociações com a União Europeia, Brasília defende investimentos em beneficiamento e refino, evitando que o país se limite à exportação de matéria-prima bruta. O desafio é transformar potencial em capacidade produtiva.


… Mesmo após a aprovação do projeto de lei dos minerais críticos na Câmara, o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração, Mauro Henrique, afirma que o Brasil ainda “engatinha” no setor por falta de infraestrutura logística, financiamento e plantas industriais de processamento.


ALCOLUMBRE NEGOCIA PAUTAS-BOMBA – No Globo, o presidente do Senado quer uma conversa direta com Lula para definir o encaminhamento da PEC que acaba com a escala 6×1 e discutir um conjunto de propostas de elevado impacto fiscal que preocupa a equipe econômica.


… O tema foi tratado nesta terça-feira em reunião entre Alcolumbre, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães. Segundo o jornal, Lula e Alcolumbre deverão conversar nos próximos dias.


… Pelas contas da equipe econômica, o impacto potencial das chamadas pautas-bomba supera R$ 270 bilhões.


… Entre elas está o projeto de renegociação das dívidas rurais, cujo alcance foi ampliado pelo Senado e que já está pronto para votação em plenário, com custo estimado em R$ 120 bilhões ao longo da próxima década.


… Também estão no radar a PEC que garante aposentadoria integral para agentes de saúde (impacto de R$ 100 bilhões), um piso salarial nacional para médicos e cirurgiões (R$ 47 bilhões) e a ampliação dos repasses da União ao Fundo de Participação dos Municípios (R$ 10 bilhões).


… O esforço de articulação ocorre em meio ao desgaste da relação entre Lula e Alcolumbre após a rejeição pelo Senado da indicação de Jorge Messias ao STF – nome que o presidente já disse que pretende reapresentar.


… A movimentação ganha relevância em um momento de crescente preocupação do mercado com a trajetória fiscal.


CURTAS DA POLÍTICA – Na Câmara, Hugo Motta condicionou a votação do PLP dos combustíveis hoje à retirada da urgência constitucional do projeto relacionado à escala 6×1. Segundo ele, sem o destravamento da pauta, a Câmara pode encerrar os trabalhos já nesta quarta-feira.


PLANO SAFRA. A Frente Parlamentar da Agropecuária solicitou ao governo R$ 27 bilhões para equalização dos juros do Plano Safra 2026/27, valor equivalente ao dobro do destinado à safra atual. O Plano deverá ser anunciado no dia 1º de julho.


MERCOSUL. Nesta terça, a Câmara aprovou os acordos de livre comércio do Mercosul com Singapura e com a EFTA, bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Os textos seguem agora para análise do Senado.


PESQUISA. Integrantes da oposição acompanham a divulgação da nova pesquisa Genial/Quaest, hoje (7h), que deve medir os efeitos eleitorais para a candidatura de Flávio após as revelações envolvendo Daniel Vorcaro e o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro.


MAIS AGENDA – Depois do foco absoluto no CPI, a agenda traz ainda pesquisa industrial regional do IBGE (9h), fluxo cambial (14h30), estoques de petróleo nos EUA (11h30) e o balanço da Oracle, após o fechamento do mercado. Galípolo continua em Xangai.


CHINA HOJE – O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) da China subiu 1,2% em maio ante igual mês do ano anterior, levemente abaixo da expectativa (1,3%). Já o Índice de Preços ao Produtor (PPI) teve alta anual de 3,9% em maio, contra previsão de 3,8%.


ABRINDO PASSAGEM – O petróleo mostrou queda importante nesta terça-feira, apoiado nas sinalizações positivas sobre o fluxo de navios no Estreito de Ormuz, dadas pelo secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright.


… Segundo ele, o tráfego em Ormuz está “aumentando de forma muito significativa”. Trump também renovou o otimismo sobre o fim da guerra ao afirmar que um acordo com o Irã poderia ser assinado “em dois ou três dias”.


… À tarde, porém, o mercado ficou volátil por causa de uma publicação do presidente americano em sua rede social, acusando os iranianos de terem abatido um helicóptero Apache que patrulhava Ormuz.


… Trump afirmou que os Estados Unidos responderiam ao ataque, sem dar maiores detalhes. No início da noite, com o mercado de petróleo fechado, o Comando Central confirmou ataques de “autodefesa” contra alvos no Irã.


… O Brent para agosto caiu 2,97%, a US$ 91,45 por barril na ICE, enquanto o WTI para julho recuou 3,40%, a US$ 88,20 por barril na Nymex.


DIREÇÕES OPOSTAS – As bolsas americanas fecharam mistas, com S&P500 (-0,26%, aos 7.386,65 pontos) e Nasdaq (-0,97%, aos 25.678,82 pontos) sentindo a nova correção nos ativos ligados à Inteligência Artificial.


… Entre os destaques negativos ficaram Marvell (-7,61%), Apple (-3,64%), AMD (-3,02%) e Micron (-1,41%). Além de embolsar os ganhos da sessão anterior, investidores estão cautelosos sobre a concorrência externa no setor.


… Segundo a Bloomberg, a China está se preparando para gastar cerca US$ 295 bilhões nos próximos cinco anos na construção de data centers no país, impulsionando a ambição de Pequim de superar os Estados Unidos em IA.


… Já o Dow Jones sustentou leve alta (0,17%, aos 50.872,11 pontos), apoiado na alta de ações de consumo, como Home Depot (+3,75%), P&G (+2,46%), Coca-Cola (+2,26%) e Johnson & Johnson (+2,08%).


AJUSTE FINO – A queda expressiva do petróleo deu suporte ao recuo dos juros futuros na parte da manhã, mas o alívio na curva durou pouco, com novos ruídos sobre a guerra e a cautela antes dos dados de inflação desta semana.


… Lá fora, o clima azedou no início da tarde, quando Trump afirmou que revidaria um ataque do Irã, que derrubou um helicóptero americano na região do Estreito de Ormuz, o que acabou gerando volatilidade nos ativos por aqui.


… Independentemente do quadro externo, operadores também viram fatores técnicos para as taxas não devolverem os prêmios expressivos acumulados nas últimas sessões.


… “Há uma expectativa grande em relação ao que virá do Copom. O pessoal está ajustando suas posições em relação a essa mudança de cenário”, disse Luis Felipe Vital, da Warren Investimentos, ao Broadcast.


… Na agenda do dia, o IGP-DI subiu 0,87% em maio, mostrando desaceleração em relação à alta de 2,41% em abril. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,82% no ano e de 2,53% em 12 meses.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,480% (de 14,473% no ajuste anterior); Jan/28 a 14,900% (14,869%); Jan/29 a 14,920% (14,928%); Jan/31 a 14,755% (14,774%); e Jan/33 a 14,705% (14,738%).


DE LADO – Depois de disparar 3,3% em três sessões, o dólar interrompeu a escalada, em meio ao otimismo sobre o fim da guerra, com Trump prometendo um acordo com o Irã ainda nesta semana.


… O presidente americano também foi o culpado por causar volatilidade nos mercados à tarde, ao avisar que revidaria a derrubada de um helicóptero americano pelo Irã.


… Apesar do susto, o dólar (-0,05%, a R$ 5,1775) ficou de lado, em linha com a moeda lá fora (DXY caiu apenas 0,07%, aos 99,970 pontos). O euro teve leve alta de 0,05% (US$ 1,1542). E a libra ganhou 0,29% (US$ 1,3378).


RESPIROU – Depois de três quedas consecutivas, a bolsa conseguiu uma recuperação modesta, ajudada pela melhora na percepção de risco no exterior e por uma trégua momentânea do câmbio.


… Apesar do alívio, analistas alertam que o comportamento do Ibovespa segue dependente da trajetória das taxas aqui e nos Estados Unidos, e da direção do fluxo de capital estrangeiro.


… Somente neste mês, até sexta-feira passada (5), os gringos já retiraram R$ 1,8 bilhão das ações brasileiras. No acumulado do ano, o saldo ainda é positivo em R$ 39,7 bilhões, mas está reduzindo em ritmo acelerado desde maio.


… O Ibovespa fechou em alta de 0,68%, aos 169.813,15 pontos, com giro de R$ 25 bilhões. As blue chips subiram em bloco, com exceção de Petrobras PN (-0,12%, a R$ 41,17). Já o papel ON da estatal teve leve alta (+0,17%, a R$ 46,12).


… Vale avançou 0,55% (R$ 78,50), na contramão do minério (-0,20%). Entre os bancos, Itaú PN subiu 1,82% (R$ 39,22), Santander unit (+1,46%, a R$ 27,17), Bradesco PN (+1,34%, a R$ 17,43), BTG unit (+0,69%, a R$ 50,85) e BB (+0,05%, a R$ 19,11).


… Hapvida (+4,50%, a R$ 11,38) liderou as altas do índice, seguida por Direcional (+4,47%, a R$ 12,85) e Cury (+4,17%, a R$ 30,20). Na outra ponta, Totvs (-4,85%, a R$ 30,79) foi a maior baixa, com Natura (-2,75%, a R$ 9,20) e Weg (-1,52%, a R$ 43,33).


CIAS ABERTAS NO AFTER – Para JBS, eventual manutenção das restrições da União Europeia às importações de carnes do Brasil pode provocar desequilíbrios na exportação de frango, alerta CEO global, Gilberto Tomazoni.


… Apesar da preocupação, o executivo disse que a companhia trabalha com a expectativa de que o impasse será resolvido antes de setembro, quando está prevista a entrada em vigor da suspensão de embarques.


… Tomazoni afirmou ainda que a JBS está reforçando sua estratégia de atuação no mercado doméstico para reduzir os efeitos de eventuais turbulências externas, como a cota de exportação de carne bovina para a China.


ANEEL. Diretoria decidiu, por unanimidade, pela homologação e adjudicação dos contratos no âmbito do leilão de reserva de capacidade, realizado em março deste ano.


… Foram votados dois processos referentes aos produtos de 2027, 2028, 2029, 2030 e 2031. Previamente, a reguladora já havia dado o aval para os produtos de 2026.


… A formalização dos contratos do certame está ocorrendo em meio à controvérsia sobre o tema no Poder Judiciário, no Ministério Público e no Tribunal de Contas da União (TCU).


… Apesar dos questionamentos, não houve justificativa suficiente para paralisar o leilão. Uma eventual decisão cautelar não foi adotada pelo Judiciário nem pela Corte de Contas, até o momento.


TOTVS. Conselho aprovou distribuição de R$ 104,3 milhões em juros sobre capital, equivalente a R$ 0,18 por ação. Papel fica ex-JCP no dia 16. Pagamento será em 10 de julho.


IGUATEMI. Conselho encerra programa de recompra de ações aberto em fevereiro de 2025 e aprova novo programa, para recompra de até 2,451 milhões de units, com prazo até dezembro de 2027.


BANRISUL distribuirá R$ 90 milhões em juros sobre capital, equivalente a R$0,22 por ação. Papéis ficam ex-JCP no dia 15. Pagamento ocorrerá no dia 26.


BIOMM divulga estimativa de Ebitda entre R$ 90 milhões e R$ 100 milhões neste ano.


ROMI. Conselho aprovou distribuição de R$ 5,6 milhões em juros sobre capital, equivalente a R$ 0,06 por ação. Papel fica ex-JCP no dia 16. Pagamento ocorrerá até o final de 2027.


VITTIA concluiu programa de recompra de ações, com cancelamento de 4,5 milhões de papéis, sem redução do capital. Conselho aprovou abertura de novo programa, para recompra de até 4,5 milhões de ações, por 12 meses.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Tesouro reserva

 

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/tesouro-reserva-pode-render-r-1735-a-mais-que-poupanca-em-dois-anos-veja-simulacoes.shtml

100 dias de conflito no Iran

 

100 dias de conflito no Iran

O conflito começou em 6 de abril, com os ataques coordenados de EUA e Israel contra instalações nucleares iranianas. O Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, continua sob pressão. As negociações estagnaram. Nenhum dos lados quer ceder, mas nenhum parece querer estar aqui daqui a seis meses.

Os mercados, com a frieza que lhes é característica, já precificaram o cenário.

O curioso é que a resposta foi muito mais seletiva do que catastrófica.

O Brent ultrapassou US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022. Os yields dos treasuries subiram, com investidores precificando inflação mais alta e política monetária mais restritiva. A hipoteca de 30 anos nos EUA saltou de 5,98% para 6,5%. As famílias americanas gastaram em média US$ 750 a mais desde o início do conflito, segundo a Moody’s, a maior parte em energia.

Pra piorar, o Pentágono gasta US$ 2 bilhões por dia em operações militares. O orçamento pedido pela Casa Branca para 2027 é de US$ 1,5 trilhão, alta de 42% sobre 2026.

Mas existe uma segunda história correndo em paralelo.

Enquanto energia e renda fixa sofriam, a bolsa americana surpreendeu, puxada por empresas ligadas à infraestrutura de AI. O conflito identificou gargalos de capacidade computacional e acelerou investimentos em semicondutores. Coreia do Sul e Taiwan receberam revisões de crescimento para cima. As ações europeias ficaram para trás, mais expostas ao custo de energia.

O mercado não ignorou a guerra. Ele dividiu o mundo em dois grupos: quem se beneficia da aceleração de AI e quem absorve o custo da energia subindo.

A OCDE cortou a projeção de crescimento global para 2,8% em 2026. No cenário de disrupção prolongada, cai para 2,1%, o que empurraria algumas economias para perto de recessão.

Cem dias de conflito e o mercado ainda não chegou à destruição de demanda que forçaria uma mudança estrutural de verdade. O apoio à guerra nos EUA está em mínimas históricas. Ambos os lados estão procurando uma saída que salve as aparências.

O que os mercados estão precificando não é a guerra em si, o que está no preço é a sua duração…

Modelos Econométricos Exportáteis: Compreendendo as Interações Econômicas através do Espaço

 


Modelos Econométricos Exportáteis: Compreendendo as Interações Econômicas através do Espaço


Fenômenos econômicos raramente estão confinados a fronteiras geográficas. O desenvolvimento de uma cidade ou a produtividade de uma região muitas vezes depende não apenas das condições locais, mas também do que ocorre nas áreas ao redor. Ligações comerciais, mobilidade laboral, redes de infraestrutura, difusão tecnológica, externalidades ambientais e interações institucionais criam sistemas econômicos interconectados nos quais locais vizinhos se influenciam mutuamente. Modelos econométricos econométricos espaciais foram desenvolvidos para capturar essas interdependências geográficas e fornecer uma estrutura realista para análise empírica.

Ao contrário das abordagens econométricas convencionais que tratam as observações como independentes, a econometria espacial reconhece que a proximidade importa. Regiões que estão geograficamente ou economicamente conectadas frequentemente exibem padrões semelhantes de crescimento, renda, emprego, investimento e resultados sociais. Ignorar essas relações espaciais pode levar a estimativas tendenciosas e a uma compreensão incompleta dos processos econômicos.

Uma característica central da análise espacial é a identificação de relações espaciais entre unidades por meio de uma estrutura de ponderação espacial. Esse arcabouço determina o quão fortemente os locais estão conectados e permite aos pesquisadores medir até que ponto as atividades econômicas, choques ou políticas se espalham pelo espaço geográfico. Como resultado, modelos econométricos eclométricos espaciais são capazes de distinguir efeitos locais de influências regionais mais amplas.

A importância desses modelos cresceu substancialmente nas pesquisas econômicas contemporâneas. Eles são amplamente aplicados no estudo do desenvolvimento regional, expansão urbana, sustentabilidade ambiental, saúde pública, sistemas de transporte, mercados imobiliários e integração econômica internacional. Ao considerar as interações espaciais, os pesquisadores podem entender melhor como os benefícios ou custos econômicos se espalham além da área de origem.

A econometria espacial é particularmente valiosa para avaliação de políticas porque as intervenções políticas raramente afetam apenas a região-alvo. Projetos de infraestrutura, regulamentações ambientais, investimentos educacionais e programas de saúde pública frequentemente geram efeitos de efeito que se estendem às comunidades vizinhas. Medir esses efeitos indiretos é essencial para avaliar com precisão a eficácia das políticas e projetar um desenvolvimento eficiente.

Do meu ponto de vista, modelos econométricos eclométricos espaciais são essenciais porque reconhecem que as atividades econômicas estão profundamente interconectadas através do espaço geográfico. Ao capturar efeitos de transbordamento, ciclos de retroalimentação e interações regionais, eles fornecem insights mais precisos sobre dinâmicas econômicas e apoiam formulações de políticas mais eficazes e baseadas em evidências para o desenvolvimento sustentável e crescimento.

ESG X CVM

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