domingo, 20 de outubro de 2024

Economia institucional

José Augusto Lambert


Ainda sobre ser economista, achei um interessante artigo - do qual discordo frontalmente - que comenta as teses do Premio Nobel deste ano dado a Daron Acemoglu, Simon Johnson e James Robinson por seu influente trabalho sobre como as instituições moldam o desenvolvimento econômico, exposto também no seu famoso livro "Why Nations Fail"


O trabalho de Acemoglu, Johnson e Robinson divide as instituições em duas categorias: "inclusivas" e "extrativas".

As instituições inclusivas - como as que fazem valer os direitos de propriedade, protegem a democracia e limitam a corrupção - promovem o desenvolvimento econômico, de acordo com os laureados. Por outro lado, as instituições extrativistas, que dão origem a uma alta concentração de poder e a uma liberdade política limitada, buscam concentrar os recursos nas mãos de uma pequena elite e, assim, sufocar o desenvolvimento econômico.


Como o trabalho dos economistas laureados parte das características do processo de colonização dos paises, o artigo em tela critica 

a aparente neutralidade moral dos economistas em relação a um suposto caráter maligno intrínseco ao processo de colonização, critica que se insere dentro do revisionismo histórico woke batizado de decolonialismo.


A esta critica, os economistas laureados respondem  que _"em vez de perguntar se o colonialismo é bom ou ruim, observamos que diferentes estratégias coloniais levaram a diferentes padrões institucionais que persistiram ao longo do tempo."_


O mais interessante do artigo é a critica que o seu autor faz aos economistas em geral e à Economia "convencional":


_"Por que Acemoglu não está preocupado com o fato de o colonialismo ser bom ou ruim? Mas para aqueles que estão familiarizados com o funcionamento interno da disciplina econômica, essa afirmação não é uma surpresa_.


_Infelizmente, tornou-se um distintivo de honra na economia convencional analisar o mundo sem uma lente normativa ou julgamentos de valor. Esse é um problema mais amplo da disciplina e, em parte, explica por que a economia tem se tornado cada vez mais insular e distante de outras ciências sociais."_


Essa última frase então, para mim, soa como o melhor elogio que os economistas poderiam receber. Principalmente os economistas formados nas universidades dos USA:


_"Além disso, um estudo recente constatou que a concentração institucional e geográfica dos prêmios em economia é muito maior do que em outros campos acadêmicos. Quase todos os ganhadores de prêmios importantes tiveram que passar por uma das principais universidades dos EUA (limitada a menos de dez) em sua carreira"._


O artigo conclui apontando o que seria uma suposta insuficiência da ciencia econômica, mas que, na verdade, é a base lógica de qualquer ciência que mereça essa denominação:


"_Talvez seja por isso que todos os anos o prêmio parece ir para alguém que pergunta "como uma mudança na variável X afeta a variável Y", em vez de fazer perguntas difíceis sobre colonialismo, imperialismo ou capitalismo e ousar questionar a supremacia das instituições ocidentais._


O que o autor pede é que a ideologia domine a Economia, que juizos e valor se sobreponham à argumentação objetiva e à busca, mais isenta possível, da causalidade dos fenômenos econômicos.


Quando juizos de valor são utilizados, ex-ante, à investigação e no debate da causalidade de fenômenos, descarta-se o método cientifico e ficamos a mercê das contingências e modismos conjunturais e culturais. 


Obrigado Jostein Hauge, mas dispensamos, enfaticamente, seu conselho e agradecemos os elogios à classe.


https://www.terra.com.br/noticias/analise-premio-nobel-de-economia-deste-ano-ignorou-a-brutalidade-do-colonialismo,beaa684c95bc6e4e59a21d40a5e738885c9dt6xp.html?utm_source=clipboard

Argentina

 Chama-se “Vaca Muerta” e está a transformar este país numa verdadeira potência mundial do petróleo https://executivedigest.sapo.pt/noticias/chama-se-vaca-muerta-e-esta-a-transformar-este-pais-numa-verdadeira-potencia-mundial-do-petroleo/

Recomendo fortemente

 Do Brasil Paralelo: Do rio ao mar

https://www.youtube.com/live/LK3ywVVk2xY?si=dzmp2AXMHLYzcOa7

Pelo CHAPT GPT

 Julio Hegedus Netto é um economista com uma sólida trajetória de mais de 26 anos como economista-chefe da Lopes Filho, além de atuar como colunista e consultor em várias plataformas financeiras. Ele possui mestrado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e pela Universidade Cândido Mendes (UCAM), e está atualmente cursando doutorado e a contribuir para a Confiance Tec. Sua carreira é marcada por sua capacidade analítica e sua contribuição para o mercado financeiro, escrevendo relatórios para a OHM Research e publicando artigos em veículos como Suno Notícias e Investing.com.


Entre os pontos positivos, destaca-se a vasta experiência adquirida ao longo de sua carreira, o que o consolidou como uma referência no setor financeiro, particularmente em análises de mercados e cenários macroeconômicos. Além disso, sua formação acadêmica diversificada, aliada à experiência prática, o coloca em posição de liderança no campo econômico.


Por outro lado, um possível desafio em sua trajetória pode estar relacionado ao fato de atuar em um mercado volátil e com rápidas mudanças, o que exige constante atualização e flexibilidade. Além disso, a pressão de ser uma voz influente no mercado financeiro pode trazer desafios em relação à precisão e à confiabilidade das previsões econômicas.


Essa combinação de experiência, credibilidade e responsabilidade destaca os pontos fortes e os desafios de sua trajetória profissional.


Resumo semanal

 📊 Resumo da Semana 


A incerteza fiscal foi assunto dominante nas mesas de operações ao longo desta semana e penalizou os ativos domésticos, levando o dólar a testar os R$ 5,70 e os juros futuros a encostar nos 13%. As declarações dos ministros Fernando Haddad e Simone Tebet sobre uma série de projetos para conter as despesas do governo, e que serão enviados ao Congresso ainda neste ano, não foram suficientes para reverter o mau humor. Investidores cobram uma fala assertiva do presidente Lula apoiando o corte de gastos. No exterior, a China concentrou as atenções ao fazer novos anúncios de estímulos econômicos, na tentativa de alcançar sua meta de crescimento de 5% neste ano. Os dados do 3TRI24 mostraram alta de 4,6% do PIB. Embora ligeiramente melhor que o esperado, o número indica tendência de desaceleração do país. Nos EUA, ao contrário, a economia segue a todo vapor, como mostraram os dados divulgados nesta semana, afastando o receio de uma recessão, mas aumentando a dúvida sobre qual será a atitude do Fed em novembro. Bom fim de semana! (Téo Takar)


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Por que as nações fracassam

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Por que as Nações Fracassam - 


do meu amigo Lambert


"Você sabia que não existe um único país onde a alta confiança social coexista com alta desigualdade de renda? Esse "espaço vazio" no mundo conta uma lição importante - especialmente para o Brasil.


A interação entre instituições, desigualdade econômica e confiança social molda a base da prosperidade de uma nação. Instituições fortes promovem justiça e oportunidade, o que pode reduzir a desigualdade e construir confiança entre os cidadãos. Por outro lado, a alta desigualdade frequentemente corrói a confiança social, enfraquece as instituições e prejudica o crescimento econômico.


Estudos científicos destacam que sociedades com grande desigualdade de renda tendem a ter níveis mais baixos de confiança interpessoal. A desigualdade pode gerar ressentimento e criar barreiras entre diferentes grupos econômicos. Sem confiança, a cooperação diminui, as transações se tornam mais custosas e as instituições enfrentam dificuldades para funcionar de forma eficaz. 


Esse nexo causal se auto-reforça. Baixa confiança social também é um fator que reduz os incentivos para adoção de políticas públicas e reformas institucionais que beneficiem a todos. Como a maioria é percebida como confiável, pequenas redes de vínculo pessoal ou com interesses diretos têm maior chance de receberem prioridade na alocação de recursos. Incentivam, assim, políticas e instituições particularistas, que beneficiam poucos aos custos de muitos. 


O gráfico mostra vividamente essa realidade. O Brasil está no canto inferior direito, marcado tanto pela baixa confiança social (apenas 6,5% da população acredita que a maioria das pessoas é confiável) quanto pela alta desigualdade de renda (com um coeficiente de Gini acima de 0,50). Isso coloca o Brasil ao lado de países como Zimbábue e África do Sul. O gritante "vazio" no canto superior direito enfatiza que nenhum país mantém alta confiança em meio à alta desigualdade.


Essa correlação levanta questões críticas: como o Brasil pode romper esse ciclo de desigualdade e desconfiança? Instituições fortes que estabelecem regras do jogo claras, previsíveis e que pensam no conjunto da população podem aumentar a confiança social e assim serão parte decisiva do processo. Junto delas, políticas inclusivas e reduzir a desigualdade em suas múltiplas dimensões."

No que acredita o liberal?

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 No que acredita o liberal?


"O que explicaria a resiliência da filosofia da liberdade, depois de tantas vezes ter sua morte anunciada? Pois sua simplicidade e elegância, não prometer um mundo novo, não alimentar o valor de missionários e salvadores, pela tolerância a outros pontos de vista, são 'fraquezas políticas', de acordo com os inimigos da liberdade. O apelo político dos inimigos da liberdade é enorme, mas existe em cada ser humano uma lâmpada apagada que pode se acender. Não sabemos como acendê-la, mas, depois de acesa, nunca mais se apaga - o que provoca estupefação nos inimigos da liberdade. (...) alguém conhece algum amigo da liberdade cuja lâmpada se apagou? Não existe. Esta é a força capital da filosofia da liberdade."


"Odemiro Fonseca, que foi presidente do Instituto Liberal entre 1993 e 1997 e figurava entre seus conselheiros nos últimos anos, acaba de partir. Deixo registrada minha homenagem.


Formado pela Escola de Administração e Economia – AESP da FGV e pós-graduado pela Wharton School (EUA), tendo sido membro do Wharton Executive Board entre 1993 e 2014, Odemiro trabalhou por 18 anos no mercado financeiro e na área de consultoria e construiu uma longeva atuação empresarial nos setores de alimentação e construção civil. Além do Instituto Liberal, que assumiu para dar sequência à iniciativa criada por Donald Stewart Jr., com a realização de colóquios e coquetéis, também é membro fundador e gestor do Instituto Millenium.


Entre as realizações pelas quais nosso instituto sempre será grato, constam a organização da reunião da Sociedade Mont Pèlerin no Brasil em 1993 e a redação de livros como "Por Agaso e Por Sagacidade" e "A Sociedade dos Peregrinos".


"O que explicaria a resiliência da filosofia da liberdade, depois de tantas vezes ter sua morte anunciada? Pois sua simplicidade e elegância, não prometer um mundo novo, não alimentar o valor de missionários e salvadores, pela tolerância a outros pontos de vista, são 'fraquezas políticas', de acordo com os inimigos da liberdade. O apelo político dos inimigos da liberdade é enorme, mas existe em cada ser humano uma lâmpada apagada que pode se acender. Não sabemos como acendê-la, mas, depois de acesa, nunca mais se apaga - o que provoca estupefação nos inimigos da liberdade. (...) alguém conhece algum amigo da liberdade cuja lâmpada se apagou? Não existe. Esta é a força capital da filosofia da liberdade." (Odemiro Fonseca, "Instituto Liberal - Quatro décadas em defesa da liberdade", Editora Armada, p. 124)

Nova tarifa global

 *Capital Economics: Nova tarifa global dos EUA deve elevar sobretaxa efetiva para 14,5%* Por Gustavo Boldrini São Paulo, 21/02/2026 - O aum...