"A parte boa da teoria é que ela sempre funciona dentro dos livros.
A parte ruim é que ela só funciona nos livros.
Nenhum desses acadêmicos saiu dos livros para enfrentar o mercado.
Se mais acadêmicos saíssem do mundo das letras para enfrentar a realidade, poderíamos enxergar as teorias de outra forma."
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
sexta-feira, 14 de julho de 2017
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Em estágio crítico, Lava Jato ganhou mais um bom motivo para continuar, diz The Economist
Em
edição desta semana, a The Economist ressaltou a condenação de Luiz Inácio Lula da
Silva pelo juiz Sérgio Moro. De acordo com a publicação, o atual estágio
da Operação Lava Jato é crítico, não somente por conta da condenação do
petista, mas também pelo início dos debates na CCJ da Câmara sobre a denúncia
contra Michel Temer
Assim, com o establishment político mortalmente ameaçado,
as movimentações para que as investigações na Operação Lava Jato sejam
reprimidas estão montadas, afirma a publicação.
A Economist ressalta as falas da defesa de Lula, que
aponta que o petista é vítima inocente de "uma investigação politicamente
motivada". Lula permanecerá livre enquanto recorre, mas a sentença torna
mais difícil que ele concorra à presidência novamente em 2018. Além disso,
também intensificará o debate sobre se Lava Jato age de maneira imparcial ou se
é uma "caça às bruxas".
A revista aponta que 157 pessoas foram condenadas até
agora, enquanto o STF autorizou a investigação de dezenas de membros do Congresso.
"Para chegar até aqui, os promotores usaram técnicas que são novidades no País.
Ao usar a prisão preventiva e a delação premiada, eles extraíram confissões e
provas que levaram a acusações contra alguns dos empresários e políticos mais
proeminentes do país", aponta a publicação.
Os críticos alegam que, com essa atuação, a presunção de
inocência é perdida, ao mesmo tempo em que destacam a instabilidade política
causada pelas operações. Outra crítica ocorre com relação ao tão contestado
acordo entre o Ministério Público e os irmãos Batista, da JBS, que foi visto
como muito brando, enquanto a Polícia ainda não conseguiu comprovar muitas
acusações feitas em delações . "O
vazamento seletivo de delações destrói reputações, mesmo que a inocência seja
posteriormente confirmada", aponta a Economist, lembrando ainda que muitos
reclamam sobre a falta de diferenciação entre caixa 2 e recebimento de $$ para
enriquecimento pessoal.
Por outro lado, a publicação britânica destacou que a
Lava Jato revelou uma transgressão generalizada e reverteu uma prática de
longa data no Brasil de não punir o crime de colarinho branco. Além disso, a
força-tarefa da Operação é submetida a uma supervisão judicial estreita,
inclusive do Supremo.
"Muitas das críticas são auto-interessadas. Agora é
direito, também do PT de Lula, reclamar. Se Temer cometeu efetivamente um
crime, qualquer estabilidade que ele oferece é falsa ou carrega um preço
inaceitável. É por isso que as tentativas de controlar as investigações, se
tiverem sucesso, são alarmantes", ressalta a revista.
Lula: 'quem acha que é meu fim vai quebrar a cara'
Já em campanha, Lula deu o tom da campanha para 2018. Além do processo do triplex, o ex-presidente
Lula,71, ainda responde a outras quatro ações na Justiça, sob acusação de
crimes como corrupção, obstrução de Justiça e lavagem de dinheiro. Um dos processos
está sob a batuta de Moro: Lula é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro de propina da Odebrecht, em caso também investigado na Operação Lava Jato. Segundo o Ministério
Público Federal, o ex-presidente se beneficiou de cerca de R$ 12 milhões em
vantagens indevidas pagas pela empreiteira na compra de um terreno que seria
destinado ao Instituto Lula. O petista nega qualquer acerto ilícito e diz que o
terreno jamais pertenceu ao instituto, mas foi apenas visitado durante a
escolha de um imóvel para a instituição. A ação ainda está em fase de instrução.
Mercado financeiro aumenta projeção de déficit nas contas públicas este ano
Instituições financeiras consultadas pelo
Ministério da Fazenda aumentaram a previsão do déficit primário do governo
central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), neste ano, de
R$ 142,051 bilhões para R$ 145,268 bilhões, valor acima da meta do governo de
déficit de R$ 139 bilhões.
A projeção consta da
pesquisa Prisma Fiscal, elaborada pela Secretaria de Política Econômica do
Ministério da Fazenda, com base em informações de instituições financeiras do
mercado. O resultado foi divulgado hoje (13). Para 2018, a estimativa de
déficit ficou em R$ 129 bilhões, contra R$ 127,446 bilhões, previstos no mês
passado.
A projeção da
arrecadação das receitas federais, este ano, ficou em R$ 1,340 trilhão, contra
R$ 1,345 trilhão, previsto no mês passado.
A pesquisa apresenta
também a projeção para a dívida bruta do governo geral, que na avaliação das
instituições financeiras, deve ficar em 75,6% do Produto Interno Bruto (PIB),
ante a previsão anterior de 75,47% para este ano. Para 2018, a estimativa foi
ajustada de 78,60% para 78,67% do PIB.
Na Editora Abril, o fim do almoço grátis
Em busca de uma saída para prejuízos sucessivos e uma dívida monstruosa,
a Editora Abril parece ter ouvido o conselho de Jeff Bezos, que – além de criar
a Amazon - fazer o jornalismo se lucrativo mesmo com a internet.
Sem alarde, nos últimos dois meses, a maior editora de revistas do Brasil cortou o almoço grátis e passou a exigir que os leitores paguem pelo conteúdo disponível nos sites de quatro de suas principais publicações.
A iniciativa começou na Quatro Rodas e na Superinteressante entre o fim de maio e começo de junho, e passou a ser adotada nas últimas semanas por Exame e VEJA.com – as duas joias da casa, que somam 16,1 milhões e 17,7 milhões de visitantes únicos por mês, respectivamente.
Agora, 'na faixa', só mesmo o aperitivo: os leitores têm direito a 15 matérias gratuitas por mês – número que deve ser, em breve, reduzido para 10. Para acessar mais conteúdo, precisam pagar uma assinatura: que varia de R$ 10,90 (Superinteressante), VEJA (R$ 19,90) a R$ 29,90 na Exame, com preços promocionais para os três primeiros meses.
“Não só a Abril como todo o mercado trabalhava com uma premissa: 'vou ter muita audiência para, então, vender publicidade'. O modelo era esse. Só que esse modelo não vem se mostrando suficiente para nenhuma operação”, afirma Isabel Amorim, diretora de relacionamento de mercado da Abril.
Sem alarde, nos últimos dois meses, a maior editora de revistas do Brasil cortou o almoço grátis e passou a exigir que os leitores paguem pelo conteúdo disponível nos sites de quatro de suas principais publicações.
A iniciativa começou na Quatro Rodas e na Superinteressante entre o fim de maio e começo de junho, e passou a ser adotada nas últimas semanas por Exame e VEJA.com – as duas joias da casa, que somam 16,1 milhões e 17,7 milhões de visitantes únicos por mês, respectivamente.
Agora, 'na faixa', só mesmo o aperitivo: os leitores têm direito a 15 matérias gratuitas por mês – número que deve ser, em breve, reduzido para 10. Para acessar mais conteúdo, precisam pagar uma assinatura: que varia de R$ 10,90 (Superinteressante), VEJA (R$ 19,90) a R$ 29,90 na Exame, com preços promocionais para os três primeiros meses.
“Não só a Abril como todo o mercado trabalhava com uma premissa: 'vou ter muita audiência para, então, vender publicidade'. O modelo era esse. Só que esse modelo não vem se mostrando suficiente para nenhuma operação”, afirma Isabel Amorim, diretora de relacionamento de mercado da Abril.
Vicente Nunes: Contagem regressiva para a prisão de Lula
O
ex-presidente Lula recebeu a sentença do juiz Sérgio Moro, que o condenou a
nove anos e seis meses de prisão, com a “serenidade de um inocente”, como
relatou Márcio Macedo, um dos vice-presidentes do PT. A descrição está bem ao
gosto dos fregueses, sobretudo daqueles que saíram às ruas para pedir a não
condenação do líder petista. Marketing à parte, o certo é que a sentença de
Moro carimbou em Lula o selo da corrupção. Mesmo ainda não sendo preso por
“prudência” e para evitar “certos traumas”, conforme destacou Moro em sua
sentença, Lula ficou menor. Líder isolado nas pesquisas de intenção de voto
para a Presidência da República, ele carregará, agora, no currículo, o título
de primeiro comandante do país condenado pela Justiça comum. Não é pouca coisa. Lula, como sempre, posará de
vítima. E tentará usar o tempo a seu favor, uma vez que o Tribunal Regional
Federal da 4ª Região (TRF-4), ao qual caberá ratificar ou não a decisão de
Moro, deve demorar cerca de um ano para se posicionar caso mantidos os trâmites
normais. Com isso, a decisão sairia no auge das eleições de 2018.
Itaú cresce em Miami como opção dos brasileiros ao caos no país
O Itaú
Unibanco diz que sua unidade de private banking em Miami está crescendo apesar
da crise política
no país de origem - ou por causa dela. Em cenários ruins, o crescimento acontece pela
diversificação, diz Carlos Constantini, presidente do Itaú U.S., em entrevista
em Miami.
Investidores latino-americanos buscam alternativas para
salvar os fundos; enviar recursos para
o exterior e ter diferentes moedas sempre foi uma alternativa para
diversificar, diz ele. Os ativos do
Itau U.S. quadruplicaram na última década. Agora
administra por volta de US$ 12 bilhões, mais que os US$ 10,8 bilhões do fim do
ano passado, de acordo com uma apresentação do banco.
Para abrir conta no private banking do Itaú em Miami,
clientes brasileiros, geralmente, precisam de pelo menos R$ 5 milhões para
investir, sendo US$ 1 milhão ou mais alocado nos EUA. Bancos privados offshore
crescem em bons e maus cenários, diz Constantini.
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