segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Semana mais curta, mas não menos intensa

Iniciamos esta semana, mais curta pelo feriado do dia 15 (Proclamação da República), mas não menos intensa, dadas as incertezas geradas pela eleição de Donald Trump. 

Em entrevista exclusiva, pautada por um tom mais ameno, o presidente eleito esclareceu sobre muitos pontos defendidos na campanha eleitoral. Disse que iria preservar partes do Obamacare, desregulamentar as instituições financeiras para que elas voltem a emprestar, melhorar o controle das fronteiras contra imigrantes ilegais e o tráfico de droga (o tal muro, na fronteira com o México, ficou meio em segundo plano), criar incentivos para as empresas não montarem plantas em países onde o custo de mão de obra é mais baixo, visando preservar os empregos nos EUA, e na política externa se mostrou mais disposto a endurecer com o ISIS, desde que com apoio dos governos da Síria e da Rússia. 

Em suma, foi uma entrevista mais equilibrada, em que ele reafirmou parte do que pregou na campanha, mas em um tom mais ameno, mais conciliador, defendendo, por fim, a "união do país".

sábado, 12 de novembro de 2016

Semana intensa

Esta semana foi terrível para os mercados. O dólar beirou os R$ 3,50 para fechar na sexta-feira a R$ 3,39 e a bolsa de valores caiu forte, nesta sexta em torno de 60 mil pontos. Foi um ajuste normal depois de um ralli de algumas meses, mas o que motivou isso preocupa. Primeiro, tivemos a vitória surpreendente de Donald Trump nas eleições norte-americanas, o que jogou o mundo num buraco negro. O que vem por aí? Qual a agenda deste cidadão? A mesmo raivosa e preconceituosa, pregada em campanha, ou algo mais palatável, em sintonia com o mundo e a realidade? Por aqui, assustou também um tal cheque de uma empreiteira endereçado ao presidente Temer e as delações premiadas da Odebrecht que já começam a causar estragos por lançarem um monte dúvidas sobre a governabilidade do País. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Vídeos de Economia e Finanças do MARCOS WILKER

Artigo da Mônica de Bolle.

Artigo da MÔNICA DE BOLLE, "Lesson from Brazil’s Populist Bust"


https://piie.com/blogs/realtime-economic-issues-watch/lesson-brazils-populist-bust

ORTODOXOS E HETERODOXOS

A Ciência Econômica, para o bem, ou para o mal, permite a existência de diferentes correntes teóricas. Basicamente, de um lado, os keynesianos, com suas nuances, do outro, os neo-clássicos, também com suas variantes. Traduzindo, teríamos os heterodoxos e os ortodoxos. 
Passados séculos na evolução do pensamento eco, é triste constatar, no entanto, como estas duas correntes se escondem nos seus pedestais e pouco avançam no debate econômico....
Depois do Plano Real, com o bem sucedido processo de estabilização, pensava "cá com os meus botões", que polêmicas sobre como operar o mix de políticas econômicas, com a fiscal e a monetária, complementares e efetivas, estariam superadas. De um lado, o BACEN, como "guardião da moeda" e na fiscalização do sistema financeiro, do outro, o Tesouro, evitando descontrole das contas públicas, sob a égide da LRF....Em torno disso, a necessidade de preservar o tripé de política eco, com câmbio flutuante amortecendo volatilidades, a LRF, mantendo a disciplina fiscal, e o sistema de metas de inflação, na perseguição ao centro da meta de 4,5%.
Qual a minha surpresa, na gestão Dilma, tudo isto acabou abandonado, em nome de uma heterodoxia infantil e tosca. Todos os nossos ensinamentos nestes 50 anos de combate à inflação e estabilização econômica, acabaram abandonados e inventaram a tal "nova matriz macro"....Todo o amadurecimento em torno da teoria econômica e de certo princípios básicos para o bom funcionamento da economia, acabaram abandonados ou jogados no lixo....

Agora estamos tentando restabelecer certa racionalidade na gestão pública, com a Reforma da Previdência e a PEC do teto das despesas, ambas medidas consideradas urgentes. Não cabe mais este debate estéril entre ortodoxos e heterodoxos. Tem q ser feito e fim de papo. 

Como os países ficam ricos, de Paulo Gala

O DESMENTIDO DO GOVERNO TEMER

O presidente Michel Temer disse que não houve irregularidade no cheque de R$ 1 milhão repassado à campanha para vice-presidência em 2014.“Trata-se de cheque nominal do PMDB repassado para a campanha do então vice-presidente Michel Temer, datado de 10 junho de 2014. Basta ler o cheque. Não houve qualquer irregularidade na campanha do então vice-presidente Michel Temer”O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa ação movida pelo PSDB que pede a cassação da chapa Dilma-Temer por suposto uso de poder político e econômico na campanha de 2014. De acordo com o tribunal, a defesa da ex-presidenta Dilma Rousseff apresentou o cheque, da construtora Andrade Gutierrez, como evidência de que o dinheiro, supostamente vinculado a contratos envolvendo a empreiteira, teria ingressado na campanha por meio do PMDB, e não pelo PT. 

Anderson Nunes

 *CONTA DE LUZ E JORNADA DE TRABALHO PRESSIONAM ECONOMIA - MC 23/02/26* *Por Anderson Nunes - Analista Político* O aumento das tarifas de en...